sábado, 11 de fevereiro de 2006


Brincadeira isso hein?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Cosworth: a provável surpresa da F-1 2006

Quando foi anunciada a volta dos motores V-8 à Fórmula 1 dentro do novo regulamento imposto pela FIA, que diminuiu também a cilindrada para 2,4 litros, falei pra mim mesmo... "o Cosworth vai ser a grande surpresa da temporada 2006".

Pensei nisso me baseando no histórico deles no automobilismo, porque a empresa entrou na categoria para fazer um motor em 1967. O projeto de Mike Costin e Keith Duckworth, que morreu ano passado, foi encampado pela Ford. A empresa americana do logotipo oval de fundo azul emprestaria seu prestígio à empreitada.

O resultado da estréia foi arrebatador. Pole position e vitória no GP da Holanda em Zandvoort, com o escocês Jim Clark. Daí em diante, o que se viu foi uma sucessão de triunfos e títulos. A Ford se consagrou no mercado mundial de automóveis, a Cosworth gerou muita receita e dezenas de construtores pequenos - os chamados garagistas - surgiram na esteira do sucesso dos motores. E todos pagaram tributo à Cosworth.

Entretanto, a Era Turbo enterrou por dois anos os V-8, que ressurgiram em 87, voltando a sumir completamente do mapa em 94. Desde então, a Cosworth e a Ford não produziram mais motores com esta configuração para a categoria máxima do automobilismo.

Pelo menos até 2006.

Em transição para o ano que vem, quando apostará num contrato já assinado com a Toyota, a Williams apostou nos motores Cosworth como uma opção simples, eficaz e barata - até porque grande parte dos patrocinadores da outrora poderosa equipe inglesa foram embora.

As más línguas não esperaram os testes começarem direito e profetizaram um ano tenebroso para Frank, Patrick Head, Sam Michael e seus pilotos - Mark Webber e o estreante alemão Nico Rosberg, filho do campeão de 82 Keke Rosberg.

Mas, já dizia o filósofo contemporâneo... "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". E mesmo sem um grande investimento, a Williams provou que a aposta foi certa. O novo motor Cosworth está entre os mais rápidos e mais confiáveis da pré-temporada.

Já foi elogiado por dirigentes da Honda e agora ganhou a admiração do atual campeão do mundo.

O espanhol Fernando Alonso entra na roda e faz seu comentário, sem meias palavras. "Eles estão muito bem. No paddock, todos comentam que o motor deles é o mais rápido."

Para bom entendedor, meia palavra basta. Williams-Cosworth, candidatíssimos à grande surpresa da Fórmula 1 em 2006. Podem escrever aí.

Reféns do medo

Nesta minha mesma incursão ao Centro da Cidade, notei um fato muito triste.

Em todos, eu disse TODOS os jornais, estava a foto do ator Marcos Palmeira, em cores, estampada na primeira página.

Não foi por um prêmio conquistado por ele em sua carreira. E sim porque ele, a namorada e sua família foram vítimas da violência que, a cada dia mais, assusta e assola o Rio de Janeiro.

O pai de Palmeira é o cineasta Zelito Viana, irmão do humorista Chico Anysio. Ele e Vera, mãe do ator, voltaram anteontem de Paris e foram recebidos calorosamente por Marcos e pela namorada deste, a diretora de TV Amora Mautner, que trabalha com a minissérie JK.

A janta terminara já de madrugada, quando a casa de Zelito foi invadida por um bando de quatro homens armados. Dois entraram na residência e os outros davam cobertura do lado de fora. Não satisfeitos em roubar relógios, celulares, dinheiro em real e dólar, um casaco, um tapete, caixas de vinho e champagne e até um quadro com a foto do renomado Sebastião Salgado, partiram para a violência psicológica e física.

Um dos bandidos, agrediu Palmeira com uma coronhada abaixo do olho esquerdo. Zelito também foi machucado. Todos foram amarrados com gravatas nos pés e nas mãos. Momentos de terror que já fizeram Zelito Viana pensar em se mudar da casa onde vive há 25 anos.

"Acho que ainda temos que enfrentar essa situação", comentou Vera de Paula.

COMO ENFRENTAR ISSO, MEU DEUS NOSSO SENHOR?

De que forma, se governantes e polícia são omissos diante da interferência constante e diária do poder paralelo?

O Rio de Janeiro ainda é maravilhoso, uma cidade como poucas no mundo inteiro. Mas está abandonado à sua própria sorte e culpa disso é da própria população, que a cada eleição coloca no poder as pessoas mais incapacitadas possíveis para cargos de suma relevância.

Não podemos nos calar!

Mas, enquanto isso, todos nós, eu, você e toda a população carioca, somos reféns do medo.

O Canto de Um Povo

Aproveitei a manhã desta sexta-feira para resolver um problema particular e, antes de fazê-lo, passei na Livraria Saraiva para comprar um livro sobre Copa do Mundo e outro sobre JK (brevemente alvo de futuros tópicos). E me deparei com uma edição especial, luxuosíssima, CD e DVD do Festival Phono 73, realizado em três noites de maio daquele ano, em São Paulo. Nem vi preço. Comprei no ato.

Iniciativa do irrequieto francês André Midani e seus assessores da Philips, o Phono 73 foi um festival sem prêmios - um contraponto com a bateria de espetáculos deprimentes que começara em 67 no Festival da Record e que pouco a pouco excluiu os principais artistas da MPB desse tipo de evento.

A Philips se orgulhava de possuir a "seleção nacional da música". Excetuando-se Milton Nascimento, da EMI e Roberto Carlos, artista da CBS. Mas na gravadora de Midani, batiam ponto ninguém menos que Elis Regina, Ivan Lins, Tim Maia, Toquinho e Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Jorge Ben, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Luiz Melodia, Erasmo Carlos, Sérgio Sampaio, Raul Seixas, Wilson Simonal, Chico Buarque, MPB-4, Fagner, Mutantes, Rita Lee, Nara Leão e muitos outros.

A proposta do Phono 73 era audaciosa, embora fruto de uma jogada de marketing da Philips justamente para fazer de seu cast o mais representativo de nossa música. Unir artistas de estilos musicais opostos para duetos inéditos e apresentar os trabalhos de outros que não eram tão populares quanto a maioria dos acima citados.

O lugar escolhido para o evento fora o recém-inaugurado Palácio das Convenções do Anhembi - 3.500 lugares absolutamente lotados em cada um dos três dias do evento.

O que pode ser ouvido (e agora visto, porque foram reunidos 35 minutos em imagens inéditas filmadas por Guga de Oliveira, num DVD) neste relançamento da Universal Music é um momento bárbaro da MPB, ainda que incompleto.

O Brasil vivia tempos de repressão intensa e a cultura infelizmente fora atingida em cheio. Diversos de nossos cantores, engajados na oposição aos militares, tiveram que experimentar as agruras do exílio. E Midani, disposto a fazer da Philips a maior gravadora do Brasil, lhes estendeu a mão, ajudando-os a voltar.

Em vários momentos, o Anhembi foi um barril de pólvora. Elis Regina sentiu na pele as conseqüências de sua participação na Olimpíada do Exército. Foi acusada injustamente de traição e execrada por Henfil, que a colocou no temido "Cemitério dos Mortos-Vivos" do tablóide de oposição Pasquim.

Tensa, a Pimentinha foi cantar "Cabaré", de João Bosco e Aldyr Blanc, e ao adentrar o palco foi recebida pela platéia com uma salva de vaias. Caetano Veloso tomou as dores da gaúcha e desafiou a platéia no ato. "Respeitem a maior cantora do Brasil!", disse o baiano.

Caetano, como sempre pilhadíssimo, também defendeu a inacreditável parceria com Odair José, um ícone da brega-music, com quem dividiu "Eu Vou Tirar Você Desse Lugar", canção homenageando as prostitutas. Foi vaiado inapelavelmente e, na sua apresentação individual, deixou a platéia ainda mais irritada com uma versão quilométrica de "A Volta da Asa Branca".

Ele ainda soltaria duas de suas muitas pérolas: chamaria o festival de Caphono73 (sic) e em razão das vaias recebidas quando do dueto com Odair José, foi impiedoso ao dizer que "não existe nada mais Z do que a classe A".

Mas o momento mais polêmico e mais falado até hoje aconteceu quando Gilberto Gil e Chico Buarque, noutro dueto inédito, entraram para cantar "Cálice". Cantar não é bem o termo. O baiano proferia onomatopéias sem sentido e em meio à balbúrdia, Chico só falava a palavra Cálice (Cale-se, sacaram?). Os censores foram imediatamente para onde estava o técnico de som e mandaram cortar o microfone.

Visivelmente puto, Chico grita "MEU SOM!" e insere um "Arroz à grega", provocando aplausos da platéia. O compositor ainda consegue cantar a estrofe "Afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue", antes de ter o som novamente cortado. O MPB-4 tenta ajudar trocando os microfones, mas os censores são implacáveis e Chico, frustrado, desabafa dizendo que "não queria mais aporrinhação, já que ele não poderia cantar Cálice e nem Anna de Amsterdam".

Como resultado, ele inicia uma furiosa versão de "Cotidiano" e fecha sua apresentação com um raríssimo roquenról (como ele pronuncia) de seu repertório - "Baioque". Enquanto encerra a canção, Chico solta um 'censura filha da puta' - não captado pelo microfone - e é ovacionado pelo Anhembi lotado.

Outras apresentações lendárias são do Maluco Beleza Raul Seixas, arrebentando em "Let Me Sing, Let Me Sing", "Loteria de Babilônia" e "As Minas do Rei Salomão". Em nítida provocação, Raulzito pinta no próprio corpo, com tinta carmim, o símbolo da Sociedade Alternativa e ainda brada "Está lançada aqui a semente de uma nova idade! É preciso gritar e cantar rock!" O baiano previu em 73 o que aconteceria por aqui apenas em 82.

Sérgio Sampaio, autor e cantor da sensacional "Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua", não deixa por menos em sua apresentação. Rebola provocativamente, simulando uma penetração e falando seguidas vezes o verbo "botar". Num país como o Brasil de 73, nada mais sexual e burlesco.

Mas os grandes vitoriosos - se é que pode dizer isso - foram Jorge Ben, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Os dois primeiros arrebentaram numa jam session que contou com a participação maciça dos outros artistas e que seria repetida em outro episódio (do qual vocês saberão brevemente).

Gal e Bethânia mandaram muito bem individualmente - a primeira ganhou a platéia com uma versão para "Trem das Onze" e Bethânia mostrou sua potência vocal costumeira. Convidadas para cantar juntas a belíssima "Oração de Mãe Menininha", de Dorival Caymmi, aceitaram sem pestanejar e surpreenderam a platéia quando, ao fim da música, beijaram-se na boca.

Ficou com vontade de comprar esta edição especial de Phono 73? Se eu fosse você, não perderia a chance de conhecer aquele que, no manifesto que fazia parte do encarte do primeiro lançamento do festival ainda em vinil, dizia que aquele era O Canto de Um Povo.

John Paul Jones: o Led subestimado

Há pouco mais de um mês, no dia 3 de janeiro precisamente, John Paul Jones completou 60 anos. Para quem não sabe, este homem nascido na Inglaterra com o nome de batismo de John Baldwin, foi baixista e tecladista do Led Zeppelin, um mito do rock and roll.

John Paul, cujo nome artístico foi sugestão de Andrew Loog Oldham, teve influências diretas na família. O pai era pianista e a mãe também estava envolvida no meio musical. E em 1961, ainda adolescente, tocou numa banda de jazz-rock chamada Jet Blacks. Quando atingiu 18 anos de idade, tornou-se figurinha fácil e músico requisitadíssimo de estúdio por artistas do calibre de Rolling Stones, Donovan, Cat Stevens, Jeff Beck, entre muitos outros.

Em 1968, quando Chris Dreja decidiu abandonar a carreira de baixista para se dedicar à fotografia, Jimmy Page, que já o conhecia, chamou John Paul para se juntar a eles num grupo que se chamaria New Yardbirds - que por sugestão direta do baterista Keith Moon, acabou rebatizado Led Zeppelin. O motivo? O som do grupo era pesado, tanto quanto um dirigível (zeppelin) de chumbo (led).

E por mais que a guitarra de Jimmy Page gritasse altíssima, Robert Plant exagerasse nas firulas vocais e John Bonham botasse pra quebrar com sua bateria, ainda havia John Paul Jones. Discreto e classudo.

A ponto de só "viajar" quando o assunto era um só - a música "No Quarter". Este era o palco perfeito para os improvisos do baixista / tecladista, incluindo enxertos de Rachmaninoff e até trechos de "Amazing Grace", tornando-a irreconhecível e com quase meia hora de duração.

Desde 1980, com o fim do Led Zeppelin em razão da morte do baterista John Bonham, John Paul continou requisitado para colaborar com os trabalhos de diversos artistas - variando do REM até os industriais Butthole Surfers e La Fura Dels Baus.

Eclético, gravou cinco discos solo, um deles com a cantora grega erudita Diamanda Galás, chamado "The Sporting Life". Uma das faixas, aliás, entrou na trilha sonora do filme Assassinos Por Natureza, de Oliver Stone.

O pior é que nem mesmo todo esse cartel conseguiu fazer com que Robert Plant e Jimmy Page lembrassem do talento de JPJ quando eles lançaram a turnê do álbum "No Quarter Un Led Ed", que chegou ao Brasil em 1996 via o festival Hollywood Rock.

Muito se diz acerca dessa história, sempre sem os fatos como eles realmente são. Dizem que Plant e Page não pensaram na participação de John Paul porque assim evitariam rumores sobre um possível retorno do Zeppelin - muito embora eles tenham se reunido quando o grupo foi indicado em 95 para o Hall da Fama do Rock and Roll.

JPJ teria aproveitado a ocasião da jam session do grupo para sabotar os solos que fazia, principalmente na melhor parte. Isso talvez tenha deixado Page irritado e dizem que foi ele quem vetou a participação do baixista nesse trabalho que desenvolveu com Robert Plant.

Marginalizado e subestimado. Este é John Paul Jones, um monstro do baixo que o rock and roll graças a Deus nos pôde ofertar.

Enxergando o futuro

Graças à cortesia de um amigo meu, eis uma imagem que diz muito a respeito do que poderá ser a experiência de Rubens Barrichello na Honda em 2006. Reparem no que está escrito no aerofólio...


É... se as quebras acontecerem agora, não tem problema. Depois é que vai ser duro de aturar o rosário de reclamações e a choradeira do piloto brasileiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

A volta por cima de Eric Clapton

Quem vê o guitarrista Eric Clapton, hoje aos 60 anos de idade, muito bem-sucedido financeira e musicalmente, com passagens brilhantes por grupos como Yardbirds, John Mayall's Bluesbreakers, Cream, Derek And The Dominos e Blind Faith, de repente não faz idéia do quanto este homem passou por todo tipo de situação em sua vida.

Refiro-me principalmente ao período mais nebuloso que ele viveu entre 1970 e 1973. Saído de um disco solo de estréia maravilhoso (auto-intitulado), com músicas do calibre de "Blues Power", "Bottle of Red Wine" "Let It Rain" e "After Midnight", Clapton tinha um grande dilema pela frente: sua paixão por Patti Boyd, esposa de George Harrison, grande amigo pessoal do guitarrista.

Foi para ela que Clapton fez as músicas de "Layla and Other Assorted Love Songs", um dos discos mais arrebatadores do rock and roll e do blues em todos os tempos. Sob o nome fantasia de Derek And The Dominos, EC deu show ao lado de Duane Allman, Carl Radle, Bobby Whitlock, Jim Gordon e outras feras. Um disco que está entre os melhores da história, uma autêntica obra-prima.

Entre encarar a impossibilidade de sua paixão por Patti Boyd e a carreira, Clapton resolveu afundar-se num mar de drogas. A heroína foi a sua companheira por pelo menos dois anos e a dependência esteve próximo de levar o músico à morte.

A guitarra companheira de guerra voltaria a redimi-lo. Em agosto de 1971, ainda sob efeito da droga, ele fez uma aparição no Concerto para Bangladesh. Porém, o melhor ainda estaria por vir.



Treze de janeiro de 1973. No teatro Rainbow, em Londres, Pete Townshend, em plena forma com o The Who, reúne um supertime de músicos - Ron Wood (então no Faces, de Rod Stewart), Rick Grech, Stevie Winwood e Jim Capaldi (Traffic), Jimmy Karstein e Rebop - além dele próprio, claro, para o triunfal show da volta que todos queriam definitiva de Eric Clapton à música.

O show por si só é soberbo, apesar da má vontade dos críticos, que consideraram a performance de EC mediana, porque ele não tocava havia quase dois anos. Clapton responde exorcizando os fantasmas do passado logo com "Layla" e a partir daí o que se ouve são interpretações inspiradíssimas dele e também de Stevie Winwood, o menino-prodígio do Traffic, convidado a cantar em "Pearly Queen" e "Presence Of The Lord".

O restante do repertório reúne as composições de Clapton no Cream - "Badge", no Derek And The Dominos - a chorosa "Bell Bottom Blues", "Key To The Highway"e "Tell The Truth", as do primeiro disco (aquelas mesmas já citadas anteriormente) e covers de Jimi Hendrix - "Little Wing" e Robert Johnson - a lendária "Crossroads", que narra a história do pacto do blueseiro com o diabo, feito numa encruzilhada à meia-noite, justamente quando o timaço que se reuniu no show do Rainbow Theatre começou a executar a canção.

Daí para diante, o resto é história. O certo é que, after midnight, de 14 de janeiro em diante, a vida, a história e carreira de Eric Patrick Clapton jamais voltariam a ser as mesmas.



Que país é esse? Que país é esse?

Não, não estou cantarolando o clássico do Aborto Elétrico, seminal banda punk de Brasília que originou a Legião Urbana.

Estou é indignado com o que acabo de ler na primeira página do site do IG.

Graças à uma articulação política entre, quem diria, PT, PFL e PSDB, o Conselho de Ética absolveu o líder do PP, Pedro Henry, do processo de cassação por falta de decoro parlamentar.

Mas o processo não está encerrado. Apenas houve a derrota do relatório do deputado Orlando Fantazzini, do P-SOL. Agora, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) fará a defesa de Pedro Henry em plenário.

Saiba quem foram os deputados que votaram para que mais uma pizza fosse entregue quentinha do forno chamado Congresso Nacional, além do próprio Sampaio:

Jairo Carneiro (PFL-BA)
Edmar Moreira (PFL-MG)
Fernando de Fabinho (PFL-BA)
Ângela Guadagnin (PT-SP)
Benedito de Lyra (PP-AL)
Sandes Jr. (PP-GO)
Bosco Costa (PSDB-SE)
Josias Quintal (PSB-RJ)

CEM, o pândego!

Inacreditável, mas o prefeito CEM demonstra não ter um mínimo de vergonha na cara. Olha só a conversa fiada dele quanto à uma possível corrida de Fórmula 1 no Rio de Janeiro. Que cara-de-pau...

César Maia, prefeito do Rio de Janeiro, anunciou nesta quinta-feira (9) que a cidade se candidatou a ocupar a vaga do GP da Bélgica da temporada 2006 de Fórmula 1.

A prova em Spa-Francorchamps deste ano foi cancelada oficialmente pela FIA na última quarta-feira (8).Em uma entrevista coletiva, Maia disse que soube do cancelamento do GP da Bélgica e colocou a prefeitura do Rio de Janeiro à disposição para realizar a prova.

"Se vai ser aceito ou não é outra questão", disse, revelando que os dirigentes da FIA conhecem o interesse da cidade em receber a prova no mês de setembro deste ano.No entanto, Maia não informou como a cidade realizaria o GP já que a prefeitura pretende fechar o único autódromo homologado pela FIA, em Jacarepaguá, até o fim do mês.

No local, está projetada a construção de um ginásio poliesportivo e de um parque aquático para o Pan-2007.

Aí, atenta a tudo, a CBA deu uma "tunda" em CEM.

A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) garante que o Rio de Janeiro não tem a menor chance de sediar uma prova do Mundial de Fórmula 1 neste ano.

Nesta quinta-feira, o prefeito do Rio Cesar Maia, surpreendeu ao afirmar que a cidade se ofereceu para receber o GP que seria na Bélgica mas acabou cancelado na quarta-feira.

Segundo o presidente da CBA, Paulo Scaglione, por culpa da prefeitura do Rio, a pista do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá (zona oeste do Rio), não tem a licença necessária para realizar uma prova da F-1. Com isso, a chance de sediar um GP não existe.

- Não há chance de haver prova no Rio. Por causa da própria prefeitura do Rio, que em 2001 impediu que um inspetor da FIA vistoriasse o autódromo, a pista de Jacarepaguá não tem licença da federação internacional – afirmou o dirigente.

Segundo Scaglione, a pista do Autódromo Nelson Piquet é homologada pela Federação Internacional de Automobilismo, mas para sediar uma prova da F-1 ela teria que ser vistoriada no ano anterior ao do campeonato em disputa. E essa vistoria não ocorreu em 2005.

O presidente da CBA desconsiderou a declaração de Cesar Maia. Ele lembrou que o GP da Bélgica não será realizado justamente porque a pista de Spa precisava de muitas melhorias. E que o Autódromo Nelson Piquet teria que passar por muitas reformas.

- Não fico mais surpreso com o que ele diz. Não dá para entender. Ele vai reformar o autódromo para fazer a corrida ? E ainda tem as obras do Pan que a prefeitura anuncia para este mês – disse o presidente da CBA.

Já foram licitados dois consórcios para a construção de um parque aquático e um ginásio poliesportivo dentro do autódromo para o Pan-Americano de 2007.

Rodando o baiano

Num Brasil onde a TV ainda engatinhava e a produção cultural era farta, os Festivais da Música Popular atingiram seu auge na segunda metade dos anos 60.
Grandes músicas como "A Banda", "Disparada", "Ponteio", "Alegria Alegria", "Caminhante Noturno" e "Domingo No Parque" começaram sua trajetória nos festivais e passaram aos discos, ajudando a alavancar a carreira de seus intérpretes e autores.
Mas nem tudo foram flores nessa época onde os artistas se respeitavam, mas a torcida era francamente dividida. E exagerada.
Em 1967, ano da vitória de "Ponteio" diante de uma fortíssima concorrência, o cantor Sérgio Ricardo sentiu na pele a fúria da platéia. Ele inscreveu e classificou para a final o samba "Beto Bom de Bola", que contava a história de um jogador de futebol explorado.
Mas a maioria da platéia, desde as eliminatórias, detestou a música. E vaiava. Vaiava alto.
Para piorar, alguns aplausos se misturaram e Sérgio Ricardo sequer ouvia a introdução da música pela orquestra pra começar a tocar seu violão. Tentou, desesperado, começar à capella e não conseguiu. Vencido pela fúria do auditório, o cantor surpreendeu. Pegou seu violão e o destruiu completamente.
"Vocês ganharam! Vocês ganharam! Isso é coisa mesmo de país subdesenvolvido! Vocês são uns animais!", bradou.
Isso acabou virando fichinha depois do que viria em 1968, o ano que não terminou.
A culpa foi de Geraldo Vandré, que fracassara com "Ventania" na edição anterior do Festival da Record e dispensou o elaborado arranjo de orquestra, para cantar sozinho, só com violão, a sua "Pra Não Dizer Que Falei de Flores". Vandré arrebatou a platéia, que cantou com ele em uníssono, fazendo da música a grande sensação das eliminatórias.
Pior para quem tinha propostas ainda mais ousadas. Caetano Veloso foi para a "arena de combate" acompanhado dos Mutantes para cantar "É proibido proibir". Imagine só o impacto de uma música que se apropriava do slogan do movimento estudantil francês e um grupo que a executava com guitarras gritando, e vestindo roupas de plástico...
A platéia, praticamente toda de oposição, não queria ver aquilo. E vaiava estrepitosamente. Caetano e os Mutantes iniciaram a execução da música sem grandes problemas, apesar da vaia, até entrar um hippie americano, que berrou no microfone e foi 'saudado' com uma torrente de epítetos pela platéia. Choveram ovos e tomates no palco do TUCA e aí Caetano, indignado, iniciou um discurso dos mais surpreendentes que um artista poderia fazer - principalmente contra uma platéia que não o poupou da vaia em nenhum momento.
Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?
Vocês têm coragem de aplaudir este ano uma música... um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado!
São a mesma juventude que vai sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem
Vocês não estão entendendo nada...
Nada... Nada... Absolutamente nada!
Hoje não tem Fernando Pessoa. Eu hoje vim dizer aqui que quem teve coragem de assumir a estrutura de festival, não com medo do senhor Chico de Assis, mas com a coragem... quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê-la explodir... foi Gilberto Gil... e fui eu! Não foi ninguém! Foi Gilberto Gil e fui eu!
Vocês estão por fora! Vocês não vão vencer!
Que juventude é essa... que juventude é essa...
Vocês jamais não serão ninguém
Vocês são iguais sabe a quem? Vocês são iguais sabe a quem?
(tem som no microfone?)
Vocês são iguais sabe a quem?
Àqueles que foram na "Roda-Viva" e espancaram os atores
Vocês não diferem em nada deles... vocês não diferem em nada
E por falar nisso... viva Cacilda Becker! Viva Cacilda Becker!
O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira achando que ela é americana
Mas eu e Gil abrimos o caminho e o que é que vocês querem?
Eu vim aqui para acabar com isso. Eu quero dizer ao júri: me desclassifique! Eu não tenho nada a ver com isso... nada a ver com isso.
Gilberto Gil... Gilberto Gil está aqui comigo para nós acabarmos com o festival e com toda a imbecilidade que reina no Brasil. Para acabarmos com tudo isso de uma vez.
Nós só entramos em festival para isso. Não fingimos aqui e desconhecemos o que seja o festival não.
Ninguém nunca me ouviu falar assim... entendeu? Só queria dizer isso baby... sabe como é?
Nós, eu e ele, tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês... se vocês em política forem como são em estética estamos feitos.
Me desclassifiquem junto com Gil, junto com ele. Tá entendendo?
E quanto a vocês...
O júri é muito simpático, mas é incompetente. Deus está solto!

Chorem, galáticos...


Olha só a cara de babaca do David Beckham enquanto a torcida e os jogadores do Zaragoza comemoravam a acachapante vitória sobre os galáticos do Real Madrid...

Você tem pena? Pois eu não tenho, nenhuma...

Ministro ganha prêmio


É amigos, não estou vendo o Grammy.

Mas pela internet, acabo de saber que o Ministro da Cultura Gilberto Gil faz jus ao prêmio de Melhor Álbum na categoria "World Music" pelo trabalho "Eletroacústico".

É o segundo prêmio dele na mesma categoria, pois há oito anos atrás, ele venceu com o disco "Quanta", de sua turnê ao vivo.

E na categoria de "Melhor Álbum de Rock", Bono e companhia limitada detonaram Stones, Neil Young, Foo Fighters e Coldplay, levando o prêmio. Na foto abaixo, o guitarrista The Edge agradece o sexto prêmio conquistado pelo U2 no Grammy.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Histórias de porres - parte III

Vamos à mais uma historinha de bêbados, porque afinal, sempre tem mais de um trançando as pernas e pagando mico.

Esta foi num dos últimos, se não me engano, no último trote de calouros na UFRJ onde bebi cerveja às custas deles.

Meses antes, eu tinha conhecido uma menina, cheia de mistérios, aluna do curso de Radialismo e filha de um repórter do Esporte em O Globo. A gente namorou, coisa e tal. Mas ela mesma cortou o mal pela raiz (coisa corriqueira na época) e me dispensou.

Isso quando acontece é uma merda mas, como sempre, não vem ao caso.

Então estávamos nós, a rapaziada em peso, atacando nas cervejas quando, do nada, aparece a lourinha. Sorridente e feliz, ela vem e me abraça. "Oiiiiiiiii... tudo bem?"

Faço de conta que vou buscar cerveja e vou conversar com um camarada de longa data: "Cara, olha só o que tá acontecendo..." E ele aconselhou imediatamente: "Vai fundo."

Mas fui buscar cerva e não é que a menina veio beber comigo?

O clima esquentou, a temperatura subiu e de repente eu e ela estávamos nos beijando, coisa que jamais imaginei que fosse acontecer. Além dela, eu só tinha "ficado" com outras duas ex-namoradas - o que pra mim sempre foi muito desconfortável.

Você está pensando o seguinte... onde é que entram os bebuns nessa história?

Não entram vários, mas um em especial. Um camarada que estava feliz pra cacete porque, depois de anos e algumas tentativas frustradas, deixava de ser árvore para engatar um namoro que acabou virando casamento.

A musa do nosso amigo estava a dezenas de quilômetros de distância. E ele exagerou... tomou literalmente "um porre de felicidade". E enquanto a animação rolava solta e uma chuva fina típica do verão carioca caía sobre nossas cabeças, ele perdeu a linha.

Nosso amigo quis fazer pipi e de repente, cantarolando a horrenda letra do funk "Capetas de Magé", botou o bilau pra fora pra todo mundo ver. Muita gente se assustou, mas a maioria achou muita graça.

Compreensível. Num "porre de felicidade", todo mico é perdoado.

Ah... a lourinha? Nunca mais nos falamos. Ela me queria como regra três (o popular estepe) e eu, claro, recusei.

A nova dor de cabeça do Rubinho

É... não é mole não.
Quando a gente achava que o Rubens Barrichello ia tomar jeito na vida, eis que ele assina com a Honda pra levar ferro do Jenson Button!
Pelo menos tem sido assim na maioria dos testes da pré-temporada da Fórmula 1.
Como se já não bastassem os anos de submissão e humilhação perante a Ferrari e o alemão Michael Schumacher, o brasileiro agora tem que enfrentar mais esta.
Parece que já tem uma velha conhecida de Barrichello rondando a sua cabeça...

Realeza perdida

A foto acima está no site do jornal esportivo AS, da Espanha.
E retrata a humilhação a que o Real Zaragoza submeteu nesta quarta-feira o todo-poderoso e badalado Real Madrid, na primeira partida das semifinais da Copa do Rei de Espanha.
Os verdugos dos galáticos foram o argentino Diego Milito, autor de quatro gols e o brasileiro Ewerthon, que fechou o caixão madrilenho.
A goleada por 6 x 1 praticamente coloca o Zaragoza com um pé e meio na decisão da competição que classifica automaticamente o seu vencedor para a Copa da UEFA do ano seguinte - e isso não depende da divisão à qual pertença o clube campeão. Tanto faz se ele for das divisões B ou C do Campeonato Espanhol.
É espantoso ver como um elenco recheado de estrelas como esse do Real consegue fazer o clube passar por tantos vexames. Essa mesma diretoria que demitiu Vanderlei Luxemburgo sem dar chance ao treinador brasileiro para desenvolver um trabalho a longo prazo, abre os cofres pra trazer jogadores "de nome" a rodo, ano após ano. E os fracassos se acumulam.
De que adianta ao Real manter no mesmo elenco Zidane, Ronaldo, Robinho, Júlio Baptista, Beckham, Roberto Carlos, Cassano e Raúl se os resultados não vêm? Na minha concepção, o calcanhar de aquiles dos madridistas é um só: a defesa.
Michel Salgado é um lateral limitadíssimo. Sérgio Ramos e Helguera formam uma patética dupla de zaga. E Roberto Carlos, que deveria ser o líder da retaguarda, deve estar pensando em comprar mais um Rolex para exibir no Brasil e dizer que "vale dois apartamentos".
Sem proteção atrás, o time vira presa fácil para adversários com um bom esquema tático, de jogadores aplicados e outros com talento. O Zaragoza, nesta quarta, teve quatro personagens decisivos: além dos artilheiros Milito e Ewerthon, Albert Celades, ex-Real, jogou tremendamente bem, assim como Cani.
Hoje o estádio La Romareda explodiu de júblio seis vezes. E não é qualquer time que dá uma piaba no Real como esta. Aliás, o Zaragoza desclassificou da mesma Copa do Rei de Espanha o melhor time do país, o Barcelona, goleando os blaugranas por 4 x 2 no primeiro jogo. Perderam por 2 x 1 no Camp Nou e se classificaram pelo saldo de gols.
Agora, diante de tanta babação de ovo da imprensa brasileira pra cima do Real, quero ver o que é que os "especialistas" vão falar diante dos fatos que saltam bem aos nossos olhos.

Elis Regina - a maior

Ela era baixinha. Atrevida. Brigava como ninguém. Apaixonante. Apaixonada. E principalmente, desculpem a sinceridade da expressão, uma puta cantora.

Esta é Elis Regina Carvalho Costa, a maior intérprete da nossa música brasileira, nascida pobre em Porto Alegre, filha de uma dona de casa e de um vidraceiro e que, com 18 anos, veio tentar a sorte no eixo Rio-São Paulo depois de participar, ainda criança, de um programa da TV gaúcha chamado "Clube do Guri".

Ao interpretar com garra a música "Arrastão" e vencer com ela o Festival de Música Brasilera da TV Excelsior, em 1964, todo mundo que viu sua performance arrebatadora, com muita força e gestos, teve a certeza de que ali nascia uma estrela.

O Brasil daqueles tempos estava acostumado às filigranas vocais da "Divina" Elizeth Cardoso, à doçura de Sylvinha Telles e Dalva de Oliveira, à fossa de Maísa Monjardim e outras boas cantoras. Mas a menina era excepcional. E enterrou de vez o ciclo da bossa-nova.

Ao lado de Jair Rodrigues, ela arrebentava na apresentação de um programa na Record, chamado "O Fino da Bossa". Gravaram três discos juntos ao lado do Jongo Trio e foram sensação no mundo inteiro. Mas o tempo de Elis com o "Fino" também terminaria. Culpa da Jovem Guarda e da Tropicália.

Ela casou-se com o jornalista e produtor musical Ronaldo Bôscoli, que com toda sua ranzinzice e seu espírito reacionário, controlou a fúria e o temperamento explosivo da Pimentinha. E lapidou o diamante para que ela se consolidasse como a maior de todas. Com a ajuda indireta do bailarino americano Lennie Dale, que ensinou a Elis como se portar no palco, diante da platéia.

Interpretando músicas de novos artistas como os irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, Ivan Lins, João Bosco, Aldyr Blanc, Milton Nascimento e Tim Maia (sem nunca deixar de lado os sambões de Baden Powell e Paulo César Pinheiro), indiretamente Elis deu força a todos eles e cresceu muito como cantora, experimentando novos vôos, como em "Black Is Beautiful", "Madalena", "Canção do Sal", "Quaquaraququá" e outras extraordinárias canções.

Se a carreira ia de vento em popa, a vida amorosa nem tanto. Depois de um rumoroso romance com Nelson Motta, Elis se separou de Ronaldo Bôscoli e logo apaixonou-se por César Camargo Mariano. Nessa época, Chico Buarque fez especialmente para ela a música "Atrás da Porta", uma das mais belas do compositor - e talvez a interpretação mais dilacerada de Elis em qualquer época de sua carreira.

Vieram outros petardos como "Casa no Campo", "Folhas Secas", "É com esse que eu vou", até o disco que é considerado o mais espetacular trabalho de Elis - o dueto com Tom Jobim, gravado em 1974, com a imortal "Águas de Março" abrindo os trabalhos.

O disco Falso Brilhante, nome de sua turnê em 1975, trouxe "Como Nossos Pais", "Gracias a La Vida" e a chorosa "Fascinação". E Elis não parava de cantar músicas maravilhosas. "O Bêbado e O Equilibrista", de João Bosco e Aldyr Blanc, foi um símbolo da abertura política. Rita Lee, de quem Elis ficou amiga quando a rainha do rock brasileiro foi presa por porte de drogas, retribuiu com a engraçadíssima "Alô Alô Marciano". E ainda tinha "Maria Maria", de Milton Nascimento.

Três filhos, dois casamentos, 27 discos e 18 anos de uma brilhante carreira foram embora em 19 de janeiro de 1982, quando o então namorado da cantora, Samuel McDowell, a encontrou morta em razão de uma parada cardíaca. Com apenas 37 anos de idade, Elis Regina saía da vida e entrava para a história da música brasileira.

De nada vai adiantar aos fãs de Marisa Monte, Zélia Duncan, Cássia Eller, Ana Carolina e agora da filha mais nova de Elis, Maria Rita, reclamarem. A baixinha É A MAIOR.

Deixou quicando, CEM... segura o petardo agora!

Para o presidente da CBA, César Maia "já está com uma cruz na mão e procurando um cristão para crucificar"


Paulo Scaglione estranhou a agressividade nas recentes declarações do prefeito do Rio de Janeiro, alguém que na sua opinião quer transferir responsabilidades

Tendo em vista as recentes declarações levadas a efeito pelo prefeito do Rio de Janeiro, senhor César Maia, e veiculadas pela imprensa, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Paulo Scaglione, estranha a agressividade e o esforço para a transferência de responsabilidades que o alcaide do município do Rio de Janeiro adota nesse momento, pois contraria as suas próprias declarações. No entender do presidente da CBA, da forma como o senhor César Maia se manifesta, tem-se a nítida impressão de que o mesmo já está com "uma cruz na mão e procurando um cristão para crucificar". Isso porque, segundo o prefeito, "há meses Paulo Scaglione, presidente da CBA, não fala outra coisa. Parece que quer prejudicar o Pan".

"Ora, se há meses a postura da CBA foi colocada de forma transparente e direta, seria obrigação da prefeitura de cumprir o que determinada a legislação municipal, ou seja, levar para a aprovação da CBA as introduções a serem feitas dentro do complexo do autódromo, pois a lei não fala em pista, mas sim em autódromo. Por ignorância – até certo ponto aceitável – o prefeito tem entendido que autódromo é sinônimo de pista, o que o induz a erros nas suas manifestações. Autódromo é todo um complexo, incluindo pista, área de boxes, estacionamentos, áreas de escape, pistas de serviços etc. Mas o prefeito não entende assim ", explica Scaglione.

O presidente da CBA estranha também a argumentação do prefeito de que a entidade teria como objetivo inviabilizar o complexo, o que não é verdade. " O que a CBA quer é proteger o autódromo, que foi construído com verbas dos munícipes. Além disso, o Estado desapropriou o terreno e fez a doação para a prefeitura com cláusula específica de uso, indicando a construção de um autódromo ". Scaglione acrescenta também que a CBA não pode ser condenada por eventual incompetência de terceiros em não prever o cumprimento dos prazos. "Se a prefeitura não foi capaz de cumprir os seus compromissos em relação ao Pan e está com os prazos estourados, definitivamente não foi por culpa da CBA ", conclui Paulo Scaglione.
É... A CBA não está pra brincadeira não...
Será que CEM esperava por isso?

Mas era só o que faltava...

Se você queria ver neste ano o seu piloto favorito fazendo a subida da Eau Rouge (foto acima) de pé embaixo, pode esquecer.
Spa-Francorchamps está lamentavelmente fora da temporada 2006 do Mundial de Fórmula 1.
A desculpa da vez é que os governantes da região da Valônia, onde se localiza a pista, não tinham o budget necessário para fazer obras de reforma, orçadas em 20 milhões de euros.
O que precipitou a crise foi a falência dos promotores do GP belga, decretada no fim do ano passado. Bernie Ecclestone pediu garantias para organizar a prova através de suas empresas, mas diante da falta de recursos para a realização das obras solicitadas, ficou impossível a realização da corrida.
Spa-Francorchamps sediou 39 edições do GP da Bélgica, desde 1950. O desafiador circuito de 14,1 km de extensão era um desafio a pilotos e máquinas, mas devido às normas de segurança e às transmissões televisivas, o comprimento do traçado caiu pela metade.
Ainda assim Spa é um circuito ímpar, como poucos no mundo todo. Tem uma curva em subida, a mais de 290 km/h, longas retas, trechos de aceleração plena, curvas de raio longo, chicanes, subidas e descidas. Tudo que separa o gênio do piloto apenas regular.
Ficamos privados deste espetáculo em 2006. Mas a FIA promete a volta da Bélgica ao calendário já no ano que vem.
Tomara que sim.




Grammy, uma roubada

Hoje tem a entrega da 48ª edição do prêmio Grammy, que dizem ser o mais importante da indústria fonográfica mundial.
E como já acontece há alguns anos, com transmissão ao vivo para o Brasil. O canal de fofocas E! (Entertainment Television) fará antes do espetáculo o que qualquer gossip channel faz. Tapete vermelho, aqueles bastidores idiotas, etc etc etc.
Mas dá pra rir com o mau gosto das cantoras, dos cantores e dos demais convidados. Vai gente vestida de tudo quanto é grife e ninguém consegue ficar bonito.
A premiação propriamente dita terá transmissão, a partir de 11 da noite (hora de Brasília), em inglês no Sony Entertainment Televison e no SBT, com apresentação de João Marcello Bôscoli, o Mr. Trama e de... Adriane Galisteu!
Uma estranha no ninho da música, fazendo apresentação do Grammy, é por si só um tremendo perigo. Por mais que a Galisteu se ache inteligente, sexy, sofisticada, culta, ela pode cismar em não ler o roteiro e aí já viu... altos micos e garantia de nota zero para a transmissão do SBT nas colunas que falam de televisão.
Bom, pra mim isso não vai fazer diferença.
Não vou ver o Grammy mesmo. Sabe por que?
Além de ser um evento chatíssimo, com certeza os premiados serão aqueles cujas gravadoras usam e abusam do "jabaculê" e de suas máquinas pessoais de divulgação de seus principais artistas. Só pra se ter uma idéia, a Mariah Carey concorre em quatro das principais categorias e pode levar fácil os quatro prêmios.
Se bem que, na parte de "Álbum do Ano", a cantora tem a fortíssima concorrência do último disco do U2, "How To Dismantle An Atomic Bomb" - que também pode ganhar como melhor álbum de rock, concorrendo contra venerandos do quilate de Rolling Stones e de Neil Young, além do Foo Fighters e do Coldplay. A briga aí vai ser boa.
Os artistas brasileiros hoje têm que se contentar com o Grammy Latino, onde também não levam quase nada, ou com as categorias obscuras. Quem está concorrendo este ano é o ministro Gilberto Gil, com seu "Eletroacústico", na categoria... ha ha... de "World Music".
Longe vão os tempos de Getz e Gilberto, que juntos ganharam quatro troféus.
Eu não caio nessa roubada de Grammy mais.

Agora vai!

Todo mundo fez piada quando a Super Aguri anunciou que nas primeiras provas da temporada 2006 da Fórmula 1, usaria o chassi de quatro anos atrás que a Arrows alinhou antes de ir à bancarrota.
Mas engana-se quem acredita o carro será exatamente igual.
Com a carenagem e a aerodinâmica remodeladas e principalmente a asa traseira atendendo ao novo regulamento, o Arrows A23, perdão... o Super Aguri SA05, passou pela primeira bateria de testes de impacto da FIA sem nenhum problema.
Ao fim do último e definitivo crash-test, finalmente a equipe do ex-piloto Aguri Suzuki vai despontar no automobilismo. Espera-se que daqui a duas semanas, o SA05 ande em Barcelona, já com os três pilotos definidos - todos japoneses.
Takuma Sato não confirmou, mas ao que tudo indica, será o primeiro piloto do time, correndo com o numeral 22 (que dúvida!). O carro 23 está entre Sakon Yamamoto, que ano passado ao treinar com a Jordan em Suzuka meteu tempo em Tiago Monteiro e Narain Kartikheyan, e Yuji Ide.
Quem perder o posto de titular ganha como consolação a oportunidade de ajudar o desenvolvimento do carro nos treinos livres das sextas-feiras.
A Honda está apoiando o projeto da Super Aguri, que vai usar pneus Bridgestone ao longo da temporada. E um novo carro está sendo projetado e desenvolvido para estrear já no início da fase européia do Mundial 2006, em abril.