terça-feira, 21 de março de 2006

Já era!

Navegando e fuçando na rede mundial de computadores, não é que me deparei com uma notícia animadora?

Acabou o grupo Limp Bizkit!!!

Filho bastardo de um estilo de hardcore batizado de "nu-metal", o Limp bebeu da fonte do Faith No More ("Angel Dust"), Sepultura ("Roots) e dos três primeiros discos do Korn. São da mesma escola do Linkin' Park, outro grupelho sem nenhuma graça.

À frente do Limp esteve o brigão e encrenqueiro Fred Durst, com sua postura babaca e poseur contra tudo e todos. É como se eu, que tenho 34 anos, pegasse um microfone pra mandar o sistema pra casa do caralho - o que seria um nonsense. Imaginem um adolescente velho como eu?

Mas foi o guitarrista Wes Borland, que já está envolvido com um novo projeto - Black Light Burns - quem deu a ótima notícia.

Quer saber? Ninguém que tem ouvido apurado sentirá falta de uma porcaria tão grande.

segunda-feira, 20 de março de 2006

Marina Mulata

Escrevo de São Paulo, onde estou uma viagem bate-e-volta a trabalho. E acabo de me reparar com a notícia da morte da musa inspiradora do grande Di Cavalcanti: Marina Montini.

Magra, esguia, a mulata chamou a atenção do artista que a retratou quase diariamente por nada menos que sete anos. De 1969 a 1976, ela posou para centenas de suas obras, correspondendo à paixão de Di Cavalcanti pela mulher que despontou ao estrelato graças a uma reportagem da outrora poderosa revista Manchete.

"Ele era encantador, inteligente e tinha a cabeça aberta", comentou certa vez a modelo, que nos quadros do artista vinha com as formas mais generosas que o natural.

Nos anos 80, ela foi jurada do carnaval do Rio de Janeiro e causou polêmica ao dar nota 10 para a Mocidade Independente e conceitos baixíssimos para as demais agremiações. Por breves instantes, Marina Montini e seus antepassados foram mais xingados e vaiados do que árbitro de futebol.

Marina morava no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro e morreu relativamente jovem, aos 58 anos, de insuficiência hepática, no Hospital dos Servidores.

domingo, 19 de março de 2006

Madrugada veloz ou: a felicidade é azul

São 10 e 40 da noite. Acordei às 3 e 55 da manhã, acreditem se quiserem, para ver a Fórmula 1 e o GP da Malásia.

Só mesmo o esporte que eu mais gosto pra me fazer sacrificar pelo menos três horas de sono pra poder ver a corrida e ficar inteirado para fazer um trabalho bem-feito. Coube a mim editar o compacto que está agora no ar pelo Sportv e a gravação seria logo cedo. Então uni uma coisa à outra.

E vejo que não me arrependi da escolha pois tinha o pressentimento de que a madrugada veloz teria uma só dona: a Renault.

Ao contrário do que os detratores pensavam, desta vez Giancarlo Fisichella fez tudo direitinho, o carro não quebrou e as paradas de boxe foram perfeitas. Resultado: topo do pódio para o piloto transalpino.

Para Alonso, o segundo lugar foi lucro, porque a equipe colocou em seu tanque gasolina até a boca na classifcação. Com o carro muito pesado, o vencedor do GP do Bahrein optou por dois "stints" onde carregou menos combustível e pôde ganhar a posição que a princípio seria de Jenson Button.

Aliás, sobre Button... que surra que o britânico começa dando no companheiro Rubens Barrichello, hein? Onze pontos contra nada em duas corridas. E tem gente que começa a dizer que a temporada do brasileiro está encerrada. Exagero? Nem sim, nem não...

Gostei da atitude da Ferrari em não fazer com Felipe Massa - pelo menos em suas primeiras corridas pelo time - a cachorrada que fazia com Barrichello. Deixaram o moleque chegar na frente de Schumacher, mesmo tendo parado uma vez só e largado em penúltimo.

Aliás, as punições de trocas de motor deram o que falar na montagem do grid definitivo. Muita gente achou que Ralf Schumacher, cujo propulsor explodiu no trecho final de 20 minutos da classificação, teria que largar em 19º. Acontece que, como o estouro ocorreu NO TREINO, o piloto automaticamente seria jogado para a última fila.

Inclusive teve gente, em Kuala Lumpur, que disse que o "regulamento da Fórmula 1 dá margens à diversas interpretações."

Então cabe aqui a sugestão: ir em www.fia.com e conhecer melhor os meandros das regras para não saírem falando besteira a torto e a direito.

Sofrimento sem fim

Longe vão os tempos em que o torcedor dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro tinha certeza de vitória contra qualquer equipe pequena.

Bastava uma agremiação do interior ou do subúrbio da capital pisar o Maracanã e ver uma camisa tricolor, ou a rubro-negra ou as alvinegras e pronto... o estrago estava feito.

Eu fui dessa época em que isso era comum.

Hoje em dia... ai de nós, ai de nós...



Ninguém mais respeita Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo.

A prova cabal está aí escancarada nos noticiários: América, Americano, Cabofriense e Madureira farão as semifinais da Taça Rio para ver quem pega o time da estrela solitária na decisão.

Surpresa? Não, nenhuma surpresa. É o reflexo do quanto anda mal o futebol do Rio de Janeiro.

Mal administrado desde a Federação até, principalmente, os clubes, com dirigentes arrogantes que fazem o bel-prazer de empresários que leiloam a três por dois os seus jogadores. Sabem quanto, por exemplo, ganha o Obina? Aquele mesmo que não faz gol e está visivelmente fora de forma no Flamengo? OITENTA E OITO MIL REAIS!

Dá pra acreditar que um bonde como Obina ganhe tudo isso? Só no futebol carioca isso acontece...

O planejamento e as contratações erradas mostram a fragilidade, em especial, dos elencos de Flamengo, Vasco e Fluminense. O rubro-negro da Gávea só ganhou três partidas até agora neste ano. Conte comigo nos dedos... uma... duas... três. Muito pouco para quem enche a boca pra dizer que é o "Mais Querido do Brasil".

O Vasco tem um problema sério: Romário. Ele marca ainda seus golzinhos aos 40 anos, mas a dívida monstro que o clube tem com ele se transforma numa obrigação para o clube cruzmaltino. Rescindir o contrato do Baixinho não é a esta altura do campeonato a melhor das alternativas para Eurico Miranda.

E o que dizer do Fluminense? O campeão de 2005 investiu em dois treinadores que nada acrescentaram e em jogadores que ainda não disseram ao que vieram, casos de Rogério e Pedrinho. O elenco era forte no papel mas, em campo... um bando. Pelo menos na vitória de virada sobre o Volta Redonda, na despedida do time no campeonato, os jogadores se doaram em campo. Mostraram raça, garra e vontade de vencer. Só esqueceram de combinar tudo isso com o goleiro do time adversário.

Ah... falta o Botafogo. Ao time de General Severiano ainda me reservo o benefício da dúvida. Porém, se perderem na final do Estadual para qualquer um dos quatro pequenos que vão disputar as semifinais da Taça Rio, podem escrever aí:

Vamos sofrer MUITO no Brasileirão 2006. Caem quatro... caem quatro...

A Evita Brasileira

Sabiam que no Brasil existe uma Evita?

Não, não é Evita Perón... é a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho.

E por que ela é Evita?

Porque com ela no poder, o carioca...

Evita São Conrado!

Evita o Túnel Rebouças!

Evita a Linha Vermelha!

Evita a Linha Amarela!

Evita a Avenida Brasil!

Evita sair de casa!

Tomara que da próxima vez o povo se lembra e Evita de votar nela!

Ah... e no babacão do marido também!

sábado, 18 de março de 2006

Alento para as minorias

Vinte anos depois de Willy T. Ribbs, a Nascar volta a ter em seu grid da categoria principal um piloto negro.

Bill Lester, 45 anos, nascido em Atlanta (Geórgia), é um veterano das provas da Truck Series e faz a sua estréia na divisão principal da Stock Car americana, a Nextel Cup, com um Dodge Charger da equipe Bill Davis.

Seu desempenho ofuscou muitos pilotos consagrados e impressionou a todos na qualificação realizada nesta sexta-feira. Com uma volta em 190.502 mph (pouco mais de 306 km/h de média), ele foi mais rápido inclusive que Dale Earnhardt Jr., o filho da lenda.



E entre os 17 pilotos que precisavam do tempo para se classificar, Lester foi o mais rápido - o segundo da lista, Paul Menard, larga em 22º, três posições abaixo dele.

Num esporte eminentemente dominado por brancos, a presença de pilotos como Lester e também a de Lewis Hamilton, fenômeno dos monopostos que a McLaren apadrinhou, soa como um alento para que as ditas "minorias" também se motivem a participar mais de provas automobilísticas.

Um exemplo no Brasil é o carioca Lucas Molo, coincidentemente meu amigo e conhecido das corridas longas, que guiou nas últimas Mil Milhas Brasileiras uma Ferrari 550 Maranello.

sexta-feira, 17 de março de 2006

O novo fenômeno das pistas

Gente, como anda o Audi R10!!!!!!

Este é o novo modelo da marca alemã para as corridas de Endurance, aquelas que aliam resistência e velocidade, com modelos dos mais diversos tipos - protótipos e grã-turismos.



E no treino oficial para a estréia, nas 12 Horas de Sebring, os pilotos do R10 extrapolaram. Allan McNish, escocês com passagem pela Fórmula 1, quebrou os cronômetros e marcou o novo recorde do circuito. Nunca é demais dizer que o Audi R10 é o primeiro carro turbodiesel para provas de longa duração que é realmente competitivo. Com um motor V-12 de 5,5 litros, debita 650 HP e é capaz de fazer o carro chegar a 340 km/h.

Mas é na classe LMP2 que virá a maior oposição à divisão panzer da Audi, com os Porsche RS Spyder incrivelmente bem preparados pela Penske Motorsports. O melhor deles ficou a apenas um décimo de segundo do R10 que sai em segundo no grid.

Na 54ª edição da mais tradicional prova longa dos EUA, haverá três brasileiros na disputa. Raphael Matos, de Minas Gerais, foi convidado para ajudar Guy Cosmo e Jamie Bach na condução do difícil Courage C65 com motor Mazda rotativo. Classificou-se em 13º no grid e quinto na classe - nada mau.

A GT2 promete com um duelo entre Panoz e Ferrari, totalmente surpreendente porque os Porsche sempre são favoritos. Mas a equipe que alinhou o GT americano contratou para essa prova ninguém menos que Sebastién Bourdais, bicampeão da ChampCar e o mineiro Bruno Junqueira, que ficou com o terceiro melhor tempo. O carro de Bourdais foi o mais veloz do grupo.

Em segundo, alinha a Ferrari 430GT da equipe Risi, que terá Jaime Melo Jr. no comando, ao lado do alemão Ralf Kelleners. Melo classificou o carro e perdeu a pole no grupo por um décimo de segundo, também.

Vai pegar fogo essa corrida...

17 de março

Costumo dizer que o Saco de Gatos é um lugar de diversão.

Mas hoje não é um dia qualquer, pelo menos para ele.

Esta sexta-feira foi estranha. Ao mesmo tempo em que tive um dia proveitoso de trabalho, senti um vazio, um nó no peito, uma tristeza imensa.

É porque meu pai, se estivesse vivo, completaria hoje 66 anos de idade.

Morreu jovem.

Morreu doente, porque nas últimas duas décadas de sua vida, entregou-se como poucos à problemas do coração, agravados por anos de vício - cigarro e infelizmente álcool.

Sim, amigos. Passei por isso. Eu tive um pai alcóolatra. Um pai dedicado quando sóbrio, mas extremamente agressivo quando alterado. Presenciei ele batendo na minha mãe, quando ainda "viviam" juntos mas estavam em processo de separação.

Querem coisa pior que isso?

Bem... nada podia ser pior do que está acontecendo agora, pois desde o fim do ano passado enfrento um sério problema judicial com uma pessoa que conviveu com ele nos últimos anos de vida e quer, pasmem, metade de tudo o que tenho direito. Por "tudo que tenho direito", subentende-se os bens dele.

Ora... se vocês soubessem o arsenal de mentiras que essa pessoa está inventando para iludir a Justiça e me passar a perna, vocês se pasmariam.

Mas como confio sobretudo em Deus, e ele é justo com quem nele acredita, eu acho que vou vencer!

Torçam por mim!

E eu tenho certeza plena que meu velho JAMAIS aprovaria o massacre que estão fazendo comigo...

Momento Poesia

Os teus pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,

Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram vôo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

(Pablo Neruda)

Na linha de fogo

A exatos 84 dias para a Copa do Mundo de Futebol, aumenta o bombardeio em cima de dois controvertidos personagens que ganharam espaço na mídia nos últimos dias: Ronaldo e Jürgen Klinsmann.

O atacante da seleção brasileira, mundialmente consagrado, vive uma fase ruim de dar gosto. O Real nada ganha em 2005/2006. Os gols rareiam e até pênalti no último minuto de jogo ele já perdeu. Está visivelmente fora de forma, embora ache que não. Seu choramingo de que "não tem o carinho da torcida" não cola mais em Madrid.

Toda essa forçação de barra até está dando resultados. Em Milão, dirigentes da Inter e do Milan acenam com o retorno dele para o Calcio. Mas o que deu mais pano para manga foi uma infeliz declaração do jogador campeão com a seleção brasileira nas Copas de 94 e 2002. "Nossa geração pode superar a de Pelé".

Foi uma resposta às críticas do Rei do Futebol ao seu desempenho e à sua vida fora dos gramados, com dois casamentos fracassados e namoros com top models. O problema é que ninguém que gosta de futebol JAMAIS esquecerá o banho de bola que a seleção, Pelé à frente, deu em três Copas de 58 a 70, que nos renderam três títulos e a Taça Jules Rimet.

"Esse bate-boca não leva a nada", disse o jornalista e historiador Roberto Assaf em O Globo. O craque Sócrates, capitão da seleção em 82, bateu firme. "Essa polêmica é vazia. São épocas totalmente diferentes." O goleiro Félix pôs a pá-de-cal. "Até hoje a Europa só fala da conquista de 1970."

De fato, o Brasil teve uma geração de ouro e ficou cinco Copas sem ganhar nada até 94. E, vamos e venhamos, isso não dá nenhum direito ao Ronaldo de se comparar com a turma de Pelé e Garrincha em termos de importância ao futebol brasileiro. Basta ver o quão era difícil se jogar naqueles tempos idos e como foi barbada para o Brasil ser campeão em 2002.

Em contrapartida, a situação do técnico da Alemanha, o antigo ídolo e titular em três Copas, Jürgen Klinsmann, está de mal a pior. Sucessivas acusações, severas críticas ao seu trabalho e uma vexatória derrota para a Itália por 4 x 1 em recente amistoso vão minando a anfitriã da competição de 2006.

Ele leva pancada de ninguém menos que Franz Beckenbauer, o Kaiser do futebol alemão. E com toda razão: o técnico mora na Califórnia, para começar. Chegou a nomear uma pessoa ligada ao hóquei para ser dirigente da seleção. Convoca mal e escala pior ainda os seus jogadores. E nem a presença de Michael Ballack, tido e havido como o melhor jogador do país no momento, é capaz de fazer a seleção andar pra frente.

Agora a imprensa mira em outros alvos. O jornal tz teria publicado uma matéria sobre manipulação de resultados acusando alguns jogadores da Bundesliga de participarem nas armações, entre eles o meia Bastian Schweinsteiger, 21 anos, cria do Bayern de Munique e grande revelação do país. Mas a publicação recuou nas acusações e ainda não se retratou, o que deve acontecer até a próxima segunda-feira.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Ele é da Turma do Funil...

É sabido por todos que os nórdicos recorrem a combustíveis alternativos para espantar o frio que muitas vezes supera os 20 graus negativos em seus países.

Os finlandeses são mestres numa boa manguaça e a turma do país no automobilismo já fez belos estragos por aí.

Mika Salo foi o pioneiro, detido em 1990 quando corria na F-3 inglesa com um bafo de gambá que assustou os policiais. O piloto foi suspenso pelo RAC e foi para o Japão, onde deitou e rolou com o saquê e a cerveja local, uma das de maior teor alcoólico do mundo. Mas próximo dos 40 anos de idade, tomou juízo.

Seu xará Hakkinen também exagerava na dose, mas o casamento com Erja, sete anos mais velha, e o posterior nascimento do filho Hugo, ajudaram-no a entrar na linha.

A McLaren por alguns anos mostrou-se preocupada com a disposição etílica de Hakkinen.

E agora Ron Dennis e companhia procuram uma solução para Kimi Raikkönen (todo alegrinho na foto abaixo), bom bebedor - talvez até mais do que o bicampeão mundial em 98 e 99.



As farras constantes e os porres homéricos nas Ilhas Canárias, para onde teria ido afogar as mágoas depois do fim do romance com a modelo Jenni Dahlmann foram a gota d'água para Dennis, que detesta ver seus pilotos expostos a vexames, contratar um "vigia" para o finlandês.

Aki Hintsa, conterrâneo de Kimi e membro do Comitê Olímpico da Finlândia, vai ser a sombra do piloto daqui até o fim do ano. Além disso, é o responsável pela preparação física dos outros três pilotos contratados: Juan Montoya, Pedro de la Rosa e Gary Paffett.

Obrigado a suportar a marcação 'homem a homem', Raikkönen pode correr o risco de ser demitido por justa causa ainda este ano.

É só ele bobear e cair de boca na manguaça e no dia seguinte... Dennis rasga o seu contrato.

Basicamente censurado

Censura é um ato e uma palavra que incomoda.

Este país já viveu diversos períodos em que o terror imperava. Certas coisas podiam ser consideradas subversivas e eram sumariamente censuradas, quer seja no cinema, na televisão, na imprensa e principalmente na música - perseguida de forma implacável na época da ditadura dos militares.

Agora é a vez da aguardada continuação de Instinto Selvagem ser tesourada inexplicavelmente, para desgosto da musa Sharon Stone que, aos 48 anos, continua com a beleza de sempre.

Em 1992, a cruzada de pernas e a sexualidade ambígua de sua personagem, a escritora Catherine Trammell, seduziram o mundo e ao ator Michael Douglas. Catorze anos depois, mais madura, mais gostosa, Sharon ataca na continuação do filme em outras terras.

A personagem desta vez mora em Londres (no primeiro filme, era em San Francisco), onde se envolve em diversos jogos de sedução com o psicólogo Dr. Michael Glass, interpretado por David Morrissey.



E pelo que se depreende dos vídeos promocionais e das cenas tosadas da edição final - inclusive de uma transa a três com direito a participação de outra mulher - o filme é ainda mais forte e violento que o primeiro, dirigido por Paul Verhoeven com roteiro do sempre controvertido Joe Eszterhas.

Esta continuação tem direção de Michael Caton-Jones, com roteiro do casal Henry Bean e Lenora Barish. O filme será lançado dia 31 de março e estréia em 7 de abril no Brasil.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Genial Cassiano

Você já brincou de amores? Caminhou pela estrada? Olhou em volta e só viu pegadas? Saiu da fossa? Salvou a flor que ia morrer? Andou de bar em bar?

Se já fez tudo isso, ótimo. Sinal de que você sabe de quem estou falando.

Se você não pertence à minha geração ou não é deste planeta, é hora de conhecer o trabalho de um dos mais brilhantes compositores da nossa MPB em qualquer tempo: Genival Cassiano dos Santos, ou simplesmente, Cassiano.

Nascido há 62 anos em Campina Grande, na Paraíba, veio para o Rio em fins da década de quarenta. Na Cidade Maravilhosa, aprendeu com o pai a tocar violão e bandolim e aos 19 anos, entrou para o meio artístico como integrante do grupo Bossa Trio, mais tarde rebatizado de Os Diagonais - que participariam nos três primeiros discos de Tim Maia fazendo os vocais de apoio.

Cassiano já alçara vôo solo quando Tim surgiu como uma bomba na MPB, cantando uma de suas primeiras composições: o eterno hit "Primavera (Vai Chuva)".

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Que eu quero estar junto a ti

Eu, é primavera, te amo
É primavera, te amo
meu amor

Trago esta rosa
para te dar
Trago esta rosa
para te dar

Meu amor
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
É primavera... (vai chuva)

A letra pungente e a interpretação marcante do inesquecível Tim Maia mostraram o gênio de Cassiano - imediatamente convidado para gravar um disco em 1971. Imagem e Som. Seu primeiro trabalho-solo revelou outros ases na manga além de "Primavera". Vieram à luz "É isso aí" (não, não é a da Ana Carolina, garanto aliás que é melhor), "Já", "Uma lágrima" e "Não fique triste".

Com arranjos de Waldyr Arouca Barros, o trabalho de estúdio foi primoroso. O antigo grupo de Cassiano participou dando uma canja nos vocais e no baixo reinou o lendário Capacete, comparado a James Jamerson, craque do instrumento e músico número um de estúdio da não menos conhecida gravadora americana Motown.

Cassiano reapareceu em 1973 com um disco ainda melhor: Apresentamos Nosso Cassiano, pelo selo Odeon. E saíram do forno composições inspiradíssimas. "Melissa" foi uma homenagem à filha nascida dois anos antes. "A Casa de Pedra" é um soul-progressivo de diversas quebradas rítmicas e devastador - literalmente - porque nenhum coração de pedra resiste à beleza da letra e da interpretação do cantor / compositor. Só ouvindo a música pra saber mesmo como é...

E foi nessa época em que ele compôs aquela que é considerada a melhor música dele. "Cedo Ou Tarde" foi referência para dezenas de artistas da MPB que beberam da fonte da boa música, caso de Ed Motta, que apresentou a canção à Marisa Monte para que ela a regravasse.

Tudo na vida é natural, eu sei
Que a vingança é o mal do amor
Que a incerteza só traz dor
E não há lugar pro amor

A verdade, cedo ou tarde, vem
Nada sei pra te dizer
Da saudade que se foi, ela voltou

Alcancei o que sonhei
Liberdade sou a paz de mim
Pois tudo vem natural

Simplesmente sensacional...

Novo sumiço e Cassiano voltou em 1976, com um novo parceiro, Paulo Zdanowski, jovem de 19 anos que formaria algum tempo depois o grupo Brylho da Cidade - aquele mesmo de "Noite do Prazer". E aí foi lançado o terceiro e, pasmem, último disco do compositor: Cuban Soul - 18 Kilates, tão brilhante quanto seu antecessor.

"Coleção" foi um sucesso estrondoso por causa da novela Locomotivas, da Globo. "A lua e eu", outra balada que até hoje todo mundo acima dos 30 anos se lembra com carinho. "Salve essa flor", uma das preferidas dos seus fãs (inclusive por mim).

E ainda havia "Hoje é Natal", disparada a melhor música falando sobre o tema. Esqueçam "Noite Feliz", "Jingle Bells" e "Boas Festas". Cassiano sintetiza em pouco mais de três minutos e meio a singeleza desta data comemorada mundialmente.

Agora, o que me impressiona particularmente é que um monstro da MPB do naipe do Cassiano já vai completar 30 anos sem fazer um único disco. Com tanta porcaria dominando as paradas, isto é de um nonsense ímpar.

Felizmente ele nunca foi esquecido. Nos anos 90, ele reapareceu para gravar seus grandes sucessos com outros artistas - Luiz Melodia, Ed Motta, Sandra de Sá, Marisa Monte e muitos outros - o disco-tributo Cedo ou Tarde.

E o mesmo Ed Motta voltou a pagar tributo ao mestre em 2000, compilando 14 de suas grandes músicas para a Universal / Dubas Música e apresentando enfim o primeiro CD de Cassiano - Coleção. Eu o ouço inteiro até furar!

Glória eterna a Genival Cassiano dos Santos.

Ou seria... Genial Cassiano?

Cruzes! Lá vem o chuchu...

Lula já sabe quem será seu mais ferrenho adversário na corrida presidencial este ano.

É Geraldo "Chuchu" Alckmin, o insosso governador de São Paulo, anunciado nesta terça-feira pelo PSDB.

O tucanato enfim se resolveu entre ele e José Motoserra, que poderá ainda ter como compensação a sucessão de Alckmin no estado.

"Chuchu" já tenta pôr as manguinhas de fora. Em seu discurso pós-anúncio, falou em "pressa de desenvolvimento, crescimento, renda e salário" e em "banho de ética".

Um discurso sem dúvida muito diferente do moço que lhe ergueu os braços no Palácio dos Bandeirantes. FHC enquanto presidente mergulhou o Brasil em violentíssima recessão. E fez um lobby monstruoso no Congresso para barrar pelo menos 80 CPIs que poderiam prejudicar o governo.

Os especialistas antevêm um fogo cruzado entre o PT e os partidos que o apoiarem, contra o resto. Alckmin sinaliza uma aliança com o PFL, o que por si só já torna sua candidatura totalmente rejeitável para quem não simpatiza com a legenda que lembra a antiga Arena dos milicos.

Eu acho que a eleição se decide no primeiro turno mesmo. E se depender da minha torcida, vai dar Lula de novo.

terça-feira, 14 de março de 2006

Polêmica em South Park

Não há como negar que o desenho South Park é engraçado.

Mas algumas de suas piadas, porém, vão além do aceitável e pegam muito, muito pesado. Os autores Matt Stone e Trey Parker não poupam ninguém - artistas, políticos, atletas e principalmente os canadenses, vítimas prediletas dos moleques Kenny, Stan, Kyle e Cartman.

Quem perdeu a paciência desta vez foi uma figura importante dentro do próprio desenho.

O cantor Isaac Hayes, aquele mesmo da música do seriado "Shaft" - que depois virou filme com Samuel L. Jackson no papel vivido nos anos 70 por Richard Roundtree - pediu demissão e depois de nove anos deixa de dublar o personagem Chef, amigo da turminha de South Park.



Ele alegou intolerância com temas religiosos para pedir a quebra de seu contrato e há quem diga que o motivo tenha sido diametralmente oposto.

Em 2005, foi exibido o desenho "Preso no Armário", que satirizou o ator Tom Cruise com insinuações homossexuais e também a doutrina da Cientologia, da qual ele, John Travolta, o diretor premiado com o Oscar Paul Haggis e o próprio Isaac Hayes são adeptos.

Tirem suas conclusões...

Ainda há salvação!

Justiça ordena paralisação das obras do Pan
Warm Up
14/03/2006 - 16:29


A justiça da 6ª Vara de Fazenda Pública determinou nesta segunda-feira (13) que as obras dos Jogos Pan-Americanos devem ser paralisadas até a semana que vem para que sejam apresentados documentos que comprovem que a área do autódromo Nelson Piquet não seja danificada.


Um perito foi nomeado para avaliar as conseqüências que as construções dos complexos esportivos causarão no ambiente de Jacarepaguá.

A RioUrbe, que é responsável pelo planejamento, apresentou o projeto que pertencia ao consórcio Rio Sports Plaza, grupo que havia vencido a "licitação" para erguer as arenas do Pan. A planta foi reprovada tanto pela CBA quanto pela FIA.

O juiz determinou que o traçado não deve ser alterado até segunda-feira (20), quando uma audiência determinará o futuro do autódromo.

Neste dia, os defensores de Jacarepaguá farão, às 14h, mais uma manifestação em frente ao Fórum no Centro da Cidade. Outro encontro entre os manifestantes deve ocorrer quando o prefeito Cesar Maia visitar o canteiro de obras do circuito fluminense.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Internet: lugar de boa música

A internet às vezes nos traz surpresas negativas. Outras, muito positivas.

Hoje cedo, no trabalho, no menu do meu provedor, um link me chamou a atenção.

Ele dizia: "Faça Sua Própria Rádio".

Como eu gosto de novidades, chegando em casa fucei e achei o programa de instalação da Last.fm.

E enquanto estou postando justamente esse tópico, está rolando "The Great Gig In The Sky", sensacional canção do Pink Floyd, do imortal álbum Dark Side Of The Moon.

O bom da "rádio" é que você pode escolher a faixa que quer ouvir - eu só estou escutando rock and roll, evidentemente - e com altíssima qualidade de áudio.

E aqui já rolou de Jimi Hendrix e Jefferson Airplane a Nirvana e White Stripes.

Gostou? Ficou querendo ter o Last.fm?

Te deixo o link aí, tá?

Pretensão em dobro: teu nome é Marisa Monte

Quando a gente pensava que Marisa Monte já tinha feito o pior na carreira ao montar com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes o projeto-de-ocasião "Tribalistas", eis que a cantora surge de sopetão desovando dois álbuns de uma só vez.



Pretensão pouca é bobagem...

Batizados "Universo Ao Meu Redor" e "Infinito Particular", os dois trabalhos são totalmente antagônicos. O primeiro visa a penetração da intérprete no mercado internacional, pois será lançado em seis outros países além do Brasil.

Produzido pelo consagrado Mário Caldato Jr., o mesmo que assinou sucessos do Beastie Boys e do Planet Hemp, "Universo" tem um repertório clássico mesclado com sambas antigos que Marisa ouve desde criancinha - já que o pai dela, Carlos Monte, é da Velha Guarda da Portela.

"Infinito Particular" é uma revisitada ao baú de músicas da cantora. Algumas composições ainda inacabadas, com os velhos parceiros Nando Reis, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown e novas parcerias (Seu Jorge, Adriana Calcanhoto e Marcelo Yuka) dão o tom do outro álbum.

Marisa garante que "quem gosta do meu trabalho, vai gostar dos dois discos".

Eu faço questão de passar longe das lojas e das estantes que tenham seus álbuns.

Até comprei, confesso, dois CDs dela e ganhei aquele de título quilométrico, o "Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão" - que por um bom tempo escutei bastante. Mas depois do pretensioso "Barulhinho Bom", não deu pra acompanhar mais nada dela.

Ela tem uma diferença em relação àquela que considero a maior cantora do Brasil, Elis Regina. Marisa pelo menos compõe suas músicas. Elis encomendava a outros artistas. Mas interpretava cada canção com uma força sem igual.

E Marisa Monte, por mais que queira demonstrar força lançando de uma só vez dois discos e agendando shows em 38 países, não me convence que é a melhor da atualidade.

Duvido muito que me convença...

Cometa sem brilho

Para os mais supersticiosos, o número 13 é sinônimo de azar.

Para outros, como Zagallo, a encarnação da sorte.

Não foi este o total de dias que Paulo Campos ficou no Fluminense - foram dezessete, creio.

E esta segunda, dia 13, marcou a demissão de um dos piores técnicos que eu já vi nas Laranjeiras.

Além de nunca conseguir definir um time - o que os tricolores vêem a cada partida é um bando em campo - a figura que se gabava de ter trabalhado como auxiliar do cosmopolita Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid pagou pela língua solta depois da vitória por 3 x 1 sobre o Operário do Mato Grosso, pela Copa do Brasil.

Criticou a postura da torcida, que o chamava de "burro" com toda a razão, mesmo nos jogos que o Flu venceu sob seu comando. Criticou a imprensa. E suas declarações infelizes ecoaram nas Laranjeiras e chegaram à diretoria, que o repreendeu publicamente. Algumas manchetes do fim de semana já faziam a caveira de Paulo Campos.

E cabe aqui um aparte: a torcida é o maior patrimônio que um clube de FUTEBOL poderia querer ter. Desrespeitando quem paga ingresso para ver os jogos, nenhum treinador sobrevive mesmo que tenha um currículo esplendoroso - o que, convenhamos, não era o caso dele.

O empate em 2 x 2 contra o Botafogo foi a pá de cal. Depois de menos de um mês (se eu tivesse apostado com alguém, com certeza teria faturado um bom dinheiro), acabou demitido. Como um cometa sem brilho, Paulo Campos passou pelo Fluminense. E com certeza não deixará saudades.

domingo, 12 de março de 2006

PLACA!

O Maracanã é mesmo o palco de alguns dos gols e jogadas mais sensacionais do futebol em qualquer tempo.

Neste domingo, no empate em 2 x 2 entre Fluminense e Botafogo, aconteceu um momento de rara beleza. Pura magia que só acontece em templos sagrados do esporte bretão.

Aos 23 minutos do primeiro tempo, numa sobra de um bate-e-rebate na área do Botafogo, o meio-campo Marcão, 353 jogos com o manto sagrado tricolor e pouquíssimos gols na carreira - menos de vinte, com certeza - pedalou e fez, de bicicleta, um gol lindo, sensacional, daqueles para entrar na história do Estádio Jornalista Mário Filho.

Porém, o gol foi encarado com uma tremenda frieza na transmissão do Premiere FC, especialmente pelo comentarista Alex Escobar, que preferiu enfatizar a falha da defesa do Botafogo em detrimento da pintura de gol do Fluminense. Haja má-vontade!

Enfim... em se tratando do tricolor, não é nenhuma novidade. Mas o gol é para ser visto e revisto.

Sempre.

Parabéns ao guerreiro Marcão por este momento sublime proporcionado à imensa nação tricolor espalhada pelo Brasil.

Momento Poesia - Fetiche

Teus pés

Na distância existente,
entre teus pés e teu rosto
vou deslizando vadiamente
e descobrindo o teu gosto!
Com tua boca eu deliro!
Com teus lábios enlouqueço!
Com teus pés eu me inspiro
e do mundo até esqueço!
Amo estes pés que te conduzem
e que te trazem gostosa para mim!
Perco-me nestes dedos que me seduzem
e que me enchem de um tesão sem fim!
(Liana Mautoni)

Olé Alonso!

O toureiro em sua farda imponente em azul e amarelo levou a melhor neste domingo sobre o antigo verdugo que se veste de vermelho.



Fernando Alonso sai na frente no Mundial de Fórmula 1 2006, mostrando que faz jus ao número que ostenta em seu Renault.

E não foi um adversário qualquer que o asturiano bateu: foi Michael Schumacher, heptacampeão mundial e que, no sábado, fizera a pole position de número 65 da carreira, igualando o recorde histórico de Ayrton Senna.

A Ferrari realmente surpreendeu na qualificação, monopolizando a primeira fila. Mas o sentimento geral é que Alonso era o franco favorito - mesmo com Schumacher dominando grande parte da corrida. Após o último reabastecimento, um segundo a menos de combustível no tanque do carro de Alonso fez toda a diferença.

Eu confesso que vibrei quando vi o atual campeão mundial domando o antigo dono da bola na categoria máxima. E fico, como todo mundo que viu a corrida, na esperança de um grande campeonato ao longo de 2006.


Brasileiros: decepção?

O que dizer dos dois brasileiros?

Felipe Massa realmente fez uma boa classificação, mostrou velocidade, mas falta-lhe um predicado que um piloto de ponta tem a obrigação de buscar: preparo mental.

Que terá pensado o piloto do carro 6 ao querer ultrapassar Fernando Alonso daquele jeito?

Uma precipitação que lhe custou, sem dúvida, um bom resultado - com a colaboração inestimável do equipamento de pit stop da Ferrari, que falhou num momento importante.

Já Rubens Barrichello... melhor deixar para falar mais no GP da Malásia...

Levou três passadões do Jenson Button...

Nunca foi tão rápido quanto o companheiro de equipe...

Ainda perdeu a terceira marcha... (será mesmo?)

Vai ser mais um ano difícil, pelo visto.


Boas novas

Uma boa nova no GP do Bahrein foi a ótima performance da Williams, colocando seus dois carros nos pontos.

Nico Rosberg merece todo o destaque. Rodou na primeira volta, na primeira curva e caiu para 21º. Guiou como nunca, fez a melhor volta da corrida e ainda chegou em sétimo, marcando dois pontos em sua corrida de estréia.

O filho do campeão de 1982, Keke Rosberg, mostra que veio pra ficar.

E que Frank Williams tinha razão: Antonio Pizzonia não era piloto pra este nível da F-1 atual.

A Scuderia Toro Rosso também mostrou potencial. Especialmente com Vitantonio Liuzzi, bem mais rodado na categoria do que o companheiro Scott Speed.

Eles vão ouvir um bocado especialmente da Midland, que não se conforma em ser mais lenta do que eles, que usam motor V10 limitado em giros e na entrada de ar.

Porém, será que a Toyota terá coragem de reclamar, depois do papelão de hoje?

sábado, 11 de março de 2006

Deus não dá asa à cobra...

Já vai tarde!

Não costumo querer que uma pessoa que fez tanto mal à humanidade acabe pagando caro pelos seus crimes. Mas o antigo presidente da Sérvia e Montenegro, Slobodan Milosevic (foto abaixo), fez por merecer.



Neste sábado, o ex-todo-poderoso daquele país, morreu aos 64 anos de idade dentro de sua cela na prisão do Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda.

Milosevic foi o maior genocida deste planeta depois dos ditadores da "Cortina de Ferro" e da Alemanha Nazista de Adolf Hitler. As guerras da Croácia e da Bósnia, bem como a invasão do Kosovo e o massacre de mais de oito mil muçulmanos em Srebrenica, há onze anos.

Legítimo sucessor político do Marechal Tito, que governou a antiga Iugoslávia com mão de ferro até morrer em 1980, Milosevic morreu em razão de graves problemas de saúde. Chegou-se a aventar até a hipótese de suicídio, mas fontes garantem que o falecimento do ditador foi "natural".

Enfim, o recorde que faltava

A partir deste sábado, 11 de março, Michael Schumacher detém todos os recordes da Fórmula 1.

No treino oficial para o GP do Barein, que se encerrou há pouco, o alemão sete vezes campeão mundial fez a pole position e alcançou, pela 65ª vez em 233 oportunidades, a posição de honra para uma corrida da categoria máxima.

Ocioso dizer que Schumacher teve muitos méritos para chegar onde chegou. É um piloto veloz e determinado como era Ayrton Senna. Nisso os dois se parecem muito e as coincidências páram por aí.

Por que?

Porque Senna tinha concorrência. O alemão a ignorou.

Em 1985, quando começou sua saga de poles, o brasileiro tinha como adversários gente como Piquet, Prost, Mansell, De Angelis, Rosberg e Alboreto. Todos pilotos com carros muito rápidos e capazes de em voltas rápidas derrotar o brasileiro.

Quem foram os adversários do alemão?

Senna, Hakkinen, Montoya, Barrichello, Coulthard, Alonso, Hill, Villeneuve, o irmão Ralf e Eddie Irvine.

De todos os supracitados, Senna realmente era difícil de ser batido, mas quando os dois começavam a brigar pelo título, em 1994, o alemão já tinha 20 x 0 a seu favor no placar de pontos.

A grande maioria, só quando estava mais inspirada que o normal ou com carros melhores, superava Schumacher. Irvine e Rubinho? Sem comentários...


***
Noto desde já nas palavras fanáticos pela Fórmula 1 que pululam no Orkut o seguinte: em uma prova, Felipe Massa passou de um piloto mediano para gênio; ninguém, mas ninguém mesmo, fica satisfeito porque Globo e Sportv chamam Red Bull e Toro Rosso de RBR e STR. Se soubessem o porquê...
Rubens Barrichello já começa a ser crucificado porque o Button foi mais rápido que ele; quase todo mundo concorda que a Toyota vai ser a merda do ano; e que Alonso, mesmo largando em quarto, ainda é o favorito para a vitória neste domingo.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Primeiras impressões

Depois de cochilar um pouco em razão de uma infernal dor de cabeça, vim aqui para deixar a minha impressão sobre o primeiro dia de treinos da Fórmula 1 para o GP do Bahrein, que abre o campeonato deste ano.

Nada fica claro nos treinos de sexta-feira, que infelizmente há muito tempo não valem muita coisa. O que se vê são os pilotos titulares poupando equipamento e principalmente motores, pois continua valendo a regra de que uma unidade mecânica tem que durar 800 km - ou seja, dois fins de semana de corridas.

Aí o dia vira o paraíso dos "terceiros pilotos", que têm a prerrogativa de andar com o limite máximo de giros nos motores, sem preocupação com o dia seguinte. Se quebrar, quebrou.

A presença desses carros é útil para as equipes que não foram bem no campeonato passado e para os times médios / menores / estreantes. Pelo seguinte: com um carro a mais durante duas horas num mesmo dia, não precisam testar tanto ao longo do ano. E também pelo fato de que com esse carro, testam-se diferentes variantes de acerto - importantíssimas para o novo formato de classificação que estréia nesse sábado.



Certeza é que a Honda é favorita. Fez um bom carro, com um motor resistente e forte. O melhor tempo conquistado por Anthony Davidson (foto acima) é um indicativo que as coisas vão caminhar bem para a equipe de Rubens Barrichello.

Outra força é a Renault. Fernando Alonso teve um dia produtivo, não cometeu erros e está no caminho certo para lutar pelo bicampeonato. Pobre Giancarlo Fisichella, que pelo visto terá mais um ano de provações agora e literalmente como segundo piloto.

Em contrapartida, a McLaren ainda não disse ao que veio - Raikkönen já enfrentou o primeiro problema mecânico do ano - e a Ferrari nitidamente enfrenta dificuldades apesar do animador resultado de hoje. É notório que tanto Michael Schumacher e Felipe Massa estão andando no limite do limite de seu equipamento. Não sei de onde eles irão tirar algo para a classificação, pois não acredito nos carrinhos vermelhos sequer entre os seis primeiros.

As surpresas são duas: Williams e Toro Rosso. A Williams, com o motor Cosworth e um orçamento restrito, pode fazer barulho já na primeira prova. E a Toro Rosso, surgida dos escombros da Minardi, mostrou que com o V10 estrangulado também poderá fazer bonito - pelo menos neste início de campeonato. O sétimo lugar de Vitantonio Liuzzi é uma boa amostra disso.

Vou deixar para falar em quem aposto como decepção para depois da corrida de domingo. Mas tenho certeza que vocês já imaginam de quem estou falando.

Asas à imaginação

Numa apresentação digna do fausto oriental, a Red Bull apresentou a pintura de seu carro para a temporada 2006. A empresa de bebidas energéticas, que agora tem duas equipes na Fórmula 1, também exibiu o layout da Toro Rosso, sucessora da Minardi.

A festa desta noite no Bahrein foi apropriadamente batizada de "Mil e Duas Noites da Arábia". E, de fato, "das arábias" era a quantidade de mulheres gostosas que circulavam por todo o ambiente.

Os pilotos bem que tentaram se manter sérios - alguns deles não conseguiram, casos do bon vivant Vitantonio Liuzzi e do piloto de testes Neel Jani, que tiveram que deixar o evento bem mais cedo que os outros convidados porque nesta sexta começam os treinos para a primeira corrida do Mundial de F-1.

Mas o que mais chamou a atenção foi a originalíssima pintura do STR1, o novo carro da Scuderia Toro Rosso (foto abaixo).



Não é um desenho para concorrer com a McLaren MP4/21, fácil o carro mais lindo do ano. Mas a carenagem traseira toda vermelha, simbolizando o touro símbolo da Red Bull, ficou muito show!

quinta-feira, 9 de março de 2006

Socorro! Antes que acabe

A coisa anda muito feia no Rio de Janeiro.

O carnaval passou, os turistas foram embora e o terror voltou.

O exército cerca morros e favelas em busca de armas. E o tráfico, com a empáfia que sempre lhe foi peculiar, responde à bala, como não podia deixar de ser.

Vidas de pessoas inocentes, que pagam seus tributos, estão cada vez mais em jogo.

Onde vamos parar com tudo isso?

Uma cidade que faz tanta questão de fazer um Pan-Americano (e que para isso está cometendo um dos maiores vilipêndios ao patrimônio público, que é a destruição IRREGULAR do Autódromo do Rio de Janeiro), não pode se dar ao luxo de ficar jogada às traças.

Mas se pensarmos que o povo tem culpa nisso...

E é claro que a tem. Não foram fantasmas que elegeram CEM para prefeito (pela terceira vez em dez anos... oh pai, afasta de mim esse cálice) e RM para governadora.

Filhotes do populismo de Chagas Freitas e Leonel Brizola, CEM e RM são o que existe de pior na política nacional. São ardilosos, nojentos, vendem a mãe se for preciso e se vendem aos interesses alheios em troca de favores escusos.

Por que CEM faz tanta questão de impor o Pan na região da Barra da Tijuca?

Ora... fruto de acordos fomentados pelo filho, Rodrigo Maia, lamentavelmente líder da oposição no Congresso, com empreiteiras e construtoras. Sabe aquele tipo de acordo "é dando que se recebe?"

E o que dizer da saúde pública?

Enumerar fatos, números, nomes e outras situações absurdas encheria o blog inteiro.

As populações carioca e fluminense não merecem sofrer. Depois reclamam que o presidente dá menos verba do orçamento da União para o Estado. E sabem por que isso acontece? Porque quem está aqui só joga contra. Se esquecem que nos dois turnos, Lula foi o mais votado no Rio para presidente. Ou será que Mr. Burns José Motoserra, se estivesse no planalto, seria amiguinho de RM?

O Rio pede socorro. Antes que acabe.

Momento Poesia

Parolagem da Vida
(Carlos Drummond de Andrade)

Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha de outra vida nova que envelhece
antes de romper o novo.
Como a vida é outra sempre outra, outra não a que é
vivida.

Como a vida é forte em suas algemas.
Como dói a vida quando tira a veste de prata celeste.
Como a vida é isto misturado àquilo.
Como a vida é bela sendo uma pantera de garra
quebrada.
Como a vida é louca estúpida, mouca e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora de saber que é vida
e nunca nunca nunca leva a sério o homem, esse
lobisomem.

Como a vida ri a cada manhã de seu próprio absurdo
e a cada momento dá de novo a todos uma prenda
estranha.
Como a vida joga de paz e de guerra povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca seu gasto realejo fazendo da valsa um
puro Vivaldi.

Como a vida vale mais do que a própria vida sempre
renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
em peito desolado
coração amante.
E como se salva uma só palavra escrita no sangue desde
o nascimento:
amor, vidamor!

quarta-feira, 8 de março de 2006

O natimorto Democrata ressuscita

Hoje cedo, abrindo O Globo para a leitura diária, me deparei com uma interessante reportagem de capa no caderno Carro e Etc. sobre um automóvel que nunca foi fabricado em série no Brasil: o Democrata (foto abaixo).



Lembro de ter comprado uma Quatro Rodas bem antiga, acho que de 1968, num sebo da Praça Tiradentes. E essa revista trazia fotos e uma matéria sobre o carro, totalmente difamatória, dizendo que ele não existia.

O Democrata foi fruto de uma idéia ambiciosa do empresário Nelson Fernandes, à época proprietário de um clube de campo e de um hospital em São Paulo. Ele queria fabricar automóveis modernos e nacionais, diferentemente dos carros defasados ou licenciados por montadoras estrangeiras que aqui existiam. Num terreno de 300.000 metros quadrados em São Bernardo do Campo, ele fundou a Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP).

Em plena 1964, um carro Democrata produzido por uma indústria de nome Presidente soava bastante irônico. A princípio, a empresa produziria três tipos de automóveis: um de apelo popular, com um pequeno motor de até 0,5 litro; o Democrata, em versões cupê duas portas e sedâ de quatro portas; e um utilitário.

Contrariando o cronograma, o Democrata começou a ser "produzido" pela IBAP para mostrar aos céticos e detratores que era possível a existência do modelo. Nelson idealizara, também, um sistema de cotas para que o projeto fosse adiante e ele precisava de pelo menos 87 mil acionistas. E de alguns carros rodando.

Os primeiros exemplares impressionaram pelas linhas modernas, inspiradas nas maiores tendências americanas e européias da epoca. Em especial com o Chevrolet Corvair, onde os detratores viam a notável semelhança entre os dois modelos.

Comentou-se à época que os primeiros protótipos teriam sido montados sobre chassis e motores do Corvair - embora em alguns carros roncasse um motor italiano V-6 de 2,5 litros com cabeçote e bloco de alumínio (requinte absoluto para a época) e 120 HP. Isto faria do Democrata o carro mais potente e veloz do país.

Nelson Fernandes conseguira 50 mil acionistas à época em que a imprensa deflagrou uma feroz campanha contra o Democrata e a IBAP. As promessas de construção de 350 carros/dia e o baixo preço de venda prometido deixaram muita gente com a pulga atrás da orelha.

Tentando o salto maior, o empresário propôs a compra da FNM. Mas foi impedido e a Fábrica Nacional de Motores foi absorvida pela Alfa Romeo. A pá de cal aconteceu quando o Banco Central fez uma devassa na IBAP e mostrou, via laudo, que a empresa não possuía condições idôneas e técnicas para construir automóveis. Trocando em miúdos: crime contra a economia popular.

Nelson Fernandes desistiu do empreendimento em fins de 1968 e hoje, aos 75 anos de idade, é dono de um cemitério vertical no Paraná. E provavelmente ele ficará muito feliz em saber que um entusiasta pelos carros que nunca existiram quer reviver os Democrata: Alvaro Negri, paulista de São Bernardo do Campo, aliou-se ao mecânico José Luiz Finardi e, juntos, reformaram um dos cupês - que é sensação nas exposições de automóveis antigos.

Ainda existem três protótipos semidesmontados e 21 carrocerias que nunca receberam chassis e motores, esperando para ganharem vida. Alvaro está buscando interessados em ratear os custos da reconstrução dos carros - que devem sair por cerca de R$ 40 mil cada.

Raridades que, com certeza, terão um valor inestimável para todos os seus proprietários.

terça-feira, 7 de março de 2006

A "Maldição do Jornalista"

Essa eu vi no Orkut de uma conhecida e resolvi copiar...

"Maldição de ser jornalista"

Conta a lenda que, quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre como ser jornalista , determinou que aquele "saber" iria ficar restrito a um grupo muito pequeno e selecionado. Mas neste pequeno grupo, onde todos se achavam "Semi-Deuses", já havia aquele que iria trair as determinações divinas.

Então aconteceu o pior !!!! Deus, bravo com a traição resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º Não verás teu filho crescer.

3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o China in Box.

6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.

8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

11º Terás sonhos, com clientes, e não raro, resolveras problemas de trabalho neste período de sono.

12º Exibirás olheiras como troféus de guerra.

13º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás de tudo isso.

Pior é que gosto, MUITO, do que faço...

Esporte, sim... racismo, nunca!

O saco de gatos normalmente é brincalhão e divertido. Mas hoje vamos falar de um assunto sério: o racismo.

O esporte infelizmente vê a cada dia crescerem manifestações desse tipo - especialmente no futebol.

No último domingo, o zagueiro Antônio Carlos, veterano jogador com passagens por grandes clubes brasileiros, pelo futebol italiano e também seleção brasileira, foi o protagonista de mais um lamentável episódio.

Expulso de campo na derrota do Juventude para o Grêmio por 2 x 0 em Caxias do Sul, o jogador xingou o volante Jeovânio, do Grêmio, de "macaco", além de fazer com os dedos um gesto ostensivo ironizando o tom da pele do atleta ofendido.

Não adiantaram as desculpas esfarrapadas de Antônio Carlos, que em entrevista posterior disse ter 'amigos negros'. Jeovânio levará a ofensa às últimas conseqüências: vai entrar com uma ação judicial contra o zagueiro, cujo ato será investigado inclusive pelo Ministério Público. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deve acolher a denúncia e Antônio Carlos, que acaba de ser suspenso preventivamente por 60 dias, vai ser incurso no artigo 253, de agressão física. Pena: 120 a 540 dias de suspensão.

Este (mais um) incidente remete ao ocorrido ano passado entre o centroavante Grafite, ex-São Paulo e o zagueiro Andrés Desábato, do Quilmes, que ofendeu o atleta do tricolor paulista num jogo pela Taça Libertadores da América. Preso por racismo, Desábato ficou 48 horas na cadeia até conseguir um habeas corpus e ser liberado.

Se aqui no Brasil o racismo engatinha no esporte, na Europa ele é latente. Samuel Eto'o, que é camaronês e negro, foi ofendido pela torcida do Zaragoza. Ameaçou deixar o campo mas foi impedido pelos jogadores. O clube foi multado em apenas 30 mil euros e até o presidente da FIFA, Joseph Blatter, concluiu que a pena da Real Federación Española de Fútbol (RFEF) foi "ridícula".

No fim do ano passado, Marc Zoro, da seleção da Costa do Marfim e atleta do Messina, clube da Série A da Itália, foi xingado pelos torcedores da Internazionale e quase tomou o caminho dos vestiários. Foi preciso que os jogadores negros do time de Milão - os atacantes Martins e Adriano, o acalmassem.

O radicalismo das torcidas, conhecidas como "Ultras", os mais perigosos do continente, não se restringe aos negros. A torcida da Lazio é tida como a mais violenta da Itália. Não raro, há torcedores empunhando bandeiras com a cruz suástica do exército nazista de Adolf Hitler. O jogador Paolo di Canio, um laziale de carteirinha, já foi suspenso duas vezes este ano por, quando marcou gols, saudar os "Ultras" com o braço estendido à la Benito Mussolini. Di Canio é fã dos nazi-fascistas, pois tem uma tatuagem no seu braço onde está escrito Dux (Duce), em referência ao ditador italiano.

O mesmo Antônio Carlos lá do começo do tópico, levou porrada a três por dois de torcedores da mesma Lazio depois de uma partida contra a Roma, fora do Estádio Olímpico. A discriminação, como eu disse, não é privilégio de negros. Sul-americanos, especialmente os que jogam nos clubes rivais do alviceleste da capital da "Bota", não são bem-vindos.

Jogadores e torcedores precisam ter consciência do seguinte: o esporte está muito, mas muito acima de castas, credos ou qualquer coisa que o valha. Atitudes como estas e várias outras que já aconteceram pelo planeta inteiro só fazem crescer um ódio desmedido que pode trazer sérias conseqüências a muita gente.

É preciso respeito e consciência para acabar de vez com atos covardes que mancham os noticiários esportivos.

Que se tomem, pois, as atitudes necessárias para punir os agressores e infratores.

A turma que colore a Fórmula 1

Ah! Que bem fez a entrada da Red Bull como equipe de Fórmula 1.

Em vez dos press releases envernizados e cheios de terminologias técnicas sobre carros e circuitos, característica das outras equipes, a equipe do magnata Dietrich Mateschitz contagiou a todos com seu bom humor em 2005. O jornalzinho batizado "Red Bulletin" é capaz de tirar qualquer um do sério.

A temporada 2006 começa domingo no Barein. E o escracho continua. Agora, a Red Bull, que comprou o espólio da Minardi e chamou sua segunda equipe de Scuderia Toro Rosso, trata os dois times como se fossem um só. É o que diz o preview da corrida de domingo, reproduzido aqui abaixo.

Como mudaram as coisas. Apenas um ano atrás, a Red Bull estreava na F-1 e cá estamos, 12 meses depois, com duas equipes correndo com as nossas cores, graças à Toro Rosso. Agora que representamos 18,18% do grid (talvez devíamos comprar 1,82% de outro time para arredondarmos isto para 20%, que era o tínhamos antes da 11ª escuderia chegar), houve quem sugerisse que devíamos comportarmos melhor.Mas não se preocupem, ainda estamos legais e malucos e fiéis aos princípios da Red Bull.

Aliás, procurar gente legal e maluca foi a prioridade durante as entrevistas deste inverno. Adrian Newey? Nós nos preocupamos com o fato de seus carros terem ganhado várias corridas e títulos? Não, o que nos impressionou foi ele ter sido maluco o bastante por querer vir trabalhar em Milton Keynes. Gerhard Berger? Sua vasta experiência como piloto, chefe de equipe e homem de negócios é importante? Não, o que importa é que ele é um maluco de A a Z!

Portanto, queremos dividir com vocês a experiência de nossos dois times, que vai surpreender, com a seguinte historia. Um dos nossos carros alugados quebrou a caminho de uma sessão de testes e um dos nossos engenheiros sugeriu que o problema tinha relação com um defeito nas válvulas. Mas nosso engenheiro eléctrico discordou e insistiu que deveríamos ver os fusíveis. Finalmente, o nosso especialista em informática veio com a solução: "Vamos fechar todas as janelas (Windows), saímos do carro, voltamos e abrimos as janelas, aposto que vai resolver!". Que cara louco e legal!

Na maioria das etapas deste ano, você só vai receber um "preview" para as duas equipes, porque a teoria diz que "somos rivais na pista, mas parte da mesma família". Não tenha dúvida que vamos sentir muito disso nos nossos lançamentos. Parece bom, mas depois das primeiras três corridas, as duas não vão dizer nem "olá" para a outra. Nosso lançamento? Ah, é, ainda não o fizemos. Nós somos muito loucos e legais para fazer algo convencional, como lançar equipes bem no fim de semana da primeira corrida, o que pode ser útil a vocês, jornalistas.

Como vocês podem perceber, somos times que gostam de fazer as coisas de uma maneira diferente, ou, no caso de apresentações, nem tanto. Mas nós somos tão legais e loucos que nossos pilotos e engenheiros vão ficar felizes em falar com vocês quando quiserem durante o fim de semana (tirando a quinta-feira à noite depois da festa de apresentação), especialmente se você vier e perguntar algo difícil, sobretudo antes da largada.

A Red Bull e a Toro Rosso não vão ter uma apresentação oficial com entrevistas, etc.. Contudo, pilotos e o pessoal técnico estarão disponíveis para responder as questões da imprensa no paddock do circuito de Sakhir a partir de 9 de março. As horas específicas para entrevistas serão afixadas no centro de imprensa. A noite de terça vai servir para apresentar as novas cores das duas equipas. Nenhuma entrevista será dada nessa noite.

Para mais informações: consultem sua alma.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Vale-tudo no México

Quem acompanha automobilismo sabe o quão é inesquecível e hilária a briga entre Nelson Piquet e Eliseo Salazar em 1982, quando o chileno fechou o então campeão mundial no GP da Alemanha, tirando os dois da prova.

Furibundo, de capacete e tudo, Nelson partiu para a porrada. Salazar não entendeu nada e hoje, 24 anos depois, os dois são amigos.

O que você deve estar perguntando é: por que diabos esse saco de gatos tá falando disso?

É que neste fim de semana, aconteceu uma briga igual ou pior que àquela de 82.

Na prova da categoria Grand American Road Race, disputada na Cidade do México no último sábado, os pilotos Chris Bingham e JC France se enroscaram e bateram.

Mas o melhor (ou pior) ainda estava por vir. Uma pancadaria para ninguém botar defeito!

Ficou curioso pra saber como foi? Clique aqui, baixe o vídeo e ria um bocado.

Ah... os dois brigões já foram suspensos pela direção da categoria.

O Oscar saiu sim do armário

Desde já vou fazer uma confissão:

Não assisti à 78ª edição do Oscar, neste domingo.

Que sentido há em ficar três horas diante da TV, vendo um arsenal de piadinhas chatas do apresentador John Stewart (que falta fez o Billy Crystal), ouvir canções chatíssimas, ver o mau gosto de algumas atrizes ao se vestirem, o ramerrão de sempre?

Bom... alguma coisa pelo menos a premiação tem de bom. Como ver a gatíssima Jennifer Aniston, a Rachel de "Friends", apresentando uma das categorias. Ou então o figuraça Jack Nicholson, cuja fisionomia vai me reportar para sempre o Curinga que ele interpretou no primeiro "Batman".

E foi ele quem decepcionou quem torcia demais para "O segredo de Brokeback Mountain" ganhar o prêmio de melhor filme. A película de Ang Lee foi derrotada por "Crash - No Limite", filme produzido e dirigido por Paul Haggis. Não foi desta vez que a estatueta saiu do armário.

"Crash", que conta com um elenco do naipe de Sandra Bullock, Matt Dillon e Thandie Newton, ganhou outros dois prêmios e fechou a noite com o mesmo número de estatuetas que "Brokeback Mountain". E as duas produções dividiram holofotes com "King Kong", que também fez jus a três estatuetas, basicamente em categorias técnicas.

Se isso serve de consolo, Ang Lee ganhou na categoria de melhor diretor, derrotando o monstro sagrado Steven Spielberg, que concorria com "Munique" e George Clooney, este com "Boa Noite, Boa Sorte".

O solteirão mais cobiçado de Hollywood não saiu de mãos abanando. Ganhou como melhor ator coadjuvante pelo papel no mediano "Syriana". E o filme do brasileiro Fernando Meirelles - "Jardineiro Fiel" - também foi indiretamente premiado, com o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz.

Pule de dez eram os prêmios principais de ator e atriz. Philip Seymour Hoffman ganhou por sua excepcional caracterização e interpretação do escritor Truman Capote. Aliás, nessa celeuma toda por "Brokeback Mountain", os homossexuais esqueceram que Capote era um deles.

"Capote mostrou à América que nem todos os gays são caubóis viris - alguns são na verdade intelectuais sofisticados de Nova York", disse o apresentador John Stewart.

E Reese Witherspoon atinge o status de queridinha de Hollywood que já foi de Julia Roberts com o merecido Oscar por "Johnny e June".

E diferentemente de outros anos, quando alguns da platéia chegaram a protestar contra um homenageado - vide Elia Kazan, acusado de ser macarthista - todos foram carinhosos com Robert Altman, que ganhou um prêmio pelo conjunto da obra. O diretor de 81 anos aproveitou a ocasião para revelar que fez um transplante cardíaco há cerca de uma década. "Estou aqui, acho, sob falsos pretextos", disse.

Podem até ser... mas ninguém quer ficar de fora dessa festa.

Pois se até "Rocky" levou o prêmio de melhor filme há 30 anos...

O sentido da amizade

Recebi isto no Orkut há pouco. Achei de uma verdade tão clara, que resolvi compartilhar com vocês.

Amigo, Um Ensaio

Difícil querer definir amigo.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que tu precisas, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te fazes falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.

É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que tu.

É a compreensão para o teu cansaço e a insatisfação para a tua reticência.É aquele que entende teu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir".

É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre tuas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar teu erro, querer tanto o teu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca tuas lágrimas, é a polpa que adocicas ainda mais teu sorriso.

Amigo é aquele que toca na tua ferida numa mesa de chopp, acompanha tuas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a ti.

É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra ti sem motivo aparente, é quem sofre com teu sofrimento, é o padrinho filosófico dos teus filhos. É o achar daquilo que tu nem sabias que buscavas.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em teus olhos. Amigo é multimídia.

Olhos, amigo é quem fala e ouve com o olhar, o teu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em teus olhos teus desejos, teus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no teu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.

É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na tua íris.

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

(Autoria: Marcelo Batalha)

domingo, 5 de março de 2006

Pódios históricos de Barros na Superbike

Não era preciso ser adivinho para saber que, quando pegasse a mão da moto, os resultados viriam rapidinho para Alexandre Barros no Mundial de Superbikes.

Nesta madrugada, no GP da Austrália, em Phillip Island, o piloto brasileiro brilhou intensamente, mesmo com um equipamento ainda inferior à concorrência.

Na primeira bateria, Barros lutou renhidamente pela vitória com o campeão mundial Troy Corser, da Suzuki. Chegou a apenas quatro décimos de segundo do australiano, marcando seu primeiro pódio no campeonato.

Os dois largaram lado a lado na segunda prova do dia (o Mundial de Superbikes tem duas baterias com duração de 80 km cada), mas Corser caiu logo no início da bateria (foto abaixo) e Barros, ao tentar desviar dele, atropelou a Suzuki do adversário. O brasileiro caiu para quinto, recuperou-se e ainda chegou em terceiro, mas longe de James Toseland, que chegou em segundo. O vitorioso foi Troy Bayliss, pela primeira vez no ano.



E é o piloto da Ducati quem lidera o campeonato, um ponto apenas à frente de Toseland. Barros já está em quarto lugar. E alguém duvida de que nas próximas corridas, vitórias virão?

Prédio fantasma

A esnobe marca Daslu, cuja dona, a peruaça Eliana Tranchesi, foi presa no ano passado sob a acusação de sonegação fiscal, continua aprontando.

Segundo matéria da Folha de S. Paulo deste domingo, o suntuoso edifício da Vila Olímpia, onde fica a megaloja da Daslu, simplesmente não existe para a Secretaria de Finanças da Prefeitura de SP.

Lindo isso, não?

Além da ausência de cadastro, inexistem o habite-se, obrigatório para que um imóvel seja aberto, e o alvará de funcionamento.

Para sorte da Daslu, eles não são os únicos irregulares. Um bingo, um hotel e uma loja de uma grande rede de papelarias também inexistem para a Secretaria de Finanças - que é o órgão responsável pelo IPTU.

Consta que, só pelas irregularidades, a Daslu está deixando de pagar um total de R$ 1,7 milhão anuais pelo imposto predial.

Sem comentários... antes que o saco mande a Eliana Tranchesi pro seu devido lugar...

sábado, 4 de março de 2006

Ah! Eu sou palhaço!

Preparem-se para o protesto bem-humorado da Unidos da Tijuca no Desfile das Campeãs deste sábado.

Diferentemente das manifestações egocêntricas da Beija-Flor, que sempre se sentiu vilipendiada quando perdeu seus títulos e jogava o público especialmente contra a Imperatriz Leopoldinense, a agremiação do Morro do Borel, que fez o melhor carnaval de 2006, vai fazer diferente.

A diretoria desfilará com narizes de palhaço, como forma de mostrar repúdio à perda de pontos que deixou a Unidos da Tijuca num inesperado sexto lugar no Grupo Especial, atrás de Beija-Flor e Grande Rio, por exemplo - que fizeram desfiles piores e com mais problemas que a co-irmã.

O presidente Fernando Horta já avisou: "Talvez eu saia vestido inteiramente de palhaço."

A revolta tem fundamento. A escola perdeu pontos em fantasias e alegorias, quesitos nas quais se apresentou simplesmente perfeita. Mas um jurado pensou diferente - tirou dois décimos porque "a coreografia do abre-alas teve erros". Pior fez a jurada que tirou sete décimos em fantasia e deu 10 para a Beija-Flor.

O ator Bemvindo Sequeira já tinha avisado que o cacófato que o trecho "Com a música, ganha o coração" ia provocar na avenida poderia tirar pontos da escola. Jurado de harmonia, ele tirou meio ponto e também despertou a fúria dos tijucanos.

Imaginem então como ficarão presidentes, carnavalescos e demais sambistas quando a LIESA liberar dentro de duas semanas as justificativas dos jurados às suas notas.

Com cara de palhaços?

Inocente!

Desde que o mundo é mundo, quem não se deixa levar pela massa oposicionista que teima em ser governo e afundar ainda mais este país que precisa recuperar urgente a sua dignidade, sabia que o presidente Lula é sim inocente no escândalo do Mensalão.



Ao contrário do que disse FHC em entrevistas onde bateu em Lula e no PT a três por dois, o presidente não se omitiu. Informado pelo deputado cassado Roberto Jefferson da existência do mensalão, ele pediu a Aldo Rebelo (ministro ainda, na ocasião) e Arlindo Chinaglia, líder do governo na Câmara, que apurassem o caso.

Em depoimentos dados à Polícia Federal, Aldo e Chinaglia informaram à Lula que a Câmara, através do então presidente João Paulo Cunha, também do PT, abrira um procedimento no Conselho de Ética da casa, concluindo que as acusações eram improcedentes. E ficou nisso.

Serão denunciados pela PF, por exemplo, o empresário Marcos Valério; o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares; o ex-presidente do PT José Genoíno; o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizollato; e pelo menos 17 deputados e ex-deputados que se beneficiaram das verbas espúrias do caixa dois do PT.

A lista de políticos inclui, entre outros, Roberto Jefferson (PTB-RJ), João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), José Janene (PP-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ), João Magno (PT-MG), José Borba (PMDB-PR), Josias Gomes (PT-BA), Roberto Brant (PFL-MG), Romeu Queiroz PTB-MG), Paulo Rocha (PT-PR) e Valdemar Costa Neto (PL-SP).

Como é sabido, Jefferson foi cassado e Valdemar renunciou a seu mandato, mas não escapará de ser indiciado.

Enquanto isso, Lula deve estar muito satisfeito. Um ponto a menos com que se preocupar na corrida presidencial.

E seus eleitores também dormirão mais tranqüilos.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Derruba-técnicos

Simpático grêmio do subúrbio do Rio de Janeiro, o Madureira faz muito mais barulho no Campeonato Carioca do que se imaginava. E chama mais a atenção nesses dias pré e pós-folia do que seus famosos vizinhos: o Império Serrano e a Portela.

E por que?

Porque, com duas vitórias sobre Fluminense e Flamengo em três partidas, se colocou como postulante a uma das duas vagas do Grupo B para a semifinal da Taça Rio. E não é só isso.

A vitória por 2 x 1 sobre o Fluminense, no acanhado alçapão de Conselheiro Galvão, mandou para o espaço o trabalho (trabalho?) do gaúcho Ivo Wortmann, que em seis partidas não conseguiu dar padrão de jogo ao Fluminense, que passa por maus bocados no campeonato.

Na última quinta, em pleno Maracanã, diante de 40 mil ensandecidos (como sempre...) torcedores do Flamengo, talvez inebriados por uma inesperada vitória - a segunda do clube no ano!!!! - sobre o Botafogo, o Madureira aprontou mais uma, num presente desagradável no aniversário de Zico, o ídolo máximo do clube da Gávea.

Com gols de Maicon, André Lima e Muriqui, ex-jogadores de Fluminense e Vasco, o pequeno tricolor surpreendeu, calou a massa flamenga e provocou a fúria da diretoria. O presidente Márcio Braga, que deixou com Kléber Leite a tarefa de cuidar do futebol, perdeu a paciência e pediu a cabeça do técnico Valdir Espinosa.

Foi prontamente atendido. Espinosa, gaúcho como Ivo, foi para o olho da rua. Andrade, o pau-pra-toda-obra, orienta a equipe contra o América num jogo que promete ser duríssimo em Edson Passos. Mas o novo técnico já está escolhido: é Waldemar de Lemos, irmão de Oswaldo de Oliveira, que está trabalhando no Oriente Médio.

Vivas ao Madureira, o derruba-técnicos do Campeonato Carioca de 2006.

Quem será a próxima vítima?

quinta-feira, 2 de março de 2006

Bono, o saidinho!

BOMBA, BOMBA, BOMBA!

Bono voltou a ser atacado por uma fã mais ousada... desta vez no carnaval de Salvador...

Confiram o flagra!


Essa foi pra descontrair um pouco o dia!

A dois passos do vermelho

Não é de hoje que venho dizendo: em 2007, Kimi Raikkönen será piloto da Ferrari na Fórmula 1.

O destino do piloto pareceu selado definitivamente depois que Ron Dennis anunciou, no fim do ano passado, a contratação do atual campeão, Fernando Alonso, pela McLaren.

A decisão do patrão em trazer o espanhol não foi bem digerida pelo Homem de Gelo, que tratou de acertar o seu futuro.

Dois jornais - o "Cologne Express", da Alemanha, e o "Turun Sanomat", da terra natal do piloto, dão como favas contadas o acerto com a Casa de Maranello. O contrato já estaria assinado, esperando apenas por um acontecimento para 2007.

Esse acontecimento, todos sabemos, é a possível aposentadoria do alemão Michael Schumacher. Aos 37 anos, com sete títulos mundiais, o maior vencedor de Grandes Prêmios em todos os tempos sabe que se a Ferrari "errar na mão" com o projeto da 248 F1 - o novo carro com motor V8 (sabidamente uma tecnologia que os italianos não dominam), ele vai para casa curtir merecidas férias com Corinna, Gina Maria e Mick.

Há quem diga que Schumacher até continuaria para 2007, mesmo com Raikkönen a seu lado. Mas será mesmo?

E tem um problema: eu sou daqueles que continua a aposta numa combinação Raikkönen-Rossi para o ano que vem, deixando até Felipe Massa como carta fora do baralho.

Quanto ao finlandês, não hesito em dizer: ele está a dois passos do paraíso. Ou melhor... a dois passos do vermelho.

Momento de reflexão

Hoje não foi um dia dos mais felizes da história da Imperatriz Leopoldinense.

A maior campeã da Passarela do Samba, com seis títulos desde 1984, fechou o carnaval deste ano num opaco nono lugar - a pior colocação da escola desde 1988. É a segunda vez, portanto, que a escola de Ramos não desfila entre as campeãs, já que em 1997 terminara em sexto e na época só as cinco primeiras do Especial e campeã e vice do Acesso tinham direito de voltar no sábado seguinte.

Ocioso dizer que, para quem viu na avenida, foi um desfile muito abaixo do que a carnavalesca Rosa Magalhães, uma artista sempre brilhante e muito inventiva, já foi capaz de fazer.

Não achava que fosse sério quando, antes do desfile, ela disse ao repórter da TV Globo que a entrevistava que a escola estava "pobre". E estava mesmo.

Foi talvez um dos carnavais menos suntuosos de todo o ano de 2006 - talvez só a Caprichosos de Pilares estivesse num nível um pouco mais abaixo. Até a Rocinha apostou em carros luxuosíssimos, mas diante da chuvarada, o desastre e o rebaixamento foram iminentes. A felicidade tem preço e a escola pagou caro por isso...

E a falta de ostentação de um desfile que tinha tudo para ser luxuoso - afinal, o enredo era sobre Giuseppe Garibaldi e sua mulher Anita. Mas o patrocínio prometido desandou, o patrono Luizinho Drummond, não sei porque, apertou o cinto, e Rosa trabalhou com o que pôde.

As notas dos jurados foram o reflexo de um desfile sem brilho. Cinco notas 10 apenas - uma em bateria (os jurados reclamaram demais das paradinhas), uma em conjunto, outra em evolução e duas em fantasias. Nem a comissão de frente, que ganhou mais um Estandarte de Ouro, ficou com notas máximas - foram três 9,9 e um 9,8.

O torcedor, como eu, não se conforma com a ausência de bons carnavais e fica se questionando: até onde isso vai dar?

Em rebaixamento para o Grupo de Acesso?

A Imperatriz tem uma história gloriosa. Pode não ser a escola queridinha da mídia (deixemos esse rótulo para os chorões da Beija-Flor e para a Acadêmicos do Projac, uma agremiação sem alma que não ensaia em Caxias e sim na Zona Sul para atrair os vips), mas teve em seus quadros gente do quilate de: Mano Décio da Viola, Pixinguinha, Amaury Jório, Heitor dos Prazeres, Alcebíades Barcelos (Bide), Villa-Lobos e Mestre Marçal.

E grandes compositores de sambas-enredo, como Mathias de Freitas, Carlinhos Sideral, Gibi, Zé Katimba, Tuninho Professor e Niltinho Tristeza.

Apontar culpados é fácil. Difícil é saber o que se passa na cabeça da diretoria que deixa, em cinco anos, a escola ir tão fundo, da glória de um tricampeonato a um nono e pouco glorioso lugar no carnaval de 2006.

O momento é de reflexão. Se for para tomar atitudes, que seja agora. Se for para perdoar erros do passado, que seja agora.

Senão, será tarde demais...

Premonição?

Surpresa? Sim! Injustça? De forma alguma!

Ainda bem que a tradição ainda fala mais alto no carnaval carioca. Não fosse assim, e hoje o Rio de Janeiro não estaria feliz com o título inesperado da Unidos de Vila Isabel.

Todo mundo acompanhou o drama da agremiação que é um símbolo do samba na Cidade Maravilhosa, capaz de nos ofertar alguns dos mais belos hinos cantados nas avenidas dos desfiles, como "Quatro Séculos de Modas e Costumes", "Iaiá do Cais Dourado", "Sonho de Um Sonho", "Pra Tudo Se Acabar na Quarta-Feira", "Raízes", "Kizomba, Festa de Uma Raça" e outras obras-primas.

Em 2000, no carnaval dos 500 anos do descobrimento, a Vila embarcou numa viagem para o Grupo de Acesso, onde ficou quatro anos até ganhar em 2004 e voltar à elite ano passado, cheia de problemas e comemorando a permanência com um 10º lugar.

Incrível e felizmente a Vila renasceu e com um enredo que caiu no gosto dos componentes e da comunidade, derrotou a Acadêmicos do Grande Rio - que atingiu o seu melhor resultado usando o surrado tema da Amazônia para seu desfile.

Um resultado injusto da Acadêmicos do Projac? Sem dúvida, se pensarmos pela sexta posição da Unidos da Tijuca - a mais brilhante escola de todo o carnaval, com alegorias sensacionais - vide o abre-alas, o carro com vinte e um Fuscas de verdade e o incrível carro da discoteca, onde os bailarinos ora eram Tony Tornado, ora Elvis Presley, ora Michael Jackson.

Paulo Barros está para o carnaval do século XXI o que Joãozinho Trinta foi no século passado. Genial, inventivo, ele se supera a cada ano, mesmo apresentando enredos com nomes complicados. O samba de 2006 não foi dos mais brilhantes no CD tradicionalmente vendido antes do carnaval - aliás, era até um dos piores do ano. Mas na avenida, "casou" com o espetáculo.

Permitam-me, porém, voltar à Vila Isabel e seu surpreendente título.

No último dia 25, o articulista Emir Sader, da Agência Carta Maior, trouxe aos leitores um ótimo texto sobre o tema da escola do bairro de Noel Rosa e a situação atual da Latinoamérica.

E já que a Vila foi a grande campeã, que tal compartilharmos essa reflexão juntos?

O MUNDO PELO AVESSO
Soy loco por ti, América
(Emir Sader)
A escolha da Vila Isabel para enredo do Carnaval de 2006 não poderia ser mais feliz, por ser feita no momento em que o nosso continente se revela como o principal palco de resistência aos modelos exógenos de que tantas vezes nos falou Gabriel Garcia Márquez. Neste momento, vale a pena lembrar o que disse o escritor colombiano quando ganhou o Nobel, em 1982.

“A interpretação da nossa realidade com esquemas alheios só contribui para tornar-nos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários”. Fomos “descobertos” ou reiventados pelos colonizadores, que impuseram o sentido que mais lhes convinha à nossa história. “Insistem em medir-nos com o metro que se medem a si mesmos”, e assim se consideram “civilizados” e a nós, “bárbaros”. Não se dão conta que a busca da identidade própria é tão árdua e sangrenta para nós como foi para eles. Talvez os ex-colonizadores – hoje imperialistas – fossem mais compreensivos com nós - os “bárbaros” -, se olhassem melhor para o seu próprio passado, sem a mistificação com que o envolveram antes de exportá-lo para nós.
A América Latina e o Caribe reivindicam o direito de ter uma história própria, assim como temos uma cultura e um esporte próprios – tão admirados por eles. “A solidariedade com nossos sonhos não nos fará sentir menos solitários, enquanto não se concretize com atos de apoio legítimo aos povos que assumam a ilusão de ter uma vida própria na divisão do mundo.”
“Por que a originalidade que nos é admitida, sem reservas na literatura, nos é negada com todo tipo de suspeitas em nossas tão difíceis tentativas de transformação social?” Por que não nos permitir seguirmos nosso próprio caminho para a justiça social, que os colonizadores tiveram tanta dificuldades – eles também – para encontrar e ainda assim, com defeitos que cada vez mais ficam evidentes? Por que nos condenar a viver “como se não fosse possível outro destino, senão o de viver à mercê dos grandes donos do mundo”? “Este é, amigos, o tamanho da nossa solidão.”
A Vila Isabel desfila neste domingo (26) na passarela do sambódromo carioca com o tema “Soy loco por ti, América”, originalmente na música de Capinam e de Gil, reatualizando as citações do discurso com que Garcia Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 8 de dezembro de 1982 – já lá vai quase um quarto de século.
Poucos anos antes, em 1967, a América Latina e o Caribe se notabilizaram irreversivelmente diante do mundo com dois acontecimentos cuja dimensão ainda nos assombra: o lançamento de “Cem anos de solidão” e a morte do Che. Com um e com outro e com os dois, nosso continente conquistava o direito de ter sua própria identidade e sua própria história – uma luta que continua e que encontra, neste ano de 2006, razões novas para se consolidar.
A escolha da Vila Isabel não poderia ser mais feliz, por ser feita no momento em que o nosso continente se revela como o principal cenário de resistência aos modelos exógenos – mais um dos exemplos daqueles “esquemas alheios” – de que nos fala Garcia Márquez – e que “só contribui para tornar-nos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários”.
Aqui Bolívar é reivindicado, como o são Martí, Mariategui e o Che – alguns dos tantos que apontaram para nossa história com fonte direta do nosso destino e dos horizontes da nossa emancipação.“Soy loco por ti América” foi composto no clima de “Cem anos de solidão” e da morte do Che. “El nombre del hombre muerto, ya no se puede decirlo, quien sabe? Antes que o dia arrebente.” “El nombre del hombre es pueblo.”
Nesse continente mágico e heróico, a figura de Evo Morales vem se unir a de outros, para expressar sua diversidade, sua capacidade de erigir os interesses dos que foram massacrados pelos colonizadores – nos dois maiores massacres da história da humanidade, assim que chegaram: o extermínio das populações indígenas e a escravidão – em programas de transformação, de construção de identidades diversas e de horizontes de emancipação. Para que “estas estirpes condenadas a cem anos de solidão tenham finalmente e para sempre uma segunda oportunidade sobre a terra.”
A Vila Isabel fará ecoar na noite de domingo, na Marquês de Sapucaí, esses velhos gritos da alma: “Soy loco por ti América, soy loco por ti de amores”.