Tudo ao mesmo tempo agora!
GP2 Asia - Romain Grosjean não terminou a prova de hoje em Sakhir, mas é o primeiro campeão da série. O piloto tem 48 pontos e não pode ser mais alcançado pelo vice-líder Vitaly Petrov, que cheogu em terceiro, pelos critérios de desempate. O vencedor do domingo foi Kamui Kobayashi, da DAMS. Os brasileiros tiveram um dia infeliz: Alberto Valério foi o último entre os que completaram a prova; Diego Nunes foi abalroado por Karun Chandhok e Bruno Senna nem largou, com o carro quebrado.
WTCC - A SEAT deitou e rolou no circuito de Puebla, no México. Venceu as duas provas do fim de semana, com Jordi Gené e Tiago Monteiro - este comemorando sua primeira conquista no Mundial de Turismo. Augusto Farfus e a BMW tiveram atuação apagadíssima - 11o. e 10o. nas duas baterias e nenhum ponto conquistado.
Fórmula Nippon - Excelente estréia de Roberto Streit na Fórmula Nippon no circuito de Fuji. O piloto fluminense, da equipe Stonemarket Blaak Cerumo / Inging chegou em terceiro, a menos de três segundos do japonês Yuji Tachikawa. O campeão da etapa foi Tsugio Matsuda, da Lawson Impul. João Paulo de Oliveira, do Team Kondo, não terminou com o câmbio quebrado.
Indy Lights - Acidentes eliminaram Raphael Matos e Bia Figueiredo da 3a. etapa do campeonato, a segunda disputada em St. Petersburg como preliminar da IRL. Matos bateu com Jeff Simmons na metade da corrida e Bia, ora vejam, tocou com o próprio companheiro de equipe, Richard Antinucci. Abalroou depois o chileno Pablo Donoso e abandonou. Matos ainda salvou um 12o. lugar e Antinucci venceu, com JR Hildebrand em segundo e Logan Gomez concluindo em terceiro.
Fórmula Truck - Na primeira corrida da história da categoria sem o seu promotor Aurélio Félix, Roberval Andrade (Scania) venceu a etapa de Goiânia com exatamente 1 segundo de vantagem para Geraldo Piquet (Mercedes). O atual campeão, Felipe Giaffone (Volkswagen), foi o quarto.
Speedcar - Uwe Alzen foi o cara mais azarado do fim de semana no Bahrein. Venceu a primeira prova e foi punido por não usar o Hans. Venceu de novo hoje, mas tomou uma penalização por ultrapassar um competidor de forma irregular. Ganhou Gianni Morbidelli, que teve passagem discreta pela F-1. Villeneuve? Frentzen? Ninguém sabe, ninguém viu...
Como o próprio nome diz, um balaio de gatos onde todo assunto vale a pena para ser comentado e discutido por quem escreve e por quem passa aqui: esporte, música, cinema, poesia, livros, amor, sexo, justiça, dinheiro e todos os temas e problemas do nosso cotidiano.
domingo, 6 de abril de 2008
Barcelona 1000 km: Peugeot na cabeça!

Sete provas na Le Mans Series, sete vitórias. A Peugeot continua dando as cartas no certame europeu de Endurance que teve nesse fim de semana a estréia da Audi. Os 1000 km de Barcelona foram movimentados da primeira à última volta e as primeiras horas da corrida foram simplesmente sensacionais.
Nicolas Minassian e o piloto local Marc Gené não tiveram problemas ao longo das 215 voltas e depois de 5h59min30s812, receberam a bandeirada da vitória, com uma volta de vantagem sobre o Audi R10 TDi de Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat. A terceira colocação, numa corrida sensacional de estréia, foi do Lola Aston Martin B08/60 Coupé tripulado por Jan Charouz e Stefan Mücke, mostrando que os tchecos realmente vieram pra ficar na Endurance e sobretudo mostrando sua força como o melhor conjunto entre os carros movidos a gasolina.
A Pescarolo conseguiu, dentro das circunstâncias, um bom quarto lugar, cinco voltas atrás do vencedor, com o carro guiado por Jules Boullion / Manu Collard, enquanto o segundo Audi, nocauteado por uma pane elétrica com cerca de 1h30 de prova, ainda se recuperou para chegar em quinto na classificação geral.
Na classe LMP2, a Porsche brilhou e triunfou com o RS Spyder da Van Merksteijn Motorsport, pilotado por Jos "The Boss" Verstappen e Peter Van Merksteijn. A grande surpresa do dia foi a ótima performance do Lola da Speedy-Sebah, que chegou em oitavo no geral e segundo na categoria. O pódio da classe foi completado por outro Porsche: o do Team Essex, com John Nielsen / Casper Elgaard. Thomas Erdos e Mike Newton chegaram em quarto lugar na classe e 11o. na classificação geral, a 14 voltas do vencedor.
A Luc Alphand Aventures, cujo Corvette #72 não participou do warm up em razão da quebra de uma peça, conseguiu alinhar o carro e venceu na classe LMGT1, com Alphand / Goueslard / Moreau terminando duas voltas à frente do Saleen da Larbre. O Lambo da IPB Spartak conseguiu um honroso terceiro posto na divisão.
Por fim, na divisão LMGT2, triunfo da Ferrari da Virgo, com Rob Bell e Gianmaria Bruni chegando em 21o. na geral e deixando a 1min09s469 o Porsche 997 GT3 RSR da Felbermayr-Proton, com Alex Davison e Marc Lieb ao volante. Duas voltas atrás deles, chegou o carro da IMSA Performance Matmut, com Richard Lietz / Raymond Narac.
A categoria volta a se reunir dia 27 de abril para os 1000 km de Monza.
Resultado final por categorias:
LMP1
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP
215 voltas em 5h59min30s812, média de 167,030 km/h
2. Alexandre Prémat / Mike Rockenfeller
Audi R10 TDi
214 voltas em 6h00min37s875
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60 Coupé
212 voltas em 6h00min37s687
4. Jules Boullion / Manu Collard
Pescarolo Judd P01
210 voltas em 5h59min32s843
5. Allan McNish / Dindo Capello
Audi R10 TDi
209 voltas em 6h00min22s562
6. Christophe Tinseau / Harold Primat
Pescarolo Judd P01
208 voltas em 6h00min49s875 - 7o. na geral
7. Vanina Ickx / João Barbosa / Martin Short
Pescarolo Judd P01
204 voltas em 6h00min22s000 - 10o. na geral
8. Stéphane Sarrazin / Pedro Lamy
Peugeot 908 HDi FAP
200 voltas em 6h00min58s875 - 12o. na geral
LMP2
1. Jos Verstappen / Peter Van Merskteijn
Porsche RS Spyder
208 voltas em 6h00min29s156 - 6o. na geral
2. Xavier Pompidou / Andrea Belicchi / Steve Zacchia
Lola Judd B08/80 Coupé
207 voltas em 6h00min05s031 - 8o. na geral
3. Casper Elgaard / John Nielsen
Porsche RS Spyder
204 voltas em 5h59min40s596 - 9o. na geral
4. Thomas Erdos / Mike Newton
MG Lola AER EX265
200 voltas em 6h00min14s875 - 11o. na geral
5. Pierre Ragues / Matthieu Lahaye
Pescarolo Judd LMP2
199 voltas em 6h00min28s062 - 13o. na geral
6. Didier Theys / Jan Lammers / Fredy Lienhard
Porsche RS Spyder
198 voltas em 6h00min25s125 - 14o. na geral
7. Jan-Dirk Lüders / Marc Rostan / Jens Petersen
Radical SR9 AER
194 voltas em 6h00min15s406 - 15o. na geral
8. Karim Ojjeh / Claude-Yves Gosselin / Julien Schroyen
Zytek 07S/2
193 voltas em 6h00min49s250 - 17o. na geral
LMGT1
1. Luc Alphand / Patrice Goueslard / Guillaume Moreau
Chevrolet Corvette C6-R
194 voltas em 6h00min43s000 - 16o. na geral
2. Fréderic Makowiecki / Christophe Bouchut / Patrick Bornhauser
Saleen S7-R
192 voltas em 6h01min21s081 - 18o. na geral
3. Roman Rusinov / Peter Kox
Lamborghini Murciélago GT-R
190 voltas em 5h59min50s281 - 19o. na geral
LMGT2
1. Rob Bell / Gianmaria Bruni
Ferrari F430
189 voltas em 5h59min31s843 - 21o. na geral
2. Alex Davison / Marc Lieb
Porsche 997 GT3 RSR
189 voltas em 6h00min41s312 - 22o. na geral
3. Raymond Narac / Richard Lietz
Porsche 997 GT3 RSR
187 voltas em 6h00min51s781 - 23o. na geral
4. Pierre Ehret / Pierre Kaffer / Anthony Beltoise
Ferrari F430
186 voltas em 6h00min48s406 - 24o. na geral
5. Ralf Kelleners / Peter Dumbreck / Aleksej Vasiliev
Spyker C8 Laviolette GT2
184 voltas em 6h00min12s687 - 25o. na geral
6. Ben Aucott / Stéphane Daoudi
Ferrari F430
183 voltas em 5h59min50s000 - 26o. na geral
7. Richard Balandras / Michel Lecourt / Jean-Philippe Belloc
Porsche 997 GT3 RSR
182 voltas em 5h59min48s062 - 27o. na geral
8. Paul Daniels / Markus Palltala / Mikael Forsten
Porsche 997 GT3 RSR
182 voltas em 6h00min35s187 - 28o. na geral
Barcelona 1000 km: reta final
Já estamos nas duas horas finais para os 1000 km de Barcelona, no circuito de Catalunha. E tudo continua como antes. Peugeot em primeiro com Gené / Minassian, uma volta na frente do Audi de Prémat / Rockenfeller e três adiante do Lola Aston Martin da Charouz, brilhantemente conduzido por Jan Charouz / Stefan Mücke. Salvo qualquer problema, o carro da equipe tcheca deverá sair da Catalunha como o melhor concorrente movido a gasolina da abertura do campeonato.
Nas posições seguintes é que acontecem as mudanças mais substanciais. O Oreca Courage Judd de Nicolas Lapierre / Olivier Panis saiu das 10 primeiras posições em razão da troca da caixa de marchas. O Porsche do Team Essex perdeu a liderança na classe LMP2 para o modelo idêntico da Van Merskteijn, que tem Jos Verstappen no comando do carro neste momento. E o Audi de Dindo Capello / Allan McNish, depois de problemas nas primeiras horas, já aparece entre os dez primeiros, ocupando a sétima colocação.
O Lola de Thomas Erdos / Mike Newton está em 12o. na geral e quinto na classe LMP2, mas sem fôlego para alcançar o Team Essex, que está em quarto no momento. O Embassy Zytek WF01 de Mario Haberfeld / Warren Hughes saiu da prova na 43a. volta.
Na categoria LMGT1, onde a Luc Alphand e o Team Modena protagonizaram um ótimo duelo até Antonio Garcia / Tomas Enge enfrentarem problemas, a esquadra francesa agora lidera com folga: duas voltas de vantagem sobre o Saleen da Larbre, que largou dos boxes e em último lugar. O Lambo da IPB Spartak está em terceiro na divisão, três voltas atrás do Vette líder.
A Ferrari de Rob Bell / Gianmaria Bruni segue no comando entre os carros da LMGT2, mas a diferença deles para o Porsche de Alex Davison / Marc Lieb não é suficientemente grande para que a Virgo possa ainda comemorar a vitória. A IMSA Performance Matmut, com Narac / Lietz, está em terceiro, com a Ferrari da Farnbacher em quarto. O Spyker de Dumbreck / Kelleners / Vasiliev ocupa o quinto posto.
Classificação parcial após 4h30 min de prova:
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP - 163 voltas
2. Alexandre Prémat / Mike Rockenfeller
Audi R10 TDi - a 1 volta
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60 - a 3 voltas
4. Jules Boullion / Manu Collard
Pescarolo Judd P01 - a 4 voltas
5. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder - a 6 voltas
6. Harold Primat / Christophe Tinseau
Pescarolo Judd P01 - a 6 voltas
7. Dindo Capello / Allan McNish
Audi R10 TDi - a 7 voltas
8. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80 - a 7 voltas
9. Martin Short / Vanina Ickx / João Barbosa
Pescarolo Judd P01 - a 10 voltas
10. Matthieu Lahaye / Pierre Ragues
Pescarolo Judd LMP2 - a 10 voltas
Nas posições seguintes é que acontecem as mudanças mais substanciais. O Oreca Courage Judd de Nicolas Lapierre / Olivier Panis saiu das 10 primeiras posições em razão da troca da caixa de marchas. O Porsche do Team Essex perdeu a liderança na classe LMP2 para o modelo idêntico da Van Merskteijn, que tem Jos Verstappen no comando do carro neste momento. E o Audi de Dindo Capello / Allan McNish, depois de problemas nas primeiras horas, já aparece entre os dez primeiros, ocupando a sétima colocação.
O Lola de Thomas Erdos / Mike Newton está em 12o. na geral e quinto na classe LMP2, mas sem fôlego para alcançar o Team Essex, que está em quarto no momento. O Embassy Zytek WF01 de Mario Haberfeld / Warren Hughes saiu da prova na 43a. volta.
Na categoria LMGT1, onde a Luc Alphand e o Team Modena protagonizaram um ótimo duelo até Antonio Garcia / Tomas Enge enfrentarem problemas, a esquadra francesa agora lidera com folga: duas voltas de vantagem sobre o Saleen da Larbre, que largou dos boxes e em último lugar. O Lambo da IPB Spartak está em terceiro na divisão, três voltas atrás do Vette líder.
A Ferrari de Rob Bell / Gianmaria Bruni segue no comando entre os carros da LMGT2, mas a diferença deles para o Porsche de Alex Davison / Marc Lieb não é suficientemente grande para que a Virgo possa ainda comemorar a vitória. A IMSA Performance Matmut, com Narac / Lietz, está em terceiro, com a Ferrari da Farnbacher em quarto. O Spyker de Dumbreck / Kelleners / Vasiliev ocupa o quinto posto.
Classificação parcial após 4h30 min de prova:
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP - 163 voltas
2. Alexandre Prémat / Mike Rockenfeller
Audi R10 TDi - a 1 volta
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60 - a 3 voltas
4. Jules Boullion / Manu Collard
Pescarolo Judd P01 - a 4 voltas
5. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder - a 6 voltas
6. Harold Primat / Christophe Tinseau
Pescarolo Judd P01 - a 6 voltas
7. Dindo Capello / Allan McNish
Audi R10 TDi - a 7 voltas
8. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80 - a 7 voltas
9. Martin Short / Vanina Ickx / João Barbosa
Pescarolo Judd P01 - a 10 voltas
10. Matthieu Lahaye / Pierre Ragues
Pescarolo Judd LMP2 - a 10 voltas
Vitória da redenção

Do céu ao inferno em duas semanas. E não estou falando de Max Mosley, que foi o centro das atenções da Fórmula 1 e do esporte na última semana. O personagem que renasce do limbo é Felipe Massa. Numa pista onde a Ferrari tem o melhor carro e o piloto brasileiro sempre andou bem, a vitória foi questão de tempo. Ou melhor, de metros.
Bastou Robert Kubica hesitar ao apagar das luzes vermelhas e Massa saltou na frente do polonês, só perdendo a liderança nas janelas de reabastecimento. Atrás dele a confusão reinou nas primeiras voltas: Sebastian Vettel teve o motor de sua STR estourado e o óleo que vazou do carro inundou a pista de Sakhir, já complicada em razão do acúmulo de areia, constantemente levada para o asfalto pelos fortes ventos que por lá sopram. Isto ocasionou a rodada de Nelson Ângelo Piquet, que mais tarde abandonaria.
Num outro incidente, Lewis Hamilton - que largou "dormindo" pois caiu de terceiro para nono, conseguiu atropelar a traseira da Renault de... Fernando Alonso (ora vejam!) e a batida lhe custou a quebra do bico e a perda de qualquer chance de terminar na zona de pontuação. O britânico da McLaren fez papel de figurante, levou volta dos líderes e terminou num apagado e distante décimo-terceiro lugar.
Massa foi soberano o tempo inteiro e Räikkönen, mesmo tão rápido quanto o brasileiro, como demonstrado numa seqüência de melhores voltas cravadas pelos dois antes da segunda parada dos dois pilotos da Ferrari, não incomodou tanto - até porque ao contrário da Malásia, ele parou antes de Felipe. Mesmo assim, com o segundo lugar, o nórdico assume a liderança do campeonato com 19 pontos somados.
Para a BMW, o fim de semana não foi de todo mau. Pole e terceiro lugar para Kubica na prova, quarta posição e vice-liderança da classificação entre os pilotos para Nick Heidfeld. E, fato inédito da história da Fórmula 1: pela primeira vez desde que o Mundial de Construtores foi implementado em 1958, uma equipe alemã lidera a classificação. A BMW Sauber inscreve seu nome na história, algo que a Porsche não conseguiu e a Mercedes, quando dominou os Mundiais de 54 e 55, com Juan Manuel Fangio, não recebia pontuação.
Aliás, a briga entre as equipes é sensacional: a BMW lidera com 30 pontos, a Ferrari tem 29 e a McLaren 28. Quem será que sairá de Barcelona no topo?
Respostas, só daqui a duas semanas.
Hasta la vista!
As notas dos pilotos no GP do Bahrein:
Massa - vitória incontestável. Ganhou a ponta numa ótima largada e daí para frente dominou a corrida como quis. Sakhir já virou uma espécie de "segunda pista" do piloto brasileiro, assim como Istambul. Um triunfo para recuperar o moral e tirar dos ombros a pressão que o incomodou depois de duas corridas sem qualquer ponto no campeonato - nota 9,5
Räikkönen - sem chance para alcançar e mesmo superar Felipe Massa, fez uma corrida de chegada. Andou rápido também e com regularidade alcança a liderança do campeonato. Não é que o pontinho conquistado na Austrália está fazendo a diferença a seu favor? - nota 9
Kubica - o polonês não tirou partido da pole position e deu a impressão de que não teria um bom resultado na corrida ao ser superado pelos rivais da Ferrari. Mas o piloto seguiu bem na corrida e conquistou mais um importante resultado para o campeonato - nota 8
Heidfeld - mais uma corrida excelente do alemão, que há tempos vem merecendo uma vitória na Fórmula 1. Teve a oportunidade de mostrar que é veloz quando necessário e provou mais uma vez sua constância a bordo da BMW Sauber. Pontuou de novo e agora é o novo vice-líder do Mundial de Pilotos - nota 8
Kövalainen - fez a melhor volta, mas a verdade é que a McLaren esteve muito longe do seu melhor no Bahrein. Tanto que a BMW conseguiu andar muito melhor que a equipe chefiada por Ron Dennis. Pelo menos o finlandês não saiu do Oriente de mãos abanando: agora tem exatamente os mesmos 14 pontos de Lewis Hamilton na classificação - nota 7
Trulli - outra corrida consistente e convincente do veterano piloto italiano, um dos destaques do início de campeonato. Ele tirou partido dos testes que a Toyota também fez no Bahrein e mais uma vez mostrou competitividade, somando mais três pontos para ele no campeonato - nota 7
Webber - boa atuação do australiano, que vai salvando a RBR neste início de campeonato. Mas ainda precisa de muito mais para apagar a alcunha de "leão de treino" que carrega consigo. Um ponto a seu favor é que seus resultados vão contribuindo para precipitar a aposentadoria de David Coulthard - nota 6,5
Rosberg - não foi tão bem quanto na abertura do campeonato, mas sem dúvida muito melhor do que na Malásia. Nico estreou em 2006 nesta mesma pista no Bahrein e na ocasião foi simplesmente brilhante. Hoje, não precisou fazer tanto para marcar mais um pontinho no campeonato - nota 6
Glock - boa corrida do alemão, que terminou pela primeira vez um GP neste ano. Como ponto alto, a resistência à pressão de Fernando Alonso, que tentou a todo custo passá-lo e não conseguiu. Está bem próximo de marcar seus primeiros pontos no ano - nota 6
Alonso - sem um carro competitivo, desta vez não pôde fazer milagres. Foi acertado por Hamilton no início e seu carro teve um pedaço do aerofólio quebrado. Numa tentativa de ultrapassagem sobre Timo Glock, derrapou espetacularmente e perdeu contato com o alemão. Salvou por pouco a décima posição depois de uma boa briga com Barrichello no fim da prova. Muito pouco para o bicampeão mundial - nota 5
Barrichello - o calvário do "zero ponto" continua batendo à porta do piloto brasileiro, que outra vez ficou no pelotão intermediário e por lá ficou. Durante o primeiro trecho da prova, sequer conseguiu passar a Force India de Fisichella, ganhando a posição apenas no pit stop. Quando se livrou do italiano, já era tarde para alcançar os outros adversários. No fim, atacou Alonso com vontade, mas não passou o piloto da Renault - nota 5
Fisichella - fez uma corrida honesta com o modesto Force India e chegou a andar na zona de pontuação antes de sua primeira parada nos boxes. Esteve perto de terminar a prova na mesma volta dos líderes, mas no final deixou que Felipe Massa o ultrapassasse. Em comparação com o companheiro de equipe Adrian Sutil, vai dando um banho no alemão - nota 5,5
Hamilton - um completo desastre. Errou tudo nas primeiras voltas, desde a largada, quando "dormiu" ao apagar das luzes e perdeu seis posições, até a tentativa otimista demais de ultrapassagem sobre Fernando Alonso. Perdeu o bico, a chance de pontuar e também a liderança do campeonato, tudo numa única corrida. Papai Hamilton não gostou... Ron Dennis, provavelmente, também não - nota 3
Nakajima - foi o único a optar por uma estratégia de apenas uma parada, o que não resultou absolutamente nada ao japonês da Williams. Teve o mérito de ganhar mais quilometragem com o carro e terminar a corrida, mas muito atrás de Nico Rosberg desta vez - nota 4
Bourdais - conseguiu bater Vettel pela primeira vez em classificação. E foi só. Na corrida, foi pouco notado. Pelo menos terminou a corrida, pela primeira vez na temporada - nota 4
Davidson - no inglório duelo particular contra Takuma Sato, levou vantagem pela segunda vez consecutiva. O pequeno britânico tem conseguido pelo menos não quebrar os carros da precária Super Aguri e desta vez ficou longe das últimas posições - nota 4,5
Sato - perdeu para Davidson de novo na guerra interna da Aguri. E a exemplo do companheiro de equipe, não foi "o pior dos piores". Tem carro de menos para a extrema velocidade que tem dentro da pista - nota 4
Coulthard - sem perceber, vai dando adeus aos poucos da Fórmula 1. Sua atuação no Bahrein foi abaixo da crítica. Foi eliminado de saída na Q1 do treino oficial, parou nos boxes ainda na primeira volta e depois bateu com Jenson Button. Arrastou-se na pista para terminar em décimo-oitavo - nota 2
Sutil - péssima performance do piloto alemão. Foi lento o tempo inteiro e tomou uma "lavada" de Fisichella durante todo o fim de semana. Terminou em último entre os que completaram, a duas voltas de Massa - nota 2
Piquet - largou muito bem, ganhando três posições, mas rodou no óleo deixado pela STR de Vettel ainda na segunda volta. Antecipou a primeira parada e caminhava para terminar mais uma corrida quando seu carro subitamente perdeu velocidade e ele foi obrigado a desistir - nota 5
Button - prejudicado pelo toque entre Alonso e Hamilton, parou nos boxes logo no comecinho. Quando voltou, encontrou pela frente a férrea resistência de Coulthard até que os dois bateram. Com o carro bastante danificado, o piloto da Honda abandonou a corrida - nota 3
Vettel - mal desde a sexta-feira, nada pôde fazer na corrida. Seu carro quebrou no meio da primeira volta - sem nota
Barcelona 1000 km: 100 voltas de Peugeot na ponta
Sem dar chance a Audi e aos outros competidores, a Peugeot vai liderando com folga os 1000 km de Barcelona após 100 voltas completadas. Minassian / Gené já têm mais de 1 minuto de vantagem para o carro de Rockenfeller / Prémat, que vem em segundo.
Neste momento, o Lola Aston Martin acabou de fazer uma parada para reabastecimento e troca de pneus, retornando à pista uma volta atrás do líder. Os franceses da Oreca e da Pescarolo estão em quarto e quinto.
Em sexto vem o líder da LMP2, o Porsche da Essex com Casper Elgaard / John Nielsen. A Van Merksteijn segue em segundo e a Speedy-Sebah em terceiro. Aliás, tudo na mesma até a quinta posição, ocupada pelo Lola de Thomas Erdos / Mike Newton.
Na LMGT1, o Vette #72 da Alphand continua no comando e o Lambo da IPB Spartak já subiu para terceiro na divisão. E na LMGT2, após o domínio dos Porsches, a Ferrari F430 da Virgo está no comando. A Farnbacher, que liderava, caiu para quarto.
Classificação parcial:
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP
2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi R10 TDi
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60
4. Nicolas Lapierre / Olivier Panis
Oreca Courage Judd LC70
5. Jules Boullion / Manu Collard
Pescarolo Judd P01
6. John Nielsen / Casper Elgaard
Porsche RS Spyder
7. Christophe Tinseau / Harold Primat
Pescarolo Judd P01
8. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder
9. Steve Zacchia / Xavier Pompidou / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80
10. João Barbosa / Vanina Ickx / Martin Short
Pescarolo Judd P01
Neste momento, o Lola Aston Martin acabou de fazer uma parada para reabastecimento e troca de pneus, retornando à pista uma volta atrás do líder. Os franceses da Oreca e da Pescarolo estão em quarto e quinto.
Em sexto vem o líder da LMP2, o Porsche da Essex com Casper Elgaard / John Nielsen. A Van Merksteijn segue em segundo e a Speedy-Sebah em terceiro. Aliás, tudo na mesma até a quinta posição, ocupada pelo Lola de Thomas Erdos / Mike Newton.
Na LMGT1, o Vette #72 da Alphand continua no comando e o Lambo da IPB Spartak já subiu para terceiro na divisão. E na LMGT2, após o domínio dos Porsches, a Ferrari F430 da Virgo está no comando. A Farnbacher, que liderava, caiu para quarto.
Classificação parcial:
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP
2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi R10 TDi
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60
4. Nicolas Lapierre / Olivier Panis
Oreca Courage Judd LC70
5. Jules Boullion / Manu Collard
Pescarolo Judd P01
6. John Nielsen / Casper Elgaard
Porsche RS Spyder
7. Christophe Tinseau / Harold Primat
Pescarolo Judd P01
8. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder
9. Steve Zacchia / Xavier Pompidou / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80
10. João Barbosa / Vanina Ickx / Martin Short
Pescarolo Judd P01
Barcelona 1000 km: a ação começou!
Bom dia, torcida amiga. Já estamos com 77 voltas completadas nos 1000 km de Barcelona, no circuito da Catalunha. A disputa pela ponta é bastante interessante entre o Peugeot de Minassian / Gené, o Audi R10 de Rockenfeller / Prémat e o Lola Aston Martin de Mücke / Charouz, que faz estréia excelente desafiando os dois carros movidos a diesel.
Os Porsches RS Spyder duelam pela ponta na classe LMP2, com o carro do Team Essex liderando no momento, adiante do "gêmeo" da Van Merksteijn, que fez a pole position na categoria. O Lola Coupé da Speedy-Sebah vem num ótimo terceiro e o carro do brasileiro Thomas Erdos é no momento o 5o. da divisão.
Na LMGT1, liderança para o Vette #72 da Luc Alphand Aventures, à frente do Aston Martin do Team Modena e do Saleen da Larbre. O Lamborghini da IPB Spartak é o quarto. E na classe LMGT2, três Porsche 997 GT3 RSR nas três primeiras posições, por três equipes diferentes: Farnbacher, IMSA Performance e Felbermayr-Proton.
E o amigo há de perguntar: onde estão o Peugeot de Sarrazin / Lamy e o Audi de Capello / McNish? Bem... a dupla pole position está em 31o. no geral e o carro alemão é apenas o décimo-sétimo. Ambos já tiveram problemas e se atrasaram muito na corrida.
Parcial após 77 voltas
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP
2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi R10 TDi
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60
4. Nicolas Lapierre / Olivier Panis
Oreca Courage Judd LC70
5. Jean-Christophe Boullion / Emmanuel Collard
Pescarolo Judd P01
6. Jamie Campbell-Walter / Felipe Ortiz / Stuart Hall
Creation AIM CA07
7. Casper Elgaard / John Nielsen
Porsche RS Spyder
8. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder
9. Christophe Tinseau / Harold Primat
Pescarolo Judd P01
10. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80
Os Porsches RS Spyder duelam pela ponta na classe LMP2, com o carro do Team Essex liderando no momento, adiante do "gêmeo" da Van Merksteijn, que fez a pole position na categoria. O Lola Coupé da Speedy-Sebah vem num ótimo terceiro e o carro do brasileiro Thomas Erdos é no momento o 5o. da divisão.
Na LMGT1, liderança para o Vette #72 da Luc Alphand Aventures, à frente do Aston Martin do Team Modena e do Saleen da Larbre. O Lamborghini da IPB Spartak é o quarto. E na classe LMGT2, três Porsche 997 GT3 RSR nas três primeiras posições, por três equipes diferentes: Farnbacher, IMSA Performance e Felbermayr-Proton.
E o amigo há de perguntar: onde estão o Peugeot de Sarrazin / Lamy e o Audi de Capello / McNish? Bem... a dupla pole position está em 31o. no geral e o carro alemão é apenas o décimo-sétimo. Ambos já tiveram problemas e se atrasaram muito na corrida.
Parcial após 77 voltas
1. Nicolas Minassian / Marc Gené
Peugeot 908 HDi FAP
2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi R10 TDi
3. Jan Charouz / Stefan Mücke
Lola Aston Martin B08/60
4. Nicolas Lapierre / Olivier Panis
Oreca Courage Judd LC70
5. Jean-Christophe Boullion / Emmanuel Collard
Pescarolo Judd P01
6. Jamie Campbell-Walter / Felipe Ortiz / Stuart Hall
Creation AIM CA07
7. Casper Elgaard / John Nielsen
Porsche RS Spyder
8. Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn
Porsche RS Spyder
9. Christophe Tinseau / Harold Primat
Pescarolo Judd P01
10. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Belicchi
Lola Judd B08/80
Mas que panca!
Michael McDowell é um recém-chegado na Nascar depois de passagens pela ChampCar e Grand Am. Com a aposentadoria de Dale Jarrett, ele ganhou uma boa chance de estrear na categoria assumindo o carro #00 que era de David Reutimann.
E ontem ele sentiu na pele como é bater com um Stock Car a mais de 300 km/h.
O acidente aconteceu na qualificação para a etapa deste domingo no Texas Motor Speedway, em Fort Worth.
As imagens que se seguem abaixo falam por si só.
Detalhe: apesar da "panca", McDowell classificou-se para a corrida e larga em quadragésimo.
De carro novo, é claro.
E ontem ele sentiu na pele como é bater com um Stock Car a mais de 300 km/h.
O acidente aconteceu na qualificação para a etapa deste domingo no Texas Motor Speedway, em Fort Worth.
As imagens que se seguem abaixo falam por si só.
Detalhe: apesar da "panca", McDowell classificou-se para a corrida e larga em quadragésimo.
De carro novo, é claro.
sábado, 5 de abril de 2008
Jim Clark, 40 anos
Segunda-feira, 7 de abril. Um dia que os fãs da velocidade não esquecem, há 40 anos.
No já distante ano de 1968, durante as 500 Milhas BOAC em Brands Hatch, na Inglaterra, a sala de imprensa emudece com um telefonema direto da Alemanha, com uma infausta notícia.
Aos 32 anos, Jim Clark estava morto em razão de um acidente sofrido numa prova de Fórmula 2 disputada no circuito de Hockenheim. Sua Lotus 48B bateu forte a mais de 200 km/h e o Escocês Voador não resistiu aos ferimentos.
Clark foi indubitavelmente o piloto mais veloz de sua época. Era eficiente, também, com qualquer tipo de carro: desde os DKW com os quais começou a correr, pela escuderia Border Reivers, passando pelos Aston Martin de Le Mans, os Ford Cortina de Turismo, Fórmula Júnior, Fórmula 2, USAC e, claro, Fórmula 1.
De 1960 a 1968, Clark disputou 72 GPs de F-1, vencendo 25 deles - um recorde que só seria batido por Jackie Stewart em 1973. Fez também 33 pole positions, uma marca só superada mais de duas décadas depois por Ayrton Senna. Cravou 28 melhores voltas em prova, sempre dentro de uma característica: pisava fundo nas voltas iniciais e quando os outros pilotos diminuíam o ritmo, psicologicamente "quebrados" pelo escocês, ele voltava a acelerar e disparava dos adversários.
Junto com Mario Andretti, Graham Hill e Emerson Fittipaldi, Jim Clark tornou-se um dos únicos campeões de Fórmula 1 a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, façanha que alcançou em 1965 com um Lotus Ford.
Na ocasião, o escocês abdicou de correr em Mônaco, pista onde jamais venceu.
Engraçado... Clark não ganhou no Principado. Mas conquistou triunfos espetaculares nas outras pistas do calendário da F-1 daqueles tempos, especialmente em Spa-Francorchamps, que tinha 14 km na época.
Tem gente que precisa entender que a excelência de um piloto não se mede apenas por vencer em Mônaco. Se fosse assim, Maurice Trintignant, que venceu a clássica prova de rua nos anos 50, teria que ser comparado a Juan Manuel Fangio, Graham Hill, Ayrton Senna e outros grandes nomes da Fórmula 1.
Mas não. Gênio aqui, é Jim Clark. Que aparece no vídeo abaixo vencendo a Indy 500 de 1965.
No já distante ano de 1968, durante as 500 Milhas BOAC em Brands Hatch, na Inglaterra, a sala de imprensa emudece com um telefonema direto da Alemanha, com uma infausta notícia.
Aos 32 anos, Jim Clark estava morto em razão de um acidente sofrido numa prova de Fórmula 2 disputada no circuito de Hockenheim. Sua Lotus 48B bateu forte a mais de 200 km/h e o Escocês Voador não resistiu aos ferimentos.
Clark foi indubitavelmente o piloto mais veloz de sua época. Era eficiente, também, com qualquer tipo de carro: desde os DKW com os quais começou a correr, pela escuderia Border Reivers, passando pelos Aston Martin de Le Mans, os Ford Cortina de Turismo, Fórmula Júnior, Fórmula 2, USAC e, claro, Fórmula 1.
De 1960 a 1968, Clark disputou 72 GPs de F-1, vencendo 25 deles - um recorde que só seria batido por Jackie Stewart em 1973. Fez também 33 pole positions, uma marca só superada mais de duas décadas depois por Ayrton Senna. Cravou 28 melhores voltas em prova, sempre dentro de uma característica: pisava fundo nas voltas iniciais e quando os outros pilotos diminuíam o ritmo, psicologicamente "quebrados" pelo escocês, ele voltava a acelerar e disparava dos adversários.
Junto com Mario Andretti, Graham Hill e Emerson Fittipaldi, Jim Clark tornou-se um dos únicos campeões de Fórmula 1 a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, façanha que alcançou em 1965 com um Lotus Ford.
Na ocasião, o escocês abdicou de correr em Mônaco, pista onde jamais venceu.
Engraçado... Clark não ganhou no Principado. Mas conquistou triunfos espetaculares nas outras pistas do calendário da F-1 daqueles tempos, especialmente em Spa-Francorchamps, que tinha 14 km na época.
Tem gente que precisa entender que a excelência de um piloto não se mede apenas por vencer em Mônaco. Se fosse assim, Maurice Trintignant, que venceu a clássica prova de rua nos anos 50, teria que ser comparado a Juan Manuel Fangio, Graham Hill, Ayrton Senna e outros grandes nomes da Fórmula 1.
Mas não. Gênio aqui, é Jim Clark. Que aparece no vídeo abaixo vencendo a Indy 500 de 1965.
Bem na foto
Os brasileiros começam bem na Fórmula Nippon, que inicia a temporada 2008 neste fim de semana em Fuji. Ricardo Divila, engenheiro do Team Lawson-Impul, viu um de seus pilotos, o japonês Tsugio Matsuda, cravar a pole position.
João Paulo de Oliveira, segundo release enviado pelo Beto Otazu, larga da 3a. posição com o Lola / Toyota da equipe Kondo Racing.
E a turma da Reunion manda avisar que Roberto Streit, estreante na categoria, começa muito bem com o 5o. tempo, também com Lola / Toyota da equipe Stonemarket Blaak Cerumo / Inging.
A F-Nippon, a exemplo da IRL, também introduziu o sistema de "nocaute" na classificação já usado na Fórmula 1. E nas provas de rodadas duplas, a segunda corrida terá grid invertido entre os oito primeiros e pontuação menor, apenas para os cinco primeiros colocados.
A largada é às 2h45 (horário de Brasília) e a prova deste domingo terá duração de 300 km.
Confira o grid:
1. T.Matsuda (Jap) Lawson Impul 1min24s290
2. T.Izawa (Jap) Arta 1min24s568
3. J.P. de Oliveira (Bra) Kondo Racing 1min24s594
4. K. Hirate (Jap) TP Checker Impul 1min24s644
5. R. Streit (Bra) Stonemarket Blaak Cerumo/Inging 1m24s654
6. A. Lotterer (Ale) Petronas Tom’s 1min24s820
7. L. Duval (Fra) Piaa Nakajima 1min24s820
8. N. Yokomizo (jap) Kondo Racing 1min24s883
9. B. Treluyer (Fra) Lawson Impul 1min25s200
10. Y. Tachikawa (Jap) Cerumo/Inging 1min25s209
11. T. Kogure (Jap) Piaa Nakajima 1min25s302
12. R. Quintarelli (Ita) Cerumo/ Inging 1min25s376
13. Y. Ide (Jap) Arta 1min25s477
14. H. Ishiura (Jap) Team LeMans 1min25s603
15. S. Motoyama (Jap) Team LeMans 1min25s673
16. T. Kaneishi (Jap) SG 5Zigen 1min25s858
17. K. Hiranaka (Jap) SG 5Zigen1min25s891
18. T. Tsuchiya (Jap) DoCoMo Dandelion 1min25s895
19. S. Ara (Jap) Petronas Tom’s 1min25s937
20. K. Matsuura (Jap) DoCoMo Dandelion 1min26s464
João Paulo de Oliveira, segundo release enviado pelo Beto Otazu, larga da 3a. posição com o Lola / Toyota da equipe Kondo Racing.
E a turma da Reunion manda avisar que Roberto Streit, estreante na categoria, começa muito bem com o 5o. tempo, também com Lola / Toyota da equipe Stonemarket Blaak Cerumo / Inging.
A F-Nippon, a exemplo da IRL, também introduziu o sistema de "nocaute" na classificação já usado na Fórmula 1. E nas provas de rodadas duplas, a segunda corrida terá grid invertido entre os oito primeiros e pontuação menor, apenas para os cinco primeiros colocados.
A largada é às 2h45 (horário de Brasília) e a prova deste domingo terá duração de 300 km.
Confira o grid:
1. T.Matsuda (Jap) Lawson Impul 1min24s290
2. T.Izawa (Jap) Arta 1min24s568
3. J.P. de Oliveira (Bra) Kondo Racing 1min24s594
4. K. Hirate (Jap) TP Checker Impul 1min24s644
5. R. Streit (Bra) Stonemarket Blaak Cerumo/Inging 1m24s654
6. A. Lotterer (Ale) Petronas Tom’s 1min24s820
7. L. Duval (Fra) Piaa Nakajima 1min24s820
8. N. Yokomizo (jap) Kondo Racing 1min24s883
9. B. Treluyer (Fra) Lawson Impul 1min25s200
10. Y. Tachikawa (Jap) Cerumo/Inging 1min25s209
11. T. Kogure (Jap) Piaa Nakajima 1min25s302
12. R. Quintarelli (Ita) Cerumo/ Inging 1min25s376
13. Y. Ide (Jap) Arta 1min25s477
14. H. Ishiura (Jap) Team LeMans 1min25s603
15. S. Motoyama (Jap) Team LeMans 1min25s673
16. T. Kaneishi (Jap) SG 5Zigen 1min25s858
17. K. Hiranaka (Jap) SG 5Zigen1min25s891
18. T. Tsuchiya (Jap) DoCoMo Dandelion 1min25s895
19. S. Ara (Jap) Petronas Tom’s 1min25s937
20. K. Matsuura (Jap) DoCoMo Dandelion 1min26s464
Invictos
Ano passado, em seis corridas da Le Mans Series, seis pole positions. A temporada 2008, neste quesito, começa igual para a Peugeot. A marca francesa emplacou não só a sétima pole em sete presenças na LMS, como também a primeira fila inteira para os 1000 km de Barcelona que acontecem neste domingo.
Stéphane Sarrazin e Pedro Lamy quebraram os cronômetros no circuito da Catalunha, cravando 1'31"875 contra 1'32"454 de Nicolas Minassian / Marc Gené. O Audi R10 TDi de Capello / McNish ficou a nada menos que 1"375 do pole position. E o melhor dos carros movidos a gasolina - como era de se esperar - foi o Lola Aston Martin de Jan Charouz e Stefan Mücke, que larga em quarto.
O Porsche de Jos Verstappen / Peter van Merksteijn ficou com a pole na divisão LMP2, quinto na classificação geral. Outros dois carros da classe largam no top ten: um deles é o surpreendente Lola Judd B08/80 da Speedy-Sebah, que sai em nono, à frente do RS Spyder de Lammers / Theys / Lienhard.
Sétimo melhor dos carros da LMP2, o Embassy Zytek WF01 de Mário Haberfeld / Warren Hughes larga em 190. no grid, duas posições adiante do MG Lola AER EX265 de Thomas Erdos / Mike Newton, que parece dar sinais de fadiga em relação aos adversários.
O Aston Martin do Team Modena foi o melhor entre os cinco competidores da LMGT1. Tomas Enge / Antonio Garcia marcaram 1'44"484 , apenas 47 milésimos mais rápido que o Corvette da Luc Alphand Aventures, tripulado por Goueslard / Alphand / Moreau.
E na LMGT2, com um temporal (1'47"844), Rob Bell e Gianmaria Bruni ficaram com o melhor tempo da divisão. Eles foram mais de um segundo mais velozes que Marc Lieb e Alex Davison, da equipe Felbermayr-Proton.
O grid completo você pode conferir aqui. Amanhã o blog faz cobertura completa dos 1000 km de Barcelona.
Stéphane Sarrazin e Pedro Lamy quebraram os cronômetros no circuito da Catalunha, cravando 1'31"875 contra 1'32"454 de Nicolas Minassian / Marc Gené. O Audi R10 TDi de Capello / McNish ficou a nada menos que 1"375 do pole position. E o melhor dos carros movidos a gasolina - como era de se esperar - foi o Lola Aston Martin de Jan Charouz e Stefan Mücke, que larga em quarto.
O Porsche de Jos Verstappen / Peter van Merksteijn ficou com a pole na divisão LMP2, quinto na classificação geral. Outros dois carros da classe largam no top ten: um deles é o surpreendente Lola Judd B08/80 da Speedy-Sebah, que sai em nono, à frente do RS Spyder de Lammers / Theys / Lienhard.
Sétimo melhor dos carros da LMP2, o Embassy Zytek WF01 de Mário Haberfeld / Warren Hughes larga em 190. no grid, duas posições adiante do MG Lola AER EX265 de Thomas Erdos / Mike Newton, que parece dar sinais de fadiga em relação aos adversários.
O Aston Martin do Team Modena foi o melhor entre os cinco competidores da LMGT1. Tomas Enge / Antonio Garcia marcaram 1'44"484 , apenas 47 milésimos mais rápido que o Corvette da Luc Alphand Aventures, tripulado por Goueslard / Alphand / Moreau.
E na LMGT2, com um temporal (1'47"844), Rob Bell e Gianmaria Bruni ficaram com o melhor tempo da divisão. Eles foram mais de um segundo mais velozes que Marc Lieb e Alex Davison, da equipe Felbermayr-Proton.
O grid completo você pode conferir aqui. Amanhã o blog faz cobertura completa dos 1000 km de Barcelona.
Três vezes Matos
Em 2006, na sua primeira visita ao circuito de St. Petersburg, Raphael Matos venceu as duas corridas da então Indy Pro na Flórida. Hoje, ele acaba de conqusitar a terceira vitória dele, agora válida pela segunda etapa da Indy Lights, de forma incontestável, de ponta a ponta e sem esquecer da volta mais rápida, com 1'07"633.
Na verdade, as três primeiras posições do grid não foram alteradas. Ou por outra: na corrida sim, porque a brasileira Bia Figueiredo chegou a passar o sobrinho de Eddie Cheever, Richard Antinucci. Mas o estadunidense recuperou a posição e chegou em segundo, o que não tira o brilho do pódio da piloto da Sam Schmidt Motorsports.
Jeff Simmons, de volta à categoria, chegou em quarto, na frente de JR Hildebrand e Arie Luyendyk Júnior. Dillon Battistini, que venceu na abertura do campeonato em Homestead, abandonou a 10 voltas do fim com problemas mecânicos.
Amanhã, os pilotos voltam à pista para a segunda prova da rodada dupla. Matos é o pole position outra vez e Antinucci, outra vez também, larga em segundo.
Os 10 primeiros no sábado:
1. Raphael Matos / AFS-Andretti Green Racing
2. Richard Antinucci / Sam Schmidt Motorsports
3. Bia Figueiredo / Sam Schmidt Motorsports
4. Jeff Simmons / Team Moore Racing
5. JR Hildebrand / RLR Andersen Racing
6. Arie Luyendyk Jr. / AFS-Andretti Green Racing
7. Andrew Prendeville / RLR Andersen Racing
8. Cyndie Alleman / American Spirit Racing
9. Juan Manuel Polar / Brian Stewart Racing
10. Robbie Pecorari / Michael Crawford Motorsports
Na verdade, as três primeiras posições do grid não foram alteradas. Ou por outra: na corrida sim, porque a brasileira Bia Figueiredo chegou a passar o sobrinho de Eddie Cheever, Richard Antinucci. Mas o estadunidense recuperou a posição e chegou em segundo, o que não tira o brilho do pódio da piloto da Sam Schmidt Motorsports.
Jeff Simmons, de volta à categoria, chegou em quarto, na frente de JR Hildebrand e Arie Luyendyk Júnior. Dillon Battistini, que venceu na abertura do campeonato em Homestead, abandonou a 10 voltas do fim com problemas mecânicos.
Amanhã, os pilotos voltam à pista para a segunda prova da rodada dupla. Matos é o pole position outra vez e Antinucci, outra vez também, larga em segundo.
Os 10 primeiros no sábado:
1. Raphael Matos / AFS-Andretti Green Racing
2. Richard Antinucci / Sam Schmidt Motorsports
3. Bia Figueiredo / Sam Schmidt Motorsports
4. Jeff Simmons / Team Moore Racing
5. JR Hildebrand / RLR Andersen Racing
6. Arie Luyendyk Jr. / AFS-Andretti Green Racing
7. Andrew Prendeville / RLR Andersen Racing
8. Cyndie Alleman / American Spirit Racing
9. Juan Manuel Polar / Brian Stewart Racing
10. Robbie Pecorari / Michael Crawford Motorsports
Caiu!
Era a crônica de uma morte já anunciada há anos. Há quem diga que desde 1986.
O América Futebol Clube, querido de todos, tido como o "segundo clube" de qualquer um no Rio de Janeiro, tem mais uma mancha negra na sua história. Mesmo vencendo o Friburguense por 2 x 0, o Diabo caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Carioca.
Não é de hoje que o futebol do tradicional clube coleciona desastres. Mas este ano de 2008 é o pior da história do América. Em 15 jogos, só duas vitórias - contra o Madureira e a de hoje, envolta em polêmicas e com um pênalti inexistente a seu favor que não resultou, pois o Mesquita venceu o Caxias por 4 x 2.
O América tem como "ilustre" companhia no abismo da Série B o Cardoso Moreira, que também perdeu na rodada final da Taça Rio. E o clube de Campos Sales agora engrossa a lista dos pequenos do subúrbio, que caíram e nunca mais voltaram: Olaria, Bangu, Bonsucesso, São Cristóvão, Campo Grande e Portuguesa.
Irônico é perceber que enquanto presidente da FERJ, o nefando Eduardo "Caixa d'Água" Viana fez de tudo pro América cair. Acho que da sepultura, ele mesmo cavou a cova do Mequinha.
Em tempo: os clubes cariocas que vão jogar a Série C são Madureira, Boavista, Macaé e Resende. A Cabofriense poderia disputar a competição, mas abriu mão de sua participação.
O América Futebol Clube, querido de todos, tido como o "segundo clube" de qualquer um no Rio de Janeiro, tem mais uma mancha negra na sua história. Mesmo vencendo o Friburguense por 2 x 0, o Diabo caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Carioca.
Não é de hoje que o futebol do tradicional clube coleciona desastres. Mas este ano de 2008 é o pior da história do América. Em 15 jogos, só duas vitórias - contra o Madureira e a de hoje, envolta em polêmicas e com um pênalti inexistente a seu favor que não resultou, pois o Mesquita venceu o Caxias por 4 x 2.
O América tem como "ilustre" companhia no abismo da Série B o Cardoso Moreira, que também perdeu na rodada final da Taça Rio. E o clube de Campos Sales agora engrossa a lista dos pequenos do subúrbio, que caíram e nunca mais voltaram: Olaria, Bangu, Bonsucesso, São Cristóvão, Campo Grande e Portuguesa.
Irônico é perceber que enquanto presidente da FERJ, o nefando Eduardo "Caixa d'Água" Viana fez de tudo pro América cair. Acho que da sepultura, ele mesmo cavou a cova do Mequinha.
Em tempo: os clubes cariocas que vão jogar a Série C são Madureira, Boavista, Macaé e Resende. A Cabofriense poderia disputar a competição, mas abriu mão de sua participação.
Quem com porcos se mistura...
Minha falecida avó podia ser analfabeta, não ler nem escrever direito. Contudo, a vivência de 87 anos lhe fazia dizer às vezes o seguinte:
"Quem com porcos se mistura... farelo come."
Sábias palavras, vovó.
Hoje temos um exemplo claro disto. A CBA (alguma surpresa nisto?) manifestou seu "apoio" ao presidente da FIA, Max Mosley. O mesmo que está enfiado até o pescoço no escândalo de orgia sexual que o tablóide News Of The World publicou domingo passado.
A CBA vai na contramão da opinião de muita gente. Stirling Moss, Jody Scheckter e Jackie Stewart, ofendido publicamente por Mosley em razão de sua dislexia, defendem a renúncia do dirigente. O ADAC, o poderoso Automóvel Clube da Alemanha, também.
E agora, é a vez do Automobile Club of America (AAA), também filiado à FIA, manifestar seu desagrado acerca do "Mosleygate".
Quando eu coloquei entre parênteses o "alguma surpresa nisto" é que nada mais que vem da CBA me surpreende.
Afinal, o automobilismo brasileiro não tem nenhum sinal de futuro, no sentido de renovação, de novas categorias e novos autódromos, graças à inépcia da administração de Paulo Enéas Scaglione. Que agora tem a pachorra de vir a público e apoiar um dirigente que não tem mais nenhuma moral para representar o esporte a motor e a indústria automobilística - uma vez que, como bem lembrado pelo Flávio Gomes em seu blog e pelo Lito Cavalcanti ontem no Sportv, a FIA é a Federação Internacional do Automóvel. E não apenas e tão somente do automobilismo.
Pelo visto, tem gente por aí com saudade do tempo do Charles Naccache... até porque de Joaquim Melo, Piero Gancia e principalmente de Reginaldo Bufaiçal, não dá pra ter.
"Quem com porcos se mistura... farelo come."
Sábias palavras, vovó.
Hoje temos um exemplo claro disto. A CBA (alguma surpresa nisto?) manifestou seu "apoio" ao presidente da FIA, Max Mosley. O mesmo que está enfiado até o pescoço no escândalo de orgia sexual que o tablóide News Of The World publicou domingo passado.
A CBA vai na contramão da opinião de muita gente. Stirling Moss, Jody Scheckter e Jackie Stewart, ofendido publicamente por Mosley em razão de sua dislexia, defendem a renúncia do dirigente. O ADAC, o poderoso Automóvel Clube da Alemanha, também.
E agora, é a vez do Automobile Club of America (AAA), também filiado à FIA, manifestar seu desagrado acerca do "Mosleygate".
Quando eu coloquei entre parênteses o "alguma surpresa nisto" é que nada mais que vem da CBA me surpreende.
Afinal, o automobilismo brasileiro não tem nenhum sinal de futuro, no sentido de renovação, de novas categorias e novos autódromos, graças à inépcia da administração de Paulo Enéas Scaglione. Que agora tem a pachorra de vir a público e apoiar um dirigente que não tem mais nenhuma moral para representar o esporte a motor e a indústria automobilística - uma vez que, como bem lembrado pelo Flávio Gomes em seu blog e pelo Lito Cavalcanti ontem no Sportv, a FIA é a Federação Internacional do Automóvel. E não apenas e tão somente do automobilismo.
Pelo visto, tem gente por aí com saudade do tempo do Charles Naccache... até porque de Joaquim Melo, Piero Gancia e principalmente de Reginaldo Bufaiçal, não dá pra ter.
IRL - St. Petersburg: Kanaan na pole
Acabou neste instante o treino classificatório da IRL em St. Petersburg, com a novidade da classificação dividida em três partes feito a Fórmula 1, com a diferença que apenas seis pilotos foram para a Superpole.
E Tony Kanaan, que esteve muito próximo da vitória em Homestead, sai da qualificação com a moral alta. O piloto da Andretti-Green fez a pole position com a marca de 1'02"532, batendo o surpreendente Will Power, da KV Racing Technology. O australiano foi o dono da melhor marca do dia - durante a Q2 - e mostrou muita velocidade ao volante do carro verde e amarelo da equipe de Jimmy Vasser.
Outro piloto que veio da ChampCar e que mostrou ótimo desempenho foi Justin Wilson, da Newman-Haas-Lanigan, com o terceiro tempo. Hélio Castroneves, bicampeão da prova da Flórida, sai em quarto, com Ryan Briscoe e Ryan Hunter-Reay fechando a terceira fila.
O formato de qualificação parece que aprovou, com os 26 pilotos divididos em dois grupos de 13 e os seis melhores de cada passando para o Q2, com doze carros na pista, reduzidos a seis na fase final.
E tirando os dois brasileiros que foram para a Superpole, os outros só tiveram desapontamentos, especialmente Vítor Meira e Bruno Junqueira. Vítor só fez o 17o. tempo e Junqueira, sem poder extrair um bom rendimento de seu carro, sai em último. Enrique Bernoldi larga em décimo-oitavo e Mário Moraes em vigésimo-segundo.
O grid:
1. Tony Kanaan (Andretti-Green Racing) - 1'02"532
2. Will Power (KV Racing Technology) - 1'02"609
3. Justin Wilson (Newman-Haas-Lanigan) - 1'02"642
4. Hélio Castroneves (Team Penske) - 1'02"646
5. Ryan Briscoe (Team Penske) - 1'02"707
6. Ryan Hunter-Reay (Rahal-Letterman Racing) - 1'03"007
7. Oriol Servia (KV Racing Technology) - 1'02"742
8. Dan Wheldon (Chip Ganassi Racing) - 1'02"796
9. Graham Rahal (Newman-Haas-Lanigan) - 1'02"812
10. Franck Perera (Conquest Racing) - 1'02"874
11. Darren Manning (A. J. Foyt Enterprises) - 1'03"013
12. Marco Andretti (Andretti-Green Racing) - 1'03"244
13. Scott Dixon (Chip Ganassi Racing) - 1'03"236
14. Hideki Mutoh (Andretti-Green Racing) - 1'03"275
15. Ernesto Viso (HVM Racing) - 1'03"306
16. Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) - 1'03"359
17. Vítor Meira (Panther Racing) - 1'03"448
18. Enrique Bernoldi (Conquest Racing) - 1'03"456
19. Danica Patrick (Andretti-Green Racing) - 1'03"576
20. Jay Howard (Roth Racing) - 1'03"744
21. Ed Carpenter (Vision Racing) - 1'03"800
22. Mário Moraes (Dale Coyne Racing) - 1'04"159
23. Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) - 1'04"388
24. Tony Foyt (Vision Racing) - 1'04"449
25. Marty Roth (Roth Racing) - 1'07"704
26. Bruno Junqueira (Dale Coyne Racing) - 1'09"385
E Tony Kanaan, que esteve muito próximo da vitória em Homestead, sai da qualificação com a moral alta. O piloto da Andretti-Green fez a pole position com a marca de 1'02"532, batendo o surpreendente Will Power, da KV Racing Technology. O australiano foi o dono da melhor marca do dia - durante a Q2 - e mostrou muita velocidade ao volante do carro verde e amarelo da equipe de Jimmy Vasser.
Outro piloto que veio da ChampCar e que mostrou ótimo desempenho foi Justin Wilson, da Newman-Haas-Lanigan, com o terceiro tempo. Hélio Castroneves, bicampeão da prova da Flórida, sai em quarto, com Ryan Briscoe e Ryan Hunter-Reay fechando a terceira fila.
O formato de qualificação parece que aprovou, com os 26 pilotos divididos em dois grupos de 13 e os seis melhores de cada passando para o Q2, com doze carros na pista, reduzidos a seis na fase final.
E tirando os dois brasileiros que foram para a Superpole, os outros só tiveram desapontamentos, especialmente Vítor Meira e Bruno Junqueira. Vítor só fez o 17o. tempo e Junqueira, sem poder extrair um bom rendimento de seu carro, sai em último. Enrique Bernoldi larga em décimo-oitavo e Mário Moraes em vigésimo-segundo.
O grid:
1. Tony Kanaan (Andretti-Green Racing) - 1'02"532
2. Will Power (KV Racing Technology) - 1'02"609
3. Justin Wilson (Newman-Haas-Lanigan) - 1'02"642
4. Hélio Castroneves (Team Penske) - 1'02"646
5. Ryan Briscoe (Team Penske) - 1'02"707
6. Ryan Hunter-Reay (Rahal-Letterman Racing) - 1'03"007
7. Oriol Servia (KV Racing Technology) - 1'02"742
8. Dan Wheldon (Chip Ganassi Racing) - 1'02"796
9. Graham Rahal (Newman-Haas-Lanigan) - 1'02"812
10. Franck Perera (Conquest Racing) - 1'02"874
11. Darren Manning (A. J. Foyt Enterprises) - 1'03"013
12. Marco Andretti (Andretti-Green Racing) - 1'03"244
13. Scott Dixon (Chip Ganassi Racing) - 1'03"236
14. Hideki Mutoh (Andretti-Green Racing) - 1'03"275
15. Ernesto Viso (HVM Racing) - 1'03"306
16. Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) - 1'03"359
17. Vítor Meira (Panther Racing) - 1'03"448
18. Enrique Bernoldi (Conquest Racing) - 1'03"456
19. Danica Patrick (Andretti-Green Racing) - 1'03"576
20. Jay Howard (Roth Racing) - 1'03"744
21. Ed Carpenter (Vision Racing) - 1'03"800
22. Mário Moraes (Dale Coyne Racing) - 1'04"159
23. Townsend Bell (Dreyer & Reinbold) - 1'04"388
24. Tony Foyt (Vision Racing) - 1'04"449
25. Marty Roth (Roth Racing) - 1'07"704
26. Bruno Junqueira (Dale Coyne Racing) - 1'09"385
TIMMY!
A Ferrari tinha toda a vantagem do mundo por ter treinado no Bahrein durante a pré-temporada, onde andou com a Toyota e enfiou 2 segundos goela abaixo dos japoneses. Felipe Massa era o senhor absoluto do topo da folha de tempos e todo mundo achava que a pole position ficaria com o brasileiro.
Pois é... não ficou.
Quarenta e seis anos desde a pole de um carro feito na Alemanha - no caso o Porsche, com Dan Gurney no GP da Alemanha de 1962 em Nürburgring (ótima informação "chupada" do Blog do Capelli), eis que a BMW coloca seu F1.08 na primeira posição no grid.
Obra e graça de Robert "Timmy" Kubica, o polonês de nome difícil e nariz tão grande quanto a vontade de acelerar.
Que o cara era bom, muita gente já sabia. Quando veio aqui correr como convidado numa prova de Fórmula Renault em Interlagos, enfiou mais de um segundo na turma. E olha que ele não conhecia o traçado paulistano. Venceu a corrida com sobras e deixou muita gente de queixo caído.
Kubica fez a trajetória certinha para chegar à Fórmula 1. Uma carreira repleta de vitórias no kart e na base. Caiu nas graças da BMW, pegou a vaga que ficou disponível com a saída do canadense Jacques Villeneuve em 2006, fez seu primeiro pódio no GP da Itália daquele ano e já em 2008 foi segundo na Malásia.
Ocioso dizer que o polaco também sobreviveu a um grande acidente, por ocasião do GP do Canadá. E que voltou tão "acelerado" quanto antes.
Pior para Nick Heidfeld, seu companheiro de equipe. Pior para os adversários, que achavam que a BMW não faria grande coisa após os testes de pré-temporada e vão se surpreendendo com as repetidas boas colocações dos dois pilotos.
Hoje, Kubica faz história. Afinal de contas, é a primeira vez que um piloto da antiga "Cortina de Ferro" sai na pole numa prova da Fórmula 1.
Palmas para o "Timmy"!
Analisando o grid, além da pole de Kubica, poucas surpresas. Só Massa, entre os brasileiros, passou para a Q3. McLarens e Ferraris ficam misturadas nas primeiras posições de segundo a quinto, com Heidfeld em sexto. A Williams se recuperou bem do fiasco da Malásia e a Toyota continua em boa fase. Alonso levou de novo o Renault para a Q3, mas não foi além de décimo.
Barrichello fez o que pôde com o Honda e larga em 12o., duas posições adiante de Nelson Ângelo Piquet, que vai evoluindo. Outro destaque do fim de semana é que Sébastien Bourdais desta vez não foi eliminado na Q1, façanha que coube ao seu quase-xará Vettel - que não se adaptou à pista.
Pois é... não ficou.
Quarenta e seis anos desde a pole de um carro feito na Alemanha - no caso o Porsche, com Dan Gurney no GP da Alemanha de 1962 em Nürburgring (ótima informação "chupada" do Blog do Capelli), eis que a BMW coloca seu F1.08 na primeira posição no grid.
Obra e graça de Robert "Timmy" Kubica, o polonês de nome difícil e nariz tão grande quanto a vontade de acelerar.
Que o cara era bom, muita gente já sabia. Quando veio aqui correr como convidado numa prova de Fórmula Renault em Interlagos, enfiou mais de um segundo na turma. E olha que ele não conhecia o traçado paulistano. Venceu a corrida com sobras e deixou muita gente de queixo caído.
Kubica fez a trajetória certinha para chegar à Fórmula 1. Uma carreira repleta de vitórias no kart e na base. Caiu nas graças da BMW, pegou a vaga que ficou disponível com a saída do canadense Jacques Villeneuve em 2006, fez seu primeiro pódio no GP da Itália daquele ano e já em 2008 foi segundo na Malásia.
Ocioso dizer que o polaco também sobreviveu a um grande acidente, por ocasião do GP do Canadá. E que voltou tão "acelerado" quanto antes.
Pior para Nick Heidfeld, seu companheiro de equipe. Pior para os adversários, que achavam que a BMW não faria grande coisa após os testes de pré-temporada e vão se surpreendendo com as repetidas boas colocações dos dois pilotos.
Hoje, Kubica faz história. Afinal de contas, é a primeira vez que um piloto da antiga "Cortina de Ferro" sai na pole numa prova da Fórmula 1.
Palmas para o "Timmy"!
Analisando o grid, além da pole de Kubica, poucas surpresas. Só Massa, entre os brasileiros, passou para a Q3. McLarens e Ferraris ficam misturadas nas primeiras posições de segundo a quinto, com Heidfeld em sexto. A Williams se recuperou bem do fiasco da Malásia e a Toyota continua em boa fase. Alonso levou de novo o Renault para a Q3, mas não foi além de décimo.
Barrichello fez o que pôde com o Honda e larga em 12o., duas posições adiante de Nelson Ângelo Piquet, que vai evoluindo. Outro destaque do fim de semana é que Sébastien Bourdais desta vez não foi eliminado na Q1, façanha que coube ao seu quase-xará Vettel - que não se adaptou à pista.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
ALMS: Audi faz a pole em St. Petersburg
Para surpresa geral, a Audi fez a pole position para o GP de St. Petersburg, segunda prova da temporada 2008 da American Le Mans Series. Marco Werner fez uma volta absolutamente fantástica - inclusive melhor que o tempo cravado pelo melhor carro da IRL nos dois treinos livres desta sexta. Ao lado do R10 TDi da Audi Sport North America, está o Porsche RS Spyder de Romain Dumas e Timo Bernhard, vencedores em Sebring junto com Manu Collard.
O Acura de Christian Fittipaldi larga em sexto na geral e quinto na LMP2. Jaime Melo Júnior sai em décimo-sétimo dividindo a Ferrari F430 da Risi Competizione com Mika Salo. A dupla ficou em segundo na divisão LMGT2. E Ruben Carrapatoso não marcou tempo de classificação: vai largar em último com o Porsche da Vici Racing.
Veja o grid:
1. Marco Werner, Germany; Lucas Luhr, Germany; Audi AG R10/TDI (P1), 1:02.825, 103.14
2. Timo Bernhard, Germany; Romain Dumas, France; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.578, 101.92
3. David Brabham, Australia; Scott Sharp, Jupiter, FL; Acura ARX-01B (P2), 1:03.707, 101.72
4. Sascha Maassen, Germany; Patrick Long, Oak Park, CA; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.737, 101.67
5. Butch Leitzinger, State College, PA; Marino Franchitti, Scotland; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.827, 101.52
6. Bryan Herta, Valencia, CA; Christian Fittipaldi, Miami, FL; Acura ARX-01B (P2), 1:03.962, 101.31
7. Chris Dyson, Pleasant Valley, NY; Guy Smith, England; Porsche RS Spyder (P2), 1:04.301, 100.78
8. Luis Diaz, Mexico; Adrian Fernandez, Mexico; Acura ARX-01B (P2), 1:04.541, 100.40
9. Frank Biela, Germany; Emanuele Pirro, Italy; Audi AG R10/TDI (P1), 1:04.577, 100.35
10. Jon Field, Dublin, OH; Clint Field, Dublin, OH; Richard Berry, Evergreen, CO; Lola B06/10 AER (P1), 1:05.274, 99.27
11. Ben Devlin, England; Gerardo Bonilla, Orlando, FL; Lola B07 46 Mazda (P2), 1:06.652, 97.22
12. Olivier Beretta, Monaco; Oliver Gavin, England; Corvette C6.R (GT1), 1:09.727, 92.93
13. Gunnar van der Steur, Chesapeake City, MD; Robbie Pecorari, Aston, PA; Radical SR9 AER (P2), 1:10.200, 92.31
14. Johnny O'Connell, Flowery Branch, GA; Jan Magnussen, Denmark; Corvette C6.R (GT1), 1:10.268, 92.22
15. Terry Borcheller, Vero Beach, FL; Chapman Ducote, Miami, FL; Aston Martin DBR9 (GT1), 1:11.532, 90.59
16. Jörg Bergmeister, Germany; Wolf Henzler, Germany; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:11.745, 90.32
17. Jaime Melo, Brazil; Mika Salo, Finland; Ferrari F430 GT (GT2), 1:11.863, 90.17
18. Dirk Werner, Germany; Marc Basseng, Germany; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:12.581, 89.28
19. Dominik Farnbacher, Germany; Dirk Mueller, Germany; Ferrari F430 GT (GT2), 1:12.752, 89.07
20. Johannes van Overbeek, San Francisco, CA; Patrick Pilet, France; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:13.030, 88.73
21. Darren Law, Phoenix, AZ; Seth Neiman, Burlingame, CA; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:13.190, 88.54
22. Harrison Brix, San Jose, CA; Patrick Friesacher, Austria; Ferrari F430 GT (GT2), 1:13.611, 88.03
23. Gunnar Jeannette, Palm Beach Gardens, FL; Johnny Mowlem, England; Ferrari F430 GT (GT2), 1:13.616, 88.02
24. Tom Milner, Leesburg, VA; Tom Sutherland, Los Gatos, CA; Panoz Esperante Ford (GT2), 1:14.577, 86.89
25. David Murry, Cumming, GA; Andrea Robertson, Ray, MI; Doran Ford GT-R (GT2), 1:15.124, 86.26
26. Lou Gigliotti, Dallas, TX; Doug Peterson, Bonita Springs, FL; Chevrolet Riley Corvette C6 (GT2), 1:15.201, 86.17
27. Joel Feinberg, Ft. Lauderdale, FL; Chris Hall, Daytona, FL; Dodge Viper Competition Coupe (GT2), 1:15.809, 85.48
28. Paul Drayson, London, UK; Jonny Cocker, UK; Aston Martin DBRS9 (GT2), 1:18.027, 83.05
29. Ruben Carrapatoso, Brazil; Craig Stanton, Long Beach, CA; Nathan Swartzbaugh, La Habra Heights, LA; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), No Time.
O Acura de Christian Fittipaldi larga em sexto na geral e quinto na LMP2. Jaime Melo Júnior sai em décimo-sétimo dividindo a Ferrari F430 da Risi Competizione com Mika Salo. A dupla ficou em segundo na divisão LMGT2. E Ruben Carrapatoso não marcou tempo de classificação: vai largar em último com o Porsche da Vici Racing.
Veja o grid:
1. Marco Werner, Germany; Lucas Luhr, Germany; Audi AG R10/TDI (P1), 1:02.825, 103.14
2. Timo Bernhard, Germany; Romain Dumas, France; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.578, 101.92
3. David Brabham, Australia; Scott Sharp, Jupiter, FL; Acura ARX-01B (P2), 1:03.707, 101.72
4. Sascha Maassen, Germany; Patrick Long, Oak Park, CA; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.737, 101.67
5. Butch Leitzinger, State College, PA; Marino Franchitti, Scotland; Porsche RS Spyder (P2), 1:03.827, 101.52
6. Bryan Herta, Valencia, CA; Christian Fittipaldi, Miami, FL; Acura ARX-01B (P2), 1:03.962, 101.31
7. Chris Dyson, Pleasant Valley, NY; Guy Smith, England; Porsche RS Spyder (P2), 1:04.301, 100.78
8. Luis Diaz, Mexico; Adrian Fernandez, Mexico; Acura ARX-01B (P2), 1:04.541, 100.40
9. Frank Biela, Germany; Emanuele Pirro, Italy; Audi AG R10/TDI (P1), 1:04.577, 100.35
10. Jon Field, Dublin, OH; Clint Field, Dublin, OH; Richard Berry, Evergreen, CO; Lola B06/10 AER (P1), 1:05.274, 99.27
11. Ben Devlin, England; Gerardo Bonilla, Orlando, FL; Lola B07 46 Mazda (P2), 1:06.652, 97.22
12. Olivier Beretta, Monaco; Oliver Gavin, England; Corvette C6.R (GT1), 1:09.727, 92.93
13. Gunnar van der Steur, Chesapeake City, MD; Robbie Pecorari, Aston, PA; Radical SR9 AER (P2), 1:10.200, 92.31
14. Johnny O'Connell, Flowery Branch, GA; Jan Magnussen, Denmark; Corvette C6.R (GT1), 1:10.268, 92.22
15. Terry Borcheller, Vero Beach, FL; Chapman Ducote, Miami, FL; Aston Martin DBR9 (GT1), 1:11.532, 90.59
16. Jörg Bergmeister, Germany; Wolf Henzler, Germany; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:11.745, 90.32
17. Jaime Melo, Brazil; Mika Salo, Finland; Ferrari F430 GT (GT2), 1:11.863, 90.17
18. Dirk Werner, Germany; Marc Basseng, Germany; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:12.581, 89.28
19. Dominik Farnbacher, Germany; Dirk Mueller, Germany; Ferrari F430 GT (GT2), 1:12.752, 89.07
20. Johannes van Overbeek, San Francisco, CA; Patrick Pilet, France; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:13.030, 88.73
21. Darren Law, Phoenix, AZ; Seth Neiman, Burlingame, CA; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), 1:13.190, 88.54
22. Harrison Brix, San Jose, CA; Patrick Friesacher, Austria; Ferrari F430 GT (GT2), 1:13.611, 88.03
23. Gunnar Jeannette, Palm Beach Gardens, FL; Johnny Mowlem, England; Ferrari F430 GT (GT2), 1:13.616, 88.02
24. Tom Milner, Leesburg, VA; Tom Sutherland, Los Gatos, CA; Panoz Esperante Ford (GT2), 1:14.577, 86.89
25. David Murry, Cumming, GA; Andrea Robertson, Ray, MI; Doran Ford GT-R (GT2), 1:15.124, 86.26
26. Lou Gigliotti, Dallas, TX; Doug Peterson, Bonita Springs, FL; Chevrolet Riley Corvette C6 (GT2), 1:15.201, 86.17
27. Joel Feinberg, Ft. Lauderdale, FL; Chris Hall, Daytona, FL; Dodge Viper Competition Coupe (GT2), 1:15.809, 85.48
28. Paul Drayson, London, UK; Jonny Cocker, UK; Aston Martin DBRS9 (GT2), 1:18.027, 83.05
29. Ruben Carrapatoso, Brazil; Craig Stanton, Long Beach, CA; Nathan Swartzbaugh, La Habra Heights, LA; Porsche 911 GT3 RSR (GT2), No Time.
Cazuza, 50 anos
Agenor Miranda de Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, faria 50 anos hoje se estivesse vivo.
Em sua memória, a família reza missa - convite extensivo aos fãs e feito por Lucinha e João Araújo, pais do cantor. Ezequiel Neves, o amigo do peito, convoca para um brinde no Baixo. E em 1o. de maio, na praia de Copacabana, o ápice da homenagem com um show que vai virar DVD. Muitos artistas que gravaram músicas dele e foram seus amigos lá estarão presentes.
Digam o que quiserem. Mas Cazuza foi um poeta visceral em todos os sentidos. Viveu dez anos a mil em vez de viver mil anos a dez, como na letra de "Décadence Avec Elegance", do Lobão. Não tinha limites na criatividade, na vida, nas amizades, no sexo. Embora muitos condenem sua postura como altamente promíscua, ele teve muita coragem de ir a público no Canal Livre da Band e admitir diante da então apresentadora, Marília Gabriela, que tinha AIDS, a doença que o levou a morrer em 1990, com 32 anos e uma obra repleta de músicas boas e atemporais.
Em homenagem a ele, lá vai o clip de uma das músicas dele que mais gosto - "Ideologia".
Em sua memória, a família reza missa - convite extensivo aos fãs e feito por Lucinha e João Araújo, pais do cantor. Ezequiel Neves, o amigo do peito, convoca para um brinde no Baixo. E em 1o. de maio, na praia de Copacabana, o ápice da homenagem com um show que vai virar DVD. Muitos artistas que gravaram músicas dele e foram seus amigos lá estarão presentes.
Digam o que quiserem. Mas Cazuza foi um poeta visceral em todos os sentidos. Viveu dez anos a mil em vez de viver mil anos a dez, como na letra de "Décadence Avec Elegance", do Lobão. Não tinha limites na criatividade, na vida, nas amizades, no sexo. Embora muitos condenem sua postura como altamente promíscua, ele teve muita coragem de ir a público no Canal Livre da Band e admitir diante da então apresentadora, Marília Gabriela, que tinha AIDS, a doença que o levou a morrer em 1990, com 32 anos e uma obra repleta de músicas boas e atemporais.
Em homenagem a ele, lá vai o clip de uma das músicas dele que mais gosto - "Ideologia".
Lá vem m****
Num rápido e divertidíssimo bate-papo hoje pela manhã, eu e Lito Cavalcanti chegamos à seguinte conclusão: já era para Max Mosley. "É bem capaz que ele se suicide", disse o meu companheiro de Sportv.
Não duvido. Ainda mais depois do que o News Of The World promete publicar domingo.
É... os boatos dão conta de que existe "Mosley - o bamba da orgia", parte 2.
Cá pra nós, o mandato dele à frente da Federação Internacional do Automóvel (e não só do automobilismo) subiu no telhado.
Tem gente vibrando por debaixo dos panos... e como tem!
Não duvido. Ainda mais depois do que o News Of The World promete publicar domingo.
É... os boatos dão conta de que existe "Mosley - o bamba da orgia", parte 2.
Cá pra nós, o mandato dele à frente da Federação Internacional do Automóvel (e não só do automobilismo) subiu no telhado.
Tem gente vibrando por debaixo dos panos... e como tem!
Os agitos da Flórida
Manhã cheia em St. Petersburg, com treinos livres da IRL, Indy Lights e American Le Mans Series no circuito de rua montado na cidade da Flórida.
Na IRL, a Newman-Haas, antiga equipe da ChampCar, deu o ar da graça: pôs seus dois carros entre os seis melhores e Justin Wilson foi o mais veloz do treino, com 1'03"521, contra 1'03"759 do segundo colocado, o brasileiro Vítor Meira. Graham Rahal ficou em quinto, atrás de Tony Kanaan e Hélio Castroneves. O vencedor em Homestead, Scott Dixon, foi o sexto.
Bruno Junqueira, que já conhecia a pista pois correu lá há cinco anos atrás, terminou na décima posição. Enrique Bernoldi e Mário Moraes, que desconheciam completamente o traçado, não deram vexame: ficaram em 18º e 23º, respectivamente.
Raphael Matos, pole position da Indy Lights em Homestead, começou muito bem os ensaios livres da categoria em St. Petersbourg. Foi o melhor, virando em 1'07"873, superando o sobrinho de Eddie Cheever, Richard Antinucci, além do experiente Jeff Simmons. Dillon Battistini, o surpreendente vencedor da prova inaugural de 2008, foi apenas o oitavo. Bia Figueiredo não teve bom começo: a brasileira ficou em 21º entre 23 pilotos.
E na American Le Mans Series, a Audi começa levando pau dos LMP2, que são mais leves, menos potentes e de melhor condução em pistas de rua e de curta extensão. Por isso, não foi surpresa ver o Porsche de Timo Bernhard / Romain Dumas com o melhor tempo da primeira sessão, virando 1'03"819 - incríveis 1"262 na frente do Acura de Scott Sharp / David Brabham. Um segundo carro da marca japonesa veio a seguir, com Luis Diaz / Adrián Fernandez e só aí veio o melhor Audi, com Lucas Luhr / Marco Werner. Christian Fittipaldi / Bryan Herta fizeram o 5º tempo com o Acura da Andretti-Green.
O Corvette de Olivier Beretta / Oliver Gavin foi o melhor entre os três únicos inscritos na LMGT1 e Jaime Melo Jr. / Mika Salo marcaram o primeiro lugar na divisão LMGT2, se colocando entre os dois "trovões" de Detroit. O Porsche da Vici Racing, onde estréia Ruben Carrapatoso, na companhia de Craig Stanton e Nathan Swartzbaugh ficou em 24º na geral e décimo na categoria, na frente de um Corvette, um Doran Ford, um Viper e um Aston Martin.
Na IRL, a Newman-Haas, antiga equipe da ChampCar, deu o ar da graça: pôs seus dois carros entre os seis melhores e Justin Wilson foi o mais veloz do treino, com 1'03"521, contra 1'03"759 do segundo colocado, o brasileiro Vítor Meira. Graham Rahal ficou em quinto, atrás de Tony Kanaan e Hélio Castroneves. O vencedor em Homestead, Scott Dixon, foi o sexto.
Bruno Junqueira, que já conhecia a pista pois correu lá há cinco anos atrás, terminou na décima posição. Enrique Bernoldi e Mário Moraes, que desconheciam completamente o traçado, não deram vexame: ficaram em 18º e 23º, respectivamente.
Raphael Matos, pole position da Indy Lights em Homestead, começou muito bem os ensaios livres da categoria em St. Petersbourg. Foi o melhor, virando em 1'07"873, superando o sobrinho de Eddie Cheever, Richard Antinucci, além do experiente Jeff Simmons. Dillon Battistini, o surpreendente vencedor da prova inaugural de 2008, foi apenas o oitavo. Bia Figueiredo não teve bom começo: a brasileira ficou em 21º entre 23 pilotos.
E na American Le Mans Series, a Audi começa levando pau dos LMP2, que são mais leves, menos potentes e de melhor condução em pistas de rua e de curta extensão. Por isso, não foi surpresa ver o Porsche de Timo Bernhard / Romain Dumas com o melhor tempo da primeira sessão, virando 1'03"819 - incríveis 1"262 na frente do Acura de Scott Sharp / David Brabham. Um segundo carro da marca japonesa veio a seguir, com Luis Diaz / Adrián Fernandez e só aí veio o melhor Audi, com Lucas Luhr / Marco Werner. Christian Fittipaldi / Bryan Herta fizeram o 5º tempo com o Acura da Andretti-Green.
O Corvette de Olivier Beretta / Oliver Gavin foi o melhor entre os três únicos inscritos na LMGT1 e Jaime Melo Jr. / Mika Salo marcaram o primeiro lugar na divisão LMGT2, se colocando entre os dois "trovões" de Detroit. O Porsche da Vici Racing, onde estréia Ruben Carrapatoso, na companhia de Craig Stanton e Nathan Swartzbaugh ficou em 24º na geral e décimo na categoria, na frente de um Corvette, um Doran Ford, um Viper e um Aston Martin.
LMS - treino livre 2: os Leões rugem na Catalunha
A Peugeot fecha o primeiro dia de treinos da LMS em Barcelona derrotando a rival Audi com dobradinha na segunda sessão livre da tarde de sexta. Os campeões da LMP1 Stéphane Sarrazin e Pedro Lamy foram de novo os mais rápidos, marcando 1'33"352 contra 1'33"414 dos companheiros de equipe Nicolas Minassian e Marc Gené.
A Audi fez 3º e 4º tempos na geral, com o R10 de Prémat e Rockenfeller nada menos que sete décimos mais veloz que o carro de McNish / Capello. O Courage Oreca Judd de Panis / Lapierre ficou na 5ª posição e o melhor Pescarolo - ao contrário do que se imaginava - não foi o de Collard / Boullion, mas sim o de Primat / Tinseau, com o sexto tempo.
Na classe LMP2, o melhor carro foi o Zytek 07S/2 de Juan Barazi e Michael Vergers, que conseguiram o 8º tempo geral - 1'36"367. O Porsche da Essex mostrou constância e foi segundo na divisão, com o carro gêmeo da Van Merksteijn Motorsport vindo a seguir. Thomas Erdos e seu parceiro Mike Newton ficaram em quarto no grupo, 15º na classificação geral.
O melhor LMGT1 do segundo treino livre foi o Aston Martin do Team Modena, que não treinou na primeira sessão. Antonio Garcia e Tomas Enge completaram o dia em 29º na geral, com o tempo de 1'46"172. O Lambo da IPB Spartak foi o segundo melhor da categoria e a terceira posição foi ocupada pelo Corvette de Alphand / Moreau / Goueslard.
E de novo na LMGT2, deu Ferrari. Deu Virgo, com Rob Bell e Gianmaria Bruni marcando 1'48"922, deixando a mais de meio segundo o Porsche de Alex Davison e Marc Lieb, da escuderia
Felbermayr-Proton.
O destaque positivo da sessão foi o bom andamento do protótipo Epsilon Euskadi Judd EE01, 14º na geral com Angel Burgueno e Miguel Angel de Castro. Já o protótipo WR Salini, alijado da primeira sessão com problemas de motor e câmbio, foi para a pista, mas não foi além da última posição geral. Outros destaques negativos foram o Pescarolo de Nicolet / Faggionato / Hein, o Lavaggi LS1 e os Spyker Laviolette, que praticamente não andaram direito.
A Audi fez 3º e 4º tempos na geral, com o R10 de Prémat e Rockenfeller nada menos que sete décimos mais veloz que o carro de McNish / Capello. O Courage Oreca Judd de Panis / Lapierre ficou na 5ª posição e o melhor Pescarolo - ao contrário do que se imaginava - não foi o de Collard / Boullion, mas sim o de Primat / Tinseau, com o sexto tempo.
Na classe LMP2, o melhor carro foi o Zytek 07S/2 de Juan Barazi e Michael Vergers, que conseguiram o 8º tempo geral - 1'36"367. O Porsche da Essex mostrou constância e foi segundo na divisão, com o carro gêmeo da Van Merksteijn Motorsport vindo a seguir. Thomas Erdos e seu parceiro Mike Newton ficaram em quarto no grupo, 15º na classificação geral.
O melhor LMGT1 do segundo treino livre foi o Aston Martin do Team Modena, que não treinou na primeira sessão. Antonio Garcia e Tomas Enge completaram o dia em 29º na geral, com o tempo de 1'46"172. O Lambo da IPB Spartak foi o segundo melhor da categoria e a terceira posição foi ocupada pelo Corvette de Alphand / Moreau / Goueslard.
E de novo na LMGT2, deu Ferrari. Deu Virgo, com Rob Bell e Gianmaria Bruni marcando 1'48"922, deixando a mais de meio segundo o Porsche de Alex Davison e Marc Lieb, da escuderia
Felbermayr-Proton.
O destaque positivo da sessão foi o bom andamento do protótipo Epsilon Euskadi Judd EE01, 14º na geral com Angel Burgueno e Miguel Angel de Castro. Já o protótipo WR Salini, alijado da primeira sessão com problemas de motor e câmbio, foi para a pista, mas não foi além da última posição geral. Outros destaques negativos foram o Pescarolo de Nicolet / Faggionato / Hein, o Lavaggi LS1 e os Spyker Laviolette, que praticamente não andaram direito.
Em casa
Tal como Istambul Park e Interlagos, Sakhir é uma daquelas pistas onde Felipe Massa mais se sente em casa. O desempenho do brasileiro nos dois treinos livres desta sexta o credenciam como o grande favorito a mais uma pole position em 2008. Ele deu uma tremenda "cravada" no campeão Kimi Räikkönen na segunda sessão cronometrada na sexta, por inacreditáveis 907 milésimos de segundo.
Mas aí pode entrar um outro fator: o finlandês pode ter optado por dar o máximo de voltas possível com o carro pesado, já testando configurações de corrida e o brasileiro buscou uma volta-canhão para sentir como a F2008 se comportaria em ritmo de classificação.
Certo é que, ao contrário do que eu imaginava - me baseando no que aconteceu no início do ano - a Ferrari ficou na frente da McLaren, que teve Kövalainen adiante de Hamilton no segundo treino, porque o inglês deu uma tremenda porrada com o MP4/23 numa barreira de pneus.
A Williams se recuperou do ocaso na corrida malaia e tanto Nico Rosberg quanto Kazuki Nakajima foram tão rápidos quanto consistentes. A BMW foi bem com Kubica e mal com Heidfeld, o mesmo aconteceu com a STR onde Bourdais foi a surpresa positiva e Vettel, a negativa.
Falando em surpresas, nada melhor do que ver Nelson Ângelo Piquet andando bem com a Renault, numa pista que não conhecia. Ele foi meio segundo melhor que Fernando Alonso na segunda sessão e terminou o dia com um auspicioso 10º lugar. Melhor, impossível.
Na Honda, Barrichello até que não ficou tão distante de Button nos cronômetros. Mas nas posições sim: enquanto o britânico foi 11º, Rubens ficou cinco posições abaixo.
Confira os resultados. Pela ordem, a tela de tempos do primeiro treino e a do segundo.

LMS - Treino livre 1: Audi é sanduíche de Peugeot
Começou oficialmente nesta sexta a temporada 2008 da Le Mans Series. O primeiro treino livre já aconteceu em Barcelona e o duelo Peugeot-Audi, tão aguardado para esse ano e que começou em Sebring na ALMS, continua na Catalunha.
Na primeira sessão do dia, o Peugeot #8 de Pedro Lamy e Stéphane Sarrazin ficou com a melhor marca em 1'33"250. O Audi #1 de Rinaldo Capello e Allan McNish ficou a exatos 0"429 do carro francês e como um recheio de sanduíche entre os dois 908 HDi FAP, visto que o protótipo de Minassian / Gené veio com a terceira posição geral.
Como era de se esperar, os LMP2 andaram forte e o Porsche da Van Merksteijn Motorsport, com Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn foi o destaque da manhã. O RS Spyder ficou com a 4a. posição geral e o ótimo tempo de 1'34"008 - 2s4 mais rápido que o Lola AER da equipe portuguesa Quifel ASM. O Porsche da Essex foi o terceiro do grupo.
Na LMGT1, o Lamborghini da IPS Spartak ficou em primeiro (1'46"000) deixando o Saleen da Larbre e o Corvette #72 da Luc Alphand Aventures nas posições subseqüentes. E na classe LMGT2, o melhor tempo até aqui é da Ferrari F430 da atual campeã da divisão, a Virgo Motorsport, deixando os Porsches da IMSA Performance e Felbermayr-Proton bem mais pra trás.
Mais tarde, os tempos completos e o resultado do segundo treino livre.
Na primeira sessão do dia, o Peugeot #8 de Pedro Lamy e Stéphane Sarrazin ficou com a melhor marca em 1'33"250. O Audi #1 de Rinaldo Capello e Allan McNish ficou a exatos 0"429 do carro francês e como um recheio de sanduíche entre os dois 908 HDi FAP, visto que o protótipo de Minassian / Gené veio com a terceira posição geral.
Como era de se esperar, os LMP2 andaram forte e o Porsche da Van Merksteijn Motorsport, com Jos Verstappen / Peter Van Merksteijn foi o destaque da manhã. O RS Spyder ficou com a 4a. posição geral e o ótimo tempo de 1'34"008 - 2s4 mais rápido que o Lola AER da equipe portuguesa Quifel ASM. O Porsche da Essex foi o terceiro do grupo.
Na LMGT1, o Lamborghini da IPS Spartak ficou em primeiro (1'46"000) deixando o Saleen da Larbre e o Corvette #72 da Luc Alphand Aventures nas posições subseqüentes. E na classe LMGT2, o melhor tempo até aqui é da Ferrari F430 da atual campeã da divisão, a Virgo Motorsport, deixando os Porsches da IMSA Performance e Felbermayr-Proton bem mais pra trás.
Mais tarde, os tempos completos e o resultado do segundo treino livre.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Super Racing Day
Batido o martelo: a partir do próximo dia 20, a GT3 terá como acompanhante em seus eventos duas categorias - a Copa Clio e também a Fórmula 3 Sul-Americana, cuja promoção deixou de ser obrigação da Vicar de Carlos Col.
A F-3 de Sul-Americana, mesmo, não tem nada ou quase nada. Não existem mais pilotos ou equipes de outros países que não o Brasil. Só os motores vêm da Argentina, os Berta 2,3 litros de 270 HP. E o calendário anteriormente divulgado, que contemplava uma prova em Córdoba, claro, foi para o vinagre com a associação feita entre o certame de monopostos e a SRO Latin America.
A categoria vai seguir graças ao esforço de gente como Amir Nasr, Dárcio dos Santos, Augusto "Formigão" Cesário, Luiz "Dragão" Trinci, Luiz Razia, Eduardo Bassani e Alex Castilho. Apesar da defasagem dos chassis e do motor não pertencer ao regulamento FIA para a F-3, a categoria segue como um esteio importante para o desenvolvimento de jovens pilotos. Mesmo que a média de inscritos não passe de 17 por prova.
O calendário do Super Racing Day com GT3 Brasil, Copa Clio e Fórmula 3 Sudam é este:
20 de abril - Curitiba
11 de maio - Interlagos
15 de junho - Brasília
13 de julho - São Paulo
10 de agosto - Caruaru ou Fortaleza *
7 de setembro - Rio de Janeiro
12 de outubro - Santa Cruz do Sul
16 de novembro - Curitiba
16 de novembro - Piriápolis (Uruguai) *
30 de novembro - Interlagos
Em * as provas que serão apenas da Fórmula 3, que terá sempre rodadas duplas, assim como a GT3. A Copa Clio só terá rodada dupla em 16 e 30 de novembro.
A F-3 de Sul-Americana, mesmo, não tem nada ou quase nada. Não existem mais pilotos ou equipes de outros países que não o Brasil. Só os motores vêm da Argentina, os Berta 2,3 litros de 270 HP. E o calendário anteriormente divulgado, que contemplava uma prova em Córdoba, claro, foi para o vinagre com a associação feita entre o certame de monopostos e a SRO Latin America.
A categoria vai seguir graças ao esforço de gente como Amir Nasr, Dárcio dos Santos, Augusto "Formigão" Cesário, Luiz "Dragão" Trinci, Luiz Razia, Eduardo Bassani e Alex Castilho. Apesar da defasagem dos chassis e do motor não pertencer ao regulamento FIA para a F-3, a categoria segue como um esteio importante para o desenvolvimento de jovens pilotos. Mesmo que a média de inscritos não passe de 17 por prova.
O calendário do Super Racing Day com GT3 Brasil, Copa Clio e Fórmula 3 Sudam é este:
20 de abril - Curitiba
11 de maio - Interlagos
15 de junho - Brasília
13 de julho - São Paulo
10 de agosto - Caruaru ou Fortaleza *
7 de setembro - Rio de Janeiro
12 de outubro - Santa Cruz do Sul
16 de novembro - Curitiba
16 de novembro - Piriápolis (Uruguai) *
30 de novembro - Interlagos
Em * as provas que serão apenas da Fórmula 3, que terá sempre rodadas duplas, assim como a GT3. A Copa Clio só terá rodada dupla em 16 e 30 de novembro.
A odisséia de Carrapatoso
Campeão mundial de kart derrotando ninguém menos que Fernando Alonso, o brasileiro Ruben Carrapatoso nunca teve equipamento à altura do seu imenso potencial em qualquer uma das categorias que disputou, seja monopostos ou turismo.
Ano passado, não por culpa sua, mas do excesso de carros na Stock Car, o promissor piloto foi completamente obscurecido na principal categoria do país. Largou em pouquíssimas corridas, se não me engano não marcou nenhum ponto e a equipe para a qual guiou, de Fernando Parra, foi "rebaixada" para a Stock Light - futura Copa Vicar.
Após aparecer nos treinos coletivos da semana passada, Carrapatoso conseguiu algo a princípio impossível: voltar ao automobilismo internacional.
Para minha surpresa, o nome dele desponta na lista de inscritos para a 2ª prova da American Le Mans Series no próximo sábado em St. Petersburg. Ele está como um dos pilotos do Porsche #5 da Vici Racing, que corre com pneus coreanos Kumho e estreou em Sebring com Üwe Alzen (que está no Bahrein para a prova da Speedcar), Craig Stanton e Nathan Swartzbaugh.
É mais um piloto para torcermos no sábado. Toda sorte do mundo pro Carrapatoso. Porque vai precisar, mesmo.
Ano passado, não por culpa sua, mas do excesso de carros na Stock Car, o promissor piloto foi completamente obscurecido na principal categoria do país. Largou em pouquíssimas corridas, se não me engano não marcou nenhum ponto e a equipe para a qual guiou, de Fernando Parra, foi "rebaixada" para a Stock Light - futura Copa Vicar.
Após aparecer nos treinos coletivos da semana passada, Carrapatoso conseguiu algo a princípio impossível: voltar ao automobilismo internacional.
Para minha surpresa, o nome dele desponta na lista de inscritos para a 2ª prova da American Le Mans Series no próximo sábado em St. Petersburg. Ele está como um dos pilotos do Porsche #5 da Vici Racing, que corre com pneus coreanos Kumho e estreou em Sebring com Üwe Alzen (que está no Bahrein para a prova da Speedcar), Craig Stanton e Nathan Swartzbaugh.
É mais um piloto para torcermos no sábado. Toda sorte do mundo pro Carrapatoso. Porque vai precisar, mesmo.
Palpitaços
E vamos aos palpites humildes deste blogueiro para o agitadíssimo fim de semana de esporte a motor:
Fórmula 1 - GP do Bahrein
Ferrari tem duas vitórias no circuito e a Renault, que não está tão forte assim, as outras duas. Logo, a Ferrari é teoricamente favorita. Mas o jogo inverteu em relação ao ano passado, pois a marca italiana não andou bem na Malásia em 2007 e nesse ano deu Ferrari, com Räikkönen.
Sinceramente? Lewis Hamilton crava a pole e vence no domingo.
GP2 Asia - rodada dupla do Bahrein
Cravar um palpite aqui é imprevisível. O favorito é o líder do campeonato Romain Grosjean, mas Luca Filippi, Vitaly Petrov e Bruno Senna, por conhecerem a pista, têm chances. Vamos ver que bicho isso vai dar.
IndyCar Series - GP de St. Petersbourg
Com novo formato de classificação, a nova Fórmula Indy faz sua segunda prova no ano. As chances dos brasileiros aumentam e, no meu entender, os pilotos "especialistas" em mistos são grandes favoritos. Helinho Castroneves faz a pole e Tony Kanaan vence na Flórida.
Indy Lights - St. Petersbourg
O veterano Jeff Simmons reaparece e é um nome forte para complicar as coisas pro lado do brasileiro Rapha Matos. Mas eu cravo pole e vitória assim mesmo para o piloto da Andretti-Green.
American Le Mans Series - St. Petersbourg
Audi faz a pole e salvo qualquer surpresa, pois é uma prova curta e em pista de rua, a Porsche vence de novo na classificação geral.
Le Mans Series - Barcelona
Aqui a Audi não deve ter sustos. Talvez perca a pole para a Peugeot, com Nicolas Minassian, mas a maior competitividade do R10 deve levar um de seus carros à vitória. Nas demais categorias, aposto em Porsche na LMP2, Corvette na LMGT1 e Porsche também, na LMGT2.
WTCC - Puebla
Duas baterias e grid invertido da primeira pra segunda corrida tornam imprevisível qualquer palpite. A SEAT tem o favoritismo inicial pois o modelo TDi terá menos dificuldades com o ar rarefeito do México. Difícil saber quem vencerá.
Fórmula 1 - GP do Bahrein
Ferrari tem duas vitórias no circuito e a Renault, que não está tão forte assim, as outras duas. Logo, a Ferrari é teoricamente favorita. Mas o jogo inverteu em relação ao ano passado, pois a marca italiana não andou bem na Malásia em 2007 e nesse ano deu Ferrari, com Räikkönen.
Sinceramente? Lewis Hamilton crava a pole e vence no domingo.
GP2 Asia - rodada dupla do Bahrein
Cravar um palpite aqui é imprevisível. O favorito é o líder do campeonato Romain Grosjean, mas Luca Filippi, Vitaly Petrov e Bruno Senna, por conhecerem a pista, têm chances. Vamos ver que bicho isso vai dar.
IndyCar Series - GP de St. Petersbourg
Com novo formato de classificação, a nova Fórmula Indy faz sua segunda prova no ano. As chances dos brasileiros aumentam e, no meu entender, os pilotos "especialistas" em mistos são grandes favoritos. Helinho Castroneves faz a pole e Tony Kanaan vence na Flórida.
Indy Lights - St. Petersbourg
O veterano Jeff Simmons reaparece e é um nome forte para complicar as coisas pro lado do brasileiro Rapha Matos. Mas eu cravo pole e vitória assim mesmo para o piloto da Andretti-Green.
American Le Mans Series - St. Petersbourg
Audi faz a pole e salvo qualquer surpresa, pois é uma prova curta e em pista de rua, a Porsche vence de novo na classificação geral.
Le Mans Series - Barcelona
Aqui a Audi não deve ter sustos. Talvez perca a pole para a Peugeot, com Nicolas Minassian, mas a maior competitividade do R10 deve levar um de seus carros à vitória. Nas demais categorias, aposto em Porsche na LMP2, Corvette na LMGT1 e Porsche também, na LMGT2.
WTCC - Puebla
Duas baterias e grid invertido da primeira pra segunda corrida tornam imprevisível qualquer palpite. A SEAT tem o favoritismo inicial pois o modelo TDi terá menos dificuldades com o ar rarefeito do México. Difícil saber quem vencerá.
Sem meias-palavras
Não vou me alongar muito nesta postagem.
Quem está acompanhando a Taça Libertadores já sabe de antemão que um clube brasileiro está classificado com larga antecedência para a fase de oitavas-de-final - que é quando a competição vai começar pra valer mesmo.
O mesmo clube que, em dezembro, foi apontado como integrante do "Grupo da Morte", já que seus três adversários supostamente eram perigosos.
Muito bem: em quatro partidas, fez o que tinha de fazer. Dez pontos somados, três vitórias, um empate. Dez gols pró, um contra.
E A MELHOR CAMPANHA ATÉ AQUI DA FASE DE GRUPOS DA LIBERTADORES.
Algo mais a dizer?
Ah sim... os outros, que corram atrás.
Saudações tricolores.
Quem está acompanhando a Taça Libertadores já sabe de antemão que um clube brasileiro está classificado com larga antecedência para a fase de oitavas-de-final - que é quando a competição vai começar pra valer mesmo.
O mesmo clube que, em dezembro, foi apontado como integrante do "Grupo da Morte", já que seus três adversários supostamente eram perigosos.
Muito bem: em quatro partidas, fez o que tinha de fazer. Dez pontos somados, três vitórias, um empate. Dez gols pró, um contra.
E A MELHOR CAMPANHA ATÉ AQUI DA FASE DE GRUPOS DA LIBERTADORES.
Algo mais a dizer?
Ah sim... os outros, que corram atrás.
Saudações tricolores.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
2010: o ano em que faremos contato
O ano de 2010 marca a volta dos protótipos de Endurance ao formato dos anos 80, de carroceria fechada, praticamente sepultando os barquettes que ainda perduram por regulamento. Daqui a dois anos, todos os construtores - pelo menos na LMP1 - terão que obrigatoriamente construir carros do tipo coupé.
Isto posto, o amigo Fernando, que já participou ativamente na comunidade 24 Horas de Le Mans do Orkut, da qual sou dono, me disse em bate-papo via Messenger que há um estudo para o novo protótipo da Audi, que seria batizado de R15 TDi, mantendo claro a mecânica turbodiesel.
E se for verdade que o novo carro da marca de Ingolstadt aparecer com esse vizoo na Le Mans Series, na American Le Mans Series e nas 24 Horas de Le Mans, pior para a concorrência...
Isto posto, o amigo Fernando, que já participou ativamente na comunidade 24 Horas de Le Mans do Orkut, da qual sou dono, me disse em bate-papo via Messenger que há um estudo para o novo protótipo da Audi, que seria batizado de R15 TDi, mantendo claro a mecânica turbodiesel.
E se for verdade que o novo carro da marca de Ingolstadt aparecer com esse vizoo na Le Mans Series, na American Le Mans Series e nas 24 Horas de Le Mans, pior para a concorrência...
Arte sobre rodas
O post sobre o Oreca-Courage multicolorido rendeu dividendos a este blog. Alguns elogiam, outros simplesmente detestam ou ironizam a pintura do protótipo francês.




Certo é que carros de corrida já renderam belíssimos layouts concebidos por artistas de grandíssima estirpe, como provado na série de Art Cars da BMW.
O primeiro e mais inspirador da série é o modelo BMW 3.0 CSL que disputou em 1975 as 24 Horas de Le Mans. Um ano antes de falecer em Nova York, o artista plástico Alexander Calder concebeu uma pintura para o francês Hervé Poulain, seu amigo pessoal, alinhar na clássica prova francesa ao lado do compatriota Jean Guichet e do estadunidense Sam Posey. Pena que esta obra de arte sobre rodas teve que abandonar na 9ª hora de corrida, com a transmissão quebrada.

Frank Stella, nascido nos EUA, também fez o seu trabalho de pintura diferenciada num BMW idêntico ao alinhado por Hervé Poulain, para a edição de 1976. Tripulado por Peter Gregg e Brian Redman, largou em oitavo mas foi à nocaute em 23 voltas apenas, graças ao alto consumo de óleo do carro alemão.

O terceiro Art Car da BMW foi mais um 3.0 CSL, desta vez pintado por Roy Lichtenstein para a prova de 1977. Outra vez Hervé Poulain estava ao volante, agora com Marcel Mignot como companheiro de equipe. E o resultado da dupla foi muito bom: 9º lugar na classificação geral e segundo na classe IMSA.

Para fechar com chave de ouro a série, o carro pintado por Andy Warhol: a BMW M1 para Le Mans 1979 - pra variar, com Poulalin e Mignot, acompanhados de um piloto da casa bávara, Manfred Winkelhock. Sob chuva, o trio conquistou um ótimo sexto lugar na classificação geral, na prova que marcou a maior zebra em Le Mans até a vitória da Mazda em 1991.

Na ocasião, ganhou o Porsche 935 K3 Grupo 5 da Kremer, com os irmãos Bill e Don Whittington (mais tarde presos por tráfico de entorpecentes) e o alemão Klaus Ludwig.
Uns chamuscados, outros...
Camarada Alexander Grünwald, em seu blog, explana uma observação bastante interessante sobre a cartolagem da Fórmula 1 no último mês de março, colocando Ron Dennis, Jean Todt, o falecido Jean-Marie Balestre e Max "pede pra sair" Mosley na berlinda.
E eu concordo: dos quatro, quem menos ficou no prejuízo foi o "Napoleão" da Ferrari.
Afinal, mesmo com um cargo tido como decorativo, que é o de representante da escuderia no Conselho Mundial da FIA, ele continua com prestígio.
Ron Dennis perdeu o seu, duplamente: para a cúpula da Mercedes-Benz, acionista majoritária da McLaren e na vida pessoal, vide o divórcio da estadunidense Lisa.
Jean-Marie Balestre, que entre os devotados e exaltados fãs de Senna não tinha nenhum prestígio foi, segundo muitos, sentar no colo do Capeta.
E Max Mosley quis ser o bamba da orgia. Mal sabia ele que tudo fora filmado e seu mandato à frente da FIA corre sério risco.
Tem mais: já se fala em Jean Todt e também em Peter Sauber como supostos candidatos a suceder Mosley.
Que a FIA precisa de gente do ramo, que entenda de automobilismo, não há dúvidas. Até porque eu, você e todos os que gostam do esporte estamos enojados com a falta de competitividade da Fórmula 1 e seus regulamentos cada dia mais estapafúrdios.
E eu concordo: dos quatro, quem menos ficou no prejuízo foi o "Napoleão" da Ferrari.
Afinal, mesmo com um cargo tido como decorativo, que é o de representante da escuderia no Conselho Mundial da FIA, ele continua com prestígio.
Ron Dennis perdeu o seu, duplamente: para a cúpula da Mercedes-Benz, acionista majoritária da McLaren e na vida pessoal, vide o divórcio da estadunidense Lisa.
Jean-Marie Balestre, que entre os devotados e exaltados fãs de Senna não tinha nenhum prestígio foi, segundo muitos, sentar no colo do Capeta.
E Max Mosley quis ser o bamba da orgia. Mal sabia ele que tudo fora filmado e seu mandato à frente da FIA corre sério risco.
Tem mais: já se fala em Jean Todt e também em Peter Sauber como supostos candidatos a suceder Mosley.
Que a FIA precisa de gente do ramo, que entenda de automobilismo, não há dúvidas. Até porque eu, você e todos os que gostam do esporte estamos enojados com a falta de competitividade da Fórmula 1 e seus regulamentos cada dia mais estapafúrdios.
Clip da semana - "Rock 'N' Roll"
Dizem que ele é mal-humorado e trata mal os jornalistas. Não, não me refiro a Nelson Piquet e sim a Lou Reed, engrenagem do Velvet Underground nos anos 60 e que fez alguns bons trabalhos em carreira-solo nos anos que se seguiram.
Discreto e de poucas palavras no palco, quando empunha a guitarra e toma a frente do microfone, sai da frente que vem coisa boa. O disco Lou Reed In Concert, que certa feita comprei - e barato - na extinta loja Gramophone e lançado pelo selo Camden / RCA é um achado. Trata-se de apresentações dele em Verona e Roma, na Itália, nos idos de 1983.
Além das músicas da fase solo, ele faz um afago nos fãs tocando antigos hits do Velvet, como "White Light / White Heat", a sombria "Heroin" e esta aqui do vídeo abaixo, que não é grande coisa (tenho que "desenhar" que me refiro ao vídeo) mas vale como registro.
É "Rock 'N' Roll" e Lou Reed na época tinha como banda de apoio Robert Quine (guitarra), Fernando Saunders (baixo) e Fred Maher (bateria).
Discreto e de poucas palavras no palco, quando empunha a guitarra e toma a frente do microfone, sai da frente que vem coisa boa. O disco Lou Reed In Concert, que certa feita comprei - e barato - na extinta loja Gramophone e lançado pelo selo Camden / RCA é um achado. Trata-se de apresentações dele em Verona e Roma, na Itália, nos idos de 1983.
Além das músicas da fase solo, ele faz um afago nos fãs tocando antigos hits do Velvet, como "White Light / White Heat", a sombria "Heroin" e esta aqui do vídeo abaixo, que não é grande coisa (tenho que "desenhar" que me refiro ao vídeo) mas vale como registro.
É "Rock 'N' Roll" e Lou Reed na época tinha como banda de apoio Robert Quine (guitarra), Fernando Saunders (baixo) e Fred Maher (bateria).
Discos que já ouvi antes de morrer (IX) - Os Mutantes / 1968

"Eles são o som".
Esta era a frase que acompanhava o pôster de divulgação do primeiro disco de um grupo que fez história no Brasil dos anos 60, em meio a um turbilhão de cenas e fatos, do ocaso da Bossa Nova, do surgimento da Tropicália, das canções de protesto, do engajamento político e, lamentável e infelizmente, de uma ditadura boçal e truculenta, acompanhada de cassações, torturas e os inomináveis "Atos Institucionais".
Em meio ao fogo cruzado da direita e da esquerda, dois rapazes da Pompéia, bairro operário de São Paulo, e uma menina alta, espevitada, criada com rigor pelo pai linha-dura e pela mãe religiosa, começaram tímidos na música. Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee mal tinham saído da adolescência e já faziam shows junto com Raphael Vilardi, Mogguy e Pastura. Chegaram a gravar um compacto com o nome de O'Seis e as músicas "Suicida" e "Apocalipse", mas não deu certo.
O jogo virou quando o sexteto virou trio e o grupo, já batizado de Os Mutantes por sugestão de Ronnie Von, passou a tocar no programa do "Pequeno Príncipe", aos sábados, na TV Record. Na época, eles não tinham material próprio e se divertiam tocando Mozart (a "Marcha Turca" era uma das favoritas), Beatles e Peter, Paul & Mary.
Terminada a fase da Record, começaram a fazer apresentações no "Quadrado e Redondo", da Bandeirantes. E foi aí que Manoel Barembein, jovem produtor musical da Philips, os conheceu e propôs um contrato. Eles foram também requisitados para as gravações de "Bom Dia" e "Domingo no Parque", composições de Gilberto Gil classificadas para o Festival da Record de 1967.
Com liberdade total de criação, os meninos tinham à sua disposição músicas feitas pelos tropicalistas especialmente para eles - além do auxílio luxuoso do "Professor Pardal" Cláudio César, o irmão mais velho de Serginho e Arnaldo, responsável direto pelos efeitos e distorções de guitarra e baixo. Afinal de contas, como um luthier zeloso pela qualidade de suas obras-primas, nada poderia sair errado.
O disco de estréia do trio, com inspiração direta dos Beatles e a participação fundamental de Rogério Duprat (o falecido maestro, tido e havido como o George Martin brasileiro) é uma lufada de ar fresco no difícil panorama de uma música nacional que no mesmo ano ainda veria o embate entre "Caminhando" e "Sabiá".
O início é inusitado, graças ao efeito usado no fim de "Panis Et Circenses", onde o ouvinte tem a impressão que a música terminou - é apenas a primeira tiração de sarro que os Mutantes fariam com seus fãs ao longo dos anos.
Jorge Ben fez "A Minha Menina", que hoje poderia ser definida como um pop-sambalanço e uma tremenda bandeira sobre a secreta paixão que ele tinha por Rita Lee. E a mistura sonora não parava por aí. Havia espaço para música regional do Nordeste ("Adeus Maria Fulô", de Humberto Teixeira e Sivuca) e para o existencialismo francês ("Le Premier Bonheur du Jour", com vocais de Rita Lee e uma bomba de flit - cheia de inseticida, diga-se, para fazer o papel do chimbau), sem esquecer de mais uma zoação em "Senhor F", com seu refrão que até hoje é um deleite para funcionários nada felizes no trabalho: Dê um chute no patrão... dê um chute no patrão.
Da turma tropicalista, especialmente de Gil e Caetano, além da faixa de abertura, eles receberiam a sensacional "Bat Macumba", a erótica "Baby" - totalmente eletrificada ao inverso da gravação feita por Gal Costa, e "Trem Fantasma". E com a ajuda do pai de Arnaldo e Sérgio, o Doutor César Dias Baptista, ainda fizeram uma versão de "Once Was A Time I Thought", do Mamas & The Papas, caprichando nas aliterações que são o charme da música. Para finalizar, "Ave Gengis Khan", com um brilhante solo de guitarra de Serginho e o vocal do Dr. César, tocado ao contrário e soando como se ele falasse russo.
Como um primeiro passo na esfera musical nacional, este disco dos Mutantes é simplesmente ótimo. Não é à toa que a revista britânica Mojo considera o trabalho de estréia deles um dos mais inovadores da música em todos os tempos, ocupando o 12o. lugar na frente de (ora vejam!) Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band!
Ficha Técnica de Os Mutantes
Selo: Polydor / Polygram
Produção: Manoel Barembein
Gravado nos Estúdios Scatena, em São Paulo, no ano de 1968
Tempo total: 41'52"
Músicas:
1. Panis Et Circenses (Gilberto Gil-Caetano Veloso)
2. A Minha Menina (Jorge Ben)
3. O Relógio (Mutantes)
4. Adeus Maria Fulô (Humberto Teixeira-Sivuca)
5. Baby (Caetano Veloso)
6. Senhor F (Mutantes)
7. Bat Macumba (Caetano Veloso-Gilberto Gil)
8. Le Premier Bonheur du Jour (Jean Renard-Frank Gerald)
9. Trem Fantasma (Caetano Veloso)
10. Tempo no Tempo (Once Was A Time I Thought) (John Philips - versão de César Dias Baptista)
11. Ave Gengis Khan (Mutantes)
terça-feira, 1 de abril de 2008
Pelo menos isso...
Ele não ficou tanto tempo assim calado.

Max Mosley acaba de admitir que, de fato, participou da orgia com prostitutas que é, até aqui, o maior escândalo do ano. O presidente da FIA, em carta enviada aos filiados da entidade e aos membros do conselho mundial, torna público o seu envolvimento, pede desculpas pela "exposição da vida particular" e diz que o tablóide britânico News Of The World será processado.
Reproduzo abaixo trechos da carta:
"Algumas informações fornecidas a mim por uma fonte altamente confiável da polícia britânica e dos serviços de segurança, entendo que nas últimas duas semanas ou mais, uma investigação secreta de minha vida foi feita por um grupo especializado neste tipo de coisa, por razões e clientes ainda desconhecidos. Tive similar, mas de fontes nem tão confiáveis, informação da França.
Lamentavelmente, todos vocês já têm conhecimento dos resultados desta investigação secreta, e eu sinto muito se isso os envergonhou. Não contentes em publicar atividades altamente pessoais e privadas, que são, para dizer o mínimo, embaraçosas, um tablóide britânico publicou a história com a afirmação de que houve uma conotação nazista na questão. Isto é inteiramente falso.
É contra a lei na maioria dos países publicar detalhes da vida pessoal de alguém sem uma razão boa. As publicações pelo "News of the World" são uma completa invasão de minha privacidade, e eu pretendo iniciar os procedimentos legais contra o jornal no Reino Unido e em outras jurisdições.
Recebi um grande número de mensagens de apoio de todos da FIA e das comunidades do automobilismo em geral, indicando que minha vida privada não é relevante a meu trabalho e que eu devo continuar em meu papel. Sou grato, e com este apoio, pretendo seguir este conselho. Devo agora dedicar meu tempo sobre estes responsáveis por colocarem tudo isso em domínio público, mas acima de tudo, preciso reparar o dano à minha família, que são vítimas inocentes e insuspeitas deste ataque pessoal deliberado e calculado.
Vocês podem, sem dúvida, ter a certeza de que não vou permitir que isso impeça meu comprometimento com o trabalho da FIA."
O estrago, sem dúvida, foi grande. Resta agora saber as conseqüências que isto vai trazer a Max Mosley. Assumir sua participação na orgia é um ponto favorável, sem dúvida. Mas seu casamento pode ir por água abaixo e seu mandato na FIA, também.
Feio!

Não gostei do layout do novo protótipo Oreca-Courage LC70 apresentado em cerimônia pomposa hoje à noite (horário local) na França. Podiam ter mantido o azul - que é a cor tradicional da França no automobilismo - e que era marca registrada dos protótipos construídos por Yves Courage.
A organização de Hughes de Chaunac optou por uma combinação duvidosa de cores envolvendo azul, vermelho, branco e amarelo. Visto assim, o LMP1 francês parece mais uma colcha de retalhos. E ficou feio!
A equipe aproveitou o lançamento oficial para confirmar seus dois outros pilotos para as 24 Horas de Le Mans: Laurent Groppi, que ano passado dividiu um Saleen alinhado pela Oreca com Nicolas Lapierre e Nicolas Prost; e Loic Duval, protegido de Satoru Nakajima na Fórmula Nippon. Este último correu também na A1GP onde teve como diretor esportivo... Olivier Panis, que também está no Team Oreca-Matmut em 2008.
E a guerra continua
Eu não me pronunciei ainda sobre o bafafá entre CBA e Linea, que organizou o chamado "Mundial Pirata de Kart Biland" em Guaratinguetá, interior de São Paulo. A competição aconteceu e a entidade máxima do automobilismo nacional, por imposição da FIA, foi obrigada a suspender os pilotos brasileiros que participaram do evento.
Acho que a CBA deveria, primeiro, preocupar-se em fortalecer o esporte motor no país. Ajudar na formação de novos pilotos, incentivar torneios regionais, procurar parcerias para a construção de novos autódromos.
E o que temos?
Onde está a base?
Cadê os certames regionais fortes?
Os autódromos (?!?) que temos estão virando sucata. Jacarepaguá, esqueçam. Goiânia é brincadeira o que fizeram. Cascavel e Guaporé são boas pistas mas não têm infra-estrutura. Brasília não vê recapeamento há 34 anos. Santa Cruz é uma bela pista, mas deixa a desejar no aspecto segurança. Londrina teve seu traçado concebido Deus sabe como e hoje é uma pista obsoleta. Campo Grande tem um traçado interessante, mas pouco veloz.
Restam, portanto, Interlagos e Curitiba.
É pouco. Muito pouco.
E agora a CBA reacende a fogueira de sua briga com a Linea, como vocês poderão ver no comunicado que acabei de receber por e-mail e reproduzido imediatamente aqui abaixo, com algumas correções.
COMUNICADO ÀS AUTORIDADES E AOS PILOTOS FILIADOS À CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE AUTOMOBILISMO
Muito embora não tenha sido, ainda, citado oficialmente, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) teve acesso a parte do acórdão da 4ª Câmara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro e vem alertar pilotos e autoridades que, em momento algum, houve qualquer tipo de reconhecimento da “empresa” denominada Linea Brasil no sentido de que a mesma atue como integrante do Sistema Brasileiro do Desporto. Na realidade, naquela decisão, o relator do agravo destacou que existe enorme diferença entre a prática formal e a prática não formal do desporto, a primeira formada por normas e regras nacionais e internacionais e a segunda, da prática não formal, que é caracterizada pela liberdade lúdica de seus praticantes.
Aquela mesma decisão “enquadrou”, ainda, a “empresa” Linea Brasil como realizadora de prática desportiva não formal ao firmar: “Nestas circunstâncias, vislumbra-se que a associação agravante, criada com o objetivo de realizar práticas desportivas não formais, de simples participação e de modo voluntário, não está integrada ao Sistema Nacional do Desporto e nem subordinada a CBA....”
Nunca a CBA tentou impedir a realização de qualquer atividade lúdica, pois não é sua competência. Não se tem, portanto, notícia de qualquer tipo de intervenção desta Entidade em kart indoor, carrinhos de parques de diversões, carrinhos de rolimã, etc. Nosso compromisso é com o desenvolvimento do esporte de rendimento para formação de verdadeiros pilotos de competição.
Tendo em vista as informações absolutamente distorcidas que estão sendo divulgadas, tão logo haja a citação da CBA, será publicada a decisão da Justiça, na íntegra, para que os pilotos dela tenham ciência.
Paulo Enéas Scaglione
Presidente da CBA
Acho que a CBA deveria, primeiro, preocupar-se em fortalecer o esporte motor no país. Ajudar na formação de novos pilotos, incentivar torneios regionais, procurar parcerias para a construção de novos autódromos.
E o que temos?
Onde está a base?
Cadê os certames regionais fortes?
Os autódromos (?!?) que temos estão virando sucata. Jacarepaguá, esqueçam. Goiânia é brincadeira o que fizeram. Cascavel e Guaporé são boas pistas mas não têm infra-estrutura. Brasília não vê recapeamento há 34 anos. Santa Cruz é uma bela pista, mas deixa a desejar no aspecto segurança. Londrina teve seu traçado concebido Deus sabe como e hoje é uma pista obsoleta. Campo Grande tem um traçado interessante, mas pouco veloz.
Restam, portanto, Interlagos e Curitiba.
É pouco. Muito pouco.
E agora a CBA reacende a fogueira de sua briga com a Linea, como vocês poderão ver no comunicado que acabei de receber por e-mail e reproduzido imediatamente aqui abaixo, com algumas correções.
COMUNICADO ÀS AUTORIDADES E AOS PILOTOS FILIADOS À CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE AUTOMOBILISMO
Muito embora não tenha sido, ainda, citado oficialmente, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) teve acesso a parte do acórdão da 4ª Câmara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro e vem alertar pilotos e autoridades que, em momento algum, houve qualquer tipo de reconhecimento da “empresa” denominada Linea Brasil no sentido de que a mesma atue como integrante do Sistema Brasileiro do Desporto. Na realidade, naquela decisão, o relator do agravo destacou que existe enorme diferença entre a prática formal e a prática não formal do desporto, a primeira formada por normas e regras nacionais e internacionais e a segunda, da prática não formal, que é caracterizada pela liberdade lúdica de seus praticantes.
Aquela mesma decisão “enquadrou”, ainda, a “empresa” Linea Brasil como realizadora de prática desportiva não formal ao firmar: “Nestas circunstâncias, vislumbra-se que a associação agravante, criada com o objetivo de realizar práticas desportivas não formais, de simples participação e de modo voluntário, não está integrada ao Sistema Nacional do Desporto e nem subordinada a CBA....”
Nunca a CBA tentou impedir a realização de qualquer atividade lúdica, pois não é sua competência. Não se tem, portanto, notícia de qualquer tipo de intervenção desta Entidade em kart indoor, carrinhos de parques de diversões, carrinhos de rolimã, etc. Nosso compromisso é com o desenvolvimento do esporte de rendimento para formação de verdadeiros pilotos de competição.
Tendo em vista as informações absolutamente distorcidas que estão sendo divulgadas, tão logo haja a citação da CBA, será publicada a decisão da Justiça, na íntegra, para que os pilotos dela tenham ciência.
Paulo Enéas Scaglione
Presidente da CBA
Bom senso
Acabo de ler no site Grande Prêmio que a Stock Car não vai usar a chicane da curva do Café na etapa inicial do campeonato, daqui a menos de duas semanas.
É, no mínimo, uma decisão de bom senso.
A Vicar, organizadora do evento, aprovou a variante, mas ela apresentou problemas: asfalto velho (colocado e usado em 1992 no GP do Brasil de Motovelocidade), que cedeu. Afora isto, as zebras também precisam ser refeitas.
Está certo que a introdução desta chicane surtiu efeito: os tempos foram seis segundos piores que no traçado normal de 4,309 km utilizado no segundo treino. Mas acho que o essencial é melhorar a segurança passiva dos carros. Ou então a administração do autódromo de Interlagos construir uma área de escape naquele trecho - já que todo mundo de uma hora pra outra o considerou "perigoso".
O problema é que construir um trecho de escape ali significaria demolir uma parte das arquibancadas ali existentes.
Será que com a Fórmula 1 acontecendo no circuito paulistano, alguém terá coragem de tomar tal decisão?
Cartas para a redação.
É, no mínimo, uma decisão de bom senso.
A Vicar, organizadora do evento, aprovou a variante, mas ela apresentou problemas: asfalto velho (colocado e usado em 1992 no GP do Brasil de Motovelocidade), que cedeu. Afora isto, as zebras também precisam ser refeitas.
Está certo que a introdução desta chicane surtiu efeito: os tempos foram seis segundos piores que no traçado normal de 4,309 km utilizado no segundo treino. Mas acho que o essencial é melhorar a segurança passiva dos carros. Ou então a administração do autódromo de Interlagos construir uma área de escape naquele trecho - já que todo mundo de uma hora pra outra o considerou "perigoso".
O problema é que construir um trecho de escape ali significaria demolir uma parte das arquibancadas ali existentes.
Será que com a Fórmula 1 acontecendo no circuito paulistano, alguém terá coragem de tomar tal decisão?
Cartas para a redação.
Encrencado
Quarenta e oito horas após a explosão do escândalo que o envolve num suposto affair com prostitutas, sadomasoquismo e nazismo, o presidente da FIA Max Mosley permanece calado.
Calado até demais.
O dirigente, que é advogado - e advogados têm por excelência o dom da oratória, até agora não se manifestou a público, deixando no ar enormes suspeitas de que de fato ele foi flagrado em atos libidinosos. Ou, talvez, esteja preparando sua defesa nos tribunais, diante do escândalo estampado pelo tablóide inglês "News of The World".
Até aí, eu vou na carona de todo mundo que escreveu sobre o escândalo: o que acontece entre quatro paredes é de cada um. A vida sexual do Mosley não me interessa.
Interessa, todavia, se ele é capaz de assumir que o flagrante é verídico. E se ele irá renunciar ao posto de presidente da Federação Internacional de Automobilismo - algo que já é defendido por Stirling Moss e pelo campeão mundial de 1979, o sul-africano Jody Scheckter.
E tem mais: Mosley, que deveria ir ao Bahrein para participar do Fórum de Esporte Motor do Oriente Médio, em Manama, deve cancelar sua viagem. De quebra, aproveitaria para ver a corrida do próximo domingo. A sugestão da ausência partiu de Bernie Ecclestone.
"Acho que a família real do Bahrein não gostará de tê-lo por lá", comentou o todo-poderoso da FOM.
Com toda razão.
Calado até demais.
O dirigente, que é advogado - e advogados têm por excelência o dom da oratória, até agora não se manifestou a público, deixando no ar enormes suspeitas de que de fato ele foi flagrado em atos libidinosos. Ou, talvez, esteja preparando sua defesa nos tribunais, diante do escândalo estampado pelo tablóide inglês "News of The World".
Até aí, eu vou na carona de todo mundo que escreveu sobre o escândalo: o que acontece entre quatro paredes é de cada um. A vida sexual do Mosley não me interessa.
Interessa, todavia, se ele é capaz de assumir que o flagrante é verídico. E se ele irá renunciar ao posto de presidente da Federação Internacional de Automobilismo - algo que já é defendido por Stirling Moss e pelo campeão mundial de 1979, o sul-africano Jody Scheckter.
E tem mais: Mosley, que deveria ir ao Bahrein para participar do Fórum de Esporte Motor do Oriente Médio, em Manama, deve cancelar sua viagem. De quebra, aproveitaria para ver a corrida do próximo domingo. A sugestão da ausência partiu de Bernie Ecclestone.
"Acho que a família real do Bahrein não gostará de tê-lo por lá", comentou o todo-poderoso da FOM.
Com toda razão.
Sessão Tex Avery - "Sh-h-h-h-h-h"
Eu não tinha prometido nada no post "Hello, Joe", mas aí está. Em 1955, Tex Avery escreveu e dirigiu para Walter Lantz quatro desenhos animados e um deles é um verdadeiro clássico.
"Sh-h-h-h-h-h" é a historinha de um músico estressado, com trombonozes, conforme descrito pelo médico que o atendeu. E o que se segue no que seria uma Casa de Repouso é de rachar de rir.
Pobre Sr. Vandeco...
"Sh-h-h-h-h-h" é a historinha de um músico estressado, com trombonozes, conforme descrito pelo médico que o atendeu. E o que se segue no que seria uma Casa de Repouso é de rachar de rir.
Pobre Sr. Vandeco...
Discos que já ouvi antes de morrer (VIII) - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band / 1967

Há quase 41 anos nos acostumamos a ouvir falar que este disco dos Beatles mudou a história da música para todo o sempre. E quem propôs este vaticínio em 1967 não deixa de ter razão, até hoje.
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é o marco definitivo da chamada "segunda fase" do grupo, a afirmação de Lennon e McCartney como grandes compositores e, indubitavelmente, uma viagem pop como nenhum outro grupo ousou cometer nas quatro décadas seguintes.
Eles mergulham fundo nos mais diversos temas: o misticismo já explorado em Revolver, com "Within' You, Without You", de George Harrison; velhice, na brilhante "When I'm Sixty-Four", de Paul McCartney e, evidentemente, drogas.
Alguém já caiu nessa esparrela do John Lennon de que "Lucy In The Sky With Diamonds" seria mesmo inspirada num desenho do filho Julian? Basta o ouvinte se ligar na letra pra perceber que não é por aí. mas se John tenta desviar a atenção para uma canção tão psicodélica, Paul McCartney dá a bandeira explícita em "Fixing A Hole".
O disco em suas 13 faixas mostra o grupo melhor do que nunca, não só nas músicas contagiantes, como a clássica abertura com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", passando pela lindíssima "She's Leaving Home", as divertidas "Good Morning" e "Being For The Benefit Of Mr. Kite", além da impactante "A Day In The Life" - provavelmente escolhida a dedo para fechar o álbum.
A capa de Sgt. Pepper's também é um marco na história da pop art, onde Peter Blake concebeu em recortes de cartolina as imagens que se juntaram aos Beatles - inclusive deles próprios, remetendo ao tempo do terninho-gravatinha-botinha do início da carreira. Só não entraram na montagem final os rostos de Jesus Cristo, Mahatma Gandhi e Adolf Hitler - não se sabe se para evitar polêmicas ou mesmo porque os recortes não sobreviveram à montagem.
Este trabalho Beatle é simplesmente fantástico. E pra ficar perfeito, só faltou incluir a ótima "Strawberry Fields Forever", que marcou a ponte entre o disco de 1967 e o excepcional Revolver, de um ano antes.
Ficha Técnica de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Selo: Parlophone / EMI
Produção: George Martin
Gravado entre 6 de dezembro de 1966 e 21 de abril de 1967 nos estúdios Abbey Road em Londres
Tempo total: 39'50"
Músicas:
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Lennon-McCartney)
2. With A Little Help From My Friends (Lennon-McCartney)
3. Lucy In The Sky With Diamonds (Lennon)
4. Getting Better (McCartney)
5. Fixing A Hole (McCartney)
6. She's Leaving Home (McCartney)
7. Being For The Benefit Of Mr. Kite (Lennon)
8. Within' You, Without You (Harrison)
9. When I'm Sixty-Four (McCartney)
10. Lovely Rita (McCartney)
11. Good Morning, Good Morning (Lennon)
12. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - reprise (Lennon-McCartney)
13. A Day In The Life (Lennon-McCartney)
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