quarta-feira, 12 de março de 2008

12 Horas de Sebring (1º treino livre): Audi volta à ponta

Após três treinos coletivos em Sebring, as equipes da American Le Mans Series iniciam para valer os treinos livres para as 12 Horas do próximo sábado. E na primeira sessão realizada hoje pela manhã, a Audi fez o melhor tempo com o carro de Dindo Capello / Allan McNish / Tom Kristensen, registrando 1'45"491, milésimos de segundo somente adiante do Peugeot 908 HDi FAP de Minassian / Sarrazin / Lamy.

O melhor tempo do Audi Turbodiesel é quase cinco segundos mais rápido que o quarto carro da divisão - o Lola AER da Intersport. Chega a ser covardia...

Na LMP2, mais uma vez o melhor tempo foi do Acura ARX-01B da Andretti Green Racing, tripulado por Herta / Ch. Fittipaldi / Marco Andretti. Eles viraram em 1'46"632, superando por três décimos de segundo o Porsche #7 da Penske.

A LMGT1 teve apenas dois carros andando hoje, já que o Aston Martin da Bell Motorsport não deixou os boxes. Sendo assim, o Vette #3 de Magnussen / O'Connell / Fellows foi o melhor com 1'58"311, ligeiramente melhor que o carro-gêmeo da equipe estadunidense.

E na numerosa divisão LMGT2, a Flying Lizard Motorsports viu seu Porsche 997 GT3 RSR fazer o melhor tempo da manhã com 2'02"402, apenas 0s019 melhor que a Ferrari #71 da Tafel Racing. O carro do brasileiro Jaime Melo Júnior foi o terceiro mais rápido.

Dos 35 carros inscritos, trinta e dois treinaram e além do Aston Martin da Bell, o Radical da ECO Racing e o Porsche da ARC Bratislava não marcaram tempo.

Tempos da manhã:

1. Audi Sport North America / Audi R10 TDi #1 (LMP1)
1'45"491

2. Team Peugeot Total / Peugeot 908 HDi FAP #07 (LMP1)
1'45"508

3. Audi Sport North America / Audi R10 TDi #2 (LMP1)
1'46"465

4. Andretti Green Racing / Acura ARX-01B #26 (LMP2)
1'46"632

5. Penske Motorsports / Porsche RS Spyder #7 (LMP2)
1'46"978

6. Penske Motorsports / Porsche RS Spyder #6 (LMP2)
1'46"988

7. Patron Highcroft Racing / Acura ARX-01B #9 (LMP2)
1'47"922

8. Dyson Racing Team / Porsche RS Spyder #20 (LMP2)
1'48"170

9. Lowe's Fernandez Racing / Acura ARX-01B #15 (LMP2)
1'48"185

10. Dyson Racing Team / Porsche RS Spyder #16 (LMP2)
1'48"653

11. Horag Racing / Porsche RS Spyder #27 (LMP2)
1'49"220

12. Intersport Racing / Lola B06/10 AER #37 (LMP1)
1'49"699

13. Barazi-Epsilon / Zytek 07S/2 #32 (LMP2)
1'50"643

14. B-K Motorsports / Lola B07/46 Mazda #8 (LMP2)
1'51"433

15. Autocon Motorsports / Creation CA07-002 Judd #12 (LMP1)
1'55"216

16. Corvette Racing / Corvette C6-R #3 (LMGT1)
1'58"311

17. Corvette Racing / Corvette C6-R #4 (LMGT1)
1'58"368

18. Flying Lizard Motorsports / Porsche 997 GT3 RSR #45 (LMGT2)
2'02"402

19. Tafel Racing / Ferrari F430 #71 (LMGT2)
2'02"421

20. Risi Competizione / Ferrari F430 #62 (LMGT2)
2'03"009

21. Flying Lizard Motorsports / Porsche 997 GT3 RSR #46 (LMGT2)
2'03"192

22. Farnbacher-Loles Motorsports / Porsche 997 GT3 RSR #87 (LMGT2)
2'03"476

23. Tafel Racing / Ferrari F430 #73 (LMGT2)
2'03"548

24. Flying Lizard Motorsports / Porsche 997 GT3 RSR #44 (LMGT2)
2'04"258

25. Panoz Team PTG / Panoz Esperante GTLM #21 (LMGT2)
2'04"986

26. Risi Competizione / Ferrari F430 #61 (LMGT2)
2'05"278

27. Corsa Motorsports / Ferrari F430 #48 (LMGT2)
2'05"666

28. LG Motorsports / Corvette C6 Z06 GT2 #28 (LMGT2)
2'06"041

29. Vici Racing / Porsche 997 GT3 RSR #5 (LMGT2)
2'07"081

30. Drayson-Barwell / Aston Martin DBRS9 #007 (LMGT2)
2'08"776

31. Robertson Racing / Doran-Ford GT-R MKVII #40 (LMGT2)
2'09"058

32. Primetime Racing Group / Dodge Viper Competition Coupé #11 (LMGT2)
2'09"235

Bons tempos!


Curva da Ferradura, Interlagos. O ano é 1975. Foto de um pega entre oito carros numa prova do Campeonato Paulista de Supervê. Um desses pilotos da foto se consagrou no automobilismo. Alguém há de dizer quem são os outros da imagem?

Com a palavra, Mestre Joca e demais camaradas que têm boa memória!

Tiro no pé?

Paul Stoddart é mais um a tirar o seu da reta: a Minardi anunciou ontem que também não vai disputar a Indy em 2008. A simpática equipe, que levou Robert Doornbos a três vitórias e um terceiro lugar no campeonato, estará ausente das pistas neste ano. "Mas não por muito tempo", promete o australiano que hoje detém o nome da equipe para categorias internacionais.

Stoddart está em seu país, onde comentará o GP da Austrália para uma rádio de Melbourne. Com a sinceridade que lhe é peculiar, ele elogiou a decisão de fundir as duas categorias, IRL e ChampCar. Mas foi enfático. "As equipes da ChampCar saíram perdendo. Sempre há quem saia ganhando ou perdendo e nessa nós fomos derrotados. A Newman-Haas estará lá, mas não serão muitas outras que farão a mudança", afirma indo mais além.

"É complicado trocar tudo para um carro diferente e competir em pistas que você nunca viu", disse.

A Minardi vai para Long Beach, no insólito fim de semana onde haverá duas provas contando pontos para a Indy. É que na ocasião haverá as 300 Milhas de Motegi, prova que só existe no calendário para afagar a Honda, fornecedora única de motores da até então IRL. E Stoddart sabe bem o que vai fazer na Califórnia.

"Vou me divertir. Eu e toda a equipe. Afinal, a ChampCar era algo muito divertido. Mas a fusão foi uma decisão acertada para o automobilismo."

Aí fica a pergunta: será mesmo?

Pois vejam bem: três das nove equipes da ChampCar já estão fora da brincadeira - Forsythe, Walker e agora a Minardi. A Rocketsports, de Paul Gentilozzi, que contratou o brasileiro Enrique Bernoldi, dificilmente vai topar a aventura. Sobram a Newman-Haas, a Conquest, a Dale Coyne, a antiga PKV e a Pacific Coast.

Puro palpite - dessas cinco, acho que só três vão mesmo pra Indy.

terça-feira, 11 de março de 2008

O "ôme"

Há três anos, nas suas chamadas de jogos do Campeonato Brasileiro, o Sportv lançou mão de uma música hilária que tinha um verso assim:

A mo fio do jeito que suncê tá
Sô o ôme é que pode te ajudá
Eu estou ensinando isso a suncê
Mas suncê num tem sido muito bão
Tem sido mau fio, mau marido
Inda puxa saco de patrão
Fez candonga de cumpanheiro seu
Ele botô feitiço em suncê
Agora só o ôme à meia-noite
É que seu caso pode resorvê


Lógico que eu fui buscar o nome do cantor dessa preciosidade e não foi difícil saber quem era: Noriel Vilela, carioca e, para meu espanto, antigo integrante do famoso grupo de samba Cantores de Ébano, surgido nos anos 50. Com sua voz marcante de baixo profundo e dicção perfeita, ele gravou um ótimo álbum de sambalanço temperado com um pé na África e principalmente na umbanda.


Eis o ôme saiu em 1968 pelo selo Odeon, trazendo doze faixas - cinco delas com letra de Edenal Rodrigues e de Avarese - que naquela década concorreu diversas vezes aos concursos de samba-enredo no Rio de Janeiro. Além da hilária "Só o ôme", Noriel também fez sucesso com "16 Toneladas", uma versão para o clássico "Sixteen Tons", country-folk datado dos anos 40. O grupo paulista Funk Como Le Gusta regravou a versão - inclusive tentando reproduzir a voz grave inconfundível de Noriel Vilela.

Antes que alguém me pergunte, pouco depois de gravar seu álbum-solo, o cantor morreu em decorrência de complicações hepáticas. Há quem diga que ele tinha especial predileção pelo "marafo" citado na letra de "Só o ôme".

E já que Noriel é a bola da vez no Saco de Gatos, eis as músicas pra vocês ouvirem. Divirtam-se.



ALMS: Peugeot continua na frente

Encerrado o segundo dia de treinos não-oficiais em Sebring, onde as equipes presentes na etapa inaugural da American Le Mans Series vêm buscando ajustes e últimos acertos. E a Peugeot vai dando mostras de que se a Audi sonha com mais uma vitória na clássica 12 Horas do próximo sábado, terá mais trabalho do que imagina.

O protótipo 9089 HDi FAP foi de novo o mais rápido no circuito, agora com 1'43"710. A novidade foi que o R10 TDi sequer foi o segundo na tábua de classificação - primazia que coube ao Acura ARX01-B da Andretti Green Racing (1'44"435). Só aí veio o melhor carro alemão, tripulado por Werner / Luhr / Rockenfeller, na casa de 1'44"714.

Entre os Corvette C6-R a diferença foi ínfima: 0s1 separando o carro #3 de Fellows / Magnussen / O'Connell do modelo gêmeo de Beretta / Papis / Gavin. Já na classe LMGT2, nenhuma surpresa: Ferrari #62 da Risi em primeiro e Porsche #45 da Flying Lizard em segundo. A novidade foi a melhora expressiva do Porsche da Farnbacher-Loles e também do Corvette C6 GT2 da LG Motorsports, que baixou em 2 segundos seu tempo da véspera.

Dos carros que ontem não haviam feito tempo, apenas dois continuam sem ter percorrido uma única volta: o Porsche da ARC Bratislava e o Radical SR10 da ECO Racing.

Nesta quarta, haverá duas sessões oficiais de treinos livres, começando respectivamente às 11h e 15h15, pelo horário de Brasília.

Banho de lua

Ele não é Celly Campello, mas Stoner deu um "banho de lua" na abertura da MotoGP em Losail


Antes tarde do que nunca, venho escrever sobre o GP do Catar de Motovelocidade. Não vi a corrida no domingo - cortei a NET faz tempo em casa e preciso dispensar esse tipo de "luxo" por uns tempos. Só me restou ver a fita da corrida para poder fazer uma análise melhor da corrida inaugural da temporada 2008.

A pista de Losail ficou ótima com a iluminação artificial, que acompanhou o desenho dos 5,4 km do traçado. O fato da corrida ser noturna ajudou que os pneus tivessem um desgaste menor que no forte calor do Oriente Médio - de dia, pois à noite a temperatura do asfalto não passou de 16 graus.

Isto posto, não foi surpresa que a Ducati e Casey Stoner largassem na frente rumo ao bicampeonato.

Surpresa, e das grandes, foi a estréia de dois ótimos valores vindos da 250cc: Jorge Lorenzo e Andrea Dovizioso - e ainda arrisco que o italiano ainda foi melhor que o rival espanhol, pois chegou em quarto com uma Honda de 2007 e tudo isso depois de um duelo de tirar o fôlego com ninguém menos que Valentino Rossi.

Lorenzo teve um momento pleno de brilhantismo ao cravar a pole position, mas largou mal e se garantiu ao longo das 22 voltas para chegar em segundo, à frente do compatriota Dani Pedrosa - outro que fez uma boa corrida e uma largada excepcional, saindo de oitavo para a liderança antes da curva 1.

Menção também para o britânico James Toseland, atual campeão mundial de Superbikes, que conseguiu um bom sexto lugar em sua estréia. Já o samarinês Alex de Angelis repetiu o festival de pataquadas da classe 250cc: caiu e foi o único dos dezoito pilotos a abandonar a corrida.

Diante do que foi visto em Losail - se bem que uma corrida à noite não pode ser considerado um "termômetro" da temporada, dá pra tirar algumas conclusões:

- Stoner é o principal favorito ao título. Marco Melandri foi mal em sua estréia na Ducati.

- Guardem esse nome: Andrea Dovizioso. Esse italiano será um dos melhores pilotos de sua geração.

- Jorge Lorenzo teve uma bela estréia e vai dar trabalho (e dores de cabeça) a Rossi. Será que o italiano vai reclamar agora dos pneus Bridgestone?

- O HRC tem um piloto rápido e motivado (Pedrosa) e outro piloto mais ou menos, mas muito desmotivado (Hayden). Quem dos dois sobreviverá para 2009?

- A Gresini não tem pilotos: de Angelis vai ficar mais no chão do que em pé e o tempo de Nakano na MotoGP já passou.

- A Tech 3 promete ser uma boa surpresa: Toseland e Edwards são rápidos em classificação, mas precisam ser mais consistentes nas corridas.

- Suzuki e Kawasaki começam mal o ano. Se não agirem rápido...

- A equipe D'Antin voltou ao lugar de sempre. Pra que dispensar a experiência de Alexandre Barros pra trazer um "bração" como o espanhol Toni Elias?

Hasta Jerez!

ALMS: Peugeot dá o troco



A segunda sessão de testes coletivos para as 12 Horas de Sebring foi totalmente dominada pela Peugeot e seu sensacional 908 HDi FAP. O carro tripulado na Flórida por Minassian / Sarrazin / Lamy registrou o tempo de 1'43"302 - quatro décimos abaixo do Audi de Werner / Luhr / Rockenfeller.

Na LMP2, a Penske fez de novo o melhor tempo - de novo com Timo Bernhard, que cravou 1'45"147 com o Porsche RS Spyder #7. O Acura da Andretti Green, de Fittipaldi / Herta / Marco Andretti foi oito décimos mais lento. A novidade é que o Porsche da Dyson "acordou" pra vida e a dupla formada por Guy Smith e Chris Dyson ficou em terceiro na divisão.

A Corvette fez os dois melhores tempos - outra vez - da LMGT1, mas o #3 de Fellows / O'Connell / Magnussen foi o mais veloz, por margem mínima, sobre o carro de Gavin / Beretta / Papis. E na LMGT2, meio segundo separou os três primeiros colocados: os mesmos da primeira sessão - Ferrari #62 da Risi, Porsche #45 da Flying Lizard e Ferrari #71 da Tafel.

Mais duas sessões de testes coletivos estão programadas para hoje.

Inesquecível Trovão

Luiz Antônio Greco deixou saudade no automobilismo brasileiro. O "Trovão", homem que impunha respeito pela voz de baixo profundo, sabia tudo do métier. Aprendeu com Christian Heins como se gerenciava uma equipe de corridas e quando este faleceu tragicamente em Le Mans, no ano de 1963, assumiu a condução de uma das maiores escuderias deste país: a Willys.

Estrategista nato, o "Trovão" só não fazia chover. Por suas mãos passaram vários dos melhores pilotos da história, muitos dos quais mostraram sua categoria com os Alpines e Berlinetas pintados de amarelo. Luiz Pereira Bueno e Bird Clemente que o digam...

Em 1967, com a absorção da Willys pela Ford, Greco continuou cuidando do departamento de competição da marca estadunidense no Brasil. Ele foi o responsável pela distribuição dos 25 chassis Merlyn - que aqui se transformaram em Bino - para a criação do campeonato da Fórmula Ford em 71. Também chefiou equipes de Rali, Protótipos, Divisão 1 e Divisão 3. Excetuando o Corcel e o Bino Mark II, os outros carros eram de grande potência e cilindrada: Maverick, Ford GT40, Avallone Ford e por aí vai.

No fim de 1976, o automobilismo brasileiro vivia uma séria crise. Alguns equipamentos importados, como pneus, tiveram sua entrada vetada no país. Carros de fora, nem pensar. A Classe B onde os Maverick D-3 corriam foi extinta. Na D-1, o carro da Ford perdia espaço para o Opala. E Greco silenciosamente se afastou do automobilismo.

Não por muito tempo: quando o Brasileiro de Marcas e Pilotos foi anunciado para 1983, lá estava ele se preparando para a volta - que aconteceu em 1984, trazendo o colorido característico de azul e amarelo aos Ford Escort que preparou com carinho. Sob sua batuta, estiveram nessa época os pilotos Waldir Florenzo, Luiz "Pitoco" Rosenfeld, Edmar Ferreira, Lian Duarte, Ingo Hoffmann, Arthur Bragantini e outros, além de... Fábio Greco.

Sim... o filho do lendário "Trovão" foi aprender tudo e mais um pouco com o velho pai. E recompensou à altura, vencendo junto com Lian Duarte o campeonato de 1985. A equipe continuou sendo uma pedra no sapato (é só lembrar do que ela fazia nas 12 Horas de Goiânia), mas nunca mais foi campeã - nem mesmo quando, para completo choque da comunidade automobilística - trocou a eterna parceria pela Volkswagen para o certame de 1991.

Infelizmente ele não permaneceria entre nós para presenciar o surgimento da Fórmula Uno, gerida com competência por seu filho Fábio a partir de 1992. Foi-se a lenda, ficou o sobrenome para sempre.

E no ano em que a lendária equipe Bino completa 50 anos de surgimento, eis que a Greco Competições vai voltar ao automobilismo brasileiro e na companhia de outro mito do esporte-motor: a Ferrari.

Com duas F430, Fábio Greco e sua equipe disputarão a GT3 Brasil. Um dos carros já tem dupla definida: Sérgio Laganá / Antonio Jorge Neto. Renato Cattalini está - por enquanto - sem parceiro.

Para quem como eu, que curte automobilismo, assim como muitos outros visitantes do blog, trata-se de uma novidade repleta de emoção e respeito. Sentimentos que se misturam ao lembrarmos de um sobrenome que é História neste esporte.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Clip da semana - "Can't find my way home"

Este foi um grupo singular: o Blind Faith reuniu músicos que fariam ou tinham feito parte de três outros distintos nos anos 60/70. Eric Clapton e Ginger Baker tocaram juntos no Cream entre 1966 e 1968. O mesmo Clapton chamaria Rick Grech para se juntar a ele no Derek & The Dominos - outra banda de curtíssima duração, mas que fez história. E o menino-prodígio Stevie Winwood saíra do Traffic, para onde depois voltaria.

Num único trabalho de estúdio, lançado em 1969, a banda semeou muita polêmica. Jamais pelas letras. E sim pela capa ousada, com uma ninfeta pós-púbere completamente nua. Tal atitude provocou a censura da mesma nos EUA e o jeito foi lançar outra capa, amarela, com uma fotografia dos quatro músicos.

O Blind Faith fez sua primeira apresentação ao vivo no Hyde Park em Londres, a 7 de junho naquele ano. E é deste show o clip da semana com "Can't find my way home" - que junto com "Presence of the Lord" é uma das músicas que Eric Clapton até hoje toca em carreira solo.

Audi x Peugeot: começa a batalha

Começou nesta segunda a semana inaugural da American Le Mans Series 2008. As 12 Horas de Sebring, com disputa a partir de 11 da manhã de sábado (hora de Brasília), terão dois dias de testes coletivos, além das sessões livres oficiais de quarta e a qualificação de quinta com 25 minutos de duração para GTs e Protótipos.

Hoje, no primeiro dia de treinos coletivos, a Audi começou bem. Allan McNish registrou 1'44"093, fechando como o mais rápido - quatro décimos mais rápido que o carro #2 de Werner / Luhr / Rockenfeller. Entre os dois bólidos alemães, ficou o Peugeot 908 HDi FAP, que de saída ficou a menos de dois décimos do R10 líder.

Na LMP2, o equilíbrio se verificou com cinco carros dentro do mesmo segundo e um excepcional tempo conquistado pelo Porsche RS Spyder #7 da Penske, com Dumas / Bernhard / Collard - 1'45"147. Na seqüência, dois Acura ARX01-B, das equipes Andretti Green e Highcroft.

Sem nenhuma surpresa, na divisão LMGT1 o melhor tempo do dia foi do Corvette de Gavin / Beretta / Papis: 1'56"501. O Aston Martin da Bell Motorsports foi três segundos mais lento que os "trovões" amarelos.

E na LMGT2, a Ferrari #62 da Risi continua com o status de favorita, cravando um tempo (2'01"423) melhor que a pole position do ano passado. O Porsche de Bergmeister / Henzler / Lieb ficou em segundo, com a Ferrari da Tafel tripulada por Farnbacher / Bell / Müller na terceira posição.

A lista de inscritos apresenta mudanças de última hora: Ben Devlin não andará no Lola / Mazda da BK Motorsports. Foi substituído por Gerardo Bonilla, piloto do México. E Jean-Christophe Ravier se juntará a Juan Barazi e Michael Vergers na formação do Zytek da Barazi-Epsilon, um dos quatro carros que veio da Europa para a primeira prova da ALMS.

Na lona, parte 2

Para quem achava que só a Forsythe foi a única equipe a sentir os efeitos da "fusão" da ChampCar - que pediu falência na sexta-feira - e a IRL, eis que a escuderia de um dos principais incentivadores da idéia de reunir as duas categorias também vai à nocaute.

O Team Australia, leia-se Walker Racing, já não tinha disputado o último teste da extinta ChampCar em Sebring. Derrick Walker, um dos sócios junto com Craig Gore e Josh Fish, e que era o diretor geral da escuderia, queria alinhar Will Power e Simon Pagenaud para mais uma temporada. Mas os planos não puderam ir adiante. O problema? O mesmo da Forsythe: falta de patrocínio.

"Passei os últimos quatro meses pensando que iríamos acertar as coisas. Mas na sexta-feira 'joguei a bomba' e foi a coisa mais difícil que tive de fazer. Todos ficaram chocados", disse Derrick, que em outros anos foi chefe de equipe de Gil de Ferran, Christian Fittipaldi e Mario Haberfeld.

Contudo, a equipe não encerra suas atividades. Ele pretende alinhar dois carros na Fórmula Atlantic e montar uma estrutura para a IRL em 2009. Mas ele não sabe como, nem quando. Com 40 funcionários na folha de pagamento, a Walker Racing vai dar suporte a uma outra categoria ainda neste ano. "Talvez a A1GP", disse o resignado dirigente.

ALMS: vai começar o espetáculo!




Com quatro sessões de testes livres para quem quiser participar, começa hoje a temporada 2008 da American Le Mans Series. Serão 11 provas de sábado próximo até setembro, com a fina flor da endurance em protótipos e GTs nos Estados Unidos. O primeiro prato será servido na Flórida: as 12 Horas de Sebring, cercadas de grande expectativa porque teremos o primeiro dos oito confrontos do ano previstos entre Peugeot x Audi - os dois construtores que apostaram primeiro no uso do diesel como combustível.

Os alemães, como é sabido, levam vantagem pois o projeto do R10 TDi já vem de 2006 e um ano faz toda a diferença no automobilismo. Mas não se iludam: a Peugeot tem não só um carro belíssimo e confiável como também pilotos que podem fazer a diferença na hora H especialmente em termos de velocidade, feito o francês Nicolas Minassian. Os alemães contra-atacam apregoando a juventude das novas feras Lucas Luhr e Mike Rockenfeller, que irão se juntar a Marco Werner no segundo carro. O primeiro é dos campeões de 2007: Dindo Capello, Allan McNish e do sete vezes campeão de Le Mans, Tom Kristensen.

Isto posto, sabe-se que os outros três carros inscritos na classe LMP1 para Sebring serão meros figurantes. A novidade é a equipe ECO Racing dirigida por Ian Dawson, que também aposta no diesel como combustível, para impulsionar o protótipo Radical R10 de Ben Collins, Simon Wright e Harri Toivonen. Falta desenvolvimento ainda, mas o carro poderá surpreender ao longo do ano. Algo que não se espera, por enquanto, da Autocon - que ainda comemora a conquista de uma improvável vaga para as 24 Horas de Le Mans - e da Intersport Racing.

A LMP2 é a classe mais equilibrada de protótipos não só na ALMS como também no planeta inteiro. Duas marcas se sobressaem: a Porsche e a Acura (leia-se Honda). Os alemães têm como trunfo a competência extrema da Penske, que é a equipe oficial e obteve uma façanha incrível ano passado. Nas 12 provas, venceu simplesmente oito na classificação geral, fazendo de Romain Dumas e Timo Bernhard os astros do ano. Para 2008, espera-se o contra-ataque da Audi, mas nas provas de "tiro curto" que são maioria na temporada, a Penske e a Porsche podem beliscar vitórias de novo.

A Acura larga no início do campeonato com três protótipos ARX-01B, na verdade um Courage LC75 com aerodinâmica revista, e terá um quarto carro a partir do GP de Long Beach, quando acontece a já falada estréia da equipe do brasileiro Gil de Ferran. Por enquanto, a melhor das equipes da montadora japonesa na LMP2 é a Highcroft, mas a Andretti Green conseguiu tempos bastante consistentes nos testes de Sebring e é bom não esquecer que no ano passado chegaram em segundo na geral, vencendo na divisão.

A Dyson Racing, outra equipe que corre com Porsche, deve fazer o mesmo papel de 2007: figuração. Já a B-K Motorsports, com um maior envolvimento da Mazda no programa de desenvolvimento do motor trirotor e novos pneus Yokohama, pode ser capaz de resultados melhores que no último ano. Em Sebring, outras duas equipes européias vão se bater com as estadunidenses: a Horag Racing, que inscreveu outro Porsche RS Spyder e a franco-dinamarquesa Barazi Epsilon, com um Zytek.

Na LMGT1 não se espera outra coisa além do óbvio. Com poucos carros (três) inscritos, a Corvette é franca favorita com o C6-R. Pelo menos a Bell Motorsports chega para fazer uma sombra, por enquanto discreta, à marca de Detroit, com seu Aston Martin. Os "trovões" V-8 prometem encher mais uma prateleira de troféus.

Já a classe LMGT2 tem equipes e marcas de sobra. Trata-se da categoria que mais tem evoluído e que não por acaso reúne o maior número de inscritos para a corrida do próximo sábado: 16 no total. Os construtores envolvidos na divisão têm muito peso, também: Porsche, Dodge, Aston Martin, Ford, Corvette, Panoz e Ferrari.

Por enquanto, a grande favorita é a Risi Competizione, campeã em 2007 com Jaime Melo Jr. e Mika Salo, que continua com a eficiente Ferrari F430. Só que a Flying Lizard preparou um esquadrão à altura de suas pretensões: com três Porsche 997 GT3 RSR a tempo inteiro, os "Lagartos Voadores" não esperam outra coisa além do título. E eles vêm para Sebring com sede de vingança: ano passado, numa chegada inesquecível, Melo derrotou o alemão Jörg Bergmeister por 0s202 - margem ridícula para uma prova de 12 Horas de duração.

Correndo por fora, aparece a Tafel Racing, que evoluiu bastante em 2007 e terá duas novas Ferrari F430. A marca italiana aparece com mais um bólido, da Corsa Motorsports, que deverá ter dificuldades principalmente com os pneus coreanos Hankook, de pouca ou nenhuma tradição no automobilismo.

Além dos três carros da FLM, a Porsche estará representada em Sebring por mais outras três equipes com um carro cada: a Vici Racing, a Farnbacher-Loles e a ARC Bratislava. Só esta última não vai correr toda a temporada, pois veio da Eslováquia. A Vici Racing deve pôr um segundo carro na pista já na próxima etapa em St. Petersbourg.

As outras marcas comparecem nas 12 Horas com um carro cada. Destaque para a Drayson-Barwell, que vai competir com um Aston Martin (nas primeiras provas será o modelo GT3) movido a bioetanol. O Corvette da LG Motorsports pode ser uma boa surpresa, assim como o Panoz da PTG. A Primetime Racing não conseguiu o apoio de fábrica da Dodge e o piloto-proprietário Joel Feinberg deverá encontrar dificuldades nas primeiras provas. Mas a maior incógnita é o comportamento do Doran Ford GT MKVIII. O primeiro carro, da Robertson Racing, foi entregue e estará em Sebring, apesar do fraco rendimento em testes particulares. Ao longo do ano, espera-se outros dois modelos iguais, das equipes Trans Sport e Doran-Kuttner.

Alívio


A menos de uma semana para o início da Fórmula 1 na Austrália, a Super Aguri - envolta desde o fim do ano passado numa enorme crise financeira - salva-se da bancarrota iminente graças a um acordo com o grupo Magma, que passa a ser o acionista principal da escuderia.

A escuderia foi a que menos testes fez na pré-temporada, num total de apenas 3 mil km. Nas sessões que foram realizadas em Jerez de la Frontera e Barcelona, as duas últimas do ano, a equipe até foi para a Espanha. Mas a falta de peças e demais problemas técnicos e evidentemente financeiros, fizeram com que os carros jamais saíssem dos boxes.

Os rumores dão conta que o acordo Aguri-Magma foi feito no seguinte termo: a empresa adquiriria total controle sobre a SA e o antigo piloto Aguri Suzuki, fundador da equipe, continuaria na gerência desportiva junto com o italiano Daniele Audetto. Mas ninguém sabe se foi realmente isto o que ficou acertado nos bastidores.

Certo é que carros, peças, motores e os membros da equipe já estão na Austrália. A dupla de pilotos é a mesma do ano passado: Takuma Sato e Anthony Davidson. Mas não dá pra se esperar muito, pois o carro da Aguri - o SA08 - é, na verdade, o Honda RA107 - o péssimo carro da montadora japonesa no ano passado.

domingo, 9 de março de 2008

Você pediu, você ganhou: Toyota



A apropriação do slogan da Toyota, vertido para o português, não é por acaso. Hoje, pela primeira vez depois de 40 corridas na divisão principal da Stock Car estadunidense, a marca japonesa conquistou sua primeira vitória - que todo mundo já tinha notado: estava batendo na trave desde as 500 Milhas de Daytona, há um mês.

A proeza coube àquele que é sem dúvida o homem mais rápido do início da temporada: Kyle Busch. O metralhinha, irmão mais novo do campeão de 2004 Kurt Busch, está recompensando plenamente o investimento feito por Joe Gibbs, que aproveitou a saída do piloto da Hendrick (será que eles estão arrependidos por não renovarem seu contrato?) para colocá-lo na vaga que era de JJ Yeley.

A Toyota é a primeira marca estrangeira a vencer uma prova da Nascar em 54 anos. A última, para espanto de muitos, foi a Jaguar. Nas 500 Milhas de Atlanta, neste domingo, Busch foi um dos nove pilotos que liderou a corrida, assumindo a liderança para não mais perdê-la na 286a. passagem de um total de 325. De quebra, a JGR assegurou a dobradinha com o segundo lugar obtido por Tony Stewart.

Com o triunfo, o piloto do #18 Toyota amplia sua liderança na classificação. Ele tem 73 pontos de avanço sobre Greg Biffle e 91 para o terceiro colocado, Kevin Harvick. Carl Edwards e Elliott Sadler, os únicos que abandonaram a prova da Géorgia, despencaram respectivamente dez e onze posições na tabela.

A quinta etapa é em Bristol, no Tennessee, no minúsculo oval de meia milha de extensão, cuja capacidade das arquibancadas é praticamente o dobro de habitantes daquela cidade.

O resultado da Atlanta 500:

1. Kyle Busch - Joe Gibbs Racing / Toyota Camry
2. Tony Stewart - Joe Gibbs Racing / Toyota Camry
3. Dale Earnhardt Jr. - Hendrick Motorsports / Chevrolet Impala SS
4. Greg Biffle - Roush-Fenway Racing / Ford Fusion
5. Jeff Gordon - Hendrick Motorsports / Chevrolet Impala SS
6. Clint Bowyer - Richard Childress Racing / Chevrolet Impala SS
7. Kevin Harvick - Richard Childress Racing / Chevrolet Impala SS
8. Matt Kenseth - Roush-Fenway Racing / Ford Fusion
9. Brian Vickers - Red Bull Racing / Toyota Camry
10. Jeff Burton - Richard Childress Racing / Chevrolet Impala SS

TV Tudo

Você seria capaz de adivinhar a que programa pertence uma determinada música? Esse jogo do UOL lhe oferece a possibilidade.

Aceita o desafio? Então vamos lá... quero que digam quantos pontos vocês conseguiram hein... sem mentiras!

Eu consegui 70% de acerto, sem apelar pras dicas.

Discos que já ouvi antes de morrer (VII) - Disraeli Gears / 1967


Ahmet Ertegun, falecido há pouco menos de um ano, tem como um de seus grandes méritos a influência direta na formação do power trio mais cool dos anos sessenta. Afinal de contas, foram três músicos com diferentes influências que, enquanto juntos, revolucionaram a música no seu tempo.

Senão vejamos: o guitarrista, um certo Eric Clapton, era um herdeiro direto das melhores tradições do blues, como já demonstrara no primeiro grupo em que tocou - os Yardbirds; Jack Bruce, o baixista, tinha formação de música indiana além de fortes raízes no jazz; e o baterista Peter "Ginger" Baker, um monstro no seu instrumento, guardou muito bem as lições que aprendeu com percussionistas africanos.

Desta união de três feras surgiu o Cream. E o grupo é pule de dez quando lembrado acerca de influências para diversos estilos musicais: o jazz-fusion, o hard rock e dizem, até, o rock progressivo.

O certo é que os três juntos formavam uma massa de esporro sonoro como nunca se vira na Atlantic Records até aquela época. Quando foram gravar Disraeli Gears em 1967, eles ligavam seus amplificadores Marshall a todo volume e faziam coisas que poucos artistas imaginaram ser possíveis. Efeitos psicodélicos, pedais wah-wah, bateria com dois bumbos, baixo tremendamente distorcido... tudo valia a pena para se conseguir mais e melhores sons. Não é à toa que no DVD da série "Classic Albums", Ahmet Ertegun creditava parte de sua surdez ao altíssimo volume que os três rapazes ingleses impunham aos seus instrumentos.

Grande parte do sucesso de Disraeli Gears pode e deve ser creditado ao trabalho do produtor Felix Pappalardi, que buscou dar ao trio uma cara mais comercial. E isto pôde ser sentido logo de cara, quando ele mudou a melodia de "Strange Brew", a faixa de abertura, tornando-a pop e tremendamente palatável. Isto desagradou profundamente Eric Clapton na época - afinal ele e Gail Collins tinham escrito letra e melodia - porque o produtor achara que com a mudança de compassos, saindo do estilo do blues de raiz para uma "canção pop à Paul McCartney", a coisa pegaria. E pegou.

Mas "Strange Brew" não é a música mais lembrada do álbum. Isto cabe a "Sunshine Of Your Love", com uma linha de baixo inspiradíssima de Jack Bruce e letra brilhante de Pete Brown. A música é tão boa que até Jimi Hendrix a incluía nas jams que promovia em seus já impressionantes shows com o Experience.

O clima em Disraeli Gears varia de acordo com o teor das letras. Sexo e cabarés em "Dance The Night Away". Engajamento político em "Take It Back". Traição em "Outside Woman Blues". Brigas de casal em "We're Going Wrong", para muitos a melhor música da carreira do Cream. Tudo pontuado por guitarras rascantes, os vocais de Jack Bruce e a bateria marcante de Ginger Baker.

Uma outra grande canção é "Tales Of Brave Ulysses", cuja história é resumida pelo seguinte: o artista plástico australiano Martin Sharp, que depois comporia a capa do álbum, foi apresentado a Clapton por Charlotte Martin, uma linda francesa que namorava o guitarrista. Sharp não se fez de rogado: disse-lhe que tinha uma letra de música e que gostaria de oferecê-la ao grupo. Para sua sorte, ou por um daqueles acasos do destino, a letra que ele escrevera cabia perfeitamente numa melodia que EC tinha escrito junto com seus companheiros do Cream.

A se lamentar é que depois de um início tão promissor, o grupo tenha se desfeito. Ficaram na memória seus brilhantes discos e as memoráveis apresentações ao vivo, onde parecia que os três encarnavam o espírito de músicos históricos como Robert Johnson e Charlie "Bird" Parker.

Ficha Técnica de Disraeli Gears
Selo: Atlantic / Polydor
Produção: Felix Pappalardi
Gravado nos estúdios da Atlantic Records, nos EUA, em maio de 1967
Duração do álbum: 33'30"

Músicas:

1. Strange Brew (Eric Clapton-Gail Collins-Felix Pappalardi)
2. Sunshine Of Your Love (Jack Bruce-Pete Brown)
3. World Of Pain (Gail Collins-Felix Pappalardi)
4. Dance The Night Away (Jack Bruce-Pete Brown)
5. Blue Condition (Ginger Baker)
6. Tales Of Brave Ulysses (Martin Sharp-Eric Clapton0
7. Swlabr (Jack Bruce-Pete Brown)
8. We're Going Wrong (Jack Bruce)
9. Outside Woman Blues (Arthur Reynolds)
10. Take It Back (Jack Bruce-Pete Brown)
11. Mother's Lament (Traditional - Arr. Eric Clapton)

Dose dupla


O sábado veloz em Interlagos teve a primeira rodada da Porsche GT3 Cup Challenge e também dupla vitória de Constantino Júnior. O piloto-empresário venceu a primeira prova após uma disputa muito boa com o pole position Tom Valle e na segunda, largando na primeira posição (uma vez que o resultado final da primeira prova define o grid da segunda), a margem entre o vencedor e o mesmo Tom Valle foi ainda menor - oito décimos de segundo.

O atual campeão Ricardo Baptista ficou devendo: foi 12o. na primeira corrida e décimo na segunda. A boa surpresa foi o duplo terceiro lugar do estreante Miguel Paludo, do Rio Grande do Sul. O piloto homenageou Aurélio Félix com um "Valeu Aurélio" pintado no capô do seu novissimo Porsche 997 GT3 Cup.

sábado, 8 de março de 2008

Parabéns às mulheres

Melhor do que escrever centenas de parágrafos evocando a importância e a beleza da mulher, é colocar uma música que representa muito bem este ser que nos dá a vida.

Afinal de contas, se as mulheres não existissem, não estaríamos neste mundo.

Com a palavra, Erasmo Carlos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

MotoGP: riding with the moon



O campeão mundial da MotoGP começa a temporada 2008 na frente: Casey Stoner foi o mais rápido nas sessões noturnas de treinos livres para o Grande Prêmio do Catar, no circuito de Losail. Com o tempo de 1'55"442 a bordo de sua Ducati Desmosedici GP8, ele foi um centésimo mais rápido que o estreante espanhol Jorge Lorenzo, da Yamaha. O campeão mundial de Superbikes James Toseland, também novato na categoria máxima, surpreendeu positivamente ao ser o terceiro mais rápido.

Em contrapartida, as decepções foram Valentino Rossi - apenas oitavo colocado e as Kawasaki, que ficaram em décimo-quarto com John Hopkins e em décimo-sétimo (penúltimo) com o australiano Anthony West. As Honda oficiais de fábrica também não foram bem e Dani Pedrosa levou um tombaço na segunda sessão livre de classificação, prejudicando seu desempenho.

Nas categorias 250 e 125 cilindradas, já aconteceram sessões oficiais de classificação. Na "Duque", Hector Barberá foi o mais rápido, com Mattia Pasini e Alvaro Bautista nas posições seguintes. E na classe dos monocilíndricos, surpresa: dois ingleses liderando o pelotão - Bradley Smith na pole provisória e Danny Webb em segundo. O francês Mike di Meglio foi o terceiro melhor do dia.

Estréia promissora



A Porsche GT3 Cup Challenge começa a temporada 2008 neste sábado com a primeira rodada dupla em Interlagos. De acordo com e-mail que recebi do camarada L.-A. Pandini, nada menos que dezesseis pilotos ficaram dentro do mesmo segundo no classificatório da tarde de hoje.

A pole position ficou com Tom Valle, que apresenta pintura nova em seu #99, como na foto vista acima. A primeira fila tem ainda a presença de Marcelo Ometto. O atual campeão, Ricardo Baptista, larga em oitavo.

Os vinte e um pilotos que classificaram nesta sexta aceleraram o novo modelo Porsche 911 GT3 RS, o "997". Esta versão de competição tem 30 HP a mais que o antigo e os carros não têm o sistema ABS de freio, o que torna as frenagens mais cuidadosas. Qualquer "lixada" no pneu Yokohama... e o rendimento vai abaixo.

O grid está assim:

1. Tom Valle - 1'41"557
2. Marcelo Ometto - 1'41"611
3. Constantino Jr. - 1'41"624
4. Miguel Paludo - 1'41"775
5. Beto Posses - 1'41"816
6. Marcel Visconde - 1'41"835
7. Walter Salles - 1'41"860
8. Ricardo Baptista - 1'41"913
9. Clemente Lunardi - 1'41"929
10. Otávio Mesquita - 1'42"024
11. Luiz Zattar - 1'42"058
12. Sérgio Ribas - 1'42"102
13. Guilherme Figueroa - 1'42"210
14. Haroldo Pinto - 1'42"269
15. Maurizio Billi - 1'42"272
16. Antonio Hermann -1'42"475
17. Marcos Barros - 1'42"853
18. Valter Rossete - 1'43"507
19. Omilton Visconde Jr. - 1'44"030
20. Henry Visconde - 1'46"473
21. Adalberto Baptista - 1'51"132

Boa idéia sobre rodas

Cinqüenta e um inscritos fazem parte da primeira lista divulgada pela Le Mans Series para os 1000 km de Barcelona, daqui a menos de um mês. Como já é sabido, os protótipos são as vedetes da temporada e estão em número muito expressivo na categoria, contra um contingente apenas razoável de GTs.

Entre as novidades, estão o segundo Lola da Charouz Racing System, alinhado em conjunto com os estadunidenses da Cytosport. Este carro, como alguns outros que aparecerão nas etapas seguintes, está inscrito no regime race by race - permitido pelo regulamento. No âmbito dos pilotos, a belga Vanina Ickx - filha de Jacky Ickx, piloto de F-1 entre 1966 e 1979 - está de volta com a equipe Rollcentre Racing.

Dois brasileiros vão correr: Thomas Erdos, acompanhado de Mike Newton e Andy Wallace, no MG Lola EX265 da RML, e Mario Haberfeld, junto com Joey Foster no Embassy WF01 Zytek. Ambos os carros são da categoria LMP2.

Eis os inscritos (aguardando confirmações)

LMP1

1. Allan McNish / Rinaldo Capello - Audi Sport Team Joest / Audi R10 TDi

2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat - Audi Sport Team Joest / Audi R10 TDi

4. Marc Faggionato / Richard Hein / Jacques Nicolet - Saulnier Racing / Pescarolo P01 Judd

5. Soheil Ayari / Stéphane Ortelli - Team Oreca-Matmut / Courage LC70 Judd

6. Nicolas Lapierre / Olivier Panis - Team Oreca-Matmut / Courage LC70 Judd

7. Nicolas Minassian / Marc Gené - Team Peugeot Total / Peugeot 908 HDi FAP

8. Pedro Lamy / Stéphane Sarrazin - Team Peugeot Total / Peugeot 908 HDi FAP

10. Jan Charouz / Stefan Mücke - Charouz Racing System / Lola B08/60 Aston Martin

12. Klaus Graf / Greg Pickett - Charouz Racing System - Cytosport / Lola B07/17 Judd

14. Jamie Campbell-Walter / Felipe Ortiz - Creation Autosportif / Creation CA07 AIM

15. Stuart Hall / Simon Pagenaud - Creation Autosportif / Creation CA07 AIM

16. Jean-Christophe Boullion / Emmanuel Collard - Pescarolo Sport / Pescarolo P01 Judd

17. Harold Primat / Christophe Tinseau - Pescarolo Sport / Pescarolo P01 Judd

18. Vanina Ickx / João Barbosa / Martin Short - Rollcentre Racing / Pescarolo P01 Judd

19. Amanda Stretton / Bob Berridge / Gareth Evans - Chamberlain Synergy / Lola B06/10 AER

20. Angel Burgueno / TBA - Epsilon-Euskadi / Epsilon Euskadi EE01 Judd

21. TBA / TBA - Epsilon-Euskadi / Epsilon Euskadi EE01 Judd


LMP2

25. Thomas Erdos / Mike Newton / Andy Wallace - RML / MG Lola EX265 AER

26. Jens Petersen / Jan-Dirk Lüders / Marc Rostan - Team Bruichladdich / Radical SR9 AER

27. Didier Theys / Fredy Lienhard / Jan Lammers - Horag Racing / Porsche RS Spyder

30. Filippo Francioni / Marco Didaio - Racing Box / Lucchini LMP2-01 Judd

31. John Nielsen / Casper Elgaard - Team Essex / Porsche RS Spyder

32. Juan Barazi / Michael Vergers - Barazi-Epsilon / Zytek 07S/2

33. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Belicchi - Speedy-Sebah Racing / Lola B08/80 Judd

34. Peter van Merksteijn / Jos Verstappen - Van Merksteijn Motorsport / Porsche RS Spyder

35. Matthieu Lahaye / Pierre Ragues - Pescarolo Sport / Pescarolo P01 Judd

37. Philippe Salini / Stéphane Salini / Patrice Roussel - WR Salini / WR LMP2 Zytek

40. Miguel Pais do Amaral / Olivier Pla - Quifel ASM Team / Lola B05/40 AER

41. Claude-Yves Gosselin / Julien Schroyen / Karim Ojjeh - Trading Performance / Zytek 07S/2

44. Jean de Pourtales / Alex Müller / Hideki Noda - Kruse Schiller Motorsport / Lola B06/43 Mazda

45. Warren Hughes / Jonny Kane - Embassy Racing / Embassy WF01 Zytek

46. Mario Haberfeld / Joey Foster - Embassy Racing / Embassy WF01 Zytek


LMGT1

50. Dino Lunardi / Fréderic Makowiecki / David Halliday - Larbre Competition / Saleen S7-R

55. Roman Rusinov / Peter Kox - IPB Spartak Racing / Lamborghini Murciélago GT-R

59. Tomas Enge / Antonio Garcia - Team Modena / Aston Martin DBR9

72. Luc Alphand / Guillaume Moreau / Patrice Goueslard - Luc Alphand Aventures / Chevrolet Corvette C6-R

73. Sébastien Dumez / Jean-Luc Blanchemain / Roland Bervillé - Luc Alphand Aventures / Chevrolet Corvette C6-R


LMGT2

75. Jean-Philippe Belloc / Richard Balandras / Michel Lecourt - IMSA Performance Matmut / Porsche 997 GT3 RSR

76. Richard Lietz / Raymond Narac - IMSA Performance Matmut / Porsche 997 GT3 RSR

77. Alex Davison / Marc Lieb - Team Felbermayr-Proton / Porsche 997 GT3 RSR

85. Ralf Kelleners / Aleksej Vasiliev / Peter Dumbreck - Spyker Squadron / Spyker C8 Laviolette

88. Horst Felbermayr Jr. / Christian Ried - Team Felbermayr-Proton / Porsche 997 GT3 RSR

90. Richard Westbrook / Allan Simonsen / Lars-Erik Nielsen - Farnbacher Racing / Porsche 997 GT3 RSR

91. Anthony Beltoise / Pierre Ehret / Pierre Kaffer - FBR Motorsport / Ferrari F430

93. TBA / TBA - James Watt Automotive / Aston Martin Vantage GT2

94. Andrea Chiesa / Philippe Camandona / Benjamin Leuenberger - Speedy Racing / Spyker C8 Laviolette

95. Paul Daniels / Joel Camathias / Tim Sudgen - James Watt Automotive / Porsche 997 GT3 RSR

96. Rob Bell / Gianmaria Bruni - Virgo Motorsport / Ferrari F430

98. TBA / TBA - JMB Racing / Ferrari F430

99. Ben Aucott / Stéphane Daoudi - JMB Racing / Ferrari F430

Possível regresso

Não duvidem se Cristiano da Matta voltar às pistas em 2008.

Completamente recuperado de um traumático acidente onde quase perdeu a vida ao atropelar um cervo na pista de Elkhart Lake há quase dois anos, o piloto mineiro de 34 anos poderá ser um dos escolhidos por Gil de Ferran para disputar ao lado dele a American Le Mans Series com um Acura ARX01-B na classe LMP2.

A De Ferran Motorsports estréia em abril no GP de Long Beach e oportunamente o piloto e dono de equipe vai anunciar seu companheiro - ou companheiros de volante neste ano. "Correr com o Gil pode ser muito legal", admite Cristiano - que não descarta também disputar a Stock Car.

Só que a categoria brasileira tem pouquíssimas vagas disponíveis no momento: uma na Action Power, outra na Nascar Motorsport e mais uma na Hot Car. São as únicas onde a indefinição persiste.

Mas será bom ver Cristiano de volta, onde quer que seja. É de pilotos verdadeiros, honestos e sobretudo sinceros, que o automobilismo precisa. Foi por falar a verdade que ele recebeu bilhete azul em 2004 da Toyota. O carro era mesmo muito ruim e a equipe jamais decolou na Fórmula 1.

Uma turma do barulho


A rapaziada da MotoGP sabe mesmo se divertir. Ontem, em Doha, no lançamento do GP do Catar, primeira prova noturna na história da motovelocidade, eles se misturaram aos senhores dos petrodólares numa grande confraternização.

Aqui, um sheik parte o bolo oferecido na festança, acompanhado por (da esquerda para a direita) Loris Capirossi, Valentino Rossi, o atual campeão mundial Casey Stoner, Dani Pedrosa e Nicky Hayden.

Ao fundo, à esquerda, Colin Edwards e Alex de Angelis. Hoje, os pilotos da MotoGP entram na pista somente para treinos livres. A categoria 125cc já realizou o seu, e o mais rápido foi o britânico Bradley Smith.

O Sportv 2 transmite o GP do Catar de Motovelocidade a partir de 2 da tarde, horário de Brasília. Não dá pra perder, né?

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ganhou e não levou

Edwards (99) ganha e não leva; Busch (18), sem vencer, é o líder do campeonato
Esperei sair o veredito dos comissários para escrever sobre a Nascar. Afinal, não vi as 400 Milhas de Las Vegas, no último domingo, e o amigo Nishan me alertara via MSN que talvez o vencedor Carl Edwards sofresse uma penalização porque seu Ford Fusion estava "sob suspeita de irregularidade".

A suspeita se confirmou. O carro tinha uma irregularidade mesmo no tanque de óleo, constatada numa minuciosa vistoria realizada no Centro Tecnológico da Nascar em Concord, Carolina do Norte. Como efeito, Carl Edwards "Dos Santos" perdeu 100 pontos no campeonato e a liderança na pontuação, baixando para sétimo. Kyle Busch, da equipe Joe Gibbs, volta à ponta da tabela.

Edwards também perdeu o chefe de equipe Bob Osborne, multado em US$ 100 mil, pelas próximas seis corridas da temporada. A Nascar também o colocou sob observação até o fim do campeonato: ou seja, qualquer escorregão da equipe do #99 e é Osborne quem pagará o pato.

Não é a primeira punição que Edwards sofre com o COT: em Dover, ano passado, ele venceu a prova na Milha Monstro, mas seu carro também tinha irregularidades que provocaram multa e perda de pontos para ele e a equipe Roush.

A nova classificação do campeonato é esta:

1. Kyle Busch - 470 pontos
2. Ryan Newman - 450
3. Kasey Kahne - 444
4. Kevin Harvick - 428
5. Greg Biffle - 427
6. Jeff Burton - 421
7. Carl Edwards - 391
8. Martin Truex Jr. - 371
9. Elliott Sadler - 368
10. Dale Earnhardt Jr. - 361

Aurélio Félix

Eu vou na contramão de muita gente: não sou fã da Fórmula Truck, confesso. Mas é inegável que a categoria passou por um notável crescimento: técnico, com a participação de diversas marcas; esportivo, com grids cheios; e de público - basta ver os autódromos abarrotados por onde quer que o evento passe.

Mas, lamentavelmente, a categoria acaba de perder seu dínamo: Aurélio Baptista Félix, 49 anos de idade, faleceu prematuramente em decorrência de problemas cardíacos no interior do Rio Grande do Sul.

Ele sofrera um infarto na cerimônia de premiação da abertura do campeonato de 2008 em Guaporé e foi imediatamente transportado a um hospital, onde foi submetido a uma angioplastia. Mas a medicação ministrada pelos médicos lhe foi fatal: uma hemorragia estomacal pôs o promotor da Truck a nocaute.

Em vinte anos, ele jamais desistiu de seus sonhos. Nem o acidente fatal de Jefferson da Fonseca na primeira prova de Caminhões realizada no país, fez Aurélio baixar a guarda. Depois de uma série de eventos extracampeonato, em 1996 ele conseguiu viabilizar o primeiro campeonato brasileiro de uma categoria que hoje é um sucesso tamanho de público, capaz de arrastar a Interlagos platéias dignas de GP do Brasil de Fórmula 1.

Nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e acho que a "prosa" com esse caminhoneiro de corpo e alma poderia ser muito interessante. Prefiro muito mais um papo com gente simples, que veio de baixo e venceu, do que as pessoas que vieram também de baixo, mas que com o passar dos tempos, perdem a humildade, empinam o nariz e se acham o máximo.

O automobilismo brasileiro sofre mais um rude golpe. Caberá à categoria assimilar a perda e mostrar que pode sobreviver caminhando com suas próprias pernas.

Tomara que consigam.

VELOCIDADE SEIS!


Peço licença ao imortal Nelson Rodrigues, o eterno cronista das conquistas tricolores, para começar esta postagem com uma imortal frase de uma não menos imortal ocasião: a decisão do Estadual de 1969, quando o Fluminense venceu (que dúvida!) o Flamengo.

"Ah! Quem não esteve no Mário Filho não viveu."

Os vivos que deixaram suas casas e os mortos que saíram de suas tumbas presenciaram um daqueles momentos que tão cedo sairão da memória.

A noite de 5 de março de 2008, muito mais do que o primeiro jogo do Fluminense depois de 23 anos na Libertadores, muito mais do que a volta do pó-de-arroz ao Maraca, foi uma noite de gala.

Os anfitriões foram Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto, Júnior César, Ygor, Arouca, Thiago Neves, Conca, Washington, Dodô, Cícero, Fabinho e Roger.

Os convidados? Os argentinos do Arsenal, tido como um time difícil, campeão da Copa Sul-Americana e claro, por virem do outro lado do Rio da Prata, mereciam todo o nosso respeito.

Mas... por outro lado, o Fluminense vinha consciente de que, jogando bola como a torcida merecia ver e esperava, os três pontos viriam.

Rapaz... e como vieram!

Na verdade, foi um espetáculo em dois atos. No primeiro, com o Fluminense marcando a saída de bola dos argentinos, o primeiro gol não demorou a sair. Thiago Neves, numa cobrança de falta simplesmente magistral, botou a bola na rede dos adversários. Um a zero.

Aos 24, numa jogada muito boa de Júnior César pela esquerda, Dodô, bem ao seu estilo, pegou de primeira e ampliou.

Tinha mais: antes do árbitro Carlos Torres apitar pro intervalo, Gabriel recebeu passe açucarado e encobriu com estilo o goleiro Cuenca - que já operara um milagre ao evitar um golaço do quase-xará e conterrâneo Conca.

Nas cadeiras azuis, onde assisti o jogo, comentara que o placar de 3 x 0 estava excelente e que no mínimo esperava uma goleada de 5 x 0.

Segundo ato: e eis que Dodô entra de novo em ação. Thiago Neves cruza na entrada da área e o atacante, mantendo a tradição de gols bonitos, mandou um canudo de pé direito, indefensável, incrível, inenarrável. A torcida enlouqueceu. O Maracanã, palco dos grandes craques, só faltou estender tapete vermelho para tamanha obra-prima.

Faltava o gol do Coração Valente, do Guerreiro Tricolor. E ele veio aos 26 minutos: triangulação Conca-Dodô-Washington. Bola no fundo da rede do voluntarioso Arsenal, que diga-se de passagem jamais abusou da violência mesmo com o placar cada vez mais dilatado.

Como nos velhos tempos do pó-de-arroz, a torcida gritou "mais um! mais um!" e foi atendida prontamente: numa cobrança de falta, Thiago Silva rolou com carinho e Cícero, num chute venenoso e rasteiro, tratou de matar o time argentino.

Placar final: Fluminense 6 x 0 Arsenal. A primeira vitória do Flu na Libertadores em 37 anos. Uma tremenda mostra aos lorpas e pascácios que este time pode fazer muito na competição continental.

Parabéns aos torcedores - entre os quais orgulhosamente me incluo - que foram ao Maracanã. Gritamos, cantamos e mostramos todo o nosso orgulho. Orgulho de ser tricolor. Orgulho de quem veste o manto sagrado das três cores de tradição, de raça e de coração.

Afinal de contas, o Fluminense também conseguiu outra façanha: ensinou os argentinos do Arsenal de Sarandí como se dança o créu na velocidade seis!

Saudações tricolores.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Rogério "erudito" Aquático

Esta chegou na minha caixa postal de e-mails e reproduzo na íntegra:

Roger Waters, vocalista, compositor e fundador do Pink Floyd, virá ao Brasil para apresentar uma ópera de sua autoria em Manaus, no mítico Teatro Amazonas.

Parece enredo de filme de Herzog, mas é realidade. O governo do Amazonas produz todo ano o Festival Amazonas de Ópera, que já está na 12ª edição. Neste ano, o roqueiro erudito será um dos compositores convidados.

A Orquestra Amazonas Filarmônica já está ensaiando a ópera “Ça-Ira”, de autoria de Waters. O festival acontece a partir do dia 15 de abril. Os ensaios com os solistas começam agora, na segunda-feira, dia 10 de março. Roger Waters já confirmou que estará presente na apresentação, antes de tocar no Coachella Festival.

Além desta inusitada participação, o encontro também apresentará na íntegra as peças “Maria Golovin”, do compositor italiano Gian Carlo Menotti (1911 – 2007), “Ariadne Auf Naxos”, do alemão Richard Strauss (1864 – 1949), e “Turandot”, de Giaccomo Puccini (1858 – 1924), que terá sua apresentação integral, em três atos, nos dias 29 e 31 de maio, às 19 horas, no Centro Cultural do Largo de São Sebastião. Para a ópera “Ça-Ira”, de Waters, serão solistas Carmen Monarcha, Gabrielle Pace, Elaine Martorano, Thiago Soares, Erick Herrero, Geilson Santos, Leonardo Neiva, Eduardo Amir e Leonardo Pace.

Ao todo, o festival fará 20 apresentações operísticas e envolve, além dos artistas, cerca de 200 profissionais da Central Técnica de Produção (CTP) que confeccionam cenários e figurinos.

Perguntas que não querem calar:

O que David Gilmour acha disso?

Por que uma ópera destas não é encenada no Municipal do Rio? Ou mesmo no de São Paulo?

Cartas para a redação.

Por dentro dos boxes

A convite do "rachador" (piada interna) Rafael Lopes, do Globoesporte.com, participei do podcast Por dentro dos boxes, que já está no ar.

Conversamos sobre o Mundial de Turismo em Curitiba, a Fórmula 1 - claro, e a nova categoria do automobilismo: a Fórmula Superleague, que deve estrear no segundo semestre de 2008.

Você pode ouvir o podcast clicando aqui.

Nova e bela máquina



Eu já era fã da Spyker antes das Mil Milhas. A história da marca holandesa, que começou fabricando aviões e construiu também a carruagem da família real daquele país, é muito bacana. E tem post aqui no Saco de Gatos falando um pouco disso.

Quando estive em Interlagos para acompanhar a prova do ano passado e vi in loco os dois GTs andando na pista paulistana, enlouqueci de vez. Acho que não só eu: tirando o Corvette, que é um espetáculo à parte com seu som trovejante, o ronco do motor Audi V-8 que impulsiona o Spyker é uma das coisas mais lindas que já se ouviu por aqui.

E o que era bonito, ficou melhor para 2008.

A Spyker construiu o novo C8 Laviolette e o apresentou hoje na sede da empresa. Os dois bólidos que correrão a temporada 2008 (não haverá um terceiro carro, como constava na lista de inscritos) estarão pintados iguais - de azul e amarelo, abandonando o tradicional laranja holandês.

É que chegou dindim de patrocinador, no caso o SNORAS Bank, que imprime sua marca nos dois bólidos - que neste ano apresentam outra novidade: sai a Dunlop como fornecedora de pneus, entra a Michelin.

Os pilotos que vão correr pela Spyker em 2008 são Aleksej Vasiliev, da Rússia, o escocês Peter Dumbreck, o alemão Ralf Kelleners e três suíços: Philippe Camandona, Benjamin Leuenberger e Andrea Chiesa.

terça-feira, 4 de março de 2008

À caça de novos samurais


Um campeonato pouco conhecido no Brasil, mas que tem dois pilotos do nosso país entre os 20 inscritos é a Fórmula Nippon. Esta categoria já foi idêntica à F-2 européia e depois seguiu os moldes da Fórmula 3000 para, nos últimos dois anos, ter um regulamento diversificado, com o chassi Lola para todos os competidores, motores Honda e Toyota com blocos derivados da IRL e pneus Bridgestone Potenza slicks.

Por este campeonato, já passaram Ralf Schumacher, Pedro de La Rosa, Eddie Irvine e vários outros. O atual campeão é o japonês Tsugio Matsuda, que derrotou por um único ponto o francês Bénoit Treluyer - seu companheiro de equipe no Team Impul, dirigido pelo lendário Kazuyoshi Hoshino.

Ele não é o único dos ídolos do país que tem equipe na F-Nippon. O folclórico Satoru Nakajima, eternamente ligado à Honda, é chefe da equipe PIAA Nakajima. E a ARTA é a equipe de Aguri Suzuki.

Entre os pilotos da temporada 2008, estão Kohei Hirate, que disputou a GP2 ano passado, Kosuke Matsuura, antigo piloto da IRL e... ele mesmo!... Yuji Ide, tido como o maior braço-duro que a Fórmula 1 já conheceu.

Os brasileiros inscritos são João Paulo de Oliveira, que vai para o 2º ano na Fórmula Nippon e, sem espaço na Europa, seguiu carreira no automobilismo nipônico. Mesmo caminho trilhado pelo fluminense (de Petrópolis) Roberto Streit, estreante no campeonato após boa passagem pela Fórmula 3. Os dois vão correr com o conjunto Lola / Toyota.

Nos testes da pré-temporada que têm acontecido em Suzuka, Streit foi sétimo no primeiro dia, melhorando pra quinto no segundo. João Paulo foi 15º e 13º, respectivamente. Os melhores tempos foram de Takashi Kogure no primeiro dia e do alemão Andre Lotterer no segundo.

A lista completa:

1. Tsugio Matsuda / Japão
Lawson Team Impul - Lola / Toyota

2. Bénoit Treluyer / França
Lawson Team Impul - Lola / Toyota

3. Naoki Yokomizo / Japão
Kondo Racing - Lola / Toyota

4. João Paulo de Oliveira / Brasil
Kondo Racing - Lola / Toyota

5. Toshihiro Kaneishi / Japão
SG Team 5Zigen - Lola / Honda

6. Katsuyuki Hiranaka / Japão
SG Team 5Zigen - Lola / Honda

7. Satoshi Motoyama / Japão
Team Le Mans - Lola / Toyota

8. Hiroaki Ishiura / Japão
Team Le Mans - Lola / Toyota

20. Kohei Hirate / Japão
Team Impul - Lola / Toyota

31. Loic Duval / França
PIAA Nakajima - Lola / Honda

32. Takashi Kogure / Japão
PIAA Nakajima - Lola / Honda

36. Andre Lotterer / Alemanha
Petronas Team Tom's - Lola / Toyota

37. Seiji Ara / Japão
Petronas Team Tom's - Lola / Toyota

40. Kosuke Matsuura / Japão
DoCoMo Dandelion - Lola / Honda

41. Takeshi Tsuchiya / Japão
DoCoMo Dandelion - Lola / Honda

47. Ronnie Quintarelli / Itália
Cerumo-Inging - Lola /Toyota

48. Yuji Tachikawa / Japão
Cerumo-Inging - Lola / Toyota

55. Yuji Ide / Japão
ARTA - Lola / Honda

56. Takuya Iazwa / Japão
ARTA - Lola / Honda

67. Roberto Streit / Brasil
Stonemarket Blaak Cerumo-Inging - Lola / Toyota

PS.: em sutil "puxão de orelha", Ricardo Divila reivindica presença (justíssima, sem qualquer dúvida) entre os brasileiros na Fórmula Nippon. Afinal de contas, ele é engenheiro também da equipe Hoshino-Impul e portanto bicampeão com Bénoit Treluyer e Tsugio Matsuda.

Está feito o registro.

Menos uma

A fusão entre ChampCar e IRL, acredite quem quiser, acabou por prejudicar uma categoria: a American Le Mans Series.

O certame estadunidense de protótipos e grã-turismos, que fazia alguns eventos em conjunto com as duas categorias de monoposto até o ano passado, perdeu a etapa marcada para o Reliant Park, em Houston, no Texas.

O GP de Houston da ALMS seria disputado no mesmo fim de semana da ChampCar, mas como a categoria deixa de existir a partir da prova de Long Beach, o promotor Mike Lanigan não viu nenhum sentido em manter a American Le Mans Series sequer como evento principal daquele fim de semana.

Com o cancelamento da prova de Houston, a ALMS terá onze em vez de 12 corridas. O calendário é o seguinte:

15 de março - 12 Horas de Sebring - Sebring, Flórida
5 de abril - GP de St. Petersbourg - St. Petersbourg, Flórida
19 de abril - GP de Long Beach - Long Beach, Califórnia
18 de maio - 3 Horas de Salt Lake City - Tooele, Utah
12 de julho - GP de Lime Rock - Lakeville, Connecticut
19 de julho - GP de Mid-Ohio - Lexington, Ohio
9 de agosto - Road America 500 - Elkhart Lake, Wisconsin
24 de agosto - GP de Mosport - Bowmanville, Ontário (Canadá)
30 de agosto - GP de Detroit - Detroit, Michigan
4 de outubro - Petit Le Mans - Braselton, Geórgia
18 de outubro - 4 Horas de Laguna Seca - Monterrey, Califórnia

segunda-feira, 3 de março de 2008

Jeff Healey


Alexandre Carvalho, sempre atento, manda e-mail com a notícia da morte do guitarrista canadense Jeff Healey, aos 41 anos, após longa luta contra um câncer.

Engraçado que eu pensei nesse cara não faz nem uma semana. Na quinta ou sexta-feira, pensei em procurar o clip de "While My Guitar Gently Weeps" que ele fez e esteve na telinha da MTV no começo dos anos 90, pra colocar no blog ou na minha página do Multiply. A música estava no álbum See The Light, de 1988.

O músico ficou sem a visão quando era um bebê ainda. Foi diagnosticado um raríssimo câncer na retina, doença contra a qual ele teve de lutar até o fim de sua vida.

Com a Jeff Healey Band, ele ganhou um Grammy por conta da música "Angel Eyes", o single de maior sucesso da carreira do músico canadense. Em 1990, ele ganhou o Juno Award como artista do ano.

As máquinas maravilhosas da Le Mans Series

O Pescarolo da Rollcentre risca o asfalto ao cair da tarde

Aplausos mil: o Epsilon-Euskadi EE01 deixa os boxes para sua primeira volta

De volta à cor tradicional: Creation CA07 AIM em ação

Pintura comemorativa e a Aston Martin celebra os 40 anos da primeira vitória da Gulf em Le Mans

Não é o Batmóvel: é o Lola Aston Martin Coupé da Charouz

Nicolas Lapierre a bordo do Courage Judd do Team Oreca

Jos "The Boss" Verstappen acelera o Porsche da Van Merksteijn

As montanhas da Riviera, o céu azul e o Radical SR9 da Bruichladdich

É FOGO!



Os testes da Le Mans Series em Paul Ricard reservaram um tremendo susto para quem está no autódromo francês. Hoje à tarde, o Spyker C8 GT2 da equipe suíça Speedy Racing foi consumido pelas chamas na curva Le Beausset, a última do circuito. O piloto Andrea Chiesa saiu dos destroços com dificuldade - e em estado de choque, pois o cockpit foi rapidamente destruído pelo fogo.

As atividades foram interrompidas e assim que a pista foi limpa, os treinos foram reiniciados às 3 da tarde, hora local.

Clip da semana - "Der Kommissar"

Falecido há dez anos num acidente de automóvel, informação dada pelo camarada Ico em seu blog, o cantor Falco faz parte de uma rara mas representativa parcela da Alemanha e da Áustria na música pop, da qual fazem parte Nena - "99 Luftballoons", o grupo Trio - quem não se lembra de "Da da da"? - e a histriônica Nina Hagen que, dizem, foi papada pelo Supla.

Eu ouvi o Falco pela primeira vez em 1983. Naquele ano eu comprei em fita cassette uma coletânea chamada Vídeo Hits que, se me lembro bem, começava com "It's raining again" do Supertramp e terminava com "I wanna let you down", do P. H. D de Jim Diamond. Essa fita tinha também Joe Jackson, Eddie Grant, Prince, Christopher Cross, Michael Jackson e... Falco, com uma versão em inglês de "Der Kommissar", que é a música do clip da semana.

Em vienense e em alemão, diga-se de passagem.

Le Mans Series: Audi encerra trabalhos, mas as outras equipes não

As equipes da Le Mans Series dão seqüência hoje aos testes coletivos em Paul Ricard, como preparação para os 1000 km de Barcelona, prova de abertura do campeonato em 6 de abril. A Audi, que tinha inscrito somente um carro para o teste de hoje, já se deu mais do que por satisfeita com os tempos do domingo, empacotou as peças e computadores, e se mandou de volta pra Alemanha. Assim como o Team Joest, as equipes RML e Trading Performance deram por encerrados seus treinos, mas em razão de diversos problemas com seus carros.

Alguns GTs e protótipos também fizeram simulações de 24 Horas, visando encontrar pontos fracos em seus carros para que não tenham problemas na prova de Le Mans. Um dos protótipos que andou foi o Epsilon-Euskadi EE01, que virou em 1'49"946 - dez segundos mais lento que o Audi, mas um resultado animador para um LMP1 que não tinha feito um teste sequer antes do ensaio de Paul Ricard.

A Creation Autosportif, que só andou no treino de 24 Horas, já subiu para a terceira posição geral, numa briga que promete ser interessante contra o Lola-Aston Martin da Charouz, o Courage-Judd do Team Oreca-Matmut e o Pescarolo-Judd.

Na LMP2, a Van Merksteijn Motorsport vai evoluindo seus tempos com o Porsche RS Spyder, mas o carro gêmeo da Essex já se aproxima do seu tempo de 1'43"991, o melhor da divisão.

A LMGT1, mesmo com poucos carros, está interessante: o Corvette da Luc Alphand Aventures é apenas 0"1 mais rápido que o Saleen da Larbre Competition. Os carros das equipes francesas vão deixando para trás o Aston Martin do time oficial e o Lambo da IPB Spartak Racing.

Na classe LMGT2, o Porsche da IMSA Performance Matmut segue com o melhor tempo do grupo, com a Ferrari da Virgo em segundo. O Aston Martin Vantage da James Watt, que está testando sob a bandeira da Aston Martin Racing, mostra progressos e está em quarto lugar.

Tempos atualizados (em negrito, as equipes que evoluíram seus tempos de dia e de madrugada):

1 Audi Sport Team Joest - 1:39.705
2 Audi Sport Team Joest - 1:40.777
14 Creation Autosportif - 1:41.797
10 Charouz Racing System - 1:42.311
5 Team Oreca Matmut - 1:42.369
16 Pescarolo Sport - 1:42.860
6 Team Oreca Matmut - 1:43.464
34 Van Merksteijn Motorsport - 1:43.997
31 Team Essex - 1:44.501
12 Charouz Racing System-Cytosport - 1:44.556
19 Chamberlain-Synergy - 1:45.108
40 Quifel-ASM Team - 1:45.465
18 Rollcentre Racing - 1:45.940
33 Speedy Racing Team Sebah - 1:46.321
4 Saulnier Racing - 1:47.427
26 Team Bruichladdich Radical - 1:49.053
20 Epsilon-Euskadi - 1:49.946
25 RML - 1:50.750
72 Luc Alphand Aventures - 1:52.326
50 Larbre Competition - 1:52.444
007 Aston Martin Racing - 1:54.340
73 Luc Alphand Aventures - 1:53.861
55 IPB Spartak Racing - 1:54.219
61 Strakka Racing - 1:55.344
76 IMSA Performance Matmut - 1:58.249
96 Virgo Motorsport - 1:58.383
77 Team Felbermayr Proton - 1:58.521
93 Aston Martin Racing - 2:00.349
75 IMSA Performance Matmut - 2:00.697
99 JMB Racing - 2:00.860
94 Speedy Racing Team - 2:01.903
98 JMB Racing - 2:09.075

domingo, 2 de março de 2008

WTCC corrida 2: o presente de aniversário de Tarquini



Todo piloto que se preza quer vencer. Quando faz aniversário, melhor ainda. Foi o caso do italiano Gabriele Tarquini, da equipe oficial Seat. Completando 46 anos em pleno domingo de corrida do WTCC em Curitiba, o transalpino algoz de Augusto Farfus ano passado venceu a segunda prova da rodada dupla inaugural da temporada.

Graças à perda de 10 posições para o espanhol Jordi Gené - uma vez que os comissários o consideraram culpado num acidente com Alain Menu, o holandês Tom Coronel herdou uma improvável pole position com a inversão do grid para a segunda corrida. E o piloto da Sunred não conseguiu segurar o rojão. Chegou na primeira curva já atrás do espanhol Felix Porteiro e na saída do Esse de Baixa, Tarquini vislumbrou a chance de passar e pronto... não saiu mais da liderança.

Tal como na primeira corrida, Augusto Farfus largou mal. De sexto foi pra oitavo, conseguindo se recuperar para terminar exatamente em sexto, não sem antes dar um "calor" tremendo no sueco Rickard Rydell nas voltas finais. Ficou nítido que a BMW está ligeiramente atrás da Seat, especialmente porque os espanhóis introduziram o motor turbodiesel, que os bávaros ainda não possuem.

E quando digo ainda, é porque o modelo 320TD está sendo preparado para estrear ainda em 2008, provavelmente na rodada dupla de Valência. Aí é que eu quero ver se o bicho vai pegar na disputa entre as montadoras.

Punições

Terminado o evento, os comissários anunciaram uma série de punições: Augusto Farfus perdeu o 3o. lugar na primeira corrida do dia, porque o suporte da fixação da proteção do motor estava fora do regulamento, infringindo o artigo 263 do anexo J.

Pierre-Yves Corthals, que vencera a primeira corrida entre os independentes, sofreu um acréscimo de tempo de 30 segundos no tempo total de corrida, pois ele foi considerado culpado num entrevero com o espanhol Sergio Hernandez. Este último arrumou uma briga no parque fechado e foi multado em 5 mil euros por conduta inconveniente. E perdeu 10 posições no grid da segunda corrida, assim como Jordi Gené.

Audi segue ditando o ritmo em Paul Ricard

Nenhuma novidade na segunda sessão de treinos coletivos da Le Mans Series em Paul Ricard. Os Audi R10 TDi fizeram os dois melhores tempos da tarde, com Rinaldo Capello e Allan McNish se revezando ao volante do protótipo que fez a volta mais rápida do dia, com 1'39"705 - mais de um segundo abaixo do carro #2 guiado por Alexandre Prémat / Mike Rockenfeller. O Team Oreca-Matmut, no Courage de Ortelli / Ayari / Groppi ficou com a terceira posição geral e na classe LMP1, também.

Na LMP2, tudo como dantes no quartel de Abrantes: o Porsche da Van Merksteijn Motorsport foi de novo o mais rápido - 1'44"246, um segundo inteiro na frente do carro gêmeo do Team Essex. O Lola da Quifel-ASM Team foi o terceiro e o Zytek da Trading Performance, nocauteado por um acidente na fase matinal dos testes, não foi à pista.

O melhor tempo da divisão LMGT1 ficou com o Saleen da Larbre Competition, enquanto o Porsche 997 GT3 RSR da IMSA Performance Matmut repetiu a performance da manhã e foi o mais veloz da LMGT2.

Outra novidade do dia foi que, exceto o Peugeot, todos os outros protótipos coupé inscritos para a temporada 2008, andaram hoje. O Lola Aston Martin da Charouz já conseguiu o quinto tempo geral na tarde de hoje, enquanto o Lola Judd da Speedy-Sebah, pegando o ritmo, foi o quarto melhor da LMP2.

A atração porém foi a entrada em pista do Epsilon-Euskadi EE01 Judd, às 16h49 (hora local) sob intensos aplausos dos boxes e da equipe técnica da escuderia liderada por Joan Villadelprat. Mas o protótipo, com Angel Burgueño ao volante, não conseguiu ir além de uma única volta - para desapontamento geral da equipe. O EE01 deve voltar à pista amanhã para tentar ganhar um pouquinho de quilometragem.

Tempos da segunda sessão:

1 Audi Sport Team Joest - 1:39.705
2 Audi Sport Team Joest - 1:40.777
5 Team Oreca Matmut - 1:42.631
14 Creation Autosportif - 1:43.285
10 Charouz Racing System - 1:43.598
16 Pescarolo Sport - 1:43.880
34 Van Merksteijn Motorsport - 1:44.246
12 Charouz Racing System-Cytosport - 1:44.556
6 Team Oreca Matmut - 1:45.000
31 Team Essex - 1:45.284
40 Quifel-ASM Team - 1:45.738
19 Chamberlain-Synergy - 1:46.168
18 Rollcentre Racing - 1:46.609
4 Saulnier Racing - 1:47.427
33 Speedy Racing Team Sebah - 1:49.035
26 Team Bruichladdich Radical - 1:49.053
25 RML - 1:50.750
50 Larbre Competition - 1:52.486
007 - Aston Martin Racing - 1:54.344
73 Luc Alphand Aventures - 1:54.490
72 Luc Alphand Aventures - 1:54.948
55 IPB Spartak Racing - 1:55.348
61 Strakka Racing - 1:56.780
76 IMSA Performance Matmut - 1:58.249
96 Virgo Motorsport - 1:58.439
77 Team Felbermayr Proton - 1:59.232
93 Aston Martin Racing - 2:00.731
99 JMB Racing - 2:00.860
75 IMSA Performance Matmut - 2:01.618
94 Speedy Racing Team - 2:01.903

WTCC corrida 1 - Deu Müller de ponta a ponta



Terminamos há pouco a primeira transmissão das duas provas do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) em Curitiba, no Paraná. O francês Yvan Müller, da equipe oficial Seat, venceu de ponta a ponta a prova inaugural, não dando hipóteses aos adversários. Rickard Rydell, companheiro de equipe do vencedor, chegou em segundo formando a dobradinha.

Augusto Farfus completou o pódio com sua BMW, mas ele não teve tarefa fácil. Largou mal, caiu para sétimo e depois recuperou posições. O momento alto do brasileiro na corrida foi a ótima ultrapassagem sobre Gabriele Tarquini - seu algoz no fim do ano passado - na entrada do Esse de Alta. Na última volta, ele quase perdeu a posição para Jörg Müller, também da BMW, mas segurou a posição.

O tricampeão Andy Priaulx chegou em quinto, escudado por Tarquini e Jordi Gené, em mais um Seat. Félix Porteiro foi o oitavo e graças ao critério de inversão do grid, larga na pole position para a corrida de logo mais. Pierre-Yves Corthals ganhou entre os pilotos "independentes", cujas equipes não têm vínculo com as fábricas.

Resultado da corrida #1:

1. Yvan Müller / Seat Léon TDi - 16 voltas em 23'47"024, média de 149,14 km/h
2. Rickard Rydell / Seat Léon TDi - a 0"763
3. Augusto Farfus / BMW 320si - a 1"234
4. Jörg Müller / BMW 320si - a 1"512
5. Andy Priaulx / BMW 320si - a 6"747
6. Gabriele Tarquini / Seat Léon TDi - a 8"247
7. Jordi Gené / Seat Léon TDi - a 8"710
8. Felix Porteiro / BMW 320si - a 15"564
9. Tom Coronel / Seat Léon TFSi - a 16"334
10. Pierre-Yves Corthals / Seat Léon TFSi - a 18"035

Le Mans Series: começa a temporada 2008!

Ainda não é pra valer, mas as equipes da Le Mans Series já estão rodando em Paul Ricard no teste oficial da temporada. Na primeira sessão de treinos, disputada na manhã deste domingo (hora local), a Audi fez o melhor tempo com 1'43"002 contra 1'43"473 do Pescarolo Judd da equipe oficial.

O melhor LMP2 foi o Porsche RS Spyder da Van Merksteijn Motorsport, quarto na classificação geral, deixando bem pra trás os Lola das equipes Quifel-ASM e RML. Na classe LMGT1, dobradinha para os Corvettes C6-R da Luc Alphand Aventures que superaram o Aston Martin oficial, pintado com as cores da Gulf.

A Porsche também fez o melhor tempo entre os seis LMGT2 que treinaram de manhã, com o carro da IMSA Performance Matmut à frente do bólido da Felbermayr-Proton.

Os testes seguem hoje e amanhã.

Tempos da primeira sessão:

1 Audi Sport Team Joest - 1:43.002 - 15 laps
16 Pescarolo Sport - 1:43.473 - 40 laps
2 Audi Sport Team Joest - 1:43.688 - 21 laps
34 Van Merksteijn Motorsport - 1:44.956 - 56 laps
10 Charouz Racing System - 1:45.456 - 13 laps
18 Rollcentre Racing - 1:45.993 - 41 laps
4 Saulnier Racing - 1:46.070 - 49 laps
12 Charouz Racing System-Cytosport - 1:46.463 - 36 laps
40 Quifel-ASM Team - 1:46.733 - 37 laps
25 RML - 1:47.238 - 28 laps
6 Team Oreca Matmut - 1:47.549 - 41 laps
19 Chamberlain-Synergy - 1:48.015 - 34 laps
26 Team Bruichladdich Radical - 1:48.611 - 38 laps
31 Team Essex - 1:48.985 - 9 laps
72 Luc Alphand Aventures - 1:55.073 - 35 laps
73 Luc Alphand Aventures - 1:55.105 - 35 laps
007 - Aston Martin Racing - 1:55.363 - 53 laps
50 Larbre Competition - 1:55.964 - 17 laps
55 IPB Spartak Racing - 1:57.166 - 25 laps
61 Strakka Racing - 1:58.809 - 27 laps
76 IMSA Performance Matmut - 1:59.410 - 43 laps
77 Team Felbermayr Proton - 1:59.503 - 34 laps
96 Virgo Motorsport - 1:59.735 - 28 laps
75 IMSA Performance Matmut - 2:01.293 - 37 laps
99 JMB Racing - 2:03.312 - 56 laps
94 Speedy Racing Team - 2:03.502 - 57 laps
33 Speedy Racing Team Sebah - 2:08.078 - 4 laps