sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Discos que já ouvi antes de morrer (IV) - Revolver / 1966




"Nós gravamos esse disco para os Stones", teria dito Paul McCartney na época do surgimento de Revolver.

Verdade ou não, certo é que os Beatles deram mais um enorme passo à frente para atingir a maturidade enquanto grupo e especialmente quanto a suas composições.

Além disso, em 1966, quando sai o álbum, eles decidem não sair mais em turnê alguma, não fazem parte de qualquer filme e é aí que acontecem dois divisores na história da banda: projetos paralelos não são descartados... e John Lennon se encontra pela primeira vez com Yoko Ono.

Tirante isto, o grupo teve mais tempo para criar, ensaiar, inventar e reinventar. Foram dois meses produzindo as 14 músicas do álbum - que jamais cantariam ao vivo, pois no período de pré-produção eles ainda faziam apresentações diante de platéias monumentais. O último show da banda aconteceu em San Francisco (EUA), no Candlestick Park, em 29 de agosto daquele ano - exatamente o mês em que Revolver fora lançado não só nos States como no Reino Unido.

Certo é que a evolução musical provada no álbum anterior, Rubber Soul, se faz muito mais presente num disco que cogitou-se inclusive chamar de Abracadabra, Magic Circles e Beatles On Safari.

Revolver foi de fato a melhor escolha (de nome, claro) e o disco abre com "Taxman" - pela primeira vez, uma música de George Harrison começava um álbum dos Fab Four. Suprema ironia: o destaque absoluto é o baixo funkeado de Paul McCartney, que também faz o solo de transição entre as estrofes da primeira e segunda partes. A música é sobre impostos e taxas - que levavam enormes somas do dinheiro que os quatro ganhavam.

"Eleanor Rigby" é mais um brilhante momento de Paul McCartney enquanto compositor e George Martin contribui com um fantástico arranjo de cordas que torna a canção ainda mais bela do que normalmente seria. "I'm only sleeping" é a primeira letra viajandona de John Lennon. Uma grande sacada desta faixa é que o solo de guitarra foi gravado em cima da fita ao contrário e quando esta é colocada no sentido normal, a melodia fica de trás pra frente.

Harrison não parou em "Taxman". Ele ofereceu também "Love you to", uma ode à cultura oriental, com George tocando cítara e um músico indiano fazendo a percussão na tabla. Nesta época, mergulhado no misticismo, o guitarrista influenciaria todos os seus colegas a conhecerem o guru Maharishi - aliás, morto recentemente.

Paul volta com "Here, there and everywhere", outra ótima balada de sua trajetória beatle. A canção antecede a divertidíssima "Yellow submarine", que faz ressuscitar os vocais de Ringo Starr, esquecidos desde o segundo disco. Aliás, ninguém mais apropriado para cantar "Yellow submarine" do que o narigudo baterista. A música seria o título do filme-desenho lançado alguns anos depois.

John Lennon volta a fazer das suas em "She said, she said". Inspirada numa frase de Peter Fonda após uma viagem de ácido, a música é uma experiência do compositor em brincar com os compassos, saindo de 4/4 para 3/4 - algo que ele ainda faria em alguns outros sucessos do grupo.

"Good day sunshine" é uma música pra cima de Paul, que canta e toca piano. E para quem mora na Inglaterra, nada mais oportuno do que cumprimentar o sol - de raras aparições naquele país. A brilhante e misteriosa "And your bird can sing" antecede outra famosa e lindíssima música de Paul McCartney, "For no one", com arranjo de George Martin, onde o baixista toca ainda piano e craviola.

"Doctor Robert" é uma menção a um médico que receitava pílulas a seus pacientes - uma metáfora sobre drogas, logicamente, e mais uma composição de John Lennon. A música seguinte é "I want to tell you", a terceira de Harrison, que a executa sempre em fá com acorde E - e Paul no baixo e no piano. O acorde E em fá seria imitado por John Lennon numa lendária faixa do Abbey Road - "I want you - she's so heavy".

O disco fecha com chave de ouro em mais uma inspirada melodia de Paul McCartney pontuada por um naipe de metais à Motown. É "Got to get you into my life", cujo baixo foi levado à era Disco pelo grupo Earth, Wind & Fire. E a última faixa é a emblemática (porque inspirada no livro tibetano dos mortos) "Tomorrow never knows", uma colagem de barulhos e efeitos pontuada pela bateria marcante de Ringo e o vocal de John Lennon, alterado num speaker Leslie para produzir o efeito que ele queria.

Inspiração para dezenas de grupos daí pra diante, Revolver é apenas o aperitivo para o que viria depois: o espetacular e nunca igualado Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Mas isso já é papo pra outra resenha.

Ficha Técnica de Revolver:

Selo: Parlophone / EMI
Produção: George Martin
Gravado na Inglaterra entre abril e junho de 1966
Tempo total do disco: 34'58"

Músicas:

1. Taxman (Harrison)
2. Eleanor Rigby (Lennon-McCartney)
3. I'm only sleeping (Lennon-McCartney)
4. Love you to (Harrison)
5. Here, there and everywhere (Lennon-McCartney)
6. Yellow Submarine (Lennon-McCartney)
7. She said, she said (Lennon-McCartney)
8. Good day sunshine (Lennon-McCartney)
9. And your bird can sing (Lennon-McCartney)
10. For no one (Lennon-McCartney)
11. Dr. Robert (Lennon-McCartney)
12. I want to tell you (Harrison)
13. Got to get you into my life (Lennon-McCartney)
14. Tomorrow never knows (Lennon-McCartney)

Ambição pouca é bobagem




A Peugeot vem para seu segundo ano no Endurance, querendo derrotar a Audi com todas as armas possíveis e imagináveis. E no anúncio oficial do seu programa de motorsport hoje na França, mostrou que não está pra brincadeira.

O modelo 908 HDi FAP será visto em pelo menos três frentes. E a primeira é as 12 Horas de Sebring, onde os franceses comparecerão com apenas um carro, para Nicolas Minassian / Stéphane Sarrazin / Pedro Lamy - que fizeram o melhor tempo nos testes de janeiro.

A eles se juntará o catalão Marc Gené para a Le Mans Series, onde a exemplo de 2007 a Peugeot terá dois protótipos. As duplas também serão as mesmas, com Lamy / Sarrazin defendendo o título conquistado no ano passado na classe LMP1.

O chumbo grosso virá mesmo para Le Mans. A Peugeot pediu inscrição para três carros, sendo que dois já estavam mais do que assegurados por convite, via ACO. E para a empreitada das 24 Horas, foram contratados cinco "pistoleiros de aluguel": o canadense Jacques Villeneuve, de 35 anos, encabeça a lista. Mesmo com compromissos na Nascar, ele assinou para voltar pela segunda vez à prova.

Alexander Wurz, vencedor da edição de 1997 com um TWR-Porsche ao lado de Michele Alboreto e Tom Kristensen, regressa à competição, assim como Ricardo Zonta, que no ano seguinte foi inscrito (mas não chegou a andar) no Mercedes CLK-GTR.

Os outros dois escolhidos são Franck Montagny, que na opinião de Ricardo Divila é o mais rápido dos cinco "de ocasião" - obrigado pela correção!, e o austríaco Christian Klien, que fecha a lista dos nove pilotos com os quais a Peugeot contará nas 24 Horas de Le Mans.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Start your engines!

Tudo pronto para a edição número 50 das 500 Milhas de Daytona. Hoje, nesta quinta-feira, os 53 pilotos inscritos participaram do Gatorade Duels - duas provas eliminatórias em que muita gente conhecida acabou ficando fora da corrida.

O mais notável de todos os dez pilotos desclassificados foi Jacques Villeneuve (Bill Davis Racing). Na décima-quarta volta, o canadense cometeu um erro na curva 4. O Toyota de Jacques colheu o Ford de Jamie McMurray, o Dodge de Franchitti e o Chevrolet de Stanton Barrett.

Outro antigo piloto de monoposto não teve sorte: Patrick Carpentier sofreu um furo de pneu perto do fim da segunda prova dos Duels e bateu no muro. Também deu adeus à corrida. A vitória foi de Denny Hamlin, com o Toyota da JGR, após um duelo sensacional com o companheiro Tony Stewart. E os dois saíram do fundo do pelotão pois trocaram de motor após a classificação do domingo...

A primeira prova foi ganha por Dale Earnhardt Jr., que já soma duas vitórias em eventos extracampeonato pela Hendrick - sua nova escuderia. Júnior larga em terceiro no grid de 43 carros que terá um campeão na última posição: Kurt Busch, vitorioso em 2004, que bateu logo no começo da corrida.

O grid da 50a. edição da Daytona 500 é este:

1. Jimmie Johnson (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
2. Michael Waltrip (Toyota / Michael Waltrip Racing)
3. Dale Earnhardt Jr. (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
4. Denny Hamlin (Toyota / Joe Gibbs Racing)
5. Reed Sorenson (Dodge / Chip Ganassi Racing)
6. Tony Stewart (Toyota / Joe Gibbs Racing)
7. Ryan Newman (Dodge / Penske Racing)
8. Jeff Gordon (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
9. Casey Mears (Chevrolet / Hendrick Motorsports)
10. Kasey Kahne (Dodge / Gillet Evernham Motorsports)
11. Carl Edwards (Ford / Roush-Fenway Racing)
12. Mark Martin (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
13. Bobby Labonte (Dodge / Petty Enterprises)
14. David Ragan (Ford / Roush-Fenway Racing)
15. Juan Pablo Montoya (Dodge / Chip Ganassi Racing)
16. Kevin Harvick (Chevrolet / Richard Childress Racing)
17. Kenny Wallace (Chevrolet / Furniture Row Motorsports)
18. Greg Biffle (Ford / Roush-Fenway Racing)
19. Sam Hornish Jr. (Dodge / Penske Racing)
20. Dale Jarrett (Toyota / Michael Waltrip Racing)
21. Paul Menard (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
22. John Andretti (Chevrolet / Front Row Motorsports)
23. Brian Vickers (Toyota / Red Bull Racing)
24. Kyle Busch (Toyota / Joe Gibbs Racing)
25. Martin Truex Jr. (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
26. Robby Gordon (Dodge / Robby Gordon Motorsports)
27. Scott Riggs (Chevrolet / Haas Racing)
28. Matt Kenseth (Ford / Roush-Fenway Racing)
29. Regan Smith (Chevrolet / Dale Earnhardt Inc.)
30. Travis Kvapil (Ford / Robert Yates Racing)
31. Clint Bowyer (Chevrolet / Richard Childress Racing)
32. David Gilliand (Ford / Robert Yates Racing)
33. Jeremy Mayfield (Chevrolet / Haas Racing)
34. Dave Blaney (Toyota / Bill Davis Racing)
35. Elliott Sadler (Dodge / Gillet-Evernham Motorsports)
36. Jeff Burton (Chevrolet / Richard Childress Racing)
37. J. J. Yeley (Chevrolet / Hall of Fame Racing)
38. Jamie McMurray (Ford / Roush-Fenway Racing)
39. Kyle Petty (Dodge / Petty Enterprises)
40. Dario Franchitti (Dodge / Chip Ganassi Racing)
41. Joe Nemechek (Chevrolet / Furniture Row Motorsports)
42. David Reutimann (Toyota / Michael Waltrip Racing)
43. Kurt Busch (Dodge / Penske Racing)

Não classificados: Boris Said, Patrick Carpentier, Jacques Villeneuve, Eric McClure, AJ Allmendinger, Ken Schrader, Bill Elliott, Sterling Marlin, Stanton Barrett e Carl Long.

O crescimento da GT3

Enquanto a Stock Car diminui equipes e competidores, e apresenta um regulamento tão inverossímil que eu nem vou me dar ao trabalho de comentá-lo, a GT3 vai para um segundo ano em terras tupiniquins, em notável crescimento.

Duvidam? Na primeira temporada, tivemos por aqui Ferrari F430, Dodge Viper Competition Coupé, Porsche GT3 RSR e Lamborghini Gallardo.

Além destes quatro modelos, em 2008 já temos - confirmadíssimos - os Ford GT-R preparados pela suíça Matech e pelo menos um Corvette Z06 GT3.

Dos carrões estadunidenses da marca oval de Detroit, dois já são conhecidos: o primeiro é de Nelson Piquet, o tricampeão mundial de Fórmula 1, que vai dividir assento com a jovem revelação Cássio Homem de Mello, de 22 anos.

O outro é de mais um nome ilustre: Walter Salles, ele mesmo, um entusiasta confesso dos carros velozes e um dos melhores representantes do país na Sétima Arte. Waltinho experimentou a categoria na rodada dupla de encerramento ano passado. Viu, gostou e foi "picado pela mosca azul".

A organização do campeonato garante que há outros três Ford GT-R confirmados, mas cujos compradores não foram revelados. O diretor técnico do campeonato, Ivo Sznelwar, informa que caso estes cinco carros apareçam de fato no país, apenas mais outro modelo Ford poderá correr na GT3. É que o limite é fixado em seis unidades por modelo.

Um exemplo: já existem seis Ferrari F430 disponíveis aqui. E duas duplas estão confirmadas: Rafael Derani / Cacau Ricci e Giuliano Losacco / Walter Derani.

Enquanto isto, deliciem-se com a foto do novíssimo Porsche 997 GT3 Cup (obrigado pela correção, Panda!) que terá pelo menos uma dupla: Antonio Hermann / Valdeno Brito - que foi quem me mandou o link de uma página sueca com as fotos do carro do cavalinho empinado de Stuttgart.

A trajetória do Fitti-Alfa




Antes de viajar de Magny Cours com destino a Tóquio, na ponte aérea que já virou rotina em sua vida, Ricardo Divila mandou uma série de arquivos sobre o Fitti-Alfa. O primeiro que vemos aqui é o desenho de concepção que, segundo ele, estava com o radiador traseiro, a asa alta e o freio aerodinâmico.

Amanhã coloco as fotos das maquetes do protótipo em túnel de vento.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A "nova" Stock

Dezessete equipes, trinta e quatro pilotos e três marcas. A Stock Car diminui a quantidade de escuderias, de aspirantes às vagas, de carros no grid e perde a Volkswagen, que sai da categoria após dois anos com a bolha do modelo Bora. Em 2008, a principal categoria do automobilismo brasileiro inclusive terá não só transmissão integral da temporada pela Rede Globo como também uma prova de US$ 1 milhão e o retorno dos pit stops, que existiram entre 2003 e 2004 - mas para um reabastecimento quase fake de apenas 10 litros de gasolina.

Das 12 provas previstas no calendário, quatro serão aos sábados. Além disto, treinos coletivos serão realizados entre 25 e 27 de março, para que as equipes se adaptem aos novos "calçados", pois saiu a Pirelli - parceira da categoria desde 1979, primeiro com pneus radiais e depois com os slicks de competição - para entrar a estadunidense Goodyear.

A temporada começará em 13 de abril e o encerramento acontece em 7 de dezembro - tudo em Interlagos. Duas das datas com provas da V-8 estão em aberto e duas da Pick Up encontram-se na mesma situação. Por enquanto, nada de corrida no Rio de Janeiro.

Trinta e dois dos 34 pilotos previstos estão 100% confirmados. Veja a lista:

RC Competições / Mitsubishi Lancer
Cacá Bueno e Antonio Jorge Neto

A. Mattheis Motorsport / Chevrolet Astra
Valdeno Brito e Marcos Gomes

Action Power / Peugeot 307
Luciano Burti e Tarso Marques

Vogel Motorsport / Chevrolet Astra
Thiago Camilo e Guto Negrão

JF Racing / Peugeot 307
Átila Abreu e Giuliano Losacco

Amir Nasr Racing / Chevrolet Astra
Daniel Serra e Hoover Orsi

Avallone Motorsport / Mitsubishi Lancer
Rodrigo Sperafico e Felipe Maluhy

Pamplona's Motorsport / Mitsubishi Lancer
Duda Pamplona e Nonô Figueiredo

AMG / Mitsubishi Lancer
Ingo Hoffmann e Lico Kaesemodel

Boettger Competições / Chevrolet Astra
Allam Khodair e Alceu Feldmann

WA Mattheis / Peugeot 307
Ricardo Maurício e William Starostik

Marques Motorsport / Peugeot 307
Thiago Marques e piloto a definir

L&M Racing / Peugeot 307
Ricardo Zonta e Ricardo Sperafico

RC3 Bassani / Peugeot 307
David Muffato e Pedro Gomes

Hot Car / Chevrolet Astra
Popó Bueno e Antonio Pizzonia

Nascar Motorsport / Mitsubishi Lancer
Juliano Moro e piloto a definir

Nova-RR / Mitsubishi Lancer
André Bragantini Jr. e Norberto Gresse Fo.

Discos que já ouvi antes de morrer (III) - Rubber Soul / 1965




Inocente, puro e besta, não me toquei no que uma amiga íntima da minha mãe me perguntava, sempre que nos visitava:

"Você tem o 'Alma de Borracha'"?

Tempos depois caiu a ficha: ela se referia ao disco Rubber Soul, aquele que marca o início da fase II dos Beatles.

Embora muita gente ache que a guinada musical deu-se com o LP seguinte, o sensacional Revolver - que é a próxima resenha - a mudança no som e no comportamento do grupo já é bastante visível e audível em Rubber Soul.

O grupo não abandonou a princípio a estrutura básica de suas canções, como na faixa de abertura "Drive my car" e na belíssima balada "Michelle", obra-prima de Paul McCartney. Mas as harmonias já se mostravam diferenciadas em grande parte do que se ouvia no disco, começando por "Norwegian Wood", passando por "You won't see me" e a enigmática "Nowhere man".

A fase mística do grupo começava aí. Não só pelo uso de instrumentos pouco usuais para os Beatles, como a cítara (introduzida por obra e graça de George Harrison), mas também por letras sobre catolicismo e cristianismo, como provado em "Girl" - uma música simples, mas de beleza ímpar.

Eles também mostraram evolução musical. Paul toca um baixo tremendamente distorcido em "The Word", Ringo pilota o órgão Hammond em "I'm looking through you" e George manda ver na guitarra com pedal de distorção em "Think for yourself" e canta a belíssima "If I needed someone".

Subestimado pela crítica, com apenas um hit nos Estados Unidos - "Nowhere man" não fora incluída na versão do LP vendido naquele país e sim lançada como single - Rubber Soul é um disco que vale muito a pena ser ouvido. Afinal, é a partir daí que os Beatles começam - literalmente - a desnudar suas almas.

Ficha Técnica de Rubber Soul
Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra entre outubro e novembro de 1965
Tempo total do disco: 35'50"

Músicas:

1. Drive my car (Lennon-McCartney)
2. Norwegian wood (Lennon-McCartney)
3. You won't see me (Lennon-McCartney)
4. Nowhere man (Lennon-McCartney)
5. Think for yourself (Harrison)
6. The word (Lennon-McCartney)
7. Michelle (Lennon-McCartney)
8. What goes on (Lennon-McCartney-Starkey)
9. Girl (Lennon-McCartney)
10. I'm looking through you (Lennon-McCartney)
11. In my life (Lennon-McCartney)
12. Wait (Lennon-McCartney)
13. If I needed someone (Harrison)
14. Run for your life (Lennon-McCartney)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ainda estamos no século XIX?

Com a palavra, a reportagem do Terra que revela o nome de um dos envolvidos nessa história. E depois não digam que é implicância...

Pai de Senna é acusado de manter trabalho 'escravo'

Duas ações do Ministério Público do Trabalho (MPT) - uma Ação Civil Pública e uma Ação Civil Coletiva - acusam o empresário Milton da Silva, pai do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, e mais dois sócios de manter 82 trabalhadores em condição análoga à escravidão na fazenda Campo Aberto, localizada em Barreiras (BA). Os processos tramitam na Justiça do Trabalho da Bahia e, segundo o MPT, estão próximos de ser encerrados.

As ações cobram dos proprietários da fazenda R$ 600 mil por dano moral coletivo e R$ 110 mil em indenizações trabalhistas por cada trabalhador libertado pela fiscalização. Em março de 2007, o grupo móvel especial de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou 29 infrações, durante dez dias de inspeção na propriedade rural.

Desde 2005, as ações de combate ao trabalho escravo do governo federal libertaram cerca de 27 mil trabalhadores no País. Servidão por dívidas e restrição à liberdade dos trabalhadores são os principais problemas encontrados nas propriedades, que também apresentam, por vezes, aliciamento irregular para trabalho temporário, alojamentos e refeitórios sem as mínimas condições de higiene, além de ausência de equipamentos de proteção individual.

Já vi esse filme

Lembram do Vivinho? Aquele que fez o "gol dos três lençóis" em cima do Capitão, meio-campo da Portuguesa e que depois ganhou placa imortalizando o feito?

Pois é... bastou o jogador ir pra outro clube e o Vasco se desfez da homenagem. A diretoria mandou retirar a placa como se o gol não existisse e o atleta, idem.

Agora, com Romário fora do Vasco, EM já pensa mais ou menos parecido como o ocorrido com Vivinho. O nefando presidente do clube cruzmaltino cogita a possibilidade da estátua erguida à beira do campo ser retirada, caso a ameaça de que o quase ex-jogador vá para o eterno rival, o Flamengo.

"Se não faz nada que venha a denegrir a homenagem que lhe foi prestada, não tem porque você mexer. Mas se de alguma forma a pessoa que recebeu denegriu essa homenagem, não deu o valor devido a essa homenagem, aí é algo que pode se pensar" - disse.

Lamentavelmente o Vasco é um clube que, graças a EM, deixou de ser uma simpático representante da colônia portuguesa - papel que hoje cabe à Lusa do Flávio Gomes - para se tornar uma agremiação odiada de Norte a Sul do país por todos os torcedores dos outros times. O que ele fez certa vez com Roberto Dinamite, expulsando o eterno ídolo do Vasco da tribuna de honra, numa partida que ele assistia em São Januário, é vergonhoso para o esporte.

Ídolos não se jogam fora. São eternos e merecem reverência sempre. Graças a Deus, nas Laranjeiras, excetuando-se os traidores e àqueles que não tiveram respeito com o manto tricolor, esses jogadores que nos deram muitas alegrias são lembrados com carinho por todos os torcedores.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Onça cutucada...

O ano de 2008 promete!

Este blog tem sido visitado por gente ilustre que até fico vermelho de vergonha e orgulho.

Mestre Joca, sumido por razões pessoais que oportunamente serão reveladas, aproveita para devolver a resposta do Ricardo Divila acerca do Snob's Corvair para lembrar de um projeto que acabou não indo adiante: o Fitti-Alfa.

Detalhe: eu tive essa Quatro Rodas, número 117 - abril de 1969, onde saiu a reportagem sobre o protótipo.

Maquetes do Fitti-Alfa


Diz aí, Joca!

Apesar do protótipo Snob´s Corvair do Eduardo Celidônio ser constantemente referido como o primeiro projeto do Ricardo Divila, este nem de longe se iguala tecnologicamente ao projeto seguinte, o Fitti-Alfa ou Fitti 4, como queiram.

Projetado e construido no final de 69, em parceria com Ary Leber, o Fitti-Alfa foi o primeiro carro nacional a ter um estudo
aerodinâmico em túnel de vento do CTA - Centro Técnico da Aeronaútica e o primeiro a se valer de novidades da época como, freios aerodinãmicos (não funcionaram...) e tomadas de ar tipo NACA.

Pena que o carro já quase pronto foi vendido a Marivaldo Fernandes, pois Wilsinho Fittipaldi já ensaiava ir para a Europa competir de F-3, levando junto o Ricardo Divila. O carro ficou ainda algum tempo nas oficinas da Jolly-Gancia até ser comprado por Nathaniel Townsend, que o levou para ser terminado por Anésio Hernandez (foto abaixo).

Que eu me recorde, o carro só andou em uma prova, as 250 Milhas de Interlagos de 1970, abandonando a corrida por quebra de um suporte de amortecedor, salvo engano....
O carro depois foi recolhido à fazenda de Nathaniel em Arujá / SP, onde se encontrava até alguns anos atrás.

2008: o ano dos protótipos na Endurance

A afirmativa acima não é balela: 2008 será o ano dos protótipos nas provas de longa duração. Querem uma prova? Hoje a LMS divulgou os 50 competidores fixos para as seis etapas da categoria. E entre estes cinqüenta carros, são nada menos que trinta e um protótipos - dezesseis da classe LMP1 e quinze da LMP2.

Os GTs tiveram sua força bastante reduzida. Totalizam 19 carros e a LMGT2 ano passado chegou a ter mais de vinte inscritos por evento. Algumas desistências foram motivadas principalmente pelo novo procedimento da organização, que solicitou um depósito compulsório de US$ 20 mil por carro. Uma vez que esse dinheiro foi repassado, as equipes terão que comparecer a todas as corridas - China inclusive - sob pena de perdê-lo.

Com relação aos concorrentes do ano passado, várias mudanças. E muitos nomes que vinham sendo especulados sequer entraram entre os 50 competidores fixos.

Vamos à lista, pois:

LMP1

1. Dindo Capello / Allan McNish
Audi Sport Team Joest - Audi R10 TDi

2. Mike Rockenfeller / Alexandre Prémat
Audi Sport Team Joest - Audi R10 TDi

4. Jacques Nicolet / Marc Faggionato / Richard Hein
JN Investissments / Pescarolo Automobiles - Pescarolo 05 Judd

5. Stéphane Ortelli / Soheil Ayari
Team Oreca-Matmut - Courage LC70 Judd

6. Olivier Panis / Nicolas Lapierre
Team Oreca-Matmut - Courage LC70 Judd

7. TBA / TBA
Team Peugeot Total - Peugeot 908 HDi FAP

8. TBA / TBA
Team Peugeot Total - Peugeot 908 HDi FAP

10. Jan Charouz / Stefan Mücke
Charouz Racing Systems - Lola B08/60 Aston Martin

14. Jamie Campbell-Walter / Felipe Ortiz
Creation Autosportif - Creation CA07 AIM

15. Simon Pagenaud / Stuart Hall
Creation Autosportif - Creation CA07 AIM

16. Manu Collard / Jules Boullion
Pescarolo Sport - Pescarolo P01 Judd

17. Harold Primat / Christophe Tinseau
Pescarolo Sport - Pescarolo P01 Judd

18. Martin Short / João Barbosa
Rollcentre Racing with Deutsche Bank X-Markets - Pescarolo P01 Judd

19. Bob Berridge / Gareth Evans
Chamberlain Synergy Motorsport - Lola B06/10 AER

20. TBA / TBA
Epsilon-Euskadi - Epsilon-Euskadi EE01 Judd

21. TBA / TBA
Epsilon-Euskadi - Epsilon-Euskadi EE01 Judd

LMP2


25. Thomas Erdos / Mike Newton
RML - MG Lola EX265 AER

26. Jacob Greaves / Stuart Moseley
Team Bruichladdich Radical - Radical SR9 AER

27. Fredy Lienhard / Didier Theys / Jan Lammers
Horag Racing - Porsche RS Spyder

30. Marco Didaio / Filippo Francioni
Racing Box - Lucchini LMP2 Judd

31. John Nielsen / Casper Elgaard
Team Essex - Porsche RS Spyder

32. Juan Barazi / Michael Vergers
Barazi-Epsilon - Zytek 07S/2

33. Xavier Pompidou / Steve Zacchia / Andrea Bellicchi
Speedy-Sebah - Lola B08/80 Judd

34. Jos Verstappen / Jeroen Bleekmolen / Peter van Merksteijn
VM Motorsport - Porsche RS Spyder

35. Pierre Ragues / TBA
JN Investissments / Pescarolo Automobiles - Pescarolo 06 Judd

37. Stéphane Salini / Philippe Salini / Patrice Roussel
WR-Salini - WR LMP2 Zytek

40. Miguel Pais do Amaral / Olivier Pla
Quifel ASM Team - Lola B05/40 AER

41. Karim Ojjeh / Julien Schroyen / Claude-Yves Gosselin
Trading Performance - Zytek 07S/2

44. Jean de Pourtales / Alexander Müller / Hideki Noda
Kruse Schiller Motorsport - Lola B06/10 Mazda

45. Warren Hughes / Jonny Kane
Embassy Racing - Embassy WF01 Zytek

46. Mario Haberfeld / Joey Foster
Embassy Racing - Embassy WF01 Zytek

LMGT1

50. Fréderic Makowiecki / Dino Lunardi / David Halliday
Larbre Competition - Saleen S7-R

55. Roman Rusinov / Peter Kox
IPB Spartak Racing / Reiter Engineering - Lamborghini Murciélago GT-R

59. Antonio Garcia / Tomas Enge
Team Modena - Aston Martin DBR9

72. Luc Alphand / Guillaume Moreau
Luc Alphand Aventures - Corvette C6-R

73. Sébastien Dumez / Jean-Luc Blanchemain / Roland Berville
Luc Alphand Aventures - Corvette C6-R

LMGT2


75. Jean-Philippe Belloc / Richard Balandras / Michel Lecourt
IMSA Performance Matmut - Porsche 997 GT3 RSR

76. Raymond Narac / Richard Lietz
IMSA Performance Matmut - Porsche 997 GT3 RSR

77. Alex Davison / Marc Lieb
Team Felbermayr-Proton - Porsche 997 GT3 RSR

85. Tom Coronel / Peter Dumbreck
Spyker Squadron - Spyker C8 Laviolette GT2R

86. Ralf Kelleners / Aleksej Vasiliev
Spyker Squadron - Spyker C8 Laviolette GT2R

88. Horst Felbermayr, Jr. / Christian Ried
Team Felbermayr-Proton - Porsche 997 GT3 RSR

90. Lars-Erik Nielsen / Allan Simonsen / Richard Westbrook
Farnbacher Racing - Porsche 997 GT3 RSR

91. Pierre Kaffer / Pierre Ehret / Anthony Beltoise
Farnbacher Racing - Ferrari F430

93. Joël Camathias / Tim Sudgen / Paul Daniels
James Watt Automotive - Porsche 997 GT3 RSR

94. Philippe Camandona / Andrea Chiesa / Benjamin Leuenberger
Speedy Racing - Spyker C8 Laviolette GT2R

95. TBA / TBA
James Watt Automotive - Aston Martin Vantage GT2

96. Gianmaria Bruni / Rob Bell
Virgo Motorsport - Ferrari F430

98. TBA / TBA
JMB Racing - Ferrari F430

99. Ben Aucott / Stéphane Daoudi
JMB Racing - Ferrari F430

Postagem ilustre


Eis o desenho original do Snob's Corvair


Bastou conclamar o homem e o homem veio. Ricardo Divila esclarece de uma vez por todas o mistério do Snob's Corvair e manda não só imagem do desenho original do protótipo, como também uma mensagem de agradecimento.

Divila com a palavra, direto de Magny Cours!

Vi a sua nota no blog, e agradeço, lisonjeado...

O encontrei através das indicações do Panda e do Flávio, cujos blogs vejo regularmente, para me manter atualizado com o que passa pelo Brasil...o seu agora devidamente encaixado nos preferidos...

Enviarei notas de vez em quando, assim que o trabalho der oportunidade...por outro lado envio regularmente notas a respeito de tudo a uma lista de amigos, se quiser posso incluir você também... fale com o Panda e o Edu, eles estão lá há algum tempo...política, literatura , música , notas sobre carros e etc... se estiver de acordo avise-me....nas noites de insônia em Tokyo, as vezes das leituras quilométricas!

No momento em casa na França, e de saida para Tokyo amanhã...

E para o amigo Joaquim, que normalmente parece muito bem informado e tem uma memoria incrível para o nosso passado automobilistico, anexo o primeiro desenho do Snob's...

abraços,
Ricardo

Carolina

Excetuando-se os nomes compostos femininos, não foi difícil descobrir qual é a grande inspiração dos compositores brasileiros: Carolina.

A primeira delas surgiu literalmente 'nas coxas', pois Chico Buarque de Hollanda escreveu a letra da sua "Carolina" num avião, para inscrevê-la posteriormente no Festival Internacional da Canção de 1967, quando foi defendida por Cynara e Cibele, terminando em terceiro atrás de Margarida e Travessia.

Anos depois, veio a "Carolina Carol Bela" sonhada e imaginada por um paulistano e um carioca, de vertentes e influências musicais distintas. Um, parceiro de Vinícius de Moraes. O outro, autor de samba-rocks irresistíveis: Toquinho e Jorge Ben, numa improvável parceria, construíram outro clássico da MPB.

Balanço e suingue também eram marcas registradas das canções de Bebeto, intitulado "O Rei dos Bailes". O sumidíssimo compositor, que permanece na ativa, com certeza deve ficar feliz por ver as novas gerações curtindo a "Menina Carolina", que foi hit dos anos 70.

Por último, até Seu Jorge arriscou homenagear Carolina. Apenas e tão somente "Carolina", faixa do seu primeiro álbum-solo, Samba Esporte Fino. Balançada e animada como a música de Bebeto, a "Carolina" do antigo mendigo e vocalista do Farofa Carioca também bota pra quebrar nas pistas de boates por aí afora.

Com vocês, as Carolinas da MPB.







Saudações tricolores

Podem dizer que era um "amistoso". Que eram dois times praticamente crivados de reservas.

Mas... 4 x 1? Num clássico que pode acontecer até nove vezes neste ano? Com três gols de um só jogador?

Não há como avisar de outro jeito... o show está só começando.

Saudações tricolores.

Beatles no Morecambe & Wise Show

Lembram que eu tinha citado na minha última postagem sobre os Beatles acerca de uma apresentação dos Fab Four cantando "Moonlight Bay"?

Pois aqui está o vídeo da participação deles no The Morecambe & Wise Show, programa de muito sucesso na TV inglesa e estrelado pelos comediantes Eric Morecambe e Ernie Wise. O grupo aproveitou para cantar e tocar outras três músicas - "This Boy", "All My Loving" e "I Wanna Hold Your Hand", além claro do número onde eles interagiram (e como) com os donos do programa.

Dêem só uma olhada.

Ah... a dica é do Alexandre Carvalho. Valeu!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Bicampeão é pole em Daytona

A Hendrick Motorsports começa o ano de forma perfeita na Nascar, a Stock Car estadunidense. Após a vitória de Dale Earnhardt Júnior em sua estréia pela escuderia no evento extracampeonato conhecido como Budweiser Shootout, hoje foi a vez de Jimmie Johnson brilhar na Flórida, no Daytona International Speedway.

O bicampeão da categoria fez a pole position para a 50a. edição da Daytona 500, prova inaugural do campeonato, com o tempo de 48"109, média superior a 187 milhas por hora. Além dele, o outro piloto que assegurou um lugar direto no grid foi... Michael Waltrip.

Considerado um grande especialista em superspeedways - todas as suas vitórias foram em Daytona ou em Talladega - o experientíssimo piloto e dono de equipe, irmão do comentarista da Fox Darrell Waltrip, cravou um tempo 0s088 pior que o de Johnson, mas está confirmadíssimo na corrida.

Cinqüenta e três pilotos marcaram tempo hoje e entre os pilotos que já passaram por monopostos, o melhor foi Patrick Carpentier - 11o. colocado, estreando com o Dodge da Gillet Evernham Motorsports. Jacques Villeneuve foi um bom 17o., deixando bem pra trás Dario Franchitti e Juan Pablo Montoya, que ficaram além dos 35 mais rápidos.

Na quinta-feira, acontecem as duas provas do Gatorade Duels que definem os outros 41 pilotos que vão correr no próximo domingo. O grid de cada uma das provas é o seguinte:

Gatorade Duels corrida #1:

1. Jimmie Johnson / Chevrolet
2. Joe Nemechek / Chevrolet
3. Dave Blaney / Toyota
4. Travis Kvapil / Ford
5. Boris Said / Ford
6. Patrick Carpentier / Dodge
7. David Ragan / Ford
8. Dale Earnhardt Jr./ Chevrolet
9. Jacques Villeneuve / Toyota
10. A. J. Allmendinger / Toyota
11. Dale Jarrett / Toyota
12. Ryan Newman / Dodge
13. Jamie McMurray / Ford
14. Kenny Wallace / Chevrolet
15. Kasey Kahne / Dodge
16. Kyle Busch / Toyota
17. Kevin Harvick / Chevrolet
18. Elliott Sadler / Dodge
19. Ken Schrader / Dodge
20. Dario Franchitti / Dodge
21. Reed Sorenson / Dodge
22. Sam Hornish Jr. / Dodge
23. Bill Elliott / Ford
24. Bobby Labonte / Dodge
25. Kyle Petty / Dodge
26. J. J. Yeley / Chevrolet
27. Carl Long / Dodge

Gatorade Duels corrida #2:

1. Michael Waltrip / Toyota
2. David Reutimann / Toyota
3. Casey Mears / Chevrolet
4. Denny Hamlin / Toyota
5. Jeff Gordon / Chevrolet
6. Tony Stewart / Toyota
7. Matt Kenseth / Ford
8. Brian Vickers / Toyota
9. Mark Martin / Chevrolet
10. David Gilliand / Ford
11. Scott Riggs / Chevrolet
12. Greg Biffle / Ford
13. Regan Smith / Chevrolet
14. Robby Gordon / Dodge
15. Eric McClure / Chevrolet
16. Jeremy Mayfield / Chevrolet
17. Kurt Busch / Dodge
18. Carl Edwards / Ford
19. Paul Menard / Chevrolet
20. Martin Truex Jr. / Chevrolet
21. Juan Pablo Montoya / Dodge
22. Clint Bowyer / Chevrolet
23. Jeff Burton / Chevrolet
24. John Andretti / Chevrolet
25. Sterling Marlin / Chevrolet
26. Stanton Barrett / Chevrolet

Discos que já ouvi antes de morrer (II) - A Hard Day's Night / 1964




Bastou Ringo Starr proferir num dia de ensaios a frase "It's a hard day's night", que aconteceu o estalo. Estavam aí, em uma só tacada, o nome de mais um disco e do primeiro filme dos Beatles.

A agenda da banda já estava apertadíssima e ir para a telona era só o que lhes faltava: afinal, vendiam discos como água na Inglaterra e EUA, faziam turnês disputadíssimas, divertidos programas de rádio - cujas gravações originaram vários discos póstumos e - claro - apareciam na TV, onde não raro faziam números inesquecíveis em programas de auditório como o Ed Sullivan Show, ou de comédias, quando chegaram a fazer uma versão hilária de "Moonlight Bay", na TV inglesa.

O terceiro disco dos Beatles foi concluído a toque de caixa, assim como o filme - produzido pela United Artists e com direção de Richard Lester. John Lennon e Paul McCartney tiveram meras duas semanas para compor as canções que fizeram parte do filme, as sete primeiras do "lado A" dos antigos vinis. E não por acaso, este foi o único dos 13 discos oficiais dos Fab Four com todas as faixas assinadas Lennon-McCartney.

E apesar da rapidez com o que o trabalho teve de ser feito, o disco é repleto de clássicos do grupo. John Lennon predomina e brilha intensamente cantando dez das 13 canções, começando pela faixa-título, a belíssima balada "If I fell" e "I'll be back", a última do álbum. Paul McCartney não faz feio, com outra música ao estilo Macca - "And I love her" e a ótima "Can't buy me love". A outra música do baixista é "Things we said today", outro hit do grupo.

"Can't buy me love", aliás, teve de ser gravada no estúdio Pathé Marconi, em Paris (o filme foi rodado na França) e além desta, os Beatles fizeram duas versões em alemão para "She loves you" e "I wanna hold your hand", rebatizadas "Sie liebt dich" e "Komm, gib mir deine hand".

George Harrison teve a oportunidade de cantar apenas uma música, "I'm happy just to dance with you" e para Ringo, desta vez, não sobrou nada a não ser contribuir com a cozinha beatle.

Com músicas que grudavam feito chiclete nos ouvidos, "A hard day's night" tinha um pecado: ser um disco curto, com apenas meia hora de músicas - menor que o antecessor. Mas foi mais uma prova de que os Beatles, como grupo, queriam voar cada vez mais e mais alto.

Ficha Técnica de A Hard Day's Night:

Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra e em Paris, em 1964
Tempo total das faixas: 29'47"

Músicas:

1. A hard day's night (Lennon-McCartney)
2. I should have known better (Lennon-McCartney)
3. If I fell (Lennon-McCartney)
4. I'm happy just to dance with you (Lennon-McCartney)
5. And I love her (Lennon-McCartney)
6. Tell me why (Lennon-McCartney)
7. Can't buy me love (Lennon-McCartney)
8. Anytime at all (Lennon-McCartney)
9. I'll cry instead (Lennon-McCartney)
10. Things we said today (Lennon-McCartney)
11. When I get home (Lennon-McCartney)
12. You can't do that (Lennon-McCartney)
13. I'll be back (Lennon-McCartney)

Estréia em grande estilo

Nunca morri de amores por Dale Earnhardt Júnior. Sempre achei o filho da lenda Dale Earnhardt, sete vezes campeão da Nascar - a Stock Car estadunidense - um piloto "normal". Mas os seus conterrâneos o endeusam, acham que ele um dia pode ser um grande campeão.

Até o ano passado, ele corria na equipe que levava o nome do pai e administrada pela madrasta Teresa Earnhardt. Seguidos problemas de gerência, a absorção da Ginn Motorsports pela DEI e um sem-fim de quebras acabaram com a paciência de Júnior, que foi para a Hendrick Motorsports, atual bicampeã com Jimmie Johnson.

E na estréia pela equipe com número novo e cores idem em seu carro, Dale Júnior venceu em grande estilo o Budweiser Shootout, evento extracampeonato em Daytona, ontem à noite.

A Toyota já disse ao que veio, pois conseguiu com a JGR e Tony Stewart a segunda colocação. O melhor Dodge foi o de Reed Sorenson, que terminou em quinto e o melhor Ford, de Carl Edwards, foi um distante décimo-segundo.

Domingo que vem o campeonato começa para valer com as 500 Milhas de Daytona, em sua quinquagésima edição. O treino classificatório é neste domingo e pelo regulamento, apenas os dois primeiros colocados já estão garantidos no grid de 43 pilotos para a prova inaugural da temporada 2008.

Resultado final do Budweiser Shootout:

1. Dale Earnhardt Jr. (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
2. Tony Stewart (Joe Gibbs Racing / Toyota)
3. Jimmie Johnson (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
4. Jeff Gordon (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
5. Reed Sorenson (Chip Ganassi Racing / Dodge)
6. Casey Mears (Hendrick Motorsports / Chevrolet)
7. Dave Blaney (Bill Davis Racing / Toyota)
8. Mark Martin (Dale Earnhardt Inc. / Chevrolet)
9. Denny Hamlin (Joe Gibbs Racing / Toyota)
10. Kasey Kahne (Gillet Evernham Motorsports / Dodge)

Quanta honra...

Um antigo post sobre o Snob's Corvair que Eduardo Celidônio alinhou nos anos 70 rendeu aqui a este humilde blog a visita de um dos caras que mais admiro na história do automobilismo brasileiro fora das pistas.

Ninguém menos que Ricardo Divila veio treplicar nosso bravo companheiro e eventual colaborador Joaquim, com base evidentemente no que vivenciou naquela época.

Quem diria que o Saco de Gatos um dia receberia tão honrada visita?

As portas estão abertas para histórias, fotos e colaborações do Divila - se evidentemente ele quiser contribuir com este espaço.

Seja bem-vindo!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Discos que já ouvi antes de morrer (I) - With The Beatles / 1963



É... os Beatles no início de carreira eram o que se convencionava chamar de boy band, uma termologia que virou moda nos anos 80/90, com grupelhos pré-fabricados como NKOTB, Take That, KLB, Backstreet Boys e por aí vai.

Mas... e daí?

Daí que em 1963, eles já tinham personalidade suficiente pra fazer um disco ainda melhor que o álbum de estréia, o que continha "Love Me Do" e "Twist and Shout", embora a fórmula fosse praticamente a mesma, com covers e material próprio que eles já cantavam nos shows do lendário Cavern Club e em sua passagem por Hamburgo, na Alemanha.

George Martin arregimentou a produção e gastou horas e mais horas com os meninos John, George, Paul e Ringo nos estúdios e em um mês, entre a pré-produção e as gravações das 14 faixas do álbum original - isto porque nos EUA os discos dos Beatles saíam com nome e formato diferentes - o trabalho ficou pronto.

Lennon era um grande fã de música negra e não foi à toa que por sua vontade incluiu-se covers de "Roll over Beethoven", de Chuck Berry e "Money" (That's what I want), de autoria de Janie Bradford e Barry Gordy - o fundador da Motown.

O disco abre com "It won't be long", cantada por Lennon e assinada como Lennon-McCartney. Mas os beatlemaníacos saberiam depois que nem todas as canções eram deles. Bastava ver quando um e outro cantavam.

"All my loving", com Paul no vocal, é o primeiro clássico deste disco. Outro ponto alto é a cover de "Please Mr. Postman", imortalizada pelos Carpenters e que ganhou uma roupagem totalmente diferente do então sucesso gravado por The Marvelettes, uma atração da Motown.

George Harrison, que normalmente cantava duas faixas por álbum, teve a chance de executar três. Além de "Don't bother me", composição própria, outra delas foi justamente "Roll over Beethoven", adequadíssima ao seu timbre vocal. Até o show da última turnê, no Candlestick Park de San Francisco, em 1966, George jamais deixaria de cantar a música de Chuck Berry.

Ringo também teve a sua chance de mostrar os dotes vocais em "I wanna be your man", a primeira música que Lennon e McCartney ofereceriam aos Rolling Stones. O baterista normalmente esquecia que "I wanna be..." tinha dois versos e quando o grupo a tocava ao vivo, cantava um só. Que figura...

Entremeando baladas como "Till there was you" e "You really got a hold on me" com as faixas já citadas, o disco fecha com chave de ouro em "Money", com Lennon castigando a voz no mais puro estilo... John Lennon, logicamente.

A capa é outro clássico: foto de Robert Freeman, tirada no Bornemouth's Palace Court Hotel em agosto de 1963, é semelhante aos trabalhos que a alemã Astrid Kircherr fazia com o grupo quando os rapazes cantavam incessantemente naquele país.

Os ingleses já sabiam do potencial dos quatro rapazes. Mas o mundo ainda não estava preparado para o que viria. Muito menos o Brasil, que em 1963 vivia o auge da Bossa Nova. Rock por aqui? Só Elvis, Chuck Berry e Little Richard, e no subúrbio. Zona Sul, nem pensar.

Ficha Técnica de With The Beatles
Selo: Parlophone / EMI
Produção de George Martin
Gravado na Inglaterra entre setembro e outubro de 1963
Total das faixas: 33'24"

Músicas:

1. It won't be long (Lennon-McCartney)
2. All I've got to do (Lennon-McCartney)
3. All my loving (Lennon-McCartney)
4. Don't bother me (Harrison)
5. Little child (Lennon-McCartney)
6. Till there was you (Wilson)
7. Please Mr. Postman (Brianbert-Dobbin-Garman-Garrett)
8. Roll over Beethoven (Berry)
9. Hold me tight (Lennon-McCartney)
10. You really got a hold on me (Robinson)
11. I wanna be your man (Lennon-McCartney)
12. Devil in her heart (Drapkin)
13. Not a second time (Lennon-McCartney)
14. Money (Bradford-Gordy)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O último sobrevivente

Tony Rolt em ação a bordo do ERA "E" em Silverstone, 1950: lá se foi o último sobrevivente da primeira prova da história da F-1

A notícia pululou nos sites de automobilismo e também nos blogs de amigos e jornalistas que militam no métier: Tony Rolt, o único sobrevivente da primeira e histórica corrida da Fórmula 1 em Silverstone, que contou com outros 20 participantes, morreu na última quarta-feira, dia 6, aos 89 anos de idade.

O britânico não teve grande passagem pela F-1. Além da prova inaugural da categoria, disputou outras duas na Inglaterra em 1953 e 1955. Abandonou todas e seu melhor resultado foi o 10o. lugar no grid da prova de 53, correndo com um Connaught.

Mas aquele ano não foi de todo mau: em provas extracampeonato, Rolt conquistou seis triunfos nas 40 corridas que competiu. E nas 24 Horas de Le Mans, dividindo um Jaguar "C Type" com Duncan Hamilton, venceu a corrida, batendo o carro que tinha como um dos tripulantes o mito Stirling Moss.

Rolt sai da vida e entra para a história como um completo desconhecido, pelo menos por aqui. Mas os ingleses saberão reverenciar seu feito em Le Mans e o homenagearão como ele merece.

Lá vem a MotoGP!

Em uma semana, a MotoGP vai realizar sua sessão oficial de testes no circuito espanhol de Jerez de la Frontera. Será o primeiro campeonato em 16 anos - excetuando-se também a temporada retrasada - em que o Brasil não será representado no campeonato, após a aposentadoria de Alexandre Barros.

O campeonato vai começar com muitas caras novas, mas com poucas motos. A FIM e a Dorna divulgaram as listas oficiais das três categorias e a MotoGP conta com apenas 19 nomes. O Team Roberts, que era esperado para este campeonato, pelo visto não conseguiu patrocínios e deve encerrar suas atividades - o que é uma pena.

Na MotoGP, além de Casey Stoner com a Ducati #1, a outra mudança é Dani "Triste" Pedrosa a bordo da Honda #2. Valentino Rossi vai continuar com o #46 e com pneus Bridgestone em sua Yamaha. Jorge Lorenzo vai de Michelin, mesmo "dividindo" equipe com o italiano.

MotoGP 2008 - inscritos:

1. Casey Stoner / Austrália - Marlboro Ducati Team (B)
2. Dani Pedrosa / Espanha - Repsol Honda (M)
4. Andrea Dovizioso / Itália - JiR Scot Team Honda (M)
5. Colin Edwards / EUA - Yamaha Tech 3 (M)
7. Chris Vermeulen / Austrália - Rizla Suzuki MotoGP (B)
13. Anthony West / Austrália - Kawasaki Racing Team (B)
14. Randy de Puniet / França - LCR Honda (M)
15. Alex de Angelis / San Marino - San Carlo Honda Gresini (B)
21. John Hopkins / EUA - Kawasaki Racing Team (B)
24. Toni Elias / Espanha - Alice Team Ducati (B)
33. Marco Melandri / Itália - Ducati Marlboro Team (B)
46. Valentino Rossi / Itália - Fiat Yamaha Team (B)
48. Jorge Lorenzo / Espanha - Fiat Yamaha Team (B)
50. Sylvain Guintoli / França - Alice Team Ducati (B)
52. James Toseland / GBR - Yamaha Tech 3 (M)
56. Shinya Nakano / Japão - San Carlo Honda Gresini (B)
65. Loris Capirossi / Itália - Rizla Suzuki MotoGP (B)
69. Nicky Hayden / EUA - Repsol Honda (M)

250cc 2008 - inscritos:

4. Hiroshi Aoyama / Japão - Red Bull KTM 250
5. Hector Faubel / Espanha - Mapfre Aspar Team Aprília
6. Alex Debon / Espanha - Lotus Aprília
7. Russel Gomez / Espanha - Blusens Aprília
10. Imre Toth / Hungria - Team Toth Aprília
12. Thomas Luthi / Suíça - Emmi-Caffe Latte Aprília
14. Ratthapark Wilairot / Tailândia - Thai Honda PTT SAG
15. Roberto Locatelli / Itália - Metis Gilera
17. Karel Abraham / Rep. Tcheca - Cardion AB Motoracing Aprília
19. Álvaro Bautista / Espanha - Mapfre Aspar Team Aprília
21. Hector Barberá / Espanha - Team Toth Aprília
25. Alex Baldolini / Itália - Matteoni Racing Aprília
32. Fabrizio Lai / Itália - Campetella Racing Aprília
36. Mika Kallio / Finlândia - Red Bull KTM 250
41. Aleix Espargaro / Espanha - Lotus Aprília
45. Doni Tata Pradita / Indonésia - Yamaha Pertamina Indonesia
50. Eugene Laverty / Irlanda - Blusens Aprília
52. Lukas Pesek / Rep. Tcheca - Auto Kelly CP Aprília
54. Manuel Poggiali / San Marino - Campetella Racing Aprília
58. Marco Simoncelli / Itália - Metis Gilera
60. Julian Simon / Espanha - Repsol KTM 250
72. Yuki Takahashi / Japão - Scot Racing Team Honda
75. Mattia Pasini / Itália - Polaris World

125cc 2008 - inscritos:

5. Alexis Masbou / França - Loncin Racing
6. Joan Olive / Espanha - Belson Derbi
7. Efren Vazquez / Espanha - Blusens Aprília Junior
8. Lorenzo Zanetti / Itália - Ispa KTM Aran
11. Sandro Cortese / Alemanha - Emmi-Caffe Latte Aprília
12. Esteve Rabat / Espanha - Repsol KTM 125
14. Gabor Talmacsi / Hungria - Bancaja Aspar Team Aprília
16. Jules Cluzel / França - Loncin Racing
17. Stefan Bradl / Alemanha - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
18. Nicolas Terol / Espanha - Jack & Jones WRB Aprília
19. Roberto Lacalendola / Itália - Matteoni Racing Aprília
21. Robin Lasser / GBR - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
22. Pablo Nieto / Espanha - Onde 2000 KTM
24. Simone Corsi / Itália - Jack & Jones WRB Aprília
27. Stefano Bianco / Itália - WTR San Marino Team Aprília
29. Andrea Iannone / Itália - I. C. Team Aprília
30. Pere Tutusaus / Espanha - Bancaja Aspar Team Aprília
33. Sergio Gadea / Espanha - Bancaja Aspar Team Aprília
34. Randy Krummenacher / Suíça - Red Bull KTM 125
35. Raffaele de Rosa / Itália - Onde 2000 KTM
38. Bradley Smith / GBR - Polaris World Aprília
44. Pol Espargaro / Espanha - Belson Derbi
45. Scott Redding / GBR - Blusens Aprília Junior
51. Stevie Bonsey / EUA - Degraaf Grand Prix Aprília
56. Hugo van den Berg / Holanda - Degraaf Grand Prix Aprília
60. Michael Ranseder / Áustria - I. C. Team Aprília
63. Mike di Meglio / França - Ajo Motorsport Derbi
69. Louis Rossi / França - FFM Honda GP 125
71. Tomoyoshi Koyama / Japão - Ispa KTM Aran
73. Taakaki Nakagami / Japão - I. C. Team Aprília
77. Dominique Aegerter / Suíça - Ajo Motorsport Derbi
93. Marc Marquez / Espanha - Repsol KTM 125
95. Robert Muresan / Romênia - Grizzly Gas Kiefer Racing Aprília
99. Danny Webb / GBR - Degraaf Grand Prix Aprília

Clip da semana - O vôo de Roberto Carlos no Rio de 1967



Em 1967, Roberto Carlos era o ídolo máximo da juventude brasileira e naquele ano, estreou na telona dirigido por Roberto Farias. "Roberto Carlos em ritmo de aventura" foi uma coleção de clipes muito bem filmados e fotografados, somados à situações inverossímeis onde o Rei tinha como antagonista o grande José Lewgoy.

Nesta produção, chama a atenção um trecho de mais ou menos 6 minutos onde Roberto sobrevoa num helicóptero da Votec (Vôos Técnicos e Executivos), tendo como fundo musical as canções "Namoradinha de um amigo meu" e "Canzone per te", com a qual ganharia no ano seguinte o Festival de San Remo.

Dá pra ver nesse sobrevôo as enormes diferenças do Rio de 2008 para o que a cidade era naquele tempo. Sim... já existiam os túneis Novo e Velho, que ligavam a Zona Sul ao então recém-construído Aterro. Mas nada do condomínio Morada do Sol e muito menos o Rio Sul, erigidos no fim dos anos 70. No terreno vazio à esquerda onde o shopping surgiu, tinha sido posto abaixo o Solar da Fossa, onde Caetano e Gal moraram.

Nessa mesma época, a Avenida Atlântica ainda não tinha sequer a pista duplicada. O trânsito corria em mão única no sentido Posto Seis-Leme. E a partir do 3o. minuto desse clip, Roberto passa pelo centro da cidade, onde se pode divisar o já construído Edifício Avenida Central. Aos 3'48" dá pra ver um pequeno terminal de ônibus na Almirante Barroso (na época não havia o Menezes Cortes), a Av. Treze de Maio - por onde ônibus inacreditavelmente trafegavam - mas também o Palácio Monroe, antiga sede do Congresso Nacional e demolido para a construção do Metrô em 1973.

O passeio, que incluiu também a indefectível passagem pelo Cristo Redentor, contemplou uma Baía de Guanabara sem a Ponte Rio-Niterói, tendo seu fim no heliponto do BEG (depois Banerj e hoje Itaú), no prédio da esquina da Rua México, defronte o Buraco do Lume.

O Rio de Janeiro continua sendo, como diz a canção "Aquele Abraço", de Gilberto Gil e o enredo do Salgueiro no carnaval de 2008. Mas que dá uma saudade dessa época, em que a cidade do Rio era também o Estado da Guanabara (no qual aliás eu nasci), ah... isso dá!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Reviravolta?

Não entendo mais nada...

Hoje, quinta-feira, dois dias após o anúncio de que a Le Mans Series faria sua etapa de encerramento na China, em Xangai, no dia 2 de novembro, eis que o site Mariantic - fonte de muito boas informações sobre a categoria e sua similar estadunidense, vem com o calendário de 2008 com alterações.

No pé da página, está assim:

??:LMS : Mil Milhas?
November 1-2 :ACO: 1000 kms Shanghai

Repare que a prova da China está grafada como sendo do ACO - evento do Automóvel Clube do Oeste, classificatório para Le Mans e embrião para a Asian Le Mans Series, como dito por mim no post "Caímos do telhado", publicado no último dia 5.

O que ocorre é o seguinte: por questões comerciais, a Audi exigiu esta prova no Oriente. E a Peugeot, por sua vez, faz pressão para que as Mil Milhas continuem sendo evento LMS. A presença da marca francesa ano passado em Interlagos se deveu também aos enormes investimentos que o grupo PSA tem feito na América do Sul e a corrida brasileira foi uma excelente publicidade para a marca, que venceu o campeonato de forma invicta e fez de Pedro Lamy e Stéphane Sarrazin campeões de pilotos em 2007.

Será que vai haver reviravolta?

Aguardemos... até porque, quem quiser conferir no site oficial da Le Mans Series, não existe a sexta corrida do calendário de 2008.

De novo?

Já está ficando chato.

Pelo quinto ano em seis, a Beija-Flor leva o carnaval carioca. E este ano, foi uma lavada. Quase dois pontos de vantagem para o Salgueiro, que deu a volta por cima após o injusto sétimo lugar do ano passado.

Mais uma vez levando à avenida dos desfiles um enredo incompreensível, agora sobre a capital do Amapá, a agremiação de Nilópolis não fugiu do padrão. Carros repletos de penduricalhos e adereços sem-fim, um samba de melodia extremamente semelhante aos dos últimos anos e fantasias pesadas. E num ano de apresentações irregulares, quando pisaram na avenida, já sentiam que poderiam ser de novo campeões.

Deu no que deu. Com apenas 0,7 perdidos, a Beija-Flor venceu fácil, despertando novamente a suspeita dos que acharam que no ano passado o carnaval tivera seu resultado fraudado, face às injustiças que ocorreram.

E que mais uma vez se repetiram: a Grande Rio passou como nos dois últimos anos arrastada, com carros imensos que criaram problemas mais uma vez. Uma das alegorias desacoplou e a escola perdeu 0,1 por infringir o regulamento. Num outro ano, o estouro do tempo deu à Vila Isabel um inesperado título. A Portela, quarta colocada, tentou ser um protótipo de Beija-Flor: veio monocromática em um terço do seu desfile, depois abusou de cores berrantes e de alegorias com a colaboração do pessoal que faz o carnaval de Parintins. O resultado, o melhor da tradicional agremiação desde 1995, resgatou o orgulho ferido dos portelenses, mas não foi justo.

Injusto foi o quinto lugar da Unidos da Tijuca, que com um interessante enredo sobre coleções, mostrou porque continua merecendo figurar entre as principais escolas do Rio de Janeiro - mesmo após a saída do furacão Paulo Barros, que fez barulho na Viradouro - insuficiente porém para colocar os niteroienses no Sábado das Campeãs.

O desfile que encerra o carnaval de 2008 terá também depois de dois anos o retorno da Imperatriz Leopoldinense. Com um carnaval bem ao estilo Rosa Magalhães, a Rainha de Ramos fez uma apresentação competentíssima e merecia melhor sorte. Estranhamente, os jurados tiraram pontos preciosos em enredo (considerado o de mais fácil compreensão em todo o desfile) e alegorias (talvez o carro da Revolução Francesa, com bandeiras esfarrapadas, não tenha agradado).

Certo é que a escola mostrou força, que pode voltar aos velhos tempos de campeonatos se a diretoria investir em mais alas da comunidade, numa diretoria de harmonia que não faça a escola perder 0,8 pontos e talvez numa outra comissão de frente - considerada muito aquém das últimas apresentadas pela Imperatriz.

De resto, palmas para os compositores do ótimo samba; para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcílio e Verônica, que fizeram disparado sua melhor apresentação desde que assumiram o lugar de Chiquinho e Maria Helena; e a Mestre Marcone, que calou a boca de Dudu Nobre com a condução impecável de uma bateria literalmente nota 10.

O maior desastre, evidentemente, ficou por conta do décimo e antepenúltimo lugar da Mangueira. Esperava-se que toda a turbulência pela qual a verde-e-rosa atravessou nos últimos meses jogasse a favor na hora de cantar o enredo sobre o frevo. Mas para uma escola com uma história tão rica, foi o castigo perfeito para a diretoria, que não quis abrir mão de um patrocínio de R$ 3 milhões para deixar de contar a história de Cartola, fundador da escola e autor do samba com o qual a Mangueira foi campeã no primeiro desfile da história do carnaval carioca.

E já que nem tudo foi notícia ruim na quarta-feira de cinzas, é sempre bom ver o Império Serrano de volta ao Grupo Especial - ainda que, como se sabe, correndo o sério risco de voltar de novo para o Acesso.

Aliás, não só a decisão da LIESA em limitar a 12 agremiações o Grupo Especial, como também a presença de Beija-Flor, Grande Rio, Viradouro e Porto da Pedra - que não são do município do Rio de Janeiro, afasta de vez a possibilidade de vermos baluartes como União da Ilha, Estácio e Unidos de Lucas, com histórias tão bonitas no carnaval carioca, de volta à elite. Nada contra o pessoal de Nilópolis, Caxias, Niterói e São Gonçalo, mas enfim... o que está feito está feito.

Uma pena.

Agora a Índia não tem só Bollywood



A Force India apresentou hoje em Mumbai o VMJ 01 com motor Ferrari, que vai marcar a estréia da organização do segundo país mais populoso do planeta na Fórmula 1. Numa cerimônia apresentada em tempo real no site oficial da equipe, Vijay Malliya mostrou, orgulhoso, o novo carro, o chefe de equipe Colin Kolles, o projetista-chefe Mike Gascoyne e os pilotos Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella e Vitantonio Liuzzi - este reserva imediato e piloto de testes.

Ao contrário do que se alardeava, que haveria uma combinação extremamente duvidosa de cores, o carro da Force India ficou bonito com predominância do branco e detalhes em vermelho, prata e dourado. A companhia aérea Kingfisher, pertencente ao milionário que comprou a equipe de F-1 da Spyker, é a patrocinadora principal.

O modelo VMJ01 é o Spyker F8-VIII com alterações sutis especialmente na caixa de marchas e internamente, no motor, reina a Electronic Control Unit (ECU) padrão desenvolvida pela McLaren em conjunto com a Microsoft. A estréia do carro na nova configuração acontecerá nos treinos previstos para Barcelona de 25 a 27 deste mês, duas semanas antes do início do campeonato.

E o "peixe" se mandou...

Assim como o peixe-gato que "bateu asas e voou", segundo a letra do sensacional sambão Tragédia no fundo do mar (Assassinaram o camarão), gravado pelos Originais do Samba, outro "peixe" bem conhecido do mundo esportivo foi embora pela enésima vez do Vasco.

Romário não teria agüentado a interferência direta do presidente do clube, o nefando Eurico Miranda, que mandou por Paulo Angioni, gerente do futebol, o seguinte recado: "Quem joga é Allan Kardec". Para desespero do dirigente, o baixinho queria outro em seu lugar e esse outro era Abuda - que não é prata da casa como o atleta indicado por Eurico.

Certo é que ele não gostou da decisão. Fiel à sua personalidade fortíssima, ele não teve dúvidas.

"Minha história no Vasco acabou", enfatizou.

A atitude de EM, mais do que denotar que de fato sempre houve e vai continuar existindo interferência na escalação de um ou outro jogador, chocou atletas e técnicos que passaram por São Januário, especialmente ao atacante Leandro Amaral, que saiu do Vasco brigado com o dirigente.

"É lamentável. Às vezes ele toma umas atitudes que no meu ponto de vista não são corretas. Ainda mais com grandes jogadores, que têm uma história no clube e que a torcida admira."

Dizem as más-línguas, porém, que o episódio da interferência de EM na escalação do time não é o único estopim da intempestiva e inesperada saída de Romário do Vasco. O outro pilar de discussão chama-se Edmundo. O Animal, queridíssimo pela torcida, é o reforço mais aguardado do clube cruzmaltino em 2008.

Tanto que já está sendo preparado para estrear na semifinal da Taça GB, possivelmente contra o Flamengo. E, cá pra nós, alguém achava que com Romário de técnico o antigo desafeto teria vez no time?

E por falar em Flamengo, Kléber Leite, sempre querendo aparecer, já vaticinou que as portas do clube estão "abertas" para o baixinho. O telefone de Celso Barros, amigo pessoal de Romário e patrocinador do Fluminense, também foi bombardeado com ligações e ele foi bem mais comedido que o fanfarrão rubro-negro.

"Somos só amigos e o Fluminense tem outras prioridades em 2008, como a Libertadores. Não tem esse negócio de ele fazer um joguinho com a camisa do tricolor e parar", decretou.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Roldán rodou

Rodou o espanhol Roldán Rodríguez, um dos notórios barbeiros da GP2, dado como certo na escuderia Super Nova de David Sears. O piloto espanhol agora só terá uma chance se buscar lugar na DPR - única equipe com assento disponível entre as 13 inscritas no campeonato.

Ele será substituído pelo dinamarquês Christian Bakkerud, que também vai estender o acordo assinado com a Super Nova para a GP2 Asian Series.

Agora o panorama dos pilotos é este:

iSport - Bruno Senna / Karun Chandhok

ART Grand Prix - Romain Grosjean / Luca Filippi

Campos Grand Prix - Vitaly Petrov / Ben Hanley

Super Nova - Christian Bakkerud / Álvaro Parente

DAMS - Jerôme d'Ambrosio / Kamui Kobayashi

Racing Engineering - Javier Villa / Giorgio Pantano

Arden International - Yelmer Buurman / Sébastien Buemi

Durango - Davide Valsecchi / Alberto Valério

FMS International - Adrián Valles / Andy Soucek

Trident Racing - Mike Conway / Ho Pin Tung

Piquet Sports / GP Racing - Andreas Züber / Pastor Maldonado

DPR - Michael Herck / a definir

BCN Competición - Paolo Nocera / Milos Pavlovic

Que moral!

Abro hoje o meu exemplar diário de O Globo e na primeira página interna de esportes, vejo uma grande e boa matéria assinada por Cláudio Nogueira sobre a volta de Gil de Ferran ao automobilismo, já comentada neste blog.

Gil merece. Não canso de dizer que dos pilotos brasileiros que vi correr, ele é um dos melhores. Eu o colocaria num top 5 com um time de respeito formado pelos três campeões mundiais de Fórmula 1 - Emerson, Nelson e Ayrton - e Ingo Hoffmann, porque lamentavelmente não vi o talento notório de José Carlos Pace.

A equipe dele, com base em Indianápolis, vai entrar com atraso no campeonato mas não duvidem: de saída, vai bater a Lowe's Fernandez Racing e no meio do ano, já estará embolada com Highcroft e Andretti-Green, as outras duas equipes que correm sob a bandeira Acura (leia-se Honda).

Só é preciso fazer pequenos reparos: um no texto da matéria, onde diz que os carros da ALMS estiveram nas Mil Milhas em novembro último. Não veio nenhum. Só eram os carros de sua similar européia, a Le Mans Series - embora a organização tenha convidado sim a Andretti-Green, por exemplo.

E Fórmula Mundial, eu não conheço. Conheço sim a ChampCar, que aliás fechou seus testes em Sebring com Franck Perera, da Conquest Racing, como o mais rápido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Caímos do telhado

Quem esteve em Interlagos em 10 de novembro, pode se preparar pra arquivar tudo o que viu na memória. Pois a Le Mans Series não voltará ao Brasil em 2008. A organização do campeonato preteriu as Mil Milhas como última prova do ano e vai com armas e bagagens para a China.

Os 1000 km de Xangai fecham no dia 2/11 - coincidentemente o dia do GP do Brasil de Fórmula 1 - o campeonato, e com um prêmio e tanto para os vencedores das quatro categorias em disputa: vagas automáticas para as 24 Horas de Le Mans.

Essa corrida, segundo se sabe, é uma iniciativa conjunta da LMS e do ACO para a formação da Asian Le Mans Series, que substituirá a natimorta Japan Le Mans Challenge. Este campeonato jamais emplacou e suas provas tinham em média 10 carros apenas por prova.

Agora, é lamentável que a organização brasileira não tenha podido competir contra o poder dos chineses. Antonio Hermann fez o possível e foi duramente criticado e crucificado pela comunidade automobilística por assumir o desafio de transformar as Mil Milhas num evento internacional.

Ele me assegurou em Interlagos na última prova da Stock Car que possuía um "plano B" se a LMS não quisesse mais vir ao Brasil. E eu pergunto agora: que plano B é este?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Dois anos!

O tempo é implacável. Passa rápido, mas nós temos que entender e crer que se vivermos bem e fizermos o que gostamos, a ação dos dias, meses e anos não é tão inclemente assim.

Desde que descobri que podia fazer de um blog um espaço bacana para falar tudo sobre tudo - ou melhor, quase tudo - fiz disto a minha segunda atividade diária mais importante depois do trabalho. Mas como não sou tão dependente dele assim, tudo o que escrevo é com o maior prazer e orgulho.

Não consigo disfarçar a alegria. Hoje, 4 de fevereiro, o Saco de Gatos completa dois anos. Apagar velinhas em pleno carnaval e em plenas férias, descansando e me distraindo, é o que podia acontecer de melhor.

Quero aqui agradecer a cada um de vocês leitores, amigos e agregados que contribuíram para que este blog fosse um razoável sucesso dentro do mundo virtual. Que estes dois anos se multipliquem por muitos outros. Ou até a minha paciência se esgotar.

Barcelona, dia 3 - Webber na frente em dia chocho

Chocho como o domingo carioca, nublado e com chuva, o domingo catalão teve o último dia de atividades das equipes da F-1 no circuito de Montmeló. Com tempo instável, os pilotos não andaram tanto quanto nos dias anteriores e o resultado tinha tudo para ser uma loteria. Como foi, no final.

É porque não é todo dia que se vê a Red Bull na ponta - e isto aconteceu porque Mark Webber fez o tempo de 1'22"385, contra 1'22"422 de Heikki Kövalainen, da McLaren, que ficou em segundo. Lewis Hamilton - que está incomodado (com toda razão) diante das manifestações racistas da torcida espanhola contra ele - foi o terceiro mais rápido.

A Renault encerrou os treinos com Fernando Alonso em quinto e Nelson Ângelo Piquet em nono. A Honda continua na mesma: último com Button e antepenúltimo com Rubens Barrichello. Entre eles, Adrian Sutil e o carro do ano passado da Spyker, agora como Force India.

Ferrari e Toyota, que não treinaram em Barcelona, vão andar no Bahrein.

Tempos do domingo:

1. Webber / RBR Renault - 1'22"385 (65)
2. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'22"422 (67)
3. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"491 (92)
4. Kubica / BMW Sauber - 1'22"492 (83)
5. Alonso / Renault - 1'22"509 (63)
6. Heidfeld / BMW Sauber - 1'22"874 (79)
7. Bourdais / STR Ferrari - 1'22"877 (90)
8. Coulthard / RBR Renault - 1'22"889 (81)
9. Piquet / Renault - 1'23"039 (64)
10. Vettel / STR Ferrari - 1'23"232 (74)
11. Barrichello / Honda - 1'23"795 (84)
12. Sutil / Force India Ferrari - 1'23"800 (86)
13. Button / Honda - 1'23"808 (85)

Domingo à francesa

Franck Montagny segue no topo na primeira sessão de testes da pré-temporada da ChampCar World Series. O piloto francês fez o tempo de 50"209, superando por 2 décimos a marca do britânico Justin Wilson. Oriol Serviá, que no sábado foi o segundo mais rápido, desta vez foi o quinto.

Os brasileiros continuam discretos nos testes: Bruno Junqueira foi o décimo; Enrique Bernoldi foi o décimo-segundo e Mário Moraes veio em seguida. As atividades em Sebring se encerram nesta segunda, com meio dia de treinamentos.

Os tempos foram os seguintes:

1- Franck Montagny, #7 Forsythe/Pettit Racing, 50.209 seconds, 119.668 mph, 183 laps

2- Justin Wilson, #1 Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.448 seconds, 119.101 mph, 200 laps

3- Graham Rahal, #2 Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.474 seconds, 119.040 mph, 179 laps

4- Franck Perera, #24 Conquest Racing, 50.495 seconds, 118.990 mph, 150 laps

5- Oriol Servia, #22 PKV Racing, 50.505 seconds, 118.966 mph, 212 laps

6- Alex Tagliani, #21 PKV Racing, 50.594 seconds, 118.757 mph, 214 laps

7- Alex Figge, #29 Pacific Coast Motorsports, 50.707 seconds, 118.493 mph, 176 laps

8- Simon Pagenaud, #34 Conquest Racing, 50.792 seconds, 118.294 mph, 139 laps

9- Paul Tracy, #3 Forsythe/Pettit Racing, 50.892 seconds, 118.062 mph, 127 laps

10- Bruno Junqueira, #19 Dale Coyne Racing, 51.122 seconds, 117.531 mph, 171 laps

11- Ernesto Viso, #4 Minardi Team USA, 51.295 seconds, 117.134 mph, 143 laps

12- Enrique Bernoldi, #8 Rocketsports Racing, 51.313 seconds, 117.093 mph, 197 laps

13- Mario Moraes, #11 Dale Coyne Racing, 51.346 seconds, 117.018 mph, 180 laps

14- David Martinez, #28 Pacific Coast Motorsports, 51.432 seconds, 116.822 mph, 203 laps

É do baú - Regi e Piquet em 1980!

Da série "coisas que só o YouTube faz por você", eis uma entrevista de Reginaldo Leme com Nelson Piquet, exibida pelo Globo Esporte pouco depois do brasileiro perder o Mundial de F-1 de 1980 para o insosso australiano Alan Jones.

Na apresentação, outra pérola: J. Hawilla, ele mesmo, o dono da Traffic.

Prestem atenção na resposta de Piquet à resposta sobre os carros mais inseguros da época. É por essas e outras que na Ferrari ninguém gostava dele. Mas os jornalistas italianos e os tiffosi adoravam o jeito abusado e irreverente do brasileiro.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ninguém vê, mas ela ainda existe...

Sem nenhum alarde na mídia, a ChampCar World Series já deu início aos ensaios de pré-temporada para o campeonato de 2008. É sabido que a categoria estadunidense anda muito mal das pernas e correu um rumor à boca pequena de que Carl Haas se mudaria para a IRL, o que para este evento seria um golpe mortal.

Mas pelo visto isto não acontecerá, pois a Newman-Haas-Lanigan contratou Justin Wilson para suceder Sébastien Bourdais e fazer dupla com Graham Rahal.

Neste último sábado, catorze pilotos foram à pista de Sebring para os primeiros treinos do ano. E o melhor tempo foi de... Franck Montagny, que gorado seu acerto com a Peugeot para a LMS e as 24 Horas de Le Mans, viu na ChampCar uma oportunidade pra continuar correndo de monopostos. Ao volante do carro #7 da Forsythe-Pettit Racing, ele fez o tempo de 50"788.

Oriol Serviá, ao volante do #6 da PKV Racing, registrou 50"856, com Justin Wilson em terceiro e um dos prováveis estreantes de 2008, Franck Perera (#24 Conquest Racing) ficou com a quarta posição.

Três brasileiros andaram no teste da Flórida: Bruno Junqueira, que deve renovar com a Dale Coyne, em oitavo. Mário Moraes, que disputou a F-3 inglesa e busca uma vaga na categoria, foi o nono - não muito distante do tempo do experiente piloto mineiro. E Enrique Bernoldi, que assinou com a Rocketsports, foi o décimo-terceiro e penúltimo na pista.

Das equipes inscritas no campeonato, apenas o Team Australia - que já tem contrato assinado com Will Power - não testou.

Confira os tempos do treino livre do sábado:

1- Franck Montagny, Forsythe Pettit Racing, 50.788 seconds, 118.304 mph
2- Oriol Servia, PKV Racing, 50.856 seconds, 118.145 mph
3- Justin Wilson, Newman/Haas/Lanigan Racing, 50.927 seconds, 117.981 mph
4- Franck Perera, Conquest Racing, 50.986 seconds, 117.844 mph
5- Alex Figge, Pacific Coast Motorsports, 51.097 seconds, 117.588 mph
6- Graham Rahal, Newman/Haas/Lanigan Racing, 51.104 seconds, 117.572 mph
7- Alex Tagliani, PKV Racing, 51.228 seconds, 117.287 mph
8- Bruno Junqueira, Dale Coyne Racing, 51.228 seconds, 117.287 mph
9- Mario Moraes, Dale Coyne Racing, 51.346 seconds, 117.018 mph
10- Paul Tracy, Forsythe Pettit Racing, 51.347 seconds, 117.016 mph
11- David Martinez, Pacific Coast Motorsports, 51.950 seconds, 115.657 mph
12- Ernesto Viso, Minardi Team USA, 51.973 seconds, 115.606 mph
13- Enrique Bernoldi, Rocketsports Racing, 52.019 seconds, 115.504 mph
14- Simon Pagenaud, Conquest Racing, 52.118 seconds, 115.285 mph

Ai que saudades eu tenho... VII

Fechando a seqüência de vídeos com desfiles antigos do carnaval carioca, nada como lembrar a sensacional passagem da Imperatriz Leopoldinense pela avenida em 1989.

No ano anterior, a agremiação de Ramos apostara num enredo satírico que não rendeu e o resultado foi melancólico: último lugar. Isto daria à escola o rebaixamento ao então Grupo 1-B. Mas uma mudança no regulamento manteve a Imperatriz entre as grandes e em vez de 14 escolas em 1988, desfilaram dezoito no ano seguinte.

Max Lopes, contratado por Luizinho Drummond, recebeu carta branca para fazer um enredo sobre os 100 anos da proclamação da república. Nasceu "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós" - e com direito a um poderoso samba cantado por Dominguinhos do Estácio (o que para os torcedores foi algo visto como bom presságio, pois a Imperatriz fora campeã em 80 e 81 tendo ele como intérprete oficial) e escrito por Vicentinho, Jurandir, Preto Jóia e Niltinho Tristeza, a expectativa era grande. Afinal, era um samba-enredo com cara... de samba-enredo, sem o formato já marcheado de algumas composições, vide "Festa Profana" da União da Ilha.

E a Imperatriz não decepcionou. Com carros alegóricos enormes, deslumbrantes, o samba na ponta da língua dos componentes, a excelente performance da bateria e de Dominguinhos, auxiliado por Wantuir e Preto Jóia na avenida, a escola repetiu o que o Império Serrano fizera nos anos 80: de última no carnaval anterior ao título. Com 210 pontos somados, a Imperatriz venceu a Beija-Flor, que fizera o polêmico e midiático "Ratos e urubus..." com direito a Cristo mendigo - censurado pela Cúria Metropolitana.

Algo nos moldes do que a FIERJ fez hoje com o carro do Holocausto que a Viradouro apresentaria hoje...

Na torcida



O site Endurance Series soltou na noite deste sábado uma bomba e tanto: a Dener Motorsport, braço automobilístico da Stuttgart Sportcar, o importador oficial da Porsche no Brasil, é uma das concorrentes à vagas para as 24 Horas de Le Mans de 2008.

A concorrência não será fácil, pois são 25 veículos inscritos só na classe LMGT2 na qual está inserido o Porsche 997 GT3 RSR. Sete carros já estão pré-selecionados: quatro Ferraris (duas da Risi, uma da AF Corse e outra da BMS Scuderia Itália) e três Porsches (um de cada das equipes IMSA Performance, Team Felbermayr-Proton e Flying Lizard). Provavelmente, deste total de 25 competidores, o ACO vai selecionar 15 deles.

Para quem não sabe, a Dener Motorsport é participante assídua das Mil Milhas e em 2007 foi a única equipe totalmente brasileira a disputar a prova - uma iniciativa que chamou a atenção de ninguém menos que Norbert Singer, o homem por detrás do sucesso dos famosos protótipos Porsche 956 e 962, que ganharam tudo no lendário Grupo C do Mundial de Marcas. Além disso, já foram para Daytona e conquistaram um ótimo quarto lugar na classe GT2.

O Brasil já teve um trio de pilotos correndo juntos em Le Mans: Guaraná Menezes, Paulão Gomes e Marinho Amaral. Mas nunca uma equipe 100% brasileira, com pilotos, mecânicos e chefe de equipe - no caso o competentíssimo Dener Pires, auxiliado pelo irmão Douglas.

Fica então a partir de agora a nossa torcida para que esta inédita inscrição chame a atenção do Automóvel Clube do Oeste (ACO) e tenhamos a Dener Motorsport levando o verde-e-amarelo a uma das mais lendárias corridas da história do automobilismo mundial.

Barcelona, dia 2 - "Tiões" colocam Toro Rosso no topo

Arquibancadas lotadas em pleno sábado para os espanhóis verem o ídolo máximo do automobilismo treinando. Fernando Alonso é sinônimo de casa cheia mas, por enquanto, não tem traduzido o carinho e o apoio dos compatriotas em resultados. Talvez muito mais preocupado com a resistência do conjunto do que propriamente a velocidade do R28, Alonso foi o sexto mais rápido no combinado das sessões de manhã e de tarde, realizadas ontem.

E tal como a sexta-feira, que reservou como grande surpresa o quarto tempo de Fisichella com a Force India, outro carro com motor Ferrari brilhou em Barcelona: o STR2, com Sebastian Vettel e Sébastien Bourdais. Os "Tiões" da escuderia Toro Rosso fizeram os dois melhores tempos, com diferença de 0s1 entre eles (Vettel à frente) e o número de voltas deles foi quase o mesmo - 89 para o teutônico, 88 para o gaulês.

Nelson Ângelo Piquet, o único brasileiro presente nos testes no sábado, ficou em sétimo entre 14 pilotos. A Williams, ao fim das atividades, resolveu voltar para Grove e solucionar o grave problema de montagem da asa dianteira que provocou na sexta a batida do japonês Kazuki Nakajima.

Os testes têm prosseguimento neste domingo.

Tempos dos sábado:

1. Vettel / STR Ferrari - 1'21"679 (89 voltas)
2. Bourdais / STR Ferrari - 1'21"782 (88)
3. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"135 (80)
4. Kövalainen / McLaren Mercedes - 1'22"511 (70)
5. Kubica / BMW Sauber - 1'22"833 (90)
6. Alonso / Renault - 1'22"938 (115)
7. Piquet / Renault - 1'23"002 (115)
8. Heidfeld / BMW Sauber - 1'23"014 (75)
9. Webber / RBR Renault - 1'23"020 (94)
10. Coulthard / RBR Renault - 1'23"322 (85)
11. Rosberg / Williams Toyota - 1'23"347 (34)
12. Nakajima / Williams Toyota - 1'23"948 (40)
13. Button / Honda - 1'23"959 (58)
14. Liuzzi / Force India Ferrari - 1'24"263 (61)

Chega de "inhos"

Semana passada, foi Fred Sabino. Nesta é Alessandra Alves que deflagra uma campanha que eu apóio incondicionalmente: por favor, nada de chamar Nelson Ângelo Piquet de Nelsinho, seguindo a infeliz linhagem de diminutivos que grassaram no automobilismo brasileiro depois de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Brasileiro tem mania de achar carinhoso e bonitinho chamar todo mundo de "inho": Neguinho da Beija-Flor, Rubinho Barrichello, Ronaldinho, Ronaldinho Fenômeno, Felipe Massinha e et cetera... isto só para citar alguns exemplos.

Se queremos que o país volte a ter um campeão mundial capaz de devolver o status de celeiro de grandes talentos para o esporte a motor, que ele não seja chamado por diminutivos. O piloto da Renault já carrega consigo um sobrenome que por si só merece todo o nosso respeito. Afinal, são três títulos da primeira geração Piquet, que esperamos tenha seqüência a partir de 2008.

Ah... e há quem diga que Pedro Estácio, o quinto filho de Nelson, que já é kartista, faz misérias e é tido como melhor que seu irmão já presente na F-1.

Será?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Barcelona, dia 1 - Hamilton e Alonso trocam "gentilezas"

Aqui no Brasil ninguém vai querer saber de trabalho - e eu por enquanto estou de férias - até a quarta-feira de cinzas, pois o carnaval chegou. Entretanto, lá na Espanha, onde Momo não é rei, a Fórmula 1 inicia mais uma bateria de treinos coletivos da pré-temporada de 2008.

E foi em Barcelona que Lewis Hamilton e Fernando Alonso soltaram o verbo como na segunda metade da temporada, onde a animosidade entre o jovem britânico e o bicampeão mundial aflorou claramente, em decorrência do tratamento diferenciado que a McLaren dava entre os dois - e que foi o estopim para a volta do espanhol à Renault.

Hamilton deu declarações que "aprendeu com Alonso como não se comportar dentro de uma equipe". Alonso respondeu na medalhinha. "Quanto menos falar sobre isso melhor. Ele não fez nada na Fórmula 1."

O clima belicoso fora da pista ficou de lado dentro dela, mas os espanhóis não devem ter gostado de ver exatamente o desafeto do bicampeão em primeiro. Lewis Hamilton virou em 1'22"263 na melhor de suas 82 voltas. Alonso completou 61 voltas no total e foi 0s6 mais lento que o vice-campeão de 2007.

Robert Kubica foi o terceiro mais rápido e a surpresa máxima foi a quarta posição de Giancarlo Fisichella, com o Force India - que nada mais é que o Spyker do ano passado, com outra pintura e patrocinadores. Heidfeld, com a outra BMW Sauber e Gary Paffett, piloto de testes da McLaren, fecharam os seis mais rápidos. Nelson Ângelo Piquet ficou em sétimo e Rubens Barrichello em décimo-quarto e penúltimo.

A Williams deixou os treinos durante o período da tarde, após o monumental acidente do japonês Kazuki Nakajima. O piloto saiu ileso, mas por prevenção, os testes foram encerrados. De acordo com um comunicado oficial, o que provocou a batida foi uma montagem errada da asa dianteira.

Os tempos da sexta:

1. Hamilton / McLaren Mercedes - 1'22"263 (82)
2. Alonso / Renault - 1'22"889 (61)
3. Kubica / BMW Sauber - 1'22"983 (65)
4. Fisichella / Force India Ferrari - 1'23"015 (98)
5. Heidfeld / BMW Sauber - 1'23"270 (52)
6. Paffett / McLaren Mercedes - 1'23"349 (45)
7. Piquet / Renault - 1'23"367 (44)
8. Vettel / STR Ferrari - 1'23"387 (89)
9. Rosberg / Williams Toyota - 1'23"453 (12)
10. Coulthard / RBR Renault - 1'23"491 (60)
11. Webber / RBR Renault - 1'23"547 (52)
12. Bourdais / STR Ferrari - 1'23"836 (54)
13. Nakajima / Williams Toyota - 1'23"955 (35)
14. Barrichello / Honda - 1'24"125 (53)
15. Wurz / Honda - 1'26"975 (26)

Ai que saudades eu tenho... VI

Dando seqüência aos vídeos de carnavais de antigamente - mas nem tanto assim - uma homenagem a um dos mais criativos carnavalescos do Rio nos anos 70 e 80: Fernando Pinto.

Campeão em 1972 no Império com "Alô Alô Taí Carmem Miranda", ele marcou época na Mocidade Independente, com diversos enredos tendo como mote o Tropicalismo, já então um movimento devidamente detonado da história cultural do país - especialmente por força da ação dos militares que prenderam Gil e Caetano no fim de 1968.

Ele teve uma fugaz passagem pela Mangueira, onde fez o enredo "As mil e uma noites cariocas" e voltou para a Mocidade, onde chocou a avenida com o lendário carnaval do "Ziriguidum 2001", campeão de 1985.

Mas o vídeo de hoje não é deste desfile. E sim do último da carreira de Fernando Pinto, que ao bater com seu carro no início de 1988, acabou falecendo.

Com vocês, Mocidade Independente e "Tupinicópolis".

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Só falta um

A mais de dois meses do início do campeonato internacional da quarta temporada da GP2 Series, as vagas das treze equipes inscritas estão praticamente ocupadas.

Alguns nomes foram confirmados ao longo da semana: a Super Nova assinou com Roldán Rodriguez e com o português Álvaro Parente, campeão de 2007 da World Series. Giorgio Pantano, o mais experiente do lote, vai dividir a Racing Engineering com o espanhol Javier Villa. E Andy Soucek, já assinado com a DPR, trocou para a FMS International de Giancarlo Fisichella.

O espanhol será companheiro de equipe de Adrián Valles, porque a DPR teve parte de suas ações compradas pelo pai do belga Michael Herck, que assim será um dos pilotos em 2008.

Com apenas uma vaga restando, o panorama das equipes é o seguinte, lembrando que onze dos 25 pilotos confirmados são estreantes no campeonato:

iSport - Bruno Senna e Karum Chandhok

ART Grand Prix - Luca Filippi e Romain Grosjean

Campos Grand Prix - Vitaly Petrov e Ben Hanley

Super Nova - Roldán Rodriguez e Álvaro Parente

DAMS - Jerôme d'Ambrosio e Kamui Kobayashi

Racing Engineering - Javier Villa e Giorgio Pantano

Arden International - Sébastien Buemi e Yelmer Buurman

Durango - Davide Valsecchi e Alberto Valério

FMS International - Adrián Valles e Andy Soucek

Trident Racing - Mike Conway e Ho Pin Tung

Piquet Sports / GP Racing - Andreas Züber e Pastor Maldonado

DPR - Michael Herck e piloto a definir

BCN Competición - Paolo Nocera e Milos Pavlovic