Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Borracha fresca

A Bridgestone já divulgou que tipos de compostos estarão à disposição das equipes da Fórmula 1 nas nove primeiras provas do ano.

O fabricante japonês confirmou que haverá testes em abril com pneus slicks e que não está descartado o retorno deles em 2009, substituindo os grooved tires (pneus frisados) usados desde 1998.

Vejam que tipos de pneus serão usados em cada um dos circuitos:

Austrália / Melbourne
médio e macio

Malásia / Sepang
duro e médio

Bahrein / Sakhir
médio e macio

Espanha / Barcelona
duro e médio

Turquia / Istambul
duro e médio

Mônaco / Monte Carlo
macio e supermacio

Canadá / Montreal
macio e supermacio

França / Magny-Cours
médio e macio

Grã-Bretanha / Silverstone
duro e médio

Aonde vai parar?

Enquanto o WTCC começa a temporada com razoáveis 21 inscritos - e seriam vinte e dois se a N. Technology tivesse trazido o Honda Accord de James Thompson, o panorama não é dos melhores nas competições nacionais escaladas para as preliminares do Mundial de Turismo.

O Brasileiro de Marcas tem cinco destas representadas em Curitiba: Volkswagen, Ford, Fiat, Chevrolet e Renault. É sabido que não existe nenhum apoio oficial de fábrica - não sei informar se ao menos há aos pilotos e equipes um desconto em peças.

Mas o total de pilotos inscritos é desolador: são apenas 10 - quatro com VW Gol, dois com Chevrolet Corsa, dois com Ford Fiesta, um com Fiat Palio e outro com Renault Clio.

Fiasco maior é a Fórmula Brasil, surgida dos escombros da Fórmula Renault. Há apenas quatro (isso mesmo!) equipes presentes, sete carros e seis pilotos. Ano passado, em Campo Grande, na primeira tentativa da CBA e da Interlagos Eventos, que promove tanto o Marcas quanto a Fórmula Brasil, havia cinco carros. Que baixaram para dois (!!!) em Vitória.

Aonde vai parar o automobilismo brasileiro?

Com a palavra, a CBA, os promotores e as equipes. Pela ordem.

WTCC na área

Começa domingo o WTCC, o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, com a rodada dupla realizada em Curitiba. É a terceira vez que o Brasil sedia a competição e a segunda como sede da abertura da temporada.

São onze rodadas duplas até o encerramento da temporada em Macau, na China. E o homem a ser batido é o britânico Andy Priaulx, dono de três títulos em seqüência - um no ETCC e dois no WTCC. ETCC é a sigla para European Touring Car Championship - o certame europeu que deu origem ao campeonato mundial.

O brasileiro Augusto Farfus, quarto colocado em 2007, parte em busca do título inédito novamente como piloto oficial da BMW-Schnitzer. Ele e outros vinte pilotos vão brigar pela vitória nas duas corridas que o Sportv 2 transmite a partir de 13 horas (primeira etapa) e 16 horas (segunda) de domingo.

Eu estarei nos comentários do WTCC, junto com Daniel Pereira na narração. E conto com a audiência de vocês todos.

Como preliminares, o Mundial de Turismo terá o Brasileiro de Marcas e a Fórmula Brasil, a antiga F-Renault. Aliás, aguardo fotos - não só do WTCC como também do Marcas e da F-Brasil, para postar no blog.

Os inscritos do WTCC em Curitiba são os seguintes:

1. Andy Priaulx / BMW Team UK - Bart Mampaey Racing
BMW 320si

2. Augusto Farfus / BMW Team Germany - Schnitzer
BMW 320si

3. Jorg Müller / BMW Team Germany - Schnitzer
BMW 320si

4. Alex Zanardi / BMW Team Italy-Spain - ROAL
BMW 320si

5. Felix Porteiro / BMW Team Italy-Spain - ROAL
BMW 320si

6. Nicola Larini / Chevrolet Racing - RML
Chevrolet Lacetti

7. Robert Huff / Chevrolet Racing - RML
Chevrolet Lacetti

8. Alain Menu / Chevrolet Racing - RML
Chevrolet Lacetti

9. Jordi Gené / Seat Sport
Seat Léon TDI

10. Rickard Rydell / Seat Sport
Seat Léon TDI

11. Gabriele Tarquini / Seat Sport
Seat Léon TDI

12. Yvan Müller / Seat Sport
Seat Léon TDI

13. Ibrahim Okyay / Borusan Otomotiv Motorsport (*)
BMW 320si

16. Olivier Tielemans / Wiechers Sport (*)
BMW 320si

18. Tiago Monteiro / Seat Sport
Seat Léon TDI

20. Tom Coronel / Sunred
Seat Léon TFSI

23. Pierre-Yves Corthals / Exagon Engineering (*)
Seat Léon TFSI

26. Stefano d'Aste / Proteam Motorsport (*)
BMW 320si

31. Sergio Hernandez / Proteam Motorsport (*)
BMW 320si

42. Franz Engstler / Liqui Moly Team Engstler (*)
BMW 320si

43. Andrey Romanov / Liqui Moly Team Engstler (*)
BMW 320si

(*) pilotos independentes, sem vínculo com equipes de fábrica

Na lona



A fusão entre ChampCar e IRL foi sem dúvida interessante no sentido de centralizar as atenções da mídia em apenas um campeonato de monopostos. Mas algumas equipes da categoria que disputava seus campeonatos com os Panoz Cosworth DP01 têm acusado o golpe. E uma delas foi literalmente à lona.

A Forsythe Racing, associada ao empresário Dan Pettit, vai encerrar suas atividades na categoria, concentrando-se somente na Atlantic Series. Pesaram contra a ausência de patrocínios, especialmente quando a Player's retirou seu apoio em razão da restrição de publicidade tabaqueira. E Gerald Forsythe, o proprietário, não pôde mais financiar sozinho a equipe com a ajuda da Indeck, empresa de sua propriedade.

Fechadas as portas da equipe, o canadense Paul Tracy, que tinha contrato para correr em 2008, está liberado para negociar sua participação na temporada da Fórmula Indy. Possivelmente ele será companheiro de equipe de Darren Manning, na equipe de A. J. Foyt.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Discos que já ouvi antes de morrer (VI) - Are you experienced / 1967


A fulgurante carreira de Jimi Hendrix no comando do Experience e depois da Band of Gypsys teve um ponto de partida que é considerado simplesmente brilhante na história da música e especialmente do rock and roll: o disco Are you experienced, com produção de Chas Chandler, ex-baixista dos Animals e que apresentou ao guitarrista os excelentes Noel Redding (baixo) e Mitch Mitchell (bateria).

Hendrix tivera uma carreira pouco expressiva nos EUA até conseguir destaque como músico de apoio de Little Richard. Saído de Seattle, onde nasceu, foi parar na Inglaterra levado por Chandler e com o auxílio deste, montou o Experience com os dois músicos supracitados.

Canhoto, o guitarrista tocava uma Fender Stratocaster como nunca mais se viu. Simplesmente ele não invertia as cordas, como fez Paul McCartney nos Beatles: Jimi tocava tal como um destro e com um domínio monumental do instrumento. Suas explosivas performances no palco, os improvisos de fazer cair o queixo de nomes consagrados como Eric Clapton e a capacidade tremenda de explorar os sons como ninguém o tornaram A referência musical do rock e do blues na segunda metade dos anos 60.

Para surpresa nenhuma, o disco de estréia de Jimi Hendrix e seu Experience é considerado um dos dez melhores "de estréia" do rock em todos os tempos. A qualidade das canções salta aos ouvidos de saída, com "Fire" e "Manic depression". "Red House" é a primeira viagem blueseira de Jimi no álbum, alternando com rocks psicodélicos tais como "Love or confusion" e "Third stone from the sun". A excepcional "Fire", com o famoso refrão let Jimi take over, seria anos mais tarde regravada por dezenas de grupos ou artistas que consideram o músico de Seattle uma tremenda referência.

A versão em CD, lançada 30 anos depois do disco original, continha outras quatro faixas de igual qualidade e excepcionais performances de Hendrix: o clássico "Purple haze" - que fez até defunto levantar da sepultura quando foi tocada em Woodstock; a excepcional "Hey Joe", clássico instantâneo do guitarrista, mas escrita por Billy Roberts; a suingada "Stone Free"; e a balada "The wind cries Mary".

Sem nenhuma faixa que pode ser considerada tapa-buraco, Are you experienced é um disco incrível, calcado na melhor tradição do rock, do blues e da psicodelia. Quarenta e um anos depois de lançado, soa novo em folha - tal como na época em que Jimi Hendrix deixou de ser um mero coadjuvante da música para brilhar intensamente ao lado dos que tinha como ídolos.

E que se tornaram, obviamente, seus fãs.


Ficha técnica de Are you experienced
Selo: Reprise / MCA
Produção: Chas Chandler
Gravado na Inglaterra entre 26 de outubro de 1966 a 3 de abril de 1967
Tempo total do disco: 40'07"

Músicas (*):

1. Foxy lady (Hendrix)
2. Manic depression (Hendrix)
3. Red house (Hendrix)
4. Can you see me (Hendrix)
5. Love or confusion (Hendrix)
6. I don't live today (Hendrix)
7. May this be love (Hendrix)
8. Fire (Hendrix)
9. Third stone from the sun (Hendrix)
10. Remember (Hendrix)
11. Are you experienced (Hendrix)

(*) A versão em CD lançada 30 anos depois incluiu as seguintes faixas:

12. Hey Joe (Billy Roberts)
13. Stone Free (Hendrix)
14. Purple Haze (Hendrix)
15. 51st Anniversary (Hendrix)
16. The wind cries Mary (Hendrix)
17. Highway Chile (Hendrix)

Buddy Miles

Abro a caixa de e-mails do blog e deparo com um link para a notícia que reproduzo abaixo:


Morreu na noite da última terça-feira (26) o baterista Buddy Miles, que fez parte da lendária Band of Gypsys, do guitarrista Jimi Hendrix. Ele tinha 60 anos e sofria de problemas cardíacos, informou seu assessor.

Miles, que nasceu em Omaha (Nebraska) já tocava no conjunto de jazz de seu pai aos 11 anos. Segundo seu site, ele tocou em grupos como The Delfonics e The Ink Spots e acompanhou a lenda do soul Wilson Pickett. O baterista tocou no clássico disco "Electric Ladyland" e se juntou logo depois à Band of Gypsys, que ainda contava com o baixista Billy Cox.

Ele tocou com Stevie Wonder, Muddy Waters, Barry White, David Bowie, George Clinton, Santana e Bootsy Collins.

Craig Balderston, um músico de Omaha, disse que costumava tocar com Miles durante os anos 90. "Ele era um fantástico baterista e também um fantástico cantor", disse.

Após a morte de Hendrix, Miles retomou com sucesso o Buddy Miles Express, graças sobretudo ao disco "Them Changes", que se manteve nas paradas durante 74 semanas.

Em 1972, Miles gravou um disco ao vivo no Havaí com Carlos Santana, que se tornou um grande sucesso de vendas. Posteriormente, colaborou com nomes como Stevie Wonder, David Bowie e Bootsy Collins.


O músico passou um período na prisão no final da década de 70 e início de 80, por acusações relacionadas a drogas, mas voltou à música em 1986, com o grupo California Raisins.
Em 1994, voltou a trabalhar com Santana e criou uma nova versão da Buddy Miles Express. Durante os últimos anos de sua vida, Miles se dedicou a manter vivo o espírito de Hendrix, através de atos promocionais e participações em tributos em sua memória.

No momento de sua morte, trabalhava em três projetos musicais e estava envolvido em atividades destinadas a arrecadar dinheiro para as vítimas de furacões nos EUA.

Porsche, 40 anos

Recebi um e-mail do camarada Pandini lembrando que em 1968, o ano que não terminou, a Porsche começava sua história de importações no Brasil, com o modelo 912E - um 911 com outra sigla e o "E" no fim - corruptela para "exportação".

Quarenta anos depois, a gama atual de modelos, do 911 ao Cayman S, continua sendo o sonho de consumo dos apaixonados por automóveis bem-construídos, resistentes, possantes e sobretudo confiáveis.

Não é à toa que no automobilismo a marca de Stuttgart é sempre associada às corridas de longa duração. Tem sido assim há décadas e mesmo com o melindre do ACO diante da negativa da Penske - pelo segundo ano consecutivo - em levar o protótipo Porsche RS Spyder para as 24 Horas de Le Mans, os cinco carros inscritos para 2008: dois outros protótipos de equipes européias e três 997 GT3 RSR - vão chamar muito a atenção. Especialmente se os GT2 derem um pau nas oito Ferrari F430 inscritas neste ano.

Mas houve uma categoria onde a Porsche experimentou um misto de sucessos e fracassos: a Fórmula 1.

Nos anos 60, a marca alemã entrou no campeonato com o modelo 804 de 1,5 litro e com ele ganhou algumas corridas, saindo da categoria antes do Mundial de 1964. Quase 20 anos depois, Hans Mezger desenhou o motor V-6 que com a griffe Techniques d'Avant Garde (TAG) ganhou tudo com a McLaren entre 1984 e 1986. Três títulos mundiais de pilotos - um para Lauda e dois para Prost - e outros dois para a equipe de Ron Dennis.

O fracasso, entretanto, deu-se em 1991. Aproveitando a estabilidade do regulamento, a montadora projetou e construiu o motor denominado "3512" - 3,5 litros e 12 cilindros em V, tal como Ferrari e Lamborghini. Com ângulo de 80º, o motor equiparia os Footwork de Michele Alboreto e Alex Caffi.

O motor Porsche 3512: última tentativa do cavalinho de Stuttgart na F-1



Mas ficou claro que por mais que esse motor tivesse o nome Porsche, não havia potência suficiente para que fosse competitivo e o peso excessivo prejudicou o desempenho do modelo FA12. Depois do GP do México, o projeto foi abortado e a Footwork apelou para o bom e velho Ford Cosworth V-8 para completar aquele ano, sem marcar qualquer ponto.

Surpresa revelada


O segredo mais bem guardado da pré-temporada da American Le Mans Series já está na área. A ECO Racing revelou as primeiras fotos do Radical R10 com o qual Ben Collins / Simon Wright / Harri Toivonen vão disputar as 12 Horas de Sebring daqui a duas semanas.

À primeira vista, o carro é bem semelhante ao Radical SR9 da classe LMP2. Mas só à primeira vista mesmo, pois debaixo do capô vai roncar um motor AER dotado de tecnologia biodiesel já implementada num antigo chassis Lola B98/10 que, se me lembro bem, treinou e classificou nas 24 Horas de Le Mans com um motor VW-Caterpillar de 4,9 litros turbodiesel. Não por acaso, o responsável do projeto é o mesmo: Ian Dawson.

O motor AER dotado do novo combustível ecológico trabalhou 40 horas em banco de prova sem que houvesse qualquer tipo de quebra e este é um possível trunfo da neófita equipe, além da experiência dos pilotos, que já disputaram diversas provas longas nos últimos anos.

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Diga xis!



A foto acima é da série "coisas que jurávamos nunca mais presenciar".

Mas aconteceu. São Tony George e Kevin Kalkhoven apertando as mãos e confirmando a união entre IRL e ChampCar.

Espera-se, para o bem do automobilismo estadunidense de monoposto, que depois da cizânia entre o moço da esquerda e o pessoal da antiga CART, só levou "nabo" da Nascar.

Losers

O que têm em comum Jose Froilán Gonzalez, Ronnie Peterson, Jacky Ickx, Stirling Moss, Gilles Villeneuve e Rubens Barrichello?

Simples: seis pilotos sobre os quais recai a cruel sombra do vice. No jargão do automobilismo, são os principais expoentes daquele que Nelson Piquet chama de "o primeiro perdedor".

Eles são alvo de uma excepcional análise de Eduardo Correa, autor do não menos excepcional livro "Fórmula 1: pela glória e pela pátria", editado pela Editora Globo, e colunista do ótimo site GP Total - que foi onde conheci melhor os escritos do camarada Pandini e o que certamente ajudou a estreitar a amizade.

O Saco de Gatos agora tem um link direto para a página do GP Total, onde não só você pode ler as crônicas do Edu, como também as colunas da Alessandra Alves, do Panda, do Ico, do Roberto Agresti, do "Tite" (Geraldo Simões) e também de Ricardo Divila, Ernesto Rodrigues e do solerte Ivan Capelli.

LINDO!



Quem quiser, que discorde.

Mas que esse Murciélago da equipe InterProgress Bank Spartak, ou melhor, da Reiter Engineering, que vai correr na Le Mans Series 2008, é lindo toda vida.
O carro será um dos cinco LMGT1 da categoria e dois dos pilotos já são conhecidos: o holandês Peter Kox, que guia muito e o russo (oh... que dúvida!) Roman Rusinov.

GP2 completa

Os 26 pilotos da GP2 em 2008 já estão confirmados. A última vaga ficou com Diego Nunes, jovem revelação brasileira que competiu ano passado na Fórmula 3000 Européia. Ele vai correr na David Price Racing (DPR), tendo como companheiro de escuderia o belga Michael Herck, cujo pai comprou parte das ações do time.

A lista completa de inscritos, com os números já definidos, é esta:

1. Karun Chandhok (Índia) - iSport International
2. Bruno Senna (Brasil) - iSport International
3. Luca Filippi (Itália) - ART Grand Prix
4. Romain Grosjean (França) - ART Grand Prix
5. Vitaly Petrov (Rússia) - Campos Grand Prix
6. Ben Hanley (Grã-Bretanha) - Campos Grand Prix
7. Christian Bakkerud (Dinamarca) - Super Nova International
8. Álvaro Parente (Portugal) - Super Nova International
9. Jerôme d'Ambrosio (Bélgica) - DAMS
10. Kamui Kobayashi (Japão) - DAMS
11. Javier Villa (Espanha) - Racing Engineering
12. Giorgio Pantano (Itália) - Racing Engineering
14. Sébastien Buemi (Suíça) - Arden International
15. Yelmer Buurman (Holanda) - Arden International
16. Davide Valsecchi (Itália) - Durango
17. Alberto Valério (Brasil) - Durango
18. Adrián Valles (Espanha) - FMS International
19. Andy Soucek (Espanha) - FMS International
20. Mike Conway (Grã-Bretanha) - Trident Racing
21. Ho Pin Tung (China) - Trident Racing
22. Andreas Züber (Áustria) - Piquet Sports by GP Racing
23. Pastor Maldonado (Venezuela) - Piquet Sports by GP Racing
24. Michael Herck (Bélgica) - DPR
25. Diego Nunes (Brasil) - DPR
26. Paolo Maria Nocera (Itália) - BCN Competición
27. Milos Pavlovic (Sérvia) - BCN Competición

O pior para Ron Dennis

Tenho pena do Ron Dennis. Bem-feito pro Ron Dennis.

Tenho pena porque o casamento do cara acabou. Foram 22 anos de união com a estadunidense Lisa. Este blog nunca pretendeu ser um repositório de fofocas, mas comento isso com a autoridade de quem viu os pais (os meus, claro) se separarem depois de 17 anos de casamento e acho que três ou quatro de namoro. Qualquer coisa neste sentido não é benéfica para ninguém. Pra quem se separa e especialmente para os filhos. É deprimente, desgastante, é cruel.

E não tenho pena do Ron Dennis pelo seguinte: o jornal Marca veiculou ontem que a Mercedes-Benz, detentora da maioria do controle acionário da McLaren, "pediu a cabeça" do britânico.

O motivo? Ora... todo mundo sabe: o escândalo de espionagem que jogou o nome da equipe na lama e levou a Mercedes junto. Por causa daquilo, a McLaren perdeu os pontos no Mundial de Construtores (e conseqüentemente o título) e, pior, nenhum de seus dois pilotos foi campeão, primazia que coube a Kimi Räikkönen, da Ferrari.

A Mercedes, que aplica 200 milhões de euros na equipe, ficou "enojada" (zangada, em espanhol) com o episódio. E os alemães, liderados por Norbert Haug, começaram a costurar nos bastidores a saída de Ron. Também não foi digerida a contratação do finlandês Heikki Kövalainen: os alemães queriam um piloto da casa e as opções eram, pela ordem, Nico Rosberg, Sebastian Vettel e Adrian Sutil.

O cargo de diretor-geral deverá passar às mãos de Martin Whitmarsh e o anúncio deve ser feito dias antes do GP da Austrália. Se isto acontecer, é um infeliz canto do cisne para Ron Dennis no automobilismo. Ele começou como mecânico-chefe na Brabham, magrinho e com muito mais cabelo, trabalhando nos BT24 de Jochen Rindt e Jack Brabham. Ele ficou na equipe até o início dos anos 70, quando montou em sociedade com Neil Trundle a Rondel, para disputar provas de Fórmula 2.

Em 1976, montou a Project Four Racing, uma espécie de "time B" da BMW na F-2. Por ela, correram os brasileiros Ingo Hoffmann e Chico Serra. Com esta equipe, ele tentou chegar à F-1, já dispondo do generoso aporte da Marlboro como patrocinadora, uma vez que Andrea de Cesaris, filho do maior distribuidor Phillip Morris na Europa, era seu piloto. E a própria empresa tratou de resolver as coisas: ajudou Ron a comprar a McLaren, em situação pré-falimentar e que vinha muito mal das pernas no fim da temporada de 1980.

Daí pra diante, o resto é história: a McLaren foi a primeira equipe a investir na tecnologia do chassi em fibra de carbono, Ron Dennis tirou Niki Lauda da aposentadoria e o austríaco ainda foi campeão mundial, montou a dupla de pilotos mais competitiva e mais controversa da história do automobilismo, ganhou dezenas de corridas, muitos títulos, o respeito dos outros chefes de equipe mas... como tudo um dia tem seu fim, o ciclo de 26 anos do dirigente na categoria máxima parece estar se encerrando.

Podem apostar: tem quem esteja feliz com a notícia. Exceto, claro, Lewis Hamilton.

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

ALMS: sai a lista para a primeira prova do campeonato

A American Le Mans Series divulgou hoje a primeira parcial de inscritos para a 56ª edição das 12 Horas de Sebring, corrida que abre o campeonato de 2008 no próximo dia 15 de março. Por enquanto, são 33 carros inscritos - dezesseis protótipos e dezessete GTs.

Entre as surpresas, um Radical movido a Biodiesel na categoria LMP1 e a excelente diversidade de marcas na classe LMGT2: Dodge, Porsche, Ferrari, Panoz, Ford, Aston Martin e Corvette. A LMGT1 continua magrinha, magrinha e a LMP2 é uma atração à parte com o duelo entre Porsche e Acura (Honda), coadjuvado por um Lola Mazda e um Zytek.

Mas sabe-se que a briga pela vitória ficará mesmo entre Audi e Peugeot. A prova de Sebring será uma avant premiére do que as duas tradicionais marcas farão ao longo do ano, especialmente em território europeu - na LMS e nas 24 Horas de Le Mans, onde cada uma terá três carros na pista de Sarthe.

Vamos aos primeiros inscritos para as 12 Horas de Sebring:

LMP1

1. Allan McNish / Dindo Capello / Tom Kristensen
Audi Sport North America - Audi R10 TDi

2. Marco Werner / Lucas Luhr / Mike Rockenfeller
Audi Sport North America - Audi R10 TDi

10. Ben Collins / Harri Toivonen / Simon Wright
Eco Racing D1 Oils - Radical R10 AER ECO

12. Bryan Willman / Chris McMurry / Tony Burgess
Autocon Motorsports - Creation CA07-002 Judd

37. Jon Field / Clint Field / Richard Berry
Intersport Racing - Lola B06/10 AER

07. Nicolas Minassian / Stéphane Sarrazin / Pedro Lamy
Team Peugeot Total - Peugeot 908 HDi FAP


LMP2

6. Sascha Maassen / Ryan Briscoe / Patrick Long
Penske Motorsports - Porsche RS Spyder

7. Timo Bernhard / Romain Dumas / Emmanuel Collard
Penske Motorsports - Porsche RS Spyder

8. Ben Devlin / James Bach / Raphael Matos
B-K Motorsports - Lola B07/46 AER Mazda

9. David Brabham / Scott Sharp / Stefan Johansson
Patron Highcroft Racing - Acura ARX01-B

15. Adrián Fernandez / Luis Diaz
Lowe's Fernandez Racing - Acura ARX01-B

16. Guy Smith / Chris Dyson
Dyson Racing - Porsche RS Spyder

20. Marino Franchitti / Butch Leitzinger / Andy Lally
Dyson Racing - Porsche RS Spyder

26. Bryan Herta / Christian Fittipaldi / Tony Kanaan
Andretti-Green Racing - Acura ARX01-B

27. Fredy Lienhard / Didier Theys / Jan Lammers
Horag Racing - Porsche RS Spyder

32. Juan Barazi / Michael Vergers
Barazi-Epsilon - Zytek 07S/2


LMGT1

3. Ron Fellows / Jan Magnussen / Johnny O'Connell
Corvette Racing - Corvette C6-R

4. Max Papis / Olivier Beretta / Oliver Gavin
Corvette Racing - Corvette C6-R

08. Chapman Ducote / Terry Borcheller / Antonio Garcia
Bell Motorsports - Aston Martin DBR9


LMGT2

5. Üwe Alzen / TBA / TBA
Vici Racing - Porsche 997 GT3 RSR

11. Joel Feinberg / Chris Hall
Primetime Racing Group - Dodge Viper Competition Coupé

21. Joey Hand / Tom Milner / Tom Sutherland
Panoz Team PTG - Panoz Esperante GTLM

28. Lou Gigliotti / Doug Peterson / Marc Goossens
LG Motorsports - Chevrolet Riley Corvette C6 GT2

40. David Robertson / Andrea Robertson / David Murry
Robertson Racing - Doran Ford GT-R MKVII

44. Darren Law / Seth Neiman / Alex Davison
Flying Lizard Motorsports - Porsche 997 GT3 RSR

45. Jörg Bergmeister / Wolf Henzler / Marc Lieb
Flying Lizard Motorsports - Porsche 997 GT3 RSR

46. Johannes van Overbeek / Patrick Pilet / Richard Lietz
Flying Lizard Motorsports - Porsche 997 GT3 RSR

48. Gunnar Jeannette / Ralf Kelleners / Johnny Mowlem
Corsa Motorsports - Ferrari F430

61. Tracy Krohn / Nic Jönsson / Eric van de Poele
Risi Competizione / Krohn Racing - Ferrari F430

62. Jaime Melo Jr. / Mika Salo / Gianmaria Bruni
Risi Competizione - Ferrari F430

71. Dominik Farnbacher / Dirk Müller / Rob Bell
Tafel Racing - Ferrari F430

73. Allan Simonsen / Pierre Ehret / Jim Tafel
Tafel Racing - Ferrari F430

77. Miro Konopka / Mauro Casadei / TBA
Autoracing Club Bratislava - Porsche 997 GT3 RSR

87. Dirk Werner / Marc Basseng
Farnbacher-Loles Motorsports - Porsche 997 GT3 RSR

007. Paul Drayson / Tim Sudgen / Jonathan Cocker
Drayson-Barwell - Aston Martin DBR9S

O nabo matinal da Ferrari

Ontem, Lewis Hamilton fechou o primeiro dia da última bateria de testes da F-1 em Barcelona em primeiro. Mas os dias mudam e os tempos melhoram. Hoje pela manhã, sem o mau tempo que assolou a Catalunha, Kimi Räikkönen deu as cartas com a Ferrari número 1.

O atual campeão virou a melhor de suas 29 voltas em 1'21"722, meio segundo mais rápido que Lewis Hamilton e Nico Rosberg, que vai consolidando a Williams como postulante à vaga de "terceira força" numa briga que promete ser muito interessante contra Renault e BMW Sauber.

A manhã teve algumas surpresas: Jenson Button andou bem com o Honda e foi o quinto. Vitantonio Liuzzi, da Force India, ficou em sétimo. Possivelmente os dois andaram com os carros bem vazios de gasolina, para impressionar.

Os três brasileiros da temporada 2008 andaram hoje. Felipe Massa foi o sexto, Rubens Barrichello o oitavo e Nelson Ângelo Piquet, o décimo-quarto entre 18 pilotos que marcaram tempo. O bicampeão Fernando Alonso foi o nono. Outra novidade foi Sebastian Vettel colaborando com a Red Bull. O piloto alemão substituiu David Coulthard e fez o 13º tempo.

Tempos da manhã:

1. Räikkönen / Ferrari - 1'21"722 (29)
2. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"232 (21)
3. Rosberg / Williams Toyota - 1'22"309 (22)
4. Kubica / BMW Sauber - 1'22"625 (30)
5. Button / Honda - 1'22"659 (28)
6. Massa / Ferrari - 1'22"909 (24)
7. Liuzzi / Force India Ferrari - 1'23"116 (34)
8. Barrichello / Honda - 1'23"159 (30)
9. Alonso / Renault - 1'23"208 (34)
10. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'23"240 (13)
11. Fisichella / Force India Ferrari - 1'23"347 (35)
12. Trulli / Toyota - 1'23"348 (28)
13. Vettel / RBR Renault - 1'23"438 (57)
14. Piquet / Renault - 1'23"467 (33)
15. Bourdais / STR Ferrari - 1'23"836 (47)
16. Nakajima / Williams Toyota - 1'23"860 (51)
17. Heidfeld / BMW Sauber - 1'23"944 (20)
18. Glock / Toyota - 1'24"277 (34)

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Nascar: Fontana dos Santos!

Desta vez não assisti porque estou no trabalho e não tenho TVU Player. Mas pelo Racecast acompanhei grande parte da Auto Club 500, a 2a. etapa da Nascar em Fontana, na Califórnia. E num início de campeonato surpreendente, onde a Dodge fez dobradinha em Daytona, agora foi a vez da Ford dar o ar da graça. Cortesia de Carl Edwards "dos Santos", que comemorou a vitória ao estilo de sempre, dando saltos mortais vindo da capota de seu Fusion.


A prova de Fontana deveria ter acontecido ontem, mas a chuva não deixou. A organização, precavida, deu bandeira vermelha após a chuva que começou a cair no circuito e que já provocara um acidente com quatro carros, onde Casey Mears capotou e foi colhido pelo estreante Sam Hornish Júnior. Reed Sorenson e Dale Earnhardt Jr. pegaram as sobras do acidente e também perderam suas chances na corrida.

Tudo fazia crer que Chevrolet e Toyota, que dividiam o favoritismo, teriam seus principais pilotos no Victory Lane, mas não foi isso que se viu. Com o #99 simplesmente perfeito nas últimas 100 voltas, Edwards arrancou para a vitória, deixando o bicampeão Jimmie Johnson a 4"335 de diferença. Jeff Gordon foi o terceiro colocado, seguido por Kyle Busch e Matt Kenseth.

Sem vencer, o piloto do Toyota #18 da JGR é o líder do campeonato, somando 335 pontos contra 329 de Ryan Newman e 316 do terceiro colocado, Tony Stewart.



O resultado da Auto Club 500:

1. Carl Edwards / Ford Fusion - Roush-Fenway Racing
2. Jimmie Johnson / Chevrolet Impala - Hendrick Motorsports
3. Jeff Gordon / Chevrolet Impala - Hendrick Motorsports
4. Kyle Busch / Toyota Camry - Joe Gibbs Racing
5. Matt Kenseth / Ford Fusion - Roush-Fenway Racing
6. Martin Truex Jr./ Chevrolet Impala - DEI
7. Tony Stewart / Toyota Camry - Joe Gibbs Racing
8. Kevin Harvick / Chevrolet Impala - Richard Childress Racing
9. Kasey Kahne / Dodge Charger - Gillet-Evernham Motorsports
10. Ryan Newman / Dodge Charger - Penske Motorsports

Hermanos en FIA GT por supuesto...



A equipe Advanced Engineering, braço da AF Corse - bicampeã da classe GT2 no FIA GT e onde Jaime Melo foi campeão de pilotos ano retrasado - colhe os frutos da entrada da Argentina no calendário do campeonato deste ano.

A categoria fará a prova de encerramento do campeonato deste ano no novo circuito que está sendo construído em San Luis, batizado Potrero de los Funés.

O dono da AF Corse e por conseguinte da Advanced Engineering, Amato Ferrari, anunciou hoje que sua sub-equipe será 100% composta de hermanos, por supuesto.

Os pilotos escolhidos para o campeonato são Matías Russo, de 22 anos, com uma passagem-relâmpago pela Fórmula 3 sul-americana e Luis Perez Companc, experiente em provas de rali com passagem no WRC, o Mundial da categoria. Luis é irmão de Pablo Perez Companc, que ano passado sofreu um violentíssimo acidente na abertura do campeonato da Indy Pro Series em Homestead.

Déja vu

O último período de treinos coletivos da Fórmula 1 para a temporada 2008 começou hoje em Barcelona, na Espanha.

Tirando a Super Aguri, em petição de miséria e lutando para sobreviver em razão de gravíssimos problemas financeiros, as dez equipes restantes andaram hoje na Catalunha.

E a primazia do melhor tempo da manhã coube a... Fernando Alonso.

Sim... o piloto da Renault, o bicampeão mundial, foi o mais rápido batendo ninguém menos que Michael Schumacher, por 0s166. O alemão, é bom que se diga, está substituindo Felipe Massa, que recebeu um "descanso" da Ferrari.

Provando que o carro novo é mesmo bem-nascido, a Williams voltou a andar bem na Espanha. Nico Rosberg foi o terceiro colocado, adiante de Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen.

A BMW Sauber não foi além de sexto com Heidfeld e Coulthard, com o RBR Renault, ficou em oitavo, na frente de Rubens Barrichello, num dos melhores desempenhos da Honda numa pré-temporada até então pífia da montadora japonesa.

Um alento para ele e Wurz, o piloto de testes: ficaram na frente da Toyota, da STR e da Force India.

Sinal de melhorias no ar?

A conferir.

Tempos da manhã:

1. Alonso / Renault - 1'31"583 (21 voltas)
2. Schumacher / Ferrari - 1'31"749 (16)
3. Rosberg / Williams Toyota - 1'31"858 (23)
4. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'31"935 (25)
5. Räikkönen / Ferrari - 1'31"944 (10)
6. Heidfeld / BMW Sauber - 1'32"030 (9)
7. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'32"533 (18)
8. Coulthard / RBR Renault - 1'32"675 (20)
9. Barrichello / Honda - 1'33"015 (27)
10. Nakajima / Williams Toyota - 1'33"271 (15)
11. Wurz / Honda - 1'33"317 (20)
12. Glock / Toyota - 1'33"403 (21)
13. Vettel / STR Ferrari - 1'33"670 (28)
14. Piquet / Renault - 1'33"737 (21)
15. Webber / RBR Renault - 1'34"288 (15)
16. Sutil / Force India Ferrari - 1'34"808 (14)
17. Liuzzi / Force India Ferrari - 1'37"148 (11)
18. Kobayshi / Toyota - sem tempo

Clip da semana - "Show me the way"

Taí um cara que sempre fez um rock bastante honesto sem ser piegas: Peter Frampton.

O britânico, hoje com 57 anos, já tem mais de quatro décadas de palco nas costas. E dezenas de sucessos.

Seu disco mais conhecido é o ótimo Frampton Comes Alive!, de 1976, quando ele estava em grande forma. Nele, despontaram as versões ao vivo de hits como "Baby, I love your way", uma das baladas que mais gosto.

E de "Show me the way", o outro clássico de Frampton, que aparece aqui neste vídeo bem recente do artista.

A introdução é de arrepiar. Até hoje.

De volta ao batente

Acabou a moleza. Já estava na hora. E é agora que o ano de 2008 vai começar pra mim. As férias terminam e a partir de agora entro com o pé fundo no trabalho. Espero contar com a força dos leitores, dos amigos e que eu tenha saúde pra poder continuar compartilhando experiências e informações com vocês.

Boa semana a todos.

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Paul Frère




Morreu ontem aos 91 anos o belga Paul Frère. Piloto e depois jornalista, ele se tornou uma lenda do automobilismo belga e também das 24 Horas de Le Mans, corrida que disputou oito vezes, vencendo a edição de 1960 em companhia do compatriota Olivier Gendebien, com uma Ferrari TR60.

Na Fórmula 1, ele disputou onze GPs com HWM, Simca-Gordini e Ferrari. Com um carro da escuderia italiana, Frère chegou em segundo em Spa-Francorchamps, no seu melhor resultado - coincidentemente em sua última participação - na categoria máxima.

Depois que abandonou as pistas e tornou-se um ativo integrante de coberturas automobilísticas, especialmente das 24 Horas de Le Mans e Spa-Francorchamps, Frère ainda sentiu o gostinho da alta velocidade na pista francesa. Há cinco anos, ele foi convidado a dar uma volta no Audi R8 da equipe Audi Sport UK. E não fez feio. Virou uma volta em pouco mais de quatro minutos e no retão Mulsanne, chegou fácil aos 300 km/h.

Tudo isso aos 86 anos de idade!

Do baú: a exclusiva de Piquet a Reginaldo Leme em Indianápolis

Na última semana, o Grande Prêmio publicou uma excepcional entrevista de Bruno Vicaria com Reginaldo Leme, em duas partes: uma na quarta e outra na sexta.

Li e reli esse momento histórico do jornalismo esportivo. Afinal de contas, se eu hoje estou no métier, um dos culpados é o Regi, a quem tenho como um mestre, um craque.

Só de Fórmula 1 são 35 anos de cobertura. De esportes, um pouco mais - se não me engano, quatro décadas. E além do excepcional caráter, da correção como profissional e do carinho com que fui recebido por ele quando comecei na Globo há 10 anos, lembro de diversas de suas matérias e entrevistas.

Uma delas finalmente está no Youtube: é a exclusiva que Nelson Piquet concedeu pra ele em Indianápolis, após o pavoroso acidente que deixou o tricampeão mundial vários meses com graves fraturas nas pernas.

A entrevista do Regi ao Vicaria me concedeu saber uma história que não conhecia: a crise nas transmissões da F-1 com a saída do Galvão Bueno para a Rede OM foi tão grande que estudou-se a possibilidade do Regi sair do circuito automobilístico e fazer o Pré-Olímpico de Basquete em Portland (EUA), a primeira competição oficial do Dream Team que ganhou os Jogos de Barcelona.

E aí veio a porrada do Nelson nos treinos de Indianápolis e a surpresa: um telefonema de Piquet, intermediado por Carlos Cintra Mauro, o Lua, que disse: "todo mundo quer entrevistar o Nelson, mas ele quer você."

O evento, como é sabido de todos, era da Bandeirantes e a direção da Globo não se opôs. Foram oito minutos e meio de um material histórico. Uma entrevista onde vimos Nelson Piquet como poucas vezes tivemos oportunidade. Tudo graças a Reginaldo Leme, que graças a ela voltou às transmissões de F-1. Das quais nunca deveria ter saído.


Ficou ruço pro Russo

Renato Russo - o outro, não o da Legião Urbana de um vídeo mais abaixo - soltou os cachorros para cima dos pilotos da Stock Car. Deu a cara para bater, dizendo que há uso de substâncias ilícitas como drogas e álcool antes das corridas. Depois desdisse e ficou, como disse o Flávio Gomes, com jeito de "bundão".

Ora... se o sujeito não é homem o suficiente para sustentar os argumentos que o fizeram dar uma declaração que estremeceu os alicerces da principal categoria do automobilismo nacional, que não a faça. Porque depois pega muito mal dizer uma coisa e depois desmentir de forma deslavada, dizendo que "estava generalizando".

Muito bem: é sabido que álcool e drogas não combinam com direção. Haja visto os casos de acidentes em decorrência do excesso de álcool e o uso de cocaína e outros psicotrópicos. Um piloto em sã consciência jamais "enxugaria" uma garrafa do bom scotch antes de disputar uma corrida. Os reflexos ficam alterados e um acidente seria iminente. O profissional, aquele que tem consciência dos riscos inerentes a qualquer corrida, JAMAIS cometeria um absurdo destes.

Eu e o camarada Pandini chegamos à conclusão que qualquer atitude neste sentido torna a pilotagem impossível. E também recordamos que os casos notórios de doping por substâncias ilícitas aconteceram semamas antes dos pilotos serem punidos: foi o caso de Tomas Enge, que perdeu o título da Fórmula 3000 para Sébastien Bourdais em 2002 por uso de maconha; e o do italiano Luca Moro, cujo antidoping deu positivo numa prova do FIA GT porque em sua urina foram encontrados traços de cocaína. É claro que Enge deu o seu tapinha numa festa qualquer e o transalpino cheirou sua carreira em algum outro lugar por aí.

Eu, você que me lê neste momento, nós todos, sabemos que as drogas lícitas ou não fazem parte do cotidiano. Pilotos como Alessandro Nannini e James Hunt foram notórios fumantes. O mesmo Hunt jamais deixou de tomar seus pifões, assim como o atual campeão mundial Kimi Räikkönen. E perguntem a qualquer um da Ferrari se o finlandês já treinou ou apareceu em Maranello alcoolizado... creio que ele tem responsabilidade de sobra para não fazer isso.

Voltando ao patropi, acho o seguinte: o Russo errou? Errou sim, e feio. Mas também estão erradas a Vicar e a CBA, respectivamente promotora do campeonato e a entidade que gere o esporte a motor no Brasil.

A Vicar tem sua parcela de culpa porque, enquanto organizadora da Stock Car, um evento que tem mais de 100 pilotos em suas diferentes categorias e que enche autódromos, JAMAIS promoveu qualquer ação no sentido de evitar supostos dopings autódromos afora. Afinal, diante da conhecida omissão da CBA, era de se esperar que Carlos Col e seus comandados tomassem uma atitude neste sentido.

Agora, após a casa arrombada é que todo mundo fala nisto? Em antidoping? Em exigir do Russo uma retratação pública? Até porque ele não foi o único que deu declarações "polêmicas" do gênero. A imprensa já amplificou e lembrou - muito bem - que houve mais um piloto que disse a mesma coisa (ou algo parecido) numa revista de grande circulação nacional. E cuja qual o presidente da CBA não se dá ao trabalho de ler.

Mas alguém próximo a Paulo Scaglione deveria ter lido e dito. Afinal, a entrevista em questão já foi dada faz quase um ano.

O problema é que quem deu a cara a tapa foi o Renato Russo, um piloto tido como "polêmico" desde os tempos de juventude no kart.

É... ficou ruço pro Russo.

Pior para o automobilismo brasileiro, já tão desmoralizado pela falta de categorias de base, de autódromos decentes e dirigentes que honrem o esporte.

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Juntas, de novo

Este 22 de fevereiro marca, 12 anos depois da cizânia envolvendo o USAC, Tony George e a então CART, a volta de uma única categoria de monoposto nos Estados Unidos. ChampCar e IRL, enfim, estão juntas, de novo.

Um curto comunicado emitido em nome de Kevin Kalkhoven e Tony George, os dirigentes máximos de ambas as categorias, confirmou a decisão, assinada ontem em Chicago.

De todo modo, é uma decisão onde o automobilismo sai ganhando. Afinal, é melhor ter uma boa categoria, com equipes grandes como Penske, Ganassi, Andretti-Green, Rahal-Letterman e Newman-Haas-Lanigan juntas do que separadas em duas competições capengas e que vinham "tomando nabo" da Nascar.

A ChampCar, coitada, já vinha se arrastando em situação pré-falimentar e nem a troca dos chassis Lola pelo Panoz surtiu algum efeito. O pior foi ver o desperdício de talento de Sébastien Bourdais, que pelo menos deixou os EUA com quatro títulos no bolso antes de ir para a Fórmula 1.

Sai ganhando também as 500 Milhas de Indianápolis, pois o evento mais tradicional do mundo em circuitos ovais vinha também sofrendo com a parca adesão das equipes à corrida e constantemente Tony George se socorria do expediente de injetar dinheiro em times menores para completar o grid com os 33 carros regulamentares. Não foi à toa por exemplo que vimos casos como o de Roberto Moreno, que alinhou neste ano com um Panoz de 2003!

Uma coletiva de imprensa será realizada em breve. Nela, serão anunciados os detalhes desta operação e o que muda a partir da união dos dois campeonatos. Certo é que a categoria terá mais corridas em mistos e Long Beach deve, de saída, integrar o calendário.

Discos que já ouvi antes de morrer (V) - The Doors / 1967




Nada como quebrar a seqüência dos Beatles nesta série com um senhor disco. E não se trata de um álbum de rock and roll para iniciados.

Eu mesmo tardei a ouvir The Doors - até porque não era um dos grupos prediletos do meu pai. Foi lá por 1990, 1991, quando o filme dirigido por Oliver Stone estourou nas bilheterias com Val Kilmer possuído e incorporando Jim Morrison literalmente, numa excelente atuação do ator hoje sumido da telona. Pois bem: comprei o vinil da trilha sonora e ouvi de uma mulher na loja o seguinte comentário:

"Bastou sair o filme e lá vai alguém comprar a trilha sonora."

Ora... não se pode conhecer um grupo de outra forma, quando se lança um filme a respeito dele. E fiquei chapado (no sentido amplo da palavra) com o que ouvi, de "Break on Through" a "The End".

A história dos Doors é bastante singular. O grupo surgiu propriamente em 1965, quando Jim Morrison era apenas um estudante do curso de cinema da UCLA e tinha Ray Manzarek como colega de classe. Jim era poeta, tinha cadernos e resmas cheias de versos e Ray, seis anos mais velho, achou que aquilo podia dar pé com música. Na praia de Venice Beach, veio o estalo: após recitar "Moonlight drive" - que entraria no disco Strange Days, feito no fim de 1967, para Manzarek, este finalmente achou que a melhor saída para abandonar a faculdade era entrar de cabeça na música.

Jim já tinha um nome para o grupo, que quase se chamou Dyonisio, evocando Baco. The Doors foi um nome que ele sempre associou ao livro de Aldous Huxley, "The Doors of Perception". Na época, ele já tinha viajado algumas vezes de ácido.

Isto posto, os dois chegaram a Robbie Krieger, guitarrista com origem de música latina, especialmente o flamenco espanhol; e também a John Densmore, baterista e percussionista cuja maior influência era o jazz. Os ensaios começaram e a química logo começou a existir, entre as letras densas de Morrison e os instrumentais bem-sacados do grupo.

Pra começar, eles tiveram que resolver um problema: sem conseguir qualquer baixista para tocar com o grupo, coube a Manzarek reproduzir as linhas de baixo num Fender Bass Keyboard que ele tinha. E com a outra mão, ele "pilotava" o teclado que virou marca registrada dos Doors e que chegou a ser chamado por alguns idiotas como órgão de churrascaria.

Eles faziam concorridíssimos shows em Los Angeles e num deles, no Whisky A Go-Go, no começo de 1966, Morrison quase pôs tudo a perder pois, bêbado, fez uma encenação em "The End" que desagradou profundamente o proprietário da boate - que os demitiu. Mas nessa mesma noite, a sorte estava ao lado deles, pois Jac Holzman, presidente da Elektra Records, assistia ao show e consigo estava Paul A. Rotchilid, que ficou surpreso e maravilhado com o que viu.

"Vocês são Bertold Brecht, cabaré e rock and roll", teria dito o produtor ao grupo, oferecendo a eles um contrato, que foi rapidamente assinado para a produção do primeiro LP.

E ele tinha razão. A linguagem quase teatral de Morrison no palco cativava os espectadores e, isto posto, poderia levar a banda a vôos ainda mais altos - se a personalidade autodestrutiva do vocalista não pusesse tudo a perder, como foi o que de fato aconteceu pelos anos seguintes.

O disco abre com a poderosa "Break on Through", descrita por John Densmore em seu livro Riders on the storm como uma bossa nova acelerada. De fato, a levada inicial remete ao estilo musical brasileiro celebrado nos EUA como uma grande novidade. "Tom Jobim foi uma enorme influência nesta faixa", confessou o baterista.

O estilo sombrio das letras de Morrison se faz presente em faixas como "The Crystal Ship", passando por "End of the night" até terminar com o epílogo sensacional de "The End", à época um épico do rock and roll.

Eles não se furtam em flertar com diferentes estilos musicais, fazendo rock-cabaré com "Alabama Song" (não por acaso uma composição de Bertold Brecht e Kurt Weil) e blues de raiz como "Back Door Man", de Willie James Dixon e Chester Burnett.

Mas a música que é entre todas as 11 faixas do disco de estréia, a mais marcante, é "Light My Fire". Escrita por Robbie Krieger, a canção foi a mais reinterpretada da história da banda, uma grande ode ao desejo sexual e que criou polêmica quando a banda foi participar do Ed Sullivan Show, na CBS, em 1967.

Um produtor entrou no camarim com a ordem expressa para Jim Morrison não cantar o trecho "girl you couldn't get much higher", porque achavam que isto remetia a viagens de ácido - o que de repente podia ser verdade. "Sugeriram" uma adaptação da letra e o grupo "aceitou". Mas quando foram cantar a música, ao vivo, em rede nacional, não mexeram numa linha da letra.

Ao fim do pocket show, o produtor invadiu o camarim em altos brados. "Seus filhos da puta! Vocês não cantam nunca mais no Ed Sullivan Show!"

No que Jim, com a ironia que lhe era peculiar, rebateu na medalhinha. "Você é mesmo um bosta. Já cantamos no Ed Sullivan Show. Por que haveremos de voltar?"

De fato, The Doors não precisariam mais de programas de televisão para mostrar que eram grandes. Afinal, a imprensa estadunidense já os colocava no mesmo patamar dos Beatles e dos Rolling Stones no olimpo do rock. Mas lamentavelmente daí pra diante, faltou uma coisa essencial a Jim Morrison:

Juízo.

Ficha técnica de The Doors
Selo: Elektra
Produção: Paul A. Rotchild
Gravado em Los Angeles em agosto de 1966
Tempo total das faixas: 43'25"

Músicas:

1. Break on Through (To the other side) (The Doors)
2. Soul Kitchen (The Doors)
3. The Crystal Ship (The Doors)
4. Twentieth Century Fox (The Doors)
5. Alabama Song (Whisky Bar) (Brecht-Weil)
6. Light My Fire (The Doors)
7. Back Door Man (Dixon-Burnett)
8. I Looked At You (The Doors)
9. End of The Night (The Doors)
10. Take As It Comes (The Doors)
11. The End (The Doors)

Carsughi na área

É... a responsabilidade aumenta a cada dia. Ricardo Divila apareceu por aqui e tem contribuido bastante com o blog. Agora foi a vez de Claudio Carsughi, provavelmente motivado por uma resposta que eu dei no blog do Flavinho Gomes, me atrevendo a corrigi-lo sobre ninguém menos que Juan Manuel Fangio.

Na minha ótica, na entrevista que ele concedeu aos meninos do Grande Prêmio - e que foi ótima, por sinal - eu interpretei mal uma frase dele e dei uma conotação talvez errada ao que ele dissera sobre o penta do argentino em 1957, quando com uma Maserati 250F ele derrotou a Ferrari, com Mike Hawthorn e Peter Collins em Nürburgring, numa corrida até hoje considerada "épica". Achei que ele tinha falado que naquele campeonato, o Fangio tinha corrido com dois carros distintos.

E rapidamente o mestre tratou de enviar um e-mail esclarecendo:

Caro Amigo,

não me leve a mal, buracos na memória acontecem com qualquer um, sobretudo na minha idade. Mas esse não foi : em 1954 Fangio começou o campeonato correndo de Maserati e depois passou para a Mercedes. Assim a 17 de janeiro de 1954 Fangio, com sua Maserati, disputou e venceu o GP da Argentina, apos ter largado na primeira fila, com o terceiro tempo, atrás das Ferrari de Farina e Froilan Gonzalez (na época largavam na primeira fila os autores dos 4 melhores tempos).
Sucessivamente, a 20 de junho de 1954, no GP da Bélgica Fangio foi pole-position, venceu a corrida e ainda marcou a volta mais rápida, sempre com sua Maserati.
Foi somente a 4 de julho,no GP da França, em Reims, que Fangio estreou na Mercedes,fazendo a pole e vencendo a corrida.

Com um abraço
Claudio Carsughi



Invasão russa

Avisem ao Flavinho Gomes!

A Lada finalmente vai estrear no Mundial de Turismo, o WTCC, em 2008.

A equipe Russian Bears Motorsport, que ano passado andou com BMW 320 i e três pilotos do país, sem muito destaque, vai alinhar dois Lada 110, homologados pela FIA.

Os pilotos serão Viktor Shapovalov, de 43 anos, que conhece bem a marca pois correu com um Lada no Campeonato Russo de Turismo - que aliás eu nem sabia que existia, e o holandês Jaap Van Lagen, egresso da World Series e que foi campeão do European Mégane Trophy ano retrasado.

A equipe e os carros russos não vão para o Brasil e tampouco para a segunda rodada dupla do campeonato, no México. A estréia vai acontecer na terceira etapa em Valência.

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Clip da semana - "Quase sem querer"

Mais uma da série "quem sabe faz ao vivo": Legião Urbana no Perdidos na Noite. Era a época do disco Dois, o mais vendido na trajetória da banda brasiliense, se não me engano com 800 mil cópias entre LPs (eu tive), cassetes e CDs.

Surgida dos escombros do Aborto Elétrico e pegando o rastrilho da Plebe e do Capital Inicial, que tentaram a sorte primeiro no eixo Rio-São Paulo, a Legião teve diversas formações com Renato Russo primeiro no baixo, Paraná e Ico Ouro Preto nas guitarras. Até a chegada de Renato Rocha, que foi o baixista do grupo até Quatro Estações em 1989, quando o mesmo foi simplesmente ejetado da Legião por puro desinteresse e falta de profissionalismo. Reza a lenda que ele queria mais e mais dinheiro pra aumentar sua coleção de carros e motocicletas - chegou a ter oito, importadas, é claro.

O programa do Faustão na época estava na Bandeirantes e a Legião era a atração do especial de Natal. O grupo mandou bem os seus diversos hits e Renato fecha a apresentação com "Quase sem querer" e uma mensagem que se era otimista na época, imaginem hoje...

Xandinho de FIA GT... Le Mans? Talvez...

Acabo de ver no site Planetlemans a confirmação das duplas de pilotos da Vitaphone Racing para o FIA GT 2008: num carro, o patrão Michael Bartels em companhia de Andrea Bertolini. Noutro, uma dupla que fala praticamente o mesmo idioma: o português Miguel Ramos e o brasileiro Xandinho Negrão - que surpreendentemente abdica dos monopostos para dar prosseguimento à sua carreira no exterior.

Eles vão pilotar um bólido de respeito: o polêmico Maserati MC12 GT1 de 12 cilindros e 600 HP de potência, que os organizadores de Le Mans insistem em dizer que está fora do regulamento. Afinal, o carro é tão baixo que lembra mais um GTP do que um GT1. Enfim...

Xandinho fez testes esporádicos pela Rocketsports, equipe do quase-falido campeonato da ChampCar (que deve se fundir hoje com a IRL) e talvez percebendo que aquilo lá poderia lhe dar dores de cabeça, optou pela permanência na Europa.

O campeonato FIA GT contempla 10 provas, incluindo as 24 Horas de Spa na Bélgica e uma prova na Argentina, prevista para o novo circuito de Potrero de Los Funés, em San Luis. Mas a Vitaphone Racing também está inscrita para as 24 Horas de Le Mans... só que com um Aston Martin DBR9, de acordo com a lista oficial divulgada ontem pelo ACO.

Alguém arrisca dizer que provavelmente veremos o Xandinho fazendo companhia a Ricardo Zonta, Jaime Melo Jr., Mário Haberfeld e Thomas Erdos em Le Mans 2008?

O fim da IROC

Foram 30 anos de tira-teimas históricos entre pilotos de monoposto, turismo e mesmo de Sprint Cars. Ao fim de 2006, com a saída do patrocinador principal, o futuro da IROC passou a ser seriamente questionado. E como não houve o campeonato ano passado, mais ainda.

Agora, o fim é definitivo. Todos - absolutamente todos - os equipamentos, incluindo peças, motores e 15 carros, vão a leilão nos dias 7 e 8 de março. Aos interessados, é bom dar uma olhada no site oficial da categoria.

O evento IROC foi criado em 1973, com quatro provas experimentais, tendo Mark Donohue como seu primeiro campeão oficial no ano seguinte. Era uma época onde diversos pilotos de F-1 tinham tempo e prazer para se defrontar com os pilotos da Nascar e da USAC. Não raro os estadunidenses viam Patrick Depailler, Jacky Ickx, Ronnie Peterson, Jody Scheckter, Clay Regazzoni, Niki Lauda e Emerson Fittipaldi em confronto contra gente do naipe de Bobby Unser, A. J. Foyt, Mario Andretti, Cale Yarborough, Bill Elliott e por aí afora.

As provas deixaram de ser disputadas entre 1981 e 1983, mas voltaram com força total em 84. E desde 89 até o ano retrasado, quando Tony Stewart venceu o último campeonato da IROC, só deu piloto da Nascar no topo. Também pudera: as provas passaram a ser disputadas apenas em circuitos ovais.

Dos 131 pilotos que disputaram pelo menos uma corrida, três representaram o Brasil: Emerson Fittipaldi, Hélio Castroneves e Felipe Giaffone. E foi o Ratão quem deu ao país a única vitória na IROC.

Fittipaldi levanta a roda de um Camaro Z28 em Cleveland / 1984: a IROC deixará saudades...

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Notável crescimento



Recebi e-mail da assessoria da SRO Latin America, através dos competentíssimos Rodolpho Siqueira e Caio Moraes: a GT3 não está pra brincadeira em sua segunda temporada, não.

A organização já contabiliza 23 reservas de inscrição para dezenove equipes diferentes. Três pilotos com passagem pela Fórmula 1 estão confirmados e pode haver um quarto, que ao que tudo indica será Ingo Hoffmann. O tricampeão mundial Nelson Piquet traz um Ford GT-R preparado pela Matech, enquanto Roberto Moreno segue na categoria correndo com Ferrari e de novo em dupla com Carlos Crespo. A surpresa é a volta de Ricardo Rosset, após quase uma década fora do automobilismo, correndo em dupla com Walter Salles noutro Ford.

Outra novidade é a presença de uma equipe portuguesa, como já me antecipara uma fonte próxima ao evento. A Simonelson Motorsport vai alinhar dois Aston Martin DB9SR (modelo igual ao da foto acima) e pelo menos um deles já tem os pilotos definidos: serão Mário Silva (desconfio que seja aliás aquele mesmo que andou de Stock Car em 1982) e José Nelson Graça.

Alguns nomes estão em aberto e muitas confirmações estão por vir até a etapa inaugural dia 20 de abril em Curitiba. Certo é que duas marcas já tiveram sua cota de seis carros atingida: Ferrari e Dodge. A Ford mal chegou ao Brasil e já tem cinco.

A lista provisória de inscritos contempla as seguintes equipes e pilotos:

2 Action Power - Lamborghini Gallardo
Alceu Feldmann / Thiago Marques

3 CRT Brasil - Ferrari F430
Rafael Derani / Cláudio Ricci

4 Old Boys Racing Team - Ford GT-R
Nelson Piquet / Eduardo Souza Ramos

5 Konrad Motorsports / WB - Porsche 997 GT3 S
Antonio Hermann / Valdeno Brito

6 WB Motorsport - Porsche 997 GT3 S
pilotos a definir

7 Boni Sports - Lamborghini Gallardo
Paulo Bonifácio / a definir

8 Hot Car - Dodge Viper Competition Coupé
Leonardo Burti / Elias Nascimento Jr.

9 A. Mattheis Motorsport - Ford GT-R
Xandy Negrão / Andreas Mattheis

10 Scuderia Occhi - Dodge Viper Competition Coupé
Abramo Mazzocchi / Ramon Matias
19 Via Italia - Ferrari F430
Chico Longo / Daniel Serra
20 Full Time Racing - Dodge Viper Competition Coupé
Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim

21 Full Time Racing - Dodge Viper Competition Coupé
pilotos a definir

23 Equipe Grecco - Ferrari F430
Renato Cattalini / a definir

27 Casagrande Racing - Dodge Viper Competition Coupé
Fábio Casagrande / a definir

30 Tigueis Super Stock - Ferrari F430
Roberto Pupo Moreno / Carlos Crespo

37 Camacho Racing - Ford GT-R
Otávio Mesquita / a definir

47 Camacho Racing - Ford GT-R
José Manoel Camacho / a definir

58 Simonelson Motorsport - Aston Martin DB9SR
Mário Silva / José Nelson Graça

59 Simonelson Motorsport - Aston Martin DB9SR
pilotos a definir

69 W2 Racing - Ford GT-R
Walter Salles / Ricardo Rosset

70 CRT Brasil - Ferrari F430
Walter Derani / Giuliano Losacco

77 equipe a definir - Ferrari F430
Sérgio Laganá / a definir

99 WA Mattheis - Dodge Viper Competition Coupé
pilotos a definir

Adiós, El Comandante



O que já era mais ou menos esperado, aconteceu nesta terça-feira, 19 de fevereiro.

A partir desta data, mais uma página da história é virada: Fidel Castro renunciou ao cargo de presidente de Cuba. Foram 46 anos de poder exercido por um dos homens mais emblemáticos da política em todos os tempos, inimigo mortal dos EUA e "camarada" de presidentes de países comunistas, socialistas, do Lula e do Hugo Chávez.

Com a saúde abalada pelo que parece ser um tumor no intestino, ele agora passa os plenos poderes que tinha ao irmão, Raúl Castro, que já era há mais de um ano o presidente interino do país.

Tido como "único mito vivo da humanidade" pelo presidente Lula, Fidel teve como mérito melhorar a qualidade de vida de uma nação incrustada no arquipélago caribenho, mas pecou por cercear a democracia a partir do momento da derrubada de Fulgencio Baptista - que fora uma ditadura repressiva e extremamente corrupta.

Potência esportiva conhecidíssima no olimpismo, Cuba possui números bastante interessantes que atestam seu desenvolvimento. Segundo a ONU, em 2003, a mortalidade infantil de Cuba era de 6,2 habitantes para cada 1000 (no Brasil, o índice era de 28,6 por 1000). Dados da Unesco em 2002 relatavam que 98% das residências cubanas possuíam instalações sanitárias adequadas (contra 75% das brasileiras).

Em 2006, Cuba obteve a 50ª colocação no ranking de IDH, situada entre os países de alto desenvolvimento humano (o Brasil é o 69º). A mesma pesquisa colocava o índice de analfabetismo cubano em 0,02% da população (no Brasil, a taxa era de 13,7%).

A CIA, central de inteligência americana, que organiza o "World Fact Book", um levantamento anual de dados sobre os países do mundo, estimava em 1,9% o desemprego em Cuba. No Brasil, segundo a mesma fonte, o índice era de 9,6% no ano passado. Ainda de acordo com o "World Fact Book", a expectativa de vida ao nascer na ilha era de 77,41 anos -contra uma esperança de 71,9 anos no Brasil.

Num trecho de sua carta-renúncia, Fidel reitera que não voltará ao poder. E cita o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer: "é preciso ser conseqüente até o final".

"Não me despeço de vocês. Desejo apenas lutar como um soldado das idéias. Continuarei a escrever sob o título 'Reflexões do companheiro Fidel'. Será mais uma arma do arsenal com o qual se poderá contar. Talvez minha voz seja ouvida. Serei cuidadoso".
(Fidel Castro)

ACO descarta equipe brasileira e divulga lista para Le Mans 2008

Eu torci. Acredito que muita gente também. Mas o Automóvel Clube do Oeste não se sensibilizou com o pedido de inscrição da Dener Motorsport e não a incluiu na lista dos 55 carros que vão disputar as 24 Horas de Le Mans neste ano. Sequer entre os oito carros reservas, tampouco.

A equipe brasileira não é a única a ver navios - se é que isto serve de consolo - outros 24 carros não puderam ser aceitos pela organização, que limita a lista a 63 inscritos - incluindo os stand by, claro.

Entre os 55 com acesso imediato aos treinos livres de junho, despontam 20 protótipos LMP1 e outros doze da classe LMP2. Os Grã-Turismos são 23 - dez LMGT1 e treze LMGT2. Dos oito reservas, três são protótipos LMP1 e cinco GTs - dois LMGT1 e três LMGT2.

As novidades são a presença de três equipes japonesas na classe LMP1 - a Dome, com seu novo protótipo S102 Coupé, a Tokaï University com um Courage YGK e a Terramos. Também debutam em Le Mans a Autocon dos EUA e a Epsilon-Euskadi, também com um projeto próprio de LMP1 fechado.

Na LMP2, onde foram confirmadas as equipes dos brasileiros Thomas Erdos e Mario Haberfeld, aparecem como novidades o Porsche RS Spyder - serão dois, inscritos pelo Team Essex e pela Van Merksteijn, da Holanda - e a equipe Trading Performance com um segundo Zytek.

A LMGT1, com menos concorrentes que no ano passado, embora tenha tido 22 pedidos de inscrição, volta a ter o duelo entre Corvette e Aston Martin, com quatro carros para cada marca. O quarto Aston Martin, para surpresa geral, foi inscrito pelo Team Vitaphone de Michael Bartels, já que o Maserati MC12 com o qual ganhou o convite pelo título do FIA GT é considerado inelegível pelo ACO.

E na LMGT2, espanta o baixo número de Porsches. São apenas três, das equipes IMSA Performance, Flying Lizard e Team Felbermayr-Proton, que vão lutar contra um esquadrão de oito Ferrari F430 (um deles deve ter Jaime Melo Júnior ao volante) e os dois Spyker C8 oficiais de fábrica.

Entre os reservas, despontam um Pescarolo, um Creation, um Epsilon Euskadi, um Spyker, dois Porsches, um Lamborghini e um Saleen.

Eis a lista completa dos competidores:

LMP1

1 AUDI SPORT NORTH AMERICA
DEU
MICHELIN
AUDI R10 5499T

2 AUDI SPORT NORTH AMERICA
DEU
MICHELIN
AUDI R10 5499T

3 AUDI SPORT TEAM JOEST
DEU
MICHELIN
AUDI R10 5499T

5 TEAM MATMUT ORECA
FRA
MICHELIN
COURAGE-ORECA JUDD 5496A

6 TEAM MATMUT ORECA
FRA
MICHELIN
COURAGE-ORECA JUDD 5496A

7 TEAM PEUGEOT TOTAL
FRA
MICHELIN
PEUGEOT 908 5500T

8 TEAM PEUGEOT TOTAL
FRA
MICHELIN
PEUGEOT 908 5500T

9 PEUGEOT SPORT TOTAL
FRA
MICHELIN
PEUGEOT 908 5500T

10 CHAROUZ RACING SYSTEM
CZE
MICHELIN
LOLA ASTON MARTIN 5993A

11 DOME RACING TEAM
JPN
MICHELIN
DOME JUDD S102 5496A

12 CHAROUZ RACING SYSTEM
CZE
MICHELIN
LOLA JUDD 5496A

14 CREATION AUTOSPORTIF LTD
GBR
DUNLOP
CREATION AIM CA07 5496A

16 PESCAROLO SPORT
FRA
MICHELIN
PESCAROLO JUDD 5496A

17 PESCAROLO SPORT
FRA
MICHELIN
PESCAROLO JUDD 5496A

18 ROLLCENTRE RACING
GBR
DUNLOP
PESCAROLO JUDD 5496A

19 CHAMBERLAIN - SYNERGY MOTORSPORT
GBR
DUNLOP
LOLA AER B06 - 10 3997T

20 EPSILON EUSKADI
ESP
MICHELIN
EPSILON EUSKADI JUDD 5496A

22 TOKAI UNIVERSITY - YGK POWER
JPN
YOKOHAMA
COURAGE-ORECA YGK 3998T

23 AUTOCON
USA
DUNLOP
CREATION JUDD 5000A

24 TERRAMOS
JPN
MICHELIN
COURAGE MUGEN 3997A

LMP2

25 RML
GBR
MICHELIN
LOLA MG B05 - 40 1995T

26 TEAM BRUICHLADDICH RADICAL
GBR
DUNLOP
RADICAL AER SR9 1995T

30 RACING BOX SRL
ITA
DUNLOP
LUCCHINI JUDD 3395A

31 TEAM ESSEX
DNK
MICHELIN
PORSCHE RS SPYDER 3396A

32 BARAZI EPSILON
FRA
MICHELIN
ZYTEK 07S 3396A

33 SPEEDY RACING TEAM SEBAH
CHE
LOLA JUDD 3394A

34 VAN MERKSTEIJN MOTORSPORT
NLD
MICHELIN
PORSCHE RS SPYDER 3396A

35 SAULNIER RACING
FRA
MICHELIN
PESCAROLO JUDD 3395A

40 QUIFEL - ASM TEAM
PRT
DUNLOP
LOLA AER B05 - 40 1995T

41 TRADING PERFORMANCE
CHE
MICHELIN
ZYTEK 07S 3396A

44 KRUSE SCHILLER MOTORSPORT
DEU
DUNLOP
LOLA MAZDA 1997T

45 EMBASSY RACING
GBR
MICHELIN
EMBASSY ZYTEK 3396A

LMGT1

007 ASTON MARTIN RACING
GBR
MICHELIN
ASTON MARTIN DBR9 5993A

009 ASTON MARTIN RACING
GBR
MICHELIN
ASTON MARTIN DBR9 5993A

50 LARBRE COMPETITION
FRA
MICHELIN
SALEEN S7R 6997A

53 VITAPHONE RACING TEAM
DEU
MICHELIN
ASTON MARTIN DBR9 5993 A

55 INTERPROGRESSBANK SPARTAK RACING
RUS
MICHELIN
LAMBORGHINI MURCIELAGO 5988A

59 TEAM MODENA
GBR
MICHELIN
ASTON MARTIN DBR9 5993A

63 CORVETTE RACING
USA
MICHELIN
CORVETTE C6.R 6993A

64 CORVETTE RACING
USA
MICHELIN
CORVETTE C6.R 6993A

72 LUC ALPHAND AVENTURES
FRA
MICHELIN
CORVETTE C6.R 6993A

73 LUC ALPHAND AVENTURES
FRA
MICHELIN
CORVETTE C6.R 6993A

LMGT2

76 IMSA PERFORMANCE MATMUT
FRA
MICHELIN
PORSCHE 911 GT3 RSR (997) 3795A

77 TEAM FELBERMAYR-PROTON
DEU
MICHELIN
PORSCHE 911 GT3 RSR (997) 3795A

78 AF CORSE SRL
ITA
MICHELIN
FERRARI F 430 GT 3996A

80 FLYING LIZARD MOTORSPORTS
USA
MICHELIN
PORSCHE 911 GT3 RSR (997) 3795A

81 TAFEL RACING
USA
MICHELIN
FERRARI F 430 GT 3996A

82 RISI COMPETIZIONE
USA
MICHELIN
FERRARI F 430 GT 3996A

83 RISI COMPETIZIONE
USA
MICHELIN
FERRARI F 430 GT 3996A

85 SPYKER SQUADRON b.v.
NLD
MICHELIN
SPYKER C8 LAVIOLETTE 4000A

90 FARNBACHER RACING
DEU
FERRARI F 430 GT 3996A

94 SPEEDY RACING TEAM
CHE
MICHELIN
SPYKER C8 LAVIOLETTE 4000A

96 VIRGO MOTORSPORT
GBR
DUNLOP
FERRARI F 430 GT 3996A

97 BMS SCUDERIA ITALIA SPA
ITA
PIRELLI
FERRARI F 430 GT 3996A

99 JMB RACING
MCO
MICHELIN
FERRARI F 430 GT 3996A

CARROS-RESERVA EM ORDEM DE SUBSTITUIÇÃO DE ACORDO COM O ACO

LM P1 R1
4 SAULNIER RACING
FRA
MICHELIN
PESCAROLO JUDD 5496A

LM GT1 R2
56 INTERPROGRESSBANK SPARTAK RACING
RUS
MICHELIN
LAMBORGHINI MURCIELAGO 5988A

LM P1 R3
21 EPSILON EUSKADI
ESP
MICHELIN
EPSILON EUSKADI JUDD 5496A

LM GT2 R4
75 IMSA PERFORMANCE MATMUT
FRA
MICHELIN
PORSCHE 911 GT3 RSR (997) 3795A

LM P1 R5
15 CREATION AUTOSPORTIF LTD
GBR
DUNLOP
CREATION AIM CA07 5496A

LM GT2 R6
86 SPYKER SQUADRON b.v.
NLD
MICHELIN
SPYKER C8 LAVIOLETTE 4000A

LM GT2 R7
88 TEAM FELBERMAYR-PROTON
DEU
MICHELIN
PORSCHE 911 GT3 RSR (997) 3795A

LM GT1 R8
51 LARBRE COMPETITION
FRA
MICHELIN
SALEEN S7R 6997A

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Fórmula Palito

Ricardo Divila contribui mais uma vez para este blog mandando um e-mail muito interessante. É sobre um Fórmula 1 feito somente com palitos de fósforo!

A idéia foi de Michael Arndt que, durante seis anos, montou com 956 mil palitos de fósforo e 1686 tubos de cola, uma réplica absolutamente perfeita da McLaren MP4/14 de F-1, ao custo de aproximadamente 6 mil euros.

O carro é capaz de ocupar toda a extensão da cozinha da casa do inventor, o que não deve agradar muito a esposa. A funcionalidade do McLaren de fósforos é tamanha que ele pode ser dividido em 45 partes para facilitar o transporte e assim ser exposto nos encontros de construtores com palitos de fósforo.

Sensacional!

Sem tempero brasileiro

A TC2000 argentina, que teve algumas provas exibidas ano passado pelo Sportv, não terá a presença de Cacá Bueno em 2008. Não se sabe se a coincidência de quatro datas no calendário foi o fator preponderante, mas certo é que o bicampeão da Stock Car Brasil não renovou contrato com a equipe Petrobras-Honda, dirigida por Miguel Alisi. Em seu lugar, correrá o jovem Leonel Pernía, uma das boas revelações da temporada passada.

Outra grande novidade é a passagem de Matías Rossi da Chevrolet para a Renault. O piloto agora vai trabalhar na equipe gerenciada por Edgardo Fernández e que tem como engenheiro-chefe o conhecidíssimo Guillermo Kissling. Outro Guillermo, o Ortelli, será o piloto do carro número 2.

Quem não regressa para o campeonato 2008, que inicia em três semanas, é Gabriel Furlán. Aos 43 anos de idade, o experiente piloto tricampeão da F-3 sulamericana terá seu lugar ocupado por Mariano Werner, irmão mais novo de Gabriel Werner - que também andou na categoria continental de monopostos.


As equipes e pilotos inscritos para 2008 são estas:


Renault LO Jack Team / Renault Mégane
#1 Matías Rossi e #2 Guillermo Ortellli

Ford-YPF-Berta / Ford Focus
#3 Martín Basso e #4 Gabriel Ponce de León

Chevrolet Elaion / Chevrolet Astra
#5 Cristian Ledesma e #6 Ricardo "Caíto" Risatti

Honda Racing Lubrax / Honda Civic
#8 Leonel Pernía e #37 Jose María "Pechito" Lopez

Honda Racing Petrobras / Honda Civic
#9 Juan Manuel "Pato" Silva e #10 Carlos Okulovich

Toyota Team Argentina / Toyota Corolla
#11 Norberto Fontana e #12 Mariano Werner

DP-1 Team / Ford Focus
#13 Luis José di Palma e #14 Leandro Carducci

Bainotti Dowen Pagio / Honda Civic
#15 Franco Coscia e #16 Mariano González Cono

DTA Power Tools / Chevrolet Astra
#17 Fabián Yannantuoni e #18 Agustín Canapino

Fineschi Racing / Honda Civic
#19 Santiago Ventana e #20 Damián Fineschi

LP Racing / Honda Civic
#21 Rafael Moro

JM Motorsport / VW Bora
#23 Rúben Salerno e #24 Gustavo der Ohanessian

Latyn Motorsport / Chrysler Neon
#25 Maximiliano Merlino

Lanús Motorsport / Honda Civic
#27 Daniel Belli

BAR Competición / Honda Civic
#29 José Luis Raponi

Malta Advanced Racing Team / Honda Civic
#31 Carlos Banfi

Chevrolet-Elaion / Chevrolet Astra
#33 Marcelo Bugliotti

DTA Power Tools / Chevrolet Astra
#34 "Rex"

JM Motorsport / VW Bora
#35 Gerardo Martín

Bainotti Dowen Pagio/ Honda Civic
#41 Bernardo Llaver

1-2 da Penske na abertura da Nascar!




Acabei de acompanhar via TVU Player na FOX, com os ótimos Larry McReynolds, Mike Joy e Darrell Waltrip a quinqüagésima edição das 500 Milhas de Daytona. E num final absolutamente sensacional, a Penske venceu em dobradinha a clássica prova que abriu a temporada 2008 da Nascar, a Sprint Cup Series.

Após um hiato de oitenta e duas corridas - quase três anos - deu Rocket Man na cabeça: Ryan Newman, com o Dodge #12 da equipe de Roger Penske, foi muito ajudado pelo trabalho de equipe de Kurt Busch, que num bump'n'go sensacional botou Newman na liderança. E louve-se a sensacional participação do campeão da Nascar em 2004: Busch largou em último e chegou em segundo - será que o Reginaldo Leme, que chamou a categoria de "chata" na sua coluna recente no Grande Prêmio, está sabendo do resultado?

Enfim... a Dodge conseguiu um ótimo resultado na abertura do campeonato, com seis Charger entre os dez primeiros. Mas quem de fato brilhou foi a Toyota: com um carro fortíssimo, a montadora nipônica mostrou que a primeira vitória na Sprint Cup não vai demorar a acontecer. O fim de semana de competições, até este domingo, só teve vitórias da marca oriental, pois Todd Bodine ganhou na Truck e Tony Stewart faturou a Nationwide Series, a antiga Busch.

Stewart chegou em terceiro e Kyle Busch, o piloto que mais voltas liderou ao longo da Daytona 500, foi o quarto. A JGR já desponta como a melhor equipe Toyota na Nascar, pois material humano não lhes falta e pilotos bons, idem.

Para Chevy e Ford sobraram posições medianas. A Chevrolet marcou presença no Top 10 apenas com Dale Earnhardt Júnior, nono colocado após uma estratégia errada da Hendrick. Mesmo assim, seu resultado foi infinitamente superior ao de Jimmie Johnson e Jeff Gordon. O pole position não foi além de 27o. e Gordon abandonou. A marca do oval com sede em Detroit fez apenas um décimo posto, com Greg Biffle.

Esta foi a última Daytona 500 de Dale Jarrett, que chegou em décimo-sexto. A próxima prova da Nascar é a California 500 em Fontana, onde Matt Kenseth defende a vitória obtida no ano passado.

Os 10 primeiros da 50a. Daytona 500:

1. Ryan Newman / Penske Racing - Dodge Charger
2. Kurt Busch / Penske Racing - Dodge Charger
3. Tony Stewart / Joe Gibbs Racing - Toyota Camry
4. Kyle Busch / Joe Gibbs Racing - Toyota Camry
5. Reed Sorenson / Chip Ganassi Racing - Dodge Charger
6. Elliott Sadler / Gillett-Evernham Motorsports - Dodge Charger
7. Kasey Kahne / Gillett-Evernham Motorsports - Dodge Charger
8. Robby Gordon / Robby Gordon Motorsports - Dodge Charger
9. Dale Earnhardt Jr. / Hendrick Motorsports - Chevrolet Impala SS
10. Greg Biffle / Roush-Fenway Racing - Ford Fusion

Passaram-se 10 anos... e nada mudou

Há uma década atrás, se minha memória não falha, eu estava assistindo a transmissão do Grupo de Acesso A do carnaval carioca, na madrugada de sábado para domingo. O dia era 22 de fevereiro. O locutor Paulo Stein anunciara que um prédio localizado na Barra da Tijuca sofrera um desmoronamento: era o Palace 2.

A tragédia abalou o Rio de Janeiro e o país em plena época em que grande parte das pessoas explode em júbilo e alegria. Foram 44 apartamentos abaixo, centenas de pessoas ficaram desabrigadas, houve vários mortos e feridos. A construtora responsável pelo empreendimento era a Sersan, do mineiro Sérgio Naya - que tinha um mandato de deputado, posteriormente cassado.

Dele hoje nada se fala. Provavelmente, com a (in) Justiça que reina neste país, está foragido e / ou esperando responder o processo - se é que existe algum - em liberdade.

Mas uma década depois, ainda há pessoas sofrendo as conseqüências daquele dia fatídico.

A matéria transcrita abaixo foi retirada do Yahoo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Há dez anos os argentinos Osvaldo e Cecília Benevides não comemoram Natal, réveillon ou aniversários. Vivem num quarto do Hotel Atlântico Sul, zona oeste do Rio, desde que parte do Palace 2 desmoronou, em 22 de fevereiro de 1998, soterrando o filho mais velho, Leonel, todos os equipamentos de trabalho de Osvaldo, técnico em informática, e o apartamento que o casal levou 20 anos para comprar e onde a família morava havia menos de um ano.

Naquela madrugada, sábado de carnaval, o coronel do Corpo de Bombeiros Marco Aurélio Silva desceu ao 2º subsolo, após um tremor acordá-lo. Encontrou um pilar estourado, ferros à mostra. Subiu do 1º ao 17º andar arrombando portas, que emperraram com o abalo. Foi avisado que um técnico da Defesa Civil o aguardava. Quando chegou ao térreo, uma coluna com 44 apartamentos veio abaixo. "Por 40 minutos, não sabia se meus filhos estavam vivos ou não." Descobriu que tinham sobrevivido. Em 2005, combatia incêndio no condomínio Novo Leblon, quando teve uma crise de pânico. "Toda aquela fumaça, e eu pensava que o prédio ia desabar. Tive de me controlar. Hoje me trato com homeopatia", diz Silva, que ficou conhecido como o herói do Palace.

O professor de Física Afonso Ferrario, de 60 anos, e a mulher, Denise Ferrario, sobreviveram a um tornado em Miami, naquele carnaval de 98. Quando voltaram, descobriram que não tinham mais casa. Alugaram apartamento, para onde se mudaram com os filhos. Para equipá-lo, ex-alunos de Ferrario fizeram uma "lista de casamento". "A casa caiu, mas o lar não", era o lema deles.

Denise passou meses revirando escombros, tentando recuperar objetos. A memória familiar foi refeita por parentes e amigos, que entregaram fotos. Mas as idas e vindas do processo na Justiça, a condenação e posterior absolvição do empresário Sérgio Naya, dono da construtora do Palace, "minaram as defesas de Denise", nas palavras de Ferrario. Em agosto passado, contraiu pneumonia, que evoluiu para infecção generalizada. Morreu, aos 51 anos, depois de 105 dias em coma. "Ela se desencantou. Perdeu a crença no País", diz Afonso.

Benevides, Ferrario e Silva são exemplos de sobreviventes do desabamento do Palace, que deixou 8 mortos e 352 famílias desabrigadas - inclusive as do bloco 1. A maioria espera indenizações.

Aqueles que integram a Associação de Vítimas do Palace 2 receberam cerca de 15% do que têm direito. Benevides, que não faz parte do grupo, nada recebeu. "As pessoas não estão agüentando esperar. Nos últimos meses, sete ex-moradores morreram", diz a presidente da associação, Rauliete Barbosa Guedes. Bens de Naya, como hotéis, terrenos e apartamentos, foram leiloados. Mas a Fazenda Nacional e o Banco do Brasil têm entrado com recursos, pedindo o dinheiro para saldar dívidas de Naya. A associação mudou a estratégia e passou a arrematar bens de Naya, abatendo da dívida que ele tem com os ex-moradores. A intenção é negociar os imóveis. Ainda não conseguiu.

A venda do terreno do Palace 2, por exemplo, foi embargada pelos moradores do Palace 1, que querem usar o espaço como área de lazer. "Fizeram uma churrasqueira tosca ali. É inacreditável que queiram fazer de área de lazer o lugar em que minha filha ficou soterrada", revolta-se a médica Bárbara Leão Martins, que perdeu a filha Luiza, de 12 anos.

Quando o prédio caiu, 52 famílias mudaram-se para o Hotel Atlântico Sul. Hoje, ainda há 16 quartos do hotel reservados para ex-moradores do Palace 2. Segundo funcionários, só oito estão ocupados. "Tem gente que refez sua vida, chega aqui de Audi, mas não devolve a chave do quarto. Usa o hotel para veraneio. Tem um que faz o quarto de depósito. Esquecem que somos uma empresa", reclama o gerente Mário Mattos. Segundo ele, Naya não paga diárias há seis anos, e as dívidas ultrapassam R$ 4 milhões.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Clipes da semana - "Jeremy", em dose tripla!

Sobrevivente fiel da geração grunge, o Pearl Jam é um dos poucos grupos de rock da atualidade que consigo gostar e ouvir. Eles se mantêm na ativa com a personalidade intacta, graças ao espírito líder do seu vocalista e eventual guitarrista, Eddie Vedder.

Quando o grupo surgiu, ele tinha como integrantes além do próprio Vedder, os guitarristas Stone Gossard e Mike McCready, além do baixista Jeff Ament e do baterista Dave Abruzzese - único membro original que foi "chutado" da banda. Daí foram experimentados diferentes nomes no grupo, entre eles Jack Irons, ex-Red Hot Chili Peppers, até vir Matt Cameron, oriundo do extinto Soundgarden em 1998.

O Pearl Jam surgiu dos escombros do grupo Mother Love Bone, onde Ament e Gossard tocavam. E seu primeiro disco, o ultraelogiado Ten, abriu as portas do mainstream ao grupo, que de 91 pra cá vendeu 60 milhões de discos no mundo inteiro - isso com oito álbuns de estúdio afora os CDs "piratas" lançados por ocasião dos shows da turnê do disco Binaural - que fizeram inúmero sucesso.

No álbum de estréia, vieram na esteira do trabalho, inúmeros sucessos catapultados pelos clipes exibidos na MTV. E um deles foi tão polêmico que teve de ser cortado: o da música Jeremy, uma das melhores do disco.

Hoje, você pode ver três versões diferentes de "Jeremy" em vídeo clipe. A censurada (aliás, quero que alguém me diga o porquê disso), a cortada e uma outra, alternativa, só com o grupo.

Curtam!





Vida curta

Bomba na Nascar. A informação foi passada pra mim há pouco pelo amigo Nishan, sempre alerta aos fatos.

Pra bom entendedor do inglês, meia palavra basta.


Skinner and Benson take over #27 ride...for now UPDATE:

Jacques Villeneuve's career in the Sprint Cup Series is on hold. Villeneuve will be replaced next week at California, likely by Mike Skinner, unless a sponsor can be found for the Bill Davis Racing car over the next 24 hours. Mike Brown, the general manager at BDR, said there are no other plans to use Villeneuve until a sponsor is found.

Ou seja: por hora, a carreira do canadense campeão mundial de Fórmula 1 na Nascar está momentaneamente encerrada.

Arriscaria eu um palpite: pra lá, ele não volta mais.

Pede pra ganhar!

É ouro!

"Tropa de Elite" vence a disputa do Festival de Cinema de Berlim e ganha o prêmio Urso de Ouro. Justo, justíssimo.

O contestado filme dirigido por José Padilha, que não recebeu legendas na sua exibição, dividindo a platéia entre muitas vaias e muitos aplausos, agora aparece como um possível candidato à disputa de estatuetas do Oscar na premiação de 2009.

Eu explico: neste ano, a comissão selecionadora da Embrafilme fez o favor de excluir "Tropa..." para colocar "O ano em que meus pais saíram de férias" na disputa. O filme de Cao Hamburger sequer chegou na lista final - que aliás não tem nenhum da América do Sul.

E como "Tropa de Elite" ainda será distribuído no mercado internacional pela Miramax de Harvey Weinstein e deve ir para os EUA a partir de abril, as chances do filme emplacar algumas indicações tais como "Cidade de Deus" - que não concorreu à estatueta de filme estrangeiro, mas foi indicado a quatro categorias, incluindo melhor diretor para Fernando Meirelles.

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Discos que já ouvi antes de morrer (IV) - Revolver / 1966




"Nós gravamos esse disco para os Stones", teria dito Paul McCartney na época do surgimento de Revolver.

Verdade ou não, certo é que os Beatles deram mais um enorme passo à frente para atingir a maturidade enquanto grupo e especialmente quanto a suas composições.

Além disso, em 1966, quando sai o álbum, eles decidem não sair mais em turnê alguma, não fazem parte de qualquer filme e é aí que acontecem dois divisores na história da banda: projetos paralelos não são descartados... e John Lennon se encontra pela primeira vez com Yoko Ono.

Tirante isto, o grupo teve mais tempo para criar, ensaiar, inventar e reinventar. Foram dois meses produzindo as 14 músicas do álbum - que jamais cantariam ao vivo, pois no período de pré-produção eles ainda faziam apresentações diante de platéias monumentais. O último show da banda aconteceu em San Francisco (EUA), no Candlestick Park, em 29 de agosto daquele ano - exatamente o mês em que Revolver fora lançado não só nos States como no Reino Unido.

Certo é que a evolução musical provada no álbum anterior, Rubber Soul, se faz muito mais presente num disco que cogitou-se inclusive chamar de Abracadabra, Magic Circles e Beatles On Safari.

Revolver foi de fato a melhor escolha (de nome, claro) e o disco abre com "Taxman" - pela primeira vez, uma música de George Harrison começava um álbum dos Fab Four. Suprema ironia: o destaque absoluto é o baixo funkeado de Paul McCartney, que também faz o solo de transição entre as estrofes da primeira e segunda partes. A música é sobre impostos e taxas - que levavam enormes somas do dinheiro que os quatro ganhavam.

"Eleanor Rigby" é mais um brilhante momento de Paul McCartney enquanto compositor e George Martin contribui com um fantástico arranjo de cordas que torna a canção ainda mais bela do que normalmente seria. "I'm only sleeping" é a primeira letra viajandona de John Lennon. Uma grande sacada desta faixa é que o solo de guitarra foi gravado em cima da fita ao contrário e quando esta é colocada no sentido normal, a melodia fica de trás pra frente.

Harrison não parou em "Taxman". Ele ofereceu também "Love you to", uma ode à cultura oriental, com George tocando cítara e um músico indiano fazendo a percussão na tabla. Nesta época, mergulhado no misticismo, o guitarrista influenciaria todos os seus colegas a conhecerem o guru Maharishi - aliás, morto recentemente.

Paul volta com "Here, there and everywhere", outra ótima balada de sua trajetória beatle. A canção antecede a divertidíssima "Yellow submarine", que faz ressuscitar os vocais de Ringo Starr, esquecidos desde o segundo disco. Aliás, ninguém mais apropriado para cantar "Yellow submarine" do que o narigudo baterista. A música seria o título do filme-desenho lançado alguns anos depois.

John Lennon volta a fazer das suas em "She said, she said". Inspirada numa frase de Peter Fonda após uma viagem de ácido, a música é uma experiência do compositor em brincar com os compassos, saindo de 4/4 para 3/4 - algo que ele ainda faria em alguns outros sucessos do grupo.

"Good day sunshine" é uma música pra cima de Paul, que canta e toca piano. E para quem mora na Inglaterra, nada mais oportuno do que cumprimentar o sol - de raras aparições naquele país. A brilhante e misteriosa "And your bird can sing" antecede outra famosa e lindíssima música de Paul McCartney, "For no one", com arranjo de George Martin, onde o baixista toca ainda piano e craviola.

"Doctor Robert" é uma menção a um médico que receitava pílulas a seus pacientes - uma metáfora sobre drogas, logicamente, e mais uma composição de John Lennon. A música seguinte é "I want to tell you", a terceira de Harrison, que a executa sempre em fá com acorde E - e Paul no baixo e no piano. O acorde E em fá seria imitado por John Lennon numa lendária faixa do Abbey Road - "I want you - she's so heavy".

O disco fecha com chave de ouro em mais uma inspirada melodia de Paul McCartney pontuada por um naipe de metais à Motown. É "Got to get you into my life", cujo baixo foi levado à era Disco pelo grupo Earth, Wind & Fire. E a última faixa é a emblemática (porque inspirada no livro tibetano dos mortos) "Tomorrow never knows", uma colagem de barulhos e efeitos pontuada pela bateria marcante de Ringo e o vocal de John Lennon, alterado num speaker Leslie para produzir o efeito que ele queria.

Inspiração para dezenas de grupos daí pra diante, Revolver é apenas o aperitivo para o que viria depois: o espetacular e nunca igualado Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Mas isso já é papo pra outra resenha.

Ficha Técnica de Revolver:

Selo: Parlophone / EMI
Produção: George Martin
Gravado na Inglaterra entre abril e junho de 1966
Tempo total do disco: 34'58"

Músicas:

1. Taxman (Harrison)
2. Eleanor Rigby (Lennon-McCartney)
3. I'm only sleeping (Lennon-McCartney)
4. Love you to (Harrison)
5. Here, there and everywhere (Lennon-McCartney)
6. Yellow Submarine (Lennon-McCartney)
7. She said, she said (Lennon-McCartney)
8. Good day sunshine (Lennon-McCartney)
9. And your bird can sing (Lennon-McCartney)
10. For no one (Lennon-McCartney)
11. Dr. Robert (Lennon-McCartney)
12. I want to tell you (Harrison)
13. Got to get you into my life (Lennon-McCartney)
14. Tomorrow never knows (Lennon-McCartney)

Ambição pouca é bobagem




A Peugeot vem para seu segundo ano no Endurance, querendo derrotar a Audi com todas as armas possíveis e imagináveis. E no anúncio oficial do seu programa de motorsport hoje na França, mostrou que não está pra brincadeira.

O modelo 908 HDi FAP será visto em pelo menos três frentes. E a primeira é as 12 Horas de Sebring, onde os franceses comparecerão com apenas um carro, para Nicolas Minassian / Stéphane Sarrazin / Pedro Lamy - que fizeram o melhor tempo nos testes de janeiro.

A eles se juntará o catalão Marc Gené para a Le Mans Series, onde a exemplo de 2007 a Peugeot terá dois protótipos. As duplas também serão as mesmas, com Lamy / Sarrazin defendendo o título conquistado no ano passado na classe LMP1.

O chumbo grosso virá mesmo para Le Mans. A Peugeot pediu inscrição para três carros, sendo que dois já estavam mais do que assegurados por convite, via ACO. E para a empreitada das 24 Horas, foram contratados cinco "pistoleiros de aluguel": o canadense Jacques Villeneuve, de 35 anos, encabeça a lista. Mesmo com compromissos na Nascar, ele assinou para voltar pela segunda vez à prova.

Alexander Wurz, vencedor da edição de 1997 com um TWR-Porsche ao lado de Michele Alboreto e Tom Kristensen, regressa à competição, assim como Ricardo Zonta, que no ano seguinte foi inscrito (mas não chegou a andar) no Mercedes CLK-GTR.

Os outros dois escolhidos são Franck Montagny, que na opinião de Ricardo Divila é o mais rápido dos cinco "de ocasião" - obrigado pela correção!, e o austríaco Christian Klien, que fecha a lista dos nove pilotos com os quais a Peugeot contará nas 24 Horas de Le Mans.

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Start your engines!

Tudo pronto para a edição número 50 das 500 Milhas de Daytona. Hoje, nesta quinta-feira, os 53 pilotos inscritos participaram do Gatorade Duels - duas provas eliminatórias em que muita gente conhecida acabou ficando fora da corrida.

O mais notável de todos os dez pilotos desclassificados foi Jacques Villeneuve (Bill Davis Racing). Na décima-quarta volta, o canadense cometeu um erro na curva 4. O Toyota de Jacques colheu o Ford de Jamie McMurray, o Dodge de Franchitti e o Chevrolet de Stanton Barrett.

Outro antigo piloto de monoposto não teve sorte: Patrick Carpentier sofreu um furo de pneu perto do fim da segunda prova dos Duels e bateu no muro. Também deu adeus à corrida. A vitória foi de Denny Hamlin, com o Toyota da JGR, após um duelo sensacional com o companheiro Tony Stewart. E os dois saíram do fundo do pelotão pois trocaram de motor após a classificação do domingo...

A primeira prova foi ganha por Dale Earnhardt Jr., que já soma duas vitórias em eventos extracampeonato pela Hendrick - sua nova escuderia. Júnior larga em terceiro no grid de 43 carros que terá um campeão na última posição: Kurt Busch, vitorioso em 2004, que bateu logo no começo da corrida.

O grid da 50a. edição da Daytona 500 é este:

1. Jimmie Johnson (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
2. Michael Waltrip (Toyota / Michael Waltrip Racing)
3. Dale Earnhardt Jr. (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
4. Denny Hamlin (Toyota / Joe Gibbs Racing)
5. Reed Sorenson (Dodge / Chip Ganassi Racing)
6. Tony Stewart (Toyota / Joe Gibbs Racing)
7. Ryan Newman (Dodge / Penske Racing)
8. Jeff Gordon (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
9. Casey Mears (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
10. Kasey Kahne (Dodge / Gillet Evernham Motorsports)
11. Carl Edwards (Ford / Roush-Fenway Racing)
12. Mark Martin (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
13. Bobby Labonte (Dodge / Petty Enterprises)
14. David Ragan (Ford / Roush-Fenway Racing)
15. Juan Pablo Montoya (Dodge / Chip Ganassi Racing)
16. Kevin Harvick (Chevrolet / Richard Childress Racing)
17. Kenny Wallace (Chevrolet / Furniture Row Motorsports)
18. Greg Biffle (Ford / Roush-Fenway Racing)
19. Sam Hornish Jr. (Dodge / Penske Racing)
20. Dale Jarrett (Toyota / Michael Waltrip Racing)
21. Paul Menard (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
22. John Andretti (Chevrolet / Front Row Motorsports)
23. Brian Vickers (Toyota / Red Bull Racing)
24. Kyle Busch (Toyota / Joe Gibbs Racing)
25. Martin Truex Jr. (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
26. Robby Gordon (Dodge / Robby Gordon Motorsports)
27. Scott Riggs (Chevrolet / Haas Racing)
28. Matt Kenseth (Ford / Roush-Fenway Racing)
29. Regan Smith (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
30. Travis Kvapil (Ford / Robert Yates Racing)
31. Clint Bowyer (Chevrolet / Richard Childress Racing)
32. David Gilliand (Ford / Robert Yates Racing)
33. Jeremy Mayfield (Chevrolet / Haas Racing)
34. Dave Blaney (Toyota / Bill Davis Racing)
35. Elliott Sadler (Dodge / Gillet-Evernham Motorsports)
36. Jeff Burton (Chevrolet / Richard Childress Racing)
37. J. J. Yeley (Chevrolet / Hall of Fame Racing)
38. Jamie McMurray (Ford / Roush-Fenway Racing)
39. Kyle Petty (Dodge / Petty Enterprises)
40. Dario Franchitti (Dodge / Chip Ganassi Racing)
41. Joe Nemechek (Chevrolet / Furniture Row Motorsports)
42. David Reutimann (Toyota / Michael Waltrip Racing)
43. Kurt Busch (Dodge / Penske Racing)

Não classificados: Boris Said, Patrick Carpentier, Jacques Villeneuve, Eric McClure, AJ Allmendinger, Ken Schrader, Bill Elliott, Sterling Marlin, Stanton Barrett e Carl Long.

O crescimento da GT3

Enquanto a Stock Car diminui equipes e competidores, e apresenta um regulamento tão inverossímil que eu nem vou me dar ao trabalho de comentá-lo, a GT3 vai para um segundo ano em terras tupiniquins, em notável crescimento.

Duvidam? Na primeira temporada, tivemos por aqui Ferrari F430, Dodge Viper Competition Coupé, Porsche GT3 RSR e Lamborghini Gallardo.

Além destes quatro modelos, em 2008 já temos - confirmadíssimos - os Ford GT-R preparados pela suíça Matech e pelo menos um Corvette Z06 GT3.

Dos carrões estadunidenses da marca oval de Detroit, dois já são conhecidos: o primeiro é de Nelson Piquet, o tricampeão mundial de Fórmula 1, que vai dividir assento com a jovem revelação Cássio Homem de Mello, de 22 anos.

O outro é de mais um nome ilustre: Walter Salles, ele mesmo, um entusiasta confesso dos carros velozes e um dos melhores representantes do país na Sétima Arte. Waltinho experimentou a categoria na rodada dupla de encerramento ano passado. Viu, gostou e foi "picado pela mosca azul".

A organização do campeonato garante que há outros três Ford GT-R confirmados, mas cujos compradores não foram revelados. O diretor técnico do campeonato, Ivo Sznelwar, informa que caso estes cinco carros apareçam de fato no país, apenas mais outro modelo Ford poderá correr na GT3. É que o limite é fixado em seis unidades por modelo.

Um exemplo: já existem seis Ferrari F430 disponíveis aqui. E duas duplas estão confirmadas: Rafael Derani / Cacau Ricci e Giuliano Losacco / Walter Derani.

Enquanto isto, deliciem-se com a foto do novíssimo Porsche 997 GT3 Cup (obrigado pela correção, Panda!) que terá pelo menos uma dupla: Antonio Hermann / Valdeno Brito - que foi quem me mandou o link de uma página sueca com as fotos do carro do cavalinho empinado de Stuttgart.

A trajetória do Fitti-Alfa




Antes de viajar de Magny Cours com destino a Tóquio, na ponte aérea que já virou rotina em sua vida, Ricardo Divila mandou uma série de arquivos sobre o Fitti-Alfa. O primeiro que vemos aqui é o desenho de concepção que, segundo ele, estava com o radiador traseiro, a asa alta e o freio aerodinâmico.

Amanhã coloco as fotos das maquetes do protótipo em túnel de vento.

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

A "nova" Stock

Dezessete equipes, trinta e quatro pilotos e três marcas. A Stock Car diminui a quantidade de escuderias, de aspirantes às vagas, de carros no grid e perde a Volkswagen, que sai da categoria após dois anos com a bolha do modelo Bora. Em 2008, a principal categoria do automobilismo brasileiro inclusive terá não só transmissão integral da temporada pela Rede Globo como também uma prova de US$ 1 milhão e o retorno dos pit stops, que existiram entre 2003 e 2004 - mas para um reabastecimento quase fake de apenas 10 litros de gasolina.

Das 12 provas previstas no calendário, quatro serão aos sábados. Além disto, treinos coletivos serão realizados entre 25 e 27 de março, para que as equipes se adaptem aos novos "calçados", pois saiu a Pirelli - parceira da categoria desde 1979, primeiro com pneus radiais e depois com os slicks de competição - para entrar a estadunidense Goodyear.

A temporada começará em 13 de abril e o encerramento acontece em 7 de dezembro - tudo em Interlagos. Duas das datas com provas da V-8 estão em aberto e duas da Pick Up encontram-se na mesma situação. Por enquanto, nada de corrida no Rio de Janeiro.

Trinta e dois dos 34 pilotos previstos estão 100% confirmados. Veja a lista:

RC Competições / Mitsubishi Lancer
Cacá Bueno e Antonio Jorge Neto

A. Mattheis Motorsport / Chevrolet Astra
Valdeno Brito e Marcos Gomes

Action Power / Peugeot 307
Luciano Burti e Tarso Marques

Vogel Motorsport / Chevrolet Astra
Thiago Camilo e Guto Negrão

JF Racing / Peugeot 307
Átila Abreu e Giuliano Losacco

Amir Nasr Racing / Chevrolet Astra
Daniel Serra e Hoover Orsi

Avallone Motorsport / Mitsubishi Lancer
Rodrigo Sperafico e Felipe Maluhy

Pamplona's Motorsport / Mitsubishi Lancer
Duda Pamplona e Nonô Figueiredo

AMG / Mitsubishi Lancer
Ingo Hoffmann e Lico Kaesemodel

Boettger Competições / Chevrolet Astra
Allam Khodair e Alceu Feldmann

WA Mattheis / Peugeot 307
Ricardo Maurício e William Starostik

Marques Motorsport / Peugeot 307
Thiago Marques e piloto a definir

L&M Racing / Peugeot 307
Ricardo Zonta e Ricardo Sperafico

RC3 Bassani / Peugeot 307
David Muffato e Pedro Gomes

Hot Car / Chevrolet Astra
Popó Bueno e Antonio Pizzonia

Nascar Motorsport / Mitsubishi Lancer
Juliano Moro e piloto a definir

Nova-RR / Mitsubishi Lancer
André Bragantini Jr. e Norberto Gresse Fo.

Discos que já ouvi antes de morrer (III) - Rubber Soul / 1965




Inocente, puro e besta, não me toquei no que uma amiga íntima da minha mãe me perguntava, sempre que nos visitava:

"Você tem o 'Alma de Borracha'"?

Tempos depois caiu a ficha: ela se referia ao disco Rubber Soul, aquele que marca o início da fase II dos Beatles.

Embora muita gente ache que a guinada musical deu-se com o LP seguinte, o sensacional Revolver - que é a próxima resenha - a mudança no som e no comportamento do grupo já é bastante visível e audível em Rubber Soul.

O grupo não abandonou a princípio a estrutura básica de suas canções, como na faixa de abertura "Drive my car" e na belíssima balada "Michelle", obra-prima de Paul McCartney. Mas as harmonias já se mostravam diferenciadas em grande parte do que se ouvia no disco, começando por "Norwegian Wood", passando por "You won't see me" e a enigmática "Nowhere man".

A fase mística do grupo começava aí. Não só pelo uso de instrumentos pouco usuais para os Beatles, como a cítara (introduzida por obra e graça de George Harrison), mas também por letras sobre catolicismo e cristianismo, como provado em "Girl" - uma música simples, mas de beleza ímpar.

Eles também mostraram evolução musical. Paul toca um baixo tremendamente distorcido em "The Word", Ringo pilota o órgão Hammond em "I'm looking through you" e George manda ver na guitarra com pedal de distorção em "Think for yourself" e canta a belíssima "If I needed someone".

Subestimado pela crítica, com apenas um hit nos Estados Unidos - "Nowhere man" não fora incluída na versão do LP vendido naquele país e sim lançada como single - Rubber Soul é um disco que vale muito a pena ser ouvido. Afinal, é a partir daí que os Beatles começam - literalmente - a desnudar suas almas.

Ficha Técnica de Rubber Soul
Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra entre outubro e novembro de 1965
Tempo total do disco: 35'50"

Músicas:

1. Drive my car (Lennon-McCartney)
2. Norwegian wood (Lennon-McCartney)
3. You won't see me (Lennon-McCartney)
4. Nowhere man (Lennon-McCartney)
5. Think for yourself (Harrison)
6. The word (Lennon-McCartney)
7. Michelle (Lennon-McCartney)
8. What goes on (Lennon-McCartney-Starkey)
9. Girl (Lennon-McCartney)
10. I'm looking through you (Lennon-McCartney)
11. In my life (Lennon-McCartney)
12. Wait (Lennon-McCartney)
13. If I needed someone (Harrison)
14. Run for your life (Lennon-McCartney)

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Ainda estamos no século XIX?

Com a palavra, a reportagem do Terra que revela o nome de um dos envolvidos nessa história. E depois não digam que é implicância...

Pai de Senna é acusado de manter trabalho 'escravo'

Duas ações do Ministério Público do Trabalho (MPT) - uma Ação Civil Pública e uma Ação Civil Coletiva - acusam o empresário Milton da Silva, pai do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, e mais dois sócios de manter 82 trabalhadores em condição análoga à escravidão na fazenda Campo Aberto, localizada em Barreiras (BA). Os processos tramitam na Justiça do Trabalho da Bahia e, segundo o MPT, estão próximos de ser encerrados.

As ações cobram dos proprietários da fazenda R$ 600 mil por dano moral coletivo e R$ 110 mil em indenizações trabalhistas por cada trabalhador libertado pela fiscalização. Em março de 2007, o grupo móvel especial de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou 29 infrações, durante dez dias de inspeção na propriedade rural.

Desde 2005, as ações de combate ao trabalho escravo do governo federal libertaram cerca de 27 mil trabalhadores no País. Servidão por dívidas e restrição à liberdade dos trabalhadores são os principais problemas encontrados nas propriedades, que também apresentam, por vezes, aliciamento irregular para trabalho temporário, alojamentos e refeitórios sem as mínimas condições de higiene, além de ausência de equipamentos de proteção individual.

Já vi esse filme

Lembram do Vivinho? Aquele que fez o "gol dos três lençóis" em cima do Capitão, meio-campo da Portuguesa e que depois ganhou placa imortalizando o feito?

Pois é... bastou o jogador ir pra outro clube e o Vasco se desfez da homenagem. A diretoria mandou retirar a placa como se o gol não existisse e o atleta, idem.

Agora, com Romário fora do Vasco, EM já pensa mais ou menos parecido como o ocorrido com Vivinho. O nefando presidente do clube cruzmaltino cogita a possibilidade da estátua erguida à beira do campo ser retirada, caso a ameaça de que o quase ex-jogador vá para o eterno rival, o Flamengo.

"Se não faz nada que venha a denegrir a homenagem que lhe foi prestada, não tem porque você mexer. Mas se de alguma forma a pessoa que recebeu denegriu essa homenagem, não deu o valor devido a essa homenagem, aí é algo que pode se pensar" - disse.

Lamentavelmente o Vasco é um clube que, graças a EM, deixou de ser uma simpático representante da colônia portuguesa - papel que hoje cabe à Lusa do Flávio Gomes - para se tornar uma agremiação odiada de Norte a Sul do país por todos os torcedores dos outros times. O que ele fez certa vez com Roberto Dinamite, expulsando o eterno ídolo do Vasco da tribuna de honra, numa partida que ele assistia em São Januário, é vergonhoso para o esporte.

Ídolos não se jogam fora. São eternos e merecem reverência sempre. Graças a Deus, nas Laranjeiras, excetuando-se os traidores e àqueles que não tiveram respeito com o manto tricolor, esses jogadores que nos deram muitas alegrias são lembrados com carinho por todos os torcedores.

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Onça cutucada...

O ano de 2008 promete!

Este blog tem sido visitado por gente ilustre que até fico vermelho de vergonha e orgulho.

Mestre Joca, sumido por razões pessoais que oportunamente serão reveladas, aproveita para devolver a resposta do Ricardo Divila acerca do Snob's Corvair para lembrar de um projeto que acabou não indo adiante: o Fitti-Alfa.

Detalhe: eu tive essa Quatro Rodas, número 117 - abril de 1969, onde saiu a reportagem sobre o protótipo.

Maquetes do Fitti-Alfa


Diz aí, Joca!

Apesar do protótipo Snob´s Corvair do Eduardo Celidônio ser constantemente referido como o primeiro projeto do Ricardo Divila, este nem de longe se iguala tecnologicamente ao projeto seguinte, o Fitti-Alfa ou Fitti 4, como queiram.

Projetado e construido no final de 69, em parceria com Ary Leber, o Fitti-Alfa foi o primeiro carro nacional a ter um estudo
aerodinâmico em túnel de vento do CTA - Centro Técnico da Aeronaútica e o primeiro a se valer de novidades da época como, freios aerodinãmicos (não funcionaram...) e tomadas de ar tipo NACA.

Pena que o carro já quase pronto foi vendido a Marivaldo Fernandes, pois Wilsinho Fittipaldi já ensaiava ir para a Europa competir de F-3, levando junto o Ricardo Divila. O carro ficou ainda algum tempo nas oficinas da Jolly-Gancia até ser comprado por Nathaniel Townsend, que o levou para ser terminado por Anésio Hernandez (foto abaixo).

Que eu me recorde, o carro só andou em uma prova, as 250 Milhas de Interlagos de 1970, abandonando a corrida por quebra de um suporte de amortecedor, salvo engano....
O carro depois foi recolhido à fazenda de Nathaniel em Arujá / SP, onde se encontrava até alguns anos atrás.

2008: o ano dos protótipos na Endurance

A afirmativa acima não é balela: 2008 será o ano dos protótipos nas provas de longa duração. Querem uma prova? Hoje a LMS divulgou os 50 competidores fixos para as seis etapas da categoria. E entre estes cinqüenta carros, são nada menos que trinta e um protótipos - dezesseis da classe LMP1 e quinze da LMP2.

Os GTs tiveram sua força bastante reduzida. Totalizam 19 carros e a LMGT2 ano passado chegou a ter mais de vinte inscritos por evento. Algumas desistências foram motivadas principalmente pelo novo procedimento da organização, que solicitou um depósito compulsório de US$ 20 mil por carro. Uma vez que esse dinheiro foi repassado, as equipes terão que comparecer a todas as corridas - China inclusive - sob pena de perdê-lo.

Com relação aos concorrentes do ano passado, várias mudanças. E muitos nomes que vinham sendo especulados sequer entraram entre os 50 competidores fixos.

Vamos à lista, pois:

LMP1

1. Dindo Capello / Allan McNish
Audi Sport Team Joest - Audi R10 TDi

2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi Sport Team Joest - Audi R10 TDi

4. Jacques Nicolet / Marc Faggionato / Richard Hein
JN Investissments / Pescarolo Automobiles - Pescarolo 05 Judd

5. Stéphane Ortelli / Soheil Ayari
Team Oreca-Matmut - Courage LC70 Judd

6. Olivier Panis / Nicolas Lapierre
Team Oreca-Matmut - Courage LC70 Judd

7. TBA / TBA
Team Peugeot Total - Peugeot 908 HDi FAP

8. TBA / TBA
Team Peugeot Total - Peugeot 908 HDi FAP

10. Jan Charouz / Stefan Mücke
Charouz Racing Systems - Lola B08/60 Aston Martin

14. Jamie Campbell-Walter / Felipe Ortiz
Creation Autosportif - Creation CA07 AIM

15. Simon Pagenaud / Stuart Hall
Creation Autosportif - Creation CA07 AIM

16. Manu Collard / Jules Boullion
Pescarolo Sport - Pescarolo P01 Judd

17. Harold Primat / Christophe Tinseau
Pescarolo Sport - Pescarolo P01 Judd

18. Martin Short / João Barbosa
Rollcentre Racing with Deutsche Bank X-Markets - Pescarolo P01 Judd

19. Bob Berridge / Gareth Evans
Chamberlain Synergy Motorsport - Lola B06/10 AER

20. TBA / TBA
Epsilon-Euskadi - Epsilon-Euskadi EE01 Judd

21. TBA / TBA
Epsilon-Euskadi - Epsilon-Euskadi EE01 Judd

LMP2


25. Thomas Erdos / Mike Newton
RML - MG Lola EX265 AER

26. Jacob Greaves / Stuart Moseley
Team Bruichladdich Radical - Radical SR9 AER

27. Fredy Lienhard / Didier Theys / Jan Lammers
Horag Racing - Porsche RS Spyder

30. Marco Didaio / Filippo Francioni
Racing Box - Lucchini LMP2 Judd

31. John Nielsen / Casper Elgaard
Team Essex - Porsche RS Spyder

32. Juan Barazi / Michael Vergers
Barazi-Epsilon - Zytek 07S/2

33. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Bellicchi
Speedy-Sebah - Lola B08/80 Judd

34. Jos Verstappen / Jeroen Bleekmolen / Peter van Merksteijn
VM Motorsport - Porsche RS Spyder

35. Pierre Ragues / TBA
JN Investissments / Pescarolo Automobiles - Pescarolo 06 Judd

37. Stéphane Salini / Philippe Salini / Patrice Roussel
WR-Salini - WR LMP2 Zytek

40. Miguel Pais do Amaral / Olivier Pla
Quifel ASM Team - Lola B05/40 AER

41. Karim Ojjeh / Julien Schroyen / Claude-Yves Gosselin
Trading Performance - Zytek 07S/2

44. Jean de Pourtales / Alexander Müller / Hideki Noda
Kruse Schiller Motorsport - Lola B06/10 Mazda

45. Warren Hughes / Jonny Kane
Embassy Racing - Embassy WF01 Zytek

46. Mario Haberfeld / Joey Foster
Embassy Racing - Embassy WF01 Zytek

LMGT1

50. Fréderic Makowiecki / Dino Lunardi / David Halliday
Larbre Competition - Saleen S7-R

55. Roman Rusinov / Peter Kox
IPB Spartak Racing / Reiter Engineering - Lamborghini Murciélago GT-R

59. Antonio Garcia / Tomas Enge
Team Modena - Aston Martin DBR9

72. Luc Alphand / Guillaume Moreau
Luc Alphand Aventures - Corvette C6-R

73. Sébastien Dumez / Jean-Luc Blanchemain / Roland Berville
Luc Alphand Aventures - Corvette C6-R

LMGT2


75. Jean-Philippe Belloc / Richard Balandras / Michel Lecourt
IMSA Performance Matmut - Porsche 997 GT3 RSR

76. Raymond Narac / Richard Lietz
IMSA Performance Matmut - Porsche 997 GT3 RSR

77. Alex Davison / Marc Lieb
Team Felbermayr-Proton - Porsche 997 GT3 RSR

85. Tom Coronel / Peter Dumbreck
Spyker Squadron - Spyker C8 Laviolette GT2R

86. Ralf Kelleners / Aleksej Vasiliev
Spyker Squadron - Spyker C8 Laviolette GT2R

88. Horst Felbermayr, Jr. / Christian Ried
Team Felbermayr-Proton - Porsche 997 GT3 RSR

90. Lars-Erik Nielsen / Allan Simonsen / Richard Westbrook
Farnbacher Racing - Porsche 997 GT3 RSR

91. Pierre Kaffer / Pierre Ehret / Anthony Beltoise
Farnbacher Racing - Ferrari F430

93. Joël Camathias / Tim Sudgen / Paul Daniels
James Watt Automotive - Porsche 997 GT3 RSR

94. Philippe Camandona / Andrea Chiesa / Benjamin Leuenberger
Speedy Racing - Spyker C8 Laviolette GT2R

95. TBA / TBA
James Watt Automotive - Aston Martin Vantage GT2

96. Gianmaria Bruni / Rob Bell
Virgo Motorsport - Ferrari F430

98. TBA / TBA
JMB Racing - Ferrari F430

99. Ben Aucott / Stéphane Daoudi
JMB Racing - Ferrari F430

Postagem ilustre


Eis o desenho original do Snob's Corvair


Bastou conclamar o homem e o homem veio. Ricardo Divila esclarece de uma vez por todas o mistério do Snob's Corvair e manda não só imagem do desenho original do protótipo, como também uma mensagem de agradecimento.

Divila com a palavra, direto de Magny Cours!

Vi a sua nota no blog, e agradeço, lisonjeado...

O encontrei através das indicações do Panda e do Flávio, cujos blogs vejo regularmente, para me manter atualizado com o que passa pelo Brasil...o seu agora devidamente encaixado nos preferidos...

Enviarei notas de vez em quando, assim que o trabalho der oportunidade...por outro lado envio regularmente notas a respeito de tudo a uma lista de amigos, se quiser posso incluir você também... fale com o Panda e o Edu, eles estão lá há algum tempo...política, literatura , música , notas sobre carros e etc... se estiver de acordo avise-me....nas noites de insônia em Tokyo, as vezes das leituras quilométricas!

No momento em casa na França, e de saida para Tokyo amanhã...

E para o amigo Joaquim, que normalmente parece muito bem informado e tem uma memoria incrível para o nosso passado automobilistico, anexo o primeiro desenho do Snob's...

abraços,
Ricardo

Carolina

Excetuando-se os nomes compostos femininos, não foi difícil descobrir qual é a grande inspiração dos compositores brasileiros: Carolina.

A primeira delas surgiu literalmente 'nas coxas', pois Chico Buarque de Hollanda escreveu a letra da sua "Carolina" num avião, para inscrevê-la posteriormente no Festival Internacional da Canção de 1967, quando foi defendida por Cynara e Cibele, terminando em terceiro atrás de Margarida e Travessia.

Anos depois, veio a "Carolina Carol Bela" sonhada e imaginada por um paulistano e um carioca, de vertentes e influências musicais distintas. Um, parceiro de Vinícius de Moraes. O outro, autor de samba-rocks irresistíveis: Toquinho e Jorge Ben, numa improvável parceria, construíram outro clássico da MPB.

Balanço e suingue também eram marcas registradas das canções de Bebeto, intitulado "O Rei dos Bailes". O sumidíssimo compositor, que permanece na ativa, com certeza deve ficar feliz por ver as novas gerações curtindo a "Menina Carolina", que foi hit dos anos 70.

Por último, até Seu Jorge arriscou homenagear Carolina. Apenas e tão somente "Carolina", faixa do seu primeiro álbum-solo, Samba Esporte Fino. Balançada e animada como a música de Bebeto, a "Carolina" do antigo mendigo e vocalista do Farofa Carioca também bota pra quebrar nas pistas de boates por aí afora.

Com vocês, as Carolinas da MPB.







Saudações tricolores

Podem dizer que era um "amistoso". Que eram dois times praticamente crivados de reservas.

Mas... 4 x 1? Num clássico que pode acontecer até nove vezes neste ano? Com três gols de um só jogador?

Não há como avisar de outro jeito... o show está só começando.

Saudações tricolores.

Beatles no Morecambe & Wise Show

Lembram que eu tinha citado na minha última postagem sobre os Beatles acerca de uma apresentação dos Fab Four cantando "Moonlight Bay"?

Pois aqui está o vídeo da participação deles no The Morecambe & Wise Show, programa de muito sucesso na TV inglesa e estrelado pelos comediantes Eric Morecambe e Ernie Wise. O grupo aproveitou para cantar e tocar outras três músicas - "This Boy", "All My Loving" e "I Wanna Hold Your Hand", além claro do número onde eles interagiram (e como) com os donos do programa.

Dêem só uma olhada.

Ah... a dica é do Alexandre Carvalho. Valeu!

Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Bicampeão é pole em Daytona

A Hendrick Motorsports começa o ano de forma perfeita na Nascar, a Stock Car estadunidense. Após a vitória de Dale Earnhardt Júnior em sua estréia pela escuderia no evento extracampeonato conhecido como Budweiser Shootout, hoje foi a vez de Jimmie Johnson brilhar na Flórida, no Daytona International Speedway.

O bicampeão da categoria fez a pole position para a 50a. edição da Daytona 500, prova inaugural do campeonato, com o tempo de 48"109, média superior a 187 milhas por hora. Além dele, o outro piloto que assegurou um lugar direto no grid foi... Michael Waltrip.

Considerado um grande especialista em superspeedways - todas as suas vitórias foram em Daytona ou em Talladega - o experientíssimo piloto e dono de equipe, irmão do comentarista da Fox Darrell Waltrip, cravou um tempo 0s088 pior que o de Johnson, mas está confirmadíssimo na corrida.

Cinqüenta e três pilotos marcaram tempo hoje e entre os pilotos que já passaram por monopostos, o melhor foi Patrick Carpentier - 11o. colocado, estreando com o Dodge da Gillet Evernham Motorsports. Jacques Villeneuve foi um bom 17o., deixando bem pra trás Dario Franchitti e Juan Pablo Montoya, que ficaram além dos 35 mais rápidos.

Na quinta-feira, acontecem as duas provas do Gatorade Duels que definem os outros 41 pilotos que vão correr no próximo domingo. O grid de cada uma das provas é o seguinte:

Gatorade Duels corrida #1:

1. Jimmie Johnson / Chevrolet
2. Joe Nemechek / Chevrolet
3. Dave Blaney / Toyota
4. Travis Kvapil / Ford
5. Boris Said / Ford
6. Patrick Carpentier / Dodge
7. David Ragan / Ford
8. Dale Earnhardt Jr./ Chevrolet
9. Jacques Villeneuve / Toyota
10. A. J. Allmendinger / Toyota
11. Dale Jarrett / Toyota
12. Ryan Newman / Dodge
13. Jamie McMurray / Ford
14. Kenny Wallace / Chevrolet
15. Kasey Kahne / Dodge
16. Kyle Busch / Toyota
17. Kevin Harvick / Chevrolet
18. Elliott Sadler / Dodge
19. Ken Schrader / Dodge
20. Dario Franchitti / Dodge
21. Reed Sorenson / Dodge
22. Sam Hornish Jr. / Dodge
23. Bill Elliott / Ford
24. Bobby Labonte / Dodge
25. Kyle Petty / Dodge
26. J. J. Yeley / Chevrolet
27. Carl Long / Dodge

Gatorade Duels corrida #2:

1. Michael Waltrip / Toyota
2. David Reutimann / Toyota
3. Casey Mears / Chevrolet
4. Denny Hamlin / Toyota
5. Jeff Gordon / Chevrolet
6. Tony Stewart / Toyota
7. Matt Kenseth / Ford
8. Brian Vickers / Toyota
9. Mark Martin / Chevrolet
10. David Gilliand / Ford
11. Scott Riggs / Chevrolet
12. Greg Biffle / Ford
13. Regan Smith / Chevrolet
14. Robby Gordon / Dodge
15. Eric McClure / Chevrolet
16. Jeremy Mayfield / Chevrolet
17. Kurt Busch / Dodge
18. Carl Edwards / Ford
19. Paul Menard / Chevrolet
20. Martin Truex Jr. / Chevrolet
21. Juan Pablo Montoya / Dodge
22. Clint Bowyer / Chevrolet
23. Jeff Burton / Chevrolet
24. John Andretti / Chevrolet
25. Sterling Marlin / Chevrolet
26. Stanton Barrett / Chevrolet

Discos que já ouvi antes de morrer (II) - A Hard Day's Night / 1964




Bastou Ringo Starr proferir num dia de ensaios a frase "It's a hard day's night", que aconteceu o estalo. Estavam aí, em uma só tacada, o nome de mais um disco e do primeiro filme dos Beatles.

A agenda da banda já estava apertadíssima e ir para a telona era só o que lhes faltava: afinal, vendiam discos como água na Inglaterra e EUA, faziam turnês disputadíssimas, divertidos programas de rádio - cujas gravações originaram vários discos póstumos e - claro - apareciam na TV, onde não raro faziam números inesquecíveis em programas de auditório como o Ed Sullivan Show, ou de comédias, quando chegaram a fazer uma versão hilária de "Moonlight Bay", na TV inglesa.

O terceiro disco dos Beatles foi concluído a toque de caixa, assim como o filme - produzido pela United Artists e com direção de Richard Lester. John Lennon e Paul McCartney tiveram meras duas semanas para compor as canções que fizeram parte do filme, as sete primeiras do "lado A" dos antigos vinis. E não por acaso, este foi o único dos 13 discos oficiais dos Fab Four com todas as faixas assinadas Lennon-McCartney.

E apesar da rapidez com o que o trabalho teve de ser feito, o disco é repleto de clássicos do grupo. John Lennon predomina e brilha intensamente cantando dez das 13 canções, começando pela faixa-título, a belíssima balada "If I fell" e "I'll be back", a última do álbum. Paul McCartney não faz feio, com outra música ao estilo Macca - "And I love her" e a ótima "Can't buy me love". A outra música do baixista é "Things we said today", outro hit do grupo.

"Can't buy me love", aliás, teve de ser gravada no estúdio Pathé Marconi, em Paris (o filme foi rodado na França) e além desta, os Beatles fizeram duas versões em alemão para "She loves you" e "I wanna hold your hand", rebatizadas "Sie liebt dich" e "Komm, gib mir deine hand".

George Harrison teve a oportunidade de cantar apenas uma música, "I'm happy just to dance with you" e para Ringo, desta vez, não sobrou nada a não ser contribuir com a cozinha beatle.

Com músicas que grudavam feito chiclete nos ouvidos, "A hard day's night" tinha um pecado: ser um disco curto, com apenas meia hora de músicas - menor que o antecessor. Mas foi mais uma prova de que os Beatles, como grupo, queriam voar cada vez mais e mais alto.

Ficha Técnica de A Hard Day's Night:

Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra e em Paris, em 1964
Tempo total das faixas: 29'47"

Músicas:

1. A hard day's night (Lennon-McCartney)
2. I should have known better (Lennon-McCartney)
3. If I fell (Lennon-McCartney)
4. I'm happy just to dance with you (Lennon-McCartney)
5. And I love her (Lennon-McCartney)
6. Tell me why (Lennon-McCartney)
7. Can't buy me love (Lennon-McCartney)
8. Anytime at all (Lennon-McCartney)
9. I'll cry instead (Lennon-McCartney)
10. Things we said today (Lennon-McCartney)
11. When I get home (Lennon-McCartney)
12. You can't do that (Lennon-McCartney)
13. I'll be back (Lennon-McCartney)

Estréia em grande estilo

Nunca morri de amores por Dale Earnhardt Júnior. Sempre achei o filho da lenda Dale Earnhardt, sete vezes campeão da Nascar - a Stock Car estadunidense - um piloto "normal". Mas os seus conterrâneos o endeusam, acham que ele um dia pode ser um grande campeão.

Até o ano passado, ele corria na equipe que levava o nome do pai e administrada pela madrasta Teresa Earnhardt. Seguidos problemas de gerência, a absorção da Ginn Motorsports pela DEI e um sem-fim de quebras acabaram com a paciência de Júnior, que foi para a Hendrick Motorsports, atual bicampeã com Jimmie Johnson.

E na estréia pela equipe com número novo e cores idem em seu carro, Dale Júnior venceu em grande estilo o Budweiser Shootout, evento extracampeonato em Daytona, ontem à noite.

A Toyota já disse ao que veio, pois conseguiu com a JGR e Tony Stewart a segunda colocação. O melhor Dodge foi o de Reed Sorenson, que terminou em quinto e o melhor Ford, de Carl Edwards, foi um distante décimo-segundo.

Domingo que vem o campeonato começa para valer com as 500 Milhas de Daytona, em sua quinquagésima edição. O treino classificatório é neste domingo e pelo regulamento, apenas os dois primeiros colocados já estão garantidos no grid de 43 pilotos para a prova inaugural da temporada 2008.

Resultado final do Budweiser Shootout:

1. Dale Earnhardt Jr. (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
2. Tony Stewart (Joe Gibbs Racing / Toyota)
3. Jimmie Johnson (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
4. Jeff Gordon (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
5. Reed Sorenson (Chip Ganassi Racing / Dodge)
6. Casey Mears (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
7. Dave Blaney (Bill Davis Racing / Toyota)
8. Mark Martin (Dale Earnhardt Inc. / Chevrolet)
9. Denny Hamlin (Joe Gibbs Racing / Toyota)
10. Kasey Kahne (Gillet Evernham Motorsports / Dodge)

Quanta honra...

Um antigo post sobre o Snob's Corvair que Eduardo Celidônio alinhou nos anos 70 rendeu aqui a este humilde blog a visita de um dos caras que mais admiro na história do automobilismo brasileiro fora das pistas.

Ninguém menos que Ricardo Divila veio treplicar nosso bravo companheiro e eventual colaborador Joaquim, com base evidentemente no que vivenciou naquela época.

Quem diria que o Saco de Gatos um dia receberia tão honrada visita?

As portas estão abertas para histórias, fotos e colaborações do Divila - se evidentemente ele quiser contribuir com este espaço.

Seja bem-vindo!

Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Discos que já ouvi antes de morrer (I) - With The Beatles / 1963



É... os Beatles no início de carreira eram o que se convencionava chamar de boy band, uma termologia que virou moda nos anos 80/90, com grupelhos pré-fabricados como NKOTB, Take That, KLB, Backstreet Boys e por aí vai.

Mas... e daí?

Daí que em 1963, eles já tinham personalidade suficiente pra fazer um disco ainda melhor que o álbum de estréia, o que continha "Love Me Do" e "Twist and Shout", embora a fórmula fosse praticamente a mesma, com covers e material próprio que eles já cantavam nos shows do lendário Cavern Club e em sua passagem por Hamburgo, na Alemanha.

George Martin arregimentou a produção e gastou horas e mais horas com os meninos John, George, Paul e Ringo nos estúdios e em um mês, entre a pré-produção e as gravações das 14 faixas do álbum original - isto porque nos EUA os discos dos Beatles saíam com nome e formato diferentes - o trabalho ficou pronto.

Lennon era um grande fã de música negra e não foi à toa que por sua vontade incluiu-se covers de "Roll over Beethoven", de Chuck Berry e "Money" (That's what I want), de autoria de Janie Bradford e Barry Gordy - o fundador da Motown.

O disco abre com "It won't be long", cantada por Lennon e assinada como Lennon-McCartney. Mas os beatlemaníacos saberiam depois que nem todas as canções eram deles. Bastava ver quando um e outro cantavam.

"All my loving", com Paul no vocal, é o primeiro clássico deste disco. Outro ponto alto é a cover de "Please Mr. Postman", imortalizada pelos Carpenters e que ganhou uma roupagem totalmente diferente do então sucesso gravado por The Marvelettes, uma atração da Motown.

George Harrison, que normalmente cantava duas faixas por álbum, teve a chance de executar três. Além de "Don't bother me", composição própria, outra delas foi justamente "Roll over Beethoven", adequadíssima ao seu timbre vocal. Até o show da última turnê, no Candlestick Park de San Francisco, em 1966, George jamais deixaria de cantar a música de Chuck Berry.

Ringo também teve a sua chance de mostrar os dotes vocais em "I wanna be your man", a primeira música que Lennon e McCartney ofereceriam aos Rolling Stones. O baterista normalmente esquecia que "I wanna be..." tinha dois versos e quando o grupo a tocava ao vivo, cantava um só. Que figura...

Entremeando baladas como "Till there was you" e "You really got a hold on me" com as faixas já citadas, o disco fecha com chave de ouro em "Money", com Lennon castigando a voz no mais puro estilo... John Lennon, logicamente.

A capa é outro clássico: foto de Robert Freeman, tirada no Bornemouth's Palace Court Hotel em agosto de 1963, é semelhante aos trabalhos que a alemã Astrid Kircherr fazia com o grupo quando os rapazes cantavam incessantemente naquele país.

Os ingleses já sabiam do potencial dos quatro rapazes. Mas o mundo ainda não estava preparado para o que viria. Muito menos o Brasil, que em 1963 vivia o auge da Bossa Nova. Rock por aqui? Só Elvis, Chuck Berry e Little Richard, e no subúrbio. Zona Sul, nem pensar.

Ficha Técnica de With The Beatles
Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra entre setembro e outubro de 1963
Total das faixas: 33'24"

Músicas:

1. It won't be long (Lennon-McCartney)
2. All I've got to do (Lennon-McCartney)
3. All my loving (Lennon-McCartney)
4. Don't bother me (Harrison)
5. Little child (Lennon-McCartney)
6. Till there was you (Wilson)
7. Please Mr. Postman (Brianbert-Dobbin-Garman-Garrett)
8. Roll over Beethoven (Berry)
9. Hold me tight (Lennon-McCartney)
10. You really got a hold on me (Robinson)
11. I wanna be your man (Lennon-McCartney)
12. Devil in her heart (Drapkin)
13. Not a second time (Lennon-McCartney)
14. Money (Bradford-Gordy)

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

O último sobrevivente

Tony Rolt em ação a bordo do ERA "E" em Silverstone, 1950: lá se foi o último sobrevivente da primeira prova da história da F-1

A notícia pululou nos sites de automobilismo e também nos blogs de amigos e jornalistas que militam no métier: Tony Rolt, o único sobrevivente da primeira e histórica corrida da Fórmula 1 em Silverstone, que contou com outros 20 participantes, morreu na última quarta-feira, dia 6, aos 89 anos de idade.

O britânico não teve grande passagem pela F-1. Além da prova inaugural da categoria, disputou outras duas na Inglaterra em 1953 e 1955. Abandonou todas e seu melhor resultado foi o 10o. lugar no grid da prova de 53, correndo com um Connaught.

Mas aquele ano não foi de todo mau: em provas extracampeonato, Rolt conquistou seis triunfos nas 40 corridas que competiu. E nas 24 Horas de Le Mans, dividindo um Jaguar "C Type" com Duncan Hamilton, venceu a corrida, batendo o carro que tinha como um dos tripulantes o mito Stirling Moss.

Rolt sai da vida e entra para a história como um completo desconhecido, pelo menos por aqui. Mas os ingleses saberão reverenciar seu feito em Le Mans e o homenagearão como ele merece.

Lá vem a MotoGP!

Em uma semana, a MotoGP vai realizar sua sessão oficial de testes no circuito espanhol de Jerez de la Frontera. Será o primeiro campeonato em 16 anos - excetuando-se também a temporada retrasada - em que o Brasil não será representado no campeonato, após a aposentadoria de Alexandre Barros.

O campeonato vai começar com muitas caras novas, mas com poucas motos. A FIM e a Dorna divulgaram as listas oficiais das três categorias e a MotoGP conta com apenas 19 nomes. O Team Roberts, que era esperado para este campeonato, pelo visto não conseguiu patrocínios e deve encerrar suas atividades - o que é uma pena.

Na MotoGP, além de Casey Stoner com a Ducati #1, a outra mudança é Dani "Triste" Pedrosa a bordo da Honda #2. Valentino Rossi vai continuar com o #46 e com pneus Bridgestone em sua Yamaha. Jorge Lorenzo vai de Michelin, mesmo "dividindo" equipe com o italiano.

MotoGP 2008 - inscritos:

1. Casey Stoner / Austrália - Marlboro Ducati Team (B)
2. Dani Pedrosa / Espanha - Repsol Honda (M)
4. Andrea Dovizioso / Itália - JiR Scot Team Honda (M)
5. Colin Edwards / EUA - Yamaha Tech 3 (M)
7. Chris Vermeulen / Austrália - Rizla Suzuki MotoGP (B)
13. Anthony West / Austrália - Kawasaki Racing Team (B)
14. Randy de Puniet / França - LCR Honda (M)
15. Alex de Angelis / San Marino - San Carlo Honda Gresini (B)
21. John Hopkins / EUA - Kawasaki Racing Team (B)
24. Toni Elias / Espanha - Alice Team Ducati (B)
33. Marco Melandri / Itália - Ducati Marlboro Team (B)
46. Valentino Rossi / Itália - Fiat Yamaha Team (B)
48. Jorge Lorenzo / Espanha - Fiat Yamaha Team (B)
50. Sylvain Guintoli / França - Alice Team Ducati (B)
52. James Toseland / GBR - Yamaha Tech 3 (M)
56. Shinya Nakano / Japão - San Carlo Honda Gresini (B)
65. Loris Capirossi / Itália - Rizla Suzuki MotoGP (B)
69. Nicky Hayden / EUA - Repsol Honda (M)

250cc 2008 - inscritos:

4. Hiroshi Aoyama / Japão - Red Bull KTM 250
5. Hector Faubel / Espanha - Mapfre Aspar Team Aprília
6. Alex Debon / Espanha - Lotus Aprília
7. Russel Gomez / Espanha - Blusens Aprília
10. Imre Toth / Hungria - Team Toth Aprília
12. Thomas Luthi / Suíça - Emmi-Caffe Latte Aprília
14. Ratthapark Wilairot / Tailândia - Thai Honda PTT SAG
15. Roberto Locatelli / Itália - Metis Gilera
17. Karel Abraham / Rep. Tcheca - Cardion AB Motoracing Aprília
19. Álvaro Bautista / Espanha - Mapfre Aspar Team Aprília
21. Hector Barberá / Espanha - Team Toth Aprília
25. Alex Baldolini / Itália - Matteoni Racing Aprília
32. Fabrizio Lai / Itália - Campetella Racing Aprília
36. Mika Kallio / Finlândia - Red Bull KTM 250
41. Aleix Espargaro / Espanha - Lotus Aprília
45. Doni Tata Pradita / Indonésia - Yamaha Pertamina Indonesia
50. Eugene Laverty / Irlanda - Blusens Aprília
52. Lukas Pesek / Rep. Tcheca - Auto Kelly CP Aprília
54. Manuel Poggiali / San Marino - Campetella Racing Aprília
58. Marco Simoncelli / Itália - Metis Gilera
60. Julian Simon / Espanha - Repsol KTM 250
72. Yuki Takahashi / Japão - Scot Racing Team Honda
75. Mattia Pasini / Itália - Polaris World

125cc 2008 - inscritos:

5. Alexis Masbou / França - Loncin Racing
6. Joan Olive / Espanha - Belson Derbi
7. Efren Vazquez / Espanha - Blusens Aprília Junior
8. Lorenzo Zanetti / Itália - Ispa KTM Aran
11. Sandro Cortese / Alemanha - Emmi-Caffe Latte Aprília
12. Esteve Rabat / Espanha - Repsol KTM 125
14. Gabor Talmacsi / Hungria - Bancaja Aspar Team Aprília
16. Jules Cluzel / França - Loncin Racing
17. Stefan Bradl / Alemanha - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
18. Nicolas Terol / Espanha - Jack & Jones WRB Aprília
19. Roberto Lacalendola / Itália - Matteoni Racing Aprília
21. Robin Lasser / GBR - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
22. Pablo Nieto / Espanha - Onde 2000 KTM
24. Simone Corsi / Itália - Jack & Jones WRB Aprília
27. Stefano Bianco / Itália - WTR San Marino Team Aprília
29. Andrea Iannone / Itália - I. C. Team Aprília
30. Pere Tutusaus / Espanha - Bancaja Aspar Team Aprília
33. Sergio Gadea / Espanha - Bancaja Aspar Team Aprília
34. Randy Krummenacher / Suíça - Red Bull KTM 125
35. Raffaele de Rosa / Itália - Onde 2000 KTM
38. Bradley Smith / GBR - Polaris World Aprília
44. Pol Espargaro / Espanha - Belson Derbi
45. Scott Redding / GBR - Blusens Aprília Junior
51. Stevie Bonsey / EUA - Degraaf Grand Prix Aprília
56. Hugo van den Berg / Holanda - Degraaf Grand Prix Aprília
60. Michael Ranseder / Áustria - I. C. Team Aprília
63. Mike di Meglio / França - Ajo Motorsport Derbi
69. Louis Rossi / França - FFM Honda GP 125
71. Tomoyoshi Koyama / Japão - Ispa KTM Aran
73. Taakaki Nakagami / Japão - I. C. Team Aprília
77. Dominique Aegerter / Suíça - Ajo Motorsport Derbi
93. Marc Marquez / Espanha - Repsol KTM 125
95. Robert Muresan / Romênia - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
99. Danny Webb / GBR - Degraaf Grand Prix Aprília

Clip da semana - O vôo de Roberto Carlos no Rio de 1967



Em 1967, Roberto Carlos era o ídolo máximo da juventude brasileira e naquele ano, estreou na telona dirigido por Roberto Farias. "Roberto Carlos em ritmo de aventura" foi uma coleção de clipes muito bem filmados e fotografados, somados à situações inverossímeis onde o Rei tinha como antagonista o grande José Lewgoy.

Nesta produção, chama a atenção um trecho de mais ou menos 6 minutos onde Roberto sobrevoa num helicóptero da Votec (Vôos Técnicos e Executivos), tendo como fundo musical as canções "Namoradinha de um amigo meu" e "Canzone per te", com a qual ganharia no ano seguinte o Festival de San Remo.

Dá pra ver nesse sobrevôo as enormes diferenças do Rio de 2008 para o que a cidade era naquele tempo. Sim... já existiam os túneis Novo e Velho, que ligavam a Zona Sul ao então recém-construído Aterro. Mas nada do condomínio Morada do Sol e muito menos o Rio Sul, erigidos no fim dos anos 70. No terreno vazio à esquerda onde o shopping surgiu, tinha sido posto abaixo o Solar da Fossa, onde Caetano e Gal moraram.

Nessa mesma época, a Avenida Atlântica ainda não tinha sequer a pista duplicada. O trânsito corria em mão única no sentido Posto Seis-Leme. E a partir do 3o. minuto desse clip, Roberto passa pelo centro da cidade, onde se pode divisar o já construído Edifício Avenida Central. Aos 3'48" dá pra ver um pequeno terminal de ônibus na Almirante Barroso (na época não havia o Menezes Cortes), a Av. Treze de Maio - por onde ônibus inacreditavelmente trafegavam - mas também o Palácio Monroe, antiga sede do Congresso Nacional e demolido para a construção do Metrô em 1973.

O passeio, que incluiu também a indefectível passagem pelo Cristo Redentor, contemplou uma Baía de Guanabara sem a Ponte Rio-Niterói, tendo seu fim no heliponto do BEG (depois Banerj e hoje Itaú), no prédio da esquina da Rua México, defronte o Buraco do Lume.

O Rio de Janeiro continua sendo, como diz a canção "Aquele Abraço", de Gilberto Gil e o enredo do Salgueiro no carnaval de 2008. Mas que dá uma saudade dessa época, em que a cidade do Rio era também o Estado da Guanabara (no qual aliás eu nasci), ah... isso dá!

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Reviravolta?

Não entendo mais nada...

Hoje, quinta-feira, dois dias após o anúncio de que a Le Mans Series faria sua etapa de encerramento na China, em Xangai, no dia 2 de novembro, eis que o site Mariantic - fonte de muito boas informações sobre a categoria e sua similar estadunidense, vem com o calendário de 2008 com alterações.

No pé da página, está assim:

??:LMS : Mil Milhas?
November 1-2 :ACO: 1000 kms Shanghai

Repare que a prova da China está grafada como sendo do ACO - evento do Automóvel Clube do Oeste, classificatório para Le Mans e embrião para a Asian Le Mans Series, como dito por mim no post "Caímos do telhado", publicado no último dia 5.

O que ocorre é o seguinte: por questões comerciais, a Audi exigiu esta prova no Oriente. E a Peugeot, por sua vez, faz pressão para que as Mil Milhas continuem sendo evento LMS. A presença da marca francesa ano passado em Interlagos se deveu também aos enormes investimentos que o grupo PSA tem feito na América do Sul e a corrida brasileira foi uma excelente publicidade para a marca, que venceu o campeonato de forma invicta e fez de Pedro Lamy e Stéphane Sarrazin campeões de pilotos em 2007.

Será que vai haver reviravolta?

Aguardemos... até porque, quem quiser conferir no site oficial da Le Mans Series, não existe a sexta corrida do calendário de 2008.

De novo?

Já está ficando chato.

Pelo quinto ano em seis, a Beija-Flor leva o carnaval carioca. E este ano, foi uma lavada. Quase dois pontos de vantagem para o Salgueiro, que deu a volta por cima após o injusto sétimo lugar do ano passado.

Mais uma vez levando à avenida dos desfiles um enredo incompreensível, agora sobre a capital do Amapá, a agremiação de Nilópolis não fugiu do padrão. Carros repletos de penduricalhos e adereços sem-fim, um samba de melodia extremamente semelhante aos dos últimos anos e fantasias pesadas. E num ano de apresentações irregulares, quando pisaram na avenida, já sentiam que poderiam ser de novo campeões.

Deu no que deu. Com apenas 0,7 perdidos, a Beija-Flor venceu fácil, despertando novamente a suspeita dos que acharam que no ano passado o carnaval tivera seu resultado fraudado, face às injustiças que ocorreram.

E que mais uma vez se repetiram: a Grande Rio passou como nos dois últimos anos arrastada, com carros imensos que criaram problemas mais uma vez. Uma das alegorias desacoplou e a escola perdeu 0,1 por infringir o regulamento. Num outro ano, o estouro do tempo deu à Vila Isabel um inesperado título. A Portela, quarta colocada, tentou ser um protótipo de Beija-Flor: veio monocromática em um terço do seu desfile, depois abusou de cores berrantes e de alegorias com a colaboração do pessoal que faz o carnaval de Parintins. O resultado, o melhor da tradicional agremiação desde 1995, resgatou o orgulho ferido dos portelenses, mas não foi justo.

Injusto foi o quinto lugar da Unidos da Tijuca, que com um interessante enredo sobre coleções, mostrou porque continua merecendo figurar entre as principais escolas do Rio de Janeiro - mesmo após a saída do furacão Paulo Barros, que fez barulho na Viradouro - insuficiente porém para colocar os niteroienses no Sábado das Campeãs.

O desfile que encerra o carnaval de 2008 terá também depois de dois anos o retorno da Imperatriz Leopoldinense. Com um carnaval bem ao estilo Rosa Magalhães, a Rainha de Ramos fez uma apresentação competentíssima e merecia melhor sorte. Estranhamente, os jurados tiraram pontos preciosos em enredo (considerado o de mais fácil compreensão em todo o desfile) e alegorias (talvez o carro da Revolução Francesa, com bandeiras esfarrapadas, não tenha agradado).

Certo é que a escola mostrou força, que pode voltar aos velhos tempos de campeonatos se a diretoria investir em mais alas da comunidade, numa diretoria de harmonia que não faça a escola perder 0,8 pontos e talvez numa outra comissão de frente - considerada muito aquém das últimas apresentadas pela Imperatriz.

De resto, palmas para os compositores do ótimo samba; para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcílio e Verônica, que fizeram disparado sua melhor apresentação desde que assumiram o lugar de Chiquinho e Maria Helena; e a Mestre Marcone, que calou a boca de Dudu Nobre com a condução impecável de uma bateria literalmente nota 10.

O maior desastre, evidentemente, ficou por conta do décimo e antepenúltimo lugar da Mangueira. Esperava-se que toda a turbulência pela qual a verde-e-rosa atravessou nos últimos meses jogasse a favor na hora de cantar o enredo sobre o frevo. Mas para uma escola com uma história tão rica, foi o castigo perfeito para a diretoria, que não quis abrir mão de um patrocínio de R$ 3 milhões para deixar de contar a história de Cartola, fundador da escola e autor do samba com o qual a Mangueira foi campeã no primeiro desfile da história do carnaval carioca.

E já que nem tudo foi notícia ruim na quarta-feira de cinzas, é sempre bom ver o Império Serrano de volta ao Grupo Especial - ainda que, como se sabe, correndo o sério risco de voltar de novo para o Acesso.

Aliás, não só a decisão da LIESA em limitar a 12 agremiações o Grupo Especial, como também a presença de Beija-Flor, Grande Rio, Viradouro e Porto da Pedra - que não são do município do Rio de Janeiro, afasta de vez a possibilidade de vermos baluartes como União da Ilha, Estácio e Unidos de Lucas, com histórias tão bonitas no carnaval carioca, de volta à elite. Nada contra o pessoal de Nilópolis, Caxias, Niterói e São Gonçalo, mas enfim... o que está feito está feito.

Uma pena.

Agora a Índia não tem só Bollywood



A Force India apresentou hoje em Mumbai o VMJ 01 com motor Ferrari, que vai marcar a estréia da organização do segundo país mais populoso do planeta na Fórmula 1. Numa cerimônia apresentada em tempo real no site oficial da equipe, Vijay Malliya mostrou, orgulhoso, o novo carro, o chefe de equipe Colin Kolles, o projetista-chefe Mike Gascoyne e os pilotos Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi - este reserva imediato e piloto de testes.

Ao contrário do que se alardeava, que haveria uma combinação extremamente duvidosa de cores, o carro da Force India ficou bonito com predominância do branco e detalhes em vermelho, prata e dourado. A companhia aérea Kingfisher, pertencente ao milionário que comprou a equipe de F-1 da Spyker, é a patrocinadora principal.

O modelo VMJ01 é o Spyker F8-VIII com alterações sutis especialmente na caixa de marchas e internamente, no motor, reina a Electronic Control Unit (ECU) padrão desenvolvida pela McLaren em conjunto com a Microsoft. A estréia do carro na nova configuração acontecerá nos treinos previstos para Barcelona de 25 a 27 deste mês, duas semanas antes do início do campeonato.

E o "peixe" se mandou...

Assim como o peixe-gato que "bateu asas e voou", segundo a letra do sensacional sambão Tragédia no fundo do mar (Assassinaram o camarão), gravado pelos Originais do Samba, outro "peixe" bem conhecido do mundo esportivo foi embora pela enésima vez do Vasco.

Romário não teria agüentado a interferência direta do presidente do clube, o nefando Eurico Miranda, que mandou por Paulo Angioni, gerente do futebol, o seguinte recado: "Quem joga é Allan Kardec". Para desespero do dirigente, o baixinho queria outro em seu lugar e esse outro era Abuda - que não é prata da casa como o atleta indicado por Eurico.

Certo é que ele não gostou da decisão. Fiel à sua personalidade fortíssima, ele não teve dúvidas.

"Minha história no Vasco acabou", enfatizou.

A atitude de EM, mais do que denotar que de fato sempre houve e vai continuar existindo interferência na escalação de um ou outro jogador, chocou atletas e técnicos que passaram por São Januário, especialmente ao atacante Leandro Amaral, que saiu do Vasco brigado com o dirigente.

"É lamentável. Às vezes ele toma umas atitudes que no meu ponto de vista não são corretas. Ainda mais com grandes jogadores, que têm uma história no clube e que a torcida admira."

Dizem as más-línguas, porém, que o episódio da interferência de EM na escalação do time não é o único estopim da intempestiva e inesperada saída de Romário do Vasco. O outro pilar de discussão chama-se Edmundo. O Animal, queridíssimo pela torcida, é o reforço mais aguardado do clube cruzmaltino em 2008.

Tanto que já está sendo preparado para estrear na semifinal da Taça GB, possivelmente contra o Flamengo. E, cá pra nós, alguém achava que com Romário de técnico o antigo desafeto teria vez no time?

E por falar em Flamengo, Kléber Leite, sempre querendo aparecer, já vaticinou que as portas do clube estão "abertas" para o baixinho. O telefone de Celso Barros, amigo pessoal de Romário e patrocinador do Fluminense, também foi bombardeado com ligações e ele foi bem mais comedido que o fanfarrão rubro-negro.

"Somos só amigos e o Fluminense tem outras prioridades em 2008, como a Libertadores. Não tem esse negócio de ele fazer um joguinho com a camisa do tricolor e parar", decretou.

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Roldán rodou

Rodou o espanhol Roldán Rodríguez, um dos notórios barbeiros da GP2, dado como certo na escuderia Super Nova de David Sears. O piloto espanhol agora só terá uma chance se buscar lugar na DPR - única equipe com assento disponível entre as 13 inscritas no campeonato.

Ele será substituído pelo dinamarquês Christian Bakkerud, que também vai estender o acordo assinado com a Super Nova para a GP2 Asian Series.

Agora o panorama dos pilotos é este:

iSport - Bruno Senna / Karun Chandhok

ART Grand Prix - Romain Grosjean / Luca Filippi

Campos Grand Prix - Vitaly Petrov / Ben Hanley

Super Nova - Christian Bakkerud / Álvaro Parente

DAMS - Jerôme d'Ambrosio / Kamui Kobayashi

Racing Engineering - Javier Villa / Giorgio Pantano

Arden International - Yelmer Buurman / Sébastien Buemi

Durango - Davide Valsecchi / Alberto Valério

FMS International - Adrián Valles / Andy Soucek

Trident Racing - Mike Conway / Ho Pin Tung

Piquet Sports / GP Racing - Andreas Züber / Pastor Maldonado

DPR - Michael Herck / a definir

BCN Competición - Paolo Nocera / Milos Pavlovic

Que moral!

Abro hoje o meu exemplar diário de O Globo e na primeira página interna de esportes, vejo uma grande e boa matéria assinada por Cláudio Nogueira sobre a volta de Gil de Ferran ao automobilismo, já comentada neste blog.

Gil merece. Não canso de dizer que dos pilotos brasileiros que vi correr, ele é um dos melhores. Eu o colocaria num top 5 com um time de respeito formado pelos três campeões mundiais de Fórmula 1 - Emerson, Nelson e Ayrton - e Ingo Hoffmann, porque lamentavelmente não vi o talento notório de José Carlos Pace.

A equipe dele, com base em Indianápolis, vai entrar com atraso no campeonato mas não duvidem: de saída, vai bater a Lowe's Fernandez Racing e no meio do ano, já estará embolada com Highcroft e Andretti-Green, as outras duas equipes que correm sob a bandeira Acura (leia-se Honda).

Só é preciso fazer pequenos reparos: um no texto da matéria, onde diz que os carros da ALMS estiveram nas Mil Milhas em novembro último. Não veio nenhum. Só eram os carros de sua similar européia, a Le Mans Series - embora a organização tenha convidado sim a Andretti-Green, por exemplo.

E Fórmula Mundial, eu não conheço. Conheço sim a ChampCar, que aliás fechou seus testes em Sebring com Franck Perera, da Conquest Racing, como o mais rápido.

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Caímos do telhado

Quem esteve em Interlagos em 10 de novembro, pode se preparar pra arquivar tudo o que viu na memória. Pois a Le Mans Series não voltará ao Brasil em 2008. A organização do campeonato preteriu as Mil Milhas como última prova do ano e vai com armas e bagagens para a China.

Os 1000 km de Xangai fecham no dia 2/11 - coincidentemente o dia do GP do Brasil de Fórmula 1 - o campeonato, e com um prêmio e tanto para os vencedores das quatro categorias em disputa: vagas automáticas para as 24 Horas de Le Mans.

Essa corrida, segundo se sabe, é uma iniciativa conjunta da LMS e do ACO para a formação da Asian Le Mans Series, que substituirá a natimorta Japan Le Mans Challenge. Este campeonato jamais emplacou e suas provas tinham em média 10 carros apenas por prova.

Agora, é lamentável que a organização brasileira não tenha podido competir contra o poder dos chineses. Antonio Hermann fez o possível e foi duramente criticado e crucificado pela comunidade automobilística por assumir o desafio de transformar as Mil Milhas num evento internacional.

Ele me assegurou em Interlagos na última prova da Stock Car que possuía um "plano B" se a LMS não quisesse mais vir ao Brasil. E eu pergunto agora: que plano B é este?

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Dois anos!

O tempo é implacável. Passa rápido, mas nós temos que entender e crer que se vivermos bem e fizermos o que gostamos, a ação dos dias, meses e anos não é tão inclemente assim.

Desde que descobri que podia fazer de um blog um espaço bacana para falar tudo sobre tudo - ou melhor, quase tudo - fiz disto a minha segunda atividade diária mais importante depois do trabalho. Mas como não sou tão dependente dele assim, tudo o que escrevo é com o maior prazer e orgulho.

Não consigo disfarçar a alegria. Hoje, 4 de fevereiro, o Saco de Gatos completa dois anos. Apagar velinhas em pleno carnaval e em plenas férias, descansando e me distraindo, é o que podia acontecer de melhor.

Quero aqui agradecer a cada um de vocês leitores, amigos e agregados que contribuíram para que este blog fosse um razoável sucesso dentro do mundo virtual. Que estes dois anos se multipliquem por muitos outros. Ou até a minha paciência se esgotar.

Barcelona, dia 3 - Webber na frente em dia chocho

Chocho como o domingo carioca, nublado e com chuva, o domingo catalão teve o último dia de atividades das equipes da F-1 no circuito de Montmeló. Com tempo instável, os pilotos não andaram tanto quanto nos dias anteriores e o resultado tinha tudo para ser uma loteria. Como foi, no final.

É porque não é todo dia que se vê a Red Bull na ponta - e isto aconteceu porque Mark Webber fez o tempo de 1'22"385, contra 1'22"422 de Heikki Kövalainen, da McLaren, que ficou em segundo. Lewis Hamilton - que está incomodado (com toda razão) diante das manifestações racistas da torcida espanhola contra ele - foi o terceiro mais rápido.

A Renault encerrou os treinos com Fernando Alonso em quinto e Nelson Ângelo Piquet em nono. A Honda continua na mesma: último com Button e antepenúltimo com Rubens Barrichello. Entre eles, Adrian Sutil e o carro do ano passado da Spyker, agora como Force India.

Ferrari e Toyota, que não treinaram em Barcelona, vão andar no Bahrein.

Tempos do domingo:

1. Webber / RBR Renault - 1'22"385 (65)
2. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'22"422 (67)
3. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"491 (92)
4. Kubica / BMW Sauber - 1'22"492 (83)
5. Alonso / Renault - 1'22"509 (63)
6. Heidfeld / BMW Sauber - 1'22"874 (79)
7. Bourdais / STR Ferrari - 1'22"877 (90)
8. Coulthard / RBR Renault - 1'22"889 (81)
9. Piquet / Renault - 1'23"039 (64)
10. Vettel / STR Ferrari - 1'23"232 (74)
11. Barrichello / Honda - 1'23"795 (84)
12. Sutil / Force India Ferrari - 1'23"800 (86)
13. Button / Honda - 1'23"808 (85)

Domingo à francesa

Franck Montagny segue no topo na primeira sessão de testes da pré-temporada da ChampCar World Series. O piloto francês fez o tempo de 50"209, superando por 2 décimos a marca do britânico Justin Wilson. Oriol Serviá, que no sábado foi o segundo mais rápido, desta vez foi o quinto.

Os brasileiros continuam discretos nos testes: Bruno Junqueira foi o décimo; Enrique Bernoldi foi o décimo-segundo e Mário Moraes veio em seguida. As atividades em Sebring se encerram nesta segunda, com meio dia de treinamentos.

Os tempos foram os seguintes:

1- Franck Montagny, #7 Forsythe/Pettit Racing, 50.209 seconds, 119.668 mph, 183 laps

2- Justin Wilson, #1 Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.448 seconds, 119.101 mph, 200 laps

3- Graham Rahal, #2 Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.474 seconds, 119.040 mph, 179 laps

4- Franck Perera, #24 Conquest Racing, 50.495 seconds, 118.990 mph, 150 laps

5- Oriol Servia, #22 PKV Racing, 50.505 seconds, 118.966 mph, 212 laps

6- Alex Tagliani, #21 PKV Racing, 50.594 seconds, 118.757 mph, 214 laps

7- Alex Figge, #29 Pacific Coast Motorsports, 50.707 seconds, 118.493 mph, 176 laps

8- Simon Pagenaud, #34 Conquest Racing, 50.792 seconds, 118.294 mph, 139 laps

9- Paul Tracy, #3 Forsythe/Pettit Racing, 50.892 seconds, 118.062 mph, 127 laps

10- Bruno Junqueira, #19 Dale Coyne Racing, 51.122 seconds, 117.531 mph, 171 laps

11- Ernesto Viso, #4 Minardi Team USA, 51.295 seconds, 117.134 mph, 143 laps

12- Enrique Bernoldi, #8 Rocketsports Racing, 51.313 seconds, 117.093 mph, 197 laps

13- Mario Moraes, #11 Dale Coyne Racing, 51.346 seconds, 117.018 mph, 180 laps

14- David Martinez, #28 Pacific Coast Motorsports, 51.432 seconds, 116.822 mph, 203 laps

É do baú - Regi e Piquet em 1980!

Da série "coisas que só o YouTube faz por você", eis uma entrevista de Reginaldo Leme com Nelson Piquet, exibida pelo Globo Esporte pouco depois do brasileiro perder o Mundial de F-1 de 1980 para o insosso australiano Alan Jones.

Na apresentação, outra pérola: J. Hawilla, ele mesmo, o dono da Traffic.

Prestem atenção na resposta de Piquet à resposta sobre os carros mais inseguros da época. É por essas e outras que na Ferrari ninguém gostava dele. Mas os jornalistas italianos e os tiffosi adoravam o jeito abusado e irreverente do brasileiro.

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Ninguém vê, mas ela ainda existe...

Sem nenhum alarde na mídia, a ChampCar World Series já deu início aos ensaios de pré-temporada para o campeonato de 2008. É sabido que a categoria estadunidense anda muito mal das pernas e correu um rumor à boca pequena de que Carl Haas se mudaria para a IRL, o que para este evento seria um golpe mortal.

Mas pelo visto isto não acontecerá, pois a Newman-Haas-Lanigan contratou Justin Wilson para suceder Sébastien Bourdais e fazer dupla com Graham Rahal.

Neste último sábado, catorze pilotos foram à pista de Sebring para os primeiros treinos do ano. E o melhor tempo foi de... Franck Montagny, que gorado seu acerto com a Peugeot para a LMS e as 24 Horas de Le Mans, viu na ChampCar uma oportunidade pra continuar correndo de monopostos. Ao volante do carro #7 da Forsythe-Pettit Racing, ele fez o tempo de 50"788.

Oriol Serviá, ao volante do #6 da PKV Racing, registrou 50"856, com Justin Wilson em terceiro e um dos prováveis estreantes de 2008, Franck Perera (#24 Conquest Racing) ficou com a quarta posição.

Três brasileiros andaram no teste da Flórida: Bruno Junqueira, que deve renovar com a Dale Coyne, em oitavo. Mário Moraes, que disputou a F-3 inglesa e busca uma vaga na categoria, foi o nono - não muito distante do tempo do experiente piloto mineiro. E Enrique Bernoldi, que assinou com a Rocketsports, foi o décimo-terceiro e penúltimo na pista.

Das equipes inscritas no campeonato, apenas o Team Australia - que já tem contrato assinado com Will Power - não testou.

Confira os tempos do treino livre do sábado:

1- Franck Montagny, Forsythe Pettit Racing, 50.788 seconds, 118.304 mph
2- Oriol Servia, PKV Racing, 50.856 seconds, 118.145 mph
3- Justin Wilson, Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.927 seconds, 117.981 mph
4- Franck Perera, Conquest Racing, 50.986 seconds, 117.844 mph
5- Alex Figge, Pacific Coast Motorsports, 51.097 seconds, 117.588 mph
6- Graham Rahal, Newman/Haas/Lanigan Racing, 51.104 seconds, 117.572 mph
7- Alex Tagliani, PKV Racing, 51.228 seconds, 117.287 mph
8- Bruno Junqueira, Dale Coyne Racing, 51.228 seconds, 117.287 mph
9- Mario Moraes, Dale Coyne Racing, 51.346 seconds, 117.018 mph
10- Paul Tracy, Forsythe Pettit Racing, 51.347 seconds, 117.016 mph
11- David Martinez, Pacific Coast Motorsports, 51.950 seconds, 115.657 mph
12- Ernesto Viso, Minardi Team USA, 51.973 seconds, 115.606 mph
13- Enrique Bernoldi, Rocketsports Racing, 52.019 seconds, 115.504 mph
14- Simon Pagenaud, Conquest Racing, 52.118 seconds, 115.285 mph

Ai que saudades eu tenho... VII

Fechando a seqüência de vídeos com desfiles antigos do carnaval carioca, nada como lembrar a sensacional passagem da Imperatriz Leopoldinense pela avenida em 1989.

No ano anterior, a agremiação de Ramos apostara num enredo satírico que não rendeu e o resultado foi melancólico: último lugar. Isto daria à escola o rebaixamento ao então Grupo 1-B. Mas uma mudança no regulamento manteve a Imperatriz entre as grandes e em vez de 14 escolas em 1988, desfilaram dezoito no ano seguinte.

Max Lopes, contratado por Luizinho Drummond, recebeu carta branca para fazer um enredo sobre os 100 anos da proclamação da república. Nasceu "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós" - e com direito a um poderoso samba cantado por Dominguinhos do Estácio (o que para os torcedores foi algo visto como bom presságio, pois a Imperatriz fora campeã em 80 e 81 tendo ele como intérprete oficial) e escrito por Vicentinho, Jurandir, Preto Jóia e Niltinho Tristeza, a expectativa era grande. Afinal, era um samba-enredo com cara... de samba-enredo, sem o formato já marcheado de algumas composições, vide "Festa Profana" da União da Ilha.

E a Imperatriz não decepcionou. Com carros alegóricos enormes, deslumbrantes, o samba na ponta da língua dos componentes, a excelente performance da bateria e de Dominguinhos, auxiliado por Wantuir e Preto Jóia na avenida, a escola repetiu o que o Império Serrano fizera nos anos 80: de última no carnaval anterior ao título. Com 210 pontos somados, a Imperatriz venceu a Beija-Flor, que fizera o polêmico e midiático "Ratos e urubus..." com direito a Cristo mendigo - censurado pela Cúria Metropolitana.

Algo nos moldes do que a FIERJ fez hoje com o carro do Holocausto que a Viradouro apresentaria hoje...

Na torcida



O site Endurance Series soltou na noite deste sábado uma bomba e tanto: a Dener Motorsport, braço automobilístico da Stuttgart Sportcar, o importador oficial da Porsche no Brasil, é uma das concorrentes à vagas para as 24 Horas de Le Mans de 2008.

A concorrência não será fácil, pois são 25 veículos inscritos só na classe LMGT2 na qual está inserido o Porsche 997 GT3 RSR. Sete carros já estão pré-selecionados: quatro Ferraris (duas da Risi, uma da AF Corse e outra da BMS Scuderia Itália) e três Porsches (um de cada das equipes IMSA Performance, Team Felbermayr-Proton e Flying Lizard). Provavelmente, deste total de 25 competidores, o ACO vai selecionar 15 deles.

Para quem não sabe, a Dener Motorsport é participante assídua das Mil Milhas e em 2007 foi a única equipe totalmente brasileira a disputar a prova - uma iniciativa que chamou a atenção de ninguém menos que Norbert Singer, o homem por detrás do sucesso dos famosos protótipos Porsche 956 e 962, que ganharam tudo no lendário Grupo C do Mundial de Marcas. Além disso, já foram para Daytona e conquistaram um ótimo quarto lugar na classe GT2.

O Brasil já teve um trio de pilotos correndo juntos em Le Mans: Guaraná Menezes, Paulão Gomes e Marinho Amaral. Mas nunca uma equipe 100% brasileira, com pilotos, mecânicos e chefe de equipe - no caso o competentíssimo Dener Pires, auxiliado pelo irmão Douglas.

Fica então a partir de agora a nossa torcida para que esta inédita inscrição chame a atenção do Automóvel Clube do Oeste (ACO) e tenhamos a Dener Motorsport levando o verde-e-amarelo a uma das mais lendárias corridas da história do automobilismo mundial.

Barcelona, dia 2 - "Tiões" colocam Toro Rosso no topo

Arquibancadas lotadas em pleno sábado para os espanhóis verem o ídolo máximo do automobilismo treinando. Fernando Alonso é sinônimo de casa cheia mas, por enquanto, não tem traduzido o carinho e o apoio dos compatriotas em resultados. Talvez muito mais preocupado com a resistência do conjunto do que propriamente a velocidade do R28, Alonso foi o sexto mais rápido no combinado das sessões de manhã e de tarde, realizadas ontem.

E tal como a sexta-feira, que reservou como grande surpresa o quarto tempo de Fisichella com a Force India, outro carro com motor Ferrari brilhou em Barcelona: o STR2, com Sebastian Vettel e Sébastien Bourdais. Os "Tiões" da escuderia Toro Rosso fizeram os dois melhores tempos, com diferença de 0s1 entre eles (Vettel à frente) e o número de voltas deles foi quase o mesmo - 89 para o teutônico, 88 para o gaulês.

Nelson Ângelo Piquet, o único brasileiro presente nos testes no sábado, ficou em sétimo entre 14 pilotos. A Williams, ao fim das atividades, resolveu voltar para Grove e solucionar o grave problema de montagem da asa dianteira que provocou na sexta a batida do japonês Kazuki Nakajima.

Os testes têm prosseguimento neste domingo.

Tempos dos sábado:

1. Vettel / STR Ferrari - 1'21"679 (89 voltas)
2. Bourdais / STR Ferrari - 1'21"782 (88)
3. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"135 (80)
4. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'22"511 (70)
5. Kubica / BMW Sauber - 1'22"833 (90)
6. Alonso / Renault - 1'22"938 (115)
7. Piquet / Renault - 1'23"002 (115)
8. Heidfeld / BMW Sauber - 1'23"014 (75)
9. Webber / RBR Renault - 1'23"020 (94)
10. Coulthard / RBR Renault - 1'23"322 (85)
11. Rosberg / Williams Toyota - 1'23"347 (34)
12. Nakajima / Williams Toyota - 1'23"948 (40)
13. Button / Honda - 1'23"959 (58)
14. Liuzzi / Force India Ferrari - 1'24"263 (61)

Chega de "inhos"

Semana passada, foi Fred Sabino. Nesta é Alessandra Alves que deflagra uma campanha que eu apóio incondicionalmente: por favor, nada de chamar Nelson Ângelo Piquet de Nelsinho, seguindo a infeliz linhagem de diminutivos que grassaram no automobilismo brasileiro depois de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Brasileiro tem mania de achar carinhoso e bonitinho chamar todo mundo de "inho": Neguinho da Beija-Flor, Rubinho Barrichello, Ronaldinho, Ronaldinho Fenômeno, Felipe Massinha e et cetera... isto só para citar alguns exemplos.

Se queremos que o país volte a ter um campeão mundial capaz de devolver o status de celeiro de grandes talentos para o esporte a motor, que ele não seja chamado por diminutivos. O piloto da Renault já carrega consigo um sobrenome que por si só merece todo o nosso respeito. Afinal, são três títulos da primeira geração Piquet, que esperamos tenha seqüência a partir de 2008.

Ah... e há quem diga que Pedro Estácio, o quinto filho de Nelson, que já é kartista, faz misérias e é tido como melhor que seu irmão já presente na F-1.

Será?

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Barcelona, dia 1 - Hamilton e Alonso trocam "gentilezas"

Aqui no Brasil ninguém vai querer saber de trabalho - e eu por enquanto estou de férias - até a quarta-feira de cinzas, pois o carnaval chegou. Entretanto, lá na Espanha, onde Momo não é rei, a Fórmula 1 inicia mais uma bateria de treinos coletivos da pré-temporada de 2008.

E foi em Barcelona que Lewis Hamilton e Fernando Alonso soltaram o verbo como na segunda metade da temporada, onde a animosidade entre o jovem britânico e o bicampeão mundial aflorou claramente, em decorrência do tratamento diferenciado que a McLaren dava entre os dois - e que foi o estopim para a volta do espanhol à Renault.

Hamilton deu declarações que "aprendeu com Alonso como não se comportar dentro de uma equipe". Alonso respondeu na medalhinha. "Quanto menos falar sobre isso melhor. Ele não fez nada na Fórmula 1."

O clima belicoso fora da pista ficou de lado dentro dela, mas os espanhóis não devem ter gostado de ver exatamente o desafeto do bicampeão em primeiro. Lewis Hamilton virou em 1'22"263 na melhor de suas 82 voltas. Alonso completou 61 voltas no total e foi 0s6 mais lento que o vice-campeão de 2007.

Robert Kubica foi o terceiro mais rápido e a surpresa máxima foi a quarta posição de Giancarlo Fisichella, com o Force India - que nada mais é que o Spyker do ano passado, com outra pintura e patrocinadores. Heidfeld, com a outra BMW Sauber e Gary Paffett, piloto de testes da McLaren, fecharam os seis mais rápidos. Nelson Ângelo Piquet ficou em sétimo e Rubens Barrichello em décimo-quarto e penúltimo.

A Williams deixou os treinos durante o período da tarde, após o monumental acidente do japonês Kazuki Nakajima. O piloto saiu ileso, mas por prevenção, os testes foram encerrados. De acordo com um comunicado oficial, o que provocou a batida foi uma montagem errada da asa dianteira.

Os tempos da sexta:

1. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"263 (82)
2. Alonso / Renault - 1'22"889 (61)
3. Kubica / BMW Sauber - 1'22"983 (65)
4. Fisichella / Force India Ferrari - 1'23"015 (98)
5. Heidfeld / BMW Sauber - 1'23"270 (52)
6. Paffett / McLaren Mercedes - 1'23"349 (45)
7. Piquet / Renault - 1'23"367 (44)
8. Vettel / STR Ferrari - 1'23"387 (89)
9. Rosberg / Williams Toyota - 1'23"453 (12)
10. Coulthard / RBR Renault - 1'23"491 (60)
11. Webber / RBR Renault - 1'23"547 (52)
12. Bourdais / STR Ferrari - 1'23"836 (54)
13. Nakajima / Williams Toyota - 1'23"955 (35)
14. Barrichello / Honda - 1'24"125 (53)
15. Wurz / Honda - 1'26"975 (26)

Ai que saudades eu tenho... VI

Dando seqüência aos vídeos de carnavais de antigamente - mas nem tanto assim - uma homenagem a um dos mais criativos carnavalescos do Rio nos anos 70 e 80: Fernando Pinto.

Campeão em 1972 no Império com "Alô Alô Taí Carmem Miranda", ele marcou época na Mocidade Independente, com diversos enredos tendo como mote o Tropicalismo, já então um movimento devidamente detonado da história cultural do país - especialmente por força da ação dos militares que prenderam Gil e Caetano no fim de 1968.

Ele teve uma fugaz passagem pela Mangueira, onde fez o enredo "As mil e uma noites cariocas" e voltou para a Mocidade, onde chocou a avenida com o lendário carnaval do "Ziriguidum 2001", campeão de 1985.

Mas o vídeo de hoje não é deste desfile. E sim do último da carreira de Fernando Pinto, que ao bater com seu carro no início de 1988, acabou falecendo.

Com vocês, Mocidade Independente e "Tupinicópolis".

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Só falta um

A mais de dois meses do início do campeonato internacional da quarta temporada da GP2 Series, as vagas das treze equipes inscritas estão praticamente ocupadas.

Alguns nomes foram confirmados ao longo da semana: a Super Nova assinou com Roldán Rodriguez e com o português Álvaro Parente, campeão de 2007 da World Series. Giorgio Pantano, o mais experiente do lote, vai dividir a Racing Engineering com o espanhol Javier Villa. E Andy Soucek, já assinado com a DPR, trocou para a FMS International de Giancarlo Fisichella.

O espanhol será companheiro de equipe de Adrián Valles, porque a DPR teve parte de suas ações compradas pelo pai do belga Michael Herck, que assim será um dos pilotos em 2008.

Com apenas uma vaga restando, o panorama das equipes é o seguinte, lembrando que onze dos 25 pilotos confirmados são estreantes no campeonato:

iSport - Bruno Senna e Karum Chandhok

ART Grand Prix - Luca Filippi e Romain Grosjean

Campos Grand Prix - Vitaly Petrov e Ben Hanley

Super Nova - Roldán Rodriguez e Álvaro Parente

DAMS - Jerôme d'Ambrosio e Kamui Kobayashi

Racing Engineering - Javier Villa e Giorgio Pantano

Arden International - Sébastien Buemi e Yelmer Buurman

Durango - Davide Valsecchi e Alberto Valério

FMS International - Adrián Valles e Andy Soucek

Trident Racing - Mike Conway e Ho Pin Tung

Piquet Sports / GP Racing - Andreas Züber e Pastor Maldonado

DPR - Michael Herck e piloto a definir

BCN Competición - Paolo Nocera e Milos Pavlovic