quarta-feira, 28 de novembro de 2007

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Muitas vezes já expressei minha admiração a figuras da MPB como Mutantes, Chico Buarque, Elis Regina, Raul Seixas, Rita Lee, Sérgio Sampaio, Erasmo Carlos, Tim Maia e outros mais. E também meu pouco - ou quase nenhum - apreço a gente do naipe de Marisa Monte e Caetano Veloso, por exemplo.

"Gosto não se discute", eu sei. "Lamenta-se", responderão os que defendem os artistas que acho dispensáveis e/ou pretensiosos em seu trabalho. E porque não dizer, chatos!

Deste modo, listo seis nomes da música nacional que realmente eu reputo como tremendas malas-sem-alça!

Oswaldo Montenegro, talvez a pior herança da cena musical de Brasília, chato até o osso, autor das canções "Agonia", "Bandolins", "Condor", "Lua e Flor" e outras que só de ouvir me dão asco;

Los Hermanos, o cultuado e agora (felizmente) extinto grupo pop que virou para a juventude de hoje o que era a Legião Urbana na minha época. Com a diferença que a Legião tinha o Renato Russo;

Marisa Monte, a cult-cantora que quer ser a Elis Regina da vez;

Arrigo Barnabé, o chato-maldito que nunca saiu da cena independente musical, made in Londrina e que provavelmente segue por aí;

Ana Carolina, mais uma entre as "n" cantoras (cantoras?) que se auto-intitulam de personalidade, com voz grossa e músicas chatíssimas;

e Caetano Veloso, mui possivelmente o primeiro a quem pôde ser conferido o rótulo de pentelho na MPB. Criador notório de casos, inteligente, porém pernóstico, e afetado demais.

A eleição já começou e você pode escolher o "mais mala" da MPB. Uma amiga minha fez questão de liderar uma campanha de votos pró-Caetano pro Oswaldo Montenegro não ficar em primeiro. Mas tudo pode acontecer.

Participe!

Bizarrice pouca é bobagem!

Aproveitei que o Flavinho Gomes postou um link em seu blog sobre um fórum português de automobilismo - e também a Tyrrell 012 do Alboreto que eu coloquei mais abaixo - e fui visitá-lo para descobrir mais coisas bizarras no esporte.

Já tinha visto os F-1 com aerofólios traseiros montados na frente, carros com candelabros, chifres, ventoinha, asa no limite mínimo do regulamento, mas como este carro aqui da foto abaixo, eu nunca vi!


Este é um Brabham F2 pilotado por ninguém menos que Jochen Rindt numa prova disputada na França - possivelmente em Reims ou Rouen Les Essarts. O ano, palpite puro, é 1968 - uma vez que o austríaco corria com um carro da equipe de Jack Brabham na Fórmula 1.

A que os pilotos tinham que se submeter para os primeiros estudos de eficiência aerodinâmica no automobilismo...

É dando... que se recebe?

Mais uma para a série de "coisas bizarras que você jamais achou que veria na internet". O texto foi extraído do G1, no portal globo.com.

Uma prostituta chilena ofereceu doar o dinheiro que arrecadar por 27 horas de seus serviços para um evento beneficente anual em favor de crianças carentes.

María Carolina, uma prostituta que disse cobrar US$ 300 (cerca de R$ 550) por uma hora e meia de serviço, contou à agência Reuters que um de seus clientes já comprou "horas de amor" para ajudar o evento, que se baseia em doações privadas, e que será transmitido pela TV chilena ao vivo a partir desta sexta-feira (30).

"As 27 horas de amor já repassei entre os meus clientes e não significa que vou ficar 27 horas ocupada, ainda que assim teria rendido mais dinheiro, mas as repassei por menos", disse María Carolina.

A mulher afirmou ainda que como mostra de suas "boas intenções" publicará em sua página na internet o comprovante de depósito no banco que colabora com o evento beneficiente.

A presidente do Sindicato Nacional Independente de Trabalhadores Sexuais, Marcia Poblete, apoiou a iniciativa, mas disse ao jornal "Las Ultimas Noticias" que muitos integrantes da associação colaboram com a campanha, só que de forma anônima.

'Limite moral'
O apresentador do programa na TV, o animador Mario Kreutzberger, conhecido como Don Francisco, não está contente com a forma incomum de doação da prostituta.


"Claro que está fora dos meus limites morais. Eu não posso apoiar isso", disse Don Francisco ao "Las Ultimas Noticias". "O Teletón se realiza dentro dos limites legais e morais", acrescentou.

Dançou... e ganhou!

O texto é do Globoesporte.com

Rei das pistas de corrida, Hélio Castroneves provou nesta terça-feira que também é bom nas pistas de dança. Ao lado da dançarina Julianne Hough, Helinho se sagrou campeão da quinta edição do “Dancing with the stars”, quadro-irmão do “Dança dos famosos”, do “Domingão do Faustão”.

- Vai ficar muito bonito junto com os meus dois troféus da Indy 500. Estou chocado. Não estava esperando por isso. A Mel é uma dançarina incrível – disse ele, elogiando a sua adversária na final, a spice girl Melanie Brown, em matéria do site “ESPN”.

O carisma de Helinho e a experiência de sua parceira, campeã da quarta edição, contaram muito na decisão da competição. Na final, o piloto e sua parceira chegaram um ponto atrás dos adversários. Na primeira participação, a dupla empatou a disputa, decida apenas na última prova.

A pergunta que não quer calar:

O troféu Borg-Warner, onde o rosto do vencedor fica incrustado, não é entregue ano após ano? Então... por que é que Helinho diz que tem dois troféus? Será que se referem aos anéis que de fato ele tem?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Raridade "by Tyrrell"

Mesmo em épocas de vacas magras, a Tyrrell sempre foi lembrada como uma das equipes mais criativas da Fórmula 1 moderna. Nos tempos da Elf, quando a gaita não era pouca, houve o famosíssimo carro de seis rodas - o P34.

Nos anos que antecederam seu fim, antes de ser comprada pela British American Tobacco, graças ao talento de Harvey Postlethwaite e sua trupe de engenheiros, ainda vimos coisas interessantes como o bico alto estilo "asa de gaivota" usado nos modelos 019 e 020, os candelabros que apareceram no 025 e no 026 e também experiências com quatro pneus dianteiros nos treinos em Hockenheim para melhorar o arrasto aerodinâmico.

Em 1983, ano da última vitória da história da equipe, a Tyrrell fez metade do campeonato com o modelo 011 modificado de acordo com o regulamento vigente e estreou o 012 na parte final, com Michele Alboreto experimentando a primeira versão do carro. O que pouca gente sabe é que esse Tyrrell tinha também uma invencionice - um aerofólio traseiro em forma de V, como visto nos treinos livres para o GP da Áustria, em Zeltweg.

Alboreto e o Tyrrell "asa em V" na única aparição desse artefato, em Zeltweg/1983




Como a experiência não foi bem-sucedida, ela acabou abortada e não se sabe se a FIA proibiu aerofólios ou artefatos aerodinâmicos do gênero. Mas que foi uma sacada e tanto, ah isso foi... não faltava genialidade ao pessoal da Tyrrell. Faltava era dinheiro.

Reeleito

Até já se esperava: Roberto Horcades é reeleito para mais três anos de mandato à frente do Fluminense Football Club. O cardiologista de 60 anos de idade conseguiu na votação realizada hoje nas Laranjeiras um total de 901 votos. Peter Siemsen, principal candidato de oposição, conseguiu 631 e Paulo Mozart, o grande azarão do pleito, teve apenas 215. Houve também onze votos nulos e um em branco.

A expressiva votação de Siemsen não permitiu que Horcades elegesse a totalidade dos 150 membros indicados para o Conselho Deliberativo do clube. Quinze dessas cadeiras serão da oposição, o que é um bom sinal para o Fluminense - que viveu um clima pacífico entre os correligionários dos três candidatos durante todo o período de campanha.

Uma prova cabal disto foi uma manhã em que estive no clube na companhia de amigos. No Bar do Tênis, duas ou três mesas tinham a turma de Peter Siemsen. Outras tantas, os adeptos da situação, alinhados com Horcades. E também os que apoiavam Paulo Mozart. Tudo na mais absoluta cordialidade.

Agora cabe a Horcades responder algumas perguntinhas que não querem calar:

- Será que ele terá coragem de dizer que a dívida ativa do clube, estimada em R$ 136 milhões, é impagável?

- Ele vai fazer mais três anos de mandato pra turma da piscina ou para o carro-chefe do clube, que é o futebol?

- Conseguirá o presidente arrancar mais dinheiro do patrocinador?

- Quando é que o Fluminense deixará de ser subserviente ao Eurico Miranda, balançando a cabeça ao estilo "seu mestre mandou", para tudo o que o nefando dirigente vascaíno consegue na FERJ?

- Teremos um time competitivo para a Libertadores?

- Ou será que Horcades vai viver da glória isolada da Copa do Brasil?

Aguardemos...

Clip da semana - "Inside Looking Out"

O Grand Funk Railroad, ou simplesmente Grand Funk, é um dos melhores grupos estadunidenses de rock and roll de sua geração. Entre 1969 e 1976, marcaram território gravando alguns dos melhores discos da época e músicas que foram #1 das paradas, casos de "We're an american band", clássico de 73 e "The Locomotion", lançada um ano depois. Anos mais tarde, em ritmo house, essa canção seria gravada pela australiana Kylie Minogue.

Quando surgiram, todos os integrantes eram pós-adolescentes e com aquela garra básica de qualquer iniciante. Mark Farner (guitarra e vocais), Mel Schacher (baixo) e Don Brewer (bateria) sequer tinham 20 anos completos.

Esse élan básico para tocar um bom e honesto rock, o Grand Funk tinha de sobra. Nos três primeiros anos, tocaram como um autêntico power-trio, evocando o Cream e o Experience de Jimi Hendrix, grupos que tinham a formação "básica" guitarra-baixo-bateria.

Uma grande amostra do punch do grupo é esse vídeo, gravado em 1969 para a emissora PBS na Pensilvânia. Mark Farner e companhia arrasam tocando "Inside Looking Out". Os ouvidos mais atentos vão prestar atenção na levada funky do baixo - o que remete também a outro lendário grupo da época: o Parliament/Funkadelic, de George Clinton.

Ah... o Grand Funk continua na ativa, mas Mark Farner já está fora faz tempo. Schacher e Brewer seguem na banda, que hoje é um quinteto.

Melhor lembrar do quanto eles eram bons e competentes no passado.

Governar é...

Lá vou eu mexer em vespeiro, mas e daí?

O Brasil atinge pela primeira vez em dezessete anos o ranqueamento da ONU para um país ser considerado de "alto desenvolvimento humano". Isto significa que o Brasil passou a ter o IDH igual ou superior a 0,800 - situando-se portanto na septuagésima posição neste levantamento.

Nesse período, houve quatro presidentes diferentes - Collor, o que não completou seu mandato, Itamar Franco, FHC - que ficou oito anos no poder, e agora Lula, que caminha para os mesmos oito anos, mas com uma ressalva, dita pelo próprio presidente em entrevista dada ao Jornal da Record, nesta terça-feira.

"Obviamente que se comparar a formação intelectual do Fernando Henrique Cardoso, ele é muito mais estudado do que eu. É verdade que ele teve mais anos de escolaridade. Mas é verdade que eu sei governar melhor do que ele", afirmou.

"Quando eu terminar o meu governo em 2010, 190 milhões de brasileiros e quem mais quiser vão fazer uma investigação sobre o que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez na educação durante oito anos e o que eu fiz na educação", disse Lula.

FH, que como todos sabem, é sociólogo com mestrado, doutorado, PhD e o escambau, desanda a falar - demais - sobre o governo do PT e quando recebe respostas como estas, vem a público fazer beicinho. E como presidente, todos sabemos que seu governo foi pífio. Oito anos marcados por omissões, recessão, e uma série de escândalos que nunca vieram à tona porque ele e seus aliados fizeram grandes manobras nos bastidores para que nenhuma CPI resvalasse em "Viajando" Henrique Cardoso - como era comumente sacaneado pela turma do Casseta & Planeta.

Hoje mesmo, revendo alguns tópicos na época da eleição, lembro do candidato de oposição, o histriônico Geraldo Alckmin, prometendo vender o Aerolula pra fazer... hospitais? Seria isso mesmo?

Bem, eu não me lembro... mas... e do Alckmin, alguém se lembra? É que nem o ex-presidente... é um fantasma que insiste em querer assombrar a vida alheia, mas é tão sem graça que nem merecia ser comparado ao Gasparzinho, por exemplo.

Lula tem que lidar com heranças malignas e paga um preço muito caro por isso. É bem verdade que o Brasil ainda é dividido em duas metades enormemente separadas por um abismo social e econômico. Nós temos o "Brasil-Bélgica" e também em contraponto o "Brasil-Índia". Diminuir esse tremendo fosso é obrigação de qualquer governo e o presidente tem feito bem a sua parte.

Até porque, como a gente bem sabe, não foi ele quem chamou aposentado de "vagabundo" - mais uma prova de que o antecessor de Lula fala muita besteira quando quer. FH faz parte exatamente do "Brasil-Bélgica", aquele que desde o mundo é mundo está bem-resolvido. E é essa turma que torce o nariz pro povo que vem mais abaixo, e que não deixa nunca o Brasil crescer dentro de si mesmo.

Mas presidente, fique tranqüilo. Que você sabe governar melhor que o seu antecessor, isto qualquer brasileiro consciente sabe. E muito bem.

Vai abaixo

O fim de semana tinha tudo para ser festivo em Salvador. Afinal de contas, no sábado o Vitória comemorou o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro e no domingo o Bahia tinha tudo para voltar à Série B, depois de dois anos de Terceirona.

A torcida tricolor compareceu em peso, o Bahia empatou com o Vila e se garantiu na Segundona. Mas a festa foi empanada por uma tragédia sem precedentes no país: parte da arquibancada cedeu e sete torcedores do clube morreram, enquanto outros se feriram gravemente.

Inaugurado nos anos 60, o estádio da Fonte Nova lidera um triste ranking onde foram listados os cinco piores estádios do país. Três deles são do Nordeste (além da Fonte Nova, figuram a Ilha do Retiro - do Sport Recife e o Arruda - do Santa Cruz) e os outros dois são o Mineirão e o Vivaldão, em Manaus.

As condições de segurança em cada uma destas praças esportivas são precaríssimas, os banheiros podres, a estrutura em petição de miséria e os vestiários depredados. Não foi surpresa o incidente em Salvador, mas é só depois que a casa é arrombada que os governantes hão de tomar providências.

A notícia reboou mal na imprensa internacional, uma vez que há menos de duas semanas, o país foi escolhido para sediar... a Copa do Mundo! Vocês imaginam que dimensão teria uma tragédia como esta em 2014?

Pois bem: o governador Jacques Wagner veio a público hoje para anunciar a implosão do estádio, para que se construa outro, mais moderno e adequado para receber a Copa das Confederações em 2013, como evento-teste para a Copa do Mundo. E virá dinheiro da iniciativa privada, para ajudar neste novo projeto.

Nada, mas absolutamente nada que venha a ser anunciado neste sentido, vai diminuir a dor dos parentes que tiveram que enterrar seus entes em razão de uma tragédia que há anos vinha se desenhando. A Fonte Nova estava "condenada" desde 2001 e a irresponsabilidade e a omissão de órgãos públicos e dirigentes é parte chave neste triste episódio.

Essa é da série "não posso deixar de perder"

Enfim uma ótima notícia no meio musical! Abaixo, a reprodução de matéria publicada pelo G1, da Globo.com.

Depois de passar por todas as regiões do Brasil com sua turnê de despedida, Sandy e Junior escolheram São Paulo para encerrar seus 17 anos de história juntos. No dia 18 de dezembro, uma terça-feira, os irmãos prometem subir ao palco pela última vez com o show “Acústico MTV Sandy e Junior”, no Credicard Hall. A pré-venda de ingressos começa nesta terça (27) para clientes Citibank Hall. A partir do dia 4 de dezembro as vendas estarão abertas para o público em geral. Parte da renda obtida com o show será revertida para o Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.

A primeira apresentação da turnê aconteceu no dia 8 de agosto em Votuporanga, interior de São Paulo - cidade em que realizaram o primeiro show da carreira. A partir de 2008, os artistas começam a planejar suas empreitadas individuais.

Com direção geral de Hugo Prata, que já trabalhou com os artistas em muitos videoclipes, a turnê é uma adaptação do CD (que chegou às lojas dia 10 de agosto e em apenas três dias ganhou CD de Ouro) e DVD (nas lojas dia 3 setembro com tiragem inicial de 100 mil cópias e já com disco de platina) gravados pela MTV no mês de junho.

Sucessos da carreira


Durante o projeto e também na turnê, Sandy e Junior revisitam sua obra apresentando sucessos como “Inesquecível”, “A lenda”, “Quando você passa (TuruTuru)”, “Cai a chuva”, “No fundo do coração” e “Desperdiçou”; todas com novos arranjos. A dupla também preparou três inéditas: “Segue em frente”, de Junior Lima, “Alguém como você”, de George Israel, e “Abri os olhos”.

No palco, os irmãos são acompanhados pelos mesmos músicos que participaram das gravações do “Acústico”: Tatiana Parra (vocais e percussão), André Caccia Bava (violão, violão de 12, dobro e vocais), Dudinha Lima (baixo, baixo acústico e vocais), Erick Escobar (piano, Hammond, Rhodes e Wurlitzer), Guilherme Fonseca (violão, violão de 12, banjo e bandolim) e Samuel Fraga (bateria). Sandy, Junior e o entrosado sexteto levam ao público canções que estiveram no topo das paradas como a faixa “Replay”, por exemplo, que não entrou no “Acústico” mas está no show.

O repertório inclui ainda “Vamo pulá”, que ganhou uma nova versão, e a antiga “Maria Chiquinha”, em formato “voz e violão”.

Sessão Desenho - "Garimpeiro Garimpado"

Mais uma vez o Pica-Pau brilha no Saco de Gatos.

Atendendo a pedidos, eis o desenho "Short in the Saddle", aqui traduzido como "Garimpeiro Garimpado".

Vejam só como uma prosaica corujinha respondia às indagações de um indignado Pica-Pau.

"Cuuuuuuuuuuuuuuuuuuu"

Será que a Record vai tesourar esse desenho?

Melhor sorte da próxima vez...

Fui, de novo, a São Paulo. Não foi uma viagem de quase uma semana, como quando das Mil Milhas. Uma noite só bastou e já estou de volta ao Rio, que hoje tem uma terça-feira nublada e carrancuda como a cidade distante 50 minutos de nós - de avião.

Decidi de última hora que iria não só prestigiar o Capacete de Ouro, da revista Racing, de cujo colégio eleitoral participei para escolher os melhores pilotos em trocentas categorias. Mas que atenderia a um convite do amigo Norberto Bianchin para o lançamento do livro José Carlos Pace - A busca de um sonho.

Foi tudo na correria. Uma muda de roupa numa bolsa, a mochila com notebook, revistas e documentos, e o terno a tiracolo e lá fui eu pro Santos Dumont. Comprei a passagem e me mandei. No vôo de ida, fui no meio, entre duas mulheres. A da minha direita, quando a aeronave já se aproximava de Congonhas para pousar, perguntou candidamente se poderia ir ao banheiro. Como era procedimento de descida, argumentei que ela não deveria ir. Pra que... ela disse "estou me sentindo mal" e, ato contínuo, pegou o prosaico saquinho que tem no revisteiro das poltronas e chamou o Raul.

Disgusting!

Chegando em Congonhas, outro drama: onde passar a noite? Sem reserva nenhuma de hotel, não tive dúvidas: atravessei a passarela em frente ao aeroporto e rumei pro Íbis que fica do outro lado da rua, numa esquina adiante. Dei sorte: tinha quarto de sobra e lá fui eu pra outra sessão-correria... banho, barba, terno, gravata, perfume... e o Chaves rolando na pequena TV do confortável quarto.

Peguei um táxi e fui pra Pinheiros, pra festa do lançamento do livro do Moco. Achei que chegaria tarde demais. Mas que nada... lá estavam os camaradas Pandini e Saloma... e a fina flor da velha guarda do automobilismo brasileiro: Luiz Pereira Bueno, Luiz Evandro "Águia", Dante de Camilo, Maneco Combacau, Pedro Victor de Lamare, Jan Balder, Bird Clemente, Marinho César de Camargo Filho, Ludovino Perez (que me cumprimentou de forma surpreendente), além de outros nem tão velhos assim, como Almir Donato, que em breve será alvo de postagens neste blog.

Entre goles de Prosecco, canapés e outros acepipes, papos a mil sobre a figura de José Carlos Pace, automobilismo "das antigas" e de hoje. Siderado por estar em torno de tanta gente boa, acho que mais observei do que disse qualquer coisa. Logo eu, um tagarela por natureza...

Deu 10 da noite, a festa estava ótima e não queríamos ir embora. Mas tinha o Capacete para ir, e lá fui eu na carona do Panda.

Não perdemos rigorosamente nada. A cerimônia começou atrasada e foi chata, arrastada, com a dispensável apresentação de Otávio Ceschi e Valéria Zoppello - que aliás provocou o seguinte comentário do Panda.

"Ela parece aquelas alunas fazendo trabalho de faculdade com aquelas fichas servindo de roteiro. Espontaneidade zero."

Sábias palavras.

E para piorar, ou não, a enésima tentativa do Otávio Mesquita em parecer um entertainer - o que ele não é. Ou melhor... ele acha que é. Mas só ele.

Outro destaque negativo da premiação foi a "presença" do elemento chamado não compareceu. Dezenas de indicados não foram ao palco. Na premiação da categoria Top, só Tony Kanaan foi ao palco porque Hélio Castroneves dança - literalmente - num programa de TV estadunidense e Bruno Junqueira negocia sua permanência na ChampCar para 2008. Menos mal que o piloto da Andretti Green levou o prêmio máximo - sem escapar no entanto das obviedades.

Um dos pontos constrangedores foi a categoria Endurance, onde havia sete nomes na premiação e só três foram receber seus troféus. Perguntas, como aos demais? Nenhuma. Pelo menos escaparam de coisas vexaminosas como uma pergunta feita a um kartista de apenas dez anos de idade sobre "planejamento de carreira".

Francamente, com 10 anos de idade eu brincava com minhas miniaturas, de futebol e de autorama. Depois não reclamem quando dizem que pai de piloto é comparável a mãe de miss.

De resto, valeu pela animação da turma do fundão, que levantou cartazes de "Fofoooo" quando Dennis Dirani ganhou o prêmio pela categoria kart, as homenagens à família Fittipaldi e a Pedro Muffato, poder rever a ultrapassagem do século XX (Piquet sobre Senna na Hungria, qual mais?) e a saída pela direita à la Leão da Montanha, uma vez que o último troféu era tão óbvio quanto ridículo: Felipe Massa levou de novo o Capacete de Ouro na categoria Fórmula 1, até porque não tinha adversários.

Aliás, arrisco-me a dizer que em segundo lugar ficou a opção "nenhum".

Que foi a que escolhi.

Bem... isto posto, premiação encerrada, bebi mais uma cerveja e fui pro hotel. Afinal, eu tinha mais o que fazer... O resto, eu não conto.

A volta de um gênio

Acabo de receber uma notícia na minha caixa postal que é uma surpresa e tanto, ainda mais se tratando de quem no ano passado anunciou que não correria mais.

Estou falando de Nelson Piquet, o primeiro brasileiro tricampeão do mundo de F-1, que aos 55 anos vai voltar ao automobilismo - com pompa e circunstância - na novíssima categoria GT3 Brasil Championship.

Ele adquiriu um Ford GT40, carro que já possui em Brasília, onde reside. E o possante bólido, revivido pela marca de Detroit e que se tornou presença constante no imaginário dos fanáticos por carros esporte e automobilismo, é o primeiro da nova geração a chegar por aqui. A "cavalaria" é estimada em 550 HP.

Nelson pretendia correr em dupla com o filho mais velho, Geraldo, de 30 anos. Mas como nenhum piloto da Fórmula Truck pode correr em outro campeonato por questões de regulamento (vai entender...), a escolha do parceiro recaiu em Cássio Homem de Mello, grande revelação do automobilismo e que participa da Stock Júnior.

“Quem não sonha em ter a chance na vida de fazer o que gosta e ao lado de um ídolo? Não poderia idealizar algo maior. Estou muito feliz e honrado com essa chance de correr com um dos maiores pilotos do mundo. Vou me esforçar ao máximo para retribuir à altura", comentou Cássio.

Nelsão, Cássio e o bólido: por enquanto é apenas o de rua... aguardem o GT40 de corrida...

domingo, 25 de novembro de 2007

Meninos, eu vi!

Como diria Juca Pirama, "meninos, eu vi".

Nada menos que 30 anos depois, eu vi Roberto Rivellino exibir a categoria que o fez ser ídolo máximo de Diego Maradona, com a canhota que foi o terror de goleiros e zagueiros, um mestre nos passes precisos e em dribles como o cultuado 'elástico'. Está certo que hoje, aos 61 anos, fora de forma, não dá pra querer que ele faça muito. Mas na preliminar do jogo Fluminense x Juventude, contra o time da BR Distribuidora, ele mostrou a velha classe e levou a torcida ao delírio no Maracanã.

E mesmo tendo uma relação um tanto quanto distante com o clube onde de fato conquistou títulos, Riva se derreteu em elogios. "É impressionante o retorno e o carinho que o torcedor do Fluminense me dá. A emoção é grande."

Se ele ficou emocionado, o que dizer então de outro ídolo eterno, o "Carrasco" Assis. O autor de gols definitivos em Fla-Flus nos anos 80, aos 52 anos, fez dois gols e mostrou também que a categoria daqueles tempos continua ali - só que com duas décadas pesando sobre os ombros. De uma solicitude incrível, ele autografou todas as camisas que lhe jogaram da Geral VIP do Maraca.

E não foram só eles a brilhar entre os ídolos do passado, deleitando uma torcida que sabe e deve reverenciar quem vestiu nossa gloriosa camisa.

Búfalo Gil, o mestre das arrancadas na Máquina, jogou meio tempo e se emocionou ao vestir o manto sagrado. Deley, hoje deputado federal, mesmo com uma silhueta pouco condizente com seu passado de atleta, ainda bate uma bola redondinha. Duílio continua em forma. Rubens Gálaxe, já sem tantos cabelos como nos anos 70, idem. Marco Antônio, lateral da Máquina-75, está impressionante. Eduardo "Cachaça" jogou muito no segundo tempo. Robertinho fez dois gols. E até Ronald e Pires, jogadores de passagens não muito distantes pelo clube, também deram sua contribuição para a vitória por 4 x 3 sobre a BR Distribuidora.


Os autógrafos de Deley (na primeira foto) e de Assis, Búfalo Gil e Duílio na segunda: um troféu para a eternidade



Depois de tantos autógrafos e de ver tanta gente boa ali diante dos meus olhos, eu já podia voltar pra casa feliz. Afinal, os 15 reais do ingresso já tinham sido plenamente recompensados. Mas havia o jogo de fundo, o último do Flu no Rio pelo Campeonato Brasileiro.

Pitacos rápidos:

- Fernando Henrique é uma piada como goleiro. Evocando Capitão Nascimento, "pede pra sair, zero-um!"

- Por que Thiago Silva não veste a camisa da seleção brasileira, já?!?

- Arouca, quando quer, bate um bolão. Ontem ele quis. Fez dois gols em chutes de fora da área. Foi o melhor em campo. E sua substituição incompreensível por Romeu fez Renato ganhar o coro de "burro".

- Thiago Neves vai perder a Bola de Ouro da Placar, porque não está jogando nada.

- Cícero aprovou em seu primeiro ano de Fluminense. Soares não.

- O ataque é de riso.

E que vençamos o Santos para uma despedida digna de um campeonato onde, se não fossem os empates em excesso e os roubos de arbitragem, o Flu estaria em segundo. No mínimo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sessão Desenho - "O Rachador"

Um dos melhores desenhos de todos os tempos!

Cortesia de Walter Lantz e do Pica-Pau "maluco", o melhor de todas as fases da ave peralta.

Com vocês, "O Rachador".

Maldição

Tá feia a coisa para quem se chama McLaren ou congêneres, no esporte mundial.

A nova vítima é Steve McClaren, cuja pronúncia do nome é bem semelhante à equipe de Fórmula 1 nocauteada no Conselho Mundial da FIA com a exclusão de todos os seus pontos do Mundial de Construtores de 2007 no maior caso de "espionagem industrial" que o automobilismo já viu.

O cidadão supracitado assumiu após a Copa da Alemanha de futebol a seleção da Inglaterra, substituindo Sven Goran-Eriksson. E conseguiu a façanha de não classificar o English Team para a fase final da Eurocopa do próximo ano, num grupo com Croácia, Rússia, Israel, Macedônia, Estônia e Andorra.

A Inglaterra tinha uma única derrota antes de seus jogos finais contra a Rússia e a Croácia, algoz do turno de ida, quando o goleiro Paul Robinson papou um frango memorável contra a seleção dos Balcãs. Contra os russos, perderam por 2 x 1, num resultado até certo ponto normal em Moscou. Porém, a derrota pôs os ingleses em terceiro no grupo, obrigando-os a conquistar pelo menos um ponto contra a Croácia em Wembley.

Os torcedores tomaram um banho geladíssimo de água fria quando Kranjcar fez 1 x 0 para os visitantes, num frangaço-aço-aço de Scott Carson, jovem goleiro de 22 anos que atua no Aston Villa. O drama aumentou com menos de 15 minutos, com Olic arrematando um passe do brasileiro naturalizado Eduardo da Silva (que joga no Arsenal). Dois a zero para a Croácia.

Lampard, de pênalti, diminuiu e Crouch, com boa dose de oportunismo, empatou o jogo. O resultado classificava o English Team com sobras, em segundo, no saldo de gols. Mas aos 32 da etapa final, Mladen Petric fez o terceiro em nova falha de Carson. E assim os ingleses, que tanto vangloriam de seu campeonato forte e de terem inventado o futebol, vão assistir a fase final da Euro 2008 nos pubs ou nos sofás de suas casas.

Ah... Steve McClaren já foi demitido do cargo.

Clip da semana - "T. N. T."

São raros os grupos e mais raras ainda as músicas de heavy metal que eu gosto e não tenho vergonha em admitir isso. Uma dessas bandas pelas quais tenho predileção vem da Austrália: o AC/DC, famosíssima em razão da presença elétrica (como sugere o nome da banda) do guitarrista Angus Young, que sempre toca de paletó, gravata torta e... bermuda! Uma figuraça!

Esta música tocou direto nos intervalos de jogos do Brasil na Liga Mundial masculina de vôlei deste ano contra a Finlândia. E ainda remete ao tempo em que Bon Scott era o vocalista da banda até morrer afogado no próprio vômito (ugh!) depois de um porre homérico.

"T. N. T." fez o grupo explodir como uma bomba nas paradas de sucesso em 1975, ano em que foi lançada e não foi à toa que depois disso o grupo saiu da Austrália e conquistou o planeta inteiro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Agora vai?

A Superleague Formula, um arremedo de campeonato de monopostos com clubes de futebol sendo representados a cada carro, já tem calendário para a temporada 2008. Isto se a referida competição vingar, pois há uma década atrás, houve o projeto da Premier 1 com um total de 15 corridas, que não deu certo, apesar de um carro apresentado com pompa (o do Benfica, que teria Pedro Lamy como piloto).

A temporada de estréia deste novo campeonato prevê seis eventos e a estréia em 31 de agosto, no circuito inglês de Donington Park. As demais corridas são na Alemanha (Nürburgring), Bélgica (Zolder), Itália (em pista a confirmar), Portugal (Estoril) e Espanha (Jerez de la Frontera). No entanto, quem vai dar o ok definitivo é o conselho mundial da FIA, que aprova os calendários.

A Superleague Formula já tem nove clubes confirmados - entre eles o Flamengo (urgh!), que se junta a Milan (bleargh!), Borussia Dortmund, Olympiacos, PSV Eindhoven, FC do Porto, Anderlecht, Galatasaray e FC Basel. Os carros são os Panoz, quase iguais aos da ChampCar, com motores Elan Power Products V-8.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O terceiro finlandês

A McLaren já teve Mika Häkkinen e Kimi Räikkönen em suas fileiras, de 1993 até o ano passado. O hoje campeão mundial foi o sucessor do primeiro, que conquistou dois títulos com as "Flechas Prateadas" da equipe chefiada por Ron Dennis e hoje de propriedade absoluta da Mercedes-Benz.

Muito bem: agora pululam rumores de que a equipe terá o seu terceiro piloto finlandês em quinze anos. Heikki Kövalainen, que fez uma boa temporada de estréia pela Renault, parece já ter futuro definido em 2008. Reza a lenda que o contrato já está redigido, conferido por ambas as partes, faltando somente a assinatura. Ou o anúncio oficial, visto que no caso de Timo Glock a demora foi de exatas cinco semanas.

E depois que Flávio Briatore se derramou em elogios a Nelson Angelo Piquet, fica claro que o brasileiro finalmente estreará na Fórmula 1 pela Renault. Resta saber se Alonso vai aceitar o contrato proposto de três anos, o que invalidaria uma possível transferência para a Ferrari - uma vez que o caminho parece livre para o asturiano depois que Jean Todt já não detém o mesmo poder de outrora em Maranello.

Cá pra nós, uma "novela" muito mais legal de se acompanhar do que o vestibular da Force India pela disputa das duas vagas para o ano que vem.

Sete ponto seis!

Alguém se lembra de Mamie van Doren?

Pelo que sei, ela era uma atriz estadunidense que competia com a diva maior, Marilyn Monroe. E isso foi bem antes de eu nascer, já que eu vim pra este mundo em 1971.

Façam as contas: a mulher que foi um símbolo de sensualidade nos anos 50 faleceu prematuramente em 1962, aos 36 anos de idade. Supõe-se que se Mamie van Doren era uma concorrente da saudosa Norma Jean, ela já passou dos 60 anos faz tempo.

E como passou!

Qual não foi a minha surpresa ao encontrar esta foto na internet acompanhada da verdadeira idade da atriz. Hoje, Mamie van Doren tem 76 anos!


O que o dinheiro não faz pra uma mulher - que é mais velha que minha mãe - ficar deste jeito e ainda poder "pagar peitinho" como mostra a imagem acima.