Como o próprio nome diz, um balaio de gatos onde todo assunto vale a pena para ser comentado e discutido por quem escreve e por quem passa aqui: esporte, música, cinema, poesia, livros, amor, sexo, justiça, dinheiro e todos os temas e problemas do nosso cotidiano.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Caneladas
A diretoria do Fluminense demitiu o incompetente Paulo César Gusmão.
Incompetente, sim! Porque com o time que tem nas mãos, conseguiu em quatro jogos no início deste ano - e tudo isso após uma pré-temporada onde não faltou apoio externo aos jogadores (afinal aconteceu na concentração da Seleção) - apenas uma magra vitória contra o Friburguense.
O time não jogou mal contra o Volta Redonda. Mas perdeu.
Jogou mal contra o Nova Iguaçu, foi até roubado, dizem. Eu não vi o jogo - graças a Deus. E houve empate.
E neste sábado, a gota d'água: uma derrota merecidíssima para o esforçado América por 2 x 0. O diabo aprontou bonito contra o Flu e já está classificado para a semifinal da Taça Guanabara, ocupando a lacuna que deveria ser preenchida pelo tricolor das Laranjeiras.
Quero crer que este início de ano ruim seja realmente só culpa do PC Gusmão. Ele tem um passado pouco recomendável como treinador, tido como burro, mau-caráter e incompetente por vários clubes onde passou. Pergunte a qualquer torcedor do Botafogo, do Vasco ou do Flamengo o que acham de um profissional que sequer conseguiu se firmar nos quatro grandes do estado.
Agora se avizinha o fantasma de 2006: a ciranda de técnicos. E os nomes cotados dão arrepios - Tite (que ano passado recusou três convites e está desempregado), Renê Weber (que era técnico da seleção sub-20 e é amigo e conterrâneo do Branco) e... cruzes... Joel Santana!
Já pensaram o homem da pranchetinha, com aquela barriguinha por aqui mais uma vez?
Melhor nem pensar...
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
BASTA!
No distante subúrbio carioca, o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas seis anos de idade, pagou o caríssimo preço de vivermos nesta cidade. Mais uma inocente vítima da violência que nos amedronta dia após dia. Preso no cinto de segurança do carro da mãe, que foi roubado por assaltantes (há quem diga que com uma arma de brinquedo), foi arrastado de forma bárbara até morrer, por quatro - eu disse QUATRO! - bairros: Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, durante inacreditáveis sete quilômetros.
O pai de um dos suspeitos de participação no crime não teve pudor em denunciar o próprio filho. Agiu com correção. Também pudera: é um homem humilde, trabalhador e jamais gostaria que o menino se envolvesse com a criminalidade. Mas este país é o campeão mundial da desigualdade social. Prédios, mansões, casas e condomínios avaliados em milhões de dólares e gente com fortunas incalculáveis contrastam com as favelas, a miséria esfregada dioturnamente na nossa cara graças a presença dos mendigos e meninos de rua, cheirando cola e às vezes fumando crack.
A vagabundagem é um passo para a marginalidade e todo mundo sabe disso. Todas as esferas governamentais, políticos, população, nós todos. Então, porque é que em vez de ficarmos pensando em Jogos Pan-Americanos e em Copa do Mundo - dois eventos que o Brasil já demonstrou não ter condições de organizar - não nos envolvemos em projetos que dêem à população carente condições de viver: escolas baratas e com ensino de qualidade; projetos de saneamento básico; postos de saúde equipados com o necessário para atender a população.
Esta é a tríade do desenvolvimento: educação + higene + saúde. Com oportunidades reais de trabalho, este país não teria tantos bandidos, tantos vagabundos levando vida fácil às custas do tráfico de drogas para extorquir, roubar e lamentavelmente matar pessoas inocentes.
Seria pedir demais ao presidente Lula, ao governador Sérgio Cabral e ao prefeito maluquinho CEM que se juntassem para sentar, conversar e discutir os problemas de segurança no Rio de Janeiro?
Esta é uma hora que não pode haver o famoso e babaca "jogo de empurra", onde um passa a responsabilidade pro outro. Será que eles e as demais otoridades não páram para pensar que podia ser, em vez do menino José Hélio, um dos filhos deles? Ou de qualquer um de nós que tenha família?
BASTA!
A ministra do STF Ellen Gracie tem toda razão: a morte do menino é terrível... inconcebível... inaceitável.
O fim da "égua loura" milionária... dos EUA

Os F-1 que nunca correram - XIII
O décimo-terceiro "astro" é o First F189.

A First Racing era uma escuderia italiana que corria regularmente na Fórmula 3000. Seu proprietário era Lamberto Leoni, que passou por uma fugaz experiência na categoria máxima, fazendo duas provas com um Ensign e algumas outras tentativas a bordo de um ATS.
No ano de 1988, Leoni alinhou dois March-Judd para Pierluigi Martini (que no mesmo ano voltou à F-1 pela Minardi) e Marco Apicella. A escolha para piloto do único carro fatalmente recairia neste último, mas o proprietário optou por Gabriele Tarquini, que já tinha alguma quilometragem com os horrendos Osella e Coloni.
Lamberto então encomendou um projeto a Ricardo Divila, que desenhou as linhas iniciais do carro, que teria motor Judd V-8. Mas projetista e proprietário quebraram o pau e o "Visconde de Sabugosa" saiu da First, assumindo o posto de engenheiro de pista do francês Olivier Grouillard na Ligier - não sem antes contribuir com algumas idéias para o projeto do chassi JS33.Em suma, a First começava mal a sua aventura. E as coisas ficaram ainda piores porque, pelo que diz a lenda, a FIA reprovou o carro no "crash-test" obrigatório. Com cara de babaca, Leoni não soube justificar a falha aos patrocinadores, que caíram fora. A First retirou-se do campeonato de 1989 muito antes de começar e permaneceu ativa na F-3000 até sair do campeonato ao fim da temporada seguinte, sem dinheiro.
O First ficou pelo caminho - em termos - porque uma outra equipe ressuscitaria o carro para um dos mais malfadados projetos da história da Fórmula 1.
Mas isso fica para o próximo capítulo.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Quebrando a cuca II

O adeus de um virtuose

Caso encerrado
A Federation Internationale de L’Automobile (FIA) oficializou o ingresso do Brasil no calendário internacional do Le Mans Series e manteve a etapa brasileira no FIA World Touring Car Championship (WTCC). Para o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Scaglione, são conquistas que refletem a credibilidade internacional da CBA, assim como evidencia o profissionalismo dos nossos promotores.
Legítimo promotor da Mil Milhas e detentor de seus direitos, por intermédio de um contrato reconhecido internacionalmente por sua legalidade, o piloto e empresário Antônio Hermann deu mais um passo rumo ao aperfeiçoamento da tradicional prova de endurance. O primeiro foi do presidente Paulo Scaglione, quando incluiu a Mil Milhas no calendário internacional da FIA. O sucesso dessa ação resultou no aprimoramento das gestões técnica e desportiva da competição, que têm sido conduzidas nos últimos anos sob os mesmos critérios que a Confederação adota na Fórmula 1.
Se no ano passado, na primeira das 15 edições sob responsabilidade de Hermann, a prova já apresentou um padrão elevado, o resultado posterior foi a recente inclusão do Autódromo Internacional José Carlos Pace, em São Paulo, como etapa de encerramento do Le Mans Series 2007.
O campeonato terá início no mês de abril, em Monza (Itália), passando depois por Valência (Espanha), Nurburgring (Alemanha), Spa (Bélgica) e Silverstone (Inglaterra), antes da prova brasileira entre 9 e 11 de novembro.
Já o Mundial do WTCC começará no Brasil no dia 11 de março. Como no ano passado, a prova será realizada no Autódromo Internacional de Curitiba e a recente vistoria da FIA, realizada na pista localizada no município de Pinhais, aprovou por completo as instalações e, por conseguinte, foi recuperada a licença que havia sido suspensa temporariamente ao término da temporada passada.
Como dizem nos tribunais, caso encerrado. Acabou a bravata do Centauro e as Mil Milhas estão asseguradíssimas para 2007 e os anos seguintes, com a Le Mans Series.
Uma história que pouca gente conhece


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Os F-1 que nunca correram - XII

Quebrando a cuca
"Você é moleque e safado!"
Müller, Neto e Marcelinho Carioca (ui!) como comentaristas (uiiiiiiiiiiii!)...
E Vanderlei Luxemburgo de convidado!
Tinha que dar no que deu: baixaria.
Cortesia, evidentemente, do técnico do Santos, que é um tremendo de um mal-educado e que tem uma rixa notória com Marcelinho desde que trabalharam (?!) juntos (?!?!) no Corinthians.
O barraco você pode acompanhar aqui. E você poderá notar que a língua portuguesa sofre diversos atentados contra sua integridade.
Triste futebol brasileiro... triste estréia do "Por Dentro da Bola", da TV Bandeirantes.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
O mistério do número 10
No automobilismo, é bem diferente a correlação do número 10 com vitórias.
Na Fórmula 1, por exemplo, a estatística é assombrosa.
Durante 31 anos, nenhum carro com este número venceu na categoria máxima.
Também pudera: de 1977 a 1996, só equipes médias tiveram direito ao número 10 - respectivamente March, ATS, RAM, Arrows e Ligier. Quando a equipe francesa venceu em Mônaco pela última vez em sua história com Olivier Panis, o número do francês era o... nove. O carro 10 era de Pedro Paulo Diniz...
Só em 1997 o encanto foi quebrado com o triunfo de David Coulthard na abertura do Mundial na Austrália. E depois dele, o 10 só venceu outras quatro vezes - uma com Coulthard em Monza, no mesmo ano de 97 e três com Juan Pablo Montoya, ano retrasado.
Neste ano, o "camisa 10" da Fórmula 1 é o polonês Robert Kubica. Mas daí a ele quebrar esse agouro do numeral na categoria máxima... vai uma distância muito grande.
Em tempo: os vencedores anteriores só foram feras.
Juan Manuel Fangio, duas vezes - em 1950 com a Alfetta 158 e em 1955 com a Mercedes W196;
Nino Farina, uma vez com a Alfetta, também em 1950;
Alberto Ascari, duas vezes de Ferrari em 1953;
Graham Hill, pela Lotus em 1968, por duas vezes;
Jochen Rindt, uma vez em 1970, também pela Lotus;
e Ronnie Peterson, no GP da Itália de 1976, com o improvável March.
Há controvérsias...
O Centauro Motor Clube, através de mensagem na comunidade Mil Milhas Brasil no Orkut, alardeia o seguinte:
O Centauro Motor Clube, que desde 1956 realiza a prova automobilistica "Mil Milhas Brasileiras" , também conhecida como "Mil Milhas de Interlagos", rescindiu o contrato celebrado com o Empresário e Piloto Antonio Hermann, celebrado em 2005, cedendo-lhe o direito de realizar a mencionada prova automobilística. É que, tendo o referido evento sido incluído, por força de lei, no calendário das comemorações do aniversário da Cidade de São Paulo, deveria ele ser realizado entre os dias 18 a 28 de janeiro. Antonio Hermann, alegando dificuldades com a organização da Prova, especialmente no que concerne a sua parte internacional, deixou de realizar a corrida no ultimo mês de janeiro, pretendendo realizá-la em outra data. O Centauro não pode concordar com a mudança da data, por força da mencionada legislação municipal. Rescindido o contrato, o Centauro já está estabalecendo contatos, no Brasil e no Exterior, buscando novos parceiros para as Mil Milhas de 2008.
Hum...
Gostaria de saber algumas coisas:
Primeiro, existe mesmo essa lei que incluiu as Mil Milhas como prova comemorativa do aniversário de São Paulo?
Segundo, que impedimento há em realizar a prova fora do período alegado? Que eu saiba, a corrida já aconteceu em março, em abril, em novembro e ninguém estrilou. E o Centauro era quem organizava... que coisa, não?
Terceiro: se o contrato foi de fato rescindido, cadê a notícia nos sites de automobilismo? Não tem.
Será que o Centauro está agindo com a lisura e a credibilidade que se esperam de uma entidade tão tradicional? O Sr. Eloy Gogliano aprovaria isso tudo?
Há controvérsias...
domingo, 4 de fevereiro de 2007
UM DIA ESPECIAL - II
Olha só que privilégio: eu ladeado por Sérgio Dias e Dinho Leme. Que momento!
Claro que por conhecê-lo muito mais, conversei muito com ele - e com o Lobão, que também nunca tinha visto o Dinho tocando com os Mutantes. Fui apresentado ao Sérgio Dias rapidamente e, já na cara-de-pau, falei com a Zélia Duncan e pedi uma foto com ela. Simpaticíssima, me atendeu numa boa. Como, aliás, todo mundo.
Foi uma grande noite, um grande show. Um dia que nunca mais vou esquecer.
Aliás, somado aos shows dos Rolling Stones no Maracanã em 1995 e de Robert Plant e Jimmy Page na Praça da Apoteose um ano depois, este é outro espetáculo que me dá a certeza de duas coisas:
Uma, de que nada neste mundo é impossível - palavras do Sérgio Dias durante o show.
E a outra, de que o rock and roll ainda está a salvo em meio à patuscada musical reinante no Brasil.
Sunshine for everybody!
UM DIA ESPECIAL
Há exatamente um ano atrás, de maneira despretensiosa, este que vos escreve "inaugurou" o Saco de Gatos. Um blog pra falar de tudo. De todos. Bem e mal. Visões antagônicas, irônicas, críticas, mordazes, sacanas e sobretudo sinceras, sobre o que nos cerca e as minhas paixões.
Lembro que comecei de forma polêmica. Escrevi sobre o relançamento do disco Racional nos volumes 1 e 2, cantado pelo "síndico" Tim Maia. Um adepto da seita Universo em Desencanto não gostou de algumas palavras. Mas pelo menos me tratou com educação.
Tomei isso como um bom sinal. Se eu criasse um pouquinho de discussão, já estaria feliz.
Quando o assunto aqui foi política, é que ferveu mais o caldo. Muita gente estrilando contra o Lula, de quem sou eleitor desde 1989. Muitos, por seu turno, espinafrando a 'direita' que não é mais 'direita'. E por aí vai.
Escrevi muito sobre tudo. Música, poesia, fetiches, sexo, carnaval, política, Fluminense, Ramos, família, rock and roll, Fórmula 1, Motovelocidade e outras coisas mais.
A cada dia ganhei novos amigos. A cada dia, a freqüência diária aumenta. Em seis meses, este blog já chegou a 16 mil page views e quase 9 mil visitas. Nada mal mesmo. Na última terça, outro recorde foi superado: cheguei a ter 213 page views.
Nunca é demais deixar meu muito obrigado a quem gosta de mim e também a quem não gosta e provavelmente mudou um tiquinho de opinião a meu respeito e, quem sabe, sobre muitas coisas que leu por aqui. Afinal, o Saco de Gatos é cultura!
Um beijo para as blogueiras amigas Inez e Eloísa (Luly). Um abraço grande para os brothers Pandini, Bruno Vicaria, Victor Martins, Victor Menezes, Wallace, Jonny'O, Caíque, Joaquim, FilipeW, Fábio, Kowalski, Lauda, Piki, Fernando e Humberto. E um saludo especial ao hermano argentino que também posta aqui no blog de vez em quando - e que por sinal está muito sumido.
OBRIGADO A TODOS...
Sem vocês, o Saco de Gatos não teria o menor sentido.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
A nova (velha) turma de Brasília
Alguns, como a gente sabe, era melhor que nem tivesem voltado.
Para poupar o leitor de qualquer descontentamento, não vou pôr fotos de nenhum deles. Mas as figuras abomináveis de Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello estão em Brasília, levados pelo "povo".
Das duas uma: ou os eleitores desses cidadãos nunca estiveram bem de suas faculdades mentais ou então são aquelas pessoas que acreditam piamente que os dois são inocentes.
Maluf é acusado de diversos crimes e Collor, aquele mesmo que incutiu na cabeça da população brasileira que seu adversário no segundo turno (que era o Lula) iria praticar o confisco se fosse eleito, foi quem tomou esta atitude e - pior - saiu pela porta dos fundos como o único presidente da república cassado desde 1889, depois que dezenas de acusações pairaram sobre ele e seus asseclas, especialmente PC Farias, morto em circunstâncias suspeitíssimas na casa de praia dele, em companhia da jovem Suzana Marcolino.
Collor ficou inelegível por oito anos e por diversas vezes fracassou em retornar à cena política. Em 2002, perdeu a eleição para governador de Alagoas para Ronaldo Lessa. Agora, de forma irônica, entra como senador para oito anos de mandato, na vaga que era da irascível Heloísa Helena, ex-PT, hoje PSOL, que agora vai dar aulas pelo salário de R$ 750 a cada 20 horas trabalhadas.
Eu sei que para mim, é fácil falar, pichar, condenar esses políticos. Collor, aliás, é um tipo insólito, como FHC e Celso Pitta. Os três têm uma coisa em comum: são cariocas como eu. Mas parece que nascer no Rio de Janeiro representou um acaso na vida de todos eles, porque foram fazer carreira política noutros estados - Collor em Alagoas, porque o pai Arnon era cacique político na região; Fernandenrique e Pitta, em São Paulo.
Mas ainda tem coisa pior do que Collor e Maluf.
Enéas Carneiro, o do "meu número é 56", continua para mais quatro anos, agora sem a mefistofélica barba que lhe conferia um visual no mínimo surrealista. Será que voltará mais contido?
Francisco Dornelles, a múmia paralítica da política carioca, vai continuar fazendo suas acochambrações no senado.
E Clodovil Hernandez (não podia deixar de falar dele) vai liderar a bancada dos políticos insólitos, onde também desponta o Cãozinho dos Teclados Frank Aguiar, ambos eleitos por São Paulo - sendo que Clodovil é mineiro e Frank, piauiense.
Na capa de um tablóide carioca, a prova do quão o "povo" está bem representado a partir deste ano: Clodovil foi pego em flagrante, tirando um belo cochilo, aboletado numa poltrona, NO DIA DA POSSE.
Como diria um locutor... que beleeeeeza!
Molecagem piquetista

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
rFactor: loucura, loucura, loucura!

Muita lenha pra queimar
Ok, o brasileiro sequer corre pelo time oficial - ele está na Pramac D'Antin que, teoricamente, receberá as melhorias da Ducati depois da equipe de fábrica que tem Casey Rolling Stoner e Loris Capirossi.
Mas sem dúvida seu desempenho tem sido animador. E muito.
Barros foi colocado em xeque depois que deixou a MotoGP em fins de 2005 e se aventurou nas Superbikes. Fez até mais do que se esperava, em razão de competir com uma Honda de desenvolvimento limitadíssimo. Conseguiu pódios e uma vitória numa bateria do GP de Ímola.
Quando todo mundo pensava que ele iria ficar por lá, afinal era o campeonato perfeito para um piloto "velho", eis que aos 36 anos de idade ele retornou para a Fórmula 1 das duas rodas, para incomodar Rossi, Capirossi, o 'medíocre' Hayden - atual campeão, Daniel 'Triste' Pedrosa e outros pilotos bem mais jovens que ele.
Essa moçadinha que mal saiu das fraldas pra vestir macacão de couro de canguru tem que olhar para o homem da moto número 4 com muito respeito. Afinal, são 17 temporadas sempre no mais alto nível, com vitórias, poles, pódios e colocações de respeito que inserem Barros no cenário motociclístico mundial e não deixam dúvidas de que, em todos os tempos, foi o nosso maior piloto.
Adu Celso (in memoriam), Edmar Ferreira, Cláudio Girotto, Antônio Jorge Neto e Walter "Tucano" Barchi certamente hão de me desculpar. E concordar comigo também.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
EU VOU!

