domingo, 20 de janeiro de 2008

25 anos de saudade do Mané

Há quem diga que ele foi melhor que Pelé.

Afinal, como podia um neto de índios da desconhecida tribo Fulni-Ô, de idade mental menor que sua idade cronológica denunciava, com pernas absolutamente arqueadas, tortas, jogar tanta bola assim?

Manoel Francisco dos Santos, o inesquecível Mané Garrincha, que chamava os laterais de "João" - fosse de onde fossem, quer seja do Flamengo ou da seleção da URSS, invicto pela seleção sempre que jogou com Pelé ao seu lado, bicampeão mundial em 1958 e 1962, ídolo máximo do Botafogo, morreu na miséria e esquecido.

E neste 20 de janeiro chuvoso, completaram-se 25 anos do passamento do craque Mané.

Até hoje, nada foi feito para lembrar de forma digna as glórias do ponta pelo alvinegro de General Severiano e pela seleção. Cadê o Memorial que tanto prometeram? Onde estão os pesquisadores que não se cotizam para conseguir montar um acervo à altura de Mané?

Garrincha mereceu um belo documentário dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, com o subtítulo de "A alegria do povo" e um livro polêmico escrito por Ruy Castro, proibido pela família do jogador a princípio e posteriormente liberado. E que virou filme - dizem, ruim - dirigido por Milton Alencar e estrelado por André Gonçalves (que viveu Mané) e Taís Araújo, interpretando a cantora Elza Soares.

Melhor lembrar do anjo das pernas tortas através das imagens que são eternas e simbolizam toda a genialidade do ponta que ganhou uma vaga no Botafogo por entortar ninguém menos que a "Enciclopédia" Nílton Santos, simplesmente o maior lateral-esquerdo da história do futebol brasileiro.

3 comentários:

Gustavo Lucena disse...

dono do balaio de gatos, eu recomendo o filme "Estrela Solitária", protagonizado por André Gonçalves e Taís Araújo.

Assista que vale a pena.

Victor Menezes disse...

Bem, eu posso dizer que falta de iniciativa do Botafogo e da CBF (!) não faltam. O problema é que a família do Garrincha emperra tudo, só quer saber de dinheiro. Tanto é que foi a família que vetou a carreata que levaria seu busto do Maracanã para o Engenhão...

Você, como tricolor, acredito que vá achar graça desta piada:

"A família do Garrincha prefere o catarro molambento ao carinho botafoguense..."

João Garays disse...

obrigado por esse video, é lindo pra caralho. Preciso ler e conhecer mais sobre a vida desse cara, como desde pequeno entre a bola e o carrinho eu preferi o carrinho, nunca li ou me enteressei por coisas da bola, mas o mané é outra coisa, ainda mais por saber pela boca de outras pessoas que ele era mulherengo e gostava de beber, e terminou na miséria, alguns dos caras mais legais acabaram na miséria, alguns os chamam de artista maldito, e esses caras sempre me fascinaram.