quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Festival de erros

Dando seqüência à série de estranhas trapizongas que a Fórmula 1 já conheceu, eis as loucuras que os engenheiros de três escuderias cometeram nos anos 70 e 80.

Em primeiro lugar, a Ferrari, com este bico de papagaio na dianteira do modelo 126 C4, durante um treino livre para o GP de San Marino, em 1984.


Abaixo, agora, a Arrows treinando em Paul Ricard com Marc Surer ao volante do modelo A6 e... dois aerofólios traseiros - um deles montado na dianteira.


Temos também a Tyrrell, em dose dupla. Aqui, em 1976 testando uma peça aerodinâmica no P34 do sul-africano Jody Scheckter.


E por fim, com este enorme spoiler dianteiro experimental no carro de Michele Alboreto, nos testes de pneus de Jacarepaguá, para a temporada de 1983.

Não tem jeito que dê jeito

Quando um carro de Fórmula 1 não vai bem, não consegue velocidade por mais que a equipe mexa nele, entra em ação a velha frase filosofal. "Não tem jeito que dê jeito."

Em busca das mais desenfreadas soluções para tornar o seu modelo M26 minimamente competitivo, para pelo menos chegar a um nível próximo do que atingiu o M23 campeão com Emerson Fittipaldi em 74 e com James Hunt dois anos mais tarde, a equipe McLaren extrapolou.

Abaixo, três das "soluções" introduzidas para tentar o quase impossível. E não custa nada lembrar que James Hunt começou sua desilusão na F-1 graças a este carro. E que quase foi para o ralo, também, a carreira de Patrick Tambay, autor de milagres com um Ensign em 1977.




Uma cortesia do amigo Jonny'O - sempre atento e alerta.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

O homem de amarelo

Um quiz básico: quem é o piloto que traja macacão inteiramente amarelo, andando praticamente anônimo pelo paddock de Jacarepaguá? Quero nome, nacionalidade e equipe pela qual competiu na prova de 1997. Sejam rápidos no gatilho.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Inter! Inter! Inter!

AHÁ!

Peguei vocês!

Não, não estou comemorando o título dos gaúchos no Japão, com o gol de Adriano Gabiru que venceu na manhã de hoje o Barcelona.

E sim delirando com a fase esfuziante da Internazionale... de Milão.

É amigos... depois que se viu que campeonato por lá só se ganhava na base da falcatrua e por isso a Juventus foi para a Série B e o Milan, entre outros times, punido com a perda de pontos, a agremiação azul e negra deita e rola no primeiro turno do campeonato deste ano.

Já foram dezesseis partidas cumpridas. Derrota é expressão ausente do vocabulário do torcedor interista. No cômputo geral, houve alguns tropeços (ao todo três empates) e a seqüência recente de nove vitórias consecutivas, desde um triunfo por 4 x 1 diante do Livorno.

Sem contar os embates contra Roma e Palermo, além do Milan, claro, todos vencidos pela Inter.

O dono do clube, Massimo Moratti, continua o investimento pesado em busca de um esquadrão vencedor. Neste ano, priorizou o ataque, repatriando Crespo e comprando o sueco Zlatan Ibrahimovic. No meio, vieram Vieira, Dacourt e o argentino Mariano González. E na retaguarda, o lateral campeão do mundo Fabio Grosso, além dos brasileiros Maxwell e Maicon.

Preocupa, no entanto, a péssima fase de Adriano. Desde a Copa, ele não faz gol nem em amistoso. A Inter fez 34 tentos no Italiano e alguns mais na Champions League. Nenhum do atacante brasileiro. Crespo, que é ligeiramente mais velho que ele e não é do clube (é do Chelsea), tem oito.

Enquanto a fase de Adriano é terrível, a de outros chega a surpreender. No jogo deste domingo contra o Messina, o zagueiro Materazzi (aquele da cabeçada na final da Copa, lembram?) fez um golaço simplesmente animal, de bicicleta, deixando a torcida da Inter e o goleiro Storari, do time adversário, atordoados.

A temporada vai chegar na metade daqui a três jornadas. E Moratti não descansa. O ótimo meio-campo Lucas, Bola de Ouro da Placar neste ano, está na mira. E se vier para fortalecer o setor do time italiano, pior para os adversários. A taça de campeão de 2006/2007 parece que já tem dono...

sábado, 16 de dezembro de 2006

Casa mal-assombrada, Marimbondos, Piolhos e o Boi Joaquim

Corria o ano de 1978. Julho, mês de férias escolares. Pretexto bacana para uma viagem de meio de ano. E quando a família do meu pai ainda era um pouquinho unida, ou pelo menos se esforçava para sê-lo, fomos 'convocados' para conhecer uma cidade do litoral do Espírito Santo, chamada Marataízes.

Meu único tio de sangue, irmão mais novo do meu velho já falecido, tinha um "Fuca" vermelho e com ele comandou a nossa viagem - a minha, da minha mãe e do meu pai, rumo à praia. Saímos de manhãzinha do Rio em direção à estrada. No caminho, vi as enormes antenas da Embratel e passamos pelo à época famoso Posto Flecha, da Shell. E tudo em altíssima velocidade, porque meu tio não poupava o acelerador do Volks. Em menos de cinco horas, chegamos em Marataízes e fomos recebidos com festa pelo povo que lá estava.

Meu pai só ficou o fim de semana, pois voltava ao Rio para trabalhar (não tinha conseguido férias naquela época para ele - e nem em 79, quando voltamos para mais alguns dias por lá). E o programa da tropa naqueles dias capixabas era básico: acordar cedo para o café - as crianças, eu inclusive, iam para a fila do mel (fiquei com ódio desse negócio por causa disso) - e depois, roupa de banho e pimba! Praia e sorvete até não poder mais.

A rua da casa que alugamos dava direto para a Avenida Atlântica, que de semelhança com a referência da praia aqui no Rio só tem o nome - pelo menos na época. O calçamento era de paralelepípedo e a pista estretíssima. Pelo menos tinha uma extensão respeitável, uns 2,5 km mais ou menos. E era na praia da Av. Atlântica de Marataízes onde ficávamos.

À tarde, o que não faltava era algo pra fazer. Não tínhamos televisão, então nada de ficar enfurnado na sala vendo desenho. O negócio era jogar bola (eu e meu tio tínhamos rachas sensacionais) e as meninas iam pular corda, amarelinha ou qualquer coisa que lhes desse na telha.

Lembro de uma das nossas muitas travessuras: cismamos pra saber se a casa do lado tinha gente, porque a mesa estava sempre posta, com prato, guardanapo e nada - ninguém movia nada, nada era mexido. Para nós, ela era sempre mal-assombrada ou algo do gênero. E dias antes de voltarmos pro Rio, os xeretinhas foram pegos de surpresa por três ou quatro jovens de uns 25, 27 anos, que estavam chegando para passar naquela casa alguns dias.

Eles foram super simpáticos e nos ofereceram inclusive coca-cola, algo que nossos pais vinham sistematicamente nos negando na casa em que estávamos. Quando foi a minha vez, resolvi 'dar espetáculo'. Fingi que havia algo diferente na bebida e caí estatelado no chão, só para ver a reação das primas. Uma delas saiu correndo, chorando... foi hilário.

Estive em outro momento bizarro como o principal personagem. A casa vivia infestada de marimbondos, um tipo de vespa que poderia ferir qualquer um de nós com suas ferroadas. Havia algumas colméias por lá e não raro, derrubávamos algumas para que os adultos jogassem creolina nelas e assim exterminar os bichos.

Pois bem, lá estava eu chutando bola na parede, quando um marimbondo veio velozmente na minha direção. Sem ter para onde ir, só abri a boca para gritar de medo e o bicho veio... direto para a boca! Não tive dúvidas: diante do pânico da minha mãe, cuspi o marimbondo no chão e o coitado depois morreu pisoteado.

Nesse meio-tempo, chegou em Marataízes uma outra prima nossa, a Luciana, que veio com a mãe de Fortaleza, onde moravam. Em três ou quatro dias, alguém notou que ela coçava demais o cabelo. Para nenhuma surpresa, minha mãe - sempre diligente - detectou piolhos no cabelo dela. E outra das minhas primas, a Patrícia, já fora pega no contato com a Luciana. O jeito foi usar o na época famoso Neocid em pó e matar os bichos.

A 'véia' pegou uma toalha e sapecou o pó na cabeça da Patrícia. E foi um festival de pontos brancos caindo do cabelo dela. Sensacional. Depois, eu também levei o pó na cabeça para que não surgissem lêndeas no meu cabelo. Dessa, eu escapei.

Mas a melhor história é a que vem a seguir.

Um dia, o meu tio pegou a criançada (quatro meninas e eu) e botou no "Fuca". Ele pegou a estrada rumo a Mimoso do Sul, uma cidade agropecuária próxima a Marataízes. Antes de saírmos ele me segredou: "vou aprontar uma com a Patrícia".

Dito e feito: o Ernâni, que não era fácil, parou o carro em frente a um barranco com um puta cercado. Parecia um curral - e era - cheio de bois e vacas. Do nada, ele começou a gritar a plenos pulmões, mirando um dos animais.

"Joaquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!"

Eu desandei a rir. As outras meninas também. Menos, claro, a Patrícia.

Apaixonada pelo pai, começou a chorar sentida e magoada com a brincadeira do padrinho. E, xingando, reclamou com o Ernâni.

"Meu pai não é boi... meu pai não é boi..."

A molecagem rendeu. E até hoje, eu e minha mãe damos boas risadas quando lembramos aquelas férias felizes em Marataízes.

Ainda tem mais história pra vir. Qualquer dia, eu conto.

Ouvir aquela canção do Roberto...


Fim de ano é assim desde 1974, com uma exceção em razão do falecimento da terceira esposa, Maria Rita. E lá vem Roberto Carlos invadindo nossas casas sem pedir licença, cantando amores, dores, amigos, gordinhas, taxistas, caminhoneiros, gente de óculos e quejandos.

Ninguém se mantém como o ícone de um estilo musical por tanto tempo ao acaso. Roberto mantém um séquito fidelíssimo de fãs que variam de senhorinhas de cabelos ultragrisalhos a rapazes de boa família, românticos de primeira hora.

Os detratores têm motivos para execrar aquele que chamam de "Rei", porque o dizem superado, marcado pelo tempo. É bem verdade que Roberto já não é mais o garoto que incendiava as platéias do Teatro Paramount na gravação do 'Jovem Guarda' com suas canções que o fizeram ascender ao patamar de astro pop no país. E sem dúvida está superado musicalmente. Uma viagem ao tempo ouvindo boa parte de suas canções entre 1963 e 1973, comparando com o que ele fez nos últimos trinta anos, é covardia.

Não ignoro a importância do cantor nesse último período, mas para mim fica notório que na sua primeira grande fase, como roqueiro, como compositor e até quando se bandeou para uma linha mais, hum... romântica, ele era de fato competente e muito bom. Pegava na veia em músicas que tinham recado certo, como "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno" (que hoje ele veementemente renega), uma canção feita para a ex-namorada Magda Fonseca. Ou também em "Quando", cujo título muitos consideram boboca, mas de uma levada e letra contagiantes. E o que dizer de "Amada Amante", a sensacional canção de amor que fez para a primeira esposa, Cleonice Rossi, com quem contraiu matrimônio na Bolívia em 1968, por ela ser desquitada?

Roberto teve lampejos de brilhantismo em sua fase funk, com os clássicos "Jesus Cristo", "Todos Estão Surdos" e "Não Vou Ficar", que representaram no fim dos anos 60 uma notável evolução musical do Rei, que coincidiu com o mega espetáculo "A 200 Quilômetros Por Hora", que lotou o Canecão durante o segundo semestre de 1970.
Não é à toa que o antigo produtor de seus shows, Luiz Carlos Miele, saiu-se certa vez com essa: "O Roberto era muito receptivo às novidades. Eu digo: era."
Porque realmente hoje não é mais.

Cantar funk farofa como o de MC Leozinho no especial que vai ao ar nesse sábado, não é, na minha opinião, um crossover entre o seu trabalho dos anos 60/70 e o que a molecada sem-cérebro escuta hoje nas rádios. A música hoje não tem mais letra, não tem conteúdo, não tem porra nenhuma. Era muito mais bacana para a juventude de 40 anos atrás ouvir o Roberto mandar 'tudo para o inferno' ou confessar 'amar a namoradinha de um amigo meu'.

Hoje as pérolas musicais falam em 'boladona', 'cachorra', 'vou aparar pela rabiola' e outras atrocidades. Mas o funk não está sozinho no atropelamento à boa música nacional. Os baianos também contribuem com um festival de porcariadas e o pagode pasteurizado disputa a primazia cabeça a cabeça. E nem falei do sertanejo, que até tem o seu valor pra quem o curte. Como carioca, não é muito a minha praia. Aliás, nunca foi.

Eu cresci ouvindo música de verdade, com conteúdo, letra, melodia, mensagem, sentido. Ouvindo alguns dos melhores discos, do rock ao que se convenciona chamar de MPB. Bebi em boas fontes. E por ter feito isso em 35 anos, não admito ver o Rei pagar um mico inenarrável cantando "Se ela dança, eu danço" neste sábado.

Como disse Caetano Veloso em um de seus primeiros clássicos, "Baby", prefiro 'ouvir aquela canção do Roberto'.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Tá faltando opção no mercado?

Umas notícias que vêm saindo especialmente na internet e sobre mulheres andam chamando muito a atenção.

A primeira, que os paparazzi e a imprensa especializada em fofocas querem disseminar é um suposto romance entre as patricinhas Paris Hilton e Britney Spears. Notícia igual a esta já tivemos aqui - ou pior, até - com a encheção de saco em torno da homossexualidade assumida pela filha da Gretchen.

Em cima da repercussão sobre a fofoca já descrita, a atriz Cameron Diaz também deixou escapar que já foi apaixonada ou ainda sente tesão por ninguém menos que a bombshell Pamela Anderson, a loira de Baywatch e dona dos seios mais opulentos que se tem notícia. Em tempos de cultura GLS, tal declaração talvez não surpreenda tanto.

Agora, essa debaixo é sinistra...

A atriz Natasha Lyonne, que participou de bobagens como "American Pie", "Blade - O Caçador de Vampiros" e "Todo Mundo em Pânico - 2" se entregou à Justiça do estado de Nova York, acusada de... molestar sexualmente um cachorro!!!!!!

Que vocês todos me perdoem, mas aí já e muita falta de pau para o meu gosto.

E aí rapaziada? Vão deixar o barco correr ou a mulherada vai botar 'as aranha' pra brigar? Ou então partir para soluções mais animais?

Tá feia a coisa, viu...

A vida como ela (não) é

A semana foi preenchida por boas novidades. Outras, nem tanto.

A Daslu, a chique-fashion-mega-monstro-loja da peruaça Eliana Tranchesi foi condenada por sonegação fiscal. Multa: mais de R$ 236 milhões. Vibram os que se revoltam com a desfaçatez dessa empresária. Vibra a Daspu.

Antônio Pimenta Neves, o "coleguinha" que matou a namorada e também jornalista Sandra Gomide, teve prisão decretada pela Justiça de São Paulo. Uma luz no fim do túnel? Se bem que o cidadão segue recluso.

A Bispa Sônia Hernandes e o maridão Estevam (figurinhas estranhas, os dois...) também tiveram prisão decretada. Motivo: desobediência judicial, pois eles faltaram a uma audiência onde respondem processo por lavagem de dinheiro. O sangue de Jesus tem poder! E não é para a Igreja Renascer...

Por outro lado, em Brasília...

Chegou a fazer qualquer um corar de vergonha a guerra de egos entre os Ministérios da Cultura e do Esporte e também da classe artística contra os atletas, em razão de um pedido destes últimos em prol do esporte. Se alguém associa este suposto 'interesse' do governo em contribuir com incentivos fiscais por causa do Pan, parabéns... você está coberto de razão.

O seu, o meu, o nosso salário-base será reajustado, dizem, em R$ 25. E o dos parlamentares? Heinnnnnn? 92%? Pula para R$ 24.600?

Puta que pariu... depois neguinho reclama de graça do presidente.

Ou, mudando de um pólo a outro, por que não nos preocupamos em pedir pena de morte aos assassinos da família que morreu queimada nesta semana em Bragança Paulista?

É... essa é a vida como ela (não) é.

Se a primeira impressão é mesmo a que fica...


Fernando Alonso estreou nesta sexta pela McLaren. O que era para ser um treino cercado pela mais absoluta discrição - mercê o capacete totalmente branco e o carro zerado de patrocínios - deixou de ser segredo porque a imprensa xereta do país do bicampeão descobriu a história e a notícia rapidamente vazou pelos sites especializados em automobilismo.

A primazia do primeiro teste pela nova equipe - e em casa, na pista de Jerez - foi fruto de intensa negociação entre Ron Dennis e Flávio Briatore, convencido que foi por Alonso de que o trabalho realizado por eles nos últimos cinco anos não seria capaz de melar tal acontecimento.

O capo da Renault aceitou as argumentações e deixou Alonso, tecnicamente sob contrato com a escuderia francesa, dar suas primeiras voltas na McLaren.

E para quem nunca tinha andado em tal carro - muito menos experimentado os pneus Bridgestone (na Minardi e na Renault, Alonso só correu de Michelin), o asturiano rapidamente mostrou o que vale e o que sabe. Depois de 95 giros, cravou 1min19s750 - dois décimos e pouco acima de Lewis Hamilton, seu futuro companheiro de equipe. Entre eles, Heikki Kovalainen, o sucessor de Alonso na Renault.

Eu não sei não... mas se um piloto que não conhece quase nada do carro já faz esse tempo aí... o que imaginar quando Alonso tiver nas mãos um carro "feito pra ele"?

Ouvi ao fundo alguém balbuciando 'tricampeão'?

Pegando a mão

Uma coisa já me pareceu bem clara, analisando friamente os tempos do teste de hoje da F-1 em Jerez de la Frontera: Sebastién Bourdais pegou a mão do carro da Toro Rosso e mesmo com uma máquina limitada, fez um tempo bastante decente.

O francês ficou a menos de dois segundos da melhor marca do dia, pertencente a Lewis Hamilton, da McLaren.

E, melhor do que isso, cravou o titular da equipe número dois da Red Bull, o americano Scott Speed, em mais de dois segundos.

Para Bernie Ecclestone e Dietrich Mateschitz, a presença e a permanência de um piloto dos States agregam mercado à categoria, mas mesmo nos EUA o tal de Speed é meio que desconhecido. Gerhard Berger, sócio do empresário austríaco, parece não querer o piloto por lá em 2007. E por entender do riscado, chamou Bourdais para três dias de treinos com o Fórmula 1.

O francês jura lealdade à Newman-Haas, onde foi tricampeão na ChampCar e garante que cumprirá o contrato com a equipe de Paul Newman e Carl Haas no próximo ano. Mas não há lealdade que resista a um belo pacotão de dólares na mesa.

Querem saber? A Toro Rosso terá Liuzzi e Bourdais como sua dupla de pilotos em 2007. Podem esquecer o tal do Speed.

Arrivederci, camionista


Como o destino é engraçado, senão irônico ou cruel.

Ontem, aqui de madrugada, abri o Youtube para ver um dos vídeos da temporada de 1980, especificamente o GP dos EUA em Long Beach, onde Nelson Piquet venceu pela primeira vez na Fórmula 1.

Nessa mesma corrida, um piloto teve a carreira abreviada em razão de um brutal acidente no meio da disputa: Clay Regazzoni.

O ítalo-suíço demoliu seu Ensign contra o Brabham de Ricardo Zunino e uma parede de concreto, dobrando em L e pegando fogo na seqüência. Rega foi transportado a um hospital, onde constatou-se fratura de coluna. Resultado: ele ficou paraplégico e nunca mais competiu.

Devido ao seu estilo de guiada, atravessando o carro, pisando firme o tempo todo sem se importar com as condições do equipamento, ele tinha o apelido de Camionista - caminhoneiro, em italiano.

E quis o destino que o Camionista morresse hoje num desastre na Rodovia A1, próximo a Parma, ao bater com sua Chrysler Voyager num caminhão.

Rega foi um dos mais espetaculares e guerreiros pilotos de sua geração. Depois de iniciar carreira na Fórmula 3, subiu para a F-2 e foi campeão europeu da categoria em 1969 com um Tecno. Imediatamente foi contratado pela Ferrari e assumiu o posto de piloto número 2 da lendária escuderia italiana na categoria máxima. Estreou no GP da Holanda (o mesmo onde morreu Piers Courage e onde também estreou François Cévert) e completou a corrida em quarto. Venceu o GP da Itália e terminou o campeonato de 1970 na terceira colocação.

Com a Ferrari em crise nos dois anos seguintes, Rega se sobressaiu no Mundial de Esporte Protótipos, andando forte com a 512S de 1971 e, eventualmente, com a 312P em 1972. Nestes dois anos, não venceu na F-1 e embora sua relação dentro da equipe não expusesse nenhum tipo de desgaste, Regazzoni mudou de ares em 1973.

Foi para a BRM, onde com um equipamento mediano, fez a pole no GP da Argentina e somou apenas dois pontos ao fim do campeonato. Um desempenho que o levou a retornar para a Ferrari, para quem recomendou a contratação de um certo Niki Lauda, até então criticado por ser um piloto "pagante" e que fizera algumas boas corridas como companheiro de Rega.

Os dois formaram uma dupla infernal na Ferrari. Acostumado com o modus operandi da equipe italiana, Rega pegou rápido a mão do modelo 312 B3 e deu muito trabalho a todos os adversários - não só ao próprio Lauda, mas também a Jody Scheckter, Carlos Reutemann e especialmente a Emerson Fittipaldi.

Rega venceu naquele ano o GP da Alemanha e chegou à última prova em Watkins Glen empatado em pontos com Emerson Fittipaldi. Mas o ítalo-suíço fez uma prova terrível no dia da decisão: chegou em décimo-primeiro. O Rato foi o quarto colocado e alcançou o bicampeonato.

Nas duas temporadas seguintes, Rega continuou guiando aguerrida e agressivamente, às vezes desgastando demais a máquina e perdendo oportunidades de ouro para agregar mais vitórias ao seu currículo. Em 75 e 76, venceu uma corrida por ano, em Monza e Long Beach (na estréia do circuito de rua na F-1), respectivamente. Mesmo assim, nos três anos em que ele e Lauda correram juntos, a Ferrari alcançou dois títulos mundiais de construtores e o austríaco foi o campeão de pilotos em 1975.

Em 77, com 38 anos completos e tido como "decadente", foi para a Ensign, onde colheu alguns bons resultados antes de passar para a Shadow, onde pouco fez. Por isso, muitos acharam graça quando Frank Williams - que no fim daquela década iniciava a frutuosa parceria com os árabes - o contratou para o Mundial de 1979.

Ao volante do carro-asa Williams FW07, Rega deu um calor em Jody Scheckter no GP de Mônaco e foi premiado com a primeira vitória da história da equipe no GP da Inglaterra, a uma média superior a 228 km/h. Mas ele ainda aprontaria poucas e boas, como o acidente que demoliu a Brabham-Alfa de Nelson Piquet na terceira volta do GP da Itália, jogando o novato brasileiro no acostamento a mais de 280 km/h.

Dispensado pela Williams, Regazzoni voltou à Ensign para colaborar com Morris Nunn no desenvolvimento do carro desenhado por Ralph Bellamy (o mesmo do malogrado Copersucar F6). Ele conquistou uma nona posição no GP da África do Sul e um 12º lugar em Interlagos no grid de largada. Em Long Beach, na última corrida da carreira, ele vinha em sétimo quando perdeu o freio no fim de uma longa reta e bateu.

Mesmo com as pernas paralisadas, Regazzoni jamais deixou de lado os carros velozes. Adaptou recursos de freio e acelerador no volante de seus veículos de passeio - e também nas vezes em que disputou o Rali Dakar. E nunca abandonou a Fórmula 1, mesmo descontente com muitas das decisões da FIA. Tanto que trabalhou até o fim desta temporada como comentarista das provas para a TV italiana.

Com certeza o velho Gianclaudio, o grande Rega, deixa saudades.

Arrivederci, camionista...

Esse é um mundo muito doido...

A ser verdade o que vou reproduzir abaixo, cada vez mais me convenço do quanto esse mundo é muito louco.

Ah! Os parênteses não expressam o meu ponto de vista, embora eu concorde com a maioria do que está aqui descrito.

1* No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais,mas têm que ser fêmeas. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte. ( Sem comentários)

2* No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina,mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho. ( Pôr a mão pode, olhar não!)

3* Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária... Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira. (porra! um tijolo?)

4*A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação... (De qual cabeça???)

5* Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Razão: Pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem. (Agora diz pra mim: empreguinho bom esse, não?)

6* Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta de qualquer outra maneira pelo marido. (Mata com chifradas!!!) (Não consegui esquecer de Guam...)

7* A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais. (É pro comprador mostrar a vara????????) (Será que tem que fazer prova para este emprego em Guam?)

8* Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, quando na primeira vez que isso ocorrer, sua mãe estiver no quarto para testemunhar o ato. (Imagina meter com a sogra assistindo? Fala sério....) (Ainda continuo pensando em Guam... Como faço para mandar meu curriculum?...)

9* Em Santa Cruz, na Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a filha dela ao mesmo tempo. (Ficar esperando a vez do lado da cama pode!) (E aquele emprego em Guam ainda é remunerado!)

10* Em Maryland, nos EUA, preservativos podem ser vendidos em máquinas somente em lugares onde são vendidas bebidas alcoólicas para consumo no local. (Tem que usar no balcão?)(Será que Guam é muito longe daqui?)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Reprovados no controle de qualidade

Carro bonito é aquele que vence, já dizia o lendário Enzo Ferrari. Por isso os modelos saídos de Maranello nos anos 60/70 não eram um primor estético - mas tinham ótimos pilotos, eram competitivos e venciam corridas.

Mas, e carro feio? Ou aquele que, por conseguinte, foi testado e reprovado?


Desencavando uma valiosa contribuição do sumidíssimo blogueiro Jonny'O (ele prefere navegar pelas plagas de Flavinho Gomes, o blog dele tem mais page views que o meu), aí estão relíquias do automobilismo que ficaram para o esquecimento, ou seja, despontaram para o anonimato.


Quem por exemplo foi o infeliz que teve a idéia de experimentar essa seção aerodinâmica frontal na McLaren de Ayrton Senna, em 1990?


A Ferrari é a campeã mundial das "experiências". Já vimos no blog a belíssima Spazza Neve, que não vingou.


Agora, vamos de dose tripla de vermelhinhos. Os dois modelos das fotos em P&B (reproduções de revistas) mostram Clay Regazzoni experimentando novidades em dois carros distintos da Ferrari - gostaria de saber quais, se alguém souber e puder identificar.


O terceiro carro é o modelo C3 de 1983, com um novo experimento de side pod. Notem que é Patrick Tambay, que corria com o carro 27, ao volante do 28, do seu então companheiro de equipe, René Arnoux.

Um agradável passeio em Yokohama

Uma metade do Rio Grande não quer ver isso no domingo. Já a outra...
Tremei, colorados!!!!

A outra metade do Rio Grande já começa a preparar a festa da derrota do Inter. É claro e evidente que esta confiança vem depositada nos pés de um gênio, um virtuose do futebol: o antigo craque gremista Ronaldinho Gaúcho. O camisa 10 do time catalão foi o artífice, o maestro no passeio (eu não falei?) em cima do América do México. Passes precisos, jogadas estonteantes - alguém viu ele partindo para cima de seis adversários e encobrindo o goleiro até a bola se chocar com o travessão? - genialidade a toda prova.

Há que se dizer que nesta manhã brasileira, noite japonesa por conseguinte, ele não jogou sozinho. Deco fez uma partida primorosa, lutando, guerreando o tempo todo. Tem gás para não só 90 minutos, para muito mais até. E foi premiado com um lindíssimo gol - passe de quem? de quem? Dele, é claro.

É notório também ressaltar: Eto'o e Messi fazem uma falta danada. E se os dois estivessem em campo, talvez o Barça não teria enfiado quatro nos chicanos. Teria sido até de seis, a goleada impingida pelo centenário grêmio espanhol.

O que eu quero dizer é o seguinte: o Barcelona hoje passeou. Fez um coletivo-apronto de luxo para a óbvia finalíssima do domingo. E é bom que Abel e seus comandados fiquem bastante preocupados a partir daqui. Não basta só pôr um jogador colado em Ronaldinho. Um lampejo de gênio do craque pode pôr tudo por água abaixo para a nação colorada. E há ainda o instável goleiro Clêmer debaixo dos três paus, alternando momentos brilhantes com frangos inenarráveis.

Qual será o Clêmer que entrará em campo na decisão de domingo?

Francamente? Espero que seja o primeiro, alternado com o segundo, para levar o gol do título num frangaço que entrará para a história do Mundial de Clubes.

Chapéu

Cá estava eu em outro post entusiasmadíssimo sobre o Fluminense, saudando a vinda de Alex "Pantaneiro" Dias, Túlio e outros reforços.

Se Renato Silva, que preferiu as Laranjeiras à Vila Belmiro e Júnior Cesar, que volta ao time que o projetou, já estão confirmados, o mesmo não se pode dizer dos dois nomes supracitados.

O São Paulo exige uma multa rescisória altíssima - R$ 800 mil - que o patrocinador do Fluminense sequer ousou cogitar pagar. Com isso o jogador já está descartado.

E Túlio, que exaltei como um bom jogador de virtudes técnicas e táticas, prefere retornar ao Botafogo.

O Flu levou dois chapéus quase consecutivos e deu um no Santos, em quem está prestes a fazer o segundo. Se não houver acordo entre o Peixe e o bom meia Cícero, revelação do Brasileiro de 2006 pelo Figueirense, pode ser que o jogador venha para o Rio.

Vamos aguardar. Agora, comemorar, só quando estiver tudo "preto no branco". Certo?

Bons tempos

Bons tempos da Indy no Brasil... essa foto eu tirei com câmera normal em Jacarepaguá, 1997. O carro, um Reynard-Cosworth, pilotado por Scott Pruett e alinhado pela Patrick Racing com o codinome fantasia de Brahma Sports Team.

A gente era feliz e sabia...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Sou mais o Barcelona

Aham... o Internacional é aquilo que os locutores costumam dizer, "o Brasil no Mundial de Clubes".

Mas com um futebolzinho mequetrefe, suou para ganhar do Al Ahly nesta quarta, por 2 x 1 e assegurar seu ingresso na decisão do torneio.

Vejo todo mundo exaltando esse menino Alexandre Pato. Já li exageros desmedidos, como um de L.F. Veríssimo, que o chamou de "gênio".

Gênio é Ronaldinho Gaúcho, que vai ganhar sozinho este Mundial para o Barcelona.

Não tenho dúvidas que os blaugranas vão encaçapar o América do México e posteriormente o Inter, no domingo.

Mesmo sem Messi e Eto'o, o Barcelona é superior técnica e taticamente aos seus adversários. O ponto fraco é a defesa, vulnerável a qualquer contra-ataque certeiro.

No fim das contas, sou mais Barça. Afinal, o Rio Grande já tem um campeão do mundo. E isso basta.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Início promissor

A diretoria do Fluminense deu um tiro certeiro ao trazer o antigo craque Branco para gerenciar o bagunçadíssimo futebol tricolor no próximo ano. Livres de "sumidades" como Tote Menezes, Gustavo Mendes e Paulo Bhering, os torcedores esperam um time bem melhor do que este que lutou até a última rodada para não ser rebaixado no Brasileiro de 2006.

E sob seu comando, o clube já agiu rápido. Deu uma calça arriada no Santos e fechou com o zagueiro Renato Silva que (ainda bem) troca a Gávea pelas Laranjeiras.

O ótimo meio-campo Túlio, que passou pelo Botafogo e foi revelado no Goiás, também deve assinar por duas temporadas. Bem mais jovem que o rodadíssimo Marcão, fatalmente vai fazer do jogador que está no clube desde 1999 um reserva de luxo.

Mas o primeiro nome anunciado oficialmente é o do atacante Alex Dias.

Aos 34 anos de idade, o "pantaneiro" troca o São Paulo (que ele dizia ser o clube do coração) pelo Flu, onde quase jogou em 2005. Porém, preferiu acertar com o Vasco, de onde saiu brigado com Eurico Miranda para se transferir ao tricolor do Morumbi.

Não há dúvidas que ele é um bom atacante e que no time certo, com os jogadores certos, pode voltar à fase esplendorosa que mostrou no Goiás. Mas fica sempre no ar a dúvida se um jogador com a idade que ele tem, vai querer mostrar serviço e cair nas graças da torcida.

Na quinta-feira, quatro atletas serão oficialmente apresentados nas Laranjeiras. Três deles estão aí acima. E quem seria o quarto?

Antonio Carlos?

Júnior César?

Washington?

Carlos Alberto?

Eu, sinceramente, não arrisco qualquer nome. Só sei que o início do trabalho do nosso eterno craque da lateral-esquerda já começa promissor.

O Rato ainda ruge


Emerson Fittipaldi, nosso primeiro campeão mundial de Fórmula 1, aquele que abriu as portas para toda uma geração no automobilismo, completa neste dia 12 sessenta anos de idade.

Parece que foi ontem que ele saiu do Brasil para ganhar espaço no automobilismo europeu, começando na Fórmula Ford, depois na F-3 e na F-2 para atrair em 1970 a atenção de ninguém menos que Colin Chapman, o mago da Lotus que deu-lhe ainda naquele mesmo ano a chance de estrear na categoria máxima.

Parece que foi ontem que, aos 25 anos, ele venceu o Mundial de Pilotos com a Lotus 72 negra e dourada e dois anos depois, já na McLaren, chegou ao bicampeonato.

Aí vieram os anos difíceis da Copersucar-Fittipaldi. Tempos de carros ruins, desclassificações, poucos bons resultados, dinheiro minguando, falência...

Em 1983, a Fittipaldi devia US$ 7,2 milhões e a insolvência da equipe foi declarada na Inglaterra. Ele e o irmão Wilsinho venderam tudo o que tinham: fazendas, casas, apartamentos, carros, revendas Mercedes-Benz, para começar do zero.

E veio a aventura americana, um sonho dourado para Emerson, que renasceu das cinzas vencendo pela primeira vez na Michigan 500 em 1985 e depois chegando ao título da Indy 500 no ano em que foi campeão da CART (1989). O Rato seria bicampeão da clássica prova americana em 93, alguns anos antes do grave acidente em Michigan, que o tirou das pistas.

Houve também a provação de um novo acidente, este de ultraleve no interior de São Paulo, a separação da segunda mulher, Tereza e tantos outros momentos que o fizeram repensar a vida.

Mas o vírus da velocidade ainda está lá no sangue de Emerson, e ele se incorporou à GP Masters, campeonato de exibição de veteranos, onde conquistou um 2º lugar em Kyalami, no ano passado.

O Rato ainda ruge, mas não com o fulgor de outrora.

Mas a homenagem pelos seus 60 anos fica na eternidade.

Parabéns, grande campeão!

Ha-haiiiiiiii!

Este 12 de dezembro não é um dia especial só para o automobilismo. O maior comunicador vivo deste país completa, hoje, 77 anos de idade.

Quem quer dinheirooooooo?!?



É ele mesmo (ha-haiiiiiiiii!): Silvio Santos.

Carioca, nascido Senor Abravanel e de uma família judaica, começou como camelô na Praça Mauá e depois na Barca da Cantareira, antes de ser locutor de rádio.

E daí para a televisão, onde conheceu Manuel de Nóbrega, foi um pulo. Silvio comprou o "Baú da Felicidade" que pertencia a ele, começou a ganhar dinheiro e comprou um horário na TV Paulista, para o seu primeiro programa - 'Vamos brincar de forca'.

Ironicamente, quando a Globo comprou a TV Paulista, em 1965, Silvio foi junto. E já era o dono absoluto do domingo, com dezenas de quadros pontuando o já famoso Programa Silvio Santos. Ele faturava horrores porque os anunciantes eram negociados por ele - e por cada cota, o apresentador-empresário ganhava cinco vezes mais do que o previsto.

Roberto Marinho ficou uma arara e em 1976, quando a Globo mudou a grade de programação, Silvio Santos foi embora. Entraram séries como "Planeta dos Macacos" e programas como "8 ou 800" e "Praça da Alegria". Silvio levou seu programa para três emissoras: TV Tupi, Record e TVS, a primeira de sua rede.

Foi graças ao general Figueiredo, o último presidente militar do país, que Silvio passou a ter uma TV em rede. Surgiu em 1981 o SBT - Sistema Brasileiro de Televisão, apostando em desenhos, enlatados e claro, no Programa Silvio Santos, o carro-chefe do domingo.

Na esteira da nova emissora, havia também o "Aqui e Agora", apresentado por Wilton Franco e que revelou (revelou?) nomes como Wagner Montes, Christina Rocha e Sérgio Mallandro. E também o "Viva A Noite", do antigo boy do SBT Augusto "Gugu" Liberato, que começou timidamente nas quartas-feiras e explodiu como sucesso de audiência aos sábados.

E tinha mais: programas e novelas mexicanas, graças à parceria que dura até hoje com a Televisa. Vieram melosas atrações como "Os Ricos Também Choram" e os inacreditáveis "Chaves" e "Chapolin" - que de tão toscos viraram programa cult no Brasil.

Embora patine aqui e alhures, o SBT tem público cativo, atrai anunciantes e Silvio já deu tiros certeiros em projetos ambiciosos, como aquele que tirou a Copa do Brasil da Globo, dando a emissora o primeiro lugar em audiência na final entre Grêmio x Corinthians, há 10 anos atrás. E também com minisséries como "Pássaros Feridos" e "Raízes", onde espertamente o 'homem-que-ri' punha desenhos animados (da Pantera Cor-de-Rosa ao Pica-Pau), esperando a novela da Globo terminar (na época "Roque Santeiro") para exibir seus programas.

Em 2001, ele virou enredo de escola de samba aqui no Rio de Janeiro. A Tradição, hoje no Grupo de Acesso, contou a vida e a história do apresentador num samba que foi dos mais executados na época. Silvio desfilou no abre-alas e a apresentação da agremiação passou - inteira - na Rede Globo. A escola terminou em oitavo lugar no Grupo Especial.

Dizem que ele está envelhecendo, está ranzinza, intolerante... Adriane Galisteu que o diga.

Mas, vamos e venhamos: um homem que consegue o que ele conseguiu, partindo das ruas para o estrelato na TV, tem o seu valor.

Diria, aliás, que Silvio Santos, ou melhor, Senor Abravanel, nasceu de bumbum virado pra lua.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Novo visual

Como o blogger.com está disponibilizando algumas mudanças, resolvi também dar uma mudada no visual do próprio blog - bem mais clean, eu diria, com um fundo mais sóbrio e as letras agora de fácil leitura.

Não sei se está perto do ideal de um blog opinativo. Mas eu gostei muito.

E vocês?

Postem aí e digam o que acharam!

Já a temporada 2006...

Tão previsível quanto esperado...

A Nasr Castroneves Racing vai partir para o tapetão e tentar impugnar o título de Cacá Bueno conquistado no domingo. O chefe da equipe, Amir Nasr, vai fazer uso das declarações do piloto da RC Competições e da telemetria dos carros para melar a conquista.

Ironicamente, se isso acontecer (o que nas palavras do próprio Amir é praticamente impossível), o título ficaria com o outro piloto da equipe, Antonio Jorge Neto.

Dentro do meu ponto de vista, fica claro que não foi um incidente 100% normal. Os dois não cederam. Hoover veio imprensando o rival de encontro ao acostamento. Cacá não tirou o pé. Houve o toque e o sul-matogrossense rodou, parando no muro de contenção.

A Stock esse ano assistiu a acidentes piores e não houve tantas punições. O "drive through" foi um paliativo encontrado para que, após a corrida, não houvesse uma chuva de protestos e a modificação do resultado final.

E sejamos justos: com todos os defeitos que ele possa ter, com toda a perseguição que ele supõe que sofre, Cacá Bueno é um dos melhores pilotos da categoria. É rápido, constante, aguerrido e quando tem um carro certinho nas mãos, está sempre de olho na vitória. Quando não consegue, corre para somar pontos.

Ele próprio veio conversar em particular comigo, pois soube que eu tinha uma opinião formada (Hoover Orsi era meu favorito) a respeito da briga do título. Mas ressaltou que respeitava meu ponto de vista. E eu a ele, como piloto. Complementando o assunto, ele mostrou uma ponta de tristeza porque alguns da platéia o vaiaram na premiação da revista Racing, o "Capacete de Ouro". Acho que ele esquenta demais a cabeça com isso. Se ele focasse seu trabalho em vencer corridas, com certeza ninguém faria isso.

Cacá é visado porque é filho do Galvão Bueno. Fosse filho do Luis Roberto ou do Cléber Machado, provavelmente a coisa seria muito diferente.

Mas essa relação amor-ódio é até benéfica para a Stock Car. Afinal, tirando ele e os dinossauros, que outro piloto (com todo respeito aos outros) atrai tanto a atenção da mídia na categoria?

2007 já começou na Stock...

A semana pós-decisão da Stock teve nesta segunda o teste coletivo realizado em Interlagos, onde muitas estréias aconteceram.

A equipe de Andreas Mattheis já foi a mais rápida do dia, com sua nova dupla: Ricardo Maurício e Marcos Gomes.

Giuliano Losacco andou na Wogel e foi apenas 0s1 mais lento que o novo companheiro de time, Thiago Camilo.

Até o pernambucano Beto Monteiro, que é da Truck, andou - e bem. Fez o 12º melhor tempo do dia, bem mais rápido que Enrique Bernoldi, que experimentou a categoria pela primeira vez.

Outra novidade é que Valdeno Brito fez seu último treino pela L&M Racing. A partir de 2007, o paraibano é piloto da JF Racing, com a bolha do Peugeot 307. Ele provavelmente formará dupla com o goiano Ruben Fontes.

Alguém vai dançar

Chegou hoje ao conhecimento de quem acompanha automobilismo:

A Scuderia Toro Rosso, vulgarmente chamada de STR nas transmissões, vai dar oportunidade a Sebastién Bourdais, o ótimo piloto francês tricampeão da ChampCar, em três dias de testes no circuito de Jerez de la Frontera, na próxima semana.

Fica claro que Gerhard Berger quer avaliar as possibilidades de Bourdais como uma futura opção para a equipe da qual é sócio no próximo ano.

E todo mundo sabe de duas coisas, também.

Primeiro que a Toro Rosso não tem dupla definida - aliás, é a única equipe com vagas em aberto (a Spyker tem uma só).

Segundo, que Bourdais é muito mais piloto que Liuzzi e principalmente que este americanozinho arrogante chamado Scott Speed.

Já estou na torcida. Afinal, dos 19 pilotos já confirmados para 2007, NENHUM é da terra da Bastilha, que já teve Prost, Jabouille, Arnoux, Laffite, Pironi e Jarier em priscas eras.

Todos, por sinal, excepcionais pilotos.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Aí tem!

E por falar em Ingoooooooooooooo... (que piadinha, hehehehe!)

Quem também está explodindo de felicidade é Meg Cotrim, a pequena-grande-assessora do Alemão.

E por que?

Ora, porque aconteceu um evento inusitado e, por que não, bizarro.

Quem estava na sala de imprensa da Stock no domingo (menos eu) presenciou o 'casamento' da referida jornalista com o PGE do site Grande Prêmio, Marcelo Freire - o popular "Tuvuca".
E enquanto ele ainda trabalhava em Interlagos, Meg foi embora mais cedo.

Ouvi alguém dizer "Huuuuuuuuuuuuuuum"?

A bomba do ano

O bom de estar in loco no palco das corridas, ou seja, os autódromos é viver o clima de decisão, sair à caça de notícias, ouvir e contar piadas, rever amigos, referências e lendas do automobilismo, elogios e et cetera.

E sabe quando o acaso coloca a gente frente a frente com quem gostaríamos de conversar?

Pois bem... lá estava eu em Interlagos andando pelo paddock no começo da manhã quando cruzo com Antonio Herrmann, o organizador das Mil Milhas.

Quem acompanha o automobilismo mais detidamente sabe que o país levou uma "calça arriada" do FIA GT, que tirou o evento do calendário 'por pressão dos alemães que não querem esvaziar o campeonato com o provável fim do DTM', explicou Herrmann.

Isto se explica pelas nove corridas previstas para a Europa, a maioria delas no novíssimo formato de 2 horas de duração máxima, para conter custos. A exceção é a China, porque os orientais cacifaram sua presença como etapa de abertura da competição mercê um depósito de US$ 5 milhões.

E eis que quando tudo parecia perdido, veio a bomba, contada pelo próprio.

As Mil Milhas vão acontecer em 2007, sim. Mas não com o FIA GT. Em vez disso, virá...

A Le Mans Series!

E, confesso, isto me espantou. Sempre achei algo fora da nossa realidade, impossível, improvável, inalcançável. Mas vai acontecer. Teremos um mínimo de 36 carros das quatro subcategorias, já garantidos por contrato.

O anúncio das Mil Milhas como prova integrante do calendário da LMS acontecerá oportunamente na França. O evento vai encerrar o campeonato do próximo ano, no dia 10 de novembro. E será uma chance de ouro para os entusiastas irem a Interlagos.

Afinal, a Peugeot virá com seu protótipo a diesel - sensação antes mesmo de estrear. E diz Herrmann que a Audi virá, além de muito mais. 'Vou falar com o Helinho (Castroneves) para convencer o Roger Penske a alinhar um Porsche Spyder e ele correr aqui. E vou encaixar muitos pilotos brasileiros em equipes estrangeiras', garante.

E não me perguntem, por favor, onde estarei em 10 de novembro!

O Senhor 100

Neste país, quem tem mais de 50 anos de idade já é chamado de velho - é verdade que tratado com algum respeito, mas com uma ponta de desdém.

No automobilismo, todavia, quem chega a meio século de vida (e inteiro) pode se orgulhar e muito por isso. E o que dizer de Ingo Hoffmann, que aos 53 anos de idade, 33 de amor ao esporte, continua guiando feito aquele pós-adolescente viciado nessa "cachaça" desde que experimentou - e venceu - o Festival do Ronco para estreantes e novatos em 1972, com um "Fuca"?

O Alemão é um bota da maior qualidade. Fez uma carreira de respeito com dois títulos seguidos na Divisão 3 e boas performances na Super Vê e na F-3 inglesa antes do salto para a Fórmula 1, com a Copersucar. Ele mesmo admite que chegou cedo demais à categoria máxima, mas que a experiência valeu. Curioso é saber que depois de vencer uma Temporada Argentina de F-2, dando show em Mendoza e Buenos Aires, as portas se fecharam. E Ingo tinha apenas 25 anos naquela época.

O jeito foi voltar às origens. E atolando na lama, Ingo foi pra Guaporé correr sua primeira prova na recém-criada Stock Car, com um Opalão 6 cilindros. E de lá não saiu mais.

Já são mais de 310 corridas só na principal categoria do nosso automobilismo e nesse meio tempo, ele desfilou sua imensa competência em provas do Brasileiro de Marcas, de Uno, Palio e nas Mil Milhas, onde ganhou em 2003 com um Porsche 996 GT3.


E num ano onde por absoluta falta de sorte não conquistou uma vaga na Super Final da Stock, Ingo barbarizou. Venceu duas das três últimas corridas e fechou 2006 em grande estilo, com uma corrida monumental este domingo em Interlagos para chegar à 100ª vitória em toda a carreira no Brasil.

Ingo Otto Hoffmann já merece o aposto de lenda há muito tempo, em razão do recorde de 12 títulos na Stock. Mas também pode - e deve - ganhar outro elogio:

Gênio.

Já foi tarde

E Augusto Pinochet morreu.

Sim, amigos, vasos ruins também quebram.

Aos 91 anos, o homem que banhou de sangue o Chile, agora faz parte do passado. E com certeza não sai da vida para entrar na história. Até porque homens como ele não deviam ser reverenciados em hipótese alguma.

Pinochet foi a mola-mestra do processo de "anti-democratização" da América Latina, muito embora eu, você e todas as pessoas inteligentes saibam que o Brasil já era militarizado em 1964. O general golpista derrubou o governo de Francisco Salvador Allende, torturou dezenas de civis, promoveu o extermínio de 3 mil pessoas em dezessete anos como o dono do poder.

E enquanto a maioria dos países do continente já caminhava para a eleição de presidentes civis, o Chile e também o Paraguai, na figura do ladrão Alfredo Strossner, ainda faziam parte do "clube da ditadura moribunda". Até que num belo dia de 1990, Pinochet perdeu poder e o Chile voltou à democracia, elegendo Patrício Aylwin como seu primeiro presidente em anos.

Mas Pinochet perdeu poder em termos. Continuou como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Sua presença nos desfiles militares impunha respeito, medo e fazia ribombar de raiva os corações vermelhos de ódio em razão do genocídio que ele realizou.

E a exemplo de muitos, tive satisfação quando soube que o general fora preso na Inglaterra (tudo bem, era prisão domiciliar, mas...) em razão de seus crimes, incluindo corrupção. Por três anos, pelo menos, achamos que o mundo tinha jeito.

Mas felizmente Deus pôe a mão onde deve. E tirou Pinochet deste planeta.

E, cá pra nós, tarde até demais.

Obrigado!

RIO DE JANEIRO (de volta ao lar) - Fiquei o domingo inteiro sem postar no blog, por motivos óbvios. Então qual não é a minha surpresa ao ver a contagem de page views alcançados por este modesto estabelecimento desde os últimos 3 meses, acho.

PASSEI DE 10 MIL!

É motivo de satisfação para qualquer um. Principalmente um blog que não tem um tema definido. Aqui o espaço é democrático para falar bem e mal de qualquer coisa, do automobilismo até receita de bolo.

Por isso, meu muito obrigado a todos vocês, leitores fiéis, amigos, inimigos, estressados, malas-sem-alça e outros personagens que tornam este blog o meu xodó.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Control Alt Del

São Paulo (humm... de novo?) - Revoltadíssimo com a falta de credenciais para o site Grande Prêmio, o ilibado e impoluto Victor Martins foi alvo de críticas de Nei (ou seria Guei) Tessari, o dono do saiote escocês mais ridículo do mundo.

"É por isso que te dão uma credencial só. Você não sabe nada!"

Martins ameaçou na bucha com o melhor comando da internet: CTRL + ALT + DEL

Explica-se: Guei (ou melhor, Nei) Tessari é assessor de imprensa da equipe RC3-Bassani, onde correm Mateus Greipel e Christian Fittipaldi.

Melhor pensar duas vezes antes de ofender o dinamarquês número 1 de São Paulo...

Rock and roll, man!

São Paulo (sem chuva, enfim) - Vim para o fim de semana decisivo da Stock Car, mas confesso que as tentações da night paulistana são irresistíveis. Depois de uma viagem demorada em razão dos atrasos constantes no Santos Dumont e o tráfego aéreo pesadíssimo - afora trânsito, chuva e et cetera, a cama do quarto de hotel seria a melhor opção da quinta.

Não quando o escriba sabia que haveria um grupo cover do Led Zeppelin se apresentando no Morrison Bar (onde mais). E para lá fui...

Putz! E foi disparada a melhor escolha do dia. Os caras tocam horrores - o baixista é classudo e discreto como o grande JPJ. O batera, peso-pesadíssimo à la John Bonham, fez valer o próprio, mandando um som absolutamente sensacional - e cá para nós, muito melhor que todos os bateristas profissionais que Jimmy Page e Robert Plant contrataram para suas apresentações - inclusive a reunião histórica dos dois no Hollywood Rock, há 10 anos.

O guitarrista é um caso à parte, inspirado no mestre Page e solando como nos velhos tempos do gênio - com direito a mandar acordes como se fosse um violino!

Enfim... o grupo, que se chama No Quarter, fez com certeza um dos melhores shows que já vi. Sem brincadeira nenhuma.

A lamentar... eles não fazem tão jus ao nome assim, pois não executam a música em que JPJ mostra toda a sua classe e improvisos históricos.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Recurso II

São Paulo (cheguei!) - Era esperado: Cacá Bueno teve seu recurso indeferido pelo Superior Tribunal da CBA, que mantém a punição de 20 segundos aplicada a ele na mais recente corrida da Stock, no Rio de Janeiro.

Com o retorno de Thiago Camilo aos pilotos na zona de pontuação, Cacá caiu para 14º na classificação da corrida e perdeu um ponto no campeonato. Lidera com 249, exatamente um à frente de Hoover Orsi - que ainda não venceu corridas este ano.

Já pensaram a Stock com um campeão sem vitórias, o primeiro desde Zeca Giaffone em 1987.

Pouco provável. Mas pode acontecer.

Recurso I

Acabei de saber de última hora, antes de partir para Sampa.

Thiago Camilo, desclassificado na etapa do Rio, recuperou os 12 pontos do quinto lugar no STJD da Confederação Brasileira de Automobilismo.

Agora o piloto da equipe de Mauro Vogel está com 237 pontos somados e está definitivamente na briga pelo título, a doze do líder.

Eram cinco pilotos com chance - agora, são seis.

Cacá Bueno, que agora despencou para 14º na corrida em que foi punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo total, lidera por um pontinho apenas a classificação, com Hoover Orsi em seus calcanhares.

O próximo recurso a ser julgado é o dele.

Aguardemos, pois.

De galocha e capa de chuva eu vou...

Amiguinhos e amiguinhas do meu Brasil varonil... estou dando uma "fugidinha" a trabalho a partir de hoje.

Vou para São Paulo, a capital nacional da velocidade, para sentir o clima (e que clima!) da decisão da Stock Car V-8 que acontece em Interlagos.

E de quebra, fazer a transmissão da Stock Light em sua última corrida do ano, ao vivo.

Até a volta então... e assunto é o que não vai faltar!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Sorte grande

O estuário de pilotos de monoposto no Brasil seca a cada dia.

Mas ainda temos boas notícias para contar.

A desta quarta é que Lucas di Grassi, mesmo com um distante 17º lugar no campeonato da GP2 este ano, acabou lembrado e contratado por uma das melhores equipes - senão a melhor: a ART Grand Prix.

Que não por acaso teve os dois campeões da recém-criada categoria - o alemão Nico Rosberg e o britânico Lewis Hamilton. Que não por acaso já estão na Fórmula 1.

O brasileiro faz parte do Renault Driver Development. Trocando em miúdos, é o programa de revelação de jovens talentos que a marca francesa, que acaba de deixar órfão o automobilismo brasileiro, toca na Europa.

Lucas é muito bom piloto. E mesmo numa equipe fraquíssima, se sobressaiu a ponto de ofuscar aquele que era o "número 1" na hierarquia do RDD, o argentino Jose Pechito Lopez.

E não sei não... num time de ponta, tá cheirando a título.

A menos que o companheiro de equipe, o alemão Michael Ammermüller, diga que não.

***

Antonio Pizzonia resolveu trilhar o caminho que Gianmaria Bruni, Timo Glock e Giorgio Pantano não tiveram pudor em seguir. Depois de uma mal-sucedida experiência na ChampCar, o amazonense preferiu dar um passo atrás para seguir dois à frente - pelo menos é o que ele deseja.

Assinou com a equipe de Giancarlo Fisichella e será companheiro do "homem da mala" Jason Tahinci, o turco que vai pagar parte do orçamento do time em 2007.

***

Sendo assim, com alguns dos principais times já ocupados, o que restaria a Bruno Senna?

Talvez a Arden como melhor solução. A Carlin, que vai estrear na GP2, é boa opção mas trata-se de uma incógnita.

O resto? Melhor esquecer.

Zico perna-de-pau

Não... este não é um post detonando o antigo camisa 10 do Flamengo, embora pelo seu passado de perdedor na seleção, tenhamos alguns motivos para o tratarmos com algumas restrições.

E sim para dar uma porrada na decisão da MTV, que a partir de 2007 deixa de exibir aquele que foi o seu produto-base desde a chegada do canal por estas plagas em 1990.

O videoclipe.

Em coletiva à imprensa na última terça, o atual diretor-geral da emissora, Zico Góes, soltou a frase lapidar.

"O videoclipe não pertence mais à televisão. Ele está ligado ao mundo digital e outras tecnologias atendem melhor a esta demanda."

Um papo-furado-para-boi-dormir, já que a emissora tem medo de admitir que vem levando prejuízo com a queda da 'audiência', exatamente nos três programas que mais exibem clipes na grade: o MTV Lab, o Chapa Côco e o Disk MTV - a atração mais antiga da casa, a única que resistia desde a estréia.

Os órfãos, notívagos evidentemente, terão que esperar até 2 da matina, quando vão rolar clipes na íntegra. Durante o horário normal, eles serão exibidos picotados, e olhe lá.

A decisão da emissora é para reforçar o MTV Overdrive, o canal de banda larga que já é o segundo mais assistido do mundo, só perde para o similar americano. E, claro, tentar abater a concorrência concentrada no Youtube e nos novos canais de UHF - o MixTV e o PlayTV (o antigo Canal 21), que têm nos jovens seu público alvo. As duas emissoras já soltaram suas farpas diante da decisão da concorrente em não passar clipes no horário normal.

A "nova MTV" terá programas de informação, documentários e bobagens ao estilo do "Neura MTV", com Marina Person e Cazé Peçanha. E um programa que promete, já pelo título, muita esculhambação.: "Chá das Minas", com a participação da inusitada Penélope Nova.

É... quem diria que eu ia sentir saudade da época de Maria Paula, Astrid, Zeca Camargo, Thunderbird, Daniella, Gastão, Cuca Lazzarotto e Fábio Massari como apresentadores da Emetevê, como diz Caetano Veloso.

Esse Zico Góes hein? Tremendo perna-de-pau...

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Um século de glórias em grená e branco

No último fim de semana, exatamente no domingo, comemorou-se o centenário de um dos clubes mais queridos do futebol italiano: o Torino.

Tenho grande simpatia por esta agremiação, primeiro porque o uniforme é de uma cor que acho linda - o grená; segundo e principalmente pelo fato de ser o arqui-rival da Juventus, o clube mais prepotente do calcio, sempre acima do bem e do mal.

O Torino nasceu numa cervejaria, fundado por dissidentes da Juve e integrantes do FC Torinese. Mas a primeira taça demorou a vir: foi na temporada 27/28.

Na época da II Grande Guerra, o clube de Turim era considerado um dos mais fortes da Europa. Não por acaso, num período sem Copa do Mundo, faturou os mais importantes títulos do país: o Campeonato Italiano e a Copa da Itália.

Em 1946, a Squadra Granata era praticamente imbatível e a base da seleção italiana, com nada menos que 13 jogadores do time na lista de convocados - entre eles o cracaço Valentino Mazzola, o grande jogador da Itália na época. Este time, na temporada 47/48, ganhou mais uma vez o título italiano, com recorde de pontos (65, dezesseis à frente do segundo colocado), de gols marcados (125), média de gols (3,78 - a maior até hoje) e de goleadas, dentro e fora de casa.

A escalação, todo mundo sabia de cor: Bacciagalupo; Ballarin e Maroso; Martelli, Rigamonti e Castigliano; Menti, Loik, Gabetto, Mazzola e Ossola.

Mas esta mesma equipe seria vítima de uma das maiores tragédias do esporte.

Em quatro de maio de 1949, retornando de Lisboa após um amistoso com o Benfica (derrota por 4 x 3), a delegação do Torino foi surpreendida com o choque da aeronave que os transportava contra a Basílica de Superga.

Reprodução do jornal "La Domenica del Corriere" com a cobertura da tragédia de Superga


Alguns de seus jogadores, aliás, foram homenageados post mortem com seus nomes batizando estádios de futebol país afora: Mario Rigamonti, no campo do Brescia. E Romeo Menti, ao do Vicenza.

Todos os membros da comissão técnica, dirigentes e jogadores morreram, causando comoção em toda a Itália. Meio milhão de pessoas compareceu ao funeral dos jogadores. E o Torino, com um time de juvenis, disputou as quatro partidas restantes - vencendo todas contra Genoa, Palermo, Sampdoria e Fiorentina, respectivamente. Desse modo, conquistaram o título, ressurgindo das cinzas.

A última conquista nacional aconteceu na temporada 1975/1976, de novo com uma equipe que possuía em seu plantel excelentes jogadores, como o goleiro Bordon, o meio-campo Cláudio Sala e os atacantes Pullici e Graziani, os "gêmeos do gol" na equipe comandada pelo já falecido Gigi Radice.

Quando os jogos do Campeonato Italiano passaram com mais freqüência no Brasil (e eu me recordo vagamente de ter visto a final da temporada 76/77, ganha pela Internazionale), ficamos mais íntimos dos craques locais, do "futebolês" falado por lá e também vimos o êxodo de grandes craques.

O lateral Júnior, então no Flamengo, deixou o Brasil em 1984 e foi para lá. Imediatamente ganhou a camisa 5, a liderança do meio-campo e conquistou a torcida com seu futebol técnico e sua disposição. Idolatrado e apelidado de Liovigildo ou de Leo-Junior, ele não conquistou títulos, mas deixou saudades.

Leo-Junior em ação: ginga brasileira e 'grinta' italiana


Como também o atacante Walter Casagrande, que esteve por lá no início da década de 90, ajudando o Toro a conquistar uma vaga na final da Copa da UEFA, talvez a última grande competição que o clube disputou. O Torino perdeu o título para o Ajax pelo critério de desempate dos gols pró fora de casa, uma vez que a decisão terminou empatada em 2 x 2 no Delle Alpi.

Em 1993, o último troféu relevante: a Copa da Itália, ganha com goleada de 5 x 2 sobre a Roma. Mas o encanto se esvaiu. O clube contraiu dívidas monstruosas e seguidos rebaixamentos à Segunda Divisão. Virou o que se chama de "Ioiô".

Na temporada 2004/2005, o então técnico Ezio Rossi conseguiu o que parecia impossível: trazer o Torino novamente à divisão de elite. Mas depois de uma análise da situação financeira do clube, a FIGC (Federazione Italiana Gioco Calcio) vetou a subida do clube, que posteriomente faliu.

Com a razão social mudada para Torino FC, o clube renasceu no último campeonato. Urbano Cairo, o novo presidente, trabalha com pés no chão e a persistência rendeu frutos. Após um comemoradíssimo empate com o Mantova, o Torino, o velho Toro estava de volta à Série A, sem sustos.

Na atual temporada, mesmo com um elenco experiente onde despontam Abbiati (ex-Juventus e Milan), Pancaro (ex-Lazio e Milan), Muzzi (ex-Lazio), entre outros, o Torino levou algumas bordoadas feias, caindo de quatro em casa para a Lazio e levando três do Palermo.

Mas a torcida, apaixonada como nunca, está em estado de graça. De repente, o time emplacou três vitórias seguidas e a última, no dia do Centenário, é comemorada até agora. O gol de Comotto provocou uma explosão grená no Delle Alpi que, vamos e venhamos, nenhum outro clube da Itália (vá lá, talvez o Nápoli, se voltar para a Série A) seja capaz de proporcionar hoje.

A linda festa da torcida granata no último domingo

Como a F-1 chegou ao Brasil

A nova geração não é capaz de saber por quais meios a Fórmula 1 chegou ao Brasil, provavelmente por puro desinteresse. Mas o Saco de Gatos conhece a história tintim por tintim e vai desdobrar o processo pra rapaziada nova na área.

Pois bem: em 1970, Interlagos estava reaberto após uma longuíssima reforma que durou dois anos. Foram erguidos novos boxes, torre de cronometragem e direção de prova, ampliadas as áreas de escape, instalados guard-rails e o mais importante, construídas arquibancadas de concreto, já que na velha pista as acomodações eram mais do que precárias, em madeira cujas tábuas foram destruídas com o tempo.

Surgiu na cena automobilística, nesse tempo, o empresário Antônio Carlos Scavone que, de olho nas façanhas de Emerson Fittipaldi, já campeão na Fórmula 3 inglesa, pretendia introduzir por aqui a fina flor do esporte - ou seja, a Fórmula 1.

E para isso, o Brasil teve que começar de baixo, promovendo provas internacionais para mostrar que teria capacidade e competência para organizar um evento de grande porte.

Scavone conseguiu que viessem 23 carros - provenientes de sete fabricantes diferentes - de Fórmula Ford para a realização do primeiro Torneio Internacional BUA (British United Airways). Vieram de fora alguns bons pilotos da categoria: Vern Schuppan, Tom Walkinshaw, Ray Allen, Ian Ashley, Tony Lanfranchi, Ed Patrick, Max Fletcher, Tom Belso, Val Musetti, Peter Hull, Reg James, Clive Santo, Syd Fox e duas mulheres - Gabriele König e Liane Engelman.

A delegação brazuca tinha Emerson Fittipaldi como o grande destaque, capitaneando Luizinho Pereira Bueno, Ricardo Achcar, Marivaldo Fernandes, Milton Amaral, Norman Casari, José Moraes Neto, Wilsinho Fittipaldi, Pedro Victor de Lamare e Chiquinho Lameirão.

Com promoção e transmissão da Rede Globo, o Torneio teve cinco corridas: duas no Rio, uma em Curitiba, outra em Fortaleza e o grand finale em São Paulo.

Emerson, que corria com um Lotus amarelo com faixa horizontal verde, coerentemente pintado com o número 1, venceu a prova inaugural no antigo autódromo do Rio. Luiz Pereira Bueno, em atuação magistral a bordo de um Merlyn, faturou a prova seguinte e Ian Ashley foi ao topo do pódio em Curitiba.

E aí registrou-se um episódio que entrou para o folclore do automobilismo nacional. Com a etapa de Fortaleza ocorrendo a apenas sete dias do evento paranaense, os carros (que eram transportados por carreta) corriam o sério risco de não chegar a tempo no Autódromo do Eusébio para a grande prova. Com muito esforço, a caravana chegou ao Ceará às onze da noite de sexta-feira, a tempo de se realizarem os treinos e a prova, ganha por Emerson Fittipaldi para deleite da galera.

Interlagos, com casa cheia, presenciou uma vitória sensacional e o título de Emerson, com Wilsinho fazendo uma histórica dobradinha. Não havia dúvidas que o Brasil estava bem representado no exterior e por isso mesmo Scavone se permitiu dar um passo ainda maior em 1971.

De uma só tacada, ele organizou os Torneios Internacionais de Fórmula 3 e Fórmula 2, atraindo muitos pilotos estrangeiros e novamente dando grande visibilidade ao automobilismo com a parceria cada vez mais sólida com a Rede Globo.

A grande estrela das provas de F-3 foi Wilsinho Fittipaldi. Com o mesmíssimo Lotus 59 Novamotor com o qual começara sua aventura européia, o "Tigrão" deu show na pista que era o quintal de casa dele e de toda sua geração. E foi campeão com sobras.

Na F-2, cuja exibição aconteceu no fim do ano, Emerson Fittipaldi, que já estava no "primeiro time" da categoria máxima, arrebentou na prova de abertura, vencendo o vice-campeão de F-1 Ronnie Peterson por apenas três décimos de segundo na soma dos tempos.

Emerson voltaria a vencer na prova do dia 7 de novembro, com vantagem de dez segundos sobre o argentino Carlos Reutemann. O piloto portenho ganhou em Tarumã, na corrida onde morreu o promissor italiano Giovanni Salvatti, que entrou por baixo do guard-rail da curva 1 com seu March.

Ainda houve uma corrida em Córdoba, na Argentina, com nível técnico mais baixo e cujo vencedor foi o australiano Tim Schenken. Mas Emerson saiu consagrado como o campeão do Torneio, prometendo voltar em 1972 se Scavone reunisse condições de organizar a prova.

Não só o empresário conseguiu, como trouxe a F-1 já em 30 de março daquele ano, para uma prova extracampeonato com 12 pilotos inscritos - quatro deles brasileiros: Emerson, Wilsinho, Carlos Pace e Luiz Pereira Bueno. A suspensão do Lotus de Emerson quebrou a poucas voltas do fim e Reutemann venceu.

Como um meteoro, Emerson chegou ao topo e foi campeão com o monoposto pintado em negro e dourado do patrocinador John Player Special. E logicamente foi a grande atração do II Torneio Internacional, que aconteceu de 29 de outubro a 12 de novembro.

Vinte carros disputaram as provas e os brasileiros deram um show. Emerson, que corria com um Lotus 69 de motor Cosworth BDF de 1.930 cc, venceu na soma de tempos na primeira prova, com Tim Schenken (Rondel Brabham) e Wilsinho Fittipaldi (Bardahl-Varga Brabham) fechando o pódio.

Na segunda rodada, José Carlos Pace, estreando na Surtees com o modelo TS15, o carro de 1973 dotado de motor Ford/Hart 2 litros com bloco de alumínio, matou a pau com uma histórica atuação vencendo Emerson por aproximadamente 13 segundos na primeira bateria e cinco sobre Mike Hailwood na segunda. Na soma dos tempos, Emerson terminou à frente de Mike The Bike (Team Surtees).

O britânico deu o troco na rodada final, usando e abusando da regularidade, pois as duas baterias foram ganhas por Henri Pescarolo (Rondel Brabham) e Carlos Pace. Com 15 pontos somados ao fim das três etapas, contra 13 de Hailwood, Emerson chegou ao bicampeonato do Torneio Internacional de F-2.

O resgate da história - II

É um carro? Ou uma charrete? Bem... você decide

Quem diria que este post teria um desmembramento... enfim, vamos em frente.

Recebi uma resposta ao post "O resgate da história", de um leitor irritadiço exigindo, praticamente, que eu falasse dos primórdios do automóvel no Brasil. Provavelmente ele fez isso, posso arriscar, porque quem trouxe o primeiro carro para cá foi um mineiro com um pé na França: ele mesmo, o pai da aviação (há controvérsias) Alberto Santos Dumont.

Em 25 de novembro de 1891, para ser exato, desembarcou no porto de Santos, proveniente do navio Portugal, o primeiro carro importado trazido por ele.

O carro era um Peugeot, com motor Daimler movido a gasolina, com 3,5 HP de potência e cuja aparência lembrava muito uma charrete. Daí a denominação francesa de voiturette ao veículo. O Peugeot foi adquirido numa cidade próxima a Paris, chamada Valentigney e custou 6.200 francos a Santos Dumont.

Como Alberto fazia constantes viagens ao exterior, o irmão dele, Henrique, foi o primeiro a ter a primazia de guiar o carro em 1893.

Muito tempo depois, em 1957, a Volkswagen construiu o primeiro carro totalmente feito no Brasil - a perua Kombi, dois anos antes da nacionalização do popularíssimo Fusca, que bateu o Ford T (Bigode) como o veículo mais vendido em todo o planeta - até ser suplantado por Toyota Corolla (hoje o número 1 em vendas de todos os tempos), e posteriormente pelo Ford F e pelo VW Golf.




segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Tirem as crianças da sala!

Nick Diamond e Johnny Gomez, os âncoras da atração.

Vira e mexe, a MTV tira da gaveta uma de suas mais hilárias atrações.

É o Celebrity Deathmatch, que como o próprio nome diz, traz lutas entre celebridades onde a peleja só termina em morte. E com bonecos animados, feitos de massinha, idênticos a quem você quiser e puder imaginar.

Recomendado por um colega de uma comunidade do Orkut, fui ver este vídeo de uma luta nada usual, entre dois pilotos da Nascar: o tetracampeão Jeff Gordon e a lenda Dale Earnhardt, dono de sete títulos e falecido em 2001.

Se essa luta movida sobre quatro rodas e num ringue especial já é divertidíssima, o que dizer então das outras?

Há confrontos absolutamente bizarros, como Os Três Patetas x Os Três Tenores e outros simplesmente hilários. Dá pra imaginar William Shakespeare em confronto com o rapper Busta Rhymes? Ou então os desbocados Beavis & Butthead em confronto, sendo que o primeiro se transforma no hilário "Cornholio"?
Só procurando e vendo no Youtube (sempre ele!) para descobrir. E tirem as crianças da sala, porque lá acontecem as situações mais inusitadas possíveis...

Pamela Anderson (haha!) enforcando o ex Tommy Lee... sensacional!

Bidone d'Oro... era só o que faltava ao Adriano!

Bom, essa não sou eu quem estou dizendo... o post nada mais é do que a cópia de uma notícia que pesquei do site do jornal O Dia. E só um aparte: ele está há mais de mil minutos sem fazer um único gol por seu clube...

Adriano é eleito o pior jogador da Itália

Fonte: Terra

O atacante brasileiro Adriano, da Inter da Milão, venceu o prêmio de pior jogador do ano na Itália, o Bidone d'Oro 2006, ou "Perna-de-pau de Ouro 2006". A informação é da agência Ansa.O troféu foi concedido pelo "júri popular" de mais de 10 mil ouvintes do Catersport, programa da rádio italiana RAI 2, que promoveu a indicação dos piores jogadores da primeira divisão no ano.

Segundo os produtores do programa, "depois de anos de vacas magras, o clube do imbatível Massimo Moratti leva para casa um troféu que se soma a dois títulos pela Copa Itália, um troféu pela Copa UEFA, entre outros títulos históricos".

O prêmio do programa apresentado por Sergio Ferrentino, Giorgio Lauro e Marco Ardemagni será entregue na terça-feira a Adriano.

Adriano é o segundo brasileiro a conquistar o troféu, vencido por Rivaldo (hoje no clube grego Olympiacos), em 2003. Junto ao atacante brasileiro, que obteve 3.215 votos (31,2%), outros dois jogadores do Milan completaram o pódio, o campeão do mundo Alberto Giardino, que obteve 929 votos (9%), e outro brasileiro, o atacante Ricardo Oliveira, com 895 votos (8,7%).

"A vitória de Adriano foi claríssima: desde as primeiras horas do dia o atacante verde-e-amarelo passou à frente dos outros 49 concorrentes selecionados por um júri de especialistas, contando com os principais jornalistas esportivos italianos", escreveram os produtores do Catersport.

Completam a classificação o sueco Zlatan Ibrahimovic, em quarto lugar com 851 votos (8,2%) e o italiano Francesco Totti, com 800 votos (7,8%).


Destaque para o brasileiro Amoroso, ex-jogador do Milan e atualmente no Corinthians, que ficou em nono lugar, com 377 votos (3,7%).

Nada como um ano após o outro...

Benjamin Wright, pai do antigo árbitro José Roberto Wright, hoje comentarista da Globo, cunhou uma expressão definitiva.

"O futebol é uma caixinha de surpresas."

E quantas e quantas vezes já não ouvimos? Tanto que parece um ramerrão, mas não é.

Realmente o velho e violento esporte bretão ainda nos prega peças.

Na Europa, quem duvidaria que um dia a poderosa Juventus de Turim, com sua prepotência peculiar, amargaria um vexaminoso rebaixamento à Série B?

Está certo que a justiça por lá deu uma ajudinha e tanto. O alvinegro italiano tinha dezessete pontos de déficit e a penalização já foi neutralizada o suficiente para que os bianconeri já estejam nos calcanhares do... Napoli.

Isto mesmo, o antigo time de Maradona e Careca, com nova direção e a mesma fanática torcida, empolga o norte do país e lidera a Segundona depois de um inferno daqueles na Terceira Divisão - onde foram campeões na temporada 2005/2006 levando mais de 50 mil pagantes ao Estádio San Paolo no jogo final contra o Avellino.

Por aqui, o Grêmio deu um show de competência e levou a cabo aquela velha canção de Paulo Vanzolini. O tricolor gaúcho levantou, sacudiu a poeira das cinzas e deu a volta por cima em 2006.

Depois do épico de Recife, quando com seis na linha e o goleiro Galatto o Grêmio tirou o Náutico da Série A e foi campeão, vieram o título do Gauchão (quebrando a hegemonia do Inter e contra o eterno rival) e um terceiro lugar no Brasileiro com gosto de título, que valeu a volta do time à Libertadores em 2007.

Quem procurou seguir à risca os ensinamentos do Grêmio foi o Atlético Mineiro, que após um início claudicante na Segundona, ganhou a confiança de sua torcida (a mais fiel, disparada, deste ano) e caminhou céleremente rumo ao título. Méritos para a diretoria, que dispensou medalhões, enxugou a folha de pagamento e fez contratos de tiro curto com alguns atletas. E Levir Culpi, o treinador que reconduziu o Botafogo à Série A em 2003, também contribuiu dando chance para a prata da casa.

A volta por cima de Grêmio e Atlético significa também estádios mais cheios na Série A em 2007 (por isso o rebaixamento do São Caetano foi tão comemorado). O Galo tem, por si só, uma apaixonada torcida a seu favor (muito mais que a do rival Cruzeiro), assim como o tricolor dos pampas. E com a volta de Sport e Náutico para a elite em 2007, teremos nada menos que 32 clássicos regionais nos dois turnos, com os times de Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande, Pernambuco e Paraná.

Em tempo: em 2005, o Fluminense sofreu com a chacota das torcidas rivais, ganhando o apelido de "flanelinha", porque teve a vaga para a Libertadores nas mãos e na última rodada guardou-a para o Palmeiras se classificar. Antes, perdera a chance de ir para a competição continental como vice do Paulista de Jundiaí na Copa do Brasil.

E neste ano, o que tivemos?

O Vasco é o "flanelinha" da vez, porque também teve sua vaga nas mãos e no fim o Paraná Clube é que ficou com ela. E numa novela bastante semelhante, o alvinegro de São Januário também perdeu a Copa do Brasil. Está certo que foi para um time de muito mais expressão, porém com um elenco medíocre.

Não é nada, não é nada... taí, me sinto intimamente vingado.

Caldeirão!

Nunca uma decisão de qualquer categoria do automobilismo brasileiro foi tão aguardada quanto a do próximo domingo.

A Stock Car chega à finalíssima de Interlagos com cinco pilotos brigando pelo cetro de campeão - um deles em busca do tri e outros quatro lutam por uma conquista inédita em suas carreiras.

Tem mais um detalhe: descobriu-se que há 13 possibilidades do campeonato terminar num inédito empate. E mais: que quatro pilotos, numa dessas combinações, chegariam em primeiro.

O problema é o seguinte: que critério será usado para definir um campeão único? Todo o campeonato de 12 provas, ou somente os resultados do playoff? Imaginem vocês se o Cacá Bueno não for campeão o que o pai dele vai falar no "day after" da corrida paulistana.

Por sua vez, os bastidores às vésperas dos treinos já fervilham como o calor que faz aqui no Rio. É a dança das cadeiras movimentando o mercado de pilotos com vistas ao próximo ano.

A grande bomba é a saída de Giuliano Losacco da equipe de Andreas Mattheis. O atual bicampeão vai com armas e bagagens para a Vogel Motorsports e será o companheiro do aguerrido Thiago Camilo em 2007. Formarão uma grande dupla, sem dúvida nenhuma, tendo como parceiro um dos mais competentes preparadores e chefes de equipe do nosso automobilismo interno.

Isto posto, o "alemão" não pestanejou e trouxe sangue novo pra sua escuderia. Hoje foi anunciada a contratação de dois pilotos jovens e de excelente nível. Ricardo Maurício, a pequena grande fera da Stock, que conseguiu ir para o playoff num time considerado de médio porte, assinou por dois anos com Andreas Mattheis. E no outro carro, virá Marcos Gomes, filho do tetracampeão Paulo Gomes, cinco anos mais jovem que Ricardinho - e que assinou por três temporadas.

É a Stock a caminho da profissionalização definitiva. Mas que não nos esqueçamos da base, do kart e das categorias de monoposto especialmente, que estão à míngua.

E boa sorte para o Giuliano, o Ricardinho e o Marquinhos, que eles merecem.

domingo, 3 de dezembro de 2006

O resgate da história

O automobilismo é um esporte de histórias riquíssimas. E de carros lendários.

Resgatar o passado e preservá-lo é um dever dos apaixonados.

Que bom que existiu Tom Wheatcroft, que montou em Donington Park o maior museu de carros de corrida do planeta, com o qual até um dos nossos campeões mundiais contribuiu. Nelson Piquet entregou a ele a Brabham BT52 com que venceu a temporada de 1983.

Indianápois e Daytona, com suas construções majestosas e bólidos de todas as épocas, incluindo o Marmon Wasp vencedor das primeiras 500 Milhas em 1911 (!!!) enchem os americanos e os aficionados de orgulho.

Por estas plagas, não existia essa preocupação até há bem pouco tempo. Mas um cidadão dos pampas, chamado Paulo Trevisan, foi à luta.

E já conseguiu reunir num Museu erguido em Passo Fundo, mais de 70 veículos que representam a história do nosso automobilismo.

Entre as jóias listadas estão sete Carreteras; dezenove monopostos (entre F-Super Vê, F-2 Brasil, F-3 sul-americana, F-Ford e F-Chevrolet - vários deles, campeões brasileiros); seis protótipos nacionais da chamada Divisão 4 (incluindo o Meta 20 de Chico Landi, o primeiro carro nacional de competição com motor turbo) e outros oito protótipos construídos a partir da década de 90.

Tem mais: o Trueño Sprint de fabricação argentina que correu com Pedro Victor de Lamare; sete protótipos de fabricação sulista, notadamente o Tubarão; três carros com mecânica DKW (o lendário Carcará é um deles); quatro carros de Turismo dos anos 70, incluindo o recém-restaurado Maverick-Berta da escuderia Hollywood e quatro outros da fase dos anos 80/90; quatro Stock Cars; dois carros italianos e quatro máquinas da chamada Mecânica Continental.

Em suma: é de tirar o fôlego. Mas pode vir muito mais, se o pessoal que tem ainda carros parcialmente inteiros ou semi-destruídos para uma possível reconstrução quiser colaborar com o acervo do Paulo Trevisan.

O Museu já tem site na internet. Vale a pena curtir um pouco a história de máquinas que não saem da memória. E se deliciar com o que existe por lá em Passo Fundo e o que poderá vir a existir no futuro.

Unidos na mediocridade

Ufa!

Terminou o Campeonato Brasileiro.

Glória ao São Paulo, o merecido campeão de 2006, que praticamente não teve adversários.

Parabéns ao valente Grêmio que, enquanto escrevo o post, ainda é o terceiro colocado - mas se vencer o Fortaleza, ficará na frente do eterno rival Inter como vice-campeão. Um feito e tanto para quem saiu da Série B.

E que este ano sirva de alerta para diversos times de tradição - em especial Fluminense e Palmeiras, que morreram abraçadinhos no Maracanã neste domingo.

Um joguinho que não valia de porra nenhuma e podia ser chamado de "Obrigado X Ponte", uma alusão ao rebaixamento que o time de Campinas cavou nas últimas rodadas até conseguir.

Os especialistas não tiveram pena: ao analisar o jogo, criticaram duramente as duas equipes, num espetáculo (espetáculo?) paupérrimo que levou menos de 7 mil pagantes ao Mário Filho.

Vamos e venhamos: o que ambos os times fizeram de bom este ano?

O Palmeiras foi ligeiramente melhor no primeiro semestre, porque jogou a Libertadores que o tricolor do Rio não teve competência para alcançar em 2005. Mas o sonho durou pouco. Eliminado pelo São Paulo, o alviverde sequer alcançou as quartas-de-final.

O Fluminense começou como franco favorito ao bi do Estadual, mas a falta de critério de contratações de jogadores e o planejamento pífio da diretoria fizeram tudo cair por terra. A Copa do Brasil poderia ser, de novo, a salvação da lavoura, mas o Flu não soube ganhar do Vasco (que novidade...).

E veio o Brasileiro, onde o time carioca até começou muito bem e o Palmeiras teve um início ridículo, fazendo antever o fantasma do rebaixamento que o time vivera em 2002.

Mas de novo a falta de critério da diretoria do Fluminense pôs tudo a perder. Como o clube é refém do patrocinador, o técnico Oswaldo de Oliveira era impelido a escalar os jogadores cujos salários eram pagos por fora. Muita gente diz que não é por aí, mas fontes me garantem que a história era essa.

E Oswaldo foi demitido (inclusive, neste momento, ele acaba de pedir demissão no Cruzeiro). Resultado: o Flu tinha um padrão de jogo minimamente competitivo e, com a ciranda de técnicos, esse padrão deixou de existir.

No Palmeiras existem problemas de cunho político, mas muito mais presentes e fortes que no Fluminense. Os corneteiros chiam barbaridade, nunca a "Turma do Amendoim" reclamou tanto da diretoria e do time ruim, dos jogadores fraquíssimos que vestiram a camisa do alviverde. O vexame foi completado com uma goleada em casa sofrida diante do Internacional, onde a torcida exagerou no protesto e invadiu alguns camarotes do Parque Antártica.

Vamos e venhamos: alguns dirigentes, de tão bocudos que são, se equivalem na mediocridade e na incompetência. Aqui no Rio, a torcida do tricolor abomina Gustavo Mendes, Tote Menezes e Paulo Bhering. Em São Paulo, o alvo do ódio é Salvador Hugo Palaia, o responsável direto pela demissão de Tite, o único treinador que deixou o Palmeiras um pouquinho nos trilhos na Série A.

Que sirva de lição o exemplo do Vasco, que com um time limitadíssimo, mas muito guerreiro, fez uma campanha além da expectativa e por causa de uma bola que bateu na trave aos 46 do segundo tempo, não foi para a Libertadores da América, privilégio que caberá ao Paraná Clube - outra agremiação de investimentos limitadíssimos e que fez uma excelente campanha.

Em tempo: o jogo no Maracanã terminou 1 x 1, graças à intervenção do péssimo árbitro Héber Roberto Lopes, que "meteu a mão" no Fluminense, garfando dois pênaltis claríssimos. A arbitragem brasileira vive momentos de terror. Ninguém se salva, nem os homens com escudo FIFA: Héber, Leonardo Gaciba, Carlos Eugênio Simon e o pior de todos, Wilson Souza de Mendonça.

Aposentem-se, sopradores de apito!

sábado, 2 de dezembro de 2006

Enfim, um carro de verdade

Em seu primeiro ano de existência, a Stock Júnior, filha mais nova da família Stock Car, começou com um número baixo de inscritos - média de doze por etapa - e isso não foi capaz de empanar o brilho de inúmeras corridas. Uma delas, em Brasília, foi decidida em favor de Cássio Homem de Mello numa chegada de tirar o fôlego: apenas 0s003 o separaram do segundo colocado!

A categoria tem um formato de disputa muito interessante, com duas provas no fim de semana, pontuação bastante semelhante à da Nascar e um carrinho muito rápido, dotado de motor Yamaha de motocicleta, capaz de chegar a 130 HP com uma boa preparação.

Mas um ponto depôs contra a Stock Júnior: o visual da carenagem, que fez muitos apelidarem a categoria de Stock Coelhinho.

Isso será coisa do passado em 2007. O visual horroroso será sepultado por um novo layout produzido pela ZF, depois de uma idéia lançada no programa Linha de Chegada, do cracaço Reginaldo Leme. A Vicar e a empresa que toca a produção e a montagem dos Stock Júnior encamparam a idéia e o resultado é esse que vocês vêm aí embaixo.


A apresentação oficial vai acontecer no fim de semana da última etapa do campeonato, em Interlagos. E agora sim podemos dizer: o Stock Júnior é um carro de corrida de verdade.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Troca-troca para Farfus no WTCC

Essa é da série "eu já sabia", porque um amigo jornalista já tinha me contado esta antes do Capacete de Ouro, há menos de duas semanas.

Augusto Farfus Jr., terceiro colocado no WTCC - o Campeonato Mundial de Turismo, vai migrar da Alfa Romeo para a BMW no ano que vem.

O curitibano, que nos dois últimos anos correu - e bem - pela marca milanesa, vai substituir Dirk Müller no Team Schnitzer, onde terá como companheiro (quanta ironia) o irmão do alemão, Jörg Müller.

O atual bicampeão do certame, o britânico Andy Priaulx, também corre com um modelo 320i da marca bávara - o que sem dúvida também foi fator primordial na mudança de equipe do piloto brasileiro.

A ele só nos resta desejar três coisas: a primeira, uma grande sorte e que o título mundial saia em 2007;

a segunda, que o Brasil continue no calendário. No site do WTCC, Curitiba consta como prova inaugural em 11 de março, mas as datas oficiais ainda não foram divulgadas;

e a terceira, que o campeonato vá para uma emissora de TV com visibilidade no mercado.

PS.: enquanto isto, a Eidos Interactive e a SimBin se juntaram para produzir o game do WTCC para PC. Como nem tudo é perfeito nesse mundo, os carros são os da última temporada - o que significa que Farfus ainda estará na Alfa. E tem um detalhe: Lucas Molo, que correu em Curitiba com outra Alfa 156, também é um dos pilotos presentes no jogo.