quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Jerez, dia 3 (final)

Terminam os testes em Jerez de la Frontera e agora as equipes preparam armas, bagagens e tudo o mais para o GP do Japão no dia 30, em Fuji. A McLaren voltou a fazer o melhor tempo do dia, de novo com Pedro de la Rosa, somente 0"039 melhor que a Ferrari de Luca Badoer.

Mark Webber teve boa performance com a Red Bull e Nelson Ângelo Piquet, que levou a cabo todo o teste da Renault, fez o carro evoluir e ficou em quinto, a 1"038 do espanhol da McLaren, após 120 voltas completadas.

Dez pilotos andaram, com a Honda revezando Jenson Button e James Rossiter ao volante do único carro permitido pela regra de testes imposta pela FIA a partir do ano de 2007.

Eis as marcas da quinta-feira:

1. de la Rosa - 1'19"617 (68 voltas)
2. Badoer - 1'19"656 (68)
3. Webber - 1'20"067 (42)
4. Heidfeld - 1'20"184 (94)
5. Piquet - 1'20"655 (120)
6. Button - 1'20"831 (66)
7. Trulli - 1'21"621 (77)
8. Vettel - 1'21"626 (82)
9. Rossiter - 1'21"643 (39)
10. Rosberg - 1'22"148 (57)

Macacos, cachorros e perguntas sem resposta

Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1 que certa feita disse que os carros de hoje podem ser pilotados por macacos, disparou sua metralhadora na direção de Fernando Alonso, comparando-o a outro campeão do passado.

"Prost era um cachorro. Mas Alonso consegue ser muito pior", comentou.

O austríaco sabe do que está falando. Lidou com Prost por dois anos e depois Ron Dennis ainda teve o francês por outras três temporadas. Se o anão teve paz quando Stefan Johansson foi um inofensivo companheiro de time em 1987, o mesmo não se pôde dizer dos dois anos seguintes, quando Ayrton Senna dividiu com ele as atenções na McLaren.

"Existem os egoístas absolutos e eu fui um deles", disse Lauda. "Por outro lado, existem aqueles que fazem política para fortalecer sua posição na equipe e Alonso é um deles. Esse tipo de atitude é coisa de fracos. Ele deveria parar de se lamentar e se concentrar apenas em correr", arrematou.

Apesar do tricampeão detonar Alonso, é sabido que o espanhol - por mais que esteja tentando derrotar Lewis Hamilton nos joguinhos psicológicos, está isolado dentro da equipe. Nem com Ron Dennis ele fala mais, como a imprensa fez questão de revelar. E Norbert Haug, diretor da Mercedes, já resignou-se.

"Se um piloto não quer ficar, temos que sentar e conversar sobre isso."

O que fica claro é que o mercado de pilotos ainda não sofreu as alterações que se esperavam. E perguntas surgem:

Para onde vai Alonso?

Nelsinho, afinal, assina com a Renault?

Fisichella finalmente será um ex-piloto?

Quem vai pagar mais pela vaga na Spyker?

A Prodrive vai ser mesmo o time B da McLaren?

Aguardemos...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Jerez, dia 2

Mais um dia de treinos na Andaluzia, e desta vez a McLaren foi a mais rápida, com Pedro de la Rosa. O piloto de testes da equipe recém-eliminada do Mundial 2007 fez o tempo de 1'19"267 na mais rápida das 70 voltas que percorreu no circuito de Jerez de la Frontera.

Mark Webber foi o segundo, a exatos 0s680 do tempo de Pedro de la Rosa, cabendo o terceiro lugar a Luca Badoer, com a Ferrari.

O único brasileiro a andar hoje foi Nelson Ângelo Piquet, com o 7º tempo, repetindo a posição de ontem. Rubens Barrichello cedeu seu posto para Jenson Button, que foi o sexto. Das nove equipes que testaram, a única a pôr dois pilotos na pista foi a Toro Rosso, revezando Sebastian Vettel e Vitantonio Liuzzi, quinto mais veloz do dia.

Os tempos:

1. de la Rosa - 1'19"267 (70 voltas)
2. Webber - 1'19"947 (106)
3. Badoer - 1'20"249 (69)
4. Heidfeld - 1'20"318 (103)
5. Liuzzi - 1'20"318 (47)
6. Button - 1'20"624 (74)
7. Piquet - 1'20"804 (111)
8. R. Schumacher - 1'21"101 (76)
9. Rosberg - 1'21"608 (31)
10. Vettel - 1'21"863 (10)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ferrari 312T8: aconteceu ou é só lenda?



O leitor Clébio, de Sete Lagoas, traz um questionamento muito interessante acerca do carro da foto acima. Segundo ele, seria uma Ferrari 312 T8, com quatro rodas motrizes na traseira e outras quatro na dianteira.

Teoricamente, a trapizonga de Maranello teria sido testada por Clay Regazzoni, como denuncia a foto. Também parece que nesse carro foi experimentado um sistema de tomada de ar muito parecido com a Brabham BT45 que Gordon Murray projetou para o Mundial de 1976.

E então... alguém confirma se essa T8 de fato existiu? Ou é apenas uma lenda do automobilismo?

Pequenas maravilhas VI - Maverick D-1 e Escort Marcas



José Augusto ataca novamente e manda mais fotos de suas pequenas maravilhas, cada vez mais raras - e inacreditáveis. Pelo visto, ele é um apaixonado pela equipe Willys, como já notamos, e também pelo trabalho do Luiz Antônio Greco, que assumiu o comando da escuderia - rebatizando-a de Bino e depois com seu próprio sobrenome, nos anos 70, 80 e 90.

Na foto acima, duas preciosidades em escala 1/24: o Escort #47 com patrocínio da Cofap, acredito que usado no Brasileiro de Marcas de 1989, quando a categoria voltou a usar motores de aspiração normal; e o Maverick V-8 Quadrijet #2 que corria na categoria Divisão 1. Quem adorava guiar estes carros sempre que possível era José Carlos Pace, junto com Paulão Gomes.

Que outros pilotos guiaram estes dois carros?

No Escort, lembro que andaram Waldir Florenzo, Luiz "Pitoco" Rosenfeld, Lian Duarte, Edmar Ferreira, Arthur Bragantini, Ingo Hoffmann e Fábio Greco, o filho da lenda.

E no veoitão, acho que andaram Marivaldo Fernandes, Tite Catapani, entre outros que não me recordo.

Moçada, favor contribuir recordando o nome dos que a minha memória não recorda mais!

Meia-cinco


Como muitos de vocês ainda não conseguiram decifrar o enigma da moto 33, ofereço outro desafio bastante interessante, ainda com motocas "das antigas".

As perguntas são as de sempre: quem é o piloto? qual a corrida e o ano de disputa? E a moto em questão?

Jerez, dia 1

Com nove carros e pilotos na pista, a Fórmula 1 começa mais uma sessão de treinos coletivos, agora em Jerez de la Frontera, na Espanha. Muitos dos pilotos que andaram nesta terça - exceção feita a Vitantonio Liuzzi e Rubens Barrichello - são test drivers e muitos deles buscam contratos para o próximo ano.

É o caso de Timo Glock, adversário de Lucas Di Grassi na guerra particular que os dois vão travar na rodada final da GP2 em Valência. O piloto da BMW virou o tempo de 1'21"606, mais de meio segundo abaixo do STR-Ferrari de Vitantonio Liuzzi.

Sébastien Buemi teve a chance de andar no Red Bull-Renault e foi o terceiro melhor do dia, seguido por Franck Montagny (Toyota), Pedro de la Rosa (McLaren-Mercedes) e Nelson Ângelo Piquet, com a Renault.

Rubens Barrichello e a Honda estrearam "novidades" na aerodinâmica - que na verdade trata-se do bico boca de bagre que a McLaren lançou e a Williams copiou depois. Mas o brasileiro não foi além da sétima colocação, com Kazuki Nakajima em oitavo e Luca Badoer em último com a Ferrari, em decorrência de um grave problema com a eletrônica que será usada em 2008.

Tempos de hoje:

1. Glock - 1'20"606 (71 voltas)
2. Liuzzi - 1'21"280 (90)
3. Buemi - 1'21"309 (59)
4. Montagny - 1'21"555 (72)
5. de la Rosa - 1'21"651 (46)
6. Piquet - 1'22"009 (63)
7. Barrichello - 1'22"020 (79)
8. Nakajima - 1'23"177 (87)
9. Badoer - 1'23"432 (36)

Raridades emepebísticas

Eu sou um apaixonado por boa música, independentemente do ano em que foi gravada ou composta, nos mais variados gêneros - da ópera ao rock and roll. E tenho um amigo de Orkut, o alagoano Waguinho, que é um pesquisador contumaz das velhas "bolachas" de vinil.

Pois bem: o Waguinho esteve de férias no Rio e por esses dias avisou que apareceria aqui em casa pra me entregar um presente e mostrar as novas aquisições da coleção. E que aquisições!

O cara achou os três volumes do "Dois na Bossa", clássico disco ao vivo de Elis Regina e Jair Rodrigues, num sebo perto do Mercado das Flores. E não foi só isso: encontrou álbuns de Bethânia, Gal, trilhas sonoras de novelas, enfim... raridades em estado impecável de conservação, como o disco "Passaredo", de Francis Hime.

Conversamos por um tempo e me despedi, pois o jantar me aguardava. E depois, fui ver o que ele tinha me entregue: um DVD com grandes momentos dos Festivais da Record.

Tratava-se de um programa que provavelmente eu vi em 1990, com apresentação do falecido Blota Júnior, e imagens históricas dos eventos que a emissora - na época de propriedade da família Machado de Carvalho - promoveu e exibiu entre 1966 e 1969.

E tem de tudo!

As três primeiras músicas do DVD são do último Festival da Record, em 69. Começa com "Sou Filho de Rei", com Clara Nunes; passando pela campeã "Sinal Fechado", onde Paulinho da Viola canta em meio aos outros concorrentes, que pedem silêncio à platéia furiosa porque "Gostei de Ver", cantada por Márcia & Os Originais do Samba não ficou em primeiro. Detalhe: Márcia é a esposa do locutor Sílvio Luiz - e ele aparece ao lado dela no final da música!!!

Chico Buarque de Hollanda aparece duas vezes com o MPB-4 - em "Roda Viva" e "Benvinda" - e ainda tem a sua "A Banda", cantada por Nara Leão. Tem também Maria Odete cantando "Um Dia", de Caetano Veloso; Vanusa em "Comunicação"; Elza Soares com "De Amor e Paz", de Luiz Carlos Paraná; e Isaurinha Garcia, com "Primavera", do rei da dor-de-cotovelo, Lupiscínio Rodrigues.

Jair Rodrigues aparece nada menos que três vezes no DVD, até porque era um dos mais requisitados intérpretes, cantando "Samba de Maria", "A Família" (esta com os Golden Boys) e a campeoníssima "Disparada", com a queixada de burro tocada pelo percussionista Manini no dia da final.

Edu Lobo, campeão em 1967 com "Ponteio", interpretada por ele, Marília Medalha, o Momento Quatro e o Quarteto Novo, também aparece mais de uma vez. A outra canção dele é "Memórias de Marta Saré", vice-campeã no Festival de 1968.

E não podia faltar a turma da tropicália: Tom Zé e "São, São Paulo Meu Amor"; Caetano Veloso, com "Alegria, Alegria"; Gal Costa interpretando espetacularmente a música "Divino, Maravilhoso", que virou nome de programa na TV Tupi; e Gilberto Gil, junto com os Mutantes, na brilhante "Domingo no Parque".

A grande Elis Regina, a inesquecível Pimentinha, arrebenta em "Ensaio Geral" e "O Cantador". E numa época onde a vaia era dominante, duas das músicas mais vaiadas pelos anti-tudo estão lá: "Bom Dia", de Gilberto Gil e cantada por Nana Caymmi (então casada com ele); e "Maria, Carnaval e Cinzas", cantada com classe por Roberto Carlos, apupado pelos fãs de Elis, pelos tropicalistas e amado pelas meninas e a turma da Jovem Guarda.

Só faltou o grande momento da história dos Festivais da Record: a catarse provocada pela platéia durante a execução de "Beto Bom de Bola", música de Sérgio Ricardo que, em protesto, atirou seu violão destruído no auditório.

Bom... não faltava mais. Não tem no DVD, mas tem no YouTube, cortesia do "Mofo TV", que resgata momentos clássicos da história da televisão - e sem dúvida este é um deles.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Belo exemplar



Belíssimo exemplar nacional na foto. Acredito que seja um Lorena. Mas de quem? Com que mecânica? De que corridas teria participado?

Cadê o mestre Joaquim com sua sapiência, para nos socorrer?!?

Digam 33



Bonita a foto - e a motoca acima, não acham?

Alguém arrisca palpite: quem guia, que tipo de Yamaha é este?

Aguardo os especialistas se manifestarem.

Delator, traidor e agora... aliciador!

Meus amigos... a ser verdade o que acabo de ler e vou reproduzir aqui, diretamente do Globo.com, é realmente uma mostra de mau-caratismo como nunca vi igual na Fórmula 1.

Fernando Alonso ofrereceu aos seus mecânicos R$ 2.500 (£650) de bônus por cada corrida em que ele vencer Lewis Hamilton, companheiro de McLaren e rival na briga pelo título. No entanto, de acordo com reportagem publicada no jornal inglês "Daily Mirror", a idéia foi vetada instantaneamente por Ron Dennis, chefe da equipe.

O bicampeão mundial ganha, atualmente, 50 vezes mais do que Lewis Hamilton. Alonso recebe cerca de R$53 milhões, enquanto seu companheiro tem ganhos de aproximadamente R$ 1 milhão. No entanto, o novato lidera o campeonato com dois pontos de vantagem.

- A maneira como ele esta se comportando é incrível. Você não pode concordar com isso de nenhuma maneira - diz uma fonte da equipe ouvida pelo "Daily Mirror".

Jogo aberto

Na última quinta-feira, fui surpreendido por um telefonema de Lédio Carmona, excelente jornalista esportivo, vascaíno de quatro costados, autor de ótimas - e irônicas - reportagens para a revista Placar. O assunto era Fórmula 1, que ele confessa não dominar.

"Quer dar seu parecer sobre a decisão da FIA no caso de espionagem da McLaren?"

Sem hesitar, disse que já tinha um texto pronto para o meu blog - o post intitulado "Saiu barato" - e que lhe mandaria por e-mail assim que pudesse. Lédio o publicou na íntegra e ainda colocou link do blog na página dele no Globo.com.

Que moral!

Essa moral ajudou o meu blog a ter quase 800 page views na última quinta, que é um número bem respeitável. E em retribuição, agora o Saco de Gatos também tem link para o ótimo blog do Lédio - Jogo Aberto -, um dos melhores - senão o melhor - da safra da Globo.com.

Ah... sem deixar passar em brancas nuvens, também coloquei link para a página do Américo Teixeira Júnior, outro excepcional jornalista - e conhecedor do métier automobilístico - hoje militando como assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), além de responsável pela Motorsport Brasil, a interessante publicação oficial da entidade - cujo último exemplar ainda não recebi... culpa dos Correios, acho.

Um filme que pode se repetir

A disputa pelo título mundial de pilotos de 2007 tem cheiro de filme repetido. Faltam três provas para o fim e três nomes aparecem com chances reais de chegar lá - uns com mais, outros com menos. E enquanto muitos se remetem ao já distante ano de 1977 - onde Mario Andretti venceu quatro etapas e James Hunt, Jody Scheckter e Niki Lauda, três - para celebrar um pretenso "equilíbrio" neste ano, ninguém até agora se deu conta de que este campeonato guarda mais semelhanças com 1986 do que parece.

Duvidam? Então vamos lá...

Tal como há 21 anos, existem dois pilotos da mesma equipe, visivelmente em pé de guerra e com um deles decidindo não passar mais informações de acerto ao outro. Na Williams, também foi assim: Piquet entrou em guerra psicológica contra Mansell, que era muito rápido e queria ganhar um campeonato a todo custo. O brasileiro passou a sonegar informações de acerto e ao mesmo tempo evoluiu no campeonato, vencendo corridas e somando pontos.

Hoje, na McLaren, tirando o fato de que Hamilton é um estreante, coincidentemente trata-se de um inglês correndo numa equipe inglesa. Alonso, latino como Nelson Piquet, também já possui dois títulos, tal como o brasileiro naqueles tempos. E depois de estar 14 pontos atrás de Lewis no campeonato, o espanhol hoje está a apenas dois do "companheiro" de equipe.

Tal como há 21 anos, existia um piloto com menos chances - de acordo com sua pontuação até então. Só que este piloto, que já havia expurgado a pecha de azarado em 1985, teve a sorte a seu favor e foi campeão - aliás, bicampeão. Este personagem era Alain Prost.

Lógico que ele não guarda semelhança alguma com Kimi Räikkönen em muitos aspectos - principalmente porque ele já era campeão e o finlandês ainda não o foi. Mas, pensem bem: com 13 pontos de desvantagem para Hamilton e com 30 em disputa, não é impossível sonhar com um título inédito.

E agora fica uma questão martelando a minha cabeça: a Ferrari, que tanto proclama a "igualdade" entre os pilotos desde que o campeonato começou, não vai determinar ordens para que Felipe Massa - carta fora do baralho - ajude o finlandês a ser campeão?

Nos tempos de Schumacher e Barrichello, era uma atitude bem típica e a equipe não tinha pudores em mandar Rubens ajudar o alemão - e o brasileiro era obediente às ordens. E agora? Massa será um novo Barrichello?

Pois se for... terá dois problemas pela frente: um - conviver com um campeão mundial dentro da própria equipe, no caso, claro, de Räikkonen reverter a vantagem e contar com sua colaboração; e dois - ser relegado ao plano de segundo piloto, e acho que esta não era a sua pretensão.

domingo, 16 de setembro de 2007

E a pergunta que não quer calar?

QUE PAÍS É ESTE?

Só dois

Timo Glock e Lucas Di Grassi. No próximo dia 30, em Valência, no circuito Ricardo Tormo, um dos dois se consagrará campeão da GP2 Series, a porta de entrada para a Fórmula 1. O alemão, líder com 79 pontos teve provavelmente o pior fim de semana de toda sua carreira: ficou parado no grid na corrida longa, salvou apenas o ponto da volta mais rápida e hoje, antes da prova curta, bateu com Ricardo Risatti e nem correu. Danou-se.

Di Grassi teve a seu favor em Spa-Francorchamps dois pódios e 10 pontos somados no fim de semana. Tinha 11 pontos de desvantagem para seu rival da iSport International. Sai da Bélgica a apenas dois pontos distante do alemão e muito fortalecido na briga pelo título.

Os dois têm um objetivo comum: um lugar na Fórmula 1. Glock tem boas chances na BMW e até mesmo na Toyota, como titular. Na escuderia bávara, ele seria piloto-reserva e de testes.

Lucas Di Grassi, por sua vez, tem o status de número um do Renault Driver Development e seu perfil se encaixa perfeitamente no que os chefes de equipe da categoria máxima tanto precisam: é constante, rápido, tem um ótimo referencial de acertos, um bom feedback de informações e principalmente não comete erros.

E vai com a vantagem psicológica que, mais do que nunca, conta muito mais do que ter no momento o melhor carro - coisa que Glock tem de sobra, mas lhe falta por outro lado a constância e a excelência que um campeão de automobilismo precisa ter.

Evidente que, como brasileiro que sou, e antes de tudo porque ele não teve apoio de patrocinadores fortes, marketing ou mesmo citações em transmissões de F-1, vou torcer muito para que o título fique com o paulista Lucas Di Grassi.

E será justo. Muito justo. Justíssimo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Pega ladrão!

Acabo de ler no Globo.com que Salvatore Cacciola, empresário carioca que deflagrou o rombo no Banco Marka e no Fontecindam há oito anos, foi preso hoje no Principado de Mônaco. Ele e a mulher Adriana, Miss Brasil 1981, viviam em Roma, foragidos da Justiça Brasileira. Segundo a matéria, ele trabalhava na capital italiana como empreendedor, construindo casas.

Chega a ser irônico que hoje ele seja um "empreendedor", pois em 1999, ele foi o responsável por um escândalo quando do episódio da maxidesvalorização do real perante ao dólar no segundo mandato do governo FHC. Ele pediu ajuda a Francisco Lopes, então presidente do BC, que vendeu dólares por um preço mais baixo do que o mercado, para Cacciola. A operação resultou num rombo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos e Francisco justificou o empréstimo como um paliativo para "evitar uma crise que abalaria o sistema financeiro nacional".

Certo é que tanto o Marka quanto o Fontecindam quebraram e o governo FHC deixou por isso mesmo. A Justiça idem e a polícia, inoperante, o deixou fugir para fora do país. Em 2001, os bens de Cacciola e de outros envolvidos no escândalo, entre eles o então presidente do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), Demóstenes Madureira de Pinho Neto, foram embargados. Há dois anos, Salvatore foi condenado a 13 anos de prisão, mas desde 2000 ele se encontrava foragido.

Então, deu-se neste sábado o que a Polícia Federal tanto esperava: ele foi atravessar a fronteira da Itália com o Principado de Mônaco e foi emitido um "alerta vermelho". O governo brasileiro enviou um pedido de prisão preventiva e o empresário deve em breve ser extraditado e possivelmente cumprir sua pena.

O foragido número 1, quem diria, acaba preso pela Polícia Federal em outro governo que não o de FHC. Outra ironia, pois nas discussões políticas, sempre se questionou a condescendência da administração anterior com a quebradeira do Marka e do Fontecindam e da morosidade da Justiça em condenar Cacciola a uma pena que ele merece cumprir, porque roubou e ladrão tem que ficar na cadeia, independentemente se é rico ou pobre.

Parabéns à Polícia Federal do governo Lula, que prende mais um safado que em proveito próprio enriqueceu, às custas do dinheiro público, de impostos que eu, você e todos os leitores deste blog pagamos.

Colin McRae

Foi com tremenda surpresa que ao abrir minha caixa de e-mails de trabalho e me deparo com o seguinte título: "Palmeirinha lamenta a morte de Colin McRae".

Como fui ao Maracanã ver o Fluminense derrotar o América-RN, não fiquei mais inteirado sobre as notícias do esporte a motor. E fiquei sem saber que o piloto escocês de rallye morrera hoje num acidente de helicóptero na sua cidade natal, Lanark.

Campeão mundial de rallye em 1995 com um Subaru Impreza WRC, McRae estava contratado para correr na escuderia New Dimension X-Raid com uma BMW X3 no Dakar 2008, e um de seus futuros companheiros de equipe seria exatamente Paulo "Palmeirinha" Nobre, que nunca o conheceu pessoalmente mas foi um de seus adversários no Mundial Cross-Country deste ano.

"Ele correu o Transiberian Rally com um Nissan, que está longe de ser um carro competitivo. Mas enquanto esteve na prova, guiou muito, fez misérias", disse o brasileiro.

McRae já correra o Dakar em 2005 com um Nissan. Venceu duas etapas antes de destruir o carro num acidente inacreditável, do qual saiu sem qualquer arranhão. Um ano antes, correndo junto com o compatriota Darren Turner e o sueco Rickard Rydell, foi 3o. colocado na classe LMGT1 nas 24 Horas de Le Mans, com uma Ferrari 550 Maranello da escuderia Prodrive. Ano passado, disputou algumas provas de Porsche Supercup como convidado, e teve excelentes desempenhos.

Vai-se o piloto, de 39 anos, fica a sua classe e talento inexcedíveis. Que Deus o receba para se juntar a Henri Toivonen, outro dos grandes que já foi para o céu.

Em alta

Lucas Di Grassi, sem marketing e sem nenhuma menção por parte de vocês sabem quem, vai fazendo seu nome na GP2, asfaltando seu caminho rumo à Fórmula 1. Neste sábado, com consciência, constância e juízo, não se meteu em disputa alguma por posição - desde que soube que o alemão Timo Glock, líder do campeonato, ficou estático na largada junto com outros três pilotos.

O piloto da ART Grand Prix até ensaiou uma ultrapassagem sobre Nicolas Lapierre, mas pensou dentro do capacete que ele nada tinha a ganhar se arriscasse contra um piloto que até ali tinha 12 pontos somados no campeonato contra os seus 67 - uma diferença abissal. E depois do pit stop obrigatório, cedeu mesmo posições para Luca Filippi e Adam Carroll, só esperando por alguma lambança dos três primeiros.

Desta vez, foi Carroll quem pôs tudo a perder ao rodar sozinho e bater na altura de Stavelot. Bom negócio para Lucas, que subiu para terceiro, marcou mais seis pontos e agora soma 73 - seis a menos que Timo Glock, cuja 'missão' foi buscar o ponto extra da melhor volta - o que conseguiu com muito esforço já nas voltas finais. O alemão tem 79 e larga em décimo-sétimo na corrida curta de amanhã, enquanto Di Grassi sai em sexto.

Mais do que nunca, um campeonato em aberto e disputadíssimo. Isso é que é automobilismo.

Ah... e vocês viram quem foi que o conhecido locutor mencionou durante o treino da F-1? O 3o. lugar do sobrinho de "ASS", Bruno. E eis que este ficou parado na largada e mais tarde bateu.

Vai secar bem assim lá na caixa-prego...

"Belgicanas - II"

O companheiro Carlos Garcia, do blog Mundo Veloz, evidentemente já me chamou a atenção pelo meu palpite furado. Apostei que Alonso faria a pole: dancei, pois o espanhol foi 3º e Kimi Räikkönen, em quem ninguém apostava sequer um níquel, fez a pole position para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

Ocioso dizer que apostas fazem qualquer um cair do cavalo ou em contrapartida trazem a consagração àqueles que arriscam forte. Mas, conhecendo os coleguinhas como eu conheço, a maioria buscou o óbvio: Massa, Alonso ou Hamilton. E todo mundo - inclusive eu, admito - levou ferro.

O finlandês tirou coelho da cartola e tinha um carro excepcionalmente veloz no setor 1. Isso foi decisivo na luta interna que acontece entre ele e Felipe Massa, que entrou na pista primeiro, fez sua volta primeiro - e aliás, foi uma boa volta - mas insuficiente para destronar o homem de gelo como o mais rápido do dia.

Alonso é que desiludiu. Depois de uma sexta-feira fulgurante, o espanhol rodou na sua primeira tentativa de qualificação na superpole. Ficou sem menos um jogo de pneus para uma volta limpa - e ainda saiu no lucro com a 3ª posição no grid, à frente do líder do campeonato Lewis Hamilton.

Na "divisão B", ótimas performances de Robert Kubica e Nico Rosberg, os mais rápidos do resto, com Barrichello ficando muito de fora logo na primeira parte do treino, amargando o 18º lugar e bem atrás de Jenson Button. Atrás do brasileiro, formando pares, Super Aguri e Spyker... realmente a Honda não tem mais o que fazer com o pior carro do ano.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Belgicanas"


A Fórmula 1 tenta esquecer a nebulosa história do "Stepneygate" e suas conseqüências, mas tanto para quem está envolvido com a categoria diariamente e mesmo aos que não estão, como é o caso de quem acompanha tudo à distância, é algo que parece impossível.

Hoje, a FIA fez saber as reais dimensões do caso de espionagem, com direito a uma revelação surpreendente. Foi Ron Dennis, em pessoa, que resolveu tornar pública a existência dos e-mails trocados entre Alonso e de la Rosa, que comprovavam que o bicampeão mundial tinha informações - preciosas, aliás - sobre o carro da Ferrari e a estratégia da equipe. Tudo tendo como suporte as conversas entre Mike Coughlan e Nigel Stepney.

Segundo dizem, Alonso fez chantagem com o todo-poderoso diretor da McLaren, ameaçando jogar o nome da equipe na lama em troca possivelmente da liberação do contrato de três anos que assinou com a escuderia inglesa. A moral de Alonso no seio da equipe hoje beira a zero, mas o piloto dá de ombros e continua fazendo o que sabe dentro da pista.

Querem uma prova: então vejam os tempos de hoje, especialmente na segunda sessão, onde Alonso chegou a ter uma vantagem de 1"5 para Lewis Hamilton, tirada no braço pelo inglês numa volta espetacular no fim da sessão - com direito a uma controlada como se guiasse um kart. No fim das contas, o líder do campeonato ficou a 111 milésimos do bicampeão. Nada mau.

Felipe Massa minimizou o prejuízo do primeiro treino, quando escapou na curva Rivage e parou na brita. Fez o 3º tempo na sessão seguinte, a pouco menos de 3 décimos de Alonso - e foi melhor que Räikkönen, provando que é uma gangorra a luta entre um e outro para ser o mais veloz em determinados circuitos.
Surpresa positiva foi a Toyota - 5º e 6º lugares com Trulli e Ralf Schumacher, além de Sakon Yamamoto, que fez um honroso 17º tempo com a Spyker. A BMW é que desiludiu, não passando de um nono e um 11º lugares, com Kubica adiante de Heidfeld.

Meu palpite para o fim de semana?

Alonso faz a pole e vence. Mas não sei se sai de Spa líder do campeonato, porque evidentemente que Lewis Hamilton, mesmo que não tenha condições de ganhar, correrá para ser na melhor das hipóteses o 2º - e isto reduziria a diferença atual entre os dois de três para somente um ponto.

Esta decisão de campeonato promete...

Festa do interior


Ingo Hofmann, que não é aquele com 100 vitórias no automobilismo brasileiro e 12 taças de campeão da Stock Car, colabora pela primeira vez no blog com fotos de uma modalidade automobilística que eu acho um grande barato: Velocidade na Terra.

Esse tipo de competição é coqueluche especialmente no interior de Santa Catarina, que por enquanto não tem pista de asfalto (as obras em Canelinha estão pra começar). As cidades que recebem corridas são Joinville, Joaçaba, Lontras, Chapecó, São Bento do Sul e Santa Cecília. A competição principal tem cinco categorias - Marcas "A", Marcas "B", Marcas "N", Stock Car Omega e Stock Car Opala.

Para provar que esta modalidade tem o seu valor, basta dizer que Ricardo Zonta aproveitou uma folga no seu calendário de compromissos com a Stock Car para correr em Lontras na 7ª etapa com seu Omega. E que muito bons pilotos despontaram lá: o falecido Alessandro Weiss, Roberto Prunner, Alceu Feldmann, Afonso Bastos, Eduardo Berlanda e outros mais.

As imagens que o Ingo enviou são da oitava etapa do campeonato, disputada em Chapecó. E já saíram os primeiros campeões. Maurício Reuter, do carro da foto abaixo, ganhou a categoria Stock Car Omega e César Barp foi o vitorioso antecipado da Stock Car Opala.


No Marcas "A", Felipe Tozzo venceu a corrida, mas o líder do campeonato é Juliano Duarte. E na divisão "B", Leopoldo Mees Neto ganhou e lidera. Pena que a categoria Marcas "N" teve seu resultado sub-júdice porque o vencedor foi desclassificado e recorreu da penalização.

Quem quiser conhecer mais o Catarinense de Velocidade na Terra pode acessar o site da FAUESC ou então o Fotolog do Ingo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Muy amigo!

Eu, que tenho meus trinta e muitos anos de idade, lembro de um personagem de Jô Soares no inesquecível humorístico Planeta dos Homens, da Rede Globo, cujo bordão marcou época. O tipo em questão era um argentino, chamado Gardelón, que dizia o seguinte:

"Muy amigo... muy amigo..."

Sinceramente desconheço que Ron Dennis seja um poliglota e saiba falar espanhol. Certo é que o diretor-chefe da McLaren, a partir de hoje, vai tratar Alonso como Gardelón fazia com seus interlocutores. O asturiano é o muy amigo na história do "Stepneygate" pois, como informou o Dr. Paulo Enéas Scaglione, presidente da CBA, em participação ao vivo no Arena Sportv, quem tinha posse das informações e dos tais e-mails que a FIA disse ter recebido era ninguém menos que o bicampeão mundial.

Alonso colaborou e desta forma, abriu o leque para que seu compatriota Pedro de la Rosa e o líder do campeonato Lewis Hamilton - que foi de última hora à reunião do Conselho Mundial em Paris, escapassem de uma punição como preconizava o artigo 105 do Código Esportivo Internacional. Os três se salvaram pela chamada "delação premiada", fornecendo as informações que comprovavam o envolvimento de Nigel Stepney e Mike Coughlan no mais rumoroso escândalo de espionagem da história do esporte.

É agora que veremos o espanhol mais focado do que nunca em ser tricampeão. A imagem do piloto, arranhada pelo episóido, precisa de um bálsamo depois de um ano tão conturbado. E poderia existir melhor forma de Alonso dar adeusinho à McLaren ganhando mais um Mundial em seqüência e assinando com outra equipe?

Muy amigo... muy amigo...

Saiu barato

Há cerca de uma hora, às 18h33 na Europa, o Conselho Mundial da FIA pôs um fim no "Stepneygate", o rumoroso caso de espionagem que pelos últimos quatro meses virou a Fórmula 1 pelo avesso.

Por um instante, o mundo inteiro soube que a McLaren fora excluída não só do campeonato de 2007 - mas também do próximo - o que imediatamente foi desmentido em tão pouco tempo quanto a notícia que foi dada pela Autosport, tida como a bíblia do automobilismo. A inglesada levou uma "barriga" sem tamanho, tirou a informação do ar e a própria FIA desmentiu que qualquer decisão fora tomada e que "o Conselho estava reunido".

Mas aí não era mais o Conselho Mundial, do qual faz parte o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, o Dr. Paulo Enéas Scaglione, e sim o Conselho Deliberativo, que deu seu parecer final. A McLaren foi eliminada do Mundial de 2007, perdendo todos os pontos conquistados e evidentemente sem direito de pontuar nas quatro corridas finais, além de receber uma sanção pecuniária recorde de US$ 100 milhões.

Que aliás, saiu barato. Por que? Ora... porque esse valor é irrisório perto do orçamento que a equipe tem para todo o ano. Lito Cavalcanti, comentarista do Sportv, garante que é oito vezes mais do que o que a equipe terá que pagar à FIA, no prazo de 90 dias.

O prejuízo da McLaren, além da imagem arranhada, levando de roldão sua sócia, a Mercedes, é grande. A equipe não terá direito à receita dos direitos de imagem em 2008. Nem ela e nem a estreante Prodrive - que será ironicamente o time B da McLaren no ano que vem. E há quem diga que esse montante é bem maior do que a multa recebida.

E tem mais: Fernando Alonso dificilmente emplacará a próxima temporada por lá. No contrato celebrado entre ele e Ron Dennis, foi incluída uma cláusula onde ficou claro que o piloto poderia exigir o rompimento do compromisso se sua imagem fosse arranhada e a equipe não marcasse pontos.

Pois bem: a McLaren ficará com zero ponto, a imagem de Alonso também foi prejudicada e a pergunta vai ficar no ar.

Para onde vai Alonso em 2008?

Finalmente, o mercado de pilotos vai esquentar para valer. E a primeira peça a ser movida neste jogo de xadrez é o atual bicampeão mundial de Fórmula 1.

Ah... e antes que eu me esqueça: a punição, que cabe recurso, não atingiu a pontuação dos pilotos. Lewis Hamilton continua líder com 92 pontos e Fernando Alonso em segundo, com 89. Os dois correm "normalmente" neste fim de semana em Spa-Francorchamps.

Sabe-se lá em que condições psicológicas...

A volta do Zeppelin

Led Zeppelin volta para show único no dia 26 de novembro, em Londres
Da Redação

A banda britânica Led Zeppelin, uma das mais influentes da história do rock, anunciou nesta quarta-feira que reunirá os remanescentes de sua formação original (o vocalista Robert Plant, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones) para um único show em homenagem ao executivo Ahmet Ertegun, morto no ano passado. O show será realizado no dia 26 de novembro na O2 Arena, em Londres, em benefício da Ahmet Ertegun Education Fund, que financia bolsas de estudo nos EUA, Inglaterra e Turquia.

Ahmet Ertegun foi um executivo da Atlantic Records que teve papel fundamental na carreira do Led Zeppelin, bem como no crescimento da soul music e de artistas como Cream, Neil Young, Ray Charles e Dire Straits. Amante do futebol, ele tam

bém foi co-fundador do time norte-americano New York Cosmos.Para completar a formação, foi escalado o filho do baterista original John Bonhan, Jason. O Led Zeppelin só se apresentou duas vezes após a morte de John Bonham, em 1980: uma no mega-concerto Live Aid, em 1985, com Phil Collins e Tony Thompson na bateria; e outra em 1988, no aniversário de 40 anos da Atlantic Records, já com Jason nas baquetas.

Coincidindo com a apresentação, serão lançados no dia 12 de novembro o CD duplo "Mothership", com 24 sucessos da banda remasterizados, e no dia 19 do mesmo mês uma nova edição do filme "The Song Remains The Same" (que registra um show do Led Zeppelin no Madison Square Garden de Nova York, em 1973) nos formatos DVD, Blu-Ray e HD-DVD, com seis faixas inéditas. Ambos os produtos serão lançados no Reino Unido um dia antes do resto do mundo.

Também se apresentam no show do dia 26 de novembro Pete Townshend, Foreigner, Paolo Nutini e possivelmente Mick Jagger, todos acompanhados pela banda de um ex-baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman And The Rhythm Kings.

Os 18 mil ingressos disponíveis para o show serão vendidos pelo site AhmetTribute.com, que minutos após o anúncio já se encontrava sobrecarregado. O interessado deve registrar seu nome no site até a próxima segunda-feira (17) e torcer para ser um dos sorteados para comprar a entrada, que custará 125 libras (quase R$500). Vende-se no máximo dois ingressos por pessoa, e ingressos que forem vendidos em sites de leilão após essa data serão cancelados.

Depois de um sem-fim de notícias ruins, petardos clodovilescos, socos no Congresso, Calheiros absolvido... a notícia do Zeppelin reunido novamente chega a ser um bálsamo.

Mesmo que seja para uma única apresentação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

171... 151...

Quase que é 171... mas o número que pode mudar a história da Fórmula 1 em 2007 é o 151.

Este é o número do artigo do Código Esportivo Internacional no qual a McLaren é réu e Renault e Ferrari, sob o testemunho da FIA, são a acusação.

O artigo 151, no capítulo XI do calhamaço, é o que se chama de "violação das regras" e a McLaren está inclusa no inciso "c", que diz o seguinte:

"Qualquer conduta fraudulenta ou algum ato prejudicial aos interesses de toda a competição ou do esporte a motor em geral."

Como seguro morreu de velho, eu imprimi o Código Esportivo Internacional. São 24 folhas no total. E recomendo a todos os colegas que cobrem a Fórmula 1 fazerem o mesmo, para depois que acontecer (ou não) a punição do Conselho Mundial para a McLaren, escreverem menos besteira.

Pobre de marré deci

"Eu sou contra o genérico. É coisa de pobre."

A pérola acima foi proferida pelo histriônico deputado Clodovil Hernandes, dublê de estilista-e-apresentador-de-TV, que foi eleito por mais de 493 mil pessoas para ser um dos parlamentares do Congresso Nacional por quatro anos.

Muito bem: o piti aconteceu porque o deputado petista Dr. Rosinha, do Paraná, sugeriu que o nome comercial do remédio venha ao lado do seu genérico, para facilitar a melhor identificação do público consumidor.

O venenoso deputado soltou o petardo acima e continuou, sem cerimônia: "Paguei US$ 4.900 (mais ou menos R$ 7.000) por uma bolsa Louis Vuitton em Paris. Defronte à loja havia um camelô vendendo um genérico, portanto sem a mesma qualidade. Sou contra!"

Ora... quem gasta o equivalente ao dobro do que eu ganho por mês numa bolsa afrescalhada realmente não é pobre. Eu sou - afinal uso medicamento genérico - e graças a Deus posso continuar meu tratamento contra queda de cabelo.

Não fosse por isso, como pagaria para tomar um comprimido de Finasterida por dia, sendo que os medicamentos "normais" são quase R$100 e os genéricos custam R$ 32?

Em tempo: eu não votei em Clodovil e jamais votaria, mesmo se eu fosse residente do estado de São Paulo. Mas 493.951 pessoas, para ser mais exato, puseram esse idiota que compara um genérico de R$ 32 a uma bolsa parisiense de R$ 7.000, em Brasília.

É... depois falam dos 40 ladrões do mensalão...

Clip da semana - "The Hanging Garden", by The Cure

Eu sou fã de The Cure, embora não pareça. Assisti às 3h30 de show deles no Hollywood Rock de 1996, acompanhado de uma ex-namorada com quem "fiquei" naquela noite. Uma apresentação maravilhosa de uma das grandes bandas dos últimos 30 anos, um desfile de sucessos e de ótimas músicas que deixou a platéia enlouquecida e os fez voltar pra pelo menos quatro "bis".

Lamentavelmente tenho um só CD deles - Staring At The Sea: The Singles (aquele do cara enrugado na capa - que vem a ser o pai do vocalista Robert Smith!), mas com músicas que representam demais a carreira do grupo, excetuando "Lullaby", "Friday I'm In Love", "Why Can't I Be You?" e outras.

O clip da semana é de uma das músicas do CD que possuo, e da qual gosto muito: "The Hanging Garden".

terça-feira, 11 de setembro de 2007

12 de outubro: o caos se aproxima

Todas as licenças de importação de produtos da empresa Mattel estão suspensas desde 17 de agosto, confirmou, nesta terça-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A Mattel informou que não produz brinquedos no Brasil. A produção é feita na China, Indonésia, Malásia, Tailândia e México, entre outros. Entre os produtos importados, estão: bonecas Barbie, bonecas Polly, Batman, Superman, além de brinquedos Hot Wheels, Max Steel, Fisher-Price e Matchbox.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento, a medida não foi anunciada anteriormente, apesar de estar valendo desde o dia 17 de agosto, porque, como diz respeito somente à uma empresa, a pasta achou que seria "invasivo" (agressivo, hostil) torná-la pública.

Segundo o governo, o objetivo da medida é impedir que brinquedos com defeito – presentes na lista do recall mundial da empresa – entrem no Brasil. "A suspensão só será revogada quando a fabricante atender a todas as normas técnicas, que são estabelecidas por órgãos do governo e fiscalizadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)", acrescentou o Ministério do Desenvolvimento.No Brasil, não foi registrado nenhum acidente relacionado aos problemas apresentados pelos brinquedos da marca, lembra o MDIC. Entretanto, o governo entendeu que foi "importante" suspender "preventivamente" as importações da marca para evitar que produtos que possam causar mal à saúde cheguem até crianças brasileiras. O MDIC relembra que o Inmetro – órgão responsável por garantir que os produtos atendam a requisitos mínimos de qualidade e segurança – intensificou a fiscalização, a fim de verificar se os brinquedos que estão nas lojas brasileiras têm o selo de aprovação do órgão.

A Mattel divulgou comunicado nesta terça-feira lamentando a decisão do governo de proibir a importação de brinquedos. Segundo a empresa, a proibição, a poucas semanas do Dia das Crianças, terá "efeito devastador e nefasto". O estoque existente, segundo a Mattel, não atende à demanda.

A Mattel informa ainda que haverá "danos irreparáveis" para o varejo, que deixa de contar com os produtos de seu principal fornecedor. O documento distribuído pela Mattel na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados diz ainda que haverá perdas para o país com a arrecadação de impostos.

"A redução de oferta levará ao aumento de preços ao consumidor. É uma oportunidade para que a informalidade tome conta do mercado", diz também o documento.

A Mattel anunciou, em novembro do ano passado, um "recall" dos ímãs de bonecas da marca Polly. Já em agosto de 2007, efetuou o "recall" de outros produtos da marca Polly pelo mesmo problema com o ímã, assim como os cachorros da "Barbie" e os bonecos do "Batman".

Além do problema com os ímãs, a Mattel anunciou recentemente, na última terça-feira (4), o recall de mais 11 itens por excesso de chumbo na tinta. Seis desses produtos são comercializados no Brasil: são cinco acessórios da marca Barbie e um item da marca Fisher-Price. Nenhuma boneca Barbie faz parte deste recall. Segundo informou a empresa, a convocação é uma extensão do recall feito em agosto. No total, foram afetados 522 mil brinquedos nos EUA e 322 mil em outros países. Cerca de 7 mil unidades chegaram ao varejo brasileiro e a maioria está nas mãos dos consumidores.


Tirem as crianças da sala!!!

Um poço de confiança

Enquanto Ron Dennis chora, sente-se traído e abandonado à própria sorte, esperando para se defender perante o Conselho Mundial da FIA, o diretor Norbert Haug, da parceira e sócia Mercedes-Benz, garante que nada acontecerá.

"Não fizemos nada de errado. Não copiamos nada, construímos um carro com nossas idéias e provamos isso em Monza", disse o alemão em entrevista para a TV alemã Premiere.

Lógico que a McLaren não fez uma cópia da Ferrari e todo mundo sabe disso. Basta saber que a filosofia de trabalho de Mike Coughlan e seu assessor direto Paddy Lowe é uma herança da passagem de Adrian Newey pela equipe inglesa. E que na Ferrari, todos os designers têm em Rory Byrne um mestre. Podem perguntar, por exemplo, a Aldo Costa, que desenhou a 248F1 do ano passado e a F2007, deste ano, se isto não corresponde à verdade.

O que se questiona é que tipo de informações do tal dossiê de 780 páginas foram utilizadas pela McLaren em proveito próprio. Bom... os ingleses sabiam o que nem a FIA desconfiava, de que o assoalho da Ferrari era móvel, flexível. E o que causou mais desconfiança foi a substancial melhora do MP4/22 a partir do GP de Mônaco, sem que se notasse qualquer aparente modificação no carro.

A McLaren terá que cortar um dobrado na quinta e convencer o egrégio Conselho Mundial e a FIA, com argumentos justos, de que nada fez de errado. Correntes defendem a punição severa (eliminação sumária da equipe deste ano e do próximo), outras sentem cheiro de pizza no ar - não se esqueçam que Max Mosley é advogado e causídicos adoram fazer "composições" - e alguns, como eu, acreditam que haverá punição - mas o veredito final fica para depois de 21 de outubro.

O que chega a espantar é essa demasiada confiança de Norbert Haug.

Será que a McLaren tem um ás no bolso do colete?

Paliatvo possível


Faltando menos de 48 horas para o veredito do Conselho Mundial da FIA sobre o "Stepneygate" - o maior caso de espionagem que a Fórmula 1 já conheceu - surgem na imprensa internacional fortes boatos de que existe uma saída para salvaguardar a existência da McLaren no futuro: a absorção da equipe pela Mercedes já na próxima temporada.

Nada impossível, pois sabe-se que a montadora alemã detém, junto com Mansour Ojjeh (o multimilionário árabe do grupo TAG - Techniques d'Avant Garde) o controle acionário da equipe, cabendo a Ron Dennis um percentual que hoje não deve passar de 20% do total da companhia. A Mercedes, cuja imagem está também manchada pelo imbroglio em que se enfiou sua parceira de 13 anos, graças à pataquada do diretor-técnico Mike Coughlan, pode assumir as ações de Ron, se tornar majoritária e assim regressar à F1 como uma escuderia - tal como acontecera em 1954 e 1955.

Na verdade, esse plano já existiu: quando a Mercedes fez seu retorno com a Sauber em 1994, os carros tinham a inscrição "concept by Mercedes-Benz", num claro sinal de suas intenções. Porém, Ron Dennis persuadiu os alemães de que uma parceria com sua equipe seria bom negócio e assim a estrela de três pontas foi ornar os carros da McLaren, substituindo a Peugeot como fornecedora.

A volta da Mercedes traria credibilidade, a imagem da marca não ficaria tão manchada e a F-1 não teria mais uma equipe a fazer parte de um rol que tem lendas como Lotus, Tyrrell e Brabham, e por outro lado malogros como Andrea Moda, Simtek, Forti Corse, Fondmetal e Pacific. A exclusão da McLaren seria tudo de pior que a categoria poderia enfrentar, porque significaria uma vitória política da Ferrari, que neste ano mostrou diversos sinais de fraqueza dentro e fora das pistas.

Carros de uma corrida só (parte 10) - ENB F1

No ano de 1959, Jacques Swaters, piloto de resultados medíocres e poucas participações na Fórmula 1, fundou na ocasião a Écurie Nationale Belge (ENB), que começou na F-2 com o conjunto Cooper-Climax e pilotos do país, como Olivier Gendebien, Andre Pilette e Lucien Bianchi. Mais tarde, ingressaram em suas fileiras o veteraníssimo Paul Frére e Mauro Bianchi - irmão de Lucien.

Para 1961, a ENB adquiriu dois Emeryson e neles instalou motores Maserati 1,5 litro para disputar o Mundial. Mas na prova extracampeonato disputada nas ruas francesas de Pau, Bianchi e Gendebien bateram e destruíram ambos os carros. Eles compraram um Lotus 18 para regressar à competição, mas o destino do carro foi o mesmo: perda total, após um acidente sofrido por Willy Mairesse.

Swaters e a ENB não desistiram: o Emeryson foi reprojetado e virou ENB. Com motor Maserati, o híbrido estreou em duas provas extracampeonato: Bruxelas e Pau, onde... bateu!

O malogrado ENB: último no GP da Alemanha de 62


Em 5 de agosto de 1962, a ENB alinhou seu carro com Lucien Bianchi para a disputa do GP da Alemanha. O piloto classificou-se em penúltimo num grid de 26 carros e na corrida, não foi além das últimas posições, para chegar em décimo-sexto - a uma volta do vencedor, Graham Hill.

Bianchi, que na ocasião tinha 28 anos, seguiu na F-1 em ocasiões esparsas até morrer nos treinos para as 24 Horas de Le Mans de 1969, ao volante de uma Alfa Romeo Protótipo. A ENB desvaneceu-se na poeira e Jacques Swaters sumiu junto a ela, despontando para o anonimato.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Melou...

Ainda não recebi e-mail da assessoria de imprensa, mas li no blog do Flavinho Gomes que a GT3 não vem mais ao Rio na data prevista - 29 e 30 de setembro.

Nem a Superclassic, que faria a preliminar da espetacular categoria brasileira que já fez duas corridas.

A alegação é "motivos operacionais".

Agora, fica a pergunta: que raios de motivos operacionais são esses?

Não bastasse terem destruído o setor norte do autódromo para erguer um "Complexo Esportivo" e agora a prefeitura já apronta uma dessas?!?

Cadê a CBA para cobrar a conta na hora em que mais precisamos?!?

Tenho vergonha em viver numa cidade e num estado que não respeita as leis.

E que principalmente está cheio de safados, no legislativo e no executivo. Especialmente no patamar municipal.

Chega de CEM!

Pequenas maravilhas - parte V - um show de raridades!

O bravo José Augusto, que insiste em permanecer incógnito e em não dizer de onde vieram as preciosidades da Willys que ele mandou via e-mail, pelo visto quer matar muita gente do coração.

Desta vez, ele manda fotos de seis preciosidades dos anos 60/70 - que são de arrepiar. Na foto abaixo, vemos réplicas - que pra mim são perfeitas e incrivelmente inéditas - do BMW 2002 "Esquife" que Jan Balder e Cyro Caires guiaram para a equipe CEBEM, de Aguinaldo de Góes Filho; o Fitti-Porsche de Wilsinho e Emerson Fittipaldi; a Carretera 18 do Lobo do Canindé Camillo Christófaro; e por último, o Bino Mark II de Luizinho Pereira Bueno.


E não é só isso: eis as incríveis réplicas do Avallone-Ford #80 de Nílson Clemente e do Ford GT40 que Paulo Gomes dirigiu. Ambos os carros eram da equipe de Luiz Antônio Greco.


Simplesmente espetaculares. Como eu disse mais acima, vai ter gente se emocionando ao ver parte da história do automobilismo brasileiro em escala 1/43, e em réplicas maravilhosamente bem concebidas.

Amigos, amigos...


... mas é necessária tanta intimidade assim entre Adrian Sutil - o moço de camisa alaranjada - e o líder do campeonato Lewis Hamilton?

Podiam ser mais discretos com essas mãozinhas dadas, não é mesmo?

Tales from Ricky Bobby

Confesso que até agora não entendi uma coisa: se o Brasil é um país onde o povo respira carros e automobilismo, por que é que o filme "Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby" não entrou em circuito?

Com tanta porcaria entrando em cartaz, vide "Eu os declaro marido e... Larry!", definitivamente a pergunta fica no ar - e pior de tudo, sem resposta.

Afinal, filmes com Will Ferrell não devem dar bilheteria... pelo menos é o que pensam os distribuidores por aqui.

O ator estadunidense de 40 anos, cria (mais uma!) do humorístico Saturday Night Live, que revelou Eddie Murphy, Chevy Chase, Steve Martin, Jim e James Belushi, entre outros, vai se especializando em bons filmes temáticos e risíveis, como "Anchorman - The Legend of Ron Burgundy", que também não passou em circuito e que vi num vôo de volta de Milão para o Brasil em 2005.

Enfim, sobre "Talladega Nights", que ganhou aqui o título de "A Toda Velocidade", trata-se de uma fábula bem-costurada envolvendo o próprio Ricky Bobby, o 'amigo-do-peito-e-depois-da-onça' Cal Naughton Jr. (interpretado por J. C. Reilly) e o francês Jean Girard (Sacha Baron Cohen), um piloto de Fórmula 1, extremamente viadoso e afetado, que vai para a Nascar com o fito exclusivo de derrotar o então imbatível Ricky Bobby.

Como em todo bom filme de Will Ferrell, há situações que beiram a grossura, mas o enredo é bem-amarrado, as corridas foram bem retratadas e fotografadas, em que pese certas situações inverossímeis - e só vendo o filme para poder saber quais são. O que é legal é ver pela segunda vez em menos de 20 anos, uma produção com carros da Nascar - a primeira foi "Dias de Trovão", que beira mais o dramalhão, sem esquecer da carga emocional trazida pelas corridas da Stock Car americana.

São atitudes como estas que fazem a Nascar ter uma popularidade cada vez maior em relação a qualquer categoria ianque. Seus pilotos não são ídolos de pano ou de papel. São seres humanos, como eu ou você que está lendo este post e o blog.

E mesmo que "Talladega Nights" tenha lá seus exageros, como colocar a água mineral Perrier como patrocinadora de um carro da Nascar, fica no ar a pergunta que não quer calar:

Um filme como o lendário "Grand Prix" de John Frankenheimer teria como ser produzido nos dias de hoje?

Bem... parte da resposta cabe a Sylvester Stallone, que passou anos tentando fazer um filme de F-1 e nos brindou com o terrível "Driven", sem dúvida o pior filme sobre automobilismo que já se viu.

10 de setembro de 1972: o dia em que tudo começou

Se hoje a Fórmula 1 suscita tanta discussão - uns deixando muito mais a emoção à frente da razão - muito deste mérito pertence a um piloto que entrou para a história do automobilismo:

Emerson Fittipaldi.

Há três décadas e meia, num domingo 10 de setembro, o país assistia ao vivo a façanha de um jovem de 25 anos, que chegou na Europa três anos antes, com pouquíssimas libras no bolso e um talento e vontade inexcedíveis. Talento que em menos de um ano o conduziu à F-1 como terceiro piloto da Lotus. Vontade que contagiou Colin Chapman a ponto deste lhe oferecer a vaga de primeiro piloto quando Jochen Rindt morreu em Monza.

E quem não tinha televisão, pôde ouvir a emocionada narração de Wilson Fittipaldi pela Jovem Pan, celebrando a conquista inédita de um brasileiro - e melhor ainda - filho do lendário radialista, que não se conteve e jogou o microfone para outro decano, Orlando Duarte, fazer suas considerações acerca do título.

Quem também esteve lá foi Reginaldo Leme, pé-quente em sua estréia pelo Estado de S. Paulo na cobertura de sua primeira corrida oficial - já que ele fora para a Rothmans 5.000, uma prova extracampeonato em Brands Hatch, que Emerson também venceu. E conhecendo o Regi como eu conheço, sei que ele guarda lembranças deste dia com imenso carinho.

Ontem, o Esporte Espetacular saiu do ramerrão e exibiu uma ótima entrevista - pautada pelo competentíssimo José Emílio Aguiar - com Wilson Fittipaldi, o "Barão".

O escalado para a matéria? Léo Batista, outra lenda viva da televisão e do jornalismo esportivo, que acompanhou de perto as primeiras transmissões da Globo na F-1, antes de Júlio de Lamare e Antônio Carlos Scavone assumirem o comando.

Emerson abriu o caminho e todos os outros pagaram - e ainda pagam - tributo por tudo o que ele fez. Campeão aos 25 anos, bicampeão aos 27, piloto e construtor aos 29, campeão de Indianápolis e da ChampCar aos 42, bicampeão das 500 Milhas aos 46, um patrimônio vivo do automobilismo brasileiro, uma lenda, um mito, um gênio.

Muito já foi dito sobre ele. E ainda teremos muito a dizer.

Porque Emerson está para o nosso automobilismo como Pelé para o futebol.

Dois gênios de quem vamos falar e lembrar para todo o sempre.

domingo, 9 de setembro de 2007

"Grand Prix" tupiniquim

Não, não vou falar do filme de John Frankenheimer, que aliás revi nesta semana depois de vários meses. E sim do programa Grand Prix que a Rede Tupi exibia nos anos 70, com apresentação do jornalista Fernando Calmon.

Esta atração nada teve a ver com a revista Grand Prix, de curtíssima duração e capas primorosas, como uma que teve o Matra-Simca MS670C (para alegria de Caíque e outros matracatricas) rumando para a vitória nos 1000 km de Nürburgring.

Quanto ao programa de TV, achei um vídeo com imagens truncadas do Grand Prix brazuca, e com uma curiosidade: um dos repórteres era Wagner "Beegola" Gonzalez, que provavelmente dava suas primeiras aceleradas na profissão onde é uma das maiores referências do esporte.

Os solitários

Existem muitas semelhanças entre Ron Dennis e Fernando Alonso. Muito mais do que nossa vã filosofia imagina.

O chefão da McLaren, tido como frio e durão, está uma pilha de nervos à espera do veredito do Conselho Mundial da FIA na próxima quinta-feira, dia 13. A história de uma equipe que ele comprou em 1981 e a reergueu com esforços próprios e investimentos no que havia de melhor no mercado - entre técnicos, pilotos e motores - pode entrar pelo ralo graças ao mais rumoroso caso de espionagem industrial que a Fórmula 1 já conheceu em décadas.

E ele teve todos os motivos para chorar copiosamente neste fim de semana. Não é pra menos: garantiram para ele que além de Mike Coughlan, ninguém na cúpula da escuderia sabia do dossiê de 780 páginas que Nigel Stepney conseguiu para o antigo colega. Ele confiou nisto e quebrou a cara, pois Martin Whitmarsh, braço-direito de Dennis, sabia; Rob Taylor, o chefe de engenharia, também sabia; Paddy Lowe, o homem a quem foi creditada a incrível ascensão da McLaren depois do GP da Espanha, idem.

Traído, Ron Dennis ainda soube pela FIA que dois de seus pilotos trocaram e-mails: Fernando Alonso e o piloto de testes Pedro de la Rosa, acerca de informações de acerto fundamentais para a McLaren conhecer melhor os pneus Bridgestone, de quem há anos não era cliente. Alonso, que enche a boca para dizer que "trouxe 0s7 por volta para a McLaren" deveria ser menos boquirroto e reduzir em três ou quatro décimos esta sua pretensão.

E quando disse que Alonso e Dennis têm semelhanças, não é brincadeira, pois o asturiano também está só. A equipe técnica não o suporta. Mecânicos, em sua imensa maioria ingleses, idem. E o clima entre ele e Lewis Hamilton, o líder do campeonato, é apenas cordial o bastante para que ninguém fique bombardeando a McLaren com mais polêmicas.

Em que pese toda a pressão sob os ombros do bicampeão neste momento crucial do campeonato, ele teve sangue frio para desde a semana passada, quando houve os quatro dias de testes que antecederam o GP da Itália, que a McLaren era favorita à vitória - e que ele, Alonso, queria muito vencer em Monza.

Não deu outra: com sobras, fez a pole. Com sobras, venceu. Hamilton fez uma ultrapassagem de gênio sobre Räikkönen e saiu lucrando pois, se iria para Spa apenas um ponto à frente do rival e colega de equipe, vai com três de vantagem para uma pista onde só andou de F-1 num teste feito em agosto.

A Ferrari, que mais do que nunca deseja a eliminação de sua principal concorrente, deste e do próximo campeonato, desiludiu ao ver Räikkönen superado por Hamilton e chegando num desdentado terceiro posto. Tão sem graça quanto ficou a cara de Felipe Massa, que mais uma vez mostrou que não tem estofo de campeão.

Cá pra nós... um piloto que quer ser vitorioso na Fórmula 1 tem que repensar alguns de seus conceitos. Massa é rápido, inegavelmente. Mas, analisemos friamente o panorama do campeonato: qual dos quatro postulantes ao título cometeu mais erros ao longo do ano?

Neste jogo de xadrez a 300 km/h, nenhuma peça pode ser movimentada de forma errada, sob risco e pena de pôr tudo a perder. E já na Bélgica, Massa tem tudo para ser uma peça fora deste jogo.

Ou não.

Basta o Conselho Mundial mudar a história do melhor campeonato que a F-1 já viu em muitos anos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Carros de uma corrida só (parte 9) - Politoys FX3

A trajetória vitoriosa de Frank Williams na Fórmula 1, especialmente nas décadas de 80 e 90, foi marcada por inúmeros percalços em seu início. Quando não tinha dinheiro para investir na construção de um carro próprio, montou equipes com modelos de segunda linha. Foi assim com Piers Courage em 1969 e depois em 1970, quando associou-se à De Tomaso. Infelizmente, o piloto inglês morreu em circunstâncias trágicas no GP da Holanda e o construtor italiano não quis mais saber de F-1.

Para 1971, Frank comprou chassis March 711 e o único feito de sua equipe foi o recorde de volta de Henri Pescarolo no GP da Itália - 247,016 km/h de média, que durou mais de duas décadas. E no ano seguinte, o piloto francês teria José Carlos Pace como companheiro de equipe.

O engenheiro chefe da Frank Williams Racing Cars (nome pomposo da pequena escuderia) era Len Bailey, enquanto Ron Tauranac - que vendera sua sociedade na Brabham para Bernie Ecclestone, o novo proprietário daquela escuderia - era chamado para fazer alterações no March 711. Com um reestudo aerodinâmico, o projetista mexeu na frente do carro, rebatizado de 711/3.

Len Bailey ficou encarregado de construir o novo carro da equipe, com o apoio de um substancial patrocínio: a fábrica de brinquedos Politoys - que também batizaria a máquina. Em julho, no meio do campeonato, o projeto FX3 ficou pronto e foi à pista para o GP da Inglaterra em Brands Hatch (foto abaixo).


Pescarolo, que não tinha pontos no campeonato (Moco somara três - um na 2ª corrida em Jarama e dois na etapa de Nivelles, logo depois), foi escalado para andar com o Politoys nos treinos. Seu desempenho foi desastroso: na qualificação, ele ficou a 1"1 do penúltimo colocado, o Eiffelland-Ford de Rolf Stommelen. Na corrida, ele passou o Tecno de Nanni Galli e ganhou posições com as quebras de Andrea de Adamich (Surtees) e Peter Gethin (BRM). Só que na 7ª volta, ele despistou-se e bateu, destruindo o carro.

Pesca voltou ao comando do 711/3 nas provas seguintes e o Politoys foi inscrito novamente para o GP da Itália, onde seria pilotado por Giancarlo Gagliardi. Mas o conserto não ficou pronto a tempo e o italiano não pôde fazer sua estréia.

Para 1973, Frank Williams associou-se ao pequeno construtor italiano de carros fora-de-série Iso e conseguiu apoio da Marlboro. Parte do projeto do Politoys foi aproveitada para o surgimento do Iso-Marlboro FX3B, mas aí como o nome já era outro... consideremos então o Politoys como mais um integrante dessa lista, que terá mais outras atrações.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Clip da semana - "Dogs", com Roger Waters e banda, ao vivo

Semana passada, vi o DVD "In The Flesh", da turnê do disco homônimo de Roger Waters.

Gravado no Rose Garden em Portland, o show do antigo baixista do Pink Floyd, auxiliado luxuosamente por uma banda espetacular, guarda zilhões de semelhanças com os espetáculos do PF com os músicos que sobraram - a começar por algumas das músicas.

Esta do vídeo, dividida em duas partes, é "Dogs", segunda faixa do álbum "Animals" lançado em 1977.

A inspiração de Rogério Aquático e companhia foi o livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell e em cima disto, o Pink Floyd compôs três longas músicas - "Dogs" sobre os homens que se apropriam de negócios megalomaníacos, e que acabam por ser arrastados pelas pedras que atiraram metaforicamente nos outros; "Pigs" foi a representação de políticos corruptos e moralistas, uma porrada certeira em Mary Whitehouse e Margaret Thatcher; e "Sheep" para os que não se enquadravam em nenhuma das categorias anteriores e por cegamente seguirem um líder, agem como carneirinhos.

Para este show em Portland e reproduzir 90% da sonoridade que o PF alcançava, Waters se cercou do melhor. Entre os músicos, despontam nomes como o de Andy Fairweather-Low, requisitadíssimo por Eric Clapton e outros, um excelente guitarrista. Mas destacam-se sobremaneira as performances de Jon Carin, que toca um violão sensacional e canta de maneira maravilhosa na primeira parte da música, e também do guitarrista-solo Doyle Bramhall II.



Pavarotti

O mundo da música e da ópera não será mais o mesmo nesta era. Morreu ontem o tenor Luciano Pavarotti, após uma luta longa contra o câncer.

Ficaremos com saudade de sua simpatia e seu espírito bonachão. E especialmente da voz inconfundível que arrebatou fãs em todas as esferas desta arte - do rock ao erudito.

Para lembrar este talento inexcedível, um vídeo dele atuando ao lado de seus amigos - e não menos feras - Jose Carreras e Placido Domingo.

Na regência, Zubin Mehta. A música? "Nessun Dorma", de Puccini.

Pequenas maravilhas - Willys!


Um leitor do blog que se assinou Augusto - e não deixou endereço de e-mail - mandou fotos de uma MARAVILHOSA coleção de miniaturas em escala 1/43 da equipe Willys!

São nove carrinhos que representam a inesquecível escuderia brasileira comandada primeiro por Christian Heins (Bino) e após sua morte, tocada por Luiz Antônio Greco, o "Trovão" - outra figura ímpar do automobilismo nacional.

Pelo que pude perceber, os modelos são os seguintes:

Na fila de cima (esquerda para direita) - Renault Gordini, Renault Dauphine e Renault 4CV - o popularíssimo "Rabo Quente" (obrigado pela correção, mestre Joaquim).

Na fila de baixo (sempre na mesma ordem) - Lola T210, Bino Mark II, Willys Gávea F-3, Mark I, Berlinetta Alpine e Willys Interlagos.

Mais do que a lembrança de tempos áureos do nosso automobilismo, é ver o carinho com que o José Augusto trata suas miniaturas, em estado impecável de conservação.

O que ele poderia nos responder é: quem produziu estes modelos?

E aos leitores que quiserem compartilhar suas preciosidades, o espaço está aberto.

Preconceito absurdo

O competente Cláudio Stringari, que além de jornalista é um gourmet de mão cheia, manda e-mail convocando a imprensa presente em Curitiba (não, eu não estou lá) para uma coletiva com o piloto da Stock Light André Bragantini Júnior.

O motivo não é uma bombástica mudança do talentoso piloto para a Stock V-8. É bem mais grave: o preconceito sofrido pelo piloto, que mora em Curitiba e já recebeu do síndico do prédio onde reside uma notificação extra-judicial sob a alegação de "incômodo aos vizinhos".

Andrezinho, sobrinho do lendário Arthur Bragantini e filho do chefe de equipe André Bragantini, tem uma doença chamada Síndrome de Gilles de la Tourette, que descobriu há cerca de cinco anos - quando já era um piloto de currículo relativamente vitorioso no automobilismo nacional.

Segundo o release enviado pelo Cláudio, uma entre cada 200 pessoas no planeta é portadora da doença, que se manifesta desde a infância, provocando tiques, espasmos e os mais diversos gestos, como fazer caretas, gestos, pulos e a repetição constante de palavras. Essas manifestações se agravam com o tempo. E por enquanto, não há cura.

“A Síndrome é algo que convive comigo e eu já estou acostumado com ela, mas, infelizmente, a sociedade não. No meu cotidiano é onde mais sofro, afinal de contas não tenho tranqüilidade para ir a nenhum lugar, pois as pessoas ficam me observando como se eu fosse um louco e isso me incomoda muito”, lamenta Bragantini.

Segundo pesquisas, a Síndrome de Gilles de la Tourette se origina de anomalias metabólicas de um neurotransmissor cerebral - a dopamina. O portador da síndrome pode até fazer uso de medicamentos, mas como o próprio piloto revela, eles podem causar efeitos colaterais, como irritabilidade, enjôos e sonolência.

Eu conheço o André por força da minha profissão e como eu já sabia que ele tinha a Síndrome de Gilles de la Tourette, nunca estranhei seu comportamento. Pelo contrário: sempre o tratei muito bem e o respeito é recíproco. Isto nunca o impediu de ser um excelente piloto e ser tão rápido - ou até mais - do que seus adversários. E aos 28 anos, ele ainda tem um longo e vitorioso caminho pela frente.

Além das batalhas na pista, roda a roda, agora ele vai ter que reunir forças, junto com sua família, para vencer mais este obstáculo: o preconceito imbecil de uma pessoa que possivelmente não tem o menor respeito pelo próximo e que, num arroubo de poder, se acha no direito de querer distância de uma pessoa que paga suas contas em dia, é bem-sucedida em sua profissão e não deve nada a ninguém.

Que isto sirva de lição para muita gente.

Depois da casa arrombada...

A quinta-feira caminhava para ser tranqüila às vésperas do GP da Itália. Mas eis que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) resolve aparecer e tornar público que a reunião da chamada Corte de Apelações, convocada para o próximo dia 13 (sempre este número fatal!), está cancelada.

Em seu lugar, entrará em cena novamente o egrégio Conselho Mundial - do qual faz parte o presidente da CBA, Dr. Paulo Enéas Scaglione - para novamente trazer à tona o escândalo do "Stepneygate" envolvendo a troca de informações da Ferrari para a McLaren através de dois personagens principais: Nigel Stepney e Mike Coughlan.

Nessa audiência do Conselho, foi exigida a presença da McLaren - o que quer dizer que a FIA recebeu ou encontrou provas de que houve um aproveitamento de pelo menos parte do dossiê de mais de 700 páginas entregue por Stepney ao seu antigo colega de Lotus, Ferrari e Benetton.

Em suma: a McLaren está fudida e mal-paga. Quatro dias depois do GP da Itália, o campeonato de 2007 pode sofrer uma reviravolta e o time de Ron Dennis inscrever uma mancha negra em sua história - e também no automobilismo como um todo.

O que pode acontecer?

Bem... podemos ter a "pizza, parte II"... e outra solução drástica e possível: a exclusão da escuderia inglesa não só deste campeonato... como também do próximo. O que deixaria Fernando Alonso e Lewis Hamilton livres leves e soltos no mercado de pilotos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pequenas maravilhas III - Mercedes CLR


Esta é a terceira pérola da minha humilde coleção que mostro com orgulho no meu blog: é a réplica em escala 1/64 (para variar, da linha Hot Wheels da Mattel) do Mercedes CLR-LM inscrito para as 24 Horas de Le Mans de 1999.

Este carro era um refinamento do CLK-GTR que nos dois anos anteriores conquistara o título do FIA GT com Bernd Schneider e Ricardo Zonta / Klaus Ludwig. Os engenheiros fizeram um reestudo da aerodinâmica e longas sessões de testes - inclusive em ovais estadunidenses como Fontana e Homestead, para cuidar da eficiência do bólido.

A Mercedes inscreveu três destes carros, que tinham motores 5,7 litros V-8, na categoria GT Protótipo (GTP) e concorrendo contra Toyota e Audi. Os três trios de pilotos tinham gente de responsa: Mark Webber / Jean-Marc Gounon / Marcel Tiemann (carro #4), Christophe Bouchut / Peter Dumbreck / Nick Heidfeld (carro #5) e Bernd Schneider / Pedro Lamy / Franck Lagorce (carro #6).

Nos treinos, os carros foram rápidos e classificaram-se em quarto, quinto e décimo. Mas aí veio o susto: no warm up, a Merça de Mark Webber simplesmente levantou vôo e espatifou-se fora da pista, num acidente inacreditável.

Os alemães desconfiaram – mas não muito, de que alguma coisa estivesse errada. Por via das dúvidas, fizeram um reforço de última hora na dianteira dos carros #5 e #6 e os dois veículos restantes começaram a longa batalha na pista de Sarthe. Na altura da quinta hora de competição, eis que Peter Dumbreck sai do vácuo de um Toyota no retão Mulsanne e o resultado...
Bem... o resultado, só vendo nesse vídeo aqui debaixo.


Ah! Depois dessa, a Mercedes nunca mais voltou à Le Mans. Além de concentrar seus investimentos na Fórmula 1, possivelmente a marca da estrela de três pontas ficou receosa de ter seu nome associado a mais um desastre na clássica prova longa - já que Pierre Levegh morreu com um carro da marca em 1955, na maior tragédia do automobilismo desde sempre.

Algo mais

"A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante.", disse o filósofo Humberto Gessinger em "Terra de Gigantes", música do Engenheiros do Hawaii, há alguns anos.

Nem sempre.

Houve um tempo que a juventude era uma banda numa propaganda de postos de gasolina e lubrificantes.

Essa banda não podia ser outra senão os Mutantes.

Nos idos de 1968, 1969, Rita Lee, Serginho Dias e Arnaldo Baptista protagonizaram spots publicitários, campanhas institucionais em revistas e jornais e - num rasgo de audácia - compuseram e lançaram em disco (aquele que tem "Caminhante Noturno", "Dom Quixote", "Dia 36" e "2001") o jingle da Shell intitulado "Algo Mais".

Olha meu irmão
Vamos passear

Vamos voar
Dê a partida
Acelere a vida
Vamos amar
Ande depressa
A vida tem algo
Mais para dar


Olha meu irmão
Vamos passear
Vamos voar
Vida no tanque
Subiu no sangue
Vida no ar
Ande depressa
A vida tem algo
Mais para dar

Giro aflito
Beijo e grito
Algo mais
Algo mais


Os vídeos desses comerciais estão pra quem quiser ver no Youtube. Ou então aqui no Saco de Gatos. Repare que em alguns deles são usados trechos de sucessos do grupo.


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Os primeiros samurais - Kazuyoshi Hoshino


A foto acima é um flagrante de Kazuyoshi Hoshino no GP do Japão de 1976. Pode não parecer, mas o carro é um Tyrrell 007 - chassi número 5, usado um ano antes por J-P. Jabouille em Paul Ricard e Michel Leclére em Watkins Glen. Portanto, era um terceiro carro que fazia às vezes de carro-reserva da equipe britânica.

Este carro foi comprado pela escuderia japonesa Heros Racing e entrou na pista de Fuji pintado de vermelho, branco e amarelo, com um bico limpa-trilhos na corrida - mas com outra aerodinâmica durante os treinos livres e classificatórios. Hoshino fez uma corrida absolutamente excepcional e só não fez mais durante as 73 voltas porque - acreditem (ou não) - sua cota de pneus de chuva estourou e ele não tinha mais pneus Bridgestone para usar.

A carreira de Hoshino no Japão foi repleta de êxito: foi campeão na Fórmula 2000, na Fórmula 2 e também na Fórmula 3000, antes desta ser rebatizada de F-Nippon. Venceu também em Daytona nas 24 Horas de 1992 com um Nissan, foi 3º colocado nas 24 Horas de Le Mans de 1998 na última de suas nove participações e hoje, aos 60 anos, é o diretor geral da equipe Impul, atual campeã da F-Nippon com Benoit Tréluyer. Seu filho Kazuki Hoshino competiu na categoria até o ano passado.

GT3 à toda


O bravo Egídio, leitor do blog e amigo de Orkut, manda fotos da GT3 Brasil que correu no último fim de semana em Pinhais. Quem tirou foi a esposa dele, Gláucia Cristina Trevisan.

Na imagem acima, três Ferrari F430 e mais três "Dojões" Viper - um deles encoberto.

A etapa foi dominada pelo Lamborghini Gallardo de Alceu Feldmann / Paulo Roberto Bonifácio, que venceu as duas provas. Diz um conhecido que também esteve lá que a dupla guiou muito.

Não duvido: Feldmann é velocíssimo e com um bom carro nas mãos, mostra o que sabe e vale.

Vamos ver se o domínio da dupla do Lambo segue na terceira etapa. Detalhe: a corrida será no Rio de Janeiro, no próximo dia 30.

E eu sou besta de perder?

Ah! Em tempo: o Sportv exibe os melhores momentos da GT3 em Curitiba na próxima sexta-feira.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os primeiros samurais - Masahiro Hasemi

Neste ano, a Fórmula 1 volta ao Fuji Speedway após 30 anos. O Japão teve duas provas nos anos 70 e a primeira, em 1976, foi dramática e especial. Sob chuva, James Hunt derrotou Niki Lauda por um ponto e foi campeão com a McLaren.

E a corrida foi especial porque marcou a participação do chassi Kojima - na verdade um Hesketh 308/3 mexido por Masao Ono, também desenhista do malogrado Maki. O carro número 51 foi conduzido pelo ídolo local Masahiro Hasemi. Outros três "japas" se apresentaram para a ocasião: Noritake Takahara alugou o Surtees de Brett Lunger, Kazuyoshi Hoshino correu com um Tyrrell 007 da escuderia Heros e Masami Kuwashima foi inscrito - mas não classificou - com um Brabham BT44 da RAM.

No aguaceiro que tomou conta da pista e que tirou de combate o austríaco Niki Lauda, os samurais deixaram sua marca: Hoshino, 22º no grid, alcançou de forma inacreditável a terceira posição entre as voltas 10 e 13, fazendo a torcida urrar nas arquibancadas. Hasemi andou bem no início e esteve entre os dez primeiros - mas com problemas, foi aos boxes. Atrasado sete voltas, acelerou o quanto pôde com seu Kojima e para espanto geral, registrou a melhor volta com 1'18"23, na 25ª passagem.




Hasemi, hoje com 61 anos, fez sua única aparição na F-1 naquela corrida, mas deixou seu nome marcado na história. E um restaurador cioso trouxe a público a relíquia que é o Kojima KE007, com a mesma pintura negra do GP do Japão de 1976 e os mesmos patrocínios.



Louvado seja o amigo Caíque Pescarolo, que foi quem mandou a foto do Kojima reformado.

domingo, 2 de setembro de 2007

Mais um?!?


A árvore genealógica da família Andretti não pára de trazer frutos para o automobilismo. Adam Andretti, irmão mais novo de John e portanto filho de Aldo, irmão gêmeo de Mario - pai de Michael e Jeff e avô de Marco, fez o rookie test da Indy Pro Series e vai correr na etapa de Chicago da categoria de acesso para a IRL.

Aldo e Mario são da primeira geração e dos dois quem brilhou foi o último, com participações em Le Mans, uma vitória nas 500 Milhas de Indianápolis em 1969, títulos na USAC e na CART, além da Fórmula 1 em 1978.

Michael é o expoente maior da segunda fase da família, ganhando o título da CART em 1991 e seguindo os passos do pai até a F-1, com uma participação pífia como piloto da McLaren. John teve boa passagem na CART e ganhou provas da Nascar.

Marco, o filho de Michael, já foi vice-campeão das 500 Milhas - no ano passado. Agora é a vez de Adam tentar a sorte. Ele não é nenhum menino - tem 28 anos - mas se levarmos em conta que por lá os pilotos passam facilmente dos 50 anos...

Já estava no programa

E o basquete masculino do Brasil fica, pela terceira vez seguida, fora de uma olimpíada.

Alguma surpresa nisto?

Considerando o nível atual da seleção e o histórico recente, nenhuma. E posso afirmar sem nenhum pudor que não é numa repescagem com outras onze seleções de diferentes continentes e três vagas disponíveis, que este time vai para Pequim.

Quando a gente acha que as coisas vão mudar e que um simples time B da Argentina, desfalcado de Nocioni, Oberto, Ginobili, não vai dar trabalho, eis que Scola - que é um dos titulares absolutos dos atuais campeões olímpicos - faz um partidaço e ganha o jogo de ontem praticamente sozinho.

Na equipe brasileira, pelo contrário, não se vê um jogador com estofo de líder, aquele que pega a bola e diz "deixa pra mim que eu resolvo". Por mais que Leandrinho seja talentoso e um bom arremessador, falta esse espírito ao camisa 10 da nossa seleção - que mostrou atuações boas de jogadores como Tiago Splitter e medianas - beirando a mediocridade - de Nenê, de quem tanto se esperava.

É aquela velha história: os três últimos pré-olímpicos onde fracassamos fragorosamente foram antecedidos por três medalhas de ouro no Pan-Americano. O que estou querendo dizer com isso? Simples: o Pan é torneio de quinta categoria. A Argentina veio ao Rio com um time C. Os EUA mandaram um grupo só com universitários - na competição classificatória para Pequim não havia dúvida de que os atletas da NBA seriam convocados, e estão jogando muito. Vide Kobe Bryant, Lebron James, Carmelo Anthony, Michael Redd, Mike Miller e o veteraníssmo Jason Kidd.

Em tempo: amanhã começa o campeonato europeu. São 16 seleções, mais da metade delas fortíssimas. E só as duas melhores vão para Pequim, onde já se garantiram a anfitriã China, a campeã mundial Espanha, a Austrália, a Argentina e os EUA, além de Irã (Ásia) e Angola (África).

Em tempo II: o querido Alberto Bial, irmão do apresentador do Fantástico Pedro Bial, passou mal durante a semana e teve um infarto. Logo o doce Bial, um touro de forte e um mar de simpatia. Ele, que vinha comentando brilhantemente o pré-olímpico para o Sportv, vai dar um tempinho. E tomara que rapidamente se restabeleça.

Força, Bial!

Bê-eme-vê


Foto enviada pelo amigo e metaleiro Warlord, fanático por automobilismo e por música pesadíssima. Quem é o cidadão que castiga a BMW - acho que é o modelo 635 CSi? Qual é a pista e o ano do registro dessa preciosidade?

sábado, 1 de setembro de 2007

Melhor que a original

Música e clip literalmente "do fundo do baú": The Fevers se apresentam no extinto Globo de Ouro em 1975, cantando Kung Fu Fighting, originalmente composta por Carl Douglas.

Liebert Ferreira, Almir, Miguel Plopschi e companhia limitada mandaram muito bem nessa versão e o baixo pulsante é o ponto forte da música.

Ficou melhor que a original, acreditem.