



Como o próprio nome diz, um balaio de gatos onde todo assunto vale a pena para ser comentado e discutido por quem escreve e por quem passa aqui: esporte, música, cinema, poesia, livros, amor, sexo, justiça, dinheiro e todos os temas e problemas do nosso cotidiano.















Quem quer dinheirooooooo?!?

Reprodução do jornal "La Domenica del Corriere" com a cobertura da tragédia de Superga
Alguns de seus jogadores, aliás, foram homenageados post mortem com seus nomes batizando estádios de futebol país afora: Mario Rigamonti, no campo do Brescia. E Romeo Menti, ao do Vicenza.
Todos os membros da comissão técnica, dirigentes e jogadores morreram, causando comoção em toda a Itália. Meio milhão de pessoas compareceu ao funeral dos jogadores. E o Torino, com um time de juvenis, disputou as quatro partidas restantes - vencendo todas contra Genoa, Palermo, Sampdoria e Fiorentina, respectivamente. Desse modo, conquistaram o título, ressurgindo das cinzas.
A última conquista nacional aconteceu na temporada 1975/1976, de novo com uma equipe que possuía em seu plantel excelentes jogadores, como o goleiro Bordon, o meio-campo Cláudio Sala e os atacantes Pullici e Graziani, os "gêmeos do gol" na equipe comandada pelo já falecido Gigi Radice.
Quando os jogos do Campeonato Italiano passaram com mais freqüência no Brasil (e eu me recordo vagamente de ter visto a final da temporada 76/77, ganha pela Internazionale), ficamos mais íntimos dos craques locais, do "futebolês" falado por lá e também vimos o êxodo de grandes craques.
O lateral Júnior, então no Flamengo, deixou o Brasil em 1984 e foi para lá. Imediatamente ganhou a camisa 5, a liderança do meio-campo e conquistou a torcida com seu futebol técnico e sua disposição. Idolatrado e apelidado de Liovigildo ou de Leo-Junior, ele não conquistou títulos, mas deixou saudades.
Leo-Junior em ação: ginga brasileira e 'grinta' italiana
Como também o atacante Walter Casagrande, que esteve por lá no início da década de 90, ajudando o Toro a conquistar uma vaga na final da Copa da UEFA, talvez a última grande competição que o clube disputou. O Torino perdeu o título para o Ajax pelo critério de desempate dos gols pró fora de casa, uma vez que a decisão terminou empatada em 2 x 2 no Delle Alpi.
Em 1993, o último troféu relevante: a Copa da Itália, ganha com goleada de 5 x 2 sobre a Roma. Mas o encanto se esvaiu. O clube contraiu dívidas monstruosas e seguidos rebaixamentos à Segunda Divisão. Virou o que se chama de "Ioiô".
Na temporada 2004/2005, o então técnico Ezio Rossi conseguiu o que parecia impossível: trazer o Torino novamente à divisão de elite. Mas depois de uma análise da situação financeira do clube, a FIGC (Federazione Italiana Gioco Calcio) vetou a subida do clube, que posteriomente faliu.
Com a razão social mudada para Torino FC, o clube renasceu no último campeonato. Urbano Cairo, o novo presidente, trabalha com pés no chão e a persistência rendeu frutos. Após um comemoradíssimo empate com o Mantova, o Torino, o velho Toro estava de volta à Série A, sem sustos.
Na atual temporada, mesmo com um elenco experiente onde despontam Abbiati (ex-Juventus e Milan), Pancaro (ex-Lazio e Milan), Muzzi (ex-Lazio), entre outros, o Torino levou algumas bordoadas feias, caindo de quatro em casa para a Lazio e levando três do Palermo.
Mas a torcida, apaixonada como nunca, está em estado de graça. De repente, o time emplacou três vitórias seguidas e a última, no dia do Centenário, é comemorada até agora. O gol de Comotto provocou uma explosão grená no Delle Alpi que, vamos e venhamos, nenhum outro clube da Itália (vá lá, talvez o Nápoli, se voltar para a Série A) seja capaz de proporcionar hoje.
A linda festa da torcida granata no último domingo
Pamela Anderson (haha!) enforcando o ex Tommy Lee... sensacional!
