domingo, 11 de fevereiro de 2007

Caneladas

Previsível...

A diretoria do Fluminense demitiu o incompetente Paulo César Gusmão.

Incompetente, sim! Porque com o time que tem nas mãos, conseguiu em quatro jogos no início deste ano - e tudo isso após uma pré-temporada onde não faltou apoio externo aos jogadores (afinal aconteceu na concentração da Seleção) - apenas uma magra vitória contra o Friburguense.

O time não jogou mal contra o Volta Redonda. Mas perdeu.

Jogou mal contra o Nova Iguaçu, foi até roubado, dizem. Eu não vi o jogo - graças a Deus. E houve empate.

E neste sábado, a gota d'água: uma derrota merecidíssima para o esforçado América por 2 x 0. O diabo aprontou bonito contra o Flu e já está classificado para a semifinal da Taça Guanabara, ocupando a lacuna que deveria ser preenchida pelo tricolor das Laranjeiras.

Quero crer que este início de ano ruim seja realmente só culpa do PC Gusmão. Ele tem um passado pouco recomendável como treinador, tido como burro, mau-caráter e incompetente por vários clubes onde passou. Pergunte a qualquer torcedor do Botafogo, do Vasco ou do Flamengo o que acham de um profissional que sequer conseguiu se firmar nos quatro grandes do estado.

Agora se avizinha o fantasma de 2006: a ciranda de técnicos. E os nomes cotados dão arrepios - Tite (que ano passado recusou três convites e está desempregado), Renê Weber (que era técnico da seleção sub-20 e é amigo e conterrâneo do Branco) e... cruzes... Joel Santana!

Já pensaram o homem da pranchetinha, com aquela barriguinha por aqui mais uma vez?

Melhor nem pensar...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

BASTA!

Todos os jornais hoje, com exceção dos que têm o esporte como teor (Jornal dos Sports e Lance) berravam manchetes sobre a barbárie de Oswaldo Cruz.

No distante subúrbio carioca, o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas seis anos de idade, pagou o caríssimo preço de vivermos nesta cidade. Mais uma inocente vítima da violência que nos amedronta dia após dia. Preso no cinto de segurança do carro da mãe, que foi roubado por assaltantes (há quem diga que com uma arma de brinquedo), foi arrastado de forma bárbara até morrer, por quatro - eu disse QUATRO! - bairros: Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, durante inacreditáveis sete quilômetros.

O pai de um dos suspeitos de participação no crime não teve pudor em denunciar o próprio filho. Agiu com correção. Também pudera: é um homem humilde, trabalhador e jamais gostaria que o menino se envolvesse com a criminalidade. Mas este país é o campeão mundial da desigualdade social. Prédios, mansões, casas e condomínios avaliados em milhões de dólares e gente com fortunas incalculáveis contrastam com as favelas, a miséria esfregada dioturnamente na nossa cara graças a presença dos mendigos e meninos de rua, cheirando cola e às vezes fumando crack.

A vagabundagem é um passo para a marginalidade e todo mundo sabe disso. Todas as esferas governamentais, políticos, população, nós todos. Então, porque é que em vez de ficarmos pensando em Jogos Pan-Americanos e em Copa do Mundo - dois eventos que o Brasil já demonstrou não ter condições de organizar - não nos envolvemos em projetos que dêem à população carente condições de viver: escolas baratas e com ensino de qualidade; projetos de saneamento básico; postos de saúde equipados com o necessário para atender a população.

Esta é a tríade do desenvolvimento: educação + higene + saúde. Com oportunidades reais de trabalho, este país não teria tantos bandidos, tantos vagabundos levando vida fácil às custas do tráfico de drogas para extorquir, roubar e lamentavelmente matar pessoas inocentes.

Seria pedir demais ao presidente Lula, ao governador Sérgio Cabral e ao prefeito maluquinho CEM que se juntassem para sentar, conversar e discutir os problemas de segurança no Rio de Janeiro?

Esta é uma hora que não pode haver o famoso e babaca "jogo de empurra", onde um passa a responsabilidade pro outro. Será que eles e as demais otoridades não páram para pensar que podia ser, em vez do menino José Hélio, um dos filhos deles? Ou de qualquer um de nós que tenha família?

BASTA!

A ministra do STF Ellen Gracie tem toda razão: a morte do menino é terrível... inconcebível... inaceitável.

O fim da "égua loura" milionária... dos EUA


Não há quem não tenha ouvido falar na americana Anna Nicole Smith.

Ela chocou o mundo em 1994 quando, aos 26 anos, casou-se com o megamilionário texano J. Howard Marshall III, à época quase um nonagenário.

A morte de Howard em 98 rendeu à louraça belzebu nada menos que 10% da fortuna do marido, avaliada em US$ 1,6 bilhão. Mesmo assim, vamos e venhamos, US$ 88,5 milhões é bastante dinheiro.

Se ela já havia atraído para si os holofotes com o esdrúxulo casamento, depois de ficar rica então... os flashes passaram a espocar dioturnamente em sua frente e os paparazzi nunca mais saíram do pé da bombshell.

Mas tudo na vida tem seu fim. E tragicamente, Anna Nicole Smith morreu nesta quinta-feira, aos 39 anos, após ser encontrada inconsciente num quarto de hotel na Flórida. Provavelmente o falecimento da loira deveu-se a uma overdose.

O dono da revista Playboy Hugh Hefner (que aos 80 anos quer ser pai - haja Viagra!), para cuja publicação Anna Nicole posou cinco vezes como veio ao mundo, foi um dos únicos a lamentar publicamente a morte da polêmica modelo que deveu muito de sua fama exatamente ao magnata americano.
E por aqui, sem o mesmo glamour, aguardamos ansiosamente pelo desfecho do rumoroso caso do milionário da Mega-Sena que, muito provavelmente, foi morto a mando da viúva Adriana da Silva, a "égua loura" de Rio Bonito.

Os F-1 que nunca correram - XIII

Lá vem mais bomba na nossa série.

O décimo-terceiro "astro" é o First F189.

A First Racing era uma escuderia italiana que corria regularmente na Fórmula 3000. Seu proprietário era Lamberto Leoni, que passou por uma fugaz experiência na categoria máxima, fazendo duas provas com um Ensign e algumas outras tentativas a bordo de um ATS.

No ano de 1988, Leoni alinhou dois March-Judd para Pierluigi Martini (que no mesmo ano voltou à F-1 pela Minardi) e Marco Apicella. A escolha para piloto do único carro fatalmente recairia neste último, mas o proprietário optou por Gabriele Tarquini, que já tinha alguma quilometragem com os horrendos Osella e Coloni.

Lamberto então encomendou um projeto a Ricardo Divila, que desenhou as linhas iniciais do carro, que teria motor Judd V-8. Mas projetista e proprietário quebraram o pau e o "Visconde de Sabugosa" saiu da First, assumindo o posto de engenheiro de pista do francês Olivier Grouillard na Ligier - não sem antes contribuir com algumas idéias para o projeto do chassi JS33.

Em suma, a First começava mal a sua aventura. E as coisas ficaram ainda piores porque, pelo que diz a lenda, a FIA reprovou o carro no "crash-test" obrigatório. Com cara de babaca, Leoni não soube justificar a falha aos patrocinadores, que caíram fora. A First retirou-se do campeonato de 1989 muito antes de começar e permaneceu ativa na F-3000 até sair do campeonato ao fim da temporada seguinte, sem dinheiro.

O First ficou pelo caminho - em termos - porque uma outra equipe ressuscitaria o carro para um dos mais malfadados projetos da história da Fórmula 1.

Mas isso fica para o próximo capítulo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Quebrando a cuca II

Alguém aí sabe o nome deste estranhíssimo protótipo?


A única coisa que posso dizer é que foi construído na Itália.
Quem aceita o desafio de tentar acertar o enigma da vez?

O adeus de um virtuose


A escola de virtuoses ao piano vai chegando ao fim. E no Brasil, o último expoente desse lote acaba de ir para o andar de cima.

Pedrinho Mattar, meu primo distante, faleceu nesta quinta-feira aos 70 anos, vítima de um infarto fulminante em sua casa, em Santos, litoral paulista.

É o fim de uma carreira de mais de meio século, onde o pianista acompanhou dezenas de grandes artistas da MPB como Marisa Gata Mansa, Maysa, Bibi Ferreira e até Chico Buarque de Hollanda.

Discípulo de Liberace, Pedrinho sempre foi obcecado pelo instrumento que tocava e principalmente em esconder suas partituras sempre que se apresentava. No programa "Pianíssimo", que conduziu na Rede Vida, em diversas ocasiões tampou de forma nada discreta as partituras das câmeras de televisão.

Ele alegava que seus arranjos eram plagiados e nada lhe pagavam de direito autoral. De certa forma, uma atitude correta em preservar seu trabalho. Apesar de excêntrico (quebrava a parede da própria sala de estar para içar um piano de cauda e depois mandava refazer a parede), tinha apreço pelos fãs: mandava partituras autografadas para alguns deles, sem nada cobrar por isso.

Caso encerrado

A fonte é o Autoracing, e o grifo é meu.

A Federation Internationale de L’Automobile (FIA) oficializou o ingresso do Brasil no calendário internacional do Le Mans Series e manteve a etapa brasileira no FIA World Touring Car Championship (WTCC). Para o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Scaglione, são conquistas que refletem a credibilidade internacional da CBA, assim como evidencia o profissionalismo dos nossos promotores.

Legítimo promotor da Mil Milhas e detentor de seus direitos, por intermédio de um contrato reconhecido internacionalmente por sua legalidade, o piloto e empresário Antônio Hermann deu mais um passo rumo ao aperfeiçoamento da tradicional prova de endurance. O primeiro foi do presidente Paulo Scaglione, quando incluiu a Mil Milhas no calendário internacional da FIA. O sucesso dessa ação resultou no aprimoramento das gestões técnica e desportiva da competição, que têm sido conduzidas nos últimos anos sob os mesmos critérios que a Confederação adota na Fórmula 1.

Se no ano passado, na primeira das 15 edições sob responsabilidade de Hermann, a prova já apresentou um padrão elevado, o resultado posterior foi a recente inclusão do Autódromo Internacional José Carlos Pace, em São Paulo, como etapa de encerramento do Le Mans Series 2007.

O campeonato terá início no mês de abril, em Monza (Itália), passando depois por Valência (Espanha), Nurburgring (Alemanha), Spa (Bélgica) e Silverstone (Inglaterra), antes da prova brasileira entre 9 e 11 de novembro.

Já o Mundial do WTCC começará no Brasil no dia 11 de março. Como no ano passado, a prova será realizada no Autódromo Internacional de Curitiba e a recente vistoria da FIA, realizada na pista localizada no município de Pinhais, aprovou por completo as instalações e, por conseguinte, foi recuperada a licença que havia sido suspensa temporariamente ao término da temporada passada.

Como dizem nos tribunais, caso encerrado. Acabou a bravata do Centauro e as Mil Milhas estão asseguradíssimas para 2007 e os anos seguintes, com a Le Mans Series.

Uma história que pouca gente conhece

Acredito que todo mundo que gosta de automóveis e de automobilismo festejou a troca da Midland, do obscuro Alex Shnaider, pela Spyker, marca holandesa de carros grã-turismo de produção limitada.
Eles reapareceram mundialmente há cerca de seis anos, inscrevendo um de seus carros nas 24 Horas de Le Mans e desde então são presença constante com o modelo C8 GT2, conquistando alguns bons resultados.

Mas para quem não sabe, a Spyker tem tradição - e muita - em outras áreas.

A empresa, fundada por Jacobus e Hendrik-Jan Spijker, começou suas atividades no século XIX, em 1898, construindo um carro com motor Benz. E também a carruagem que serve - até hoje - à Família Real Holandesa. Uma tradição que começou em 1901 com o casamento da Rainha Guilhermina com o príncipe Hendrik e seguiu até 2002, quando se casou o príncipe Willem-Alexander com a princesa Máxima.

A Spyker foi a primeira empresa a desenvolver também um carro com tração nas quatro rodas, em 1903. E quatro anos mais tarde, o modelo Tourer de 18 HP chegou em segundo no Rali Pequim-Paris.

Em 1914, a Spyker começou a construção de aviões, como esse aqui embaixo da foto. Esse é o modelo VI.
E a empresa iniciou nos automóveis o desenvolvimento aerodinâmico inspirado na engenharia aeronáutica. Fizeram o modelo C4 que andaria com motores Maybach, em 1922. Mas já enfrentavam dificuldades financeiras enormes e não conseguiram pagar a encomenda de mil propulsores feita junto à Maybach. Como conseqüência, três anos mais tarde, a Spyker faliu.

A defunta marca parecia caída no esquecimento até que Victor Müller comprou os direitos do nome e fez a Spyker renascer das cinzas com os modelos GT C8 e o D12 SSUV Pequim-Paris, comemorando os 100 anos do vice-campeonato do Tourer nessa mesma prova.

Os holandeses, com ajuda do empresário Michiel Mol, da Lost Boys, partiram para o seu mais ambicioso projeto: uma equipe de Fórmula 1. E para isso, compraram como já citado no primeiro parágrafo, a equipe Midland - a antiga Jordan.

Já no fim do ano passado, mudaram o nome da escuderia para Spyker-MF1. Mas este ano, é só Spyker.

O modelo F8-VIII remete ao passado da empresa como construtora de aviões e o número de cilindros do motor Ferrari usado pela equipe holandesa. E o carro traz de volta a cor laranja à categoria máxima, usada pela última vez na Arrows em 2002, pouco antes do simpático time inglês falir graças ao incompetente Tom Walkinshaw.


O projeto é de Mike Gascoyne, que passou por Jordan, Benetton e Toyota. De gênio tido como difícil, o inglês terá a missão complicada de tirar a Spyker das últimas posições do grid. O problema é a qualidade dos pilotos. Os titulares são Chrstijan Albers e o estreante Adrian Sutil. E os pilotos de teste (são quatro!), os possantes Markus Winkelhock, Giedo van der Garde, Adrian Vallés e Fairuz Fauzy. Um alemão, um holandês, um espanhol e um malaio!

Que fauna...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Os F-1 que nunca correram - XII

A saga está de volta. Os Fórmula 1 que nunca correram voltam a brilhar aqui no Saco de Gatos.

O décimo-segundo "astro" da série é o Apollon Fly.


A trapizonga foi inscrita pelo Jolly Club Switzerland no GP da Itália de 77 para o piloto Loris Kessell, que em 1976 fizera algumas corridas com o Brabham BT44 inscrito pela escuderia RAM, de John McDonald.

O Apollon nada mais era do que uma derivação do Williams FW03 de 1975, tal como foi feito com os carros ingleses e com os Hesketh no Japão, virando os Kojima.

Com trinta e quatro competidores em busca de apenas 24 vagas, para nenhuma surpresa o Apollon ficou de fora. Surpresa mesmo foi ver que ele não foi o último colocado, façanha que coube a Giorgio Francia num... Brabham-Alfa Romeo!

E se isto serviu de consolo ao Jolly Club Switzerland, entre os desclassificados figurava o nome de Emerson Fittipaldi - aliás, o GP da Itália de 77 foi o primeiro desde a estréia do Rato em 1970 onde não havia qualquer brasileiro no grid: é que Alex Dias Ribeiro, que penava com o March 761, também não conseguiu a qualificação.

Quebrando a cuca


Vamos lá, moçada... quero ver quem é que sabe...

Quem é o piloto que está ao volante desse Shadow aí? E em que corridas ele participou?

"Você é moleque e safado!"

Imagine o seguinte programa, com José Luiz Datena na apresentação...

Müller, Neto e Marcelinho Carioca (ui!) como comentaristas (uiiiiiiiiiiii!)...

E Vanderlei Luxemburgo de convidado!

Tinha que dar no que deu: baixaria.

Cortesia, evidentemente, do técnico do Santos, que é um tremendo de um mal-educado e que tem uma rixa notória com Marcelinho desde que trabalharam (?!) juntos (?!?!) no Corinthians.

O barraco você pode acompanhar aqui. E você poderá notar que a língua portuguesa sofre diversos atentados contra sua integridade.

Triste futebol brasileiro... triste estréia do "Por Dentro da Bola", da TV Bandeirantes.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O mistério do número 10

Todo mundo sabe que o número 10 é sinônimo de craque no futebol. Pelé eternizou os dois dígitos mágicos. Maradona, Zico, Platini, Rivellino, Zidane, tantos outros, honraram a tradição como muitos outros bons jogadores.

No automobilismo, é bem diferente a correlação do número 10 com vitórias.

Na Fórmula 1, por exemplo, a estatística é assombrosa.

Durante 31 anos, nenhum carro com este número venceu na categoria máxima.

Também pudera: de 1977 a 1996, só equipes médias tiveram direito ao número 10 - respectivamente March, ATS, RAM, Arrows e Ligier. Quando a equipe francesa venceu em Mônaco pela última vez em sua história com Olivier Panis, o número do francês era o... nove. O carro 10 era de Pedro Paulo Diniz...

Só em 1997 o encanto foi quebrado com o triunfo de David Coulthard na abertura do Mundial na Austrália. E depois dele, o 10 só venceu outras quatro vezes - uma com Coulthard em Monza, no mesmo ano de 97 e três com Juan Pablo Montoya, ano retrasado.

Neste ano, o "camisa 10" da Fórmula 1 é o polonês Robert Kubica. Mas daí a ele quebrar esse agouro do numeral na categoria máxima... vai uma distância muito grande.

Em tempo: os vencedores anteriores só foram feras.

Juan Manuel Fangio, duas vezes - em 1950 com a Alfetta 158 e em 1955 com a Mercedes W196;

Nino Farina, uma vez com a Alfetta, também em 1950;

Alberto Ascari, duas vezes de Ferrari em 1953;

Graham Hill, pela Lotus em 1968, por duas vezes;

Jochen Rindt, uma vez em 1970, também pela Lotus;

e Ronnie Peterson, no GP da Itália de 1976, com o improvável March.

Há controvérsias...

Muito estranho...

O Centauro Motor Clube, através de mensagem na comunidade Mil Milhas Brasil no Orkut, alardeia o seguinte:

O Centauro Motor Clube, que desde 1956 realiza a prova automobilistica "Mil Milhas Brasileiras" , também conhecida como "Mil Milhas de Interlagos", rescindiu o contrato celebrado com o Empresário e Piloto Antonio Hermann, celebrado em 2005, cedendo-lhe o direito de realizar a mencionada prova automobilística. É que, tendo o referido evento sido incluído, por força de lei, no calendário das comemorações do aniversário da Cidade de São Paulo, deveria ele ser realizado entre os dias 18 a 28 de janeiro. Antonio Hermann, alegando dificuldades com a organização da Prova, especialmente no que concerne a sua parte internacional, deixou de realizar a corrida no ultimo mês de janeiro, pretendendo realizá-la em outra data. O Centauro não pode concordar com a mudança da data, por força da mencionada legislação municipal. Rescindido o contrato, o Centauro já está estabalecendo contatos, no Brasil e no Exterior, buscando novos parceiros para as Mil Milhas de 2008.

Hum...

Gostaria de saber algumas coisas:

Primeiro, existe mesmo essa lei que incluiu as Mil Milhas como prova comemorativa do aniversário de São Paulo?

Segundo, que impedimento há em realizar a prova fora do período alegado? Que eu saiba, a corrida já aconteceu em março, em abril, em novembro e ninguém estrilou. E o Centauro era quem organizava... que coisa, não?

Terceiro: se o contrato foi de fato rescindido, cadê a notícia nos sites de automobilismo? Não tem.

Será que o Centauro está agindo com a lisura e a credibilidade que se esperam de uma entidade tão tradicional? O Sr. Eloy Gogliano aprovaria isso tudo?

Há controvérsias...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

UM DIA ESPECIAL - II

No embalo do post anterior, em que comemoramos o primeiro aniversário do blog, ainda estou sob o efeito do que assisti há pouco aqui no Rio de Janeiro.

Sim, senhoras e senhores... ou como diria Juca Pirama, 'MENINOS, EU VI!'

Eu vi Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, meu amigo Dinho Leme, Zélia Duncan e todo o povo que compõe o retorno dos Mutantes ao cenário musical.

Trinta anos depois do último show na Cidade Maravilhosa, no Museu de Arte Moderna (MAM), o grupo veio para se apresentar em única noite no Vivo Rio - que é colado no Museu... olha quanta coincidência.

Sem atropelo nenhum, cheguei em torno de 8h40, enquanto o resto do pessoal, atravancado por engarrafamentos provenientes dos blocos de carnaval, veio de última hora. Não sei se a casa estava tomada, mas com certeza havia mais de 2 mil pessoas na platéia.

Antes do show, um momento inusitado: uma mulher de pouco mais de 40 anos, acredito, e acompanhada pelo marido (ou namorado, sei lá... embora não estivessem em momentos de intimidade), dispara a seguinte pergunta:

- Tens um baseadinho aí?

Eu, que nunca fumei maconha (que rolou lá no show à vontade) na vida, brinquei.

- Não tenho não, sou tecnicamente careta. Gosto de música de viajandão mas só bebo cerveja.

Ato contínuo, com uns 40 minutos de atraso, o show começou. A platéia foi ao delírio na entrada da banda, que abriu com "Dom Quixote". Na verdade, é a seqüência do DVD gravado no Barbican Hall em Londres - mas notam-se diferenças sutis.

A primeira, visível, é que Zélia Duncan está muito mais à vontade agora como uma Mutante de verdade. E por favor, vamos parar de uma vez com as comparações idiotas entre ela e a Rita Lee. Sem contar que em dado momento do show, algum fã idiota, "viúva" da cantora original, jogou uma garrafa que quase acertou a Zélia. Tremendo bola-fora, felizmente o único do show.

A segunda, tão audível quanto visível, é uma surpresa e tanto. Dinho Leme, velho de guerra, está mais vivo do que nunca e mandando espetacularmente bem na bateria. E muito mais solto, ele mesmo admite, do que na primeira vez em que tocou ao vivo com o grupo depois de longo tempo ausente nas baquetas.

Sérgio Dias, todo mundo viu, é o líder, o frontman, conduzindo com carisma e com sua insuperável técnica o show do início ao fim. Foi o responsável pelo grande momento musical da noite, num fantástico improviso durante "Ando Meio Desligado".

E torno a repetir: Arnaldo Baptista continua comovendo a cada aparição ao vivo. Entrou no palco vestido de anjo caído e fez o seu papel. Foi o vocal principal em "Cantor de Mambo", na sensacional "Dia 36" - sempre com direito a distorção; dividiu as vozes com Zélia Duncan em "Ave Lúcifer" e... surpresa... depois de anos, cantou "Qualquer Bobagem" - a única música que não fez parte do show do Barbican Hall.

Ao todo, foram 22 músicas, incluindo o final apoteótico com "Bat Macumba" e "Panis Et Circensis". A platéia (eu inclusive) urrava, pedindo "mais um" e "volta". As luzes se acenderam. Era o fim.

Mas o melhor ainda viria.

Resolvi perguntar a uma funcionária onde podia chegar perto da entrada do camarim, pra ver se eu conseguia falar pelo menos com o Dinho - que é meu conhecido. Afinal, além de jornalista, ele é irmão do Reginaldo Leme, com quem trabalho.

Me dirigi para lá e havia uma pequena confusão à beira de um cercado guarnecido por dois seguranças e um bombeiro. Eu via gente entrando, e vi que eles tinham acesso garantido porque portavam uma pulseirinha de plástico.

Não tive dúvidas. Fui direto numa pessoa da produção e falei que conheço o Dinho. Dei meu nome... e pronto! Acesso liberado!

Sem aquela neura de tiete, daqueles que fica todo tímido ao ver os ídolos, adentrei a saleta dos camarins, onde circulavam - entre os que pude identificar - Toni Platão, Carlos Eduardo Miranda (o Véio, aquele mesmo que é jurado do 'Ídolos' do SBT), Lobão e a atriz Leandra Leal.

A primeira com quem falei rapidinho e tirei foto foi a percussionista, a excepcional Simone Soul. E eu lá esperando pelo Dinho, quando resolvo olhar para um papel na porta de um camarim e vejo que ele dividia o espaço com o Sérgio Dias. Não tive dúvidas: olhei pra dentro e chamei por ele. E ganhei um caloroso abraço do amigo, quando ele saiu para as fotos de praxe.

Olha só que privilégio: eu ladeado por Sérgio Dias e Dinho Leme. Que momento!


Claro que por conhecê-lo muito mais, conversei muito com ele - e com o Lobão, que também nunca tinha visto o Dinho tocando com os Mutantes. Fui apresentado ao Sérgio Dias rapidamente e, já na cara-de-pau, falei com a Zélia Duncan e pedi uma foto com ela. Simpaticíssima, me atendeu numa boa. Como, aliás, todo mundo.

Foi uma grande noite, um grande show. Um dia que nunca mais vou esquecer.

Aliás, somado aos shows dos Rolling Stones no Maracanã em 1995 e de Robert Plant e Jimmy Page na Praça da Apoteose um ano depois, este é outro espetáculo que me dá a certeza de duas coisas:

Uma, de que nada neste mundo é impossível - palavras do Sérgio Dias durante o show.

E a outra, de que o rock and roll ainda está a salvo em meio à patuscada musical reinante no Brasil.

Sunshine for everybody!

UM DIA ESPECIAL

São 2 e 13 da manhã deste domingo, 4 de fevereiro de 2007.

Há exatamente um ano atrás, de maneira despretensiosa, este que vos escreve "inaugurou" o Saco de Gatos. Um blog pra falar de tudo. De todos. Bem e mal. Visões antagônicas, irônicas, críticas, mordazes, sacanas e sobretudo sinceras, sobre o que nos cerca e as minhas paixões.

Lembro que comecei de forma polêmica. Escrevi sobre o relançamento do disco Racional nos volumes 1 e 2, cantado pelo "síndico" Tim Maia. Um adepto da seita Universo em Desencanto não gostou de algumas palavras. Mas pelo menos me tratou com educação.

Tomei isso como um bom sinal. Se eu criasse um pouquinho de discussão, já estaria feliz.

Quando o assunto aqui foi política, é que ferveu mais o caldo. Muita gente estrilando contra o Lula, de quem sou eleitor desde 1989. Muitos, por seu turno, espinafrando a 'direita' que não é mais 'direita'. E por aí vai.

Escrevi muito sobre tudo. Música, poesia, fetiches, sexo, carnaval, política, Fluminense, Ramos, família, rock and roll, Fórmula 1, Motovelocidade e outras coisas mais.

A cada dia ganhei novos amigos. A cada dia, a freqüência diária aumenta. Em seis meses, este blog já chegou a 16 mil page views e quase 9 mil visitas. Nada mal mesmo. Na última terça, outro recorde foi superado: cheguei a ter 213 page views.

Nunca é demais deixar meu muito obrigado a quem gosta de mim e também a quem não gosta e provavelmente mudou um tiquinho de opinião a meu respeito e, quem sabe, sobre muitas coisas que leu por aqui. Afinal, o Saco de Gatos é cultura!

Um beijo para as blogueiras amigas Inez e Eloísa (Luly). Um abraço grande para os brothers Pandini, Bruno Vicaria, Victor Martins, Victor Menezes, Wallace, Jonny'O, Caíque, Joaquim, FilipeW, Fábio, Kowalski, Lauda, Piki, Fernando e Humberto. E um saludo especial ao hermano argentino que também posta aqui no blog de vez em quando - e que por sinal está muito sumido.

OBRIGADO A TODOS...

Sem vocês, o Saco de Gatos não teria o menor sentido.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A nova (velha) turma de Brasília

Ontem, quinta-feira, 1º de fevereiro, tomaram posse de seus mandatos os deputados e senadores eleitos por voto direto no ano passado.

Alguns, como a gente sabe, era melhor que nem tivesem voltado.

Para poupar o leitor de qualquer descontentamento, não vou pôr fotos de nenhum deles. Mas as figuras abomináveis de Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello estão em Brasília, levados pelo "povo".

Das duas uma: ou os eleitores desses cidadãos nunca estiveram bem de suas faculdades mentais ou então são aquelas pessoas que acreditam piamente que os dois são inocentes.

Maluf é acusado de diversos crimes e Collor, aquele mesmo que incutiu na cabeça da população brasileira que seu adversário no segundo turno (que era o Lula) iria praticar o confisco se fosse eleito, foi quem tomou esta atitude e - pior - saiu pela porta dos fundos como o único presidente da república cassado desde 1889, depois que dezenas de acusações pairaram sobre ele e seus asseclas, especialmente PC Farias, morto em circunstâncias suspeitíssimas na casa de praia dele, em companhia da jovem Suzana Marcolino.

Collor ficou inelegível por oito anos e por diversas vezes fracassou em retornar à cena política. Em 2002, perdeu a eleição para governador de Alagoas para Ronaldo Lessa. Agora, de forma irônica, entra como senador para oito anos de mandato, na vaga que era da irascível Heloísa Helena, ex-PT, hoje PSOL, que agora vai dar aulas pelo salário de R$ 750 a cada 20 horas trabalhadas.

Eu sei que para mim, é fácil falar, pichar, condenar esses políticos. Collor, aliás, é um tipo insólito, como FHC e Celso Pitta. Os três têm uma coisa em comum: são cariocas como eu. Mas parece que nascer no Rio de Janeiro representou um acaso na vida de todos eles, porque foram fazer carreira política noutros estados - Collor em Alagoas, porque o pai Arnon era cacique político na região; Fernandenrique e Pitta, em São Paulo.

Mas ainda tem coisa pior do que Collor e Maluf.

Enéas Carneiro, o do "meu número é 56", continua para mais quatro anos, agora sem a mefistofélica barba que lhe conferia um visual no mínimo surrealista. Será que voltará mais contido?

Francisco Dornelles, a múmia paralítica da política carioca, vai continuar fazendo suas acochambrações no senado.

E Clodovil Hernandez (não podia deixar de falar dele) vai liderar a bancada dos políticos insólitos, onde também desponta o Cãozinho dos Teclados Frank Aguiar, ambos eleitos por São Paulo - sendo que Clodovil é mineiro e Frank, piauiense.

Na capa de um tablóide carioca, a prova do quão o "povo" está bem representado a partir deste ano: Clodovil foi pego em flagrante, tirando um belo cochilo, aboletado numa poltrona, NO DIA DA POSSE.

Como diria um locutor... que beleeeeeza!

Molecagem piquetista


Reunião de brazucas na Inglaterra, a meca do automobilismo europeu. O ano é 1983. Notem o que Nelson Piquet está fazendo com o então piloto de Fórmula 3 Ayrton Senna. Entre eles, Dárcio dos Santos (tio do Rubens Barrichello). À direita da foto, Raul Boesel, então na Ligier. Embaixo, Maurizio Sandro Sala, com muito mais cabelo e que na época acelerava barbaridade na Fórmula Ford inglesa. E ao lado dele, o barbudo é José Carlos Romano, que guiou Fiat 147, Fusca e Gol Divisão 3, além de andar na F-2 Brasil entre 82 e 84 com carros Polar e Heve.
Esse Piquet... não era mole não. Mais moleque do que ele, impossível. Deve ser por essas e outras que o Senna nunca gostou dele como pessoa. Mas pelo que sei, o respeitava e muito como piloto. Afinal, quem faz o que o Nelson fez em Hungaroring três anos depois, merece pelo menos um pouco mais de admiração.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

rFactor: loucura, loucura, loucura!

Eu sou absolutamente alucinado por jogos de simulação e esporte. Futebol, basquete, hóquei no gelo, eu encaro e até me dou bem.

Mas eu tenho verdadeira paixão pelos games de automobilismo e motovelocidade.

Quase todos que eu pude ter, já tive: GP500, Superbike, MotoGP2 e MotoGP3 (motos, claro); Nascar 4, NR2003, Le Mans 24 Hours, V-Rally, F1 Challenge, GP2, GP3, GP4, GTR, GTR2 e por aí vai.

Hoje o "vício" da vez chama-se rFactor.

Pra instalar o software do jogo, que não precisa de CD pra rodar, é só pagar cerca de 80 reais no cartão de crédito. E fui à luta. Circuito fantasia no meu jogo? Nem pensar... detonei todos.

Os campeonatos inexistentes vão é ficar em segundo plano. Afinal, quem tem mods como o de Fórmula 1 na temporada de 79 (isso mesmo, do auge do carro-asa!), A1GP, Fórmula Nippon, TC2000, ETCC e muitos outros que ainda vão ser instalados, precisa de campeonatos-fantasma?

Com os F-1 de 79 já andei... na verdade, enganei, porque estou correndo com o ATS do alemão Hans-Joachim Stuck. Até agora, zero ponto no campeonato.

Na Fórmula Nippon, três corridas e uma vitória, de ponta a ponta, na pista de Autopolis.

E com a carroça da A1GP, surpresa: vitória em Brands Hatch com folga, depois de sair em décimo-nono.

Nada mal...

Outras 'peripécias' virão. Como aperitivo, um screenshot do ETCC para mostrar o quanto o rFactor é bom e vale muito a pena ser baixado. Duro é largar o computador pra lá, viu...

Muita lenha pra queimar

Vejo que alguns coleguinhas estão "surpresos" com os ótimos tempos de Alex Barros no teste coletivo da MotoGP em Phillip Island, na Austrália.

Ok, o brasileiro sequer corre pelo time oficial - ele está na Pramac D'Antin que, teoricamente, receberá as melhorias da Ducati depois da equipe de fábrica que tem Casey Rolling Stoner e Loris Capirossi.

Mas sem dúvida seu desempenho tem sido animador. E muito.

Barros foi colocado em xeque depois que deixou a MotoGP em fins de 2005 e se aventurou nas Superbikes. Fez até mais do que se esperava, em razão de competir com uma Honda de desenvolvimento limitadíssimo. Conseguiu pódios e uma vitória numa bateria do GP de Ímola.

Quando todo mundo pensava que ele iria ficar por lá, afinal era o campeonato perfeito para um piloto "velho", eis que aos 36 anos de idade ele retornou para a Fórmula 1 das duas rodas, para incomodar Rossi, Capirossi, o 'medíocre' Hayden - atual campeão, Daniel 'Triste' Pedrosa e outros pilotos bem mais jovens que ele.

Essa moçadinha que mal saiu das fraldas pra vestir macacão de couro de canguru tem que olhar para o homem da moto número 4 com muito respeito. Afinal, são 17 temporadas sempre no mais alto nível, com vitórias, poles, pódios e colocações de respeito que inserem Barros no cenário motociclístico mundial e não deixam dúvidas de que, em todos os tempos, foi o nosso maior piloto.

Adu Celso (in memoriam), Edmar Ferreira, Cláudio Girotto, Antônio Jorge Neto e Walter "Tucano" Barchi certamente hão de me desculpar. E concordar comigo também.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

EU VOU!


Sem fila. Sem atropelo. Comprei hoje na Modern Sound, em Copacabana, meu ingresso para ver Mutantes no Vivo Rio, no sábado.
Depois do DVD do Barbican Hall, ao qual assisto direto e dos comentários mais do que elogiosos acerca do show realizado no Museu do Ipiranga, que arrastou mais de 50 mil pessoas, não dá para deixar de ir.
Pouco importa se é Zélia Duncan quem dividirá o palco com os irmãos Baptista, Dinho Leme e os ótimos músicos de apoio arregimentados por Serginho Dias. Importa também se muitas das músicas do set - "2001" entre elas - são de autoria da Rita Lee? Os fãs mais puristas hão de achar a reunião do grupo uma heresia. Aliás, uma já escreveu espinafrando o show do Barbican Hall. Mas e daí?
Pombas... os caras não tocavam com parte da formação original desde 76, o Dinho teve que ser reapresentado ao seu antigo instrumento e o Arnaldo não é mais o mesmo de 30 anos atrás. Mas a energia mutante está no ar, está aí e eu não vou perder essa por nada.
Aliás, já que o Dinho é o irmão do Reginaldo, não custa nada dar um papo nele pra ver se consigo uma lembrança pós-show...
De repente, o domingo começa com essa foto aqui no blog.
Tomara!
Mas o que importa é o seguinte: EU VOU. E ponto final.