domingo, 13 de maio de 2007

Pitacos futebolísticos

Porque o mundo (ainda) é redondo, vamos aos pitacos futebolísticos sobre o início do Brasileirão.

A Série B, que não tem a pujança de outros anos - que falta faz um grande time rebaixado, começou com tudo. Foram dez jogos e 39 gols! Média inacreditável e artilheiros com pontaria afiadíssima. Clodoaldo, do Criciúma, fez três na vitória sobre o São Caetano por 3 x 2. O incansável Sorato, 37 anos, mostrou seu velho faro na goleada do Vitória sobre o Avaí por 5 a 1.

Ceará e CRB faturaram, respectivamente, Ituano e Santo André fora de casa. O Coritiba começou perdendo mas se impôs diante do Paulista de Jundiaí. E o Brasiliense, adversário do Fluminense na semifinal da Copa do Brasil, mostrou poder de reação: perdia para o Marília por dois a zero e nos minutos finais buscou o empate.

Sobre a Série A, que começou com três jogos e quinze gols no total, um ponto negativo e outro positivo entre os clubes semifinalistas da CB que jogam na quarta.

O negativo, evidentemente, fica para o Figueirense, que foi sacudido pelo Atlético Paranaense por 6 x 3. A opção de Mario Sérgio em escalar meio time reserva contra o rubro-negro de Curitiba foi um tiro que saiu pela culatra. É algo que desestabiliza o alvinegro catarinense e dá chance para o Botafogo tentar a vitória em Florianópolis para decidir no Rio.

Aqui no Rio, o Fluminense também foi a campo com alguns desfalques e fez um primeiro tempo medíocre, levando de cara 2 x 0 do Cruzeiro com gols de Nenê e Gabriel. O goleiro Fernando Henrique mostrou a vocação de sempre para aceitar chutes de longa distância. Joga adiantado, coloca-se mal e oferece o gol à vontade para o adversário.

Perto do fim do primeiro tempo, o árbitro Wallace Valente, que já não dera um pênalti de Gladstone em Lenny, apitou uma infração na grande área do goleiro Lauro no atacante tricolor. Carlos Alberto, perseguido e vaiado pela torcida graças ao seu individualismo extremo, cobrou bem e diminuiu.

No segundo tempo, o péssimo Rafael Moura (alguém terá coragem de rescindir o contrato deste bonde?) deu lugar a Rodrigo Tiuí, que continua achando que é craque, sem ser. Com um ataque "de riso" em campo, coube a Cícero, que ontem fez boa partida, quase se deitar no gramado para fazer um gol de cabeça e empatar o jogo. Um resultado que mostrou o poder de reação do Flu e que Renato começa a dar uma cara de time ao tricolor, que não tinha com os incompetentes Joel Santana e PC Gusmão.

E no Morumbi deserto, sem público, o São Paulo venceu com autoridade o Goiás com um belo gol de Jorge Vágner e outro de Rogério Ceni, de pênalti. O tricolor paulista já larga na frente tentando mais um título brasileiro e o Goiás, que jogou com treinador interino, já terá o gaúcho Paulo Bonamigo no comando do time na segunda rodada, contra o Flamengo.

O novo alemão

Ontem a vitória escapou. Hoje, não. Timo Glock saiu da sétima posição para a quadriculada do primeiro lugar na quarta etapa da GP2 em Barcelona. De quebra, o piloto da iSport já soma 31 pontos e lidera o campeonato com treze de vantagem para os dois vice-líderes - o brasileiro Bruno Senna (Arden) e o italiano Luca Filippi (Super Nova).
Senna fez, neste domingo, outra corrida inteligente pensando nos pontos. Foi quarto, mesmo exercendo alguma pressão sobre Lucas di Grassi e Javier Villa no fim. Prevaleceu a ótima performance do piloto espanhol de 19 anos, que conquistou seu melhor resultado na categoria, depois de largar na pole position.

Sérgio Jimenez fez mais dois pontos e Giorgio Pantano levou o último do fim de semana, depois de largar em vigésimo-primeiro em excelente recuperação.

Próxima parada: Mônaco.

Coisa feia

O amigo e também jornalista Rodrigo Favoretto levantou uma lebre interessante por meio de uma resposta a uma das últimas postagens: teria a McLaren andado num teste em Monza, lá pelos anos 90, com um bico dianteiro alto ao estilo Tyrrell.

A resposta é positiva. Os engenheiros da McLaren, então liderados por Neil Oatley, fizeram um estudo de aerodinâmica no complicado chassi MP4/5 e testaram o tal bico alto na pista italiana, até hoje a mais rápida da Fórmula 1, com Ayrton Senna ao volante.

Só que era melhor que não tivessem feito isso. Porque pela foto abaixo, a gente percebe que o bico era esteticamente horroroso e foi uma solução que não deu certo. Tanto que a McLaren só usaria o bico alto em 1995, no malfadado modelo MP4/10, o primeiro da safra com motores Mercedes-Benz.

Coisinha feia, não é não?

Quem é a fera?

A equipe Gledson, lendária no automobilismo brasileiro nos anos 70, não teve só Nelson Piquet e Alfredo Guaraná Menezes na Super Vê, que depois se chamaria Fórmula Volkswagen 1600.

É o que denuncia a foto abaixo. E eu pergunto: quem é a fera ao volante do Polar número 90.


Pra aumentar a dificuldade da charada: quem fazia o motor desse carro?
Ao trabalho, moçada!

sábado, 12 de maio de 2007

No muro

Um dos meus leitores me garantiu que se eu metesse o bedelho na discussão sobre Stock Car que acham que rolou na internet entre o Lívio Oricchio e o Flávio Gomes, a audiência do meu blog subiria 2000%.

Mas não vou. E motivos não me faltam.

Primeiro, porque tem uma questão hierárquica que me impede de criticar escancaradamente um produto que pertence à emissora em que trabalho. Poderia fazer ressalvas a grande parte do que o Flavinho escreveu - e ele tem coragem pra isso porque nunca lhe faltou, aliás.

Mas não vou.

Não é questão de covardia. Nem de comodismo. É simples: num país como este, é bom ficar sem emprego? Acho que não, concordam?

E eu não vou fazer força contrária para ser demitido. Melhor - prefiro matar um leão por dia, que é o que normalmente faço (aliás, ao longo de nove anos trabalhando com carteira assinada pela Globo, o que mais fiz foi engolir sapo e matar leão).

Sábias as palavras de uma pessoa que apostou muito - e acredito que ainda aposta - em mim e que me disse pra ter paciência. E muita.

E por ter paciência, relevo sempre alguma bobagem que leio, especialmente sobre automobilismo e principalmente sobre a Globo e o Sportv.

Freqüentemente vejo nos fóruns da vida e no Orkut acusações de que somos o câncer do esporte em quatro e duas rodas, porque compramos os direitos dos eventos e não os transmitimos ao vivo. Mas isso não é problema meu, é questão de opção.

O Sportv é mais flexível, tem uma grade mais maleável que a Globo e é por isso que na TV aberta, hoje, só há espaço para a Fórmula 1 e a Stock Car, uma categoria que tem merecido desde 2000 um espaço que só a Bandeirantes (na época em que o diretor de esportes chamava-se Reynaldo Campello) com toda a justiça conseguia proporcionar para o telespectador.

E mesmo assim o público não entende porque a Clio só passa em VT, ou a Stock Júnior tem apenas um compacto de 15 minutos, ou o início do campeonato da GP2 não tem sido ao vivo.

O importante, meus caros, é ter automobilismo no ar. Não importa como. Claro que para o patrocinador, vale o retorno do investimento ali, ao vivo, em prime time de preferência. Porém, se a marca de quem coloca o dinheiro, a bufunfa, aparece para mais de 100 mil telespectadores em um plano bastante considerável, pode ter certeza que haverá satisfação garantida pelo investimento feito.

Nesse fim de semana, vão chover críticas à Globo porque ela vai interromper o GP da Espanha de F-1 para transmitir direto de Aparecida do Norte a missa do papa Bento 16. Mas esperavam o quê? Quando João Paulo II veio aqui por três vezes e rezou dezenas de missas campais - uma delas histórica, no Aterro do Flamengo, em 1980, a Globo dedicou vasto espaço à visita de Sua Santidade. Ou será que terei que apelar ao fato de que Dom Hélder Câmara foi padrinho de um dos filhos do Dr. Roberto Marinho?

Também fui questionado várias vezes se o Sportv transmitiria a corrida e tive que ser enfático. "Não, porque o contrato não permite. E ponto final."

O torcedor brasileiro vai praguejar e espernear se o Felipe Massa vencer a corrida. Mas há que dar o devido desconto, porque o campeonato não está ainda na fase decisiva - é a quarta prova apenas - e muita coisa ainda vai rolar. Se fosse uma prova importante, eu até entenderia a irritação.

Mas não é motivo para tanto.

E podem me apedrejar. Quanto mais críticas, melhor.

Marmelagem

O título do tópico é uma mistura básica de marmelada com sacanagem.

Que foi o que rolou há cinco anos, num Dia das Mães (como este domingo de Fórmula 1), em 12 de maio.

Foi o dia do GP da Áustria. Dia em que eu vi, depois de 24 anos acompanhando a categoria máxima, a maior prova de falta de ética que uma equipe automobilística foi capaz de conceber.

Não havia cabimento para tanto. A corrida era, salvo engano, a quinta de um total de 17 previstas para um campeonato que, como se sabia de antemão, iria ser ganho com um pé nas costas por Michael Schumacher.

Mas pra que mandar o Rubens, que dominara aquele fim de semana inteiro, de forma incontestável, deixar o alemão passá-lo na última curva da última volta? Pra fazer os torcedores austríacos, brasileiros e não sei mais de onde se sentindo feito palhaços?

Eu estava na produção da corrida pela Globo na época, e tudo já estava engatilhado para o Tema da Vitória, para um Feliz Dia das Mães para D. Idely, mãe do Rubens Barrichello.

E aí entrou a mão maquiavélica do baixinho Jean Todt, a mesma que em 1989 jogou para os ares em Gao, no Mali, uma moeda que definiu o Paris-Dakar em favor de Ari Vatanen, que se matava diariamente para superar Jacky Ickx como tinha que ser: no braço, na disputa. Mas prevaleceu o bom senso e Ickx, para mostrar que poderia (e deveria) vencer, liderou até o último metro da última especial.

Sabem o que ele fez?

Saltou do carro, fez a típica mesura de "passe por favor" e Vatanen venceu.

Ou seja: o que o francês praticara enquanto dirigente da Peugeot, veio à tona como todo-poderoso da Ferrari. Via rádio, ele encheu os ouvidos de Barrichello de abobrinha. Nelson Piquet, com sua autoridade de tricampeão, teria dito que "se fosse ele, mandaria todo mundo à merda". Típico dele, é verdade. Mas Barrichello merecia responder algo do tipo:

"Fui melhor durante todo o fim de semana e quem tem que vencer sou eu."

Seria uma demonstração de personalidade e de força psicológica que ele nunca foi capaz de demonstrar enquanto piloto Ferrari. E se valorizaria diante dos demais chefes de equipe. Afinal, não foi o próprio Rubens que disse que a Williams quis contratá-lo mas ele recusou?

E recusou por que? Provavelmente porque ganharia muito menos do que ganhava na Ferrari. Afinal, é muito melhor ser esparro do Schumacher do que ir pra um téte-a-téte com Montoya - que era o que lhe sobraria em 2003.

Rubens pagou caro pelas escolhas. Por ter deixado Schumacher passar e por não ter saído da Ferrari na hora em que deveria. E o resultado está aí escancarado para quem quiser ver.

Enquanto isso, acho que vale viajarmos no tempo para rever a vergonhosa chegada do GP da Áustria. E já fazem cinco anos... como o tempo passa rápido, rapaz!

Os brazucas velozes

O sábado foi muito positivo para o automobilismo brasileiro, presente na Fórmula 1, na GP2 e na IRL.

Felipe Massa provocou espanto nos milhares de torcedores espanhóis presentes ao circuito da Catalunha, em Barcelona, cravando a pole position com apenas 0s030 de vantagem sobre o ídolo Fernando Alonso. É a terceira pole do piloto da Ferrari em quatro corridas e numa pista onde largar na frente é fundamental, o brasileiro tem meio caminho andado para chegar à sua segunda vitória consecutiva na temporada.

Barrichello fez o possível com a Honda, em estado nitidamente de evolução em relação às três primeiras corridas. Aliás, o brasileiro fez valer sua experiência para tirar um 12º lugar no grid a bordo de um carro reconhecidamente ruim. E ainda foi mais rápido que Jenson Button. Ponto para ele.

***

A GP2 veio a seguir e numa prova confusa, onde pelo menos cinco pilotos bateram na primeira curva e Antonio Pizzonia foi mais uma vez vítima do azar, brilhou a estrela de Bruno Senna. Com competência e um bom acerto de carro, aliada a um pouco de sorte, o sobrinho do tricampeão Ayrton conseguiu a sua primeira grande vitória em provas internacionais, e diante de toda a Fórmula 1. Não é à toa que Gerhard Berger enche a bola dele, com claras intenções de encaixá-lo na STR - equipe na qual é sócio.

O alemão Timo Glock, que fez a pole e liderou até a sua parada obrigatória nos boxes, até agora não deve ter entendido como perdeu a corrida. Provavelmente isto aconteceu porque com pneus mais gastos, especialmente na traseira, seu carro não tinha o rendimento esperado. E o consumo de borracha em Barcelona é muito alto, especialmente com temperatura de asfalto superior a 50 graus.

Lucas di Grassi também sofreu com os pneus no bagaço no fim da prova e ainda salvou um pódio importante para ele, que precisa crescer na temporada e dentro do seio da ART Grand Prix, que estreou hoje o russo Mikhail Aleshin no lugar do quase-xará Ammermüller. E Aleshin, que disputa a World Series, não fez feio: foi o sexto colocado.

Excelente, aliás, foi a performance de Sérgio Jimenez. O brasileiro da Racing Engineering largou lá atrás, andou entre os três primeiros por um bom tempo por não ter parado logo no início - como fez praticamente o pelotão inteiro - e numa recuperação impressionante, com grandes ultrapassagens, chegou em sétimo e mostrou ao nobre espanhol Alfonso de Orleans e Bourbon que o investimento pessoal nele pode render dividendos. Amanhã, Jimenez divide - largando do segundo lugar no grid - a primeira fila com Javier Villa, seu companheiro de equipe.

***

Da IRL, só posso comentar que Hélio Castroneves fez a pole position para as 500 Milhas de Indianápolis com o carro do Team Penske. E pelo que acabo de ler, foi uma pole dramática. O piloto de Ribeirão Preto fez uma média de 225.817 mph no agregado de suas quatro voltas, a oito minutos do fim do treino, marcado para 6 da tarde (hora local). Tony Kanaan, que já fizera uma tentativa mais cedo e estava no meio da segunda fila, abortou seu tempo inicial e partiu pra dentro, com o objetivo de roubar a pole do compatriota (e, dizem, desafeto). Mas o piloto da Andretti Green fracassou: virou em 225.757 mph e sai em segundo.

Além de Hélio e Tony, estão classificados Dario Franchitti, Scott Dixon, Sam Hornish, Dan Wheldon, Ryan Briscoe, Nanica (perdão, Danica...) Patrick, Marco Andretti, Tomas Scheckter e Michael Andretti.

Neste domingo, serão conhecidos os classificados de 12º a 22º, onde cada piloto pode dispor de até 3 tentativas de classificação. No sábado 19 (dia do meu aniversário), o grid estará teoricamente completo.

Teoricamente, porque no domingo haverá o clássico Bump Day, onde sempre aparece alguém de última hora para se classificar e tirar um ou outro nome do grid. Com pelo menos 37 carros disponíveis - se bem que há somente 31 nomes inscritos por enquanto - é algo bem possível de acontecer.

Botando pra "felver"

Raridade raulseixística aqui no Saco de Gatos.

Eu Vou Botar Pra Ferver é a terceira faixa do disco Sessão das 10, gravado pelo magro abusado com uma turma do barulho: Sérgio Sampaio, Míriam Batucada e Edy Star.

A composição de Raul é um samba-frevo-baião-calipso-tudo-junto pra lá de animada. E divida com o magro capixaba, companheiro de hábitos e ideologia do baiano.

Que foi quem levou SS para a Philips em 1973, depois da explosão instantânea de Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua.

Cante com a gente!

Veja o vídeo e cante com a gente.

E divirta-se!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Disse-não disse

Giancarlo Fisichella, um ex-piloto em atividade, deveria ficar de boca fechada e trabalhar.

Durante a semana, o italiano teria dito ao jornal Gazzetta dello Sport que o modelo R27 era "um desastre".

O fato é que o carro da Renault é mal-nascido como o da Honda, talvez menos, porque pelo menos se coloca invariavelmente entre os dez primeiros. Mas é muito pouco para a atual bicampeã de construtores.

E para que o ambiente dentro da equipe não apodrecesse no fim de semana do GP da Espanha, Fisico tratou de pôr panos quentes e desdizer o que teoricamente falou para o periódico transalpino.

Abre aspas:

Esses comentários negativos a respeito da equipe nunca vieram de mim. É claro que a nossa situação no momento é complicada, mas eu nunca demonstraria falta de respeito com o pessoal que está trabalhando duro para resolver nossos problemas.

Fecha aspas.

A Renault também negou boatos e demonstrou em comunicado oficial o seu apoio a Fisichella, que graças a um brilharete (provavelmente proporcionado por tanque de combustível vazio) ficou com o segundo melhor tempo dos treinos livres desta sexta, atrás de Alonso e à frente do seu companheiro de equipe, Heikki Kovalainen.

Tudo errado

Além do inexplicável erro de projeto do RA107 de Fórmula 1, agora a Honda vem a público dizer que a RC212V do Mundial de MotoGP também nasceu errada. Não em matéria de chassi, segundo apurou o site da revista inglesa Autosport. O problema é a parte mecânica - falta potência à máquina japonesa.

"Nossa moto não está no nível que esperávamos alcançar nesta altura do ano. Melhoramos nossa velocidade de ponta, mas ainda é insuficiente", declarou o engenheiro Satoru Horiike.

O desespero é evidente pois Daniel Pedrosa, cuja compleição física casa melhor com a nova moto japonesa do que a do estadunidense Nicky Hayden, é o terceiro colocado do campeonato. O atual campeão, em contrapartida, está em nono, 37 pontos atrás do líder da MotoGP.

Enquanto a Honda rema na direção contrária, a Ducati vai bem, obrigado. Contando a última prova do ano passado e as quatro deste ano, a marca de Borgo Panigale soma quatro vitórias - três com Casey Stoner. Só mesmo Valentino Rossi, com seu imenso talento, para evitar a invencibilidade do construtor italiano neste ano, com sua vitória em Jerez de la Frontera.

No dia 20, num circuito como o de Le Mans, a Ducati não terá tanta vantagem. Exceto pelo trecho de reta até o primeiro esse, a pista francesa de 4,180 km de extensão tem pouquíssimas retas e curva até não poder mais. Então... quem arrisca dizer que Rossi não vencerá na Terra da Bastilha?

Opalões - III


Mais um dos clássicos Opalões dos anos 70. Cortesia - mais uma - do Mestre Joaquim.

Esse aí andando na reta oposta do antigo circuito de Interlagos (que saudade...) rumo à extinta e maravilhosa Curva do Sol é Raul Natividade Júnior.

O ano, juro que não sei. Em 1974, se não me falhe a memória, o piloto já estava guiando um Fusca da equipe Hollywood. Então tenho um palpite que essa fotografia é de 1973.

Continuo aguardando fotos de outros lendários Opalas: Paulo Prata, Ciro Cayres, Nivaldo Trama, Nelson Silva (pai) e de tantos outros pilotos. Alguém mais aceita o desafio de encontrar registros desses carros?

Que bicho é esse? - X

Mestre Joaquim abastece mais uma vez o Saco de Gatos com uma boa charada. E eu proponho: quem será capaz de dizer que carro e piloto são esses aí da foto abaixo?



quinta-feira, 10 de maio de 2007

Montoya no All-Star Challenge

Companheiros, uni-vos!

Vamos colocar Juan Pablo Montoya e o #42 Texaco-Havoline Chip Ganassi Dodge no All-Star Challenge do próximo dia 19, em Charlotte.

É a corrida que dá ao vencedor o prêmio extra superior a 1 milhão de doletas.

O colombiano está na lista dos pilotos que podem ser eleitos pelo voto popular e guindados à corrida, caso fiquem de fora no Nextel Open, que só classifica o vencedor para a finalíssima.

Você pode votar clicando aqui. O cadastro é digrátis.

E eleger Montoyucho só vai custar uns minutinhos de internet a você. Eu já votei nele.

Habemus Papam

Estou longe de ser católico fervoroso, praticante, daqueles que reza 100 Ave-Marias e 300 Salve Rainhas.

Mas há uma coincidência pairando no ar...

Em 1980, João Paulo II esteve em visita ao Brasil, poucos meses depois de assumir como Sumo Pontífice. E quem ganhou um título naquele ano?

O Fluminense.

O ano, 2007. Ontem, Bento 16 (Joseph Ratzinger, o sósia de Darth Maul) desembarcou no país. E quem venceu um jogo ontem?

O Fluminense.

Não é nada, não é nada...

Hit parade de hoje

Zé Kéti e John Lennon vão me desculpar, mas para hoje é inevitável:

Quanto riso, oh! quanta alegria
57 mil palhaços no salão
Flamenguista está chorando no ombro do são-paulino
A dupla elimininação!

The dream is over
How could I say?
The dream is over
Yesterday
(...)
You just have to carry on
The dream is over

EU AVISEI!

Não foi por falta de aviso!

Chorem, rubro-negros! Do Rio e do Paraná!

O espaço é livre para lamentações. O time carioca ganhou, mas não levou. Ficou com aquele gosto-de-cabo-de-guarda-chuva na boca, sabicumé?

O curitibano foi valente, guerreiro, mas com evidentes limitações, foi eliminado... pelo Fluminense!

Mas como? Em plena Arena da Baixada? Pelo freguês Fluminense?

Pra vocês verem como são as coisas... o Atlético está entalado na garganta do torcedor do Flu desde 1996. Quem tem boa memória sabe da pancadaria que rolou aqui pertinho de casa, em Álvaro Chaves. E que depois disso, na última rodada, o time paranaense abriu as pernas pro Criciúma se salvar, rebaixando o tricolor carioca.

O ódio por este clube foi alimentado ao longo destes onze anos e até 2001, nunca tínhamos vencido o Atlético, nem no Rio ou em qualquer outro lugar. Daí pra diante, já faturamos eles oito vezes - incluindo a de hoje.

Não é por nada não, mas mesmo antes do goleiro Guilherme ir tomar banho mais cedo, eu pensei comigo mesmo: "Esse jogo tá no papo".

Porque, mesmo sem um jogador que centralizasse as ações, o time tinha boa movimentação em campo, foi guerreiro e valente. E muito bem posicionado na defesa, anulando totalmente o ataque rival.

O Atlético, a rigor, só acordou no segundo tempo. Pôs pressão, mesmo jogando com o resultado de empate a seu favor. E quando a coisa parecia que ia pro vinagre, uma bola vadia sobrou limpa pra (quem diria!) Adriano Magrão, que abaixou a cabeça e mandou o pé direito nela, no cantinho do gol de Viáfara.

A pressão seguiu e Fernando Henrique fez um milagre num chute de Alex Mineiro. E o sofrimento se transformou em êxtase, pois ao mesmo tempo que Laranjeiras entrava em festa, a Gávea se calava, voltando à realidade. À dura realidade.

Quem sonhou com Liverpool, vai acordar com Defensor!

E nós, com as duras e feias sandálias da humildade nos pés, não ganhamos nada - ainda. Afinal, quem morre de véspera é peru. Davam o Fluminense como morto, e contra tudo e todos, especialmente a má-vontade da imprensa parcial e flamenguista, estamos na semifinal contra o canhestro e invicto time do Brasiliense.

Uma hora esses caras hão de perder. Quem sabe a hora é dia 16, quarta-feira, quer seja em Brasília ou no Maracanã.

Sorry, periferia. A todos, saudações tricolores!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Que bicho é esse? - IX

Vamos lá, moçada. O Jonny'O, perspicaz como sempre, mandou a foto e como já sabe que carro é esse, não pode responder. Mas pode contribuir com dicas preciosas para os fanáticos acertarem.



E aí gente... que máquina é essa? Uma coisa é certa: no desenho da seção dianteira lembra, e muito, alguns carros da Série Can-Am.

O frio é relativo

Alessandra Alves e seu humor apurado contribuem com mais uma piada básica para este blog postar. E vem bem a calhar porque cai uma chuva de dar gosto na cidade que já foi mais maravilhosa.

Divirtam-se.


30ºC ou mais

Baianos vão a praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão a praia e jogam futebol.
Mineiros comem um "queijim" na sombra.
Todos os paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC

Baianos não deixam os filhos sairem ao vento após as 17 horas.
Cariocas vão à praia mas não entram na água.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral, poucos ainda entram na água. Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido a esgotamento físico.

20ºC

Baianos mudam os chuveiros para a posição "Inverno" e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa.
Curitibanos tomam sol no parque.

15ºC

Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Curitibanos dirigem com os vidros abaixados.

10ºC

Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Curitibanos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC

Bahia entra no armagedon.
Cesar Maia lança a candidatura do Rio para as Olimpíadas de Inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha.
Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica. Curitibanos fecham as janelas de casa.

0ºC

Não existe mais vida na Bahia.
No Rio, Cesar Maia veste 7 casacos e lança o "Ixxnoubórdi in Rio".
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenez e Silvio Santos.
Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie.

Vice dos vices

Um amigo me trouxe dados provenientes de uma matéria interessante que derruba mais uma vez um mito do futebol brasileiro.

Quem? Quem?

Claro, o "mais querido". Só podia ser... o Flamengo.

Descobriram em pesquisa com dados nos Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e dos torneios estaduais, quem são os maiores vice-campeões da história do esporte bretão por aqui.

A primazia cabe ao América de Natal. Até aqui és Ameriquinha? Com a respeitável marca de 44 vice-campeonatos, 42 deles do Estadual, mais um da Série B e outro da Série C, o clube potiguar lidera o insólito ranking.

E, contrariando a argumentação dos próprios rubro-negros, não é que o "mais querido" é o terceiro no ranking?

Sim, o Fla conta com 33 vice-campeonatos. Trinta nos Estaduais e três na Copa do Brasil, um deles vexaminoso, para o Santo André, no Maracanã, diante de mais de 60 mil furibundos e frustrados torcedores.

É uma resposta aos que chamam o Vasco de "vice do vice", injustamente, pois o clube cruzmaltino tem 26 vices ao todo - 24 do Estadual e dois da Série A. O Fluminense tem 24, somando dois da Copa do Brasil a 22 do certame carioca.

Tem mais: entre o Flamengo e seus rivais cariocas temos o Cruzeiro com 31 vices. Em segundo, está o Atlético Mineiro, com 35 no total.

Considerando que o América é café-com-leite e o Atlético joga um campeonato de dois times, e especialmente que o Estadual do Rio já teve no auge seis clubes - os quatro grandes, mais América e Bangu a brigar pelo título, podemos proclamar:

FLAMENGO, VICE DOS VICES.

E contra fatos, não há mais argumentos.

Aguardo o choro livre nesta quarta-feira, após a eliminação sumária da Libertadores.

P.S.: se meu time também morrer na praia, não tô nem aí. Já fez muito para um primeiro semestre horroroso.