sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Eu avisei...

Como em todo ano tem sempre um "cavalo paraguaio", então o cavalinho da vez é o Fogão.

(em post escrito por mim, no último dia 27 de julho)

Aliás e a propósito, meu time já está na Libertadores. E o seu?

140? É pouco...

Olha... por mim poderiam apodrecer na cadeia, porque é gente como esse pessoal da matéria que faz esse mundo ser tão injusto. Quem é honesto só se fode de verde-e-amarelo. E quem leva vantagem como os idiotas do esdrúxulo movimento "Cansei", liderado por um boçal chamado João Dória Jr. e com adesão de figuras do naipe de Hebe Camargo e Regina Duarte merece coisa pior. Sempre.

Como esses dois - Estevam e Sônia Hernandes - da famosa seita cheque Renascer.

Justiça americana condena casal da Renascer a 140 dias de reclusão
da Folha Online


Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, apóstolo Estevam Hernandes Filho, 53, e sua mulher, bispa Sônia Haddad Moraes Hernandes, 48, foram condenados nesta sexta-feira pela Justiça americana a 140 dias de reclusão, mais cinco meses de prisão domiciliar e mais dois anos de liberdade condicional.

Estevam vai começar a cumprir o período de reclusão a partir de segunda-feira. Já Sônia começa, a partir de hoje, a cumprir prisão domiciliar. O juiz americano Federico Moreno decidiu dessa forma para que um possa cuidar da família enquanto o outro estiver cumprindo o período de reclusão. Além disso, a Justiça decidiu que cada um deverá pagar uma multa de US$ 30 mil.

Durante o anúncio da sentença, o casal pediu, chorando, "misericórdia" por diversas vezes. Estevam e Sônia são acusados pelos crimes de conspiração para contrabando de dinheiro e contrabando de dinheiro.

Em junho, eles haviam feito um acordo com a Promotoria do Distrito Sul da Flórida para se declararem culpados em troca de uma sentença mais branda - a pena prevista para cada um dos delitos é de cinco anos de prisão e multa de até US$ 250 mil. Ao confessar, Estevam e Sônia abriram mão do direito de ir a júri popular e de recorrer do veredicto.

Foram considerados como atenuantes, pelo juiz Federico Moreno, o fato de os réus terem admitido a culpa e a sua demonstração de arrependimento; entretanto, a utilização de um menor de idade - Gabriel, 11, seu filho - para transportar o dinheiro funcionou como agravante.

Estevam e Sônia foram presos em 9 de janeiro quando entravam nos EUA com US$ 56,467 mil escondidos em uma bolsa, na capa de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil.

Desde então, o casal se encontra em liberdade condicional e vigiada: sua circulação estava restrita ao condomínio de luxo em Miami no qual possui residência e alguns lugares da cidade, como consultórios médicos. Todos os seus deslocamentos eram monitorados por um aparelho eletrônico preso ao tornozelo de cada um.

E ainda usaram um menor pra fazer transporte de dinheiro?!? Isso é demais pra minha cabeça.

Cumpleaños


Como eu e muitos costumamos dizer... viva o vivo Piquet!

Parabéns, tricampeão, por mais um aniversário. Nesta sexta, é o 55º de uma vida intensamente vivida e curtida.

E nunca é demais agradecer pelas alegrias que tivemos entre 1980 e 1991, período em que venceu na Fórmula 1.

Carros de uma corrida só (parte 4) - Stebro MK IV

Peter Broeker em Glen: por pouco o Stebro não marcou ponto em 1963

Formada por John Stevens e Peter Broeker, a Stebro Systems Ltd. surgiu em 1956 como fornecedora de peças de reposição para veículos de competição e também de alta performance. No início dos anos 60, construíram um Fórmula Júnior para formar novos pilotos canadenses, mas o projeto não seguiu adiante.

Em 1963, entretanto, surpreenderam ao inscrever o chassi Stebro MKIV com motor Ford de 1,5 litro - o Type 109A - no GP dos Estados Unidos em Watkins Glen. Com Peter Broeker ao volante (Ernie DeVos estaria no segundo carro, mas não houve tempo hábil para sua construção), o Stebro foi o pior carro no grid de 21 carros classificados, com o canadense virando em 1min28s6, contra 1min13s4 de Graham Hill - portanto, uma diferença de 15 segundos.

Broeker só não foi o último o tempo inteiro do GP dos EUA porque Jim Clark teve problemas logo no início e passou as primeiras quatro voltas em 20º lugar (o escocês terminaria em terceiro). Assim, quando foi superado pelo Escocês Voador, o canadense limitou-se a levar o estreante conjunto Stebro-Ford até o final. Levou 22 voltas do vencedor Graham Hill e como prêmio de consolação restou ao piloto chegar em sétimo, próximo do primeiro ponto na Fórmula 1.

Mas a aventura rapidamente chegou ao fim. O Stebro nunca mais apareceu na categoria máxima e Broeker morreu aos 50 anos de idade, em 1980.

Carros de uma só corrida - Amon AF101 (adendo)

Sempre atento e participativo, o amigo Caíque - que está sofrendo tanto quanto eu com a ridícula derrota para um timeco que freqüenta a zona do rebaixamento do Brasileirão - lembrou que o Amon AF101 foi reconstruído e recuperado para participar do Goodwood Festival of Speed, na Inglaterra.

E mais: ele fez questão de scannear e mandar para o meu e-mail (no qual aguardo muitas outras colaborações) a reportagem da revista inglesa Autosport sobre o festival e a reconstrução do carro - que por sinal ficou mais bonito do que era quando correu em 1974.

Principalmente com a seção dianteira lembrando a Lotus 72.

Detalhe: o próprio Chris Amon andou no carro que levava seu nome. E com certeza a emoção rolou sob o capacete branco com faixas azul e vermelha em Goodwood.

Reprodução da Autosport com a foto do "novo" velho Amon AF101... valeu Caíque!


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Semana Elvis - final

Para fechar as homenagens pelos 30 anos da morte de Elvis Presley, um vídeo raro:

A cobertura do Jornal Nacional no dia 16 de agosto de 1977. Cinco minutos e vinte segundos de imagens pra quem quiser ver. E com Hélio Costa, na época o correspondente da Rede Globo em Nova York, fazendo as reportagens lá nos States.

Procura-se

Não se sabe se isto influenciará o modus operandi do Parque Antártica no que diz respeito ao futebol do Palmeiras.

Mas a notícia de hoje não é boa para o alviverde: após sete anos, a Pirelli decidiu não renovar seu contrato de patrocínio com o clube paulistano.

O lacônico comunicado, que aliás eu recebi via e-mail, garante que a marca de pneus tem o orgulho de ter estampado seu nome na camisa de "um dos maiores clubes do país". Inclusive na agrura da Série B, em 2003.

A decisão do rompimento tem a ver com a renovação da estratégia de marketing, abrindo espaço para novas idéias e projetos em 2008, mais alinhados com o core business da empresa.

Como eu não entendo porra nenhuma de linguagem empresarial, quero saber o que é core business. Alguém pode me explicar?

Blogger's Choice Awards

É com satisfação que fiquei sabendo que o amigo luso Speeder_76, do ótimo blog Continental Circus indicou este solerte espaço para o Blogger's Choice Awards, na categoria de melhor blog em língua estrangeira.

A concorrência é forte e um tanto quanto desleal, mas só o fato de já ter seis votos computados me deixou muito contente.

Se os amigos leitores quiserem ir lá votar, é só clicar no ícone que está aqui do lado direito da página.

Carros de uma corrida só (parte 3) - Amon AF101

O neozelandês Chris Amon é tido até hoje como um dos mais azarados pilotos da história do automobilismo. Trocava de equipe como quem troca de camisa e quando deixava um carro, imediatamente ele se tornava competitivo no ano seguinte. Foi assim com a Ferrari e a March, por exemplo.

Na Matra-Simca, mostrou velocidade e muita competência a bordo do lendário modelo MS120 com motor de 12 cilindros - mas quando tinha a vitória nas mãos, como no GP da França em Clermont-Ferrand, no ano de 1972, um pneu furou e ele foi apenas o terceiro colocado.

A falta de sorte também o acompanhava em suas escolhas infelizes. Em 73, aceitou o convite dos irmãos Pederzani para desenvolver o Tecno-Martini e se indispôs com a escuderia em razão da falta de competitividade total do carro. No fim do ano, foi inscrito pela Tyrrell para guiar o terceiro carro da equipe em Watkins Glen e nem teve chance de correr, pois François Cévert sofreu um acidente fatal.

Assim, com apoio financeiro de John Dalton, Chris Amon pôs em prática seu projeto mais ambicioso: construir - e correr - com seu próprio Fórmula 1, privilégio conseguido apenas por Jack Brabham, Bruce McLaren, Dan Gurney e John Surtees até aquela data.

O projeto de Gordon Fowell, como visto na foto abaixo, era sem dúvida muito interessante, com o aerofólio traseiro formando uma peça única com a suspensão. A dianteira em cunha lembrava o McLaren M23 e o castelo do cockpit, o March 731. Não era um carro bonito, mas o importante, segundo Amon, era largar no máximo de corridas para conseguir o fundamental: mais dinheiro.


O modelo AF101 com motor Ford Cosworth V-8 e pneus Firestone apareceu na quarta etapa do campeonato de 1974 - a primeira da fase européia - no circuito espanhol de Jarama. Chris classificou-se no 23º lugar entre 25 que puderam alinhar (havia também Guy Edwards, com Lola e Tom Belso, com Iso-Marlboro, desclassificados). O neozelandês andou em último, ou entre os últimos, até desistir na 22ª volta com problemas de freios.

Para o GP da Bélgica, com inacreditáveis 35 inscritos, Amon não conseguiu alinhar seu carro. Em Mônaco, a quebra do distribuidor o impediu de tentar a classificação. Após quatro provas ausente, Chris Amon foi para a disputa do GP da Alemanha em Nürburgring mas, adoentado, não correu. Cedeu o lugar ao jovem australiano Larry Perkins, que não se classificou.

Em Monza, novo desastre e o neozelandês desistiu da aventura. Convidado pela BRM para correr as duas provas finais, apresentou-se no GP do Canadá pela nova equipe. Até 1976, ano em que se retirou da Fórmula 1, Chris ainda correu com o Ensign - carro com o qual chegou a fazer excelentes apresentações - e depois tentou em vão classificar o Wolf-Williams para os GPs do Canadá e dos EUA.

No ano seguinte, provando que conhecia do riscado, indicou um rapaz franzino, baixinho, que conhecia da Fórmula Atlantic estadunidense, para Daniele Audetto, diretor da Ferrari. Seu nome? Gilles Villeneuve.

O resto é história. Hoje com 64 anos de idade, Chris Amon leva uma vida pacata na Nova Zelânda e está totalmente afastado do automobilismo.

Semana Elvis - parte IV

O vídeo da parte 4 não poderia deixar de ser outro: o do último show da carreira de Elvis, em 1977.

A música? "Unchained Melody", em interpretação emocionante, emocionada e histórica do Rei do Rock.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Carros de uma corrida só (parte 2) - Lyncar 006

Após trabalhar como designer nas fábricas da Lola, da Brabham e posteriormente na March, o engenheiro Martin Slater pôs em prática os conhecimentos adquiridos em seus empregos anteriores para construir um carro de corrida. Nasceu o Lyncar 005, um modelo para correr na Fórmula Atlantic, então uma alternativa competitiva - e barata - de acesso para a Fórmula 2, com motores de 1,6 litro. Com esse carro, o neozelandês John Nicholson levou o bicampeonato da categoria em 1973 e 1974, que contou em algumas provas com a presença do brasileiro Alex Dias Ribeiro.

Naquele mesmo ano de 74, Slater deu seu passo mais audacioso: construiu um Fórmula 1 que receberia o usual motor Ford Cosworth V-8 e pneus Goodyear. A estréia sería no GP da Bélgica, mas o carro não ficou pronto a tempo. No concorridíssimo GP da Inglaterra, em Brands Hatch, Nicholson e o Lyncar 006 apareceram novamente e ele ficou apenas com o 31º tempo entre 35 inscritos.

John Nicholson em ação com o Lyncar na única corrida oficial, em 75


Em 1975, após duas aparições em provas extracampeonato - a Corrida dos Campeões e o Troféu Internacional, ambas em Silverstone - John Nicholson classificou-se para o GP da Inglaterra com o Lyncar 006, marcando o último tempo entre os 26 classificados. Em razão do caos que se instalou em Silverstone por causa da chuva que ia e voltava, e que embaralhava a classificação, o neozelandês chegou a andar em 15º. Mas envolvido no aquaplanning que tirou dezenas de concorrentes da prova, o neozelandês terminou classificado em décimo-sétimo, a 5 voltas do vencedor Emerson Fittipaldi.

Ao fim do ano, o Lyncar foi vendido para o espanhol Emilio de Villota e transformado em Fórmula 5000, correndo ainda por mais duas temporadas. Com esse carro, ele venceu em Mallory Park, na Inglaterra.

O campeão que ninguém viu

As conquistas do automobilismo brasileiro são incontáveis.

Só na Fórmula 1, oito títulos mundiais com Emerson, Piquet e Senna. Na ChampCar, triunfos para Emerson, Gil de Ferran e Cristiano da Matta. Tony Kanaan já foi campeão na IRL. Raul Boesel, no antigo Grupo C. Ricardo Zonta e Jaime Melo no FIA GT, e por aí vai. Se contarmos os títulos em categorias menores, eu perderia horas dissecando tudo isso.

O que eu quero dizer é o seguinte: a maioria dos campeonatos acima citados ganhou amplitude na mídia, especial e principalmente a F-1, além da ChampCar e IRL quando ambas tiveram seu auge na imprensa brasileira. Mas como o automobilismo não se resume a estes campeonatos, como é que nos comportamos quando um brasileiro ganha um Mundial... de Kart, por exemplo?

Infelizmente a tendência é ignorar, passar batido ou não ter nenhuma notícia ou fonte sobre essa situação. Não é o caso da notícia que me foi passada pelo Rodrigo, do blog F1 Grand Prix.

Pois bem: Rodrigo Faulhaber venceu o Mundial de Kart Indoor realizado em Phoenix, no estado americano do Arizona, derrotando 84 pilotos de 15 países - incluindo outros oito brasileiros que foram participar do evento, um deles o mais velho participante, o veteraníssimo Chico Inglês, de 58 anos de idade - que vi correr de Passat Hot Car em Jacarepaguá, 1981.

Rodrigo Faulhaber: o campeão que ninguém viu



Faulhaber, que também é carioca, somou 117,5 pontos ao cabo dos quatro dias de evento, três pontos e meio a mais que o austríaco Werner Trügler. Outros três brasileiros completaram entre os dez melhores: Pedro Washington (6º colocado), André Addison (9º) e Chico Inglês (10º). O Brasil foi terceiro na Copa das Nações, a um ponto dos EUA e três atrás da Bélgica.


Entre as escuderias, qualificaram-se três entre as 10 primeiras, com a NOVA / TopKart.com.br chegando em segundo, imediatamente à frente da equipe TopKart Barra. O pessoal da equipe TopKart Norte Shopping - em cujo kart indoor estive na semana passada, a propósito - chegou em nono.

Parabéns à galera do indoor e ao Rodrigo Faulhaber, mais um brasileiro campeão mundial no automobilismo - que infelizmente quase ninguém tomou conhecimento.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Semana Elvis - III

O terceiro vídeo da série homenageando o mito Elvis Presley está bem aqui abaixo. É um registro do "Comeback Show" realizado em 1968, quando o Rei do Rock se apresentou de negro da cabeça aos pés, num figurino que ele usou apenas nesta ocasião em que ele cantou melhor do que nunca.

A música é "Baby What You Want Me Do". Sensacional.

Carros de uma corrida só - Connew


Esta é uma nova modalidade de tópico no Saco de Gatos - para mostrar os carros ou equipes de Fórmula 1 que se restringiram a uma única aparição na categoria máxima.

O modelo da foto acima é o Connew PC1, um projeto de fundo de quintal feito por Peter Connew destinado inicialmente para provas de Fórmula 5000 - e que acabou aproveitado para a F-1.

Em fotos tiradas de perfil, o Connew mostrava uma aerodinâmica bastante interessante, com a frente em cunha e o cockpit inclinado horizontalmente. Com o apoio da Capricorn, uma empresa de alimentos, Peter Connew levou seu carro para o GP da Inglaterra em Brands Hatch, com o objetivo de dar quilometragem e visibilidade ao projeto. Contratou François Migault, que estrearia na categoria máxima, mas o carro teve problemas de suspensão e não se apresentou para os treinos classificatórios.

A tentativa seguinte foi o GP da Áustria, em Zeltweg, onde Migault marcou o 25º (e último) tempo a quase 4 segundos do March 721G de Mike Beuttler. Na corrida, chegou a alcançar um honroso décimo-sétimo lugar, na frente dos brasileiros Wilsinho Fittipaldi e Carlos Pace, do italiano Andrea de Adamich e do alemão Rolf Stommelen. Entretanto, depois de 22 voltas, a suspensão do Connew quebrou e Migault saiu da prova.

Depois disso, não se sabe por qual razão, Peter Connew nunca mais alinhou seu carro para qualquer GP. Como lembrança, o construtor (que ainda está vivo) tem guardado como troféu o periscópio da entrada de ar do motor do seu único carro de Fórmula 1.


Peter Connew e seu troféu

Mau agouro

Aos 22 anos, Lewis Hamilton será merecedor de uma biografia.

Mas já? Tão cedo?!? - espantar-se-iam os leitores do blog. (que ou andam sumidos ou o Google Analytics endoidou)

É... é verdade. O piloto da McLaren, líder do campeonato, intitulado "King Of The World" (cruuuuzes) no título do livro, tem sua vida e carreira contadas por Frank Worrell, autor da publicação - que será lançada em novembro.

Entre as páginas, um exercício inacreditável de gatomestrice coloca Lewis campeão da temporada 2007.

Ok... pode até ser e chances ele tem. Mas... em setembro? No GP do Japão? Aí é demais pra minha inteligência.

Eu reputo essa tentativa infeliz como um mau sinal para o fim do campeonato da revelação do ano. E me baseio no seguinte: em 1950, na véspera do famoso Maracanazo, o berro impresso das manchetes já colocava a taça Jules Rimet nas mãos dos brasileiros.

"AQUI ESTÃO OS CAMPEÕES DO MUNDO!!!!!", dizia o Diário Carioca, por exemplo.

Os uruguaios foram mexidos nos seus brios e deu no que deu.

Na própria Fórmula 1, outro piloto britânico como Hamilton ousou permitir o lançamento de sua biografia ainda mais jovem, aos 20 anos. Seu nome: Jenson Button.

Que até hoje não disse ao que veio na categoria máxima.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Semana Elvis - II

Mais um vídeo homenageando esse fenômeno da música. Agora as honras ficam com o clássico "Jailhouse Rock", de 1957.

O fenômeno Djokovic

Abro o jornal para ler as notícias esportivas e vejo com surpresa - mas nem tanto - que o sérvio Novak Djokovic venceu o Masters Series de Montreal, superando ninguém menos que Roger Federer na final.

O suíço não poderia ser um adversário melhor para o tenista de 21 anos mostrar que está pronto para ser um dos grandes do esporte. Foram três sets duros e os dois que Djokovic venceu precisaram de tiebreak, sem que nenhum dos jogadores concedesse quebra um ao outro. Federer venceu o segundo set por 6/2, mas capitulou diante do bom jogo do adversário.

Com o título no Canadá, Novak já desponta como o número 3 do ranking mundial, numa fulgurante aparição de um jogador que já tinha me chamado a atenção em outras ocasiões, merecedor de elogios dos experts de tênis do Sportv: Eusébio Resende, Dácio Campos e Narck Rodrigues.

Que hoje soltou a profecia:

"Daqui a um ano, o Djokovic não perde mais nenhum jogo para o (Rafael) Nadal."

Detalhe: o sérvio ganhou do jogador que hoje é tido como o único capaz de superar os feitos de Federer em quadra rápida, nas semifinais. E na decisão, cravou o número 1 do mundo.

Guardem bem este nome: Novak Djokovic.

Se as lesões não atrapalharem sua carreira, estamos diante de um futuro líder do ranking mundial da ATP.

Um passeio com Depailler

Nesta semana, o Flavinho Gomes botou no seu blog uma foto sensacional da Tyrrell P34 de Patrick Depailler equipada com um aparato inédito para uma filmagem onboard de uma volta em Mônaco.

Pois bem: e o vídeo está aqui abaixo para todo mundo que quiser ver. As imagens foram produzidas em 1977, no intervalo de uma das sessões de treinos, com um carro do ano anterior especialmente preparado para a filmagem.

E como guiava bem o tal do Depailler!

Não foi à toa que sua primeira vitória na F-1 foi exatamente em Mônaco, no ano seguinte a esta filmagem, com o modelo 008 da Tyrrell - já com quatro rodas em vez das seis do monstrengo que guiou em 76 e 77.

domingo, 12 de agosto de 2007

É amanhã...

Não se assuste com o 13, nem com agosto, muito menos com o canhoto!

Muita gente pergunta: por que 13 de agosto é o Dia do Canhoto?

Normalmente se diz que ninguém sabe por quê, mas nós temos uma explicação plausível. Como se sabe, o mês de agosto é considerado de mau agouro, havendo o dito popular: “agosto, mês do desgosto”. Quanto ao número 13, todos sabem, é considerado “que dá azar”.

Há muitas superstições desse número. Nos Estados Unidos, a superstição chega a extremos: muitos edifícios não têm o 13º andar, pulam do 12 para o 14. Nos hotéis também! Nos aeroportos, o número 13 é evitado: do portão de embarque de número 12 geralmente pula para o 14.

Mas, que tem a ver o canhoto com o azar? Nos dicionários, encontramos “canhoto” com o sinônimo informal de “diabo”. A palavra “sinistro” refere-se também a “canhoto”, sendo “sinistrismo” o uso predominante da mão esquerda. Mas os canhotos nada têm a ver com azar!

Agora, a explicação: a pessoa canhota é geralmente muito criativa, inquieta e quantas mães já não disseram carinhosamente para a criança canhota: “é um demônio!”?

Assim, como toda pessoa criativa, o canhoto passa a ser um estorvo, vive “inventando moda”, querendo mudar as coisas, fazendo estripolias.

Na religião cristã, demônio é o anjo que se rebelou contra a autoridade divina.

Os canhotos e canhotas são adoráveis rebeldes, cheios de características muito interessantes, mas pouco notadas e, às vezes, incompreendidas pelos destros.A partir de agora, passe a observar os canhotos e veja se eles não são precisos no que fazem, se não são criativos e, por isso, agudos nas observações, têm uma excelente mira e muitos são músicos porque usam mais o hemisfério direito do cérebro.

E têm senso de humor para aturar a nós, destros...

Professor Luiz Machado, Ph.D.

Este artigo está aqui porque eu sou um adorável rebelde. Em suma: um canhoto.

Semana Elvis

No próximo dia 16, há 30 anos, aconteceu o passamento de um ícone de toda uma geração:

Elvis Aaron Presley.

O cantor do Memphis, descoberto por um holandês alcunhado Coronel Tom Parker e depois apadrinhado por Sam Phillips, executivo da Sun Records, despontou para a música aos 16 anos e causou furor com seu rebolado que lhe valeu o apelido "The Pelvis" - censurado de saída em diversos estados e na televisão, em suas fulgurantes apresentações.

Logo foi alçado à condição de Rei do Rock e mesmo quando serviu o exército como pracinha na Alemanha, sua popularidade jamais diminuiu.

Elvis não se contentou em ser apenas um cantor capaz de despertar o tesão nas mulheres estadunidenses e do mundo afora. Quis ser ator e, embora os roteiros dos filmes dos quais participou fossem duvidosos, não decepcionou - embora estivesse longe de ser um Marlon Brando. Ele incendiava corações ao atacado e a sueca Ann-Margret, de rara beleza, rendeu-se aos encantos do Rei do Rock. Os dois tiveram um caso rumoroso durante as filmagens de "Viva Las Vegas", em 1963 - que vem a ser um dos maiores sucessos da carreira cinematográfica do cantor.

Que, por sinal, gostava muito de outros artistas roqueiros. Nessa mesma época, encontrou-se com os Beatles e nos anos 70, já na fase gospel (e gordíssima), o cantor fez questão de mencionar a presença do Led Zeppelin num de seus espetáculos, pedindo os aplausos das fãs a Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John 'Bonzo' Bonham.

Mesmo tido como decadente, ele ainda arrastava multidões e vendeu milhões de discos, além de protagonizar o ótimo documentário "Elvis é assim", que imediatamente após seu lançamento nos EUA em 1971, veio ao Brasil. Também é antológico o registro de um show gravado no Havaí, em 1973, que marcou o retorno triunfal de Elvis Presley depois do fim de seu casamento com Priscilla Beaulieu. O show foi exibido também por aqui pela TV Tupi e no mundo inteiro, atingindo a casa de 1,5 bilhão de espectadores - algo inédito para a época, atestando a imensa popularidade do cantor.

Daí até o fim de sua vida, apresentou-se em grandes ginásios, arrebatando o público e cantando como sempre, mesmo com a saúde cada vez mais deteriorada pelo uso contínuo de barbitúricos e outros medicamentos para se manter em condições de fazer mais de 100 espetáculos / ano.

Então, na manhã de 16 de agosto de 1977, na mansão Graceland em Memphis, Tennessee, o pior aconteceu: Elvis morreu em virtude de um colapso cardíaco e o anúncio da perda provocou imensa comoção mundial, como raras vezes se viu / ouviu em relação a qualquer artista. Seu falecimento foi chocante porque o cantor tinha apenas 42 anos de idade, mas de certo modo previsível dadas suas condições de saúde, cada vez piores.

Como todo artista que perece cedo, Elvis foi alçado à condição de mito instantaneamente. Sua obra é cultuada no mundo inteiro, seus discos ainda vendem milhares de exemplares, a mansão Graceland tornou-se um santuário da vida e da obra do Rei do Rock, e ele é sem dúvida o artista mais coverizado da história - muito mais do que Beatles e Michael Jackson, especialmente por fãs e cantores trajados com roupas baseadas no figurino do cantor nos anos 70. Um deles levou a coisa a sério: Tortelvis, cantor da banda Dread Zeppelin, que se apresenta com roupas remetendo o show de Elvis no Havaí, tem timbre vocal bem semelhante ao do ídolo e lidera uma banda que toca músicas dele - e do Led Zeppelin - em ritmo de reggae.

E como até o dia 16 teremos muito o que homenagear Elvis Presley, segue um vídeo do cantor arrebentando em um de seus clássicos: "Heartbreak Hotel". E repare que ele é mostrado apenas da cintura para cima...