terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Adiós, El Comandante



O que já era mais ou menos esperado, aconteceu nesta terça-feira, 19 de fevereiro.

A partir desta data, mais uma página da história é virada: Fidel Castro renunciou ao cargo de presidente de Cuba. Foram 46 anos de poder exercido por um dos homens mais emblemáticos da política em todos os tempos, inimigo mortal dos EUA e "camarada" de presidentes de países comunistas, socialistas, do Lula e do Hugo Chávez.

Com a saúde abalada pelo que parece ser um tumor no intestino, ele agora passa os plenos poderes que tinha ao irmão, Raúl Castro, que já era há mais de um ano o presidente interino do país.

Tido como "único mito vivo da humanidade" pelo presidente Lula, Fidel teve como mérito melhorar a qualidade de vida de uma nação incrustada no arquipélago caribenho, mas pecou por cercear a democracia a partir do momento da derrubada de Fulgencio Baptista - que fora uma ditadura repressiva e extremamente corrupta.

Potência esportiva conhecidíssima no olimpismo, Cuba possui números bastante interessantes que atestam seu desenvolvimento. Segundo a ONU, em 2003, a mortalidade infantil de Cuba era de 6,2 habitantes para cada 1000 (no Brasil, o índice era de 28,6 por 1000). Dados da Unesco em 2002 relatavam que 98% das residências cubanas possuíam instalações sanitárias adequadas (contra 75% das brasileiras).

Em 2006, Cuba obteve a 50ª colocação no ranking de IDH, situada entre os países de alto desenvolvimento humano (o Brasil é o 69º). A mesma pesquisa colocava o índice de analfabetismo cubano em 0,02% da população (no Brasil, a taxa era de 13,7%).

A CIA, central de inteligência americana, que organiza o "World Fact Book", um levantamento anual de dados sobre os países do mundo, estimava em 1,9% o desemprego em Cuba. No Brasil, segundo a mesma fonte, o índice era de 9,6% no ano passado. Ainda de acordo com o "World Fact Book", a expectativa de vida ao nascer na ilha era de 77,41 anos -contra uma esperança de 71,9 anos no Brasil.

Num trecho de sua carta-renúncia, Fidel reitera que não voltará ao poder. E cita o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer: "é preciso ser conseqüente até o final".

"Não me despeço de vocês. Desejo apenas lutar como um soldado das idéias. Continuarei a escrever sob o título 'Reflexões do companheiro Fidel'. Será mais uma arma do arsenal com o qual se poderá contar. Talvez minha voz seja ouvida. Serei cuidadoso".
(Fidel Castro)

3 comentários:

r/t disse...

Repito o que disse em outros blogs:

Melhor ele deixando uma Nação educada e com saúde, do que um lixo, uma escória como fhc, eleito pela "democracia" e que só mal gerou a Nação da qual foi presidente

Algusn erros e absurdos exitiram, mas o que fica é uma Nação que embora cerceada de algumas formas, tem saude, empregos e condições saudaveis de existencia, coisa que não ocorre em 90 % das Nações Latino americanas, até mesmoa qui no BR, onde mata se e morre se por um relogio, telefone movel ou roupa da "moda"

Que sirva de exemplo para outras Nações, e principalmente aos pednates que vem nos blogs afora vomitarem impropérios e ofensas a quem não compartilha da medciocre existencia deles

Alan disse...

Pactuo integralmente com a capa da Veja. vai tarde! A diferença é que me identifico, sem me esconder atrás de pseudônimos. Tem que ser muito cego para dar algum crédito a um ditador que ainda utiliza a tortura, cerceamento à liberdade de expressão e prisão política.

Alan disse...

Ah, para finalizar, esqueci de um pitaco final. Quem está elogiando o regime já foi a Cuba? Eu já fui e digo-lhes que não é bem assim como os filhotes do comunismo insistem em dizer que é. Vai lá. Passa um ano morando como um cidadão local. Depois me diz se é assim mesmo esta maravilha. Uma coisa é certa, nunca vi ninguém fugindo desesperadamente numa balsa para lá.