domingo, 30 de setembro de 2007

Mau começo

Começa mal a terceira temporada da A1GP, a Copa do Mundo de Automobilismo, para a equipe brasileira capitaneada por Emerson Fittipaldi.

Sérgio Jimenez, o excelente piloto brasileiro que foi apeado da GP2 por falta de dinheiro, pegou um tremendo "rabo de foguete" que é andar num carro que ano passado praticamente não conquistou resultados. Houve mudanças de engenharia, segundo dizem, e talvez alguma coisa melhorasse.

Não foi o caso: na corrida curta de Zandvoort, que abriu a temporada neste domingo, Sérgio não foi além do 13o. lugar. A vitória ficou com a África do Sul e Adrian Zaugg, que saiu na pole position. Loic Duval foi o segundo, representando a França e os mais de 40 mil pagantes ficaram felicíssimos com o pódio conquistado pelo herói local Jeroen Bleekmolen, depois de bela briga com o suíço Neel Jani e o mexicano Salvador Durán.

Neste momento, tá rolando a corrida longa e pelo menos o Brasil já alcançou no seu início a liderança. Mas agora a ponta é da Grã-Bretanha, com Oliver Jarvis.

Ah... a propósito... já são 11 da manhã. Cadê o compacto que a Rede TV! prometeu?!?

Tales of Fuji

O bravo Hamilton: a caminho de fazer história na Fórmula 1



O que dizer depois da corrida desta madrugada?!?

A chuva que desde sábado assolou o Fuji Speedway foi o ingrediente que a Fórmula 1 precisava para produzir mais uma daquelas situações onde os espectadores no autódromo e na telinha perderam o fôlego do início ao fim.

O anticlímax provocado por 18 voltas atrás do Safety Car foi um tremendo contraste com as últimas voltas de disputas sensacionais - a dos nórdicos e compatriotas Kovalainen e Räikkönen pela segunda posição, e depois a briga suicida entre Felipe Massa e Robert Kubica pelo sexto lugar.

Estes e outros ingredientes rechearam a conquista de Lewis Hamilton, que agora coloca uma de suas duas mãos na taça. Com 12 pontos de vantagem, o rookie britânico também contou com a sorte, pois Fernando Alonso - seu "companheiro" de equipe e principal antagonista na briga pelo título, bateu na 41a. volta e interrompeu uma seqüência de 14 corridas seguidas nos pontos.

Só mesmo um acidente para provocar o primeiro abandono da McLaren neste ano, aliás.

Só mesmo um acidente inverossímil para tirar dois dos melhores pilotos da corrida - Mark Webber e Sebastian Vettel, com o choro deste último, que perderá 10 posições no grid na China.

Só uma corrida como esta onde gente como David Coulthard ainda pode mostrar talento e conquistar um belo resultado.

E só uma corrida como estas para proporcionar à mirrada Spyker seu primeiro ponto na Fórmula 1!

É bem verdade que isto aconteceu graças a uma punição imposta a Vitantonio Liuzzi, mas não há como negar que desde Monza o carro da equipe holandesa melhorou bastante e Adrian Sutil é um piloto de muito talento.

No fim das contas, fica a certeza de que este título ninguém mais tira de Lewis Hamilton. Pois se é para ser feita justiça, que a taça fique então com o único dos três pilotos da McLaren que ficou com sua imagem imaculada após o "Stepneygate". E querem saber? Merece.

sábado, 29 de setembro de 2007

Pequenas maravilhas X - Tyrrell 004 Lucky Strike



Eis uma raridade e tanto aqui no Saco de Gatos. Cortesia do leitor Caio Gruber, de Curitiba. Trata-se de uma miniatura de um Tyrrell 004 pintado com as cores dos cigarros Lucky Strike, em escala 1/18, fabricada pela Exoto.

Há um nome em destaque, como identificado no periscópio (tomada de ar) do motor Cosworth e a dúvida do Caio é se este Alex Blignaut chegou a correr com esse carro na F-1.

A resposta é não. Blignaut tentou competir em 1965, apenas, com um Cooper-Climax T55, no GP da África do Sul - mas não correu. Na verdade, como pude apurar, ele era o dono deste Tyrrell 004 e alinhou o carro na corrida de Kyalami em 1973 para o piloto local Eddie Keizan, que classificou-se em 22o. no grid e chegou em décimo-terceiro.

Foi a única aparição de Alex Blignaut como chefe de equipe na Fórmula 1. Em 2001, aos 68 anos de idade, ele lamentavelmente faleceu num acidente onde foi eletrocutado.

Ansiedade

Insistiram para que eu saísse, fosse pra umas festas, dançar, me divertir. Mas como ontem já fiz isso, então posso declinar todos os convites feitos - e foram mais de um.

Tudo porque nesta madrugada tem a Fórmula 1 e o GP do Japão, decisivo como têm sido os últimos desde a decisão da FIA em excluir a McLaren do campeonato e manter Alonso e Hamilton na disputa de pilotos - que de mais a mais é o que interessa.

A corrida de Fuji, a primeira no circuito depois de 30 anos, promete ser bem interessante. A classificação foi "aquática". Choveu muito e o treino livre matinal, o terceiro do fim de semana, foi cancelado. Aí na sessão oficial, brilharam não só o pole position Lewis Hamilton - que igualou Felipe Massa com sua 5a. pole do ano - como também Jenson Button, que andou muito com a Honda e Sebastian Vettel, excepcional com o Toro Rosso-Ferrari.

Hamilton e Alonso, que trocaram farpas durante a semana, faziam cara de "bons amigos" após a qualificação. Garantem que ao contrário do que já aconteceu em outros anos, com pilotos da McLaren cujos nomes todos nós estamos carecas de saber, os dois não vão se auto-eliminar na primeira curva.

Até porque se o fizessem, seriam duas bestas de entregar de presente a vitória para Kimi Raikkönen, que se aproximaria de ambos na briga pelo título.

Tomara que a corrida seja boa. A pista de Fuji é muito técnica e premia os pilotos com maior "manha" na guiada.

E para tornar tudo mais interessante, olhei um site e a previsão é de... chuva! A temperatura na região vai oscilar entre 12 e 15 graus.

1.200 km

Abro o site Grande Prêmio e me deparo com a decisão das montadoras em acatar uma mudança na regra da quilometragem dos motores para o futuro.

A partir de 2010, as unidades mecânicas vão poder ser usadas a cada quatro corridas - ou seja, 1.200 km de durabilidade. A potência de cada motor (que continuará sendo V-8) deve oscilar na casa de 675 HP. Graças a um "Sistema de Recuperação de Energia Cinética", 80 HP a mais serão despejados sob forma de um botão tipo nitro.

Depreende-se que, daqui a três anos, o calendário da Fórmula 1 será inchado para 20 corridas, para que as equipes usem em cada carro um mínimo de cinco motores / ano.

Eu não gosto da idéia. Se pelo lado dos custos é algo válido, a idéia de aumentar a vida útil para uma quilometragem equivalente ao percurso Rio-Brasília, é muito esquisita. Numa Fórmula 1 onde quase ninguém mais quebra, nada mais ridículo.

Mas trata-se de uma opinião sem a menor importância diante deste universo macro de "gato-mestres" do automobilismo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Belle époque




O amigo Ingo Hofmann envia três flagrantes sensacionais de uma prova realizada em Curitiba, no dia 28 de março de 1969. Na primeira imagem, em primeiro plano, as duas Alfa Romeo #23 e #25 da equipe Jolly-Gancia comandando um pelotão onde, se não me engano, havia um protótipo AC-Volkswagen.

Na segunda e terceira fotos, com o grid visto de ângulos diferentes, dá pra ver todo tipo de carro: Carreteras, Fuscas, Protótipos, num vale-tudo que só traz para os aficionados do esporte um sentimento profundo de saudade.

Pequenas maravilhas IX - McLaren M23


Nosso bravo amigo Alexandre Ribeiro, que trouxe fotos da réplica da Lotus 97T de Ayrton Senna, agora oferece aos leitores do Saco de Gatos a chance de ver a miniatura da McLaren M23 com a qual Emerson Fittipaldi foi campeão mundial em 1974.

Em escala 1/18 fabricada como sempre pela Minichamps, o carrinho sofreu alterações.

Fala Alexandre!
O modelo chegou sem patrocínio tabagista. Na carenagem onde deveriam estar as inscrições Marlboro, a miniaturaapresentava somente o fundo colorido da pintura original do carro (branco no bico e nos aerofólios dianteiro e traseiro e vermelho na lateral do cockpit, bem ao lado da marca Texaco).
Daí adquiri no Canadá os decalques completos para "vestir o M23" e sua aplicação foi minuciosmente confeccionada pelo modelista e grande amigo Samuel Lima.
A perfeição do trabalho dele pode ser verificada e admirada principalmente na lateral do aerofólio traseiro, onde você percebe não só a correta colocação do decal mas também a perfeita adaptação da logomarca da Marlboro em vermelho (aquele desenho que parece uma bandeirinha de festa junina).



Belo trabalho,não?

Eu gostei! Parabéns ao Samuel pelo esmero e ao Alexandre por mais uma belíssima miniatura.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Força, Muffato!

Acabo de receber e-mail do competente Clóvis Grelak, assessor de imprensa dos bons e gente finíssima - que adora fazer uma brincadeira das boas com meu sobrenome - informando que Pedro Muffato se recupera de complicações decorrentes de uma cirurgia delicada - feita em setembro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo - na Policlínica de Cascavel, cidade do oeste do Paraná onde já foi prefeito nos anos 70.

Muffato, de 65 anos de idade, apresentou um quadro de embolia pulmonar, dificuldades respiratórias e trombose na perna direita. E também precisou ser submetido a um cateterismo, pois já há algum tempo passou por uma angioplastia cardíaca.

Para quem já esteve entre a vida e a morte em razão de um pavoroso acidente sofrido exatamente no circuito de Cascavel há 11 anos, quando seu então companheiro de equipe (!!!) Sérgio Paese o jogou pra fora da pista na temida curva do Bacião, tomara que o velho de guerra Pedro consiga tirar essa de letra. Os médicos estão otimistas quanto à evolução do seu quadro clínico, mas ainda não se prevê alta.

Eu sou um grande fã do Pedro, até porque o vi correr de F-2 Brasil e posteriormente de F-3 aqui no Rio de Janeiro. E como ele andava bem aqui!!!! Em qualquer circunstância e com qualquer tipo de carro - mesmo os mais fracos - guiava muito no bom e velho Jacarepaguá, que não volta mais.

Força, Muffato! Tomara que você volte logo a conviver com a comunidade automobilística brasileira o quanto antes.

Eles vêm!

O Maracanã vai tremer!

Claro que não vai ser como nos velhos tempos... afinal, como já disse o valente Ico em seu blog, Sting já não canta mais como outrora. Mas a "cozinha" entre ele e o excepcional Stewart Copeland continua afinada e Andy Summers não perdeu a pegada. Portanto, podem preparar-se porque dia 8 de dezembro, no Maracanã, os cariocas assistirão The Police ao vivo e a cores!

Eles estiveram por aqui no auge da carreira, em 1981 - se não me engano - fazendo um espetáculo no Maracanãzinho com base em todos os quatro discos lançados até então: Outlandos d'Amour, Regatta de Blanc, Zenyatta Mondatta e Ghost In The Machine.

Inspiração para muitos grupos dessa época, o Police foi aquele que melhor se saiu no crossover entre diferentes vertentes, como o rock, o punk, a new-wave, o ska e o reggae, estourando nas paradas com um sucesso atrás do outro. Começaram com "Roxanne" e não pararam mais: "So Lonely", "Message In a Bottle", "Walking On The Moon", "Don't Stand So Close To Me", " De Do Do Do, De Da Da Da", "Every Little Thing She Does Is Magic", "Spirits In a Material World" e o último grande hit - "Every Breath You Take", do disco que marcou o fim da prematura passagem pelo Police nos anos 80.

Sting fez uma carreira-solo de altos e baixos (mais baixos que altos, admite-se), Andy Summers colaborou com seu talento como músico de estúdio e como produtor / compositor de trilhas sonoras para filmes e Copeland seguiu o mesmo caminho, tendo também uma experiência nada produtiva no projeto Doors Século 21, tocando por pouco tempo com Ray Manzarek, Robbie Krieger e Ian Astbury, que tentou reviver a magia perdida há mais de 30 anos com a morte de Jim Morrison.

A senha de uma possível reunião do Police foi o pocket show que eles fizeram ano passado na premiação do Grammy - aliás, a melhor coisa que se viu naquela noite. E nessa semana, vem a feliz notícia que eles voltam ao Brasil.

Amém!

Ricardo Divila

Há pouco, revisei o Linha de Chegada que vai ao ar nesta quinta-feira. E o programa do mestre Reginaldo Leme tem um convidado especialíssimo: Ricardo Divila, o engenheiro que começou com os irmãos Wilsinho e Emerson Fittipaldi em fins dos anos 60 e concebeu o Copersucar-Fittipaldi FD01, que estreou na categoria máxima em 1975.

Com tanta bagagem acumulada em quase 40 anos de automobilismo, o "Visconde de Sabugosa" tem é história pra contar. Hoje, ele divide seu tempo entre a Nissan - onde é engenheiro-responsável pelos programas do JGTC (Japanese Grand Touring Championship) e de Cross-Country - e a Pescarolo Sport, com quem colabora especialmente por ocasião das 24 Horas de Le Mans.

Após o fim da Fittipaldi, há 25 anos, Divila não só trabalhou na F-1 - onde foi engenheiro da Ligier - como também em dezenas de outras categorias, incluindo o finado Grupo C e até a Nascar. E entre muitos dos assuntos, evidentemente comentou-se o porquê de tantos engenheiros contratados pela Copersucar-Fittipaldi se transformarem em decepção.

"Na prancheta, os desenhos do (Ralph) Bellamy eram verdadeiras obras de arte. Mas quando transformadas num carro de corrida, um desastre", lembra. "Já o David Baldwin não era um desenhista para o nível da Fórmula 1. Ele trabalhou muito bem - e trabalha, até hoje - com carros de campeonatos menores. Na época ele acertou a mão com o Ensign e resolvemos seguir a mesma filosofia. Quebramos a cara porque o carro não deu certo. Depois de duas corridas, vimos que não iríamos a lugar algum."

O único por quem realmente ele mostrou respeito foi o Dr. Harvey Postlethwaite. "Todo mundo sabe que quando ele fez a Ferrari 126 C2 de 1982, ele dizia que era o Red Fittipaldi (Fittipaldi Vermelho). Aquele carro era uma evolução das idéias que ele implantara no F8, mas com mais dinheiro e um motor Ferrari turbo na traseira", disse.

Opa! Será que se Postlethwaite não saísse da Fittipaldi e a equipe conseguisse dinheiro, ela iria para a frente? "Acredito que não, porque só as equipes de ponta tinham direito aos melhores motores da Cosworth, direito de fazer o rebuild (revisão) na frente dos outros e receber outras evoluções."

Posso garantir: o programa é muito bom e vale a pena ser visto - hoje às 21h no Sportv2 - e revisto nas reprises marcadas para amanhã.

Dá-lhe Manta!


O amigo Ingo Hofmann - que reitero, não é o Alemão multicampeão da Stock Car - compartilha conosco uma preciosidade do seu arquivo de imagens.
Na esteira dos posts anteriores sobre o Manta, eis o protótipo em ação no antigo Autódromo de Curitiba. Ingo não sabe arriscar o ano - 1971 ou 1972, talvez.
Mas tenho quase certeza que o piloto desse carro é Luiz Moura Brito. E acho que nessa prova aí, o Norman Casari ganhou com o Casari-Ford.
Alguém saberia dizer se estamos certos?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Troféu Moura Brito


O amigo leitor Caio Gruber, de Curitiba, chama a atenção para a coincidência que norteia o post sobre o Manta e este convite que ele me enviou por e-mail. Trata-se da entrega do Troféu Moura Brito, entregue hoje para os destaques do automobilismo paranaense em 2006. É a terceira edição do evento, com entrada beneficente - como se vê na imagem acima.
Os carros que ilustram o convite são o Polar Supervê com que ele disputou o Campeonato Brasileiro de 1976 e o de 1977. E o Manta da foto abaixo, que ainda existe, agora na cor vermelha e com o numeral #81.
Vida longa ao Manta e ao Luiz Moura Brito.

Quem é a fera?


O Saco de Gatos quer saber quem é a fera acima, que nos áureos tempos do Mundial de Motovelocidade foi, sem dúvida alguma, um dos grandes pilotos do seu tempo. Um detalhe a mais: em 2007 ele completou exatos 50 anos desde sua primeira aparição no esporte.
E aí, moçada, quem é o piloto em questão?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Manta



Raridade brazuca: eis o protótipo Manta MSB que correu na saudosa Divisão 4, salvo engano entre 1972 e 1975. O carro da foto acima, com o numeral #32, foi inscrito por Luiz Moura Brito para disputar provas da temporada de 73. Creio que o autódromo onde foi tirada a foto seja o bom e velho Interlagos.

Gostei do carro, que não conhecia. O projeto era de Márcio Leitão e a carroceria foi feita de chapas de alumínio rebitadas e a frente em cunha. Atentem para o detalhe do único espelho retrovisor, bem à ponta esquerda próximo ao cockpit.

No fim das contas, tivemos uma razoável escola de protótipos bipostos e lamentavelmente jogamos tudo fora por conta de custos - e isto já faz 32 anos. E faz falta uma categoria bem-feita e bem-organizada com os Esporte Protótipos 2 litros.

Não custa nada alguém pensar nesta hipótese...

Pequenas maravilhas VIII - Lotus 97T



O leitor Alexandre de Oliveira Ribeiro, da cidade mineira de Vazante, compartilha comigo e com os demais amigos do blog uma preciosidade: a miniatura em escala 1/18 da Lotus 97T de Ayrton Senna, na primeira temporada do brasileiro da Lotus, em 1985.

Agora, deixo que o Alexandre comente a curiosidade que envolve esta pequena maravilha:

A miniatura foi adquirida por mim na Europa e veio sem os logotipos John Player Special (no lugar do patrocínio tabagista vieram aquelas estilizações douradas muito feias, que eram usadas aonde a propaganda de cigarro era proibida).

Como gosto demais desse modelo comprei decalques JPS e os colei na carenagem, para que ela ficasse tal qual eu mais gostava.

O resultado final está aí. A loja que eu comprei a miniatura pediu para que eu enviasse as fotos e gostou tanto da "transformação" que as publicou, na época, na internet.


Aguardo mais fotos de suas miniaturas, Alexandre. E os leitores, também.

Um quinto?

Depois de treze anos, a família do jogador Dêner, morto num acidente de trânsito enquanto era atleta do Vasco - embora vinculado à Portuguesa do Flavinho Gomes, vai receber um acordo de indenização com a referida agremiação.

De acordo com o vice-jurídico do clube cruzmaltino, Paulo Reis, o Vasco pagará a importância de R$ 3,2 milhões - um quinto do valor cobrado pelos familiares de Dêner nos tribunais, ou seja, R$ 16 milhões.

A direção do Vasco afirma que com isso, o caso do ex-jogador - que se arrastou por longo período, está encerrado.

Sabe-se que a família de Dêner, e principalmente a víuva Luciana, passavam por seríssimas dificuldades. Mas chegar ao ponto de celebrar um acordo onde serão pagos apenas 20% do total pedido, pra mim é um grande absurdo.

Histórias de uma data histórica



Hoje já é dia 25, eu sei. Mas o amigo Renato Pastro fez questão de mandar e-mail recordando um feito do rali nacional - e por conseguinte dos seus conterrâneos.

Vamos à história:

Era um domingo, dia 24 de setembro de 1978, e a mais longa prova disputada no mundo, o RALLYE INTERNACIONAL VUELTA A LA AMÉRICA DEL SUD chegava ao fim.

Após 39 dias, 28.592 Km e dez paises visitados, os 22 “sobreviventes” (dos 57 que largaram) da dura prova voltavam para Buenos Aires de onde haviam partido no dia 17 de Agosto de 1978.

Entre os “sobreviventes” duas duplas gaúchas, únicas representantes do Brasil na longa maratona. E além de chegarem ao final dos mais de 28 mil quilômetros ainda obtiveram o primeiro e segundo lugar na Classe A para carros com até 1300 cm³.

A vitória na classe A ficou então com Christiano Rodolfo Nygaard e Neri Carlos Reolon com o Volkswagen Sedan 1300 L de N° 110 da Equipe Gaúcha Car que alcançaram o 16° lugar na geral.
A segunda colocação na Classe A ficou para Jorge Raimundo Fleck / Mário Figueiredo com o outro carro da Equipe Gaúcha Car, o Volkswagen Sedan 1300 L de N° 105 que obtiveram a 19° colocação no final.


Agora sim, o Pastro mandou as fotos direitinho... obrigado chefe! E conte-nos mais histórias!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Aliás e a propósito...

Falar em Série C mexe com o equilíbrio emocional dos outros torcedores, principalmente os não-tricolores do Rio de Janeiro.

Percebe-se um ódio mortal em cada frase, cada palavra escrita ou proferida, quando se sabe que o Fluminense - depois de experimentar o limbo da Terceirona, foi muito bem na Copa João Havelange até sofrer um nocaute do São Caetano nas oitavas-de-final.

Mas para que o Flu jogasse a JH, na qual injustamente é acusado de "virar a mesa", cabe a explicação.

Em 1999, o Gama terminou a Série A em 14º, mas por um índice de desempenho estipulado pela CBF, o clube planaltino foi rebaixado para a Segunda Divisão. Naquele mesmo ano, houve o famoso caso dos gatos - jogadores registrados com idade irregular - e este foi o caso do hoje incógnito Sandro Hiroshi. O Botafogo, goleado pelo São Paulo por 6 x 0, e o Internacional, foram os maiores beneficiados - com os pontos do clube paulista repassados a eles... pelo STJD presidido por Luiz Zveiter, torcedor confesso do... Botafogo!

Sabe-se que o Inter escapou na última rodada vencendo o Palmeiras com gol de Dunga e o Botafogo, que seria rebaixado se tivesse perdido de fato os três pontos que conquistou no tapetão depois de humilnante derrota, também se salvou.

Lesado duplamente, o Gama entrou na Justiça Comum contra a CBF, ameaçando a disputa da Série A em 2000. A FIFA, de Zurique, enviou seu aviso: "Caso o protesto se concretize, a CBF será desfiliada da entidade máxima do futebol" - pois nenhum clube pode entrar contra qualquer confederação na Justiça Comum.

E de que forma Ricardo Teixeira contemporizou?

Simples: ninguém foi rebaixado e o campeonato prosseguiria com 26 times. Aí o delegado técnico Virgílio Elísio fez o coração falar mais alto e sugeriu: "Podíamos incluir o Bahia" - que estava na Série B. E Eurico Miranda sacramentou: "Se o Bahia entra, o Fluminense não pode ficar de fora."

Assim nasceu a Copa João Havelange, com o Fluminense e o Tricolor de Aço entrando como CONVIDADOS da CBF.

Está explicado?

É a lama... é a lama...

Chegamos à 27ª rodada do Campeonato Brasileiro e o Corinthians encontra-se na zona do rebaixamento, após a derrota pela contagem mínima para o ultra-rival Palmeiras.

Não é uma situação das mais confortáveis, sem dúvida. E a semana começa conturbada fora das quatro linhas, porque Alberto Dualib resolveu contar o que sabia - e o que todo mundo desconfiava: o título corinthiano de 2005 foi conquistado na mão grande.

Claro que a anulação de 11 jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho, considerados "contaminados" por Luiz Zveiter, então presidente do STJD, colaborou para o título do alvinegro, pois dois dos jogos - contra São Paulo e Santos - foram remanejados e o time, que tinha perdido as duas partidas, empatou com o tricolor e venceu o Peixe por 3 x 2 - ganhando portanto quatro pontos nesta remarcação de partidas.

E tem mais: quanto ao confronto Corinthians x Inter, Dualib insinua que o árbitro daquele jogo, o polêmico Márcio Rezende de Freitas, não marcou um pênalti claro de Fábio Costa em Tinga, prejudicando o Colorado e expulsando o meio-campo por "simulação".

Como efeito de tanta armação, o Corinthians fechou o campeonato exatamente três pontos à frente do Internacional. Caso os jogos "contaminados" não tivessem sofrido qualquer alteração, o campeão de fato - e de direito - seria o clube gaúcho.

Espera-se, mesmo que não se mude o campeão, uma punição exemplar para o Sport Club Corinthians Paulista, por manipulação de resultados.

De preferência, o rebaixamento para a Série C. Mas... por um momento quero que este país seja sério e lembro que lamentavelmente as coisas não são como na Itália, onde o time de maior torcida - a Juventus - ganhou roubado a temporada de 2005/2006 e passou a última na Segundona.

Clip da semana - "Crush With Eyeliner"

Athens, cidade estadunidense da Geórgia, revelou muita gente boa pra música. O B-52's, excepcional grupo de New Wave, é de lá. Prince, o baixinho invocado que por um bom tempo nem nome artístico teve, idem.

E o R.E.M. também é desta cidade. Michael Stipe, Bill Berry, Mike Mills e Peter Buck se conheceram em 1980 e a banda, depois de anos fazendo parte do circuito alternativo, estourou mundialmente com músicas do naipe de "Losing My Religion" e "Shiny Happy People".

Para quem não sabe, o nome do grupo é uma abreviação de "Rapid Eye Movement", que vem a ser a parte do sono onde os sonhos são mais vividos, mais reais.

O grupo passou por traumas como o aneurisma cerebral de Bill Berry e sua posterior saída há 10 anos. Mas Stipe e seus asseclas seguem firmes e fortes, e espera-se um trabalho novo para breve, pois o R.E.M. não lança discos inéditos há 3 anos.

O clip da semana é de uma música do disco "Monster", de 1994. Nono disco do grupo, aparece cheio de distorções e guitarras pesadas, com homenagens póstumas a River Phoenix e Kurt Cobain.

A faixa abaixo, cujo clip não tem nenhum integrante do grupo, só a música propriamente dita, tem participação do ótimo Thurston Moore, do Sonic Youth. É "Crush With Eyeliner".

Rock and roll do bão.

domingo, 23 de setembro de 2007

MELHOR DO RIO

Tem coisas que só acontecem ao Botafogo... levar gol de David é uma delas!



Eu bem que avisei que o Botafogo era daqueles cavalinhos que disparam no começo e morrem no fim.

É o chamado "cavalo paraguaio"!

O Vasco até que também começou bem, mas já começa a sucumbir à tradição de times treinados por Celso Roth. Começam de forma avassaladora e morrem no fim, também.

E já que o terceiro dos co-irmãos só luta para não cair e faz tempo, sobra quem? Quem?


Claro, o tricolor das Laranjeiras!

Mais uma vitória por 2 x 0, incontestável, agora contra o "pocotó" Botafogo, gols de Leandro Guerreiro (contra) e David (!!!!).

Com 43 pontos somados, o Flu despacha os rivais e vai pra quinto, se consolidando como o melhor carioca no Brasileiro. Acho sinceramente que o time melhorou na hora certa, excetuando-se um ou outro jogador que não tem mais jeito.

E vamos para as cabeças... sempre acreditei que o tricolor tinha possibilidade de chegar entre os cinco primeiros. Mas agora dá pra achar que pode ficar entre os três.

Dada a quantidade de jogos no Rio: Corinthians, Juventude, Atlético-MG, Náutico e o Fla-Flu, não é difícil.

Saudações tricolores.

Winning Stoner



Valeu a pena dormir tarde de sábado para domingo.

Ao contrário do ano passado, quando não fiz questão de ver a última prova do ano, esperei até 2h45 da manhã para assistir a chegada do GP do Japão e a coroação do novo campeão mundial da MotoGP.

Novo não... novíssimo!

Perdendo apenas para Freddie Spencer na jovialidade, o australiano Casey Stoner iguala Valentino Rossi e o próprio "Fast" Freddie, e é campeão na sua segunda temporada na categoria máxima.

Veloz, mas estabanado, ele era conhecido pela alcunha de Rolling Stoner em razão dos tombos acumulados não só nas provas de 125 e 250cc. Também ano passado, quando estreou com uma Honda da equipe LCR, alternou momentos espetaculares com tombos idem.

Com a aposentadoria compulsória de Sete Gibernau, nocauteado por contusões, a Ducati apostou em Stoner para 2007 - talvez imaginando que domariam o moleque para conseguir um título no futuro próximo. Mas o tiro saiu pela culatra: Stoner tomou juízo e a marca italiana fez sem dúvida uma máquina ganhadora. O casamento Stoner-Ducati-Bridgestone revelou-se perfeito e em muitas provas, realmente imbatível.

Sem dar nenhum sinal de fraqueza, ele foi para a corrida de Motegi largando na pior posição do ano... mas será que isso importava? Stoner não podia terminar atrás de Rossi e muitos até acreditaram que a decisão seria adiada para a corrida da Austrália quando Vale liderava. Mas o italiano trocou de moto - porque a pista começou úmida e depois secou - e aí sua Yamaha degringolou de vez.

Stoner chegou em sexto, atrás de Loris Capirossi - que venceu e deu um tremendo tapa com luva de pelica na própria Ducati, Randy de Puniet, Toni Elias, o surpreendente Sylvain Guintoli e Marco Melandri. E aos 22 anos, torna-se o segundo mais jovem da história a vencer a categoria máxima.

Glórias e vivas para Stoner. E para 2008, espera-se a redenção de Rossi. Será que ela vai acontecer?

sábado, 22 de setembro de 2007

Bom ano

Chega ao fim a mais longa parceria da Stock Car brasileira com um fornecedor: a Pirelli, que começou suprindo a categoria com pneus radiais e desde 1982 com os modelos slicks proóprios para competição, se despede ao fim desta temporada. Em seu lugar, entra a Goodyear, como informou o confrade Victor Martins no site Grande Prêmio.

A troca já vinha se desenhando há tempos. Primeiro, a Vicar "namorou" a Michelin, que chegou a trazer pneus de fora para uma avaliação com o Stock então guiado por Raul Boesel na Böettger. Os pneus franceses foram 1"5 mais rápidos que o composto da Pirelli. Mas a negociação foi abortada.

Neste ano, as críticas aumentaram. Decidiu-se usar compostos P Zero de fabricação nacional, ao invés do que vinha acontecendo desde o início de 2003, quando autorizou-se a importação dos pneus italianos - que eram mais velozes. Além da lentidão em relação ao ano passado, a irregularidade dos jogos de pneus irritou pilotos e equipes. A Vicar desaconselhou as reclamações, mas estas prosseguiram.

Felipe Giaffone, que leva a cabo o desenvolvimento do novo carro da Stock para 2009, fez testes com os pneus Goodyear e deu seu parecer à organização. O fabricante de Akron traz pneus diagonais, de perfil alto. A Pirelli fabrica pneus radiais, de perfil baixo.

Os jogos de pneus - que poderão ser limitados a três por fim de semana - devem ser estipulados em US$ 2 mil. Um pouco mais do que custam os Pirelli, é verdade. Mas se a Stock Car deseja evitar problemas com sua imagem e principalmente manter a segurança dos pilotos, a troca pode ser benéfica para todos.

E de mais a mais, este é um novo passo rumo às semelhanças que o campeonato tupiniquim tenta estabelecer com a Nascar, a Stock Car americana.

Que por sinal tem Montoya na primeira fila neste domingo, na "Milha Monstro" de Dover.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Pequenas maravilhas VII - Ferrari azul e branca de 1964

O camarada Clébio trouxe a foto da Ferrari 158 de 1964 pintada de azul e branco - as cores da North American Racing Team (NART) - nas duas corridas decisivas da Fórmula 1 naquele ano.

E é ele mesmo que tem o prazer de enviar imagens desse mesmo carro... em miniatura!

Sim, senhores... alguém (e o Clébio não disse quem...) fabricou a 158 F-1 nas cores alternativas, com certeza para homenagear o título do John Surtees.



Notem bem a perfeição do carrinho, cujo capô do motor pode ser retirado para se contemplar o motor V-8 que equipava o modelo de Maranello que venceu a temporada. Reparem também no detalhe da suspensão, dos pneus que na época tinham sulcos em toda sua superfície, e o cockpit rebitado.

Sem dúvida, um exemplar raro e interessantíssimo, que o Saco de Gatos tem o prazer de mostrar.

Moçada, continuem mandando fotos de miniaturas! A casa agradece.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Eu bem que já desconfiava...

O que é bom dura pouco... pelo menos é o que dá a entender a matéria que acabo de ler no BOL.

Zélia Duncan e Arnaldo Baptista deixam os Mutantes
Da Redação


Em dois comunicados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo colunista Jamari França, do jornal "O Globo", a cantora Zélia Duncan e o músico Arnaldo Baptista anunciaram que não fazem mais parte dos Mutantes.

Em sua nota, Zélia Duncan cita razões práticas para a saída: "Minha carreira, meus movimentos como artista solo, que sempre fui". A cantora agradece a Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e ao baterista Dinho Leme pela oportunidade de fazer parte de uma banda, além de agradecer ao público por "compreender sua posição ali".

Já Arnaldo Baptista, que é irmão do guitarrista Sérgio Dias e um dos integrantes originais dos Mutantes, afirma ter "cumprido sua empreitada" no retorno da banda. Baptista aponta que a expectativa gerada pela volta dos Mutantes é "uma afirmação de que o trabalho [da banda] resistiu ao tempo e ainda tem a mesma vitalidade de 40 anos atrás", e afirma que irá se dedicar agora às suas próprias "formas de fazer o som".

Entre os novos projetos a que pretende se dedicar, o músico cita um livro autobiográfico e outro de ficção, o lançamento de dois discos da Patrulha do Espaço (com shows) e uma exposição itinerante com suas pinturas e esculturas.

Consultado pela coluna de Jamari França, Sérgio Dias afirmou que os Mutantes continuarão na ativa, com o início da gravação um álbum de inéditas marcado para 1º de outubro. O guitarrista disse não saber se Arnaldo gravará algo no disco, e citou a "fadiga da turnê" como possível razão para a saída de seu irmão.

Dias afirmou ainda que não pensou em uma voz substituta para Zélia Duncan, mas que "todas as portas estão abertas", inclusive para a cantora original, Rita Lee.

De acordo com o guitarrista, já existem cinco músicas novas prontas, algumas dele e outras em parceria com o compositor baiano Tom Zé.

Clip da semana - "Ensaio Geral"

Em 1966, quando "Disparada" e "A Banda" ganharam as rádios do país inteiro por conta do até hoje inédito empate no Festival da Record, algumas outras músicas igualmente seriam merecedoras de destaque.

É o caso de "Ensaio Geral", canção escrita e composta por Gilberto Gil, então saindo de um cargo de executivo da Gessy Lever para iniciar uma carreira artística que decerto ele achava que teria sucesso.

Seu tiro foi certeiro. A música foi classificada entre as 36 semifinalistas, passou pela eliminatória e ficou entre as 12 da final. Mas o trunfo, além da letra fortíssima e que na opinião de Mário Lago - um dos jurados - tinha grande sentido político, era sua intérprete: a inigualável Elis Regina.

Com seu timbre inconfundível, e aos 21 anos de idade, ela - que já despontara com "Arrastão" um ano antes no Festival da Excelsior - canta com garra e levanta a platéia.

Dêem só uma olhada... porque merece.

Mil Milhas: a perigo?

É preocupante o panorama para a edição 2007 das Mil Milhas, que parecia tão promissor como última etapa da Le Mans Series.

Após a etapa de Silverstone, chegaram dezenas de informações confirmando que muitas equipes não virão ao Brasil alegando que os orçamentos fechados para este ano previam suas participações em cinco corridas - como era habitual - e não em seis.

Por isso, tem acontecido uma debandada impressionante entre as escuderias presentes à temporada.

Na LMP1, não virão a Courage Competition e a Rollcentre com 100% de certeza. A Pescarolo, que tem chance de título e visa uma vaga para Le Mans, virá com um carro apenas e quatro pilotos: Jean-Christophe Boullion, Harold Primat, um piloto brasileiro de GP2 (Xandinho? Di Grassi?) e possivelmente Manu Collard.

Como Pescarolo passou a semana inteira se queixando de "falta de budget", tudo faz crer que esse piloto brasileiro de GP2 está trazendo um substancial apoio financeiro. E nessa, o Xandinho leva mais vantagem que o Di Grassi.

A Peugeot virá porque tem interesse no título, em fechar o ano com seis vitórias e por motivos políticos: a montadora francesa está abrindo mais uma fábrica por aqui. A outra equipe confirmada é a Creation Autosportif, que fará a perna estadunidense da ALMS e vem para Interlagos.

Na LMP2, certas são as presenças das equipes RML (com Thomas Erdos, que vai correr aqui pela primeira vez na vida), a Quifel-ASM Team, de Portugal, a Barazi-Epsilon e a Embassy Racing. A Andretti-Green também virá porque um de seus pilotos é Tony Kanaan. Pode ser que outras equipes estadunidenses venham e a Lowe's Fernandez é uma delas.

A LMGT1 é que apresenta o panorama mais aterrador: a Oreca, que venceu quatro das cinco etapas, não vem mais. A AMR Larbre, também não. Luc Alphand deu a entender que seus Corvettes não vão atravessar o Atlântico. E o Team Modena também está fora. Sobraria apenas a Racing Box, mas... pra correr contra quem?

A LMGT2, cujo vice-campeonato ainda está em jogo e interessa a dezenas de equipes, só tem por enquanto a confirmação da Spyker e da James Watt Automotive. Espera-se para os próximos 40 dias um maior quorum nesta divisão como também na clássica prova brasileira, que merecia sem dúvida um grid muito maior do que o que lamentavelmente está se desenhando para o dia 10 de novembro.

Diga-me com quem andas...

É pra rir ou é pra chorar?!? A fonte é o Autoracing.


Nigel Stepney, cujas supostas ações de sabotagem e espionagem deram início ao caso de espionagem da Fórmula 1 neste ano, conseguiu um novo emprego, de acordo com relatos.

O inglês, despedido e agora processado pela organização baseada em Maranello, vai começar em breve a trabalhar na Aston Martin, no Reino Unido, relatou o diário esportivo La Gazzetta dello Sport na terça-feira. A notícia, no entanto, não foi confirmada pela advogada de Stepney, Sonia Bartolini.

A Aston Martin, uma firma de carros de luxo, foi vendida pela Ford no começo deste ano para um consórcio liderado pelo chefe da Prodrive e futuro proprietário de equipe na Fórmula 1, David Richards. "Estamos confiantes de que temos todos os ingredientes corretos para levar a Aston Martin a vôos ainda mais altos", afirmou ele na época.

A FIA disse em julho que Stepney e seu colega conspirador no caso de espionagem, Mike Coughlan, seriam processados pelo departamento legal da entidade e possivelmente banidos do automobilismo internacional "por um longo período".

Jerez, dia 3 (final)

Terminam os testes em Jerez de la Frontera e agora as equipes preparam armas, bagagens e tudo o mais para o GP do Japão no dia 30, em Fuji. A McLaren voltou a fazer o melhor tempo do dia, de novo com Pedro de la Rosa, somente 0"039 melhor que a Ferrari de Luca Badoer.

Mark Webber teve boa performance com a Red Bull e Nelson Ângelo Piquet, que levou a cabo todo o teste da Renault, fez o carro evoluir e ficou em quinto, a 1"038 do espanhol da McLaren, após 120 voltas completadas.

Dez pilotos andaram, com a Honda revezando Jenson Button e James Rossiter ao volante do único carro permitido pela regra de testes imposta pela FIA a partir do ano de 2007.

Eis as marcas da quinta-feira:

1. de la Rosa - 1'19"617 (68 voltas)
2. Badoer - 1'19"656 (68)
3. Webber - 1'20"067 (42)
4. Heidfeld - 1'20"184 (94)
5. Piquet - 1'20"655 (120)
6. Button - 1'20"831 (66)
7. Trulli - 1'21"621 (77)
8. Vettel - 1'21"626 (82)
9. Rossiter - 1'21"643 (39)
10. Rosberg - 1'22"148 (57)

Macacos, cachorros e perguntas sem resposta

Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1 que certa feita disse que os carros de hoje podem ser pilotados por macacos, disparou sua metralhadora na direção de Fernando Alonso, comparando-o a outro campeão do passado.

"Prost era um cachorro. Mas Alonso consegue ser muito pior", comentou.

O austríaco sabe do que está falando. Lidou com Prost por dois anos e depois Ron Dennis ainda teve o francês por outras três temporadas. Se o anão teve paz quando Stefan Johansson foi um inofensivo companheiro de time em 1987, o mesmo não se pôde dizer dos dois anos seguintes, quando Ayrton Senna dividiu com ele as atenções na McLaren.

"Existem os egoístas absolutos e eu fui um deles", disse Lauda. "Por outro lado, existem aqueles que fazem política para fortalecer sua posição na equipe e Alonso é um deles. Esse tipo de atitude é coisa de fracos. Ele deveria parar de se lamentar e se concentrar apenas em correr", arrematou.

Apesar do tricampeão detonar Alonso, é sabido que o espanhol - por mais que esteja tentando derrotar Lewis Hamilton nos joguinhos psicológicos, está isolado dentro da equipe. Nem com Ron Dennis ele fala mais, como a imprensa fez questão de revelar. E Norbert Haug, diretor da Mercedes, já resignou-se.

"Se um piloto não quer ficar, temos que sentar e conversar sobre isso."

O que fica claro é que o mercado de pilotos ainda não sofreu as alterações que se esperavam. E perguntas surgem:

Para onde vai Alonso?

Nelsinho, afinal, assina com a Renault?

Fisichella finalmente será um ex-piloto?

Quem vai pagar mais pela vaga na Spyker?

A Prodrive vai ser mesmo o time B da McLaren?

Aguardemos...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Jerez, dia 2

Mais um dia de treinos na Andaluzia, e desta vez a McLaren foi a mais rápida, com Pedro de la Rosa. O piloto de testes da equipe recém-eliminada do Mundial 2007 fez o tempo de 1'19"267 na mais rápida das 70 voltas que percorreu no circuito de Jerez de la Frontera.

Mark Webber foi o segundo, a exatos 0s680 do tempo de Pedro de la Rosa, cabendo o terceiro lugar a Luca Badoer, com a Ferrari.

O único brasileiro a andar hoje foi Nelson Ângelo Piquet, com o 7º tempo, repetindo a posição de ontem. Rubens Barrichello cedeu seu posto para Jenson Button, que foi o sexto. Das nove equipes que testaram, a única a pôr dois pilotos na pista foi a Toro Rosso, revezando Sebastian Vettel e Vitantonio Liuzzi, quinto mais veloz do dia.

Os tempos:

1. de la Rosa - 1'19"267 (70 voltas)
2. Webber - 1'19"947 (106)
3. Badoer - 1'20"249 (69)
4. Heidfeld - 1'20"318 (103)
5. Liuzzi - 1'20"318 (47)
6. Button - 1'20"624 (74)
7. Piquet - 1'20"804 (111)
8. R. Schumacher - 1'21"101 (76)
9. Rosberg - 1'21"608 (31)
10. Vettel - 1'21"863 (10)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ferrari 312T8: aconteceu ou é só lenda?



O leitor Clébio, de Sete Lagoas, traz um questionamento muito interessante acerca do carro da foto acima. Segundo ele, seria uma Ferrari 312 T8, com quatro rodas motrizes na traseira e outras quatro na dianteira.

Teoricamente, a trapizonga de Maranello teria sido testada por Clay Regazzoni, como denuncia a foto. Também parece que nesse carro foi experimentado um sistema de tomada de ar muito parecido com a Brabham BT45 que Gordon Murray projetou para o Mundial de 1976.

E então... alguém confirma se essa T8 de fato existiu? Ou é apenas uma lenda do automobilismo?

Pequenas maravilhas VI - Maverick D-1 e Escort Marcas



José Augusto ataca novamente e manda mais fotos de suas pequenas maravilhas, cada vez mais raras - e inacreditáveis. Pelo visto, ele é um apaixonado pela equipe Willys, como já notamos, e também pelo trabalho do Luiz Antônio Greco, que assumiu o comando da escuderia - rebatizando-a de Bino e depois com seu próprio sobrenome, nos anos 70, 80 e 90.

Na foto acima, duas preciosidades em escala 1/24: o Escort #47 com patrocínio da Cofap, acredito que usado no Brasileiro de Marcas de 1989, quando a categoria voltou a usar motores de aspiração normal; e o Maverick V-8 Quadrijet #2 que corria na categoria Divisão 1. Quem adorava guiar estes carros sempre que possível era José Carlos Pace, junto com Paulão Gomes.

Que outros pilotos guiaram estes dois carros?

No Escort, lembro que andaram Waldir Florenzo, Luiz "Pitoco" Rosenfeld, Lian Duarte, Edmar Ferreira, Arthur Bragantini, Ingo Hoffmann e Fábio Greco, o filho da lenda.

E no veoitão, acho que andaram Marivaldo Fernandes, Tite Catapani, entre outros que não me recordo.

Moçada, favor contribuir recordando o nome dos que a minha memória não recorda mais!

Meia-cinco


Como muitos de vocês ainda não conseguiram decifrar o enigma da moto 33, ofereço outro desafio bastante interessante, ainda com motocas "das antigas".

As perguntas são as de sempre: quem é o piloto? qual a corrida e o ano de disputa? E a moto em questão?

Jerez, dia 1

Com nove carros e pilotos na pista, a Fórmula 1 começa mais uma sessão de treinos coletivos, agora em Jerez de la Frontera, na Espanha. Muitos dos pilotos que andaram nesta terça - exceção feita a Vitantonio Liuzzi e Rubens Barrichello - são test drivers e muitos deles buscam contratos para o próximo ano.

É o caso de Timo Glock, adversário de Lucas Di Grassi na guerra particular que os dois vão travar na rodada final da GP2 em Valência. O piloto da BMW virou o tempo de 1'21"606, mais de meio segundo abaixo do STR-Ferrari de Vitantonio Liuzzi.

Sébastien Buemi teve a chance de andar no Red Bull-Renault e foi o terceiro melhor do dia, seguido por Franck Montagny (Toyota), Pedro de la Rosa (McLaren-Mercedes) e Nelson Ângelo Piquet, com a Renault.

Rubens Barrichello e a Honda estrearam "novidades" na aerodinâmica - que na verdade trata-se do bico boca de bagre que a McLaren lançou e a Williams copiou depois. Mas o brasileiro não foi além da sétima colocação, com Kazuki Nakajima em oitavo e Luca Badoer em último com a Ferrari, em decorrência de um grave problema com a eletrônica que será usada em 2008.

Tempos de hoje:

1. Glock - 1'20"606 (71 voltas)
2. Liuzzi - 1'21"280 (90)
3. Buemi - 1'21"309 (59)
4. Montagny - 1'21"555 (72)
5. de la Rosa - 1'21"651 (46)
6. Piquet - 1'22"009 (63)
7. Barrichello - 1'22"020 (79)
8. Nakajima - 1'23"177 (87)
9. Badoer - 1'23"432 (36)

Raridades emepebísticas

Eu sou um apaixonado por boa música, independentemente do ano em que foi gravada ou composta, nos mais variados gêneros - da ópera ao rock and roll. E tenho um amigo de Orkut, o alagoano Waguinho, que é um pesquisador contumaz das velhas "bolachas" de vinil.

Pois bem: o Waguinho esteve de férias no Rio e por esses dias avisou que apareceria aqui em casa pra me entregar um presente e mostrar as novas aquisições da coleção. E que aquisições!

O cara achou os três volumes do "Dois na Bossa", clássico disco ao vivo de Elis Regina e Jair Rodrigues, num sebo perto do Mercado das Flores. E não foi só isso: encontrou álbuns de Bethânia, Gal, trilhas sonoras de novelas, enfim... raridades em estado impecável de conservação, como o disco "Passaredo", de Francis Hime.

Conversamos por um tempo e me despedi, pois o jantar me aguardava. E depois, fui ver o que ele tinha me entregue: um DVD com grandes momentos dos Festivais da Record.

Tratava-se de um programa que provavelmente eu vi em 1990, com apresentação do falecido Blota Júnior, e imagens históricas dos eventos que a emissora - na época de propriedade da família Machado de Carvalho - promoveu e exibiu entre 1966 e 1969.

E tem de tudo!

As três primeiras músicas do DVD são do último Festival da Record, em 69. Começa com "Sou Filho de Rei", com Clara Nunes; passando pela campeã "Sinal Fechado", onde Paulinho da Viola canta em meio aos outros concorrentes, que pedem silêncio à platéia furiosa porque "Gostei de Ver", cantada por Márcia & Os Originais do Samba não ficou em primeiro. Detalhe: Márcia é a esposa do locutor Sílvio Luiz - e ele aparece ao lado dela no final da música!!!

Chico Buarque de Hollanda aparece duas vezes com o MPB-4 - em "Roda Viva" e "Benvinda" - e ainda tem a sua "A Banda", cantada por Nara Leão. Tem também Maria Odete cantando "Um Dia", de Caetano Veloso; Vanusa em "Comunicação"; Elza Soares com "De Amor e Paz", de Luiz Carlos Paraná; e Isaurinha Garcia, com "Primavera", do rei da dor-de-cotovelo, Lupiscínio Rodrigues.

Jair Rodrigues aparece nada menos que três vezes no DVD, até porque era um dos mais requisitados intérpretes, cantando "Samba de Maria", "A Família" (esta com os Golden Boys) e a campeoníssima "Disparada", com a queixada de burro tocada pelo percussionista Manini no dia da final.

Edu Lobo, campeão em 1967 com "Ponteio", interpretada por ele, Marília Medalha, o Momento Quatro e o Quarteto Novo, também aparece mais de uma vez. A outra canção dele é "Memórias de Marta Saré", vice-campeã no Festival de 1968.

E não podia faltar a turma da tropicália: Tom Zé e "São, São Paulo Meu Amor"; Caetano Veloso, com "Alegria, Alegria"; Gal Costa interpretando espetacularmente a música "Divino, Maravilhoso", que virou nome de programa na TV Tupi; e Gilberto Gil, junto com os Mutantes, na brilhante "Domingo no Parque".

A grande Elis Regina, a inesquecível Pimentinha, arrebenta em "Ensaio Geral" e "O Cantador". E numa época onde a vaia era dominante, duas das músicas mais vaiadas pelos anti-tudo estão lá: "Bom Dia", de Gilberto Gil e cantada por Nana Caymmi (então casada com ele); e "Maria, Carnaval e Cinzas", cantada com classe por Roberto Carlos, apupado pelos fãs de Elis, pelos tropicalistas e amado pelas meninas e a turma da Jovem Guarda.

Só faltou o grande momento da história dos Festivais da Record: a catarse provocada pela platéia durante a execução de "Beto Bom de Bola", música de Sérgio Ricardo que, em protesto, atirou seu violão destruído no auditório.

Bom... não faltava mais. Não tem no DVD, mas tem no YouTube, cortesia do "Mofo TV", que resgata momentos clássicos da história da televisão - e sem dúvida este é um deles.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Belo exemplar



Belíssimo exemplar nacional na foto. Acredito que seja um Lorena. Mas de quem? Com que mecânica? De que corridas teria participado?

Cadê o mestre Joaquim com sua sapiência, para nos socorrer?!?

Digam 33



Bonita a foto - e a motoca acima, não acham?

Alguém arrisca palpite: quem guia, que tipo de Yamaha é este?

Aguardo os especialistas se manifestarem.

Delator, traidor e agora... aliciador!

Meus amigos... a ser verdade o que acabo de ler e vou reproduzir aqui, diretamente do Globo.com, é realmente uma mostra de mau-caratismo como nunca vi igual na Fórmula 1.

Fernando Alonso ofrereceu aos seus mecânicos R$ 2.500 (£650) de bônus por cada corrida em que ele vencer Lewis Hamilton, companheiro de McLaren e rival na briga pelo título. No entanto, de acordo com reportagem publicada no jornal inglês "Daily Mirror", a idéia foi vetada instantaneamente por Ron Dennis, chefe da equipe.

O bicampeão mundial ganha, atualmente, 50 vezes mais do que Lewis Hamilton. Alonso recebe cerca de R$53 milhões, enquanto seu companheiro tem ganhos de aproximadamente R$ 1 milhão. No entanto, o novato lidera o campeonato com dois pontos de vantagem.

- A maneira como ele esta se comportando é incrível. Você não pode concordar com isso de nenhuma maneira - diz uma fonte da equipe ouvida pelo "Daily Mirror".

Jogo aberto

Na última quinta-feira, fui surpreendido por um telefonema de Lédio Carmona, excelente jornalista esportivo, vascaíno de quatro costados, autor de ótimas - e irônicas - reportagens para a revista Placar. O assunto era Fórmula 1, que ele confessa não dominar.

"Quer dar seu parecer sobre a decisão da FIA no caso de espionagem da McLaren?"

Sem hesitar, disse que já tinha um texto pronto para o meu blog - o post intitulado "Saiu barato" - e que lhe mandaria por e-mail assim que pudesse. Lédio o publicou na íntegra e ainda colocou link do blog na página dele no Globo.com.

Que moral!

Essa moral ajudou o meu blog a ter quase 800 page views na última quinta, que é um número bem respeitável. E em retribuição, agora o Saco de Gatos também tem link para o ótimo blog do Lédio - Jogo Aberto -, um dos melhores - senão o melhor - da safra da Globo.com.

Ah... sem deixar passar em brancas nuvens, também coloquei link para a página do Américo Teixeira Júnior, outro excepcional jornalista - e conhecedor do métier automobilístico - hoje militando como assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), além de responsável pela Motorsport Brasil, a interessante publicação oficial da entidade - cujo último exemplar ainda não recebi... culpa dos Correios, acho.

Um filme que pode se repetir

A disputa pelo título mundial de pilotos de 2007 tem cheiro de filme repetido. Faltam três provas para o fim e três nomes aparecem com chances reais de chegar lá - uns com mais, outros com menos. E enquanto muitos se remetem ao já distante ano de 1977 - onde Mario Andretti venceu quatro etapas e James Hunt, Jody Scheckter e Niki Lauda, três - para celebrar um pretenso "equilíbrio" neste ano, ninguém até agora se deu conta de que este campeonato guarda mais semelhanças com 1986 do que parece.

Duvidam? Então vamos lá...

Tal como há 21 anos, existem dois pilotos da mesma equipe, visivelmente em pé de guerra e com um deles decidindo não passar mais informações de acerto ao outro. Na Williams, também foi assim: Piquet entrou em guerra psicológica contra Mansell, que era muito rápido e queria ganhar um campeonato a todo custo. O brasileiro passou a sonegar informações de acerto e ao mesmo tempo evoluiu no campeonato, vencendo corridas e somando pontos.

Hoje, na McLaren, tirando o fato de que Hamilton é um estreante, coincidentemente trata-se de um inglês correndo numa equipe inglesa. Alonso, latino como Nelson Piquet, também já possui dois títulos, tal como o brasileiro naqueles tempos. E depois de estar 14 pontos atrás de Lewis no campeonato, o espanhol hoje está a apenas dois do "companheiro" de equipe.

Tal como há 21 anos, existia um piloto com menos chances - de acordo com sua pontuação até então. Só que este piloto, que já havia expurgado a pecha de azarado em 1985, teve a sorte a seu favor e foi campeão - aliás, bicampeão. Este personagem era Alain Prost.

Lógico que ele não guarda semelhança alguma com Kimi Räikkönen em muitos aspectos - principalmente porque ele já era campeão e o finlandês ainda não o foi. Mas, pensem bem: com 13 pontos de desvantagem para Hamilton e com 30 em disputa, não é impossível sonhar com um título inédito.

E agora fica uma questão martelando a minha cabeça: a Ferrari, que tanto proclama a "igualdade" entre os pilotos desde que o campeonato começou, não vai determinar ordens para que Felipe Massa - carta fora do baralho - ajude o finlandês a ser campeão?

Nos tempos de Schumacher e Barrichello, era uma atitude bem típica e a equipe não tinha pudores em mandar Rubens ajudar o alemão - e o brasileiro era obediente às ordens. E agora? Massa será um novo Barrichello?

Pois se for... terá dois problemas pela frente: um - conviver com um campeão mundial dentro da própria equipe, no caso, claro, de Räikkonen reverter a vantagem e contar com sua colaboração; e dois - ser relegado ao plano de segundo piloto, e acho que esta não era a sua pretensão.

domingo, 16 de setembro de 2007

E a pergunta que não quer calar?

QUE PAÍS É ESTE?

Só dois

Timo Glock e Lucas Di Grassi. No próximo dia 30, em Valência, no circuito Ricardo Tormo, um dos dois se consagrará campeão da GP2 Series, a porta de entrada para a Fórmula 1. O alemão, líder com 79 pontos teve provavelmente o pior fim de semana de toda sua carreira: ficou parado no grid na corrida longa, salvou apenas o ponto da volta mais rápida e hoje, antes da prova curta, bateu com Ricardo Risatti e nem correu. Danou-se.

Di Grassi teve a seu favor em Spa-Francorchamps dois pódios e 10 pontos somados no fim de semana. Tinha 11 pontos de desvantagem para seu rival da iSport International. Sai da Bélgica a apenas dois pontos distante do alemão e muito fortalecido na briga pelo título.

Os dois têm um objetivo comum: um lugar na Fórmula 1. Glock tem boas chances na BMW e até mesmo na Toyota, como titular. Na escuderia bávara, ele seria piloto-reserva e de testes.

Lucas Di Grassi, por sua vez, tem o status de número um do Renault Driver Development e seu perfil se encaixa perfeitamente no que os chefes de equipe da categoria máxima tanto precisam: é constante, rápido, tem um ótimo referencial de acertos, um bom feedback de informações e principalmente não comete erros.

E vai com a vantagem psicológica que, mais do que nunca, conta muito mais do que ter no momento o melhor carro - coisa que Glock tem de sobra, mas lhe falta por outro lado a constância e a excelência que um campeão de automobilismo precisa ter.

Evidente que, como brasileiro que sou, e antes de tudo porque ele não teve apoio de patrocinadores fortes, marketing ou mesmo citações em transmissões de F-1, vou torcer muito para que o título fique com o paulista Lucas Di Grassi.

E será justo. Muito justo. Justíssimo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Pega ladrão!

Acabo de ler no Globo.com que Salvatore Cacciola, empresário carioca que deflagrou o rombo no Banco Marka e no Fontecindam há oito anos, foi preso hoje no Principado de Mônaco. Ele e a mulher Adriana, Miss Brasil 1981, viviam em Roma, foragidos da Justiça Brasileira. Segundo a matéria, ele trabalhava na capital italiana como empreendedor, construindo casas.

Chega a ser irônico que hoje ele seja um "empreendedor", pois em 1999, ele foi o responsável por um escândalo quando do episódio da maxidesvalorização do real perante ao dólar no segundo mandato do governo FHC. Ele pediu ajuda a Francisco Lopes, então presidente do BC, que vendeu dólares por um preço mais baixo do que o mercado, para Cacciola. A operação resultou num rombo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos e Francisco justificou o empréstimo como um paliativo para "evitar uma crise que abalaria o sistema financeiro nacional".

Certo é que tanto o Marka quanto o Fontecindam quebraram e o governo FHC deixou por isso mesmo. A Justiça idem e a polícia, inoperante, o deixou fugir para fora do país. Em 2001, os bens de Cacciola e de outros envolvidos no escândalo, entre eles o então presidente do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), Demóstenes Madureira de Pinho Neto, foram embargados. Há dois anos, Salvatore foi condenado a 13 anos de prisão, mas desde 2000 ele se encontrava foragido.

Então, deu-se neste sábado o que a Polícia Federal tanto esperava: ele foi atravessar a fronteira da Itália com o Principado de Mônaco e foi emitido um "alerta vermelho". O governo brasileiro enviou um pedido de prisão preventiva e o empresário deve em breve ser extraditado e possivelmente cumprir sua pena.

O foragido número 1, quem diria, acaba preso pela Polícia Federal em outro governo que não o de FHC. Outra ironia, pois nas discussões políticas, sempre se questionou a condescendência da administração anterior com a quebradeira do Marka e do Fontecindam e da morosidade da Justiça em condenar Cacciola a uma pena que ele merece cumprir, porque roubou e ladrão tem que ficar na cadeia, independentemente se é rico ou pobre.

Parabéns à Polícia Federal do governo Lula, que prende mais um safado que em proveito próprio enriqueceu, às custas do dinheiro público, de impostos que eu, você e todos os leitores deste blog pagamos.

Colin McRae

Foi com tremenda surpresa que ao abrir minha caixa de e-mails de trabalho e me deparo com o seguinte título: "Palmeirinha lamenta a morte de Colin McRae".

Como fui ao Maracanã ver o Fluminense derrotar o América-RN, não fiquei mais inteirado sobre as notícias do esporte a motor. E fiquei sem saber que o piloto escocês de rallye morrera hoje num acidente de helicóptero na sua cidade natal, Lanark.

Campeão mundial de rallye em 1995 com um Subaru Impreza WRC, McRae estava contratado para correr na escuderia New Dimension X-Raid com uma BMW X3 no Dakar 2008, e um de seus futuros companheiros de equipe seria exatamente Paulo "Palmeirinha" Nobre, que nunca o conheceu pessoalmente mas foi um de seus adversários no Mundial Cross-Country deste ano.

"Ele correu o Transiberian Rally com um Nissan, que está longe de ser um carro competitivo. Mas enquanto esteve na prova, guiou muito, fez misérias", disse o brasileiro.

McRae já correra o Dakar em 2005 com um Nissan. Venceu duas etapas antes de destruir o carro num acidente inacreditável, do qual saiu sem qualquer arranhão. Um ano antes, correndo junto com o compatriota Darren Turner e o sueco Rickard Rydell, foi 3o. colocado na classe LMGT1 nas 24 Horas de Le Mans, com uma Ferrari 550 Maranello da escuderia Prodrive. Ano passado, disputou algumas provas de Porsche Supercup como convidado, e teve excelentes desempenhos.

Vai-se o piloto, de 39 anos, fica a sua classe e talento inexcedíveis. Que Deus o receba para se juntar a Henri Toivonen, outro dos grandes que já foi para o céu.

Em alta

Lucas Di Grassi, sem marketing e sem nenhuma menção por parte de vocês sabem quem, vai fazendo seu nome na GP2, asfaltando seu caminho rumo à Fórmula 1. Neste sábado, com consciência, constância e juízo, não se meteu em disputa alguma por posição - desde que soube que o alemão Timo Glock, líder do campeonato, ficou estático na largada junto com outros três pilotos.

O piloto da ART Grand Prix até ensaiou uma ultrapassagem sobre Nicolas Lapierre, mas pensou dentro do capacete que ele nada tinha a ganhar se arriscasse contra um piloto que até ali tinha 12 pontos somados no campeonato contra os seus 67 - uma diferença abissal. E depois do pit stop obrigatório, cedeu mesmo posições para Luca Filippi e Adam Carroll, só esperando por alguma lambança dos três primeiros.

Desta vez, foi Carroll quem pôs tudo a perder ao rodar sozinho e bater na altura de Stavelot. Bom negócio para Lucas, que subiu para terceiro, marcou mais seis pontos e agora soma 73 - seis a menos que Timo Glock, cuja 'missão' foi buscar o ponto extra da melhor volta - o que conseguiu com muito esforço já nas voltas finais. O alemão tem 79 e larga em décimo-sétimo na corrida curta de amanhã, enquanto Di Grassi sai em sexto.

Mais do que nunca, um campeonato em aberto e disputadíssimo. Isso é que é automobilismo.

Ah... e vocês viram quem foi que o conhecido locutor mencionou durante o treino da F-1? O 3o. lugar do sobrinho de "ASS", Bruno. E eis que este ficou parado na largada e mais tarde bateu.

Vai secar bem assim lá na caixa-prego...

"Belgicanas - II"

O companheiro Carlos Garcia, do blog Mundo Veloz, evidentemente já me chamou a atenção pelo meu palpite furado. Apostei que Alonso faria a pole: dancei, pois o espanhol foi 3º e Kimi Räikkönen, em quem ninguém apostava sequer um níquel, fez a pole position para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

Ocioso dizer que apostas fazem qualquer um cair do cavalo ou em contrapartida trazem a consagração àqueles que arriscam forte. Mas, conhecendo os coleguinhas como eu conheço, a maioria buscou o óbvio: Massa, Alonso ou Hamilton. E todo mundo - inclusive eu, admito - levou ferro.

O finlandês tirou coelho da cartola e tinha um carro excepcionalmente veloz no setor 1. Isso foi decisivo na luta interna que acontece entre ele e Felipe Massa, que entrou na pista primeiro, fez sua volta primeiro - e aliás, foi uma boa volta - mas insuficiente para destronar o homem de gelo como o mais rápido do dia.

Alonso é que desiludiu. Depois de uma sexta-feira fulgurante, o espanhol rodou na sua primeira tentativa de qualificação na superpole. Ficou sem menos um jogo de pneus para uma volta limpa - e ainda saiu no lucro com a 3ª posição no grid, à frente do líder do campeonato Lewis Hamilton.

Na "divisão B", ótimas performances de Robert Kubica e Nico Rosberg, os mais rápidos do resto, com Barrichello ficando muito de fora logo na primeira parte do treino, amargando o 18º lugar e bem atrás de Jenson Button. Atrás do brasileiro, formando pares, Super Aguri e Spyker... realmente a Honda não tem mais o que fazer com o pior carro do ano.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Belgicanas"


A Fórmula 1 tenta esquecer a nebulosa história do "Stepneygate" e suas conseqüências, mas tanto para quem está envolvido com a categoria diariamente e mesmo aos que não estão, como é o caso de quem acompanha tudo à distância, é algo que parece impossível.

Hoje, a FIA fez saber as reais dimensões do caso de espionagem, com direito a uma revelação surpreendente. Foi Ron Dennis, em pessoa, que resolveu tornar pública a existência dos e-mails trocados entre Alonso e de la Rosa, que comprovavam que o bicampeão mundial tinha informações - preciosas, aliás - sobre o carro da Ferrari e a estratégia da equipe. Tudo tendo como suporte as conversas entre Mike Coughlan e Nigel Stepney.

Segundo dizem, Alonso fez chantagem com o todo-poderoso diretor da McLaren, ameaçando jogar o nome da equipe na lama em troca possivelmente da liberação do contrato de três anos que assinou com a escuderia inglesa. A moral de Alonso no seio da equipe hoje beira a zero, mas o piloto dá de ombros e continua fazendo o que sabe dentro da pista.

Querem uma prova: então vejam os tempos de hoje, especialmente na segunda sessão, onde Alonso chegou a ter uma vantagem de 1"5 para Lewis Hamilton, tirada no braço pelo inglês numa volta espetacular no fim da sessão - com direito a uma controlada como se guiasse um kart. No fim das contas, o líder do campeonato ficou a 111 milésimos do bicampeão. Nada mau.

Felipe Massa minimizou o prejuízo do primeiro treino, quando escapou na curva Rivage e parou na brita. Fez o 3º tempo na sessão seguinte, a pouco menos de 3 décimos de Alonso - e foi melhor que Räikkönen, provando que é uma gangorra a luta entre um e outro para ser o mais veloz em determinados circuitos.
Surpresa positiva foi a Toyota - 5º e 6º lugares com Trulli e Ralf Schumacher, além de Sakon Yamamoto, que fez um honroso 17º tempo com a Spyker. A BMW é que desiludiu, não passando de um nono e um 11º lugares, com Kubica adiante de Heidfeld.

Meu palpite para o fim de semana?

Alonso faz a pole e vence. Mas não sei se sai de Spa líder do campeonato, porque evidentemente que Lewis Hamilton, mesmo que não tenha condições de ganhar, correrá para ser na melhor das hipóteses o 2º - e isto reduziria a diferença atual entre os dois de três para somente um ponto.

Esta decisão de campeonato promete...

Festa do interior


Ingo Hofmann, que não é aquele com 100 vitórias no automobilismo brasileiro e 12 taças de campeão da Stock Car, colabora pela primeira vez no blog com fotos de uma modalidade automobilística que eu acho um grande barato: Velocidade na Terra.

Esse tipo de competição é coqueluche especialmente no interior de Santa Catarina, que por enquanto não tem pista de asfalto (as obras em Canelinha estão pra começar). As cidades que recebem corridas são Joinville, Joaçaba, Lontras, Chapecó, São Bento do Sul e Santa Cecília. A competição principal tem cinco categorias - Marcas "A", Marcas "B", Marcas "N", Stock Car Omega e Stock Car Opala.

Para provar que esta modalidade tem o seu valor, basta dizer que Ricardo Zonta aproveitou uma folga no seu calendário de compromissos com a Stock Car para correr em Lontras na 7ª etapa com seu Omega. E que muito bons pilotos despontaram lá: o falecido Alessandro Weiss, Roberto Prunner, Alceu Feldmann, Afonso Bastos, Eduardo Berlanda e outros mais.

As imagens que o Ingo enviou são da oitava etapa do campeonato, disputada em Chapecó. E já saíram os primeiros campeões. Maurício Reuter, do carro da foto abaixo, ganhou a categoria Stock Car Omega e César Barp foi o vitorioso antecipado da Stock Car Opala.


No Marcas "A", Felipe Tozzo venceu a corrida, mas o líder do campeonato é Juliano Duarte. E na divisão "B", Leopoldo Mees Neto ganhou e lidera. Pena que a categoria Marcas "N" teve seu resultado sub-júdice porque o vencedor foi desclassificado e recorreu da penalização.

Quem quiser conhecer mais o Catarinense de Velocidade na Terra pode acessar o site da FAUESC ou então o Fotolog do Ingo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Muy amigo!

Eu, que tenho meus trinta e muitos anos de idade, lembro de um personagem de Jô Soares no inesquecível humorístico Planeta dos Homens, da Rede Globo, cujo bordão marcou época. O tipo em questão era um argentino, chamado Gardelón, que dizia o seguinte:

"Muy amigo... muy amigo..."

Sinceramente desconheço que Ron Dennis seja um poliglota e saiba falar espanhol. Certo é que o diretor-chefe da McLaren, a partir de hoje, vai tratar Alonso como Gardelón fazia com seus interlocutores. O asturiano é o muy amigo na história do "Stepneygate" pois, como informou o Dr. Paulo Enéas Scaglione, presidente da CBA, em participação ao vivo no Arena Sportv, quem tinha posse das informações e dos tais e-mails que a FIA disse ter recebido era ninguém menos que o bicampeão mundial.

Alonso colaborou e desta forma, abriu o leque para que seu compatriota Pedro de la Rosa e o líder do campeonato Lewis Hamilton - que foi de última hora à reunião do Conselho Mundial em Paris, escapassem de uma punição como preconizava o artigo 105 do Código Esportivo Internacional. Os três se salvaram pela chamada "delação premiada", fornecendo as informações que comprovavam o envolvimento de Nigel Stepney e Mike Coughlan no mais rumoroso escândalo de espionagem da história do esporte.

É agora que veremos o espanhol mais focado do que nunca em ser tricampeão. A imagem do piloto, arranhada pelo episóido, precisa de um bálsamo depois de um ano tão conturbado. E poderia existir melhor forma de Alonso dar adeusinho à McLaren ganhando mais um Mundial em seqüência e assinando com outra equipe?

Muy amigo... muy amigo...

Saiu barato

Há cerca de uma hora, às 18h33 na Europa, o Conselho Mundial da FIA pôs um fim no "Stepneygate", o rumoroso caso de espionagem que pelos últimos quatro meses virou a Fórmula 1 pelo avesso.

Por um instante, o mundo inteiro soube que a McLaren fora excluída não só do campeonato de 2007 - mas também do próximo - o que imediatamente foi desmentido em tão pouco tempo quanto a notícia que foi dada pela Autosport, tida como a bíblia do automobilismo. A inglesada levou uma "barriga" sem tamanho, tirou a informação do ar e a própria FIA desmentiu que qualquer decisão fora tomada e que "o Conselho estava reunido".

Mas aí não era mais o Conselho Mundial, do qual faz parte o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, o Dr. Paulo Enéas Scaglione, e sim o Conselho Deliberativo, que deu seu parecer final. A McLaren foi eliminada do Mundial de 2007, perdendo todos os pontos conquistados e evidentemente sem direito de pontuar nas quatro corridas finais, além de receber uma sanção pecuniária recorde de US$ 100 milhões.

Que aliás, saiu barato. Por que? Ora... porque esse valor é irrisório perto do orçamento que a equipe tem para todo o ano. Lito Cavalcanti, comentarista do Sportv, garante que é oito vezes mais do que o que a equipe terá que pagar à FIA, no prazo de 90 dias.

O prejuízo da McLaren, além da imagem arranhada, levando de roldão sua sócia, a Mercedes, é grande. A equipe não terá direito à receita dos direitos de imagem em 2008. Nem ela e nem a estreante Prodrive - que será ironicamente o time B da McLaren no ano que vem. E há quem diga que esse montante é bem maior do que a multa recebida.

E tem mais: Fernando Alonso dificilmente emplacará a próxima temporada por lá. No contrato celebrado entre ele e Ron Dennis, foi incluída uma cláusula onde ficou claro que o piloto poderia exigir o rompimento do compromisso se sua imagem fosse arranhada e a equipe não marcasse pontos.

Pois bem: a McLaren ficará com zero ponto, a imagem de Alonso também foi prejudicada e a pergunta vai ficar no ar.

Para onde vai Alonso em 2008?

Finalmente, o mercado de pilotos vai esquentar para valer. E a primeira peça a ser movida neste jogo de xadrez é o atual bicampeão mundial de Fórmula 1.

Ah... e antes que eu me esqueça: a punição, que cabe recurso, não atingiu a pontuação dos pilotos. Lewis Hamilton continua líder com 92 pontos e Fernando Alonso em segundo, com 89. Os dois correm "normalmente" neste fim de semana em Spa-Francorchamps.

Sabe-se lá em que condições psicológicas...

A volta do Zeppelin

Led Zeppelin volta para show único no dia 26 de novembro, em Londres
Da Redação

A banda britânica Led Zeppelin, uma das mais influentes da história do rock, anunciou nesta quarta-feira que reunirá os remanescentes de sua formação original (o vocalista Robert Plant, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones) para um único show em homenagem ao executivo Ahmet Ertegun, morto no ano passado. O show será realizado no dia 26 de novembro na O2 Arena, em Londres, em benefício da Ahmet Ertegun Education Fund, que financia bolsas de estudo nos EUA, Inglaterra e Turquia.

Ahmet Ertegun foi um executivo da Atlantic Records que teve papel fundamental na carreira do Led Zeppelin, bem como no crescimento da soul music e de artistas como Cream, Neil Young, Ray Charles e Dire Straits. Amante do futebol, ele tam

bém foi co-fundador do time norte-americano New York Cosmos.Para completar a formação, foi escalado o filho do baterista original John Bonhan, Jason. O Led Zeppelin só se apresentou duas vezes após a morte de John Bonham, em 1980: uma no mega-concerto Live Aid, em 1985, com Phil Collins e Tony Thompson na bateria; e outra em 1988, no aniversário de 40 anos da Atlantic Records, já com Jason nas baquetas.

Coincidindo com a apresentação, serão lançados no dia 12 de novembro o CD duplo "Mothership", com 24 sucessos da banda remasterizados, e no dia 19 do mesmo mês uma nova edição do filme "The Song Remains The Same" (que registra um show do Led Zeppelin no Madison Square Garden de Nova York, em 1973) nos formatos DVD, Blu-Ray e HD-DVD, com seis faixas inéditas. Ambos os produtos serão lançados no Reino Unido um dia antes do resto do mundo.

Também se apresentam no show do dia 26 de novembro Pete Townshend, Foreigner, Paolo Nutini e possivelmente Mick Jagger, todos acompanhados pela banda de um ex-baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman And The Rhythm Kings.

Os 18 mil ingressos disponíveis para o show serão vendidos pelo site AhmetTribute.com, que minutos após o anúncio já se encontrava sobrecarregado. O interessado deve registrar seu nome no site até a próxima segunda-feira (17) e torcer para ser um dos sorteados para comprar a entrada, que custará 125 libras (quase R$500). Vende-se no máximo dois ingressos por pessoa, e ingressos que forem vendidos em sites de leilão após essa data serão cancelados.

Depois de um sem-fim de notícias ruins, petardos clodovilescos, socos no Congresso, Calheiros absolvido... a notícia do Zeppelin reunido novamente chega a ser um bálsamo.

Mesmo que seja para uma única apresentação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

171... 151...

Quase que é 171... mas o número que pode mudar a história da Fórmula 1 em 2007 é o 151.

Este é o número do artigo do Código Esportivo Internacional no qual a McLaren é réu e Renault e Ferrari, sob o testemunho da FIA, são a acusação.

O artigo 151, no capítulo XI do calhamaço, é o que se chama de "violação das regras" e a McLaren está inclusa no inciso "c", que diz o seguinte:

"Qualquer conduta fraudulenta ou algum ato prejudicial aos interesses de toda a competição ou do esporte a motor em geral."

Como seguro morreu de velho, eu imprimi o Código Esportivo Internacional. São 24 folhas no total. E recomendo a todos os colegas que cobrem a Fórmula 1 fazerem o mesmo, para depois que acontecer (ou não) a punição do Conselho Mundial para a McLaren, escreverem menos besteira.

Pobre de marré deci

"Eu sou contra o genérico. É coisa de pobre."

A pérola acima foi proferida pelo histriônico deputado Clodovil Hernandes, dublê de estilista-e-apresentador-de-TV, que foi eleito por mais de 493 mil pessoas para ser um dos parlamentares do Congresso Nacional por quatro anos.

Muito bem: o piti aconteceu porque o deputado petista Dr. Rosinha, do Paraná, sugeriu que o nome comercial do remédio venha ao lado do seu genérico, para facilitar a melhor identificação do público consumidor.

O venenoso deputado soltou o petardo acima e continuou, sem cerimônia: "Paguei US$ 4.900 (mais ou menos R$ 7.000) por uma bolsa Louis Vuitton em Paris. Defronte à loja havia um camelô vendendo um genérico, portanto sem a mesma qualidade. Sou contra!"

Ora... quem gasta o equivalente ao dobro do que eu ganho por mês numa bolsa afrescalhada realmente não é pobre. Eu sou - afinal uso medicamento genérico - e graças a Deus posso continuar meu tratamento contra queda de cabelo.

Não fosse por isso, como pagaria para tomar um comprimido de Finasterida por dia, sendo que os medicamentos "normais" são quase R$100 e os genéricos custam R$ 32?

Em tempo: eu não votei em Clodovil e jamais votaria, mesmo se eu fosse residente do estado de São Paulo. Mas 493.951 pessoas, para ser mais exato, puseram esse idiota que compara um genérico de R$ 32 a uma bolsa parisiense de R$ 7.000, em Brasília.

É... depois falam dos 40 ladrões do mensalão...

Clip da semana - "The Hanging Garden", by The Cure

Eu sou fã de The Cure, embora não pareça. Assisti às 3h30 de show deles no Hollywood Rock de 1996, acompanhado de uma ex-namorada com quem "fiquei" naquela noite. Uma apresentação maravilhosa de uma das grandes bandas dos últimos 30 anos, um desfile de sucessos e de ótimas músicas que deixou a platéia enlouquecida e os fez voltar pra pelo menos quatro "bis".

Lamentavelmente tenho um só CD deles - Staring At The Sea: The Singles (aquele do cara enrugado na capa - que vem a ser o pai do vocalista Robert Smith!), mas com músicas que representam demais a carreira do grupo, excetuando "Lullaby", "Friday I'm In Love", "Why Can't I Be You?" e outras.

O clip da semana é de uma das músicas do CD que possuo, e da qual gosto muito: "The Hanging Garden".

terça-feira, 11 de setembro de 2007

12 de outubro: o caos se aproxima

Todas as licenças de importação de produtos da empresa Mattel estão suspensas desde 17 de agosto, confirmou, nesta terça-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A Mattel informou que não produz brinquedos no Brasil. A produção é feita na China, Indonésia, Malásia, Tailândia e México, entre outros. Entre os produtos importados, estão: bonecas Barbie, bonecas Polly, Batman, Superman, além de brinquedos Hot Wheels, Max Steel, Fisher-Price e Matchbox.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento, a medida não foi anunciada anteriormente, apesar de estar valendo desde o dia 17 de agosto, porque, como diz respeito somente à uma empresa, a pasta achou que seria "invasivo" (agressivo, hostil) torná-la pública.

Segundo o governo, o objetivo da medida é impedir que brinquedos com defeito – presentes na lista do recall mundial da empresa – entrem no Brasil. "A suspensão só será revogada quando a fabricante atender a todas as normas técnicas, que são estabelecidas por órgãos do governo e fiscalizadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)", acrescentou o Ministério do Desenvolvimento.No Brasil, não foi registrado nenhum acidente relacionado aos problemas apresentados pelos brinquedos da marca, lembra o MDIC. Entretanto, o governo entendeu que foi "importante" suspender "preventivamente" as importações da marca para evitar que produtos que possam causar mal à saúde cheguem até crianças brasileiras. O MDIC relembra que o Inmetro – órgão responsável por garantir que os produtos atendam a requisitos mínimos de qualidade e segurança – intensificou a fiscalização, a fim de verificar se os brinquedos que estão nas lojas brasileiras têm o selo de aprovação do órgão.

A Mattel divulgou comunicado nesta terça-feira lamentando a decisão do governo de proibir a importação de brinquedos. Segundo a empresa, a proibição, a poucas semanas do Dia das Crianças, terá "efeito devastador e nefasto". O estoque existente, segundo a Mattel, não atende à demanda.

A Mattel informa ainda que haverá "danos irreparáveis" para o varejo, que deixa de contar com os produtos de seu principal fornecedor. O documento distribuído pela Mattel na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados diz ainda que haverá perdas para o país com a arrecadação de impostos.

"A redução de oferta levará ao aumento de preços ao consumidor. É uma oportunidade para que a informalidade tome conta do mercado", diz também o documento.

A Mattel anunciou, em novembro do ano passado, um "recall" dos ímãs de bonecas da marca Polly. Já em agosto de 2007, efetuou o "recall" de outros produtos da marca Polly pelo mesmo problema com o ímã, assim como os cachorros da "Barbie" e os bonecos do "Batman".

Além do problema com os ímãs, a Mattel anunciou recentemente, na última terça-feira (4), o recall de mais 11 itens por excesso de chumbo na tinta. Seis desses produtos são comercializados no Brasil: são cinco acessórios da marca Barbie e um item da marca Fisher-Price. Nenhuma boneca Barbie faz parte deste recall. Segundo informou a empresa, a convocação é uma extensão do recall feito em agosto. No total, foram afetados 522 mil brinquedos nos EUA e 322 mil em outros países. Cerca de 7 mil unidades chegaram ao varejo brasileiro e a maioria está nas mãos dos consumidores.


Tirem as crianças da sala!!!

Um poço de confiança

Enquanto Ron Dennis chora, sente-se traído e abandonado à própria sorte, esperando para se defender perante o Conselho Mundial da FIA, o diretor Norbert Haug, da parceira e sócia Mercedes-Benz, garante que nada acontecerá.

"Não fizemos nada de errado. Não copiamos nada, construímos um carro com nossas idéias e provamos isso em Monza", disse o alemão em entrevista para a TV alemã Premiere.

Lógico que a McLaren não fez uma cópia da Ferrari e todo mundo sabe disso. Basta saber que a filosofia de trabalho de Mike Coughlan e seu assessor direto Paddy Lowe é uma herança da passagem de Adrian Newey pela equipe inglesa. E que na Ferrari, todos os designers têm em Rory Byrne um mestre. Podem perguntar, por exemplo, a Aldo Costa, que desenhou a 248F1 do ano passado e a F2007, deste ano, se isto não corresponde à verdade.

O que se questiona é que tipo de informações do tal dossiê de 780 páginas foram utilizadas pela McLaren em proveito próprio. Bom... os ingleses sabiam o que nem a FIA desconfiava, de que o assoalho da Ferrari era móvel, flexível. E o que causou mais desconfiança foi a substancial melhora do MP4/22 a partir do GP de Mônaco, sem que se notasse qualquer aparente modificação no carro.

A McLaren terá que cortar um dobrado na quinta e convencer o egrégio Conselho Mundial e a FIA, com argumentos justos, de que nada fez de errado. Correntes defendem a punição severa (eliminação sumária da equipe deste ano e do próximo), outras sentem cheiro de pizza no ar - não se esqueçam que Max Mosley é advogado e causídicos adoram fazer "composições" - e alguns, como eu, acreditam que haverá punição - mas o veredito final fica para depois de 21 de outubro.

O que chega a espantar é essa demasiada confiança de Norbert Haug.

Será que a McLaren tem um ás no bolso do colete?

Paliatvo possível


Faltando menos de 48 horas para o veredito do Conselho Mundial da FIA sobre o "Stepneygate" - o maior caso de espionagem que a Fórmula 1 já conheceu - surgem na imprensa internacional fortes boatos de que existe uma saída para salvaguardar a existência da McLaren no futuro: a absorção da equipe pela Mercedes já na próxima temporada.

Nada impossível, pois sabe-se que a montadora alemã detém, junto com Mansour Ojjeh (o multimilionário árabe do grupo TAG - Techniques d'Avant Garde) o controle acionário da equipe, cabendo a Ron Dennis um percentual que hoje não deve passar de 20% do total da companhia. A Mercedes, cuja imagem está também manchada pelo imbroglio em que se enfiou sua parceira de 13 anos, graças à pataquada do diretor-técnico Mike Coughlan, pode assumir as ações de Ron, se tornar majoritária e assim regressar à F1 como uma escuderia - tal como acontecera em 1954 e 1955.

Na verdade, esse plano já existiu: quando a Mercedes fez seu retorno com a Sauber em 1994, os carros tinham a inscrição "concept by Mercedes-Benz", num claro sinal de suas intenções. Porém, Ron Dennis persuadiu os alemães de que uma parceria com sua equipe seria bom negócio e assim a estrela de três pontas foi ornar os carros da McLaren, substituindo a Peugeot como fornecedora.

A volta da Mercedes traria credibilidade, a imagem da marca não ficaria tão manchada e a F-1 não teria mais uma equipe a fazer parte de um rol que tem lendas como Lotus, Tyrrell e Brabham, e por outro lado malogros como Andrea Moda, Simtek, Forti Corse, Fondmetal e Pacific. A exclusão da McLaren seria tudo de pior que a categoria poderia enfrentar, porque significaria uma vitória política da Ferrari, que neste ano mostrou diversos sinais de fraqueza dentro e fora das pistas.