quinta-feira, 6 de abril de 2006

Missão cumprida

São 10 horas e oito minutos desta quinta-feira, 6 de abril.

Um dia onde acordei com o pressentimento de que muitas coisas boas aconteceriam.

Desde que meu pai morreu, em julho do ano passado, enfrentei nove meses de bombardeio constante da família dele. "Mercenário" foi o epíteto menos mal-educado que recebi nesse período.

Ora, há mal algum querer o dinheiro que POR DIREITO era meu? Como único herdeiro?

Em conseqüência do meu "interesse", como o povo do lado de lá dizia, rolou uma briga judicial, com processo e três audiências onde não existiu acordo antes desta última.

Tudo conspirou para que esta quinta fosse especial.

Acordei com o sentimento de que vinha coisa boa por aí e não me enganei - embora no corredor do Fórum a "quadrilha" engendrada para se voltar contra mim falasse cobras e lagartos sobre a minha pessoa (e sobre quem mais?), justamente para a minha mãe - que me conhece como ninguém.

Sabe aquela história de jogar um contra o outro? Pois é... teve isso também. Mas a D. Eliana sabe bem a quem eu saí. Nunca fui uma pessoa desonesta, mau-caráter, dissimulada e interesseira, como todos querem fazer que eu pareça.

Felizmente a Justiça enxergou o óbvio. Como herdeiro universal eu teria direito a todos os bens dele. E num gesto de extrema grandeza que mostra todo o meu caráter, eu permiti que a pessoa que cuidou e viveu com meu pai nos últimos seis anos de sua vida, morasse na casa que agora passa a ser minha.

Isto é ou não é um exemplo de humanidade?

Saí do Fórum com o sentimento do dever cumprido. Meu caráter JAMAIS me permitiria ser desumano com ninguém - mesmo com torcida contra da família do meu próprio pai.

Agora, eles morreram para mim. E como bem diz um filme produzido na Itália, "parente é serpente..."

Deus está do lado de quem é justo, de quem é honesto, de quem trabalha. Por isso, nunca me desamparaste.

Muito obrigado a todos vocês que torceram por mim!

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Cansei, Vanderlei!

Há certas pessoas nesse mundo que sentem donas da verdade quando assumem certos postos de poder.

E isso vale pra qualquer área, inclusive para o âmbito esportivo.

O treinador do Santos, Vanderlei Luxemburgo, é uma dessas figuras.

Além de se achar o rei da cocada preta, irrita e enoja aos torcedores dos outros times com sua postura escrota, seu pedantismo.



Soube por um amigo, aliás, que ele renega as origens.

Sim, Vanderlei dá as costas para os seus amigos, vizinhos e família que moram em Vista Alegre, humilde subúrbio do Rio de Janeiro, próximo à Irajá.

Como se não bastasse, é casado com uma mulher cuja educação não é das mais recomendáveis - que o diga o dedo médio com que ela "saudou" a imprensa quando o marido voltou massacrado depois do fracasso da Olimpíada de Sydney, em 2000.

Para piorar, ele se assoberbou ainda mais depois de sua passagem mal-sucedida pelo Real Madrid.

Vanderlei é o tipo do treinador que gosta de aparecer mais que o jogador. Ele quer ser a estrela da companhia, o dono do espetáculo. É assim desde sua primeira passagem pelo Palmeiras e com o tempo só vem piorando. Em seu vocabulário "rebuscado", ressoam palavras como 'comandante' e 'comandado'. Ele não tolera perguntas pertinentes e tem sempre uma resposta malcriada, pra todo mundo.

Eu sempre vinha me perguntando quando é que ele iria perder a linha dentro de campo.

No último domingo, o Brasil inteiro teve a resposta.

O Santos perdeu por 3 x 1 para o São Paulo, com inteira justiça, diga-se, pois o elenco do Peixe é limitadíssimo e o tricolor do Morumbi tem um dos melhores times do país. E para atrair a atenção para si, já que provavelmente não teria como justificar a derrota, atirou pesado contra o árbitro Rodrigo Martins Cintra.

"Ele ficou me paquerando o jogo todo. Não sei se ele gosta, mas eu não sou viado."

Quem Vanderlei pensa que é? Quem lhe deu o direito de dizer qualquer coisa sobre qualquer pessoa assim? Humilhando outro ser humano?

Rodrigo Martins Cintra, a vítima de tamanho aviltamento, pensou em não levar a sério. Mas acho que ele acaba de tomar a atitude certa. Vai processar Luxemburgo por ofensas morais, calúnia e difamação.

"Minha mãe, que mora no Rio de Janeiro, sofre de pressão alta e passou mal. Minha esposa está indignada", disse.

Viram? Rodrigo Cintra é casado...

E as conseqüências ainda podem ser mais sérias para Vanderlei Luxemburgo. O STJD pode puni-lo por até 180 dias de suspensão em razão do seu flagrante desrespeito.

No que isso vai dar, só a justiça responde. Mas eu sei de uma coisa: cansei de você, Vanderlei!

Essas bizarras figuras de Hollywood

Tem gente que leva as coisas a sério, até demais.

Tom Cruise e Katie Holmes (foto abaixo) que o digam.



"Grávidos" do primeiro filho do casal, eles encontraram - ou melhor - Cruise encontrou um jeito básico de fazer seu bebê nascer 'sem traumas'.

Ele simplesmente encomendou uma chupeta (é, isso mesmo, uma chupeta) para que sua atual mulher não grite durante o trabalho de parto.

Mais uma esquisitice da tal Cientologia, da qual o ator e muitos outros em Hollywood são adeptos.

Coisas do fundador do culto, L. Ron Hubbard, morto há 20 anos e que desencorajava o uso de analgésicos durante o nascimento.

"O parto tem que ser silencioso para a sanidade mental do bebê e da mãe", dizia.

Sei...

Que bom que eu sou louco, então. Eles é que estão certíssimos...

E o Circo chorou...

Esta quarta-feira amanheceu bonita no Rio de Janeiro.

Mas o dia está com certeza muito mais triste para quem, como eu, teve infância.



Morreu o palhaço Carequinha.

George Savalla Gomes, nascido em Rio Bonito, interior do estado, em 1915, teve vida de cigano - como convém a filhos de artistas - ingressando no picadeiro com cinco anos de idade. E desde então, incorporou o personagem Carequinha, isto porque já havia o palhaço Careca e não poderia haver dois com a mesma alcunha.

Ao lado de Arrelia, outra lenda do picadeiro, Carequinha permaneceu por muito tempo no coração das crianças - felizes de nós que pudemos ir ao circo e nos divertir, já que no Rio de Janeiro infelizmente o espaço da Praça Onze agora é o Terreirão do Samba, quase sempre vazio.

O palhaço contabilizou também um imenso sucesso na música. Foram 27 discos gravados e 184 compactos. Carequinha gravou diversas canções infantis, foi o primeiro a pôr voz em "Atirei o pau no gato" e fez sucesso com "O bom menino", vendendo 2,5 milhões de cópias.

Nos anos 80, ganhou até uma atração televisiva, Circo Alegre, onde apresentava ao lado do palhaço-anão Rolinha uma série de atrações circenses entremeadas por desenhos animados. Isso foi na extinta TV Manchete.

Casado com Elpídia desde 1940, Carequinha, ou melhor, George, viveu os últimos anos de sua vida em São Gonçalo, próximo à Niterói.

Morreu em casa, na manhã desta quarta, em decorrência do sem-número de problemas pulmonares que vinha enfrentando desde o ano passado.

Descanse na paz de Deus, Carequinha.

Que seus colegas lhe recebam com todo o carinho no andar de cima.

Porque aqui embaixo, o Circo chorou...

South Park das pistas

Gente, olha só que barato... um amigo postou isso no Orkut e é claro que eu aproveitei... é a turma da ChampCar World Series (vulgarmente chamada de Fórmula Mundial aqui) travestida de bonecos do South Park... sensacional!


Vamos lá... primeira fileira: AJ Allmendinger, Justin Wilson (hahaha!), Alexandre Tagliani, Will Power, Charles Zwoslman e Andrew Ranger.

Segunda fileira: Bruno Junqueira, Sebastién Bourdais, Paul Tracy, Mario Dominguez, Nicky Pastorelli e Cristiano da Matta.

Terceira fileira: Jimmy Vasser, Katherine Legge, Oriol Serviá, Antonio Pizzonia, Dan Clarke e Nelson Philippe.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Rolam as pedras...

Não, não trata-se de um post sobre Kiko Zambianchi - muito embora ele merecesse um, com certeza.

E sim sobre a Fórmula 1, que terminou sua primeira série de três corridas fora do território europeu com um domínio acachapante da Renault. Foram duas vitórias do campeão Fernando Alonso e outra do italiano Giancarlo Fisichella.

Em 54 pontos possíveis, a equipe já marcou 42.

Em 30 pontos possíveis, Alonso computou 28. Tem o dobro de pontos de vantagem para Fisico e Kimi Raikkönen.

Alguém duvida de que será bicampeão?

Enquanto na casa de Viry-Chatillon com subsede em Enstone todo mundo sorri, nas demais equipes a caça às bruxas começou com tudo.

A imprensa italiana não perdoou a primeira corrida (eu disse primeira) em 125 GPs que os dois carros da Ferrari vão à nocaute em razão de acidentes - provavelmente a última vez foi com a dupla Berger / Alesi.

Felipe Massa pagou o preço de largar no que chamam de "pelotão da merda". Virou sanduíche de touros e acertou em cheio o carro de Nico Rosberg. E mandou o primeiro chassi 248 F1 do dia para a sucata.

Schumacher, do alto de seus sete títulos mundiais, foi um domingueiro de primeira (depois criticam o Ide...), levando até um passadão humilhante do Toro Rosso de Vitantonio Liuzzi antes de bater muito forte no muro externo da reta dos boxes. Há que se dizer que ele vinha no aquém do além do limite - e que sem a tal asa dianteira flexível, parece claro que a Ferrari é um carro comum.

Na Toyota, nem o surpreendente resultado de Ralf Schumacher acalmou os ânimos. O clima, que já andava meio azedo, ficou ruim de vez nesta terça-feira.

Os japoneses tiveram um rasgo de bom-senso e demitiram o diretor técnico Mike Gascoyne - aquele mesmo que botou Cristiano da Matta no olho da rua porque o brasileiro teve coragem de dizer que o chassi TF104 do ano retrasado era uma grande porcaria.

O egocentrismo do britânico também desagradava. Muitos já lhe viravam a cara e os responsáveis pela equipe, insatisfeitos com tão pouco retorno pra tanto dinheiro investido, lhe mostraram a saída para a rua.

Pascal Vasselon, atualmente na Michelin, é o alvo da Toyota para substituir Gascoyne.

***

Em tempo:

Aumentam os rumores de que a Piquet Sports seja uma das onze postulantes à F-1 de 2008 que o colega Flávio Gomes apropriadamente chama de BBB (boa, bonita e barata).

Trata-se de uma oportunidade de ouro para Nelson Ângelo Piquet ascender para a categoria máxima, pois nem os bons contatos do pai tricampeão mundial com Williams e Honda foram suficientes para lhe assegurar sequer um posto de piloto de testes - e há quem diga que o garoto tenha deixado a desejar em suas experiências.

Em entrevista por videoconferência nesta terça, Nelsinho disse que tudo "não passa de boato".

"Se fosse verdade, meu pai já teria me dito", disse, para depois revelar que há uma semana não falava com o pai.

Detalhe: o comunicado da FIA foi divulgado no sábado. Ou seja, há quatro dias atrás.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

domingo, 2 de abril de 2006

O mocotó do Tornado

Comprei antes do fim de semana o livro A Era dos Festivais - Uma parábola, de Zuza Homem de Mello.

Trata-se de um completo e competente registro de como a história da Música Popular Brasileira renovou-se e recriou-se como nunca mais ocorreu em sua existência.

Nestes eventos, nasceram craques como Chico Buarque, Milton Nascimento e Paulinho da Viola. E despontaram ídolos como Rita Lee (ainda n'Os Mutantes) e Raul Seixas.

Os Festivais também tiveram muita, muita polêmica.

Houve o violão quebrado de Sérgio Ricardo em 1967 e o hippie urrador de "É proibido proibir", cujo nome finalmente descobri graças ao livro - era Johnny Dandurand, que compôs uma música com os Mutantes naquele mesmo ano de 1968.

Mas em 1970 a coisa pegou fogo.

Em pleno governo Médici, a porrada comendo solta nos porões da ditadura, dois personagens da minoria foram as maiores atrações da V edição do Festival Internacional da Canção (FIC): Tony Tornado (abaixo em foto recente) e Erlon Chaves.




O primeiro era dublador de Chubby Checker em programas jovens de rádio (acredite se quiser...) antes de ir para os Estados Unidos trabalhando clandestinamente como lavador de carros e voltar com uma vasta cabeleira black power, e cheio de gírias do Harlem, o bairro barra-pesada de Nova York.

Do alto de seu 1,94 metro, Antônio Viana Gomes virou Tony, ao qual acrescentou-se o sobrenome artístico Tornado por sugestão do produtor musical Mariozinho Rocha. E por sugestão de Orlandivo, Tibério Gaspar e Antônio Adolfo foram vê-lo num inferninho de Copacabana, onde Tony se apresentava.

Em busca de um intérprete para "BR-3" - uma canção cuja levada remetia (pelo menos em sua primeira parte) ao sucesso "Teletema" da novela Véu de Noiva, Adolfo e Tibério procuraram Wilson Simonal, velho amigo da dupla, que prontamente recusou o convite pois a balada não se encaixava no som do Simona, já conhecido como "Pilantragem".

Tim Maia também foi cotado, mas a Philips o guardava para o bombástico lançamento de "Primavera", preferindo não expor seu novo artista no festival. E em Tony Tornado, Tibério Gaspar encontrou o vocalista que precisava.

Trajando calça e camisa cáqui desabotoada, com o peito enorme pintado pelo maquiador global Erick Rzepecki, botas até a canela e a cabeleira que o deixava ainda mais alto, Tony arrebentou no FIC de 1970. Com o Trio Ternura - Jussara, Jurema e Robson - nos backing vocals, ele sentiu-se à vontade para dançar feito um James-Brown, fez improvisos vocais em inglês, levou a platéia do Maracanãzinho ao delírio.

A gente corre na BR-3

A gente morre na BR-3

Há um foguete

Rasgando o céu, cruzando o espaço

E um Jesus Cristo feito em aço

Crucificado outra vez

E a gente corre na BR-3

E a gente morre na BR-3

Há um sonho

Viagem multicolorida

Às vezes ponto de partida

E às vezes porto de um talvez

E a gente corre na BR-3

E a gente morre na BR-3

Há um crime

No longo asfalto dessa estrada

E uma notícia fabricada

Pro novo herói de cada mês



Como efeito, venceu a parte nacional do Festival.

Mas os militares estavam preocupadíssimos. Temiam que Tony Tornado se tornasse um novo líder contra a repressão. A paranóia remetia aos Panteras Negras, que nos anos 60 foram um ícone dentro da luta pelos direitos civis nos EUA.

Patrulhado incessantemente, o cantor participou de um triste episódio em Guarapari, litoral do Espírito Santo, enquanto se apresentava num show: caiu em cima de uma moça e a feriu na coluna. As más-línguas disseram que ele estava doidão.

Em 1972, cerrou o punho como um Pantera Negra numa apresentação de Elis Regina e foi preso sob a alegação de 'subversão'.

Seu namoro com a pernambucana Arlete Salles, então uma das mulheres mais bonitas e cobiçadas do país, também foi alvo de inúmeras críticas.

O Brasil vivia sob a sombra do racismo pesado.

E outra vítima de toda a sorte de perseguições foi o maestro Erlon Chaves.

Trabalhando no meio artístico desde o fim dos anos 40, ele logo se tornou arranjador e maestro da TV Tupi no Rio e em São Paulo. E depois, figura fácil e requisitada para ajudar na produção de discos dos melhores artistas do país. Naquele 1970, com 36 anos de idade, Erlon deixou o fundo do palco para se tornar uma atração do FIC.

Com o suporte da Banda Veneno e um coral gospel, acompanhados de farta percussão de samba, Erlon e seus comandados botaram para ferver com "Eu Quero Mocotó" - uma composição de Jorge Ben com frases e palavras de duplo sentido, que imediatamente caiu no gosto popular.

Com roupas berrantes e mais de 40 pessoas sob seu comando, Erlon imediatamente tornou-se um astro do Festival. E quanto mais pedia mocotó, mais o público se entusiasmava e os jurados também. Rita Lee foi à loucura, mas a música não passou para a fase final com as canções internacionais.

Entretanto, como presidente do júri internacional e sob a beligerância do produtor Augusto Marzagão, Erlon pôde reapresentar-se com a Banda Veneno num dos shows extras programados para a grande final - onde "BR-3" terminou em terceiro.

Sentindo-se o rei da cocada, Erlon dispensou os eunucos que o abanavam com leques enormes na apresentação da eliminatória e trouxe duas loiras esculturais, trajando biquinis mínimos (para os padrões de 1970, é claro) que se esfregaram lubricamente nele, rebolando e pedindo mocotó.

A platéia, embasbacada, ensaiou uma vaia. Mas quando a Banda Veneno entrou no palco, o anticlímax se dissipou e "Eu Quero Mocotó" foi cantada pela maioria dos 20 mil presentes ao ginásio Maracanãzinho.

Isso era pinto perto do que aguardava Erlon pelos dias seguintes. Acusado de obsceno, libidinoso, cafajeste, desrespeitoso e outros epítetos pouco elogiosos, o maestro foi apertado pela Censura Federal. Proibido de exercer suas atividades profissionais por 30 dias, viu sua carreira de cantor ir para o espaço.

O ressentimento pelo sucesso de Erlon atingia níveis inaceitáveis, principalmente porque sua namorada era ninguém menos que Vera Fischer, a Miss Santa Catarina de 1969, uma loira do barulho. E muitos apostaram que se ele fosse branco, nenhuma nesga desse escândalo que se tornou sua apresentação do FIC teria acontecido.

Como conseqüência, ele acabrunhou-se e sua carreira entrou em declínio. Em 1974, aos 40 anos de idade, morreu de infarto em plena rua Senador Vergueiro, no Rio de Janeiro.

Perseguidos, oprimidos, negros e entertainers: estes foram Tony Tornado e Erlon Chaves, figuras emblemáticas da história dos Festivais de Música neste país.

Momento Poesia II - Fetiche

Entrelace teus pés aos meus em uma cumplicidade e amor
E com o tempo
Verás que o vento
Faz curvas no caminho

Faça de teu fetiche
Teu caminho de descobertas pelo tato, pelo desejo
Saboreie com teus beijos
Devore com teus olhos
Supra teu prazer

Meus pés escravos de teus anseios
Beleza exibida e provocante
Que de teu líbido passa ser fonte
exalando teu querer

Possua-me por inteira
devora-me que de promessa
eternizarei meus pés
às tuas loucuras sem fim...


(San)

sábado, 1 de abril de 2006

Barrichello, o pranteado

Ontem foi dia de treino classificatório do GP da Austrália de Fórmula 1.

Mais um dia de cão para Rubens Barrichello. Aliás, um ano de cão até aqui.



Entramos em abril e o piloto da Honda até agora não justificou patavinas de sua contratação.

E depois uma meia-dúzia esbraveja porque a imprensa não lhe dá apoio...

Cá pra nós: NINGUÉM agüenta mais os discursos e as desculpas do piloto brasileiro. Uma hora são os botões do volante, noutra são os pneus. Poupe os nossos ouvidos!

O cara tá lá há 14 temporadas, mais de 200 corridas nas costas e não sei quantos pódios na carreira, além de dois vice-campeonatos. E cinco anos como companheiro de equipe de um mestre como Michael Schumacher, além de outros três tendo o tricampeão Jackie Stewart como chefe de equipe.

E como entender a surra que Jenson Button, que nunca venceu um GP na vida em sete temporadas de F-1, vem lhe impingindo?

Duas corridas, onze pontos pro inglês. Zero para Rubens.

A débacle de ontem foi de doer. Enquanto o brasileiro se debatia e não conseguia a vaga para a segunda morte súbita (há que se dizer que o japonês Yuji Ide também contribuiu), Button fez a pole position com sobras!

Aí vem a pergunta Tostines: O carro é melhor que o Rubinho ou o Rubinho não é piloto à altura para o carro?

As duas opções na atual conjuntura não deixam de estar corretas.

É... vamos rezar e muito para que venha no futuro um brasileiro capaz de ser campeão. Por que se depender da turma que está aí, sem chance.

sexta-feira, 31 de março de 2006

Novos "alunos" para a Escolinha do Max

A proposta da FIA para a Fórmula 1 em 2008, com novo regulamento e cortes de custos, atraiu muito mais interessados do que se supunha.

Além das onze equipes da atual temporada, outros onze interessados pediram inscrição para o campeonato de daqui a dois anos.

Surpreendente, não?

O que pega é a incapacidade de alguns circuitos em abrigar, nos seus boxes, mais equipes do que o que já existe hoje. Interlagos e Imola por exemplo têm um paddock muito apertado e dificilmente comportariam mais do que 13 equipes, no máximo.

A FIA impôe na atual F-1 um limite de doze escuderias - que poderá ser ampliado dependendo de quem estiver interessado em estar na categoria em 2008.

Dois nomes são conhecidos: Paul Stoddart, disposto a ressuscitar a Minardi, e David Richards, através da Prodrive, sua empresa de preparação de carros de rali e Grã-Turismo. Por trás dos bastidores, já que a entidade máxima do automobilismo não revelou nomes, fala-se que o Team Dubai (McLaren B) estaria inscrito e que Eddie Irvine, graças aos dólares de um sócio russo, montaria uma estrutura e a entregaria para outro Eddie, o Jordan, comandá-la.

Agora, vocês já imaginaram Pamela Denise Anderson, que vem a ser a atual namorada de Irvine, como primeira-dama de uma equipe de F-1?

Pano rápido...

Muita calma nessa hora...

Fiquei espantado com o encerramento do Globo Esporte dessa sexta-feira.

Como pode o programa fazer um paralelo entre o tricampeão mundial de F-1 Ayrton Senna e seu sobrinho Bruno, que tem menos de dois anos de automobilismo?

Ah... o Bruno venceu na Austrália pela primeira vez na vida, no país onde o tio chegou ao lugar mais alto do pódio em sua derradeira ocasião, há 13 anos.

E, por favor, paremos por aí com as coincidências!

Bruno venceu uma prova do possante Campeonato Australiano de Fórmula 3, que usa modelos Dallara defasados em relação aos carros das principais competições da modalidade - especialmente o certame inglês e o europeu.

Entre seus adversários, nenhum - mas nenhum mesmo - nome conhecido. E entre os carros participantes, modelos de 1989!

Totalmente jurássicos...

É brincadeira de mau gosto dizer que foi uma grande conquista, que trata-se do surgimento de um "novo" Senna, de um novo ídolo das pistas.

Muita calma nessa hora.

Até porque, promessa por promessa, Nelson Ângelo Piquet aparece com mais horas de vôo, mais quilometragem, sobretudo vitórias e títulos. E com muito mais chance de chegar à Fórmula 1 antes de Bruno Senna.

quinta-feira, 30 de março de 2006

Eu não sei fazer música...

Mas adoro ouvir, cantar e tudo o mais...

Afinal, música faz um bem danado para a alma. E no momento em que estou postando, tá rolando "I me mine", dos Beatles, no álbum Let It Be... Naked.

E é sobre esta arte que vou falar agora.

Muita gente deve desconfiar por aí que veteranos maestros com longa estrada musical não estão antenados com o que acontece no meio no século XXI.

Pois é... e eu fiquei muito surpreso quando abro a Bizz de março e me deparo com a lendária seção "Cabra-Cega", com o maestro Júlio Medaglia na berlinda. Pré e pós-tropicalista, com 67 anos de idade, colega de Stockhausen e de Frank Zappa em cursos de música contemporânea na Alemanha e nos EUA, ele falou com propriedade sobre a chamada "vanguarda do rock".

E não poupou críticas vorazes, não.

A primeira faixa foi "Paranoid Android", do Radiohead, que mereceu de cara uma reprovação. "Não tem graça nenhuma. Eles não conhecem a história do rock e se são jovens, já nasceram velhos. Melhor ouvir Mutantes", aconselhou.

Ele gostou de "Tonta Maria Morta", do grupo nacional Objeto Amarelo. "Não deve fazer sucesso em meio à imbecilidade da música brasileira, mas me emociona. Essa turma quer fazer música."

Chegou a vez de "Mysterons", do Portishead, e voltou o ataque. "A orquestra não utiliza todos os timbres que poderia. O grupo precisava de arranjadores melhores. Manda ela (a vocalista Beth Gibbons) passar um fim de semana comigo que eu faço uns arranjos."

A surpresa da audição foram os elogios ao grupo Fantomas, de Mike Patton, ex-Faith No More. Ao ouvir "Godfather", o maestro disse que "eles não fazem um som linear. Lembra o estilo do Ennio Morricone. É uma paródia, mas sem picaretagem, mantendo um olhar bem-humorado."

Em "She Moves She", do Four Tet, a metralhadora disparou de novo. "Eles poderiam ter usado mais elementos. Criei trilhas para filmes que fazem imaginar que são 500 pessoas tocando, mas sou apenas eu, com um dedo no computador", ironizou.

Só para quem não sabe: o maestro idealizou um programa de revelação de jovens talentos na música clássica, chamado Prelúdio, na TV Cultura de São Paulo. E lançou o livro Música Impopular, uma coletânea de vários de seus polêmicos textos sobre música.

Hum... polêmico?

Taí... fiquei fã do Júlio Medaglia.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Bola dentro... bola fora

O canal de TV a cabo Multishow acertou em alguns alvos nesta semana. Mas errou feio noutro.

A bola dentríssima é a contratação da VJ Adriana Wagner, a Didi, que desde janeiro tentava engatar uma renovação de contrato com a MTV.



Aliás, uma fonte segura revelara em janeiro que ia rolar um passaralho na emissora musical - só não acreditei que a linda Didi fosse entrar no lote de dispensas.

Enfim, já que bundinha de pato refresca na lagoa, a turma do Multishow não perdeu tempo e trouxe Didi para seus quadros - até para aplacar a saída da apresentadora Lorena Calábria, de mudança definitiva para a Record.

A estréia da ex-VJ da MTV deve acontecer no segundo semestre.

Mais um bola dentro: o cracaço da MPB e tricolor (como eu... e não podia ser de outro jeito...), Chico Buarque de Hollanda, terá um programa especial, só dele, com nove episódios.

Começa no próximo domingo e, claro, o primeiro tema é futebol - com direito a um papo com o Rei Pelé, encontros com o craque Ronaldinho Gaúcho e memórias como a inauguração do Maracanã em 1950, quando Chico ainda era o menino Francisco, de menos de 6 anos de idade.

Com certeza vale a pena ver e rever esse programa...

Agora vem o bola fora...

Não é de hoje que o Multishow erra a mão quando produz alguns de seus especiais ao vivo. Cito como um exemplo vivo disso o tributo a Raul Seixas. E por quê?

Porque colocou um inimigo mortal do magro, o também baiano Caetano Veloso, para cantar "Maluco Beleza". Para os mais extremados fãs de Raulzito, foi uma heresia que jamais terá reparo.

Na mesma linha de raciocínio, houve diversos equívocos no especial Renato Russo - Uma Celebração, exibido no dia em que o líder da Legião Urbana nasceu - 27 de março. Se estivesse vivo, aniversaria exatos 46 anos.

Marcelo Fróes foi o responsável pela seleção do repertório e dos artistas que iriam participar do evento.

Por um lado ele deu tiros certeiros como os Titãs cantando "Fábrica 2" e "Que País é Esse?" (só para mostrar o quanto os Titãs ainda podem ser legais quando querem), o Biquíni Cavadão mandando bem em "Eduardo e Mônica" e especialmente o Capital Inicial, com Dinho Ouro Preto a esbanjar energia nas ótimas performances de "Marcianos Invadem a Terra" e "Tempo Perdido", que fechou o especial.

Só que pelo outro...

Para começar, os remanescentes da formação original nem foram chamados para participar - o que por si só é um desrespeito com os fãs legionários e um desmerecimento à importância de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá para o grupo.

Depois, escalações equivocadas: Vanessa da Mata (o que é aquele cabelo dela?) cantando "Por Enquanto", Charlie Brown (hein?), com "A Canção do Senhor da Guerra", o Wolverine Nasi dando uma de blueseiro rascante em "Música Urbana 2" e Toni Garrido - que felizmente não vi e que provavelmente me daria ânsias de vômito.

Tenho certeza de que Renato Manfredini Júnior, o grande Renato Russo, o maior poeta do rock brasileiro, pari passu com o inesquecível Cazuza, merecia homenagem muito melhor.

Sabem o que vou fazer? Continuar minha coleção de CDs da Legião e ouvir a obra desse grupo na voz de quem realmente fazia todas aquelas canções terem sentido nas nossas vidas.

A dança da falta de vergonha

O Congresso Nacional continua fazendo o povo brasileiro de palhaço.

Não é para menos: Brasília está vergonhosamente parecida com um picadeiro.

Ai de nós, já diria Nelson Rodrigues. Ai de nós...

Eu não gosto da revista Veja. Acho, aliás, que ela faz um patrulhamento fudido contra o governo Lula e bate no PT sem dó nem piedade desde que o partido começou a ser governo.

Mas ela merece aplausos por dar uma capa à dancinha ridícula da deputada paulista Ângela Guadagnin (reprodução abaixo).



A parlamentar teve a pachorra de comemorar a absolvição do colega de partido e plenário João Magno.

Para azar dela, as câmeras a flagraram na "sambadinha" que durou cerca de 20 segundos, tão surreal quanto a de Rubens Barrichello em seus pódios na Fórmula 1.

Isto foi o suficiente para que todo mundo caísse de pau na postura antiética da deputada. Ricardo Izar, presidente do Conselho de Ética, defende o afastamento de Ângela Guadagnin por falta de decoro.

Perfeito!

Só que a deputada já tenta se fazer de vítima... disse que está sofrendo um "massacre" e que é "vilipendiada, humilhada e vítima de preconceito."

"Sou gorda, não pinto os meus cabelos, sou do PT. Se eu seguisse o padrão de beleza da propaganda, teria sido diferente. Caso eu fosse um homem, seria irrelevante", defendeu-se.

Mas tem um problema...

Na política, o "SE" não existe.

Afinal, se minha avó tivesse pneus e motor, ela seria um carrão possante de corrida.

Adeus, Beato Salu...

Realmente, o andar de cima resolveu chamar muita gente boa das artes em 2006.

O último que fiquei sabendo, e isso quatro dias depois do ocorrido, foi Nelson Dantas, que brilhantemente interpretou o personagem Beato Salu, na novela "Roque Santeiro", em 1985.

Aos 78 anos, o pai do também ator Daniel Dantas sofria de câncer do pulmão e morreu de uma parada cardiorrespiratória no último sábado, num hospital do Rio de Janeiro.

Versátil, Nelson sempre foi requisitado no teatro e no cinema. Na telona, participou de longas como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bar Esperança e O que é isso, companheiro?

A sua última aparição será póstuma, no filme Zuzu Angel, onde Nelson interpretou o personagem Antônio Lamarca.

Mais uma grande perda...

No one here gets out alive ou... Daqui ninguém sai vivo

Gente, foram dois dias longe da minha casa e estou de volta ao Rio de Janeiro.

Vontade não faltava de abastecer o blog de informações, mas cadê tempo?

Enfim... vamos em frente...

A Revista da MTV chegou neste mês de março à sua quinquagésima edição. Basicamente, a capa traz dois ex-integrantes do Planet Hemp: Bernardo "BNegão" e Gustavo "Black Alien". Mas com certeza não foi isto que me chamou a atenção na publicação.

E sim que seis nomes de proa do rock e do blues morreram, TODOS, com a mesma idade: 27 anos.

Não são gente qualquer. Estou falando de Jim Morrison (foto abaixo), Janis Joplin, Jimi Hendrix, Brian Jones, Robert Johnson e Kurt Cobain.



Ocioso dizer que a matéria busca toda a sorte de explicações para entender melhor o porquê deste fenômeno. A mórbida semelhança que coloca lado a lado todos estes talentos da música transcende numerologia, antroposofia e demais ciências e filosofias.

Pela astrologia, os mapas astrais de Morrison, Hendrix, Jones e Janis mostram posições semelhantes no céu e aspectos conflitantes entre Urano e Netuno - Netuno, o impalpável, o imaginário, as artes e as drogas. Urano, o inesperado, o acidental, o imprevisível.

Décadas depois, o mapa astral de Kurt Cobain mostrava a mesma correlação.

E é sabido que os três primeiros nasceram em 1942 e 1943, e o guitarrista do Nirvana, em 1967.

Impressionante, não?

Em tempo: Robert Johnson morreu em 1938, de pneumonia em razão de uma sífilis.

Brian Jones foi nocauteado por uma overdose seguida de afogamento, em 1969.

Jimi Hendrix, no mesmo ano, tomou uma superdose de psicotrópicos e morreu.

Janis Joplin enfiou o pé na jaca e morreu com overdose de heroína em 1970.

Jim Morrison foi encontrado morto na banheira do seu apartamento em Paris, no ano de 1971. Causa mortis até hoje desconhecida.

Kurt Cobain, ao contrário do que se aventou por muito tempo, morreu de overdose e não de suicídio.

Aliás, em 9 de abril, completam-se 12 anos de seu falecimento.

domingo, 26 de março de 2006

Que domingo sinistro...

Nossa... que dia mais sinistro...

Primeiro, no início da tarde, lá nos EUA, foi a morte do piloto da IRL Paul Dana.

Agora à noite chegou mais uma notícia chocante: a atriz Ariclê Perez, que fez na segunda fase da minissérie JK, da Rede Globo, a mãe de Juscelino Kubitschek, D. Júlia, morreu em circunstâncias muito suspeitas.



Ela caiu da janela do seu apartamento localizado no bairro paulistano de Higienópolis.

A polícia vai investigar o caso, que pode ter um desfecho nas seguintes opções: suicídio (a mais provável), acidente doméstico ou reação à assalto.

Ariclê foi casada com o diretor teatral Flávio Rangel, assassinado em 1988. Em trinta e nove anos de carreira, somente nos últimos 16 experimentou trabalhar em televisão. Uma de suas esparsas e mais brilhantes participações foi na novela "Meu Bem, Meu Mal", como a mãe do personagem Doca, de Cássio Gabus Mendes.

Paul Dana (1975-2006)

Acabo de perder um colega de profissão.



Paul Dana (foto acima), americano de 30 anos, piloto bissexto de competição e jornalista de formação, morreu esta tarde em decorrência de um grave acidente com seu Panoz Honda no treino de aquecimento da etapa inaugural da IRL no oval de Homestead, em Miami.

O piloto largaria da nona posição na corrida que deverá (até agora não se falou em cancelamento) acontecer às 17h30 deste domingo pelo horário de Brasília. Ele entrou em cheio no Dallara Honda de Ed Carpenter, enteado de TG primeiro e único, depois que este bateu na curva 2 do circuito.

Os dois acidentados foram levados para o Jackson Memorial Hospital. Carpenter, para fazer exames de praxe. Mas Dana, que esse ano assinou contrato para substituir Vítor Meira na Rahal Letterman Racing, deu entrada já em estado muito grave. Os médicos nada puderam fazer e há cerca de meia hora foi anunciado o falecimento do piloto.

Dana havia estreado na IRL ano passado pela escuderia Hemelgarn Racing com um Dallara Toyota. E em 2004, fora vice-campeão da Indy Pro Series.

Muito bem... aí eu pergunto:

Será que vale a pena para Kevin Kalkhoven e os homens da ChampCar insistirem na reunificação com a turma de TG, depois da segunda morte (a última foi de Tony Renna, em Indianápolis, outubro de 2003) em menos de três anos?

Eu, se fosse um dos chefões, certamente mudaria de idéia. E mandaria uma banana para TG e sua trupe.

Chutando geral

Tenho muito respeito pelo Lima Duarte.

Por tudo o que fez em sua brilhante carreira como ator de filmes, novelas, minisséries e até como dublador do desenho animado "Manda Chuva", o mineiro de Desemboque (hoje, conveniente chamada de Lima Duarte) merece aplausos.

Mas as pessoas chegam a um ponto na vida onde se reservam o direito de dizer o que querem, como querem, sobre quem quiserem. E às vezes derrapam feio.

O velho Ariclemes desta vez soltou o verbo numa entrevista à "Folha de S. Paulo". E não poupou ninguém: do presidente Lula até a Rede Globo, sobrou pra todo mundo.

Eleitor de FHC (não se esperava outra coisa), Lima chamou o presidente de "imbecil, idiota e ignorante".

Detonou a própria Rede Globo, onde trabalha interpretando o personagem Murat na novela "Belíssima", em especial o programa Fantástico. "A edição do programa é calamitosa, como a da Globo em geral. O Fantástico transforma qualquer opinião em merda", disse.

A nova safra de atores de novelas também mereceu farpas, tendo Fernanda Lima como o alvo da ira do veterano ator. Para ele, "vestiram-na demais e ficou ruim pra ela".

O palavrório dele demonstra uma insatisfação fudida com a televisão, da qual ele se diz "cansado".

Aos 76 anos, Lima Duarte, que já interpretou no cinema tipos marcantes como o contínuo Noronha de "Os Sete Gatinhos", está em cartaz com "Depois Daquele Baile" e em breve estará na telona com "Boleiros 2".

Eu vou abusar de franqueza agora.

Acho que manifestar opinião é democraticamente válido. Mas não concordo com o Lima quando ele critica a postura da empresa que paga seus salários. E paga bem, podem apostar, para um ator do naipe dele.

É aquela velha história: se não está satisfeito, pede licença e sai.

Capi... rossi!!!!

Depois de uma ótima noite de balada (ah se Deus contasse pra todo mundo...), acordei a tempo de ver a etapa inaugural da MotoGP em Jerez de la Frontera. Assistir às provas do Mundial de Moto me dão prazer porque em sua maioria as corridas são sensacionais - mas ao mesmo tempo fico com o coração apertado.

Isto porque há menos de dois anos tínhamos o GP do Brasil, um evento dos mais interessantes numa das melhores pistas do mundo. E o que hoje temos? Um arremedo de circuito e um prefeito tão alucinado pelo Pan 2007, a ponto de destruir um patrimônio do esporte a motor para construir ali duas arenas esportivas e um velódromo desmontável. E podem escrever - em cinco anos, ninguém vai querer competir ali - nas arenas, bem entendido.

Destilada a raiva, voltemos ao que interessa...

Meninos e meninas, e não é que o Valentino Rossi caiu logo na primeira curva?

É verdade que com uma forcinha do espanhol Toni Elias, que abalroou a 46 amarela, levando o Garoto de Ouro ao chão e à última posição.

Aí restou outro Rossi na disputa... o Capi...rossi... (aiiiiii!)



Loris Capirossi, o anão da Ducati, dono de uma pilotagem ultra-agressiva, domou a Desmosedici do alto-baixo de seu 1,65 metro e os ataques do menino prodígio Daniel Pedrosa, que em sua estréia com a Honda oficial fez uma corrida limpa, sem erros - mostrando que veio pra ficar.

Outro que surpreendentemente andou bem, mostrando incrível maturidade pelo menos na estréia, foi Casey Stoner, que de 15º no grid foi para sexto na quadriculada. E a ótima recuperação de Toni Elias - o mesmo que bateu em Rossi na primeira curva, prejudicado o bastante por um retardatário para não chegar em terceiro.

Valentino? Foi apenas o décimo-quarto, salvando dois pontinhos.

E Gibernau?

Ah, o mais novo coño da praça abandonou com pane eletrônica.

Melhor o catalão se benzer.