domingo, 18 de fevereiro de 2007

Mulheres inesquecíveis - I

Muita gente não deve ter ouvido falar de uma atriz que nasceu na Argentina e foi uma estrela efêmera do cinema brasileiro nos anos 60 e 70.

Adriana Prieto deixou saudades em oito anos de uma fulgurante e marcante carreira por aqui.

Filha de uma brasileira casada com um diplomata chileno, ela nasceu em 1950 na capital argentina, Buenos Aires - e logo veio para o Brasil. Com quatro anos de idade, já morava no Rio de Janeiro.

Em 1966, portanto menor de idade, aos 16 anos, a loirinha argentina arrebatou o diretor Nelson Pereira dos Santos. Ela participou do longa El Justiciero contracenando com o galã Arduíno Colasanti. E ganhou seu primeiro prêmio: o Governador do Estado, como melhor atriz coadjuvante.

Entremeando seus papéis na telona, ela apareceu esporadicamente na televisão e poucas vezes no teatro, onde interpretou personagens de Ibsen, Nelson Rodrigues e Augusto Boal.

Mas era o cinema que a realizava. E requisitadíssima por diversos diretores, de Reginaldo Farias a David Neves, foi a musa do que se convencionou chamar da "primeira fase da pornochanchada", em filmes como Os Paqueras, A Viúva Virgem e Ainda Agarro Esta Vizinha.

Em 1971, interpretando a garota de programa Lúcia McCartney, da obra homônima de Rubem Fonseca, recebeu o Prêmio Air France de Cinema.

Adriana ainda faria mais cinco filmes antes daquele que foi o sucesso mais estrondoso de sua carreira: O Casamento, dirigido pelo então jovem Arnaldo Jabor, onde sua personagem é amada secreta e incestuosamente pelo próprio pai.

Lamentavelmente ela não desfrutou os louros e os prêmios que merecia conquistar por seu desempenho no filme. No fim do ano de 1974, exatamente na véspera do Natal, ao dobrar uma esquina de uma rua em Copacabana, seu Fusca foi abalroado por um carro de polícia. Adriana Prieto morreu, súbita, inesperada e tragicamente, aos 24 anos de idade.

Por ser uma perda tão prematura e até hoje sentida no cinema brasileiro, esse tópico Mulheres Inesquecíveis não poderia começar de outro jeito.

É carnaval... e tem futebol, sim senhor!

Longe vão os tempos em que num sábado de carnaval, em 1975, 50 mil torcedores do Fluminense foram ao Maracanã para ver Rivellino estrear com três gols na goleada de 4 x 1 sobre o Corinthians.

Neste mesmo dia, com sol e calor no Rio de Janeiro, e muita animação pelas ruas e bailes (sou testemunha porque fui no Cordão do Bola Preta), apenas 12 mil torcedores foram ver o clássico Vasco x Fluminense no ex-maior do mundo.

É verdade que o jogo foi muito esvaziado pela eliminação precoce do tricolor, mas a partida foi muito competitiva e emocionante até o fim, pelas deficiências da defesa do Flu e pela ajuda providencial do árbitro Gutemberg de Paula Fonseca.

O "soprador de apito" teve uma atuação tendenciosa a favor do Vasco. A falta que originou o terceiro gol foi inexistente. E ele foi vacilante ao marcar o pênalti que empatou o jogo. O Flu, para quem não sabe, vencia com sobras por 4 x 2, jogando muito mais do que o rival e com dois gols de Soares, um de Cícero e outro de Alex Dias - este um lindo gol onde o atacante pegou de perna direita, de primeira.

Como resultado, o xará do inventor da imprensa nunca mais apita jogo do clube tricolor no Estadual. Palavras do Branco, que pelo menos tem defendido os interesses do Flu dentro e fora de campo, coisa que o omisso presidente Roberto Horcades, que é conivente com o Vasco do odioso Eurico Miranda e a favor da bagunça que impera na FERJ, nunca fez na vida.

O certo é que mesmo com a roubalheira, o time melhorou. O interino Vinícius Eutrópio conseguiu repetir duas escalações consecutivas e pôs Cícero na posição certa e Soares de titular. Como efeito, os gols dos dois começaram a surgir. A defesa é que continua um pandemônio. Roger não tem mais idade pra ser lateral, Thiago Silva cometeu falhas bobas e o goleiro Ricardo Berna é muito inseguro.

A diretoria precisa agir - e rápido - para contratar um treinador decente. Haverá tempo até a estréia no returno, que é em 11 de março contra a Cabofriense. Porém o Flu joga na quarta-feira dia 28 contra a ADESG pela Copa do Brasil e um tropeço contra o modesto time do Acre significa o fim do caminho mais rápido para a Libertadores. Faltam nomes no mercado e o mais cotado agora é Tite, depois que Renato Gaúcho "jogou seu passe pro alto", pedindo 250 mil contos para treinar o tricolor das Laranjeiras.

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Em tempo 1: com o empate em 4 x 4, o Flu criou um problema pro Vasco.

Na semifinal, o clube da Colina pega o eterno rival, o Flamengo, que como todo mundo sabe, leva muita sorte no confronto. Mesmo com elencos ruins, vai lá e vence, como na Copa do Brasil ano passado.

Será que a novela se repete?

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Em tempo 2: o que foi o placar de Madureira x Flamengo?

Pior: o que foi Marcelo, o caneleiro que já passou pelas Laranjeiras, enfiando quatro - eu disse quatro! - gols no rubro-negro? E classificando o tricolor suburbano para uma improvável semifinal contra o América, graças à incompetência do Botafogo (quem mais?!?)...

Quero ver qual vai ser a desculpa flamenga. Será que a altitude de Bangu influenciou no resultado?!?

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Em tempo 3: se os rubro-negros reclamam de jogar no altiplano, e o Grêmio, que passou um perrengue incrível pra ganhar do Cerro Porteño na última quinta-feira?

Aliás, é o velho Grêmio recomeçando uma história vitoriosa, repleta de catimba, raça, sangue, suor e garra. Como bom tricolor, tem a minha torcida nesta Libertadores.

E o Paraná começou com goleada, no mesmo grupo do Flamengo. O time do Zetti não tá pra brincadeira não.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Ainda é cedo

Putz, fez 10 anos em 2006 que Renato Russo morreu.

O imbecil do escriba deste blog passou batido pela data, mas fazer o quê.

Entretanto, nunca é tarde para lembrar dele. Pelo contrário, ainda é cedo.

Renato foi um talento único no rock nacional em qualquer tempo. A voz marcante, as letras pungentes, a performance de palco, sua inteligência, as ironias, a angústia, a morte prematura... tudo que vem dele deixa saudades entre os "Legionários" e provam mais uma vez o quanto fazem falta caras como ele, Cazuza, Júlio Barroso, Jim Morrison, Kurt Cobain e John Lennon.

Longe de mim querer compará-lo com o Beatle e com o Dionísio do rock mundial (Jim), mas não encontrei melhor forma de exemplificar isto.

Hoje o carnaval começa pelo país inteiro, já vai ter escola de samba botando seus enredos na passarela (no caso, no pouquíssimo atrativo desfile do Grupo Especial em São Paulo), mas a programação cultural não pára.

O ator Bruce Gomlevsky, que faz uma impressionante reconstituição de Renato Russo num monólogo que fez a família do cantor chorar em Brasília, reestréia o espetáculo no Rio, no Teatro Vannucci, nesta sexta-feira. E faz uma apresentação no domingo, no exato instante em que a Estácio de Sá reviver "O Tititi do Sapoti" lá na Sapucaí.

Não tenho vídeos e nem fotos do Bruce em ação encarnando o Renato.

De todo modo, deixo aqui o link de um achado do Youtube. A apresentação da Legião Urbana no programa "Chico & Caetano", há pouco mais de 20 anos. Este programa era uma atração mensal da finada 'Sexta Super' (lembram?) onde Chico Buarque de Hollanda e Caetano Veloso recebiam de três a quatro convidados para apresentações e duetos - sempre entremeados com performances dos dois que davam nome e peso ao programa.

Renato e companhia - o grupo ainda tinha Negrete no baixo - arrebentam com uma grande versão de "Ainda É Cedo", com direito a dancinha do vocalista à la Morrissey, o grande bardo dos Smiths.

Deliciem-se.

Start Your Engines!

Passei parte da tarde e o começo da noite desta quinta grudado na telinha. Assisti os Gatorade Duels que completaram a formação do grid para a abertura da temporada 2007 da NASCAR: a tradicional Daytona 500, no próximo domingo.

Já se sabia pelo menos que 35 pilotos estavam dentro e só a primeira fila estava definida, com o surpreendente David Gilliand na pole position e o bem-vindo regresso de Ricky Rudd com o segundo tempo, ambos alinhando modelos Ford Fusion da Robert Yates Racing. E lá se foram os sessenta e um carros inscritos para disputar duas corridas de 150 milhas cada, onde o que valia de fato eram oito vagas: duas em cada prova para quem estivesse fora do "top 35", mais três por critério de tempo de classificação e outra, provisória, para um antigo campeão da Stock Car americana. Simples para quem conhece, mas complicado para qualquer leigo.

A primeira prova teve 31 carros alinhando e foi repleta de confusões, batidas e bandeiras amarelas. Num dos acidentes, Michael Waltrip - pivô da maior controvérsia do fim de semana, onde seu carro foi apreendido, a equipe punida com a perda de 100 pontos e o chefe de boxe multado em US$ 100 mil porque havia vestígios de combustível de jato no tanque de seu carro - bateu com o antigo "colega" de equipe Dale Earnhardt Jr.

Isto porém não impediu que os dois se classificassem, com Waltrip se constituindo no melhor piloto com os Toyota que estréiam na NASCAR. A lamentar, a desclassificação do campeão de 1988 Bill Elliott, lenda viva da Stock Car. Tony Stewart venceu a prova com autoridade. Júnior ainda chegou em segundo e Jeff Burton foi o terceiro. O pole David Gilliand completou em quarto.

Na segunda bateria dos "Duels", muitos destaques: Juan Pablo Montoya liderou por 18 voltas até algo quebrar no trem dianteiro direito do seu carro; James Hylton, o "vovô" de 72 anos - que tem duas vitórias na divisão principal em seu currículo - quase se classificou, mas faltou um motor decente; e a luta ferrenha pela última vaga, com Joe Nemechek, Mike Wallace e Paul Menard se digladiando em 3-wides sensacionais a mais de 300 km/h. Por muito pouco, os dois primeiros conseguiram a suadíssima classificação para o grid.

Jeff Gordon venceu a prova, com Kurt Busch completando em segundo e David Stremme fechando em terceiro lugar. O desapontamento maior ficou por conta da estreante Toyota, que perdeu 50% dos carros que inscreveu durante os Duels, já que Mike Skinner, Jeremy Mayfield, Brian Vickers e AJ Allmendinger não obtiveram a qualificação.

E que começo "zicado" da Red Bull na NASCAR, hein?

***

Em tempo: quanto mais eu vejo as transmissões do Speed em português, mais tenho saudade de quando o Sportv teve a categoria até o ano retrasado. Hoje, em meio às disputas do Duels, Sérgio Lago (que estava sozinho segurando a onda - graças a Deus o mala do Roberto Figueroa não estava lá) falou "500 Milhas de Indianápolis" pelo menos umas cinco vezes. E no ano passado, quando Jimmie Johnson venceu a corrida, já tinha falado a mesma coisa.

Brincadeira, né não?!?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Boladas

O futebol carioca esteve em dose quíntupla neste meio-de-semana em duas competições: a Libertadores e a Copa do Brasil.

Na competição continental, o Flamengo teve como adversários o Real Potosí e a altitude de cerca de 4 mil metros que fez vários jogadores apelarem para o balão de oxigênio. Só mesmo com um gol irregular de Obina, o clube rubro-negro escapou de um vexame, pois a equipe boliviana é tida como fraquíssima. No fim das contas, o empate em dois gols foi até bom para ambas as partes.

A Copa do Brasil teve dezenas de jogos em sua rodada inaugural e algumas equipes já dispensaram o jogo de volta: a Portuguesa do Flávio Gomes despachou o SERC de Chapadão do Norte (MS); o Noroeste goleou o Galo Maringá-ADAP, vice-campeão paranaense; o Gama eliminou o Araguaína do Tocantins; o Atlético Mineiro espantou o Colo-Colo, a zebra baiana campeã do estado; o Fortaleza passeou em cima do Sampaio Correa do Maranhão e o Palmeiras enfiou cinco no Operário de Várzea Grande.

Em contrapartida, os times cariocas tiveram desempenhos equilibrados. Todos jogaram fora de casa e houve duas vitórias e dois empates, sempre pelo mesmo placar.

Os vitoriosos foram o Vasco, contra o Fast Clube de Manaus e o Fluminense, contra a ADESG, do Acre.

O Vasco perdia até os 39 do segundo tempo e com um homem a menos, virou a partida. Perdendo ou empatando, o segundo jogo de qualquer modo aconteceria e agora o alvinegro de São Januário joga por um empate simples para se classificar.

Em Rio Branco (cujo fuso horário é de 3 horas a menos em relação a hora oficial de Brasília), o Fluminense vencia por 2 x 0 e tomou um gol besta aos 34 do segundo tempo. Resultado: a pilha da Flaprensa deu certo e a ADESG vem conhecer o Maracanã no próximo dia 28. Acredito que a melhor qualidade do time do Flu prevalecerá e o adversário vai cair fora da competição.

Os outros dois jogos foram em Alagoas. O Coruripe, campeão do estado e líder do campeonato de 2007, recebeu o América e o valente Ameriquinha arrancou um importante empate com um gol de Marco Brito. Tomara que se classifiquem no jogo de volta...

Já o Botafogo enfrentou o CSA e buscou também um empate em um gol contra o clube que um dia já foi presidido por Fernando Collor de Mello.

Agora, impressionante é a dimensão dramática que a Flaprensa está dando ao jogo do clube contra o Real Potosí. Mas era só o que faltava...

O Brasil jogou a 3.600 metros de altitude em La Paz pelas eliminatórias e nunca ficou de viadagem como este clube. Façam-me o favor!

Em tempo: perdemos a liderança do Ranking da FIFA para a Itália. Já era hora...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Big Broxa Brasil

Acho que em um ano de existência do Saco de Gatos, havia dedicado somente um post ao BBB.

Este será o segundo. Não prometo, mas talvez seja o último.

Acho o programa um saco. O formato está saturado, desinteressante, os participantes desse ano são chatíssimos, babacas, fúteis e pelo que sei, nenhum deles levou um livro sequer para o período do confinamento.

Está certo que o público também abomina os "filósofos contemporâneos", mas o que se ouve nos papos são intrigas, fofocas, joguinhos ridículos, babaquices e... alguma coisa de sexo.

Sim, dentre todas as sete edições do BBB esta talvez seja a que mais trata abertamente do assunto. Mas da teoria à prática, o buraco é muito mais embaixo.

Vivemos num país cuja maioria da população é católica e extremamente conservadora. Pelo menos fora das quatro paredes, porque muitos dos que "falam grosso" e posam de machões, costumam sentar na boneca. Literalmente.

Liberais mesmo, aqueles que topam todas e até trocam de parceiros na cama, são integrantes de uma parte micro num universo macro de mais de 160 milhões de pessoas neste país.

Enfim, o que eu queria dizer é o seguinte: apagar o fogo, só embaixo do edredom, como consta que alguns casais já fizeram no reality show dirigido pelo filho do Boni. É bem diferente por exemplo da Suécia, onde grassam cenas de sexo com direito a escândalos na hora do orgasmo e dezenas de beijos lésbicos, daqueles que só se vê nas boates GLS por aqui.

Mas eu não sei se isto aumentaria a audiência do programa. Pelo contrário, acho que o afastaria do seu público-alvo, que já não tem sido dos melhores.

O pior é que a presença do BBB na grade (coitado do Bial, que tenta salvar a atração da melhor forma possível e passa por cada constrangimento...) joga a ótima minissérie "Amazônia" lá para as onze da noite. O resultado foi que o ibope deste último caiu em mais de 30% desde a primeira semana de exibição, quando a sétima edição do Big Brother ainda não havia estreado.

Tem mais: pra que gastar milhares de dólares trazendo Simple Plan e o mala Fatboy Slim para aparecerem na casa?!?

Agora só falta o que acontece todas as vezes nessa época do ano: Neguinho da Beija-Flor e companhia aparecendo para cantar o samba da escola de Nilópolis!

Ué... mas a Acadêmicos do Projac não é a Grande Rio? Não entendo mais nada...

Ih! Se essa moda pega...

Jogador brasileiro é demitido de time boliviano por dar entrevista sem roupa

O jogador brasileiro Alex da Rosa foi despedido hoje do Blooming, equipe de futebol boliviana eliminada da Copa Libertadores da América pelo Santos em julho. Alex apresentou-se totalmente sem roupa em uma coletiva de imprensa em Santa Cruz, a mil quilômetros a sudeste de La Paz.

Alex foi demitido na noite de terça-feira, a pedido do técnico Álvaro Peña, que o chamou de "covarde" e o acusou de "conduta imoral" horas depois dele se apresentar nu diante da imprensa desportiva boliviana.

"Penso que ele agiu assim por covardia, é um ato imoral que não vou deixar atingir a equipe", declarou Peña, depois de anunciar que despediria "imediatamente" o volante.

Alex, que se naturalizou boliviano há quatro anos para jogar as eliminatórias da Copa do Mundo, explicou que "só queria fazer uma brincadeira, que lamentavelmente não foi bem entendida". Ele apareceu sem roupa porque havia acabado de lavar-se em um banheiro ao lado, depois do treino diário com sua equipe.

Os jornalistas haviam sido chamados para dar esclarecimentos sobre a aparição de outros quatro jogadores do time em um clube noturno acompanhados de mulheres. Estas informações foram divulgadas por um canal de TV local. O Blooming penalizou estes jogadores em 20% do salário.
Os jogadores do time boliviano, visivelmente incomodados com a denúncia da imprensa, exigiam que os jornalistas do dito canal fossem retirados da coletiva. Neste momento, Alex apareceu na sala, totalmente sem roupa.


A decisão do técnico, de despedir o jogador, foi posteriormente confirmada pela comissão diretora do clube, "em defesa dos bons costumes", segundo o presidente do Blooming, Carlos Bendeck. Ele anunciou que abrirá um processo judicial contra o jogador.

Os jogadores do Blooming estão na mira da imprensa esportiva de Santa Cruz, depois que a equipe foi eliminada da Copa Libertadores da América pelo Santos. O time teve, ainda, uma pobre atuação no torneio de verão local, do qual foi eliminado.

Controvérsia na rabeira

Demorei para dar minha opinião acerca da controvérsia sobre os novos carros das equipes Toro Rosso e Super Aguri para o Mundial de Fórmula 1 deste ano.

Acho que a choradeira de Williams e Spyker não tem razão de ser. Começamos pela matriz e filial do touro vermelho.

Cara de um...



Muito embora os dois carros sejam bastante semelhantes no que diz respeito à concepção das linhas, o RB3 da Red Bull traz diferenças bastante sutis com o STR2 da Toro Rosso, apresentado ontem em Barcelona, na Espanha.


...Focinho do outro



Os motores não são os mesmos - Renault para a Red Bull, Ferrari para a Toro Rosso. Obviamente os projetos de caixa de câmbio e suspensão não são os mesmos. E por mais que possam parecer mínimos, esses detalhes não são nada perto do que já aconteceu na categoria em 1995.

Na ocasião, Ligier e Benetton dividiam a chefia do mesmo todo-poderoso: Flávio Briatore. O italiano, além de diretor da equipe de Michael Schumacher, era o principal acionista da escuderia francesa. E mesmo com a distância toda entre as duas sedes, Magny-Cours e Enstone, as duas tinham carros aerodinamicamente idênticos - tal como Red Bull e Toro Rosso. E ninguém na época chiou porque a Benetton usava motor Renault e a Ligier o Mugen, que tinha um centro de gravidade mais alto e 17 quilos a mais, gerando mais peso e um carro mais lento que o da escuderia das cores unidas.

Hoje a situação é igual: a Red Bull tem sua sede em Milton Keynes, na Inglaterra. A Toro Rosso é sediada em Faenza, nas antigas instalações da italiana Minardi. Mas a transferência de tecnologias é muito mais usada do que há 12 anos atrás. Um computador pode passar dados para outro em segundos, através de e-mails, transferência de dados e outros quejandos.

E além do mais, que moral a Williams tem em criticar as adversárias quando fala na "compra de chassis"? Ou do que se convencionou chamar do "direito de propriedade intelectual"?

Quando a FIA permitia isso no seu auge, nos anos 70, a Williams recomeçou do zero (Walter Wolf tomou tudo o que era dele) comprando o horroroso March 761 para o belga Patrick Neve correr. A equipe também já recorrera a este artifício em 1972, com chassis March 711 e 721 para José Carlos Pace e Henri Pescarolo.

A Williams hoje está assustada com sua própria inépcia, porque em 2006 fez uma temporada capenga, conqusitando apenas 11 pontos no Mundial de Construtores e teme repetir o vexame este ano. Sabem que a Red Bull não está para brincadeira e nem a Honda, já que o modelo da Super Aguri provavelmente será o RA106 do ano passado, com melhorias.

E a Spyker, evidentemente, já sabe que não poderá fazer muito e entra na onda da tradicional equipe inglesa tentando fazer barulho. Pilotos, não tem: nem Albers e tampouco Adrian Sutil vão levar o carrinho laranja à frente. E quando digo que eles serão a pior equipe do ano de 2007, parece que não estou me enganando.

Mas deixa o campeonato começar para ver se eu terei razão. O que importa é que temos um pouco de lenha na fogueira e não estamos falando do primeiro pelotão. E sim da turma da rabeira...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Um pioneiro das duas rodas


Morreu ontem aos 86 anos de idade o italiano Bruno Ruffo.

Ele vem a ser parte da primeira geração de pilotos - e campeões - da história do Mundial de Motovelocidade.

No ano de 1949, na estréia da modalidade, ganhou o campeonato das 250cc com uma Moto Guzzi.

Em 1950, foi campeão também de 125cc com uma Mondial e terceiro nas 250cc, onde foi novamente o número 1 do mundo em 1951.

Para quem não o conhecia, um pequeno registro da existência de um dos grandes nomes italianos das duas rodas em todos os tempos.

A década dos dinossauros do rock

O Século 21 marcou até agora em seus seis anos de existência alguns revivals de grandes bandas que entraram para a história do rock and roll.

Não dá para incluir os Doors no lote, embora eu seja um "doormaníaco", porque Jim Morrison, morto há 35 anos, é insubstituível. E John Densmore não aprovou o projeto caça-níqueis Doors Século 21, abandonando os amigos Ray Manzarek e Robbie Krieger. Logo ele, o baterista que era contrário às idéias do vocalista e sua postura do palco, hoje o defende com unhas e dentes. E depois de ver gente como Scott Stapp (do falecido Creed), Scott Weiland (do não menos falecido Stone Temple Pilots) e até Ian Astbury assassinando os clássicos da banda de L.A., ele não deixa de ter razão.

Por falar em Astbury, sim senhores, o Cult voltou! Mas a pujança do grupo foi esquecida em algum lugar e a banda é um mero pastiche do que foi um dia. Não sei se poderia incluir o The Who no mesmo lote, embora o grupo ainda tenha o excelente Pete Townshend e o grande vocalista Roger Daltrey. Mas a cozinha se perdeu: John Entwistle e Keith Moon não estão mais entre nós. Este último, aliás, foi substituído por Zack Starkey, que vem a ser filho do Beatle Ringo Starr.

Emocionante, todavia, foi o regresso do Cream aos palcos para uma turnê de reencontro, trinta e sete anos depois do prematuro fim do maior power-trio que já existiu. Em priscas eras, Jack Bruce dava show com seus vocalises e suas intervenções no baixo; e Ginger Baker, um monstro na bateria. Mas foi Eric Clapton, muito mais seguro do que nos anos 60, quem deu as cartas nos shows do Royal Albert Hall e do Madison Square Garden. Afinal de contas, Bruce é dono de um fígado recém-transplantado. E Baker sofreu com uma artrose que quase pôs fim à sua bem-sucedida carreira musical.

E o que dizer do retorno triunfal dos Mutantes à cena musical? O grupo, que se perdeu em meio a várias formações nos anos setenta (e há quem diga que Sérgio Dias tinha contactado a formação do disco "Tudo Foi Feito Pelo Sol", com Antônio Pedro no baixo, Rui Motta nas baquetas e Túlio Mourão nos teclados, que já ensaiava para os shows que marcariam o retorno do grupo), reviveu com Arnaldo Baptista, Serginho e Dinho Leme da formação original que ainda tinha Rita Lee e Liminha. Vieram Zélia Duncan e ótimos músicos de apoio a reboque. O grupo fez um show muito bem-sucedido no Barbican em Londres, dezenas de outras apresentações no exterior, tocou pra mais de 50 mil no dia do aniversário de São Paulo e emocionou os fãs cariocas - inclusive eu - no primeiro show depois de 30 anos no Rio.

Agora que o ano parece começar de vez nesta terrinha de loucos (ah, é verdade... o carnaval vem aí), eis que somos surpreendidos com uma apresentação do The Police tocando "Roxanne" na abertura da 49ª premiação do Grammy. Yeah, babies... acho que é o que muita gente queria ver de novo: Sting, Andy Summers e Stuart Copeland reunidos depois de mais de 20 anos - e podem preparar a grana: o grupo virá com certeza ao Brasil. O país fará parte da turnê mundial que começa no dia 28 de maio, com uma apresentação em Vancouver, no Canadá.

E outro dinossauro do rock promete reviver este ano: o Creedence Clearwater Revival (não, pelo amor de Deus, nada de Revisited, nunca mais!), graças a John Fogerty, que já recebeu o "sim" dos antigos companheiros de grupo Stu Cook e Doug Clifford para tocarem no festival Glastonbury, em junho próximo.

Acha que acabou? Li outro dia em "O Globo" que Robert Plant e Jimmy Page não descartam um retorno juntos aos palcos. E desta vez com John Paul Jones e toda a sua classe de baixista. Seria a volta do grande Led Zeppelin? A conferir...

Tem mais por aí. Roger Waters, ou Rogério Aquático, na versão do impagável Falcão como compositor de "Atire o gato na parede", vai tocar o lendário disco "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd, que por 32 anos initerruptos se incluiu na lista dos 100 álbuns mais vendidos de cada mês na lista da Billboard. O show no Rio é dia 23 de março, uma sexta-feira, na Praça da Apoteose, a 140 contos o ingresso. Ele toca em São Paulo no dia seguinte, no Morumbi, com preços variando de 140 a 500 reais.

Você tem fome de música, como eu? Então aproveite... e delicie-se com o banquete do regresso dos dinossauros do rock.

Touro de um chifre só

Li hoje que a Scuderia Toro Rosso (a Globo vai continuar chamando de STR e o Sportv também, fazer o quê...) confirmou que Vitantonio Liuzzi segue na equipe em 2007.

Uma decisão acertada. Tenho simpatia pelo piloto italiano, ele é aguerrido, veloz e gosta de dar espetáculo. No melhor e no pior, pois suas rodadas e batidas foram grandes atrações no ano passado, na estréia da escuderia dirigida por Gerhard Berger.

O austríaco ficou devendo o nome do segundo piloto. O horroroso Scott Speed tem boas chances mas, sinceramente, acho que Berger deveria dar uma oportunidade a Tiago Monteiro. O português perdeu sua vaga na Spyker para Adrian Sutil (who?) e prefere ficar fora, fazendo o que se chama de "ano sabático", a ser apenas piloto de teste. Monteiro recebeu várias propostas para desempenhar este papel mas prefere trabalhar nos bastidores captando patrocínios que lhe possibilitem retornar em 2008.

E aí, quem merecia ser o companheiro de Liuzzi?

a - Speed

b - Monteiro

c - outro piloto, quem sabe Mika Hakkinen

Os F-1 que nunca correram - XIV

No último post da série, sobre o First, eu fechei dizendo que o chassi ressuscitou com outro nome na Fórmula 1.



Pois bem: eis aí o Life L190, uma das maiores "bombas" que a categoria máxima já conheceu nos últimos tempos.

O idealizador do projeto foi Franco Rocchi, engenheiro que construíra por 30 anos os motores da Ferrari. Foi ele quem revitalizou junto com Mauro Forghieri o projeto 312 B3, impulsionando as conquistas de Niki Lauda e Jody Scheckter nos anos setenta. Com problemas cardíacos, saiu da Ferrari em 1979 e virou artista plástico. Pintor bissexto, o engenheiro conheceu Ernesto Vita, que o ajudou a tornar realidade um plano louco de Rocchi: um motor novo em folha, para a Fórmula 1.

A idéia de Rocchi era original, ao montar três bancadas de quatro cilindros em cada uma (e não quatro de três - obrigado pela correção, Pandini), formando não um motor em formato de "V" como a grande maioria, mas de "W". Sem dúvida, um conjunto insólito e inédito até no automobilismo, num ano onde até os motores boxer estavam de volta com o projeto Motori Moderni-Subaru, da também italiana Coloni.

O australiano Gary Brabham topou o desafio de tentar classificar o carro no começo do ano. Péssima decisão: em Phoenix, tomou 34 segundos de Roberto Pupo Moreno, com o horroroso EuroBrun. E em Interlagos, sequer marcou tempo. Resultado: o piloto desistiu da empreitada.

A solução foi "ressuscitar" Bruno Giacomelli, experiente piloto italiano então com 38 anos de idade, com passagens pela McLaren, Alfa Romeo e Toleman entre 1977 e 1983. Pensava Rocchi que, com toda a bagagem dele, a equipe estaria a salvo de novos vexames.

Mas o chassi não "casava" com o motor W-12 e a Life foi colecionando um fracasso após o outro. Giacomelli era invariavelmente mais de 15 segundos mais lento que o melhor tempo das pré-qualificações. Pior do que isso, quando só completava uma volta e o motor quebrava na segunda. Ou quando o carro sequer saía dos boxes e o Life ficava a ver navios.

Rocchi desistiu do próprio projeto depois do GP da Itália. Em Portugal, apareceu com um motor Judd V-8 montado em seu carro, mas a mudança não deu em nada. Sem qualquer patrocínio que garantisse a equipe nas provas finais do campeonato, no Japão e na Austrália, a Life sumiu do mapa depois da etapa da Espanha, em Jerez de la Frontera. A equipe foi o maior desastre do ano.

O engenheiro aposentou-se pouco depois e morreu em 1996, aos 72 anos de idade.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

51, uma boa idéia

O Automóvel Clube do Oeste soltou hoje a lista de 51 inscritos para a temporada inteira de 2007 da Le Mans Series. Isto não significa, porém, que todos os carros divulgados vão correr em todas as provas. Haverá nomes adicionais em diversos eventos, inclusive nas Mil Milhas.

Foram selecionados 26 protótipos nas classes LMP1 e LMP2 e 25 Grã-Turismos, divididos nas categorias LMGT1 e LMGT2. Algumas escuderias que pretendiam entrar no campeonato ficaram chupando o dedo e vão ter que esperar o próximo ano.

Na LMP1, são catorze máquinas de grande potência e cilindrada. Destaque absoluto para a Peugeot e seu protótipo 908 movido a diesel. Serge Saulnier misturou as duplas: Nicolas Minassian correrá com Marc Gené e Stéphane Sarrazin fará dupla com o luso Pedro Lamy.

Henri Pescarolo tornou-se construtor também e recebeu encomenda para vários carros. Três deles estão oficialmente inscritos na LMP1: os dois de sua escuderia e o da Rollcentre Racing, todos com o novíssimo motor Judd de 5,5 litros.

Ameaçada de não correr, a Création Autosportif conseguiu se inscrever com apenas um carro para 2007 e Jamie Campbell-Walter é por enquanto o único piloto confirmado.

A Courage Competition traz novidades. Mantém o chassi LC70, mas troca de fornecedores de motor, câmbio e pneus. Saem a Mugen M-Tech, a Ricardo e a Yokohama. Entram a AER com o motor turbo 3,6 litros, a X-Trac e a Michelin.

Chamberlain Synergy e Racing For Holland continuam com os mesmos equipamentos de 2006 e Giovanni Lavaggi, que estreou (mal) seu LS1 Ford na última prova do ano passado, em Jarama, vai seguir na categoria.

As novidades são o Lola Audi Turbo da Swiss Spirit e a escuderia tcheca Charouz Racing Systems, que já contratou o doidaço Tomas Enge para guiar o Lola Judd.

A LMP2 mistura novidades técnicas, duas escuderias recém-chegadas e muito equilíbrio entre os 12 carros inscritos. Seis times - Pierre Bruneau, RML, Bruichladdich Radical, Binnie Motorsports, Horag Racing e ASM Team - estão com os mesmíssimos carros do ano passado.

A Barazi-Epsilon, campeã de equipes em 2006, trocou o Courage pelo Zytek 07S. A Kruse ataca com o chassi Pescarolo e motor Judd. Por sua vez, a JN Investissments (Saulnier Racing) vem de Courage AER Turbo.

As novidades são o regresso da Noel del Bello Racing e as estréias da T2M (Dome com motor Mader) e da Embassy Racing (Pilbeam Judd).

Com apenas oito veículos inscritos, a categoria LMGT1 pode causar a impressão de que existem só times fracos na disputa. Não é verdade. Provavelmente como no ano passado, esta subdivisão poderá ser a mais equilibrada de todas.

Encabeça a lista de inscritos o Saleen do Team Oreca, que terá os mesmos pilotos de 2006 - Stéphane Ortelli e Soheil Ayari. Um carro idêntico foi inscrito pela escuderia italiana Racing Box, que estréia no campeonato.

Três Aston Martin vão para a guerra - dois da Larbre e outro do Team Modena, onde vai correr a única mulher do campeonato, a escocesa Liz Halliday. A Luc Alphand Aventures inscreveu dois Corvettes, um modelo C6-R e outro C5-R, mais antigo, onde só franceses correrão.

E, ora vejam, ainda haverá uma Ferrari 550 Maranello no campeonato, inscrita pelos austríacos da Goldentime Racing. Sem dúvida, apenas para fazer número no grid.

Os organizadores tiveram muito trabalho para fazer a triagem na categoria LMGT2. Isso ficou claro pela quantidade de pretendentes que ficaram de fora: as escuderias Red Racing e James Watt Automotive dançaram. A Spyker perdeu uma vaga, Proton Felbermayr, Autorlando e GPC Sport também. Ao todo, são dezessete carros inscritos.

Os Porsches 997 GT3 RSR se constituem em maioria, com seis unidades. Há também cinco Ferrari F430 GT, três Panoz Esperante GTLM, dois Spyker C8 GT2 e - novidade absoluta - o Corvette Z06 inscrito por uma equipe da Dinamarca.

Algumas das equipes vão estrear ou regressar ao campeonato: Scuderia Villorba Corse, Chad Peninsula Panoz, Markland Racing, Speedy Racing Team e JMB Racing.

Em um mês mais ou menos, haverá o teste coletivo marcado para Paul Ricard, duas semanas antes da estréia oficial em abril, nos 1000 km de Monza.

Adocemos pois as nossas bocas, porque muitos desses 51 carros estarão no Brasil em novembro, para as Mil Milhas...

LMP1

3 SCUDERIA LAVAGGI MON
Lavaggi LS01 Ford
Giovanni Lavaggi (ITA) TBA

5 SWISS SPIRIT SUI
Lola B07/10 Audi FSI Turbo
Jean-Denis Deletraz (SUI) Marcel Fassler (SUI)

7 TEAM PEUGEOT TOTAL FRA
Peugeot 908 Hdi-FAP
Nicolas Minassian (FRA) Marc Gené (ESP)

8 TEAM PEUGEOT TOTAL FRA
Peugeot 908 Hdi-FAP
Stéphane Sarrazin (FRA) Pedro Lamy (POR)

9 CREATION AUTOSPORTIF GBR
Creation 07/01 Judd
Jamie Campbell-Walter (GBR) TBA

10 ARENA INTERNATIONAL MOTORSPORT GBR
Zytek 07S
Stefan Johansson (SWE) Tom Chilton (GBR)

12 COURAGE COMPETITION FRA
Courage LC70 AER Turbo
Jean-Marc Gounon (FRA) Guillaume Moreau (FRA)

13 COURAGE COMPETITION FRA
Courage LC70 AER Turbo
Alexander Frei (SUI) Jonathan Cochet (FRA)

14 RACING FOR HOLLAND HOL
Dome S101.5 Judd
David Hart (HOL) Jan Lammers (HOL) Jeroen Bleekemolen (HOL)

15 CHAROUZ RACING SYSTEMS CZE
Lola B07/10 Judd
Jan Charouz (CZE) Stefan Mücke (ALE) Alex Yoong (MAL)

16 PESCAROLO SPORT FRA
Pescarolo Judd
Harold Primat (SUI) TBA

17 PESCAROLO SPORT FRA
Pescarolo Judd
Emmanuel Collard (FRA) Jean-Christophe Boullion (FRA)

18 ROLLCENTRE RACING WITH DEUTSCHE BANK X-MARKETS GBR
Pescarolo Judd
Joao Barbosa (POR) Martin Short (GBR) Phil Keen (GBR)

19 CHAMBERLAIN SYNERGY MOTORSPORT GBR
Lola B06/10 AER Turbo
Gareth Evans (GBR) Bob Berridge (GBR) Peter Owen (GBR)

LMP2

20 PIERRE BRUNEAU FRA
Pilbeam MP93 Judd
Marc Rostan (FRA) Pierre Bruneau (FRA) Simon Pullan (GBR)

24 BINNIE MOTORSPORTS USA
Lola B05/40 Zytek
Bill Binnie (USA/GBR) Allen Timpany (GBR) Chris Buncombe (GBR)

25 RML GBR
MG Lola EX 264 AER Turbo
Thomas Erdos (BRA) Mike Newton (GBR)

27 HORAG RACING SUI
Lola B05/40 Judd
Fredy Lienhard (SUI) Didier Theys (BEL) Eric Van De Poele (BEL)

28 TEAM BRUICHLADDICH RADICAL GBR
Radical SR9 AER Turbo
Tim Greaves (GBR) Stuart Moseley (GBR) Robin Liddell (GBR)

29 T2M MOTORSPORT JAP
Dome S101.5 Mader
TBA TBA

31 NOEL DEL BELLO RACING FRA
Courage LC75 AER Turbo
Christophe Tinseau (FRA) TBA

32 BARAZI - EPSILON FRA
Zytek 07S
Juan Barazi (DEN) Michael Vergers (HOL)

35 SAULNIER RACING ESP
Courage LC75 AER Turbo
Jacques Nicolet (FRA) Alain Filhol (FRA) Bruce Jouanny (FRA)

40 ASM TEAM POR
Lola B05/40 AER Turbo
Miguel Païs Do Amaral (POR) TBA

44 KRUSE MOTORSPORT GER
Pescarolo Judd
Tony Burgess (CAN) Jean De Pourtales (FRA) Norbert Siedler (AUT)

45 EMBASSY RACING GBR
Pilbeam MP93 Judd
Warren Hughes (GBR) Neil Cunningham (NZL)

LMGT1

50 TEAM ORECA FRA
Saleen S7-R
Stéphane Ortelli (MON) Soheil Ayari (FRA)

54 ASTON MARTIN RACING LARBRE FRA
Aston Martin DBR9
Fabrizio Gollin (ITA) Gabriele Gardel (SUI) Christophe Bouchut (FRA)

55 ASTON MARTIN RACING LARBRE FRA
Aston Martin DBR9
Steve Zacchia (SUI) Gregor Fisken (GBR) Gregory Franchi (BEL)

59 TEAM MODENA GBR
Aston Martin DBR9
Antonio Garcia (ESP) Liz Halliday (GBR)

61 RACING BOX ITA
Saleen S7-R
Pier Giuseppe Perazzini (ITA) Marco Cioci (ITA) Salvatore Tavano (ITA)

68 GOLDENTIME RACING TEAM AUT
Ferrari 550 Maranello
Norbert Walchofer (AUT) TBA

72 LUC ALPHAND AVENTURES FRA
Corvette C6-R
Luc Alphand (FRA) Jérôme Policand (FRA) Patrice Goueslard (FRA)

73 LUC ALPHAND AVENTURES FRA
Corvette C5-R
Jean-Luc Blanchemain (FRA) Sébastien Dumez (FRA) Vincent Vosse (BEL)

LMGT2

76 IMSA PERFORMANCE MATMUT FRA
Porsche 997 GT3 RSR
Raymond Narac (FRA) Richard Lietz (AUT)

77 TEAM FELBERMAYR PROTON GER
Porsche 997 GT3 RSR
Marc Lieb (GER) Xavier Pompidou (FRA)

78 SCUDERIA VILLORBA CORSE ITA
Ferrari F430 GT
Alex Caffi (MON) Denny Zardo (ITA)

81 TEAM LNT GBR
Panoz Esperante GTLM
Lawrence Tomlinson (GBR) Richard Dean (GBR)

82 TEAM LNT GBR
Panoz Esperante GTLM
Tom Kimber-Smith (GBR) Danny Watts (GBR)

83 GPC SPORT ITA
Ferrari F430 GT
Sergio Hernandez (ESP) Philip Peter (SUI) Johnny Mowlem (GBR)

84 CHAD PENINSULA PANOZ GBR
Panoz Esperante GTLM
John Hartshorne (GBR) Michael McInerney (GBR) Sean McInerney (GBR)

85 SPYKER SQUADRON HOL
Spyker C8 Spyder GT2R
Jarek Janis (CZE) TBA

88 TEAM FELBERMAYR PROTON GER
Porsche 997 GT3 RSR
Horst Felbermayr Jr (AUT) Christian Ried (GER) Thomas Gruber (AUT)

89 MARKLAND RACING DEN
Corvette C6 Z06
Henrik Møller Sørensen (DEN) Kurt Thiim (DEN) TBA

90 FARNBACHER RACING GER
Porsche 997 GT3 RSR
Pierre Ehret (GER) Lars Erik Nielsen (DEN) Dirk Werner (GER)

92 PERSPECTIVE RACING FRA
Porsche 997 GT3 RSR
Philippe Hesnault (FRA) Nigel Smith (GBR) Anthony Beltoise (FRA)

93 AUTORLANDO SPORT ITA
Porsche 997 GT3 RSR
Roberto Plati (ITA) Paolo Maurizio Basso (SUI) Giampaolo Tenchini (ITA)

94 SPEEDY RACING TEAM SUI
Spyker C8 Spyder GT2R
Iradj Alexander-David (SUI) Andrea Chiesa (SUI)

96 VIRGO MOTORSPORT GBR
Ferrari F430 GT
Robert Bell (GBR) Allan Simonsen (DEN)

98 ICE POL RACING TEAM BEL
Ferrari F430 GT
Yves Lambert (BEL) Christian Lefort (BEL)

99 JMB RACING MON
Ferrari F430 GT
TBA TBA

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Safra 1966 é da boa!

"Panela velha é que faz comida boa", é o que normalmente os homens dizem quando vêem uma balzaquiana arrebentando corações e vice-versa.

"É como vinho, quanto mais envelhecido, melhor", outro chavão que as pessoas usam para às vezes elogiar ou ironizar uns aos outros.

Pois bem. No esporte, quando alguém passa, vá lá... dos 35 anos, já é taxado de velho. De 40 então... já vira Matusalém.

E o que dizer de Romário? O cara fez 41 anos tem menos de duas semanas, voltou a jogar no Vasco e em sua segunda partida sai do banco de reservas pra encaçapar três gols no pobre Volta Redonda. Três gols, diga-se, em três oportunidades.

Quando o baixinho diz que "Deus apontou pra mim e disse 'esse é o cara'", não está exagerando.

Pelas contas do próprio, ele já atingiu a marca de 990 gols na vida, embora para isso esteja contando nas estatísticas dele até os tentos no Dente-de-Leite do Olaria. Mas a imprensa precisa de notícias, o esporte precisa de heróis e Romário, fabricado ou não, é um desses heróis. Sei que muitos não querem que ele alcance uma marca que só Pelé conseguiu. Azar de quem não quer isso: Romário é predestinado. E ele vai chegar lá.

Até hoje vejo sua presença provocar reações iracundas de ódio e incontidas de amor, entre os torcedores dos três clubes do Rio em que jogou: tanto no Vasco, quanto no Flamengo e no Fluminense, as opiniões são antagônicas.

Se eu tivesse que ficar com uma fase do baixinho, ficaria com aquela do Barcelona e da Copa dos EUA, onde ele era, disparado, o melhor atacante do planeta. No tricolor, ele já chegou com 36 anos e mesmo assim mostrou seu faro de gol e oportunismo em ocasiões decisivas - embora, como em algumas outras ocasiões, tenha deixado um rastro de desconfiança porque amarelava em alguns jogos.

Mesmo já na faixa dos enta, sinceramente, não existem atacantes tão bons e que saibam melhor aproveitar os "atalhos" da grande e da pequena área como ele. Certo, parfeiro?

É... essa safra 1966 é da boa, mermão!

Caneladas

Previsível...

A diretoria do Fluminense demitiu o incompetente Paulo César Gusmão.

Incompetente, sim! Porque com o time que tem nas mãos, conseguiu em quatro jogos no início deste ano - e tudo isso após uma pré-temporada onde não faltou apoio externo aos jogadores (afinal aconteceu na concentração da Seleção) - apenas uma magra vitória contra o Friburguense.

O time não jogou mal contra o Volta Redonda. Mas perdeu.

Jogou mal contra o Nova Iguaçu, foi até roubado, dizem. Eu não vi o jogo - graças a Deus. E houve empate.

E neste sábado, a gota d'água: uma derrota merecidíssima para o esforçado América por 2 x 0. O diabo aprontou bonito contra o Flu e já está classificado para a semifinal da Taça Guanabara, ocupando a lacuna que deveria ser preenchida pelo tricolor das Laranjeiras.

Quero crer que este início de ano ruim seja realmente só culpa do PC Gusmão. Ele tem um passado pouco recomendável como treinador, tido como burro, mau-caráter e incompetente por vários clubes onde passou. Pergunte a qualquer torcedor do Botafogo, do Vasco ou do Flamengo o que acham de um profissional que sequer conseguiu se firmar nos quatro grandes do estado.

Agora se avizinha o fantasma de 2006: a ciranda de técnicos. E os nomes cotados dão arrepios - Tite (que ano passado recusou três convites e está desempregado), Renê Weber (que era técnico da seleção sub-20 e é amigo e conterrâneo do Branco) e... cruzes... Joel Santana!

Já pensaram o homem da pranchetinha, com aquela barriguinha por aqui mais uma vez?

Melhor nem pensar...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

BASTA!

Todos os jornais hoje, com exceção dos que têm o esporte como teor (Jornal dos Sports e Lance) berravam manchetes sobre a barbárie de Oswaldo Cruz.

No distante subúrbio carioca, o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas seis anos de idade, pagou o caríssimo preço de vivermos nesta cidade. Mais uma inocente vítima da violência que nos amedronta dia após dia. Preso no cinto de segurança do carro da mãe, que foi roubado por assaltantes (há quem diga que com uma arma de brinquedo), foi arrastado de forma bárbara até morrer, por quatro - eu disse QUATRO! - bairros: Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, durante inacreditáveis sete quilômetros.

O pai de um dos suspeitos de participação no crime não teve pudor em denunciar o próprio filho. Agiu com correção. Também pudera: é um homem humilde, trabalhador e jamais gostaria que o menino se envolvesse com a criminalidade. Mas este país é o campeão mundial da desigualdade social. Prédios, mansões, casas e condomínios avaliados em milhões de dólares e gente com fortunas incalculáveis contrastam com as favelas, a miséria esfregada dioturnamente na nossa cara graças a presença dos mendigos e meninos de rua, cheirando cola e às vezes fumando crack.

A vagabundagem é um passo para a marginalidade e todo mundo sabe disso. Todas as esferas governamentais, políticos, população, nós todos. Então, porque é que em vez de ficarmos pensando em Jogos Pan-Americanos e em Copa do Mundo - dois eventos que o Brasil já demonstrou não ter condições de organizar - não nos envolvemos em projetos que dêem à população carente condições de viver: escolas baratas e com ensino de qualidade; projetos de saneamento básico; postos de saúde equipados com o necessário para atender a população.

Esta é a tríade do desenvolvimento: educação + higene + saúde. Com oportunidades reais de trabalho, este país não teria tantos bandidos, tantos vagabundos levando vida fácil às custas do tráfico de drogas para extorquir, roubar e lamentavelmente matar pessoas inocentes.

Seria pedir demais ao presidente Lula, ao governador Sérgio Cabral e ao prefeito maluquinho CEM que se juntassem para sentar, conversar e discutir os problemas de segurança no Rio de Janeiro?

Esta é uma hora que não pode haver o famoso e babaca "jogo de empurra", onde um passa a responsabilidade pro outro. Será que eles e as demais otoridades não páram para pensar que podia ser, em vez do menino José Hélio, um dos filhos deles? Ou de qualquer um de nós que tenha família?

BASTA!

A ministra do STF Ellen Gracie tem toda razão: a morte do menino é terrível... inconcebível... inaceitável.

O fim da "égua loura" milionária... dos EUA


Não há quem não tenha ouvido falar na americana Anna Nicole Smith.

Ela chocou o mundo em 1994 quando, aos 26 anos, casou-se com o megamilionário texano J. Howard Marshall III, à época quase um nonagenário.

A morte de Howard em 98 rendeu à louraça belzebu nada menos que 10% da fortuna do marido, avaliada em US$ 1,6 bilhão. Mesmo assim, vamos e venhamos, US$ 88,5 milhões é bastante dinheiro.

Se ela já havia atraído para si os holofotes com o esdrúxulo casamento, depois de ficar rica então... os flashes passaram a espocar dioturnamente em sua frente e os paparazzi nunca mais saíram do pé da bombshell.

Mas tudo na vida tem seu fim. E tragicamente, Anna Nicole Smith morreu nesta quinta-feira, aos 39 anos, após ser encontrada inconsciente num quarto de hotel na Flórida. Provavelmente o falecimento da loira deveu-se a uma overdose.

O dono da revista Playboy Hugh Hefner (que aos 80 anos quer ser pai - haja Viagra!), para cuja publicação Anna Nicole posou cinco vezes como veio ao mundo, foi um dos únicos a lamentar publicamente a morte da polêmica modelo que deveu muito de sua fama exatamente ao magnata americano.
E por aqui, sem o mesmo glamour, aguardamos ansiosamente pelo desfecho do rumoroso caso do milionário da Mega-Sena que, muito provavelmente, foi morto a mando da viúva Adriana da Silva, a "égua loura" de Rio Bonito.

Os F-1 que nunca correram - XIII

Lá vem mais bomba na nossa série.

O décimo-terceiro "astro" é o First F189.

A First Racing era uma escuderia italiana que corria regularmente na Fórmula 3000. Seu proprietário era Lamberto Leoni, que passou por uma fugaz experiência na categoria máxima, fazendo duas provas com um Ensign e algumas outras tentativas a bordo de um ATS.

No ano de 1988, Leoni alinhou dois March-Judd para Pierluigi Martini (que no mesmo ano voltou à F-1 pela Minardi) e Marco Apicella. A escolha para piloto do único carro fatalmente recairia neste último, mas o proprietário optou por Gabriele Tarquini, que já tinha alguma quilometragem com os horrendos Osella e Coloni.

Lamberto então encomendou um projeto a Ricardo Divila, que desenhou as linhas iniciais do carro, que teria motor Judd V-8. Mas projetista e proprietário quebraram o pau e o "Visconde de Sabugosa" saiu da First, assumindo o posto de engenheiro de pista do francês Olivier Grouillard na Ligier - não sem antes contribuir com algumas idéias para o projeto do chassi JS33.

Em suma, a First começava mal a sua aventura. E as coisas ficaram ainda piores porque, pelo que diz a lenda, a FIA reprovou o carro no "crash-test" obrigatório. Com cara de babaca, Leoni não soube justificar a falha aos patrocinadores, que caíram fora. A First retirou-se do campeonato de 1989 muito antes de começar e permaneceu ativa na F-3000 até sair do campeonato ao fim da temporada seguinte, sem dinheiro.

O First ficou pelo caminho - em termos - porque uma outra equipe ressuscitaria o carro para um dos mais malfadados projetos da história da Fórmula 1.

Mas isso fica para o próximo capítulo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Quebrando a cuca II

Alguém aí sabe o nome deste estranhíssimo protótipo?


A única coisa que posso dizer é que foi construído na Itália.
Quem aceita o desafio de tentar acertar o enigma da vez?

O adeus de um virtuose


A escola de virtuoses ao piano vai chegando ao fim. E no Brasil, o último expoente desse lote acaba de ir para o andar de cima.

Pedrinho Mattar, meu primo distante, faleceu nesta quinta-feira aos 70 anos, vítima de um infarto fulminante em sua casa, em Santos, litoral paulista.

É o fim de uma carreira de mais de meio século, onde o pianista acompanhou dezenas de grandes artistas da MPB como Marisa Gata Mansa, Maysa, Bibi Ferreira e até Chico Buarque de Hollanda.

Discípulo de Liberace, Pedrinho sempre foi obcecado pelo instrumento que tocava e principalmente em esconder suas partituras sempre que se apresentava. No programa "Pianíssimo", que conduziu na Rede Vida, em diversas ocasiões tampou de forma nada discreta as partituras das câmeras de televisão.

Ele alegava que seus arranjos eram plagiados e nada lhe pagavam de direito autoral. De certa forma, uma atitude correta em preservar seu trabalho. Apesar de excêntrico (quebrava a parede da própria sala de estar para içar um piano de cauda e depois mandava refazer a parede), tinha apreço pelos fãs: mandava partituras autografadas para alguns deles, sem nada cobrar por isso.

Caso encerrado

A fonte é o Autoracing, e o grifo é meu.

A Federation Internationale de L’Automobile (FIA) oficializou o ingresso do Brasil no calendário internacional do Le Mans Series e manteve a etapa brasileira no FIA World Touring Car Championship (WTCC). Para o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Scaglione, são conquistas que refletem a credibilidade internacional da CBA, assim como evidencia o profissionalismo dos nossos promotores.

Legítimo promotor da Mil Milhas e detentor de seus direitos, por intermédio de um contrato reconhecido internacionalmente por sua legalidade, o piloto e empresário Antônio Hermann deu mais um passo rumo ao aperfeiçoamento da tradicional prova de endurance. O primeiro foi do presidente Paulo Scaglione, quando incluiu a Mil Milhas no calendário internacional da FIA. O sucesso dessa ação resultou no aprimoramento das gestões técnica e desportiva da competição, que têm sido conduzidas nos últimos anos sob os mesmos critérios que a Confederação adota na Fórmula 1.

Se no ano passado, na primeira das 15 edições sob responsabilidade de Hermann, a prova já apresentou um padrão elevado, o resultado posterior foi a recente inclusão do Autódromo Internacional José Carlos Pace, em São Paulo, como etapa de encerramento do Le Mans Series 2007.

O campeonato terá início no mês de abril, em Monza (Itália), passando depois por Valência (Espanha), Nurburgring (Alemanha), Spa (Bélgica) e Silverstone (Inglaterra), antes da prova brasileira entre 9 e 11 de novembro.

Já o Mundial do WTCC começará no Brasil no dia 11 de março. Como no ano passado, a prova será realizada no Autódromo Internacional de Curitiba e a recente vistoria da FIA, realizada na pista localizada no município de Pinhais, aprovou por completo as instalações e, por conseguinte, foi recuperada a licença que havia sido suspensa temporariamente ao término da temporada passada.

Como dizem nos tribunais, caso encerrado. Acabou a bravata do Centauro e as Mil Milhas estão asseguradíssimas para 2007 e os anos seguintes, com a Le Mans Series.

Uma história que pouca gente conhece

Acredito que todo mundo que gosta de automóveis e de automobilismo festejou a troca da Midland, do obscuro Alex Shnaider, pela Spyker, marca holandesa de carros grã-turismo de produção limitada.
Eles reapareceram mundialmente há cerca de seis anos, inscrevendo um de seus carros nas 24 Horas de Le Mans e desde então são presença constante com o modelo C8 GT2, conquistando alguns bons resultados.

Mas para quem não sabe, a Spyker tem tradição - e muita - em outras áreas.

A empresa, fundada por Jacobus e Hendrik-Jan Spijker, começou suas atividades no século XIX, em 1898, construindo um carro com motor Benz. E também a carruagem que serve - até hoje - à Família Real Holandesa. Uma tradição que começou em 1901 com o casamento da Rainha Guilhermina com o príncipe Hendrik e seguiu até 2002, quando se casou o príncipe Willem-Alexander com a princesa Máxima.

A Spyker foi a primeira empresa a desenvolver também um carro com tração nas quatro rodas, em 1903. E quatro anos mais tarde, o modelo Tourer de 18 HP chegou em segundo no Rali Pequim-Paris.

Em 1914, a Spyker começou a construção de aviões, como esse aqui embaixo da foto. Esse é o modelo VI.
E a empresa iniciou nos automóveis o desenvolvimento aerodinâmico inspirado na engenharia aeronáutica. Fizeram o modelo C4 que andaria com motores Maybach, em 1922. Mas já enfrentavam dificuldades financeiras enormes e não conseguiram pagar a encomenda de mil propulsores feita junto à Maybach. Como conseqüência, três anos mais tarde, a Spyker faliu.

A defunta marca parecia caída no esquecimento até que Victor Müller comprou os direitos do nome e fez a Spyker renascer das cinzas com os modelos GT C8 e o D12 SSUV Pequim-Paris, comemorando os 100 anos do vice-campeonato do Tourer nessa mesma prova.

Os holandeses, com ajuda do empresário Michiel Mol, da Lost Boys, partiram para o seu mais ambicioso projeto: uma equipe de Fórmula 1. E para isso, compraram como já citado no primeiro parágrafo, a equipe Midland - a antiga Jordan.

Já no fim do ano passado, mudaram o nome da escuderia para Spyker-MF1. Mas este ano, é só Spyker.

O modelo F8-VIII remete ao passado da empresa como construtora de aviões e o número de cilindros do motor Ferrari usado pela equipe holandesa. E o carro traz de volta a cor laranja à categoria máxima, usada pela última vez na Arrows em 2002, pouco antes do simpático time inglês falir graças ao incompetente Tom Walkinshaw.


O projeto é de Mike Gascoyne, que passou por Jordan, Benetton e Toyota. De gênio tido como difícil, o inglês terá a missão complicada de tirar a Spyker das últimas posições do grid. O problema é a qualidade dos pilotos. Os titulares são Chrstijan Albers e o estreante Adrian Sutil. E os pilotos de teste (são quatro!), os possantes Markus Winkelhock, Giedo van der Garde, Adrian Vallés e Fairuz Fauzy. Um alemão, um holandês, um espanhol e um malaio!

Que fauna...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Os F-1 que nunca correram - XII

A saga está de volta. Os Fórmula 1 que nunca correram voltam a brilhar aqui no Saco de Gatos.

O décimo-segundo "astro" da série é o Apollon Fly.


A trapizonga foi inscrita pelo Jolly Club Switzerland no GP da Itália de 77 para o piloto Loris Kessell, que em 1976 fizera algumas corridas com o Brabham BT44 inscrito pela escuderia RAM, de John McDonald.

O Apollon nada mais era do que uma derivação do Williams FW03 de 1975, tal como foi feito com os carros ingleses e com os Hesketh no Japão, virando os Kojima.

Com trinta e quatro competidores em busca de apenas 24 vagas, para nenhuma surpresa o Apollon ficou de fora. Surpresa mesmo foi ver que ele não foi o último colocado, façanha que coube a Giorgio Francia num... Brabham-Alfa Romeo!

E se isto serviu de consolo ao Jolly Club Switzerland, entre os desclassificados figurava o nome de Emerson Fittipaldi - aliás, o GP da Itália de 77 foi o primeiro desde a estréia do Rato em 1970 onde não havia qualquer brasileiro no grid: é que Alex Dias Ribeiro, que penava com o March 761, também não conseguiu a qualificação.

Quebrando a cuca


Vamos lá, moçada... quero ver quem é que sabe...

Quem é o piloto que está ao volante desse Shadow aí? E em que corridas ele participou?

"Você é moleque e safado!"

Imagine o seguinte programa, com José Luiz Datena na apresentação...

Müller, Neto e Marcelinho Carioca (ui!) como comentaristas (uiiiiiiiiiiii!)...

E Vanderlei Luxemburgo de convidado!

Tinha que dar no que deu: baixaria.

Cortesia, evidentemente, do técnico do Santos, que é um tremendo de um mal-educado e que tem uma rixa notória com Marcelinho desde que trabalharam (?!) juntos (?!?!) no Corinthians.

O barraco você pode acompanhar aqui. E você poderá notar que a língua portuguesa sofre diversos atentados contra sua integridade.

Triste futebol brasileiro... triste estréia do "Por Dentro da Bola", da TV Bandeirantes.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O mistério do número 10

Todo mundo sabe que o número 10 é sinônimo de craque no futebol. Pelé eternizou os dois dígitos mágicos. Maradona, Zico, Platini, Rivellino, Zidane, tantos outros, honraram a tradição como muitos outros bons jogadores.

No automobilismo, é bem diferente a correlação do número 10 com vitórias.

Na Fórmula 1, por exemplo, a estatística é assombrosa.

Durante 31 anos, nenhum carro com este número venceu na categoria máxima.

Também pudera: de 1977 a 1996, só equipes médias tiveram direito ao número 10 - respectivamente March, ATS, RAM, Arrows e Ligier. Quando a equipe francesa venceu em Mônaco pela última vez em sua história com Olivier Panis, o número do francês era o... nove. O carro 10 era de Pedro Paulo Diniz...

Só em 1997 o encanto foi quebrado com o triunfo de David Coulthard na abertura do Mundial na Austrália. E depois dele, o 10 só venceu outras quatro vezes - uma com Coulthard em Monza, no mesmo ano de 97 e três com Juan Pablo Montoya, ano retrasado.

Neste ano, o "camisa 10" da Fórmula 1 é o polonês Robert Kubica. Mas daí a ele quebrar esse agouro do numeral na categoria máxima... vai uma distância muito grande.

Em tempo: os vencedores anteriores só foram feras.

Juan Manuel Fangio, duas vezes - em 1950 com a Alfetta 158 e em 1955 com a Mercedes W196;

Nino Farina, uma vez com a Alfetta, também em 1950;

Alberto Ascari, duas vezes de Ferrari em 1953;

Graham Hill, pela Lotus em 1968, por duas vezes;

Jochen Rindt, uma vez em 1970, também pela Lotus;

e Ronnie Peterson, no GP da Itália de 1976, com o improvável March.

Há controvérsias...

Muito estranho...

O Centauro Motor Clube, através de mensagem na comunidade Mil Milhas Brasil no Orkut, alardeia o seguinte:

O Centauro Motor Clube, que desde 1956 realiza a prova automobilistica "Mil Milhas Brasileiras" , também conhecida como "Mil Milhas de Interlagos", rescindiu o contrato celebrado com o Empresário e Piloto Antonio Hermann, celebrado em 2005, cedendo-lhe o direito de realizar a mencionada prova automobilística. É que, tendo o referido evento sido incluído, por força de lei, no calendário das comemorações do aniversário da Cidade de São Paulo, deveria ele ser realizado entre os dias 18 a 28 de janeiro. Antonio Hermann, alegando dificuldades com a organização da Prova, especialmente no que concerne a sua parte internacional, deixou de realizar a corrida no ultimo mês de janeiro, pretendendo realizá-la em outra data. O Centauro não pode concordar com a mudança da data, por força da mencionada legislação municipal. Rescindido o contrato, o Centauro já está estabalecendo contatos, no Brasil e no Exterior, buscando novos parceiros para as Mil Milhas de 2008.

Hum...

Gostaria de saber algumas coisas:

Primeiro, existe mesmo essa lei que incluiu as Mil Milhas como prova comemorativa do aniversário de São Paulo?

Segundo, que impedimento há em realizar a prova fora do período alegado? Que eu saiba, a corrida já aconteceu em março, em abril, em novembro e ninguém estrilou. E o Centauro era quem organizava... que coisa, não?

Terceiro: se o contrato foi de fato rescindido, cadê a notícia nos sites de automobilismo? Não tem.

Será que o Centauro está agindo com a lisura e a credibilidade que se esperam de uma entidade tão tradicional? O Sr. Eloy Gogliano aprovaria isso tudo?

Há controvérsias...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

UM DIA ESPECIAL - II

No embalo do post anterior, em que comemoramos o primeiro aniversário do blog, ainda estou sob o efeito do que assisti há pouco aqui no Rio de Janeiro.

Sim, senhoras e senhores... ou como diria Juca Pirama, 'MENINOS, EU VI!'

Eu vi Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, meu amigo Dinho Leme, Zélia Duncan e todo o povo que compõe o retorno dos Mutantes ao cenário musical.

Trinta anos depois do último show na Cidade Maravilhosa, no Museu de Arte Moderna (MAM), o grupo veio para se apresentar em única noite no Vivo Rio - que é colado no Museu... olha quanta coincidência.

Sem atropelo nenhum, cheguei em torno de 8h40, enquanto o resto do pessoal, atravancado por engarrafamentos provenientes dos blocos de carnaval, veio de última hora. Não sei se a casa estava tomada, mas com certeza havia mais de 2 mil pessoas na platéia.

Antes do show, um momento inusitado: uma mulher de pouco mais de 40 anos, acredito, e acompanhada pelo marido (ou namorado, sei lá... embora não estivessem em momentos de intimidade), dispara a seguinte pergunta:

- Tens um baseadinho aí?

Eu, que nunca fumei maconha (que rolou lá no show à vontade) na vida, brinquei.

- Não tenho não, sou tecnicamente careta. Gosto de música de viajandão mas só bebo cerveja.

Ato contínuo, com uns 40 minutos de atraso, o show começou. A platéia foi ao delírio na entrada da banda, que abriu com "Dom Quixote". Na verdade, é a seqüência do DVD gravado no Barbican Hall em Londres - mas notam-se diferenças sutis.

A primeira, visível, é que Zélia Duncan está muito mais à vontade agora como uma Mutante de verdade. E por favor, vamos parar de uma vez com as comparações idiotas entre ela e a Rita Lee. Sem contar que em dado momento do show, algum fã idiota, "viúva" da cantora original, jogou uma garrafa que quase acertou a Zélia. Tremendo bola-fora, felizmente o único do show.

A segunda, tão audível quanto visível, é uma surpresa e tanto. Dinho Leme, velho de guerra, está mais vivo do que nunca e mandando espetacularmente bem na bateria. E muito mais solto, ele mesmo admite, do que na primeira vez em que tocou ao vivo com o grupo depois de longo tempo ausente nas baquetas.

Sérgio Dias, todo mundo viu, é o líder, o frontman, conduzindo com carisma e com sua insuperável técnica o show do início ao fim. Foi o responsável pelo grande momento musical da noite, num fantástico improviso durante "Ando Meio Desligado".

E torno a repetir: Arnaldo Baptista continua comovendo a cada aparição ao vivo. Entrou no palco vestido de anjo caído e fez o seu papel. Foi o vocal principal em "Cantor de Mambo", na sensacional "Dia 36" - sempre com direito a distorção; dividiu as vozes com Zélia Duncan em "Ave Lúcifer" e... surpresa... depois de anos, cantou "Qualquer Bobagem" - a única música que não fez parte do show do Barbican Hall.

Ao todo, foram 22 músicas, incluindo o final apoteótico com "Bat Macumba" e "Panis Et Circensis". A platéia (eu inclusive) urrava, pedindo "mais um" e "volta". As luzes se acenderam. Era o fim.

Mas o melhor ainda viria.

Resolvi perguntar a uma funcionária onde podia chegar perto da entrada do camarim, pra ver se eu conseguia falar pelo menos com o Dinho - que é meu conhecido. Afinal, além de jornalista, ele é irmão do Reginaldo Leme, com quem trabalho.

Me dirigi para lá e havia uma pequena confusão à beira de um cercado guarnecido por dois seguranças e um bombeiro. Eu via gente entrando, e vi que eles tinham acesso garantido porque portavam uma pulseirinha de plástico.

Não tive dúvidas. Fui direto numa pessoa da produção e falei que conheço o Dinho. Dei meu nome... e pronto! Acesso liberado!

Sem aquela neura de tiete, daqueles que fica todo tímido ao ver os ídolos, adentrei a saleta dos camarins, onde circulavam - entre os que pude identificar - Toni Platão, Carlos Eduardo Miranda (o Véio, aquele mesmo que é jurado do 'Ídolos' do SBT), Lobão e a atriz Leandra Leal.

A primeira com quem falei rapidinho e tirei foto foi a percussionista, a excepcional Simone Soul. E eu lá esperando pelo Dinho, quando resolvo olhar para um papel na porta de um camarim e vejo que ele dividia o espaço com o Sérgio Dias. Não tive dúvidas: olhei pra dentro e chamei por ele. E ganhei um caloroso abraço do amigo, quando ele saiu para as fotos de praxe.

Olha só que privilégio: eu ladeado por Sérgio Dias e Dinho Leme. Que momento!


Claro que por conhecê-lo muito mais, conversei muito com ele - e com o Lobão, que também nunca tinha visto o Dinho tocando com os Mutantes. Fui apresentado ao Sérgio Dias rapidamente e, já na cara-de-pau, falei com a Zélia Duncan e pedi uma foto com ela. Simpaticíssima, me atendeu numa boa. Como, aliás, todo mundo.

Foi uma grande noite, um grande show. Um dia que nunca mais vou esquecer.

Aliás, somado aos shows dos Rolling Stones no Maracanã em 1995 e de Robert Plant e Jimmy Page na Praça da Apoteose um ano depois, este é outro espetáculo que me dá a certeza de duas coisas:

Uma, de que nada neste mundo é impossível - palavras do Sérgio Dias durante o show.

E a outra, de que o rock and roll ainda está a salvo em meio à patuscada musical reinante no Brasil.

Sunshine for everybody!

UM DIA ESPECIAL

São 2 e 13 da manhã deste domingo, 4 de fevereiro de 2007.

Há exatamente um ano atrás, de maneira despretensiosa, este que vos escreve "inaugurou" o Saco de Gatos. Um blog pra falar de tudo. De todos. Bem e mal. Visões antagônicas, irônicas, críticas, mordazes, sacanas e sobretudo sinceras, sobre o que nos cerca e as minhas paixões.

Lembro que comecei de forma polêmica. Escrevi sobre o relançamento do disco Racional nos volumes 1 e 2, cantado pelo "síndico" Tim Maia. Um adepto da seita Universo em Desencanto não gostou de algumas palavras. Mas pelo menos me tratou com educação.

Tomei isso como um bom sinal. Se eu criasse um pouquinho de discussão, já estaria feliz.

Quando o assunto aqui foi política, é que ferveu mais o caldo. Muita gente estrilando contra o Lula, de quem sou eleitor desde 1989. Muitos, por seu turno, espinafrando a 'direita' que não é mais 'direita'. E por aí vai.

Escrevi muito sobre tudo. Música, poesia, fetiches, sexo, carnaval, política, Fluminense, Ramos, família, rock and roll, Fórmula 1, Motovelocidade e outras coisas mais.

A cada dia ganhei novos amigos. A cada dia, a freqüência diária aumenta. Em seis meses, este blog já chegou a 16 mil page views e quase 9 mil visitas. Nada mal mesmo. Na última terça, outro recorde foi superado: cheguei a ter 213 page views.

Nunca é demais deixar meu muito obrigado a quem gosta de mim e também a quem não gosta e provavelmente mudou um tiquinho de opinião a meu respeito e, quem sabe, sobre muitas coisas que leu por aqui. Afinal, o Saco de Gatos é cultura!

Um beijo para as blogueiras amigas Inez e Eloísa (Luly). Um abraço grande para os brothers Pandini, Bruno Vicaria, Victor Martins, Victor Menezes, Wallace, Jonny'O, Caíque, Joaquim, FilipeW, Fábio, Kowalski, Lauda, Piki, Fernando e Humberto. E um saludo especial ao hermano argentino que também posta aqui no blog de vez em quando - e que por sinal está muito sumido.

OBRIGADO A TODOS...

Sem vocês, o Saco de Gatos não teria o menor sentido.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A nova (velha) turma de Brasília

Ontem, quinta-feira, 1º de fevereiro, tomaram posse de seus mandatos os deputados e senadores eleitos por voto direto no ano passado.

Alguns, como a gente sabe, era melhor que nem tivesem voltado.

Para poupar o leitor de qualquer descontentamento, não vou pôr fotos de nenhum deles. Mas as figuras abomináveis de Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello estão em Brasília, levados pelo "povo".

Das duas uma: ou os eleitores desses cidadãos nunca estiveram bem de suas faculdades mentais ou então são aquelas pessoas que acreditam piamente que os dois são inocentes.

Maluf é acusado de diversos crimes e Collor, aquele mesmo que incutiu na cabeça da população brasileira que seu adversário no segundo turno (que era o Lula) iria praticar o confisco se fosse eleito, foi quem tomou esta atitude e - pior - saiu pela porta dos fundos como o único presidente da república cassado desde 1889, depois que dezenas de acusações pairaram sobre ele e seus asseclas, especialmente PC Farias, morto em circunstâncias suspeitíssimas na casa de praia dele, em companhia da jovem Suzana Marcolino.

Collor ficou inelegível por oito anos e por diversas vezes fracassou em retornar à cena política. Em 2002, perdeu a eleição para governador de Alagoas para Ronaldo Lessa. Agora, de forma irônica, entra como senador para oito anos de mandato, na vaga que era da irascível Heloísa Helena, ex-PT, hoje PSOL, que agora vai dar aulas pelo salário de R$ 750 a cada 20 horas trabalhadas.

Eu sei que para mim, é fácil falar, pichar, condenar esses políticos. Collor, aliás, é um tipo insólito, como FHC e Celso Pitta. Os três têm uma coisa em comum: são cariocas como eu. Mas parece que nascer no Rio de Janeiro representou um acaso na vida de todos eles, porque foram fazer carreira política noutros estados - Collor em Alagoas, porque o pai Arnon era cacique político na região; Fernandenrique e Pitta, em São Paulo.

Mas ainda tem coisa pior do que Collor e Maluf.

Enéas Carneiro, o do "meu número é 56", continua para mais quatro anos, agora sem a mefistofélica barba que lhe conferia um visual no mínimo surrealista. Será que voltará mais contido?

Francisco Dornelles, a múmia paralítica da política carioca, vai continuar fazendo suas acochambrações no senado.

E Clodovil Hernandez (não podia deixar de falar dele) vai liderar a bancada dos políticos insólitos, onde também desponta o Cãozinho dos Teclados Frank Aguiar, ambos eleitos por São Paulo - sendo que Clodovil é mineiro e Frank, piauiense.

Na capa de um tablóide carioca, a prova do quão o "povo" está bem representado a partir deste ano: Clodovil foi pego em flagrante, tirando um belo cochilo, aboletado numa poltrona, NO DIA DA POSSE.

Como diria um locutor... que beleeeeeza!

Molecagem piquetista


Reunião de brazucas na Inglaterra, a meca do automobilismo europeu. O ano é 1983. Notem o que Nelson Piquet está fazendo com o então piloto de Fórmula 3 Ayrton Senna. Entre eles, Dárcio dos Santos (tio do Rubens Barrichello). À direita da foto, Raul Boesel, então na Ligier. Embaixo, Maurizio Sandro Sala, com muito mais cabelo e que na época acelerava barbaridade na Fórmula Ford inglesa. E ao lado dele, o barbudo é José Carlos Romano, que guiou Fiat 147, Fusca e Gol Divisão 3, além de andar na F-2 Brasil entre 82 e 84 com carros Polar e Heve.
Esse Piquet... não era mole não. Mais moleque do que ele, impossível. Deve ser por essas e outras que o Senna nunca gostou dele como pessoa. Mas pelo que sei, o respeitava e muito como piloto. Afinal, quem faz o que o Nelson fez em Hungaroring três anos depois, merece pelo menos um pouco mais de admiração.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

rFactor: loucura, loucura, loucura!

Eu sou absolutamente alucinado por jogos de simulação e esporte. Futebol, basquete, hóquei no gelo, eu encaro e até me dou bem.

Mas eu tenho verdadeira paixão pelos games de automobilismo e motovelocidade.

Quase todos que eu pude ter, já tive: GP500, Superbike, MotoGP2 e MotoGP3 (motos, claro); Nascar 4, NR2003, Le Mans 24 Hours, V-Rally, F1 Challenge, GP2, GP3, GP4, GTR, GTR2 e por aí vai.

Hoje o "vício" da vez chama-se rFactor.

Pra instalar o software do jogo, que não precisa de CD pra rodar, é só pagar cerca de 80 reais no cartão de crédito. E fui à luta. Circuito fantasia no meu jogo? Nem pensar... detonei todos.

Os campeonatos inexistentes vão é ficar em segundo plano. Afinal, quem tem mods como o de Fórmula 1 na temporada de 79 (isso mesmo, do auge do carro-asa!), A1GP, Fórmula Nippon, TC2000, ETCC e muitos outros que ainda vão ser instalados, precisa de campeonatos-fantasma?

Com os F-1 de 79 já andei... na verdade, enganei, porque estou correndo com o ATS do alemão Hans-Joachim Stuck. Até agora, zero ponto no campeonato.

Na Fórmula Nippon, três corridas e uma vitória, de ponta a ponta, na pista de Autopolis.

E com a carroça da A1GP, surpresa: vitória em Brands Hatch com folga, depois de sair em décimo-nono.

Nada mal...

Outras 'peripécias' virão. Como aperitivo, um screenshot do ETCC para mostrar o quanto o rFactor é bom e vale muito a pena ser baixado. Duro é largar o computador pra lá, viu...

Muita lenha pra queimar

Vejo que alguns coleguinhas estão "surpresos" com os ótimos tempos de Alex Barros no teste coletivo da MotoGP em Phillip Island, na Austrália.

Ok, o brasileiro sequer corre pelo time oficial - ele está na Pramac D'Antin que, teoricamente, receberá as melhorias da Ducati depois da equipe de fábrica que tem Casey Rolling Stoner e Loris Capirossi.

Mas sem dúvida seu desempenho tem sido animador. E muito.

Barros foi colocado em xeque depois que deixou a MotoGP em fins de 2005 e se aventurou nas Superbikes. Fez até mais do que se esperava, em razão de competir com uma Honda de desenvolvimento limitadíssimo. Conseguiu pódios e uma vitória numa bateria do GP de Ímola.

Quando todo mundo pensava que ele iria ficar por lá, afinal era o campeonato perfeito para um piloto "velho", eis que aos 36 anos de idade ele retornou para a Fórmula 1 das duas rodas, para incomodar Rossi, Capirossi, o 'medíocre' Hayden - atual campeão, Daniel 'Triste' Pedrosa e outros pilotos bem mais jovens que ele.

Essa moçadinha que mal saiu das fraldas pra vestir macacão de couro de canguru tem que olhar para o homem da moto número 4 com muito respeito. Afinal, são 17 temporadas sempre no mais alto nível, com vitórias, poles, pódios e colocações de respeito que inserem Barros no cenário motociclístico mundial e não deixam dúvidas de que, em todos os tempos, foi o nosso maior piloto.

Adu Celso (in memoriam), Edmar Ferreira, Cláudio Girotto, Antônio Jorge Neto e Walter "Tucano" Barchi certamente hão de me desculpar. E concordar comigo também.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

EU VOU!


Sem fila. Sem atropelo. Comprei hoje na Modern Sound, em Copacabana, meu ingresso para ver Mutantes no Vivo Rio, no sábado.
Depois do DVD do Barbican Hall, ao qual assisto direto e dos comentários mais do que elogiosos acerca do show realizado no Museu do Ipiranga, que arrastou mais de 50 mil pessoas, não dá para deixar de ir.
Pouco importa se é Zélia Duncan quem dividirá o palco com os irmãos Baptista, Dinho Leme e os ótimos músicos de apoio arregimentados por Serginho Dias. Importa também se muitas das músicas do set - "2001" entre elas - são de autoria da Rita Lee? Os fãs mais puristas hão de achar a reunião do grupo uma heresia. Aliás, uma já escreveu espinafrando o show do Barbican Hall. Mas e daí?
Pombas... os caras não tocavam com parte da formação original desde 76, o Dinho teve que ser reapresentado ao seu antigo instrumento e o Arnaldo não é mais o mesmo de 30 anos atrás. Mas a energia mutante está no ar, está aí e eu não vou perder essa por nada.
Aliás, já que o Dinho é o irmão do Reginaldo, não custa nada dar um papo nele pra ver se consigo uma lembrança pós-show...
De repente, o domingo começa com essa foto aqui no blog.
Tomara!
Mas o que importa é o seguinte: EU VOU. E ponto final.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Desfecho prevísível


Adriana de Almeida, a viúva do milionário da Mega-Sena Renné Senna (sem nenhum trocadilho infame), que tinha uma fortuna estimada em mais de 50 milhões de reais, foi presa nesta terça-feira num hotel em Camboinhas, região litorânea de Niterói.

Por mais que ela tenha dito que é inocente ao ser levada pela polícia, que a deteve com base em escutas telefônicas, a verdade ainda virá à tona.

Renné tinha 54 anos e a viúva era 25 anos mais jovem que ele. Além disso, o milionário era paraplégico e consta que não havia vida sexual entre eles. Portanto, por A mais B, subentende-se que Adriana tinha os homens que quisesse, tudo com o dinheiro do ex-marido.

Sexo é a motivação de nove entre dez crimes do gênero, quando um homem possui uma fortuna incrível. Dono de uma fazenda que comprou por 9 milhões de reais em Lavras, na região de Rio Bonito (interior do Rio de Janeiro), Renné foi morto a tiros num bar, alvejado por dois motoqueiros que dispararam cinco vezes contra ele.

Adriana, a viúva, tinha tudo o que queria, inclusive um luxuosíssimo duplex em Arraial do Cabo, no Litoral Norte do Rio. E com sede de dinheiro e de poder, não duvidem: esta mulher mandou matar o próprio marido.

Recorde!

O preguiçoso Garfield diria... "detesto a segunda-feira".

Mas eu vou brindar à ela.

Dia 29 de janeiro - atingiu-se o recorde de page views diários deste blog, superando de longe os 153 da semana passada.

Foram 195! Será que o pessoal atendeu o apelo e veio?

É... tá ficando bom e a responsabilidade, aumentando!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Retratos em branco-e-preto

Em janeiro deste ano, a música brasileira viveu momentos antagônicos.

No dia 19, completaram-se 25 anos de uma perda colossal: a morte de Elis Regina, provavelmente a maior cantora deste país em qualquer tempo.

E na última quinta-feira - dia 25 - seriam comemorados 80 anos de um mestre da MPB, se ele estivesse vivo.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou simplesmente Tom Jobim.

Ambos mereceram homenagens caprichadas e emocionadas da Globo em domingos diferentes. Foram dois programas muito bem concebidos e realizados, algo que anda em falta na TV aberta.

A carreira de Tom foi brilhante sob todos os aspectos. Em 40 anos de serviços muito bem prestados, o maestro soberano compôs, regeu, escreveu partituras, cantou em português e inglês, difundiu nossa música, alavancou a bossa nova, criou um estilo inconfundível.

Começando como arranjador da gravadora Continental aos 25 anos, rapidamente escreveu suas primeiras músicas. Em 1954, Mauricy Moura gravou "Incerteza", de Tom e Newton Mendonça.

Dois anos depois, musicou a peça 'Orfeu da Conceição' com Vinícius de Moraes. Ele e o poetinha compuseram um clássico instantâneo - "Se todos fossem iguais a você", gravada no disco da trilha do filme homônimo dirigido por Marcel Camus na voz de Agostinho dos Santos.

Em 58, um baiano de voz anasalada começa a fazer sucesso cantando "Chega de Saudade" e "Desafinado". É João Gilberto, que dá voz e vez à bossa nova, fazendo a MPB atingir um patamar jamais sonhado - haja visto que ele e Tom brilham no espetáculo do Carnegie Hall produzido por Sidney Fry.

De 1962 a 1963, a produção de músicas e de clássicos da obra de Jobim é avassaladora: "Samba do Avião", "Só Danço Samba", "O Morro Não Tem Vez", "Vivo Sonhando", entre outras mais.

Inserido no mercado americano, ele gravou um disco em inglês e logo depois faria um dueto inesquecível com Frank Sinatra. The Voice cantou "Quiet Night and Quiet Stars" (Corcovado), "Dindi", "How Insensitive" (Insensatez, que seria gravada brilhantemente por Sting anos mais tarde) e "The Girl From Ipanema" (a imortal Garota de Ipanema).

No ano de 68, unanimidade que fora assim como Ataulfo Alves, Ismael Silva e Chico Buarque de Hollanda como um dos compositores selecionados para a Bienal do Samba, da TV Record, compôs e escreveu a música "Onda" - é essa mesma que vocês estão pensando...

Roberto Carlos, escalado para defendê-la, deu um tremendo cano em Tom, viajando em lua-de-mel com Nice para Las Vegas. Não cantou "Onda" na primeira eliminatória da Bienal e tampouco na terceira.

Vertida para o nome "Wave", tornou-se um grande sucesso e hoje é a abertura da novela 'Páginas da Vida'. No disco, existem a versão instrumental e aquela cantada em dueto por Paulinho e Maria Luiza, filhos de Tom.

Vou te contar
Meus olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender

Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar

Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade

Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar

O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

Tom ficou pelo caminho na Bienal, mas inscreveu junto com Chico a belíssima "Sabiá" na 3ª edição do Festival Internacional da Canção. A música, uma peça camerística falando da dor do exílio, foi a antítese da panfletária "Caminhando", de Geraldo Vandré. Cantada pelas irmãs baianas Cynara e Cybele (do Quarteto em Cy), foi impiedosamente vaiada na final nacional porque derrotara justamente a música de Vandré, que se insurgia contra o regime militar.

E como não há mal que sempre dure, massacrado e humilhado pela platéia furibunda, o mesmo Tom veria sua "Sabiá" vencer a fase internacional, desta vez sem vaias.

Aprofundado em influências de compositores eruditos e em pesquisas sobre a fauna brasileira, juntando influências jazzísticas, compôs canções de instrumentação simplesmente brilhante nos anos 70 e discos que simbolizam sua vasta obra, como Matita Perê (de 1973) e Urubu (1976).

Nesse entremeio, fez um consagrado e cultuado álbum com Elis Regina, que tem como carro-chefe uma inesquecível versão de "Águas de Março", cantada à vontade por eles num especial produzido pela Globo em fins de 74. Não seria o último disco que Tom faria com outros artistas, pois fez dois trabalhos com Miúcha, um com Edu Lobo e mais outro com Frank Sinatra.

Além da natureza e os pássaros, as mulheres foram grande fonte de inspiração em suas canções. Não à toa, ele escreveu e gravou clássicos como "Dindi", "Ana Luiza", "Isabella", "Luciana", "Tereza da Praia", "Ângela", "Lígia" e "Luiza" (esta, abertura da novela 'Brilhante', da Globo). Também escreveu o "Samba de Maria Luiza", uma pequena brincadeira dividida com a filha que tinha então 5 anos na gravação do disco Antônio Brasileiro, de 1994.

Foi neste mesmo ano que o compositor, já com 67 anos de idade, sofreu um sério problema de saúde que o levou à morte, na mesma Nova York que certa feita ele descreveu com o bom-humor que sempre o caracterizou.

"O melhor modo de se conhecer Nova York é de maca."

Homenageado ainda em vida pela Mangueira, a escola de samba do coração, o tricolor Tom Jobim partiu desta para melhor no dia 8 de dezembro. E deixou um vácuo impreenchível na história da nossa música.

Ah, maestro soberano... que maravilha seria viver, se no mundo todos fossem iguais a você!

domingo, 28 de janeiro de 2007

Mais um pitaco sobre Daytona 24H

Para complementar o post anterior sobre as 24 Horas de Daytona...

Louve-se a iniciativa do Speed Channel em mostrar, ao vivo para o Brasil, a largada e as primeiras horas de prova - a transmissão no sábado saiu do ar à 1 da madrugada, para voltarem ao meio-dia e meia e assim encerrarem o evento.

Mas não dá pra aturar a dupla Roberto Figueroa e Sergio Lago.

Quando eles identificaram o piloto do carro #7 como sendo o britânico Tom Kimber-Smith e no vídeo, no top line, aparecia o nome de Chris Festa, imediatamente apertei a tecla SAP e fui acompanhar a transmissão com Bob Varsha e David Hobbs, um milhão de vezes melhor.

Ou os brasileiros do Speed são mal-assessorados em matéria de produção, que não passa a lista definitiva de inscritos a eles, ou são mesmo um lixo como narradores e comentaristas.

Aposta de risco

Podem me cobrar depois, em 22 de outubro, um dia após o encerramento do Mundial de Fórmula 1. Ou mesmo logo depois que o GP do Brasil terminar.

Mas já tenho meu palpite acerca da posição das onze equipes do campeonato de 2007.

Isso mesmo. Williams, Toro Rosso, Super Aguri e Spyker sequer lançaram oficialmente seus carros e os testes ainda não dizem muita coisa.

Mas eu sou um cara ousado. E por isso mesmo, minha aposta é a seguinte:

Ferrari campeã, com Massa e Raikkönen formando a dupla mais consistente do ano.

McLaren vice, porém fazendo de Alonso o novo tricampeão mundial (outra aposta ousadíssima).

Renault em terceiro, demitindo Fisichella e pondo Nelsinho Piquet em seu lugar.

Honda se firmando como P4. Acho que o Button vence de novo. E o Rubens dá bye-bye à F-1.

BMW de novo como o quinto melhor time, com Kubica mais experiente e Heidfeld constante, vão marcar muitos pontos e pódios.

Toyota, mais uma vez sexta, dentro das expectativas.

Red Bull em sétimo. Não vejo possibilidade de muitos pontos para Webber. Coulthard vai ser o destaque da equipe.

Super Aguri em oitavo. Ora... os dois pilotos são rápidos, o motor Honda empurra. Podem surpreender.

Toro Rosso em nono. E o Berger já admitiu que a briga de sua equipe será com a Aguri e com...

... a Williams, que para mim fará a pior temporada de seus últimos 30 anos.

A Spyker será a lanterna. Mesmo com motor Ferrari. Faltam pilotos para a escuderia holandesa. E vamos e venhamos, ninguém é Adrian Sutil...