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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Bendito, Benedito, Bem dito Assis, o "Carrasco"

Bendito o dia em que Benedito pisou nas Laranjeiras em 1983.


Benditos aqueles que enxergaram, em dois negros espigados, magros, altos e que tinham química, uma simbiose como poucas vezes vimos no futebol brasileiro nos últimos anos.

Benditos os gols marcados por essa dupla, logo chamada de "Casal 20", alusão muito bem-humorada ao seriado global estrelado por Robert Wagner e Stephanie Powers - que em tempos modernos de cyberbulling seria vítima, sem dúvida alguma, de brincadeiras jocosas e infelizes.


Bendito Benedito, que aos 45 minutos do segundo tempo de um Fla-Flu em fins de 1983, recebeu lançamento primoroso de Deley, esticou a bola na frente e, com passadas largas e convicção tremenda, avançou rumo ao gol flamengo defendido por Raul Plassmann. O lado tricolor das arquibancadas, que já deixava o Mário Filho, explodiu com o gol fatal, histórico, irreversível, inenarrável.


Bendita comemoração, mãos na cabeça como quem diz "eu não acredito!", que fica para sempre marcada dentro dos nossos corações tricolores. 

Bendito título, o primeiro.


Bendito Benedito, que no ano seguinte, noutro Fla-Flu, subiu alto, impávido colosso, para finalizar de cabeça um cruzamento perfeito do nosso camisa #4 Aldo. Bendito Benedito que fez Ubaldo Matildo Fillol brincar de estátua. Bendita explosão nas arquibancadas. Bendita alegria. Bendito bicampeonato carioca.

Bendito título, mais um, de um Flu campeão brasileiro de 1984 e tricampeão carioca em 1985.


Bendito sorriso que não se apagava do rosto de Benedito Assis Silva. Benditas comemorações dos amigos eternos, mãos espalmadas, pulos de alegria e abraços sinceros.

Bendito destino que levou Washington em 25 de maio, vítima de uma doença degenerativa - esclerose lateral amiotrófica (ELA). Destino que une, mais de três décadas depois, o camisa #9 daquele time histórico do Fluminense e o velho amigo Benedito, nocauteado aos 61 anos por uma insuficiência renal.


As tabelinhas infernais e os gols do Casal 20 agora serão noutro plano. E celebradas pelas crônicas imortais de Nelson Rodrigues.

Benditos ídolos Washington e Assis. Ah, pobres de espírito aqueles que profanam pelas esquinas que o Fluminense não tem ídolos.

Aí está a prova: Assis, o Carrasco, vira mito. Fica para a eternidade. A nação tricolor chora a perda daquele que honrou a camisa #10 como ninguém.

Vai com Deus, ídolo eterno!
Bendito, Benedito... bem dito Assis, o "Carrasco".

Saudade!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fosfosol - o dia em que o Fluminense ganhou dos "campeões do mundo"

Sempre existirá um engraçadinho que vai tentar, com uma chacota aqui e alhures, diminuir a história do "Retumbante de Glórias". O Fluminense incomoda. Sempre incomodou. E agora que sabemos que Bayern de Munique e Chelsea farão a final da UEFA Champions League na Allianz Arena, no sábado dia 19 de maio, me veio à mente que somente um clube dos 16 que avançaram para as fases de "mata-mata" da Libertadores da América jogou contra o vitorioso clube alemão.

O ano de 1975 marcou um divisor de águas na história do Fluminense. O juiz de direito Francisco Cavalcanti Horta, um vibrante e apaixonado sócio do clube, se tornara presidente e, numa cartada audaciosa, tirou Rivellino do Corinthians por Cr$ 3 milhões, uma soma astronômica, a maior transação do futebol brasileiro naquela época.

"Rivellino é só o primeiro. Virão muitos craques mais para o tricolor", prometia Horta. E vieram: Zé Mário, que comprou seu próprio passe vinculado ao Flamengo com dinheiro dado pelo próprio Horta; o polêmico e talentoso ponteiro-esquerdo Mário Sérgio, o "Calibre 38" (porque andava armado); o veloz e impetuoso "Búfalo" Gil - todos vieram se integrar a um elenco que tinha os campeões de 73 Félix, Toninho Baiano, Cléber, Assis, Marco Antônio, Silveira e Manfrini, além de um projeto de craque, Carlos Alberto "Pintinho", um cabeça-de-área tremendamente promissor.

Quando o Flu foi disputar pela primeira vez o Torneio Internacional de Paris, a convite de Daniel Hechter, então presidente do Paris Saint-Germain, Horta convenceu o presidente do Olympique Marseille a vender Paulo César Lima, o Pôl Cezár dos franceses, o Caju das louras gostosas, o craque tido como arrogante, narcisista, mas muito bom de bola. Estava formada a Máquina.

E para mostrar que essa Máquina estava azeitada e tinha poder de fogo, Horta marcou um amistoso contra ninguém menos que o FC Bayern München, o Bayern de Munique, o maior clube alemão e da Europa na época, como provado no bicampeonato europeu em 1974/1975, conquistado em vitórias sobre o Atlético de Madrid por 4-0 na final em 74 e os 2-0 sobre o Leeds United em 75.

Além disto, o Bayern respondia por meio time da seleção alemã que, comandada por Helmut Schön, derrotou o mítico Carrossel Holandês de Rinus Michels, Cruyff, Neeskens, Rep e Rensenbrink por 2-1 na final da Copa de 74. Basta dizer que o Kaiser Franz Beckenbauer era titular deste Bayern, assim como o goleiro Sepp Maier, o letal atacante Gerd Müller, além do zagueiro Schwarzenbeck e do atacante Kapellmann, convocados por Schön para o Mundial de seleções.

O público anunciado pelos alto-falantes do Maracanã, palco do jogo disputado em 10 de junho de 1975, foi de mais de 60 mil pagantes. Mas muita gente entrou sem ingresso e não é exagero dizer que quase 100 mil torcedores assistiram ao confronto da Máquina contra o maior time europeu daqueles tempos.

O Fluminense alinhou com Félix, Toninho Baiano, Silveira, Assis e Marco Antônio; Zé Mário e Kléber; Cafuringa, Rivellino, Paulo César Caju e Mário Sérgio. Agora, notem bem o timaço do Bayern: Sepp Maier, Durnberger, Schwarzenbeck, Franz Beckenbauer e Weiss; Roth,Törstensson e Karl-Heinz Rummenigge; Zöbel, Gerd Müller e Kapellmann.

Muito bem: dada a saída, o tricolor logo apresentou seu cartão de visitas. Com menos de 10 minutos de jogo, Rivellino deu um daqueles 'elásticos' que deixaram a zaga bávara sem ação. Logo depois, o "Curió das Laranjeiras" deixou Kléber na cara do gol e era só o garoto faturar para cima de Sepp Maier. Mas, num dos perversos acasos do destino, Gerd Müller, que ajudava na defesa, tentou cortar e fez contra. Logo ele, artilheiro de dois Mundiais somando 14 gols. E logo um gol contra? Fluminense 1-0 Bayern.

A partida prosseguiu e o Fluminense agressivo, insinuante. O Bayern, apenas se defendendo, acuado. Sepp Maier pegou até pensamento no Maracanã, numa grande atuação de O Gato, como o lendário goleiro era conhecido. E Cafuringa, o folclórico ponteiro-direito tricolor, fez uma partida memorável, entortando impiedosamente o lateral-esquerdo Weiss. Por seu turno, Mário Sérgio fez gato e sapato de Durnberger na extrema-esquerda, numa atuação que provocou derramados elogios do presidente Horta, jogado ao chuveiro de terno e tudo no vestiário, quando fora cumprimentar o irreverente atacante tricolor.

O placar de 1-0 não traduz a enorme superioridade que o elenco brasileiro impõs sobre o poderoso Bayern. Era apenas um amistoso? Não importa. O Fluminense não ganhou um Brasileiro com a Máquina, que nunca disputou uma Libertadores?

E daí?

Vencemos o melhor time da Europa, que aliás e a propósito, se consagraria tricampeão continental derrotando o Saint-Etienne em 12 de maio de 1976 e que derrotaria o Cruzeiro na disputa do Mundial de Clubes, no fim daquele mesmo ano.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fosfosol - "Recordar é viver... Assis acabou com vocês"

Dezesseis de dezembro de 1984. Maracanã, o templo sagrado do futebol brasileiro, palco de mais uma decisão do Campeonato Carioca. Flamengo x Fluminense, o clássico eterno, de maior festa, de maior colorido, prometendo mais um jogão de bola para os torcedores.

Fla-Flu que naquele ano foi um confronto envolto em algumas polêmicas, como na Taça Guanabara, onde alguns jogadores do Flu foram presentear o General Figueiredo, então o último presidente do período nefasto da ditadura militar - e também tricolor, com uma camisa do clube. Mal assessorados, estes jogadores (entre eles Delei e Paulo Victor) se deixaram ser fotografados na companhia de Paulo Salim Maluf, o candidato do PDS na eleição indireta que aconteceria em janeiro de 1985.

A imprensa repercutiu - mal - o episódio nas hostes tricolores e fez a festa. A chamada "Malufada" não pegou bem mesmo e claro que a torcida do rival do Fluminense caiu na pele dos tricolores. "Maluf é corrupção, Tancredo é solução", bradava uma faixa na arquibancada do Maracanã no dia do confronto decisivo entre a dupla Fla-Flu. O Fluminense sentiu o golpe da "Malufada": perdeu por 1 x 0, gol de Adílio. Sobrou para Luiz Henrique Menezes, que era o treinador e foi demitido.

No returno, o Fluminense continuou em campanha regular e o Flamengo, relaxado por ter ganho o primeiro turno do Estadual, cometeu deslizes que hoje seriam imperdoáveis. Na penúltima rodada, o rubro-negro empatou com o Campo Grande em 1 x 1, antes do Fla-Flu da rodada final, que aconteceu num sábado à noite. E para desespero dos flamengos, o tricolor venceu: 2 x 1, com gols de Washington e Assis. E com isso, credenciou-se para jogar o triangular decisivo do campeonato, posto que, com 33 pontos, fez melhor campanha no cômputo geral em relação a Flamengo e Vasco, que ganhou a Taça Rio.

Com Carlos Alberto Torres, o "Capita" de 70, no banco orientando aquela constelação de craques, o Fluminense teve lá seus problemas ao longo da competição. Ricardo Gomes, excelente zagueiro de apenas 19 anos, foi alijado por uma contusão séria no joelho e entrou o raçudo e por vezes tosco Vica, que viera da Ferroviária de Araraquara. Branco, também às voltas com problemas físicos, vez por outra dava lugar ao eficiente Renato Martins. E Delei, sem contrato durante grande parte do campeonato, era substituído ora por Leomir, ora por Renê. Sem que a meia-cancha que tinha ainda Jandir, Assis e o craque Romerito, perdesse sua eficiência.

O Flu atropelou o então freguês Vasco na primeira partida do tricolor no triangular por 2 x 0 e esperou o desfecho do jogo entre cruzmaltinos e flamengos para ver como ficaria sua situação no último jogo. O Fla venceu por 1 x 0 e isso fez com que, quem vencesse o clássico, levaria o título para casa. Empate forçava a realização de um jogo extra na quarta seguinte, pois não havia critério de desempate por saldo de gols.

Nada menos que 153.520 torcedores pagaram ingresso para assistir àquele Fla-Flu decisivo, proporcionando uma renda de Cr$ 788.175.000,00. José Roberto Wright foi indicado para apitar o jogo e o Fluminense, com Raul Carlesso no banco - pois Carlos Alberto Torres estava suspenso pelo STJD da federação - entrou para o jogo com Paulo Victor, Aldo, Duílio, Vica e Renato; Leomir, Renê e Assis; Romerito, Washington e Tato.

O Flamengo, com um time tão forte quanto o do Fluminense, jogou com Fillol, Jorginho, Leandro, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Tita; Bebeto, Nunes e Élder. O técnico era Mário Jorge Lobo Zagallo.

Com a bola rolando, os jogadores mostraram porque o Fla-Flu é um confronto tão emblemático quanto imprevisível. Ambos os times vinham com disposição e vontade de vencer e sim, de fato, o Flamengo deu muito trabalho à defesa tricolor. Mas Paulo Victor, muralha inexpugnável, pegou tudo naquela tarde-noite de dezembro.

O confronto caminhava para um empate que decretaria o jogo extra na quarta-feira dia 19 de dezembro. Mas para alguém vencer, era preciso explorar a mínima desatenção do adversário. E aos 30 minutos do 2º tempo, aconteceu.

O Fluminense saiu jogando do seu campo defensivo, bola de pé em pé, com o Flamengo na roda. A pelota passou para o lado direito do gramado, onde Renê e Aldo fizeram ótima trama. O gaúcho fez o passe e o amapaense dos cruzamentos perfeitos passou pelas costas de Adalberto e recebeu livre para fazer o levantamento para a área adversária.

Num desses caprichos do destino, a bola encontrou um velho conhecido da torcida tricolor e também da rubro-negra: Benedito de Assis Silva, o Assis, o Carrasco de 1983, meteu a cabeça na bola e Fillol, o goleiraço argentino, ficou "paradão, paradão, paradão", como disse José Carlos Araújo na narração do gol pela Rádio Globo.

Assis, que tantas alegrias nos dera no ano anterior, voltava a pôr na boca dos rubro-negros o gosto amargo de mais uma derrota. O Fluminense, como ótimo time que era, administrou o resultado, ganhou o bicampeonato estadual e fechou o ano de 1984 com chave de ouro, provando que fora de fato e de direito, o melhor do país.

"RECORDAR É VIVER, ASSIS ACABOU COM VOCÊS!"

Saudações tricolores!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fosfosol - Fluminense 3 x 2 Vasco (1989)

Não foram poucas as vezes em que um Campeonato Brasileiro de Futebol terminou no ano seguinte ao seu início. O de 1988 - a segunda e também última edição da Copa União - não foi exceção. Aquela competição, ganha pelo Bahia, só terminaria em fevereiro de 1989, o que gerou sem nenhuma dúvida um duplo carnaval em Salvador.

Enfim: para chegar lá, o Bahia derrotou o Internacional após vencer os gaúchos na Fonte Nova por 2 x 1 e segurar o empate no Beira-Rio. Isso tudo depois de eliminar o Fluminense e o Colorado ganhar do Grêmio no famoso "Gre-Nal do Século".

A fase de "mata-mata", comum até a introdução definitiva dos pontos corridos, reservava grandes jogos e um deles não foi exceção: o confronto entre Fluminense e Vasco, pelas quartas-de-final.

Na primeira etapa da Copa União, com os times divididos em dois grupos de 12, Fluminense e Vasco jogaram em 23 de outubro de 1988. Foi o famoso jogo em que até Acácio e Ricardo Pinto bateram pênaltis - todo jogo que terminava empatado ia para as cobranças de tiros livres diretos da marca fatal. O Vasco foi mais feliz e levou o ponto extra.

Tanto o tricolor quanto o time de São Januário se classificaram para a fase de quartas-de-final e formaram um dos confrontos eliminatórios. O primeiro jogo foi em 29 de janeiro de 1989, um domingo. Vitória do Flu pelo score mínimo - golaço contra do folclórico Zé do Carmo.

A decisão foi na quarta-feira seguinte, dia 1º de fevereiro. O Estádio Mário Filho apanhou um bom público (75.157 pagantes) para acompanhar um jogo que, sem dúvida, prometia muito.

O Fluminense alinhou com Ricardo Pinto, Carlos André, Edinho, Édson Mariano e Eduardo "Cachaça"; Jandir, Donizete, Romerito e Paulinho Andreoli; Cacau e Washington. O técnico era Sérgio Cosme.

Jandir, Romerito e Washington eram os últimos remanescentes do time do tricampeonato estadual 83/84/85, que também consagrou-se campeão brasileiro em 1984.

Já o Vasco vinha com Acácio, Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani e Bismarck; Vivinho, Roberto Dinamite e Sorato. Zanata era o treinador cruzmaltino.

Com ares de favorito, porque tinha um time superior no papel e fizera a melhor campanha nos dois turnos da Copa União antes da fase de "mata-mata", o Vasco foi surpreendido aos nove minutos, numa jogada bem ao estilo do Fluminense dos anos 80. Contra-ataque rápido, puxado por Romerito, daí para Washington e um passe primoroso para Donizete, que com um toque venceu Acácio e fez o lado esquerdo do estádio explodir. Flu 1 x 0.

O Vasco era um time perigoso. E com Roberto Dinamite, já com 34 anos, não se podia brincar. Foi o eterno artilheiro que descobriu Bismarck livre. A jovem revelação de São Januário pegou de primeira, vencendo Ricardo Pinto e empatando a peleja.

A partir daí, o jogo foi defesa contra ataque. O Fluminense encolhido porque o 1 x 1 bastava para que o tricolor se classificasse para as semifinais. O Vasco, mesmo com a expulsão de Célio Silva após um golpe de caratê em Washington, buscou a vitória até o fim. E foi premiado pela insistência, mercê um erro - segundo os cruzmaltinos - do árbitro José Roberto Wright, que marcou jogo perigoso de Edinho num adversário em vez de dar um pênalti.

A falta foi cobrada com maestria por Geovani, que colocou a bola na cabeça de Leonardo, executando um tirombaço que fez o lado alvinegro do Maraca calar a torcida tricolor. A partida iria para a prorrogação e o empate, agora, era do Vasco.

Os primeiros 15 minutos de bola rolando no tempo suplementar terminaram, como disse Denis Menezes na transmissão da Rádio Globo, em "0 x 0 Vasco". Mas bastou a virada de campo e tudo mudou.

Sérgio Cosme, antes da bola voltar a rolar, processou uma alteração que, ironicamente, mudaria os rumos da partida. O inoperante Cacau deu lugar ao jovem Zé Maria, prata da casa que, a exemplo de muitos, teria vida curtíssima nas Laranjeiras.

Logo a 1 minuto do segundo tempo da prorrogação, Eduardo bateu uma falta pelo lado esquerdo, um mini-córner. Alexandre Cruz, que entrara na vaga de Romerito, hesitou. Mas Zé Maria, não. Ele chutou firme, seco e de pé direito, vencendo Acácio. Delírio tricolor. Frustração alvinegra.

Com a desvantagem do jogador a menos e a covardia de Zanata, o Vasco, cansado pelo esforço em levar a partida à prorrogação, levou o tiro de misericórdia no finalzinho. Zé Maria fez jogada pela direita e serviu Washington, marcado para sempre na memória de Acácio pelo gol cheio de dribles no Carioca de 1987. O camisa 9 do Fluminense, desta vez, caprichou na maldade. Encobriu o arqueiro do Vasco e fez o segundo gol que classificou o Flu para a fase semifinal da Copa União de 1988.

Confira o vídeo com a reportagem de Marcelo Rezende.