Abro o site Grande Prêmio e me deparo com a notícia da morte prematura do piloto japonês Norifumi Abe, acontecida neste domingo aos 32 anos de idade. Norick foi por muitos anos piloto da Yamaha nos Mundiais de 500cc, MotoGP e Superbikes. E hoje, lamentavelmente ele foi colhido por outro veículo num cruzamento em U numa estrada nas proximidades da cidade de Kawasaki.
Aguerrido, de estilo agressivo, Abe era um autêntico kamikaze e mostrou que era bem isso quando de sua estréia no Mundial de Motovelocidade. Com 19 anos e a bordo de uma Honda, ele guiou muito no GP do Japão de 1994 em Suzuka. Empolgou-se tanto que foi ao chão.
Abaixo, os melhores momentos dessa corrida brilhante de estréia de Abe, que agora vai se juntar a muita gente boa lá no andar de cima.
Como o próprio nome diz, um balaio de gatos onde todo assunto vale a pena para ser comentado e discutido por quem escreve e por quem passa aqui: esporte, música, cinema, poesia, livros, amor, sexo, justiça, dinheiro e todos os temas e problemas do nosso cotidiano.
domingo, 7 de outubro de 2007
O segredo é a base
Muitas vezes nos perguntamos o porquê do sucesso dos pilotos brasileiros no exterior desde que Emerson Fittipaldi lhes abriu as portas no fim dos anos sessenta. Invariavelmente, a resposta é a mesma: além do imenso talento dos nossos representantes, a base também contribuía, com campeonatos fortes de kart e monopostos, que preparavam bem a turma de baixo para chegar à F-1 com um bom currículo.
Hoje, lamentavelmente o panorama é inverso. O kart ainda é uma excelente escola, mas é caríssimo. Minguaram TODAS as categorias de monoposto que tivemos de 1970 para cá: Fórmula Ford, Fórmula Vê, Supervê, Fórmula 2 Brasil, Fórmula Chevrolet e Fórmula Renault. A Fórmula 3 "sul-americana" é a única que sobrevive, só com pilotos brasileiros, carros construídos em 2001 e motores Berta de cilindrada superior à usada nas similares internacionais.
Por isso, é cada vez menor o número de pilotos que fazem as categorias ditas nacionais e vez por outra somos surpreendidos com a aparição de um ou outro nome. Por exemplo: eu não conhecia um menino chamado Tiago Geronimi, que hoje está na Fórmula BMW alemã. E mesmo as portas nas categorias internacionais não se abrem para todos. Por isso mesmo, vemos talentos como João Paulo de Oliveira e Roberto Streit ralando no automobilismo japonês.
Vivemos um contraste com o momento que passa, só a título de exemplo, o automoblismo alemão, cada vez mais florescente. E a isso, não chamemos de "efeito Schumacher". Os teutônicos sempre investiram em automobilismo, têm marcas tradicionais como Porsche, Mercedes-Benz, Audi, Opel e BMW, e com dinheiro jorrando, não é difícil imaginar que lá surjam tantos nomes bons.
Taí a nova turma que representa o país na Fórmula 1, com Adrian Sutil, Nico Rosberg e esse extraordinário Sebastien Vettel, como coadjuvantes do redivivo Nick Heidfeld. Há ainda Timo Glock, que após uma boa passagem pela ChampCar não desistiu do sonho da categoria máxima e está muito próximo de realizá-lo. E não esqueçamos dos jovens Christian Vietoris e Nico Hülkenberg, que representaram o país na campanha vitoriosa da A1GP e com grande brilhantismo, já marcam bons resultados na F-3 apresentando armas para a GP2 ano que vem.
Enquanto isso, a nossa fonte vai secando e eu vou perguntando: até quando?
Hoje, lamentavelmente o panorama é inverso. O kart ainda é uma excelente escola, mas é caríssimo. Minguaram TODAS as categorias de monoposto que tivemos de 1970 para cá: Fórmula Ford, Fórmula Vê, Supervê, Fórmula 2 Brasil, Fórmula Chevrolet e Fórmula Renault. A Fórmula 3 "sul-americana" é a única que sobrevive, só com pilotos brasileiros, carros construídos em 2001 e motores Berta de cilindrada superior à usada nas similares internacionais.
Por isso, é cada vez menor o número de pilotos que fazem as categorias ditas nacionais e vez por outra somos surpreendidos com a aparição de um ou outro nome. Por exemplo: eu não conhecia um menino chamado Tiago Geronimi, que hoje está na Fórmula BMW alemã. E mesmo as portas nas categorias internacionais não se abrem para todos. Por isso mesmo, vemos talentos como João Paulo de Oliveira e Roberto Streit ralando no automobilismo japonês.
Vivemos um contraste com o momento que passa, só a título de exemplo, o automoblismo alemão, cada vez mais florescente. E a isso, não chamemos de "efeito Schumacher". Os teutônicos sempre investiram em automobilismo, têm marcas tradicionais como Porsche, Mercedes-Benz, Audi, Opel e BMW, e com dinheiro jorrando, não é difícil imaginar que lá surjam tantos nomes bons.
Taí a nova turma que representa o país na Fórmula 1, com Adrian Sutil, Nico Rosberg e esse extraordinário Sebastien Vettel, como coadjuvantes do redivivo Nick Heidfeld. Há ainda Timo Glock, que após uma boa passagem pela ChampCar não desistiu do sonho da categoria máxima e está muito próximo de realizá-lo. E não esqueçamos dos jovens Christian Vietoris e Nico Hülkenberg, que representaram o país na campanha vitoriosa da A1GP e com grande brilhantismo, já marcam bons resultados na F-3 apresentando armas para a GP2 ano que vem.
Enquanto isso, a nossa fonte vai secando e eu vou perguntando: até quando?
Eletrizante!

A voz do povo é a voz de Deus.
Ao contrário do que muitos - inclusive eu - achavam que aconteceria, eis que a decisão da Fórmula 1 vem para o Brasil, no próximo dia 21. E não com dois pilotos na disputa, como também se achava - mas com três, e separados por sete pontos de diferença.
Tudo porque Lewis Hamilton resolveu errar quando não podia. E como dizem aqui no Brasil, "camarão que dorme, a onda leva". O camarão do líder do campeonato cochilou na China e se puxar um ronco em Interlagos, adeus chance de título inédito.
Räikkönen, que estava tão outsider quanto Alain Prost no já distante - mas sempre lembrado - campeonato de 1986, venceu e assim tem possibilidades de também ser campeão. Com 100 pontos somados e distante sete de Hamilton, ele tem também cinco vitórias e de todos os três é quem curiosamente vai levar vantagem no primeiro critério de desempate: as vitórias.
Senão vejamos: digamos que Kimi vença em Interlagos e Hamilton chegue em sexto. Os dois somariam 110 pontos e o finlandês ganha por 6 x 4 no número de conquistas. O piloto da Ferrari tem é que torcer pra Lewis não ser 5º colocado e Alonso segundo, o que acarretaria num empate de pontos entre os dois pilotos da McLaren.
Querem saber o que acontece nessa circunstância?
Empate em número de vitórias (quatro), em segundos lugares (cinco), em terceiros (três) e, pasmem, em quartos (um para cada)! O que decidiria o título em favor de Lewis seria justamente o 5º lugar do Brasil... que coisa!!!
Mas aí tem o seguinte: Alonso vence e Hamilton chega em terceiro. O resultado? Empate em pontos - 113 x 113. Campeão? Alonso, com cinco vitórias contra quatro do inglês.
São muitas análises combinatórias de resultados que podem dar o campeonato para qualquer um dos três. E neste momento, quando os motores já não roncam mais, fico pensando aqui no seguinte: será que Felipe Massa está satisfeito com a sua 4ª posição no campeonato, 14 pontos atrás de um recém-chegado na Ferrari?
***
Tirando a turma da primeira divisão, entre os coadjuvantes o destaque absoluto vai para três pilotos: Vitantonio Liuzzi, Jenson Button e Sebastien Vettel.
O italiano, mesmo com a fama de estabanado ganha neste ano e no último como piloto da STR, fez uma corrida muito boa e marcou seus primeiros pontos no campeonato. Um aviso de que ele não quer desistir assim tão fácil da categoria máxima em 2008.
Button deu mais uma surra em Barrichello, desta vez com requintes de crueldade, pois levou o tísico carro da Honda à superpole e hoje ao melhor resultado da equipe na temporada. A matriz finalmente supera a filial Super Aguri - o que não era mais do que obrigação. Rubens, coitado, vai levar para si na próxima temporada o fardo da marca de mais GPs disputados na Fórmula 1. Perguntem ao Riccardo Patrese se ele gosta de ser lembrado por isso?
Para finalizar: é craque esse Sebastien Vettel! Vinte anos, cara de moleque mal saído da adolescência e guiando essa barbaridade toda, como mostrou na chuva do Japão e hoje na China. O choro copioso de Fuji transformou-se em alegria incontida com a excepcional quarta colocação conquistada pela filial da Red Bull - um resultado com o qual, acredito, ele jamais sonhou em tão poucas corridas disputadas.
É... Tião Bourdais que se cuide ano que vem.
sábado, 6 de outubro de 2007
Cala-boca
Há alguns dias, quando surgiu o rumor de que Jacques Villeneuve estrearia direto na Nextel Cup - a divisão prinicipal da Nascar - no super oval de Talladega, eu li muita besteira. Diziam os pilotos que pôr o canadense entre os inscritos seria uma temeridade, pois o mesmo não tinha experiência prévia na categoria. Bem... isso é verdade e não se discute, mas... e o passado do piloto de 36 anos?
Foi esquecido, claro... o trataram como muitos nos fóruns da vida fizeram com o colombiano Juan Pablo Montoya, apedrejando sem dó a decisão do canadense em migrar para a Stock Car, saindo dos monopostos para os carros de turismo - de guiada totalmente diferente.
Ora, nenhum piloto desaprende e se Montoya já andou bem o suficiente para calar a boca de muita gente, o que não pensar quanto Villeneuve? Que poderia fazer, se não o mesmo, ao menos um bom papel em sua estréia.
Para pegar a "manha", uma prova de Truck Series, onde teve desempenho discreto. E neste fim de semana, Ville não só se classificou para o grid de 43 carros, como fez também o SEXTO melhor tempo do treino oficial - que teve, aliás, cinco Toyota Camry entre os seis primeiros: o pole Michael Waltrip, Dave Blaney (2o.), Brian Vickers (3o.), David Reutimann (5o.) e Villeneuve. Entre eles, só Joe Nemechek, o melhor da Chevrolet, com a quarta marca.
O detalhe é que essa prova de 500 Milhas é a primeira do Car Of Tomorrow (COT) num super oval e os Toyota deram um passeio no resto. De quebra, não há nenhum Ford entre os 10 primeiros e os Dodge Charger ocupam as posições de sétimo a décimo, com John Andretti se consagrando o melhor representante da marca.
Num treino realmente fora do normal, a ótima classificação de Villeneuve foi um cala-boca e tanto nos lorpas e pascácios - como bem dizia Nelson Rodrigues.
E a Toyota na pole position em seu primeiro ano de Nascar, outra resposta e tanto aos críticos.
Foi esquecido, claro... o trataram como muitos nos fóruns da vida fizeram com o colombiano Juan Pablo Montoya, apedrejando sem dó a decisão do canadense em migrar para a Stock Car, saindo dos monopostos para os carros de turismo - de guiada totalmente diferente.
Ora, nenhum piloto desaprende e se Montoya já andou bem o suficiente para calar a boca de muita gente, o que não pensar quanto Villeneuve? Que poderia fazer, se não o mesmo, ao menos um bom papel em sua estréia.
Para pegar a "manha", uma prova de Truck Series, onde teve desempenho discreto. E neste fim de semana, Ville não só se classificou para o grid de 43 carros, como fez também o SEXTO melhor tempo do treino oficial - que teve, aliás, cinco Toyota Camry entre os seis primeiros: o pole Michael Waltrip, Dave Blaney (2o.), Brian Vickers (3o.), David Reutimann (5o.) e Villeneuve. Entre eles, só Joe Nemechek, o melhor da Chevrolet, com a quarta marca.
O detalhe é que essa prova de 500 Milhas é a primeira do Car Of Tomorrow (COT) num super oval e os Toyota deram um passeio no resto. De quebra, não há nenhum Ford entre os 10 primeiros e os Dodge Charger ocupam as posições de sétimo a décimo, com John Andretti se consagrando o melhor representante da marca.
Num treino realmente fora do normal, a ótima classificação de Villeneuve foi um cala-boca e tanto nos lorpas e pascácios - como bem dizia Nelson Rodrigues.
E a Toyota na pole position em seu primeiro ano de Nascar, outra resposta e tanto aos críticos.
Autódromo não é a casa da sogra
Sei que muita gente fica revoltada e sentida - até hoje - com a destruição do Setor Norte do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, com pelo menos duas curvas extintas e uma arquibancada demolida para a construção de um Parque Aquático (que nunca mais foi usado) e uma Arena Multiuso (que ninguém quis administrar).
Autódromo, pra mim, é o lugar ideal para corridas de carro e moto. Nada mais além disso. Qualquer coisa fora dessa combinação já é "a casa da sogra". E se Jacarepaguá ficou assim, que dirá o Autódromo de Goiânia.
Inaugurado em 1973 (ou 1974, não sei ao certo), o circuito foi exemplo de boas instalações, com grande afluência de público e sede de provas de TODAS as categorias nacionais, além de três edições do GP do Brasil de Motovelocidade.
Hoje, lamentavelmente, o autódromo está à mingua e abandonado. A maior mostra desse desleixo aconteceu na última semana, quando aconteceu uma... Micareta!... em plena pista. O tal do "Carnagoiânia" arrasou as instalações do circuito, que já tinha sofrido reformas estimadas em R$ 500 mil e bancadas por Aurélio Baptista Félix, o dínamo da Fórmula Truck.
Como se não bastasse o vandalismo praticado pelos foliões, o trio elétrico do grupo baiano Asa de Águia incendiou-se no primeiro dia de "festa" e o acidente derreteu parte do asfalto. Antes dessa ridícula Micareta, o autódromo já tinha sediado dois eventos... de rodeio!
Quer dizer... Goiânia virou mesmo a casa da sogra. E o cheque de R$ 60 mil, que pagou o aluguel do autódromo para o evento, sem dúvida não vai cobrir os prejuízos enormes causados pelo vandalismo e pelo trio elétrico incendiado. Uma vergonha que sem dúvida revolta o piloto local Alencar Júnior, que batalhava para colocar o autódromo como sede de uma das duas últimas rodadas duplas da GT3 Brasil.
Fica a perguntinha básica no ar: onde está a autoridade da CBA nisso tudo? Será que ela não pode cobrar do presidente da Federação Goiana de Automobilismo (FAUGO), Ney Lins, atitudes drásticas? Acredito que os autódromos têm que ter seu uso PERIODICAMENTE supervisionado, queiram os proprietários ou não. Senão os riscos para pilotos e equipes tornam-se cada vez maiores e inesperados.
Pensemos nisso.
Autódromo, pra mim, é o lugar ideal para corridas de carro e moto. Nada mais além disso. Qualquer coisa fora dessa combinação já é "a casa da sogra". E se Jacarepaguá ficou assim, que dirá o Autódromo de Goiânia.
Inaugurado em 1973 (ou 1974, não sei ao certo), o circuito foi exemplo de boas instalações, com grande afluência de público e sede de provas de TODAS as categorias nacionais, além de três edições do GP do Brasil de Motovelocidade.
Hoje, lamentavelmente, o autódromo está à mingua e abandonado. A maior mostra desse desleixo aconteceu na última semana, quando aconteceu uma... Micareta!... em plena pista. O tal do "Carnagoiânia" arrasou as instalações do circuito, que já tinha sofrido reformas estimadas em R$ 500 mil e bancadas por Aurélio Baptista Félix, o dínamo da Fórmula Truck.
Como se não bastasse o vandalismo praticado pelos foliões, o trio elétrico do grupo baiano Asa de Águia incendiou-se no primeiro dia de "festa" e o acidente derreteu parte do asfalto. Antes dessa ridícula Micareta, o autódromo já tinha sediado dois eventos... de rodeio!
Quer dizer... Goiânia virou mesmo a casa da sogra. E o cheque de R$ 60 mil, que pagou o aluguel do autódromo para o evento, sem dúvida não vai cobrir os prejuízos enormes causados pelo vandalismo e pelo trio elétrico incendiado. Uma vergonha que sem dúvida revolta o piloto local Alencar Júnior, que batalhava para colocar o autódromo como sede de uma das duas últimas rodadas duplas da GT3 Brasil.
Fica a perguntinha básica no ar: onde está a autoridade da CBA nisso tudo? Será que ela não pode cobrar do presidente da Federação Goiana de Automobilismo (FAUGO), Ney Lins, atitudes drásticas? Acredito que os autódromos têm que ter seu uso PERIODICAMENTE supervisionado, queiram os proprietários ou não. Senão os riscos para pilotos e equipes tornam-se cada vez maiores e inesperados.
Pensemos nisso.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Perguntas que não querem calar
Algumas perguntas que insistem em pairar no ar depois dos treinos livres do Grande Prêmio da China:
- Por que Lewis Hamilton, apesar de todas as evidências do vídeo gravado por um torcedor em Fuji, analisado pela FIA, e depois excluído do Youtube, não recebeu a mesma punição que o inocente Sebastien Vettel?
- Por que Felipe Massa diz que não vai fazer corrida para ajudar Kimi Räikkönen, mesmo que este tenha chances remotas de título? Será que confia demais nos "padrinhos" que tem em Maranello?
- Por que os carros da BMW resolveram quebrar no fim do campeonato?
- Por que a Honda freou o desenvolvimento aerodinâmico dos carros da Super Aguri? Terá sido uma armadilha para não fazer da matriz uma equipe definitivamente pior que a filial?
- Por que Ralf Schumacher insiste em dizer que terá emprego em 2008?
- Por que se insiste tanto em se organizar corridas no Oriente?
- Por que querem ter um GP disputado à noite?
- Por que é que eu ainda me interesso por Fórmula 1 com tanta categoria legal pra assistir?
- Por que Lewis Hamilton, apesar de todas as evidências do vídeo gravado por um torcedor em Fuji, analisado pela FIA, e depois excluído do Youtube, não recebeu a mesma punição que o inocente Sebastien Vettel?
- Por que Felipe Massa diz que não vai fazer corrida para ajudar Kimi Räikkönen, mesmo que este tenha chances remotas de título? Será que confia demais nos "padrinhos" que tem em Maranello?
- Por que os carros da BMW resolveram quebrar no fim do campeonato?
- Por que a Honda freou o desenvolvimento aerodinâmico dos carros da Super Aguri? Terá sido uma armadilha para não fazer da matriz uma equipe definitivamente pior que a filial?
- Por que Ralf Schumacher insiste em dizer que terá emprego em 2008?
- Por que se insiste tanto em se organizar corridas no Oriente?
- Por que querem ter um GP disputado à noite?
- Por que é que eu ainda me interesso por Fórmula 1 com tanta categoria legal pra assistir?
Aviso aos navegantes
Aos que provavelmente estão empolgadíssimos pela vitória por 1 x 0 contra o líder e virtual campeão São Paulo, vai o seguinte recadinho: depois de dois jogos fora do time, Tiago Neves envergará a camisa 10 do Fluminense contra a urubuzada.
Outra coisa: estou adorando essa empolgação rubro-negra. Venceram ontem e já se acham invencíveis, ficam exaltando a presença de 59 mil torcedores no Maracanã, como se isso fosse algo de outro mundo.
Para quem enche a boca e diz que é a maior torcida, lotar estádio é obrigação.
Nós, tricolores, somos poucos. Mas somos bons. E já que os urubus se consideram favoritos no Fla-Flu de domingo, ótimo.
Não perdem por esperar...
Outra coisa: estou adorando essa empolgação rubro-negra. Venceram ontem e já se acham invencíveis, ficam exaltando a presença de 59 mil torcedores no Maracanã, como se isso fosse algo de outro mundo.
Para quem enche a boca e diz que é a maior torcida, lotar estádio é obrigação.
Nós, tricolores, somos poucos. Mas somos bons. E já que os urubus se consideram favoritos no Fla-Flu de domingo, ótimo.
Não perdem por esperar...
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Pequenas maravilhas - Batmóveis!

Sempre fui fã do seriado Batman, vibrava com a luta do Homem-Morcego e do Menino-Prodígio Robin para proteger Gotham City da Mulher Gato, do Charada, do Pingüim e do Coringa. Adoro aquelas onomatopéias (SOC! POW! ZING! BIFF!) que apareciam no programa de TV e como conseqüência, até comprei o DVD com o longa da dupla de super-heróis.
Mas o que mais me encantava, sem dúvida, era o Batmóvel (na foto acima), o carrão negro onde Batman e Robin se locomoviam, com toda a sorte de artefatos e dispositivos capazes de ajudá-los na perseguição aos eternos vilões que tiravam o sono da cidade e do comissário Gordon.
O tempo passou, passou e passou. Nos últimos 18 anos, inúmeras tentativas foram feitas para a magia reaparecer. Michael Keaton não convenceu no filme "O Retorno" como o Homem-Morcego, sem o Robin. Vieram Val Kilmer e - pasmem - George Clooney na produção onde Robin regressou, interpretado por Chris O'Donnell e que marcou a aparição da Batgirl.
Enfim... o que eu quero dizer é que os ares da modernidade tiraram a aura misteriosa do Batman e até a interpretação sobre sua dúbia sexualidade foi deixada de lado, já que nos três primeiros filmes os diretores insistiram em excluir Robin do imaginário das histórias do Homem-Morcego, como se ele não existisse.
E mesmo o Batmóvel foi totalmente descaracterizado em sua versão "muderna". Ficou feio, ruim, uma tranqueira só.

Mas ter tanto o velho Batmóvel quanto o novo por si só é algo que me orgulha. As duas miniaturas, a propósito, são em escala 1/64 e feitas pela Mattel.
Lucille
Até ontem estava em São Paulo, a trabalho. Mas depois de fazer o que tinha que fazer na terça-feira, fiquei com tempo livre. Mesmo que algumas pessoas furassem comigo - o que aconteceu de fato - não queria ficar no quarto de hotel esperando a hora de dormir chegar, quase parafraseando Raul Seixas e Paulo Coelho.
Pois bem: estava eu navegando pela internet e buscando opções na night paulistana. Fui vendo em bares com música, preferencialmente flashback e freqüentados por pessoas acima de 30 anos. E não é que o Bourbon Street estava entre eles?
Sempre quis conhecer o templo do blues e do jazz em SP e como eu não tinha nada a perder, tomei um bom banho, vesti-me e mandei o taxista tocar para a rua do bar, em Moema.
Cheguei lá timidamente, a casa estava praticamente lotada, sentei-me encostado no balcão e comecei a tomar um chopp de Stella Artois atrás do outro, esperando pela "atração" da terça: um grupo que tocaria Bee Gees.
E que boa surpresa! Os caras são sobretudo competentes e afora uma ridícula piada sobre laranjada que eles resolveram contar no meio de uma música, cantaram e tocaram muito bem todos os hits dos irmãos Gibb - sem esquecer do característico falsete deles.
Conheci muita gente boa, também: o Sidnei, que trabalha no Jurídico da TV Cultura, as animadíssimas Simone (roqueira como eu) e Mônica e a simpaticíssima Elizete. Quem disse que paulistano não pode se dar bem com carioca?
E como lembrança agradabilíssima desta noite, eis a foto de Lucille, a Gibson SG eternizada pelo genial B. B. King, que assim passou a batizar sua guitarra depois que salvou-a num incêndio de um bar de madeira no Tennessee, onde dois homens brigaram por causa de uma mulher chamada... Lucille.

Clip da semana: "We're going wrong"
O editor senior da Rolling Stone estadunidense, David Fricke, tem toda razão quando qualifica a música abaixo como a mais bela canção do Cream.
"We're going wrong" é o tema típico para ilustrar uma típica briga de casal, onde os dois acham que estão certos - mas ao mesmo tempo sabem que estão errados. E não é uma experiência irreal, foi vivida pelo baixista Jack Bruce, que saiu no pau com a esposa e enquanto esfriava a cabeça, rapidamente teve a idéia da letra e da melodia. É uma das raríssimas composições dele com Pete Brown onde este último pouco ou quase nada contribuiu.
Como bem dito no DVD que conta a história do clássico album Disraeli Gears, do qual a canção faz parte, Bruce vai e volta em escalas com os vocais. "E parece não querer chegar em nenhum lugar", explica Fricke. E embora o baixo pulsante de Jack e a guitarra vigorosa de Eric Clapton estejam ali, a ação da música está toda nos ton-tons da bateria de Ginger Baker. Um show, uma aula de música bem-tocada, para ninguém botar defeito.
Falo isso como fã extremado do Cream e dos três músicos, individualmente. E para quem não conhece, esta é uma excelente oportunidade para ouvir "We're going wrong".
"We're going wrong" é o tema típico para ilustrar uma típica briga de casal, onde os dois acham que estão certos - mas ao mesmo tempo sabem que estão errados. E não é uma experiência irreal, foi vivida pelo baixista Jack Bruce, que saiu no pau com a esposa e enquanto esfriava a cabeça, rapidamente teve a idéia da letra e da melodia. É uma das raríssimas composições dele com Pete Brown onde este último pouco ou quase nada contribuiu.
Como bem dito no DVD que conta a história do clássico album Disraeli Gears, do qual a canção faz parte, Bruce vai e volta em escalas com os vocais. "E parece não querer chegar em nenhum lugar", explica Fricke. E embora o baixo pulsante de Jack e a guitarra vigorosa de Eric Clapton estejam ali, a ação da música está toda nos ton-tons da bateria de Ginger Baker. Um show, uma aula de música bem-tocada, para ninguém botar defeito.
Falo isso como fã extremado do Cream e dos três músicos, individualmente. E para quem não conhece, esta é uma excelente oportunidade para ouvir "We're going wrong".
Um novo mercado
A lista de pilotos com passagem pelas categorias de monoposto que vão para a Nascar não pára de crescer.
Juan Pablo Montoya foi o primeiro e, questionado, o colombiano aceitou o desafio. Estreou muito bem com um carro da ARCA Series em Talladega e já venceu corridas tanto na Busch Series quanto na Nextel Cup.
O jovem estadunidense AJ Allmendinger vai comendo o pão que o diabo amassou em 2007. Trocou a Forsythe, onde vencia corridas e tinha chances de destronar Sébastien Bourdais do título da ChampCar, por um contrato com a Red Bull na Nascar. Como estreante, tem dificuldades para se classifcar nas corridas e quando consegue, conquista resultados discretos - e por que não dizer, sofríveis.
Jacques Villeneuve, tão polêmico quanto Montoyucho, fez sua primeira aparição com um Toyota da Truck Series e não comprometeu. Quer correr em Talladega pela divisão principal, num arroubo de audácia que deixou os pilotos da Nascar de cabelo em pé e os fãs torcendo o nariz para sua decisão. No Orkut e nos fóruns da vida, Jacques é chamado de besta pra baixo.
Eu sou um dos poucos que o defende. O canadense de bobo nada tem. Venceu 500 Milhas de Indianápolis e tem noção de corrida em oval. Há gente pior que ele na Nascar e ninguém fala nada.
Scott Speed, execrado na Toro Rosso e dono de uma passagem apagada na Fórmula 1, também mira na categoria estadunidense como seu objetivo futuro. O primeiro passo também será dado na ARCA Series, exatamente em Talladega.
E é lá que Dario Franchitti vai começar sua trajetória com os Stock Cars. O escocês de 34 anos assinou hoje um contrato de longa duração com a Chip Ganassi Racing e estréia imediatamente pela equipe. Na divisão principal, ele comporá equipe com Montoya e Reed Sorenson.
O anúncio da saída de Franchitti da Green para a Ganassi o elimina da disputa da Petit Le Mans no próximo sábado, em Road Atlanta. Seu substituto já foi escolhido: é Vítor Meira, que ano passado ajudou a Highcroft Racing a ser 3ª colocada na classificação geral com um MG Lola EX257. Agora o brasiliense vai de Acura ARX01-A, junto com Bryan Herta e Tony Kanaan.
Juan Pablo Montoya foi o primeiro e, questionado, o colombiano aceitou o desafio. Estreou muito bem com um carro da ARCA Series em Talladega e já venceu corridas tanto na Busch Series quanto na Nextel Cup.
O jovem estadunidense AJ Allmendinger vai comendo o pão que o diabo amassou em 2007. Trocou a Forsythe, onde vencia corridas e tinha chances de destronar Sébastien Bourdais do título da ChampCar, por um contrato com a Red Bull na Nascar. Como estreante, tem dificuldades para se classifcar nas corridas e quando consegue, conquista resultados discretos - e por que não dizer, sofríveis.
Jacques Villeneuve, tão polêmico quanto Montoyucho, fez sua primeira aparição com um Toyota da Truck Series e não comprometeu. Quer correr em Talladega pela divisão principal, num arroubo de audácia que deixou os pilotos da Nascar de cabelo em pé e os fãs torcendo o nariz para sua decisão. No Orkut e nos fóruns da vida, Jacques é chamado de besta pra baixo.
Eu sou um dos poucos que o defende. O canadense de bobo nada tem. Venceu 500 Milhas de Indianápolis e tem noção de corrida em oval. Há gente pior que ele na Nascar e ninguém fala nada.
Scott Speed, execrado na Toro Rosso e dono de uma passagem apagada na Fórmula 1, também mira na categoria estadunidense como seu objetivo futuro. O primeiro passo também será dado na ARCA Series, exatamente em Talladega.
E é lá que Dario Franchitti vai começar sua trajetória com os Stock Cars. O escocês de 34 anos assinou hoje um contrato de longa duração com a Chip Ganassi Racing e estréia imediatamente pela equipe. Na divisão principal, ele comporá equipe com Montoya e Reed Sorenson.
O anúncio da saída de Franchitti da Green para a Ganassi o elimina da disputa da Petit Le Mans no próximo sábado, em Road Atlanta. Seu substituto já foi escolhido: é Vítor Meira, que ano passado ajudou a Highcroft Racing a ser 3ª colocada na classificação geral com um MG Lola EX257. Agora o brasiliense vai de Acura ARX01-A, junto com Bryan Herta e Tony Kanaan.
Sem dó
Em grande fase no Campeonato Brasileiro, apesar de terem uma defesa capaz de causar os maiores arrepios no torcedor, o Cruzeiro vê a Libertadores cada vez mais próxima - e em situação oposta, o título cada vez mais distante, por causa dos 12 pontos de diferença entre a Raposa e o tricolor paulista.

Além do mais, a situação do Atlético - o eterno rival - inspira todo o tipo de piadas, afora que nos dois confrontos entre as duas equipes, quem venceu foi o Cruzeiro, em viradas sensacionais.
A mais recente é esta aqui abaixo, cortesia de um amigo cruzeirense cujo nome vou omitir.
Como ele diz... "se bobear este filme ganha dois Oscars, de roteiro e melhor ator!"
Faz sentido.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Melhorando...
Não é nada, não é nada... mas as notícias em torno das 1000 Milhas vão começando a surgir e o panorama - que parecia desalentador - pode dar uma clareada.
Surgiu um rumor no site Mariantic que a categoria LMGT1 - que não tinha ninguém a fim de vir para o Brasil - pode ter no barato quatro equipes inscritas, o que pelo menos tornaria a corrida válida para o campeonato com os pontos contados pela metade.
As quatro equipes seriam a Luc Alphand Aventures, a Larbre Competition, a Oreca (já campeã da divisão) e a Konrad Motorsport - cujo proprietário Franz Konrad é amicíssimo do organizador da corrida, Antonio Herrmann.
Também já ouvi rumores de que a Pescarolo pode trazer um segundo protótipo, cujas três vagas seriam leiloadas a pilotos brasileiros - e há interessados, pelo que consta. Um deles seria um piloto de GP2.
E que algumas equipes ainda vão decidir suas presenças depois da Petit Le Mans do próximo sábado.
O panorama, que estava aterrador, vai clareando. Melhor assim...
Surgiu um rumor no site Mariantic que a categoria LMGT1 - que não tinha ninguém a fim de vir para o Brasil - pode ter no barato quatro equipes inscritas, o que pelo menos tornaria a corrida válida para o campeonato com os pontos contados pela metade.
As quatro equipes seriam a Luc Alphand Aventures, a Larbre Competition, a Oreca (já campeã da divisão) e a Konrad Motorsport - cujo proprietário Franz Konrad é amicíssimo do organizador da corrida, Antonio Herrmann.
Também já ouvi rumores de que a Pescarolo pode trazer um segundo protótipo, cujas três vagas seriam leiloadas a pilotos brasileiros - e há interessados, pelo que consta. Um deles seria um piloto de GP2.
E que algumas equipes ainda vão decidir suas presenças depois da Petit Le Mans do próximo sábado.
O panorama, que estava aterrador, vai clareando. Melhor assim...
Viagem, divórcio e casamento
Estou em São Paulo para fechar e participar do Linha de Chegada, programa do cracaço Reginaldo Leme, nos dois dias - terça e quinta - então vim para cá com o coração na mão porque desde maio não viajo de avião e faz pouco mais de dois meses que aconteceu a tragédia do vôo 3054 da TAM (por sinal a mesma companhia aérea que me transportou até aqui)...
Exceto pelo "cagaço", foi uma viagem sossegadíssima, com um céu azul de brigadeiro até a chegada ao litoral paulista, onde as nuvens já tomavam conta do horizonte. A aeronave pousou legal e, bem... cá estou.
Mal chego aqui e abro os sites de notícias sobre automobilismo e já me deparo com um divórcio que estava anunciado há meses: Ralf Schumacher deixa a Toyota depois de três anos, muitas promessas, pouquíssimos resultados positivos e uma temporada de 2007 fraca, muito abaixo das expectativas. O irmão mais novo do heptacampeão desonrou o sobrenome que foi sinônimo de conquistas entre 1992 e 2006, e dificilmente terá onde correr na Fórmula 1 ano que vem - até porque é um piloto "caro" e nenhuma equipe de segundo time lhe pagará o que os japoneses lhe oferecem de salário.
Por outro lado, um casamento está prestes a começar: a Prodrive anunciou que será o time B da McLaren. Possivelmente receberão o chassi MP4/22 deste ano e motores Mercedes-Benz. A grana, ao que indica, já chegou. Tudo aponta para que Pedro de la Rosa seja um dos pilotos. O outro é que é a duvida: Wurz? Paffett? Sutil?
Exceto pelo "cagaço", foi uma viagem sossegadíssima, com um céu azul de brigadeiro até a chegada ao litoral paulista, onde as nuvens já tomavam conta do horizonte. A aeronave pousou legal e, bem... cá estou.
Mal chego aqui e abro os sites de notícias sobre automobilismo e já me deparo com um divórcio que estava anunciado há meses: Ralf Schumacher deixa a Toyota depois de três anos, muitas promessas, pouquíssimos resultados positivos e uma temporada de 2007 fraca, muito abaixo das expectativas. O irmão mais novo do heptacampeão desonrou o sobrenome que foi sinônimo de conquistas entre 1992 e 2006, e dificilmente terá onde correr na Fórmula 1 ano que vem - até porque é um piloto "caro" e nenhuma equipe de segundo time lhe pagará o que os japoneses lhe oferecem de salário.
Por outro lado, um casamento está prestes a começar: a Prodrive anunciou que será o time B da McLaren. Possivelmente receberão o chassi MP4/22 deste ano e motores Mercedes-Benz. A grana, ao que indica, já chegou. Tudo aponta para que Pedro de la Rosa seja um dos pilotos. O outro é que é a duvida: Wurz? Paffett? Sutil?
domingo, 30 de setembro de 2007
Mau começo
Começa mal a terceira temporada da A1GP, a Copa do Mundo de Automobilismo, para a equipe brasileira capitaneada por Emerson Fittipaldi.
Sérgio Jimenez, o excelente piloto brasileiro que foi apeado da GP2 por falta de dinheiro, pegou um tremendo "rabo de foguete" que é andar num carro que ano passado praticamente não conquistou resultados. Houve mudanças de engenharia, segundo dizem, e talvez alguma coisa melhorasse.
Não foi o caso: na corrida curta de Zandvoort, que abriu a temporada neste domingo, Sérgio não foi além do 13o. lugar. A vitória ficou com a África do Sul e Adrian Zaugg, que saiu na pole position. Loic Duval foi o segundo, representando a França e os mais de 40 mil pagantes ficaram felicíssimos com o pódio conquistado pelo herói local Jeroen Bleekmolen, depois de bela briga com o suíço Neel Jani e o mexicano Salvador Durán.
Neste momento, tá rolando a corrida longa e pelo menos o Brasil já alcançou no seu início a liderança. Mas agora a ponta é da Grã-Bretanha, com Oliver Jarvis.
Ah... a propósito... já são 11 da manhã. Cadê o compacto que a Rede TV! prometeu?!?
Sérgio Jimenez, o excelente piloto brasileiro que foi apeado da GP2 por falta de dinheiro, pegou um tremendo "rabo de foguete" que é andar num carro que ano passado praticamente não conquistou resultados. Houve mudanças de engenharia, segundo dizem, e talvez alguma coisa melhorasse.
Não foi o caso: na corrida curta de Zandvoort, que abriu a temporada neste domingo, Sérgio não foi além do 13o. lugar. A vitória ficou com a África do Sul e Adrian Zaugg, que saiu na pole position. Loic Duval foi o segundo, representando a França e os mais de 40 mil pagantes ficaram felicíssimos com o pódio conquistado pelo herói local Jeroen Bleekmolen, depois de bela briga com o suíço Neel Jani e o mexicano Salvador Durán.
Neste momento, tá rolando a corrida longa e pelo menos o Brasil já alcançou no seu início a liderança. Mas agora a ponta é da Grã-Bretanha, com Oliver Jarvis.
Ah... a propósito... já são 11 da manhã. Cadê o compacto que a Rede TV! prometeu?!?
Tales of Fuji
O bravo Hamilton: a caminho de fazer história na Fórmula 1O que dizer depois da corrida desta madrugada?!?
A chuva que desde sábado assolou o Fuji Speedway foi o ingrediente que a Fórmula 1 precisava para produzir mais uma daquelas situações onde os espectadores no autódromo e na telinha perderam o fôlego do início ao fim.
O anticlímax provocado por 18 voltas atrás do Safety Car foi um tremendo contraste com as últimas voltas de disputas sensacionais - a dos nórdicos e compatriotas Kovalainen e Räikkönen pela segunda posição, e depois a briga suicida entre Felipe Massa e Robert Kubica pelo sexto lugar.
Estes e outros ingredientes rechearam a conquista de Lewis Hamilton, que agora coloca uma de suas duas mãos na taça. Com 12 pontos de vantagem, o rookie britânico também contou com a sorte, pois Fernando Alonso - seu "companheiro" de equipe e principal antagonista na briga pelo título, bateu na 41a. volta e interrompeu uma seqüência de 14 corridas seguidas nos pontos.
Só mesmo um acidente para provocar o primeiro abandono da McLaren neste ano, aliás.
Só mesmo um acidente inverossímil para tirar dois dos melhores pilotos da corrida - Mark Webber e Sebastian Vettel, com o choro deste último, que perderá 10 posições no grid na China.
Só uma corrida como esta onde gente como David Coulthard ainda pode mostrar talento e conquistar um belo resultado.
E só uma corrida como estas para proporcionar à mirrada Spyker seu primeiro ponto na Fórmula 1!
É bem verdade que isto aconteceu graças a uma punição imposta a Vitantonio Liuzzi, mas não há como negar que desde Monza o carro da equipe holandesa melhorou bastante e Adrian Sutil é um piloto de muito talento.
No fim das contas, fica a certeza de que este título ninguém mais tira de Lewis Hamilton. Pois se é para ser feita justiça, que a taça fique então com o único dos três pilotos da McLaren que ficou com sua imagem imaculada após o "Stepneygate". E querem saber? Merece.
A chuva que desde sábado assolou o Fuji Speedway foi o ingrediente que a Fórmula 1 precisava para produzir mais uma daquelas situações onde os espectadores no autódromo e na telinha perderam o fôlego do início ao fim.
O anticlímax provocado por 18 voltas atrás do Safety Car foi um tremendo contraste com as últimas voltas de disputas sensacionais - a dos nórdicos e compatriotas Kovalainen e Räikkönen pela segunda posição, e depois a briga suicida entre Felipe Massa e Robert Kubica pelo sexto lugar.
Estes e outros ingredientes rechearam a conquista de Lewis Hamilton, que agora coloca uma de suas duas mãos na taça. Com 12 pontos de vantagem, o rookie britânico também contou com a sorte, pois Fernando Alonso - seu "companheiro" de equipe e principal antagonista na briga pelo título, bateu na 41a. volta e interrompeu uma seqüência de 14 corridas seguidas nos pontos.
Só mesmo um acidente para provocar o primeiro abandono da McLaren neste ano, aliás.
Só mesmo um acidente inverossímil para tirar dois dos melhores pilotos da corrida - Mark Webber e Sebastian Vettel, com o choro deste último, que perderá 10 posições no grid na China.
Só uma corrida como esta onde gente como David Coulthard ainda pode mostrar talento e conquistar um belo resultado.
E só uma corrida como estas para proporcionar à mirrada Spyker seu primeiro ponto na Fórmula 1!
É bem verdade que isto aconteceu graças a uma punição imposta a Vitantonio Liuzzi, mas não há como negar que desde Monza o carro da equipe holandesa melhorou bastante e Adrian Sutil é um piloto de muito talento.
No fim das contas, fica a certeza de que este título ninguém mais tira de Lewis Hamilton. Pois se é para ser feita justiça, que a taça fique então com o único dos três pilotos da McLaren que ficou com sua imagem imaculada após o "Stepneygate". E querem saber? Merece.
sábado, 29 de setembro de 2007
Pequenas maravilhas X - Tyrrell 004 Lucky Strike

Eis uma raridade e tanto aqui no Saco de Gatos. Cortesia do leitor Caio Gruber, de Curitiba. Trata-se de uma miniatura de um Tyrrell 004 pintado com as cores dos cigarros Lucky Strike, em escala 1/18, fabricada pela Exoto.
Há um nome em destaque, como identificado no periscópio (tomada de ar) do motor Cosworth e a dúvida do Caio é se este Alex Blignaut chegou a correr com esse carro na F-1.
A resposta é não. Blignaut tentou competir em 1965, apenas, com um Cooper-Climax T55, no GP da África do Sul - mas não correu. Na verdade, como pude apurar, ele era o dono deste Tyrrell 004 e alinhou o carro na corrida de Kyalami em 1973 para o piloto local Eddie Keizan, que classificou-se em 22o. no grid e chegou em décimo-terceiro.
Foi a única aparição de Alex Blignaut como chefe de equipe na Fórmula 1. Em 2001, aos 68 anos de idade, ele lamentavelmente faleceu num acidente onde foi eletrocutado.
Ansiedade
Insistiram para que eu saísse, fosse pra umas festas, dançar, me divertir. Mas como ontem já fiz isso, então posso declinar todos os convites feitos - e foram mais de um.
Tudo porque nesta madrugada tem a Fórmula 1 e o GP do Japão, decisivo como têm sido os últimos desde a decisão da FIA em excluir a McLaren do campeonato e manter Alonso e Hamilton na disputa de pilotos - que de mais a mais é o que interessa.
A corrida de Fuji, a primeira no circuito depois de 30 anos, promete ser bem interessante. A classificação foi "aquática". Choveu muito e o treino livre matinal, o terceiro do fim de semana, foi cancelado. Aí na sessão oficial, brilharam não só o pole position Lewis Hamilton - que igualou Felipe Massa com sua 5a. pole do ano - como também Jenson Button, que andou muito com a Honda e Sebastian Vettel, excepcional com o Toro Rosso-Ferrari.
Hamilton e Alonso, que trocaram farpas durante a semana, faziam cara de "bons amigos" após a qualificação. Garantem que ao contrário do que já aconteceu em outros anos, com pilotos da McLaren cujos nomes todos nós estamos carecas de saber, os dois não vão se auto-eliminar na primeira curva.
Até porque se o fizessem, seriam duas bestas de entregar de presente a vitória para Kimi Raikkönen, que se aproximaria de ambos na briga pelo título.
Tomara que a corrida seja boa. A pista de Fuji é muito técnica e premia os pilotos com maior "manha" na guiada.
E para tornar tudo mais interessante, olhei um site e a previsão é de... chuva! A temperatura na região vai oscilar entre 12 e 15 graus.
Tudo porque nesta madrugada tem a Fórmula 1 e o GP do Japão, decisivo como têm sido os últimos desde a decisão da FIA em excluir a McLaren do campeonato e manter Alonso e Hamilton na disputa de pilotos - que de mais a mais é o que interessa.
A corrida de Fuji, a primeira no circuito depois de 30 anos, promete ser bem interessante. A classificação foi "aquática". Choveu muito e o treino livre matinal, o terceiro do fim de semana, foi cancelado. Aí na sessão oficial, brilharam não só o pole position Lewis Hamilton - que igualou Felipe Massa com sua 5a. pole do ano - como também Jenson Button, que andou muito com a Honda e Sebastian Vettel, excepcional com o Toro Rosso-Ferrari.
Hamilton e Alonso, que trocaram farpas durante a semana, faziam cara de "bons amigos" após a qualificação. Garantem que ao contrário do que já aconteceu em outros anos, com pilotos da McLaren cujos nomes todos nós estamos carecas de saber, os dois não vão se auto-eliminar na primeira curva.
Até porque se o fizessem, seriam duas bestas de entregar de presente a vitória para Kimi Raikkönen, que se aproximaria de ambos na briga pelo título.
Tomara que a corrida seja boa. A pista de Fuji é muito técnica e premia os pilotos com maior "manha" na guiada.
E para tornar tudo mais interessante, olhei um site e a previsão é de... chuva! A temperatura na região vai oscilar entre 12 e 15 graus.
1.200 km
Abro o site Grande Prêmio e me deparo com a decisão das montadoras em acatar uma mudança na regra da quilometragem dos motores para o futuro.
A partir de 2010, as unidades mecânicas vão poder ser usadas a cada quatro corridas - ou seja, 1.200 km de durabilidade. A potência de cada motor (que continuará sendo V-8) deve oscilar na casa de 675 HP. Graças a um "Sistema de Recuperação de Energia Cinética", 80 HP a mais serão despejados sob forma de um botão tipo nitro.
Depreende-se que, daqui a três anos, o calendário da Fórmula 1 será inchado para 20 corridas, para que as equipes usem em cada carro um mínimo de cinco motores / ano.
Eu não gosto da idéia. Se pelo lado dos custos é algo válido, a idéia de aumentar a vida útil para uma quilometragem equivalente ao percurso Rio-Brasília, é muito esquisita. Numa Fórmula 1 onde quase ninguém mais quebra, nada mais ridículo.
Mas trata-se de uma opinião sem a menor importância diante deste universo macro de "gato-mestres" do automobilismo.
A partir de 2010, as unidades mecânicas vão poder ser usadas a cada quatro corridas - ou seja, 1.200 km de durabilidade. A potência de cada motor (que continuará sendo V-8) deve oscilar na casa de 675 HP. Graças a um "Sistema de Recuperação de Energia Cinética", 80 HP a mais serão despejados sob forma de um botão tipo nitro.
Depreende-se que, daqui a três anos, o calendário da Fórmula 1 será inchado para 20 corridas, para que as equipes usem em cada carro um mínimo de cinco motores / ano.
Eu não gosto da idéia. Se pelo lado dos custos é algo válido, a idéia de aumentar a vida útil para uma quilometragem equivalente ao percurso Rio-Brasília, é muito esquisita. Numa Fórmula 1 onde quase ninguém mais quebra, nada mais ridículo.
Mas trata-se de uma opinião sem a menor importância diante deste universo macro de "gato-mestres" do automobilismo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Belle époque



O amigo Ingo Hofmann envia três flagrantes sensacionais de uma prova realizada em Curitiba, no dia 28 de março de 1969. Na primeira imagem, em primeiro plano, as duas Alfa Romeo #23 e #25 da equipe Jolly-Gancia comandando um pelotão onde, se não me engano, havia um protótipo AC-Volkswagen.
Na segunda e terceira fotos, com o grid visto de ângulos diferentes, dá pra ver todo tipo de carro: Carreteras, Fuscas, Protótipos, num vale-tudo que só traz para os aficionados do esporte um sentimento profundo de saudade.
Na segunda e terceira fotos, com o grid visto de ângulos diferentes, dá pra ver todo tipo de carro: Carreteras, Fuscas, Protótipos, num vale-tudo que só traz para os aficionados do esporte um sentimento profundo de saudade.
Assinar:
Postagens (Atom)